Manual orienta pintores imobiliários sobre práticas seguras e saudáveis no trabalho

Publicação está disponível gratuitamente no portal da Fundacentro O processo de pintura imobiliária envolve riscos diversos e tem passado por inovações que exigem maior conhecimento por parte dos profissionais da área. Para apoiar esses trabalhadores, foi lançado o manual “Pintura imobiliária em condições seguras e saudáveis – Orientações para auxiliar o profissional a desenvolver suas atividades com segurança”. A publicação reúne orientações práticas para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. O material foi elaborado pelos autores Rodrigo Caoduro Roscani, Gilmar da Cunha Trivelato, Luís Renato Balbão Andrade, Luiz Antônio de Melo, Mariana Souza Gomes Fürst, Maria Christina Felix, Maria de Fátima Torres Faria Viegas e Patrícia Moura Dias, com coordenação de Cristiane Paim da Cunha. O manual integra o Projeto “Pintura Imobiliária em Condições Seguras e Saudáveis”, desenvolvido pela Fundacentro, a partir da demanda de associações de trabalhadores da categoria. A publicação aborda, de forma direta e acessível, os principais riscos da atividade, como o uso de tintas e solventes inflamáveis ou tóxicos, poeiras, mofo, trabalho em altura e com eletricidade. Também destaca questões relacionadas à organização do trabalho, procedimentos técnicos e novas formas de contratação. As recomendações vão desde a preparação do ambiente de trabalho até o descarte adequado de resíduos. Manter a limpeza e a organização do local ajuda a evitar quedas, acidentes com equipamentos e empilhamento inadequado de materiais. É essencial trabalhar em áreas ventiladas, ler atentamente os rótulos dos produtos e utilizar Equipamentos de Proteção Individual – EPIs, que protegem contra intoxicações, choques e outros acidentes. O manual também alerta para os cuidados no uso de escadas, a importância da ergonomia para prevenir lesões físicas e os impactos dos riscos psicossociais, como o estresse ocupacional. Ao final, os autores reforçam que a prevenção é responsabilidade de todos e que adotar boas práticas contribui diretamente para a saúde e segurança dos pintores. A publicação está disponível gratuitamente em publicações institucionais da Fundacentro. Fonte: Fundacentro

Junho celebra saúde mental masculina

Na construção civil, o Seconci-DF atua na promoção e no atendimento aos trabalhadores com profissionais do psicossocial e da saúde Comunicação Seconci-DF Com foco na saúde mental da classe masculina da construção civil, o Seconci-DF reforça a importância de os homens procurarem ajuda quando estiverem enfrentando problemas emocionais. Nesse sentido, a atuação da entidade se destaca por oferecer, por meio do seu serviço psicossocial, ações preventivas e atendimentos ao longo do ano nas áreas de psicologia e serviço social. A iniciativa busca quebrar barreiras do preconceito e promover a conscientização sobre a importância de pedir ajuda. “O trabalho no canteiro de obras, com palestras informativas e de sensibilização, tem como resultado a compreensão dos colaboradores e colaboradoras de que adoecimento psíquico não tem gênero, idade e raça pré-definidos”, afirma a psicóloga Flávia Ferraiolo, do Seconci-DF. Ela ressalta que as intervenções organizadas diretamente nos canteiros de obras permitem levar orientação, triagens e, principalmente, acolhimento a quem precisa. No escopo dessas ações está o projeto Seconci Presente, que oferece atendimento médico e psicossocial sem custo às empresas. Em dois anos, foram realizados um total de 4.581 atendimentos sociais, entre triagens e encaminhamentos; já na área médica, o número foi de 3.408 atendimentos e triagens diretamente nos canteiros. O programa reúne profissionais de diversas áreas — médicos, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de enfermagem — para realizar triagens nos locais de trabalho. As atividades incluem aferição de pressão arterial, glicemia, colesterol, aplicação de questionários psicossociais, encaminhamentos para redes de apoio e palestras educativas sobre saúde mental, entre outros temas. Segundo Flávia, “Todos nós, humanos, em algum momento, podemos nos desestabilizar emocionalmente. Como o público que trabalhamos é majoritariamente masculino, temos a grande oportunidade de vencer esse preconceito e de cuidar da saúde mental dos homens que estão na construção civil e eles estão vindo até nós”. Além dos atendimentos pontuais, o Seconci-DF mantém um serviço contínuo em sua sede, onde, com agendamento prévio, trabalhadores têm acesso a atendimentos individuais que complementam as ações nos canteiros. Depoimentos que transformam A atuação do Seconci-DF tem mudado histórias e promovido o bem-estar emocional de centenas de trabalhadores da construção civil. É o caso de José Ribamar Santos, encarregado da Supera Engenharia. “Pra mim é excelente. A gente vem passando por um processo de separação e toda a família ficou abalada. O apoio do Seconci me ajudou bastante. Acho que todo mundo precisa procurar ajuda. É difícil sair do buraco sozinho, e ter esse apoio do Seconci é fundamental para a saúde mental.” Deiler dos Santos, ajudante da empresa Pragma.eco, também compartilha sua experiência. “Acho que todos deveriam se preocupar com essa doença silenciosa que, muitas vezes, te leva para caminhos que, quando você percebe, já é tarde para procurar ajuda. Eu nunca me importei com minha saúde mental, e quando percebi, já estava muito doente mentalmente falando. Estou sentindo uma melhora considerável.” Benefícios integrais da iniciativa: Como procurar ajuda Trabalhadores de empresas associadas ao Seconci-DF podem solicitar atendimento por meio do projeto Seconci Presente, que realiza agendamentos via telefone e e-mail, com visitas regulares aos canteiros. Também é possível agendar atendimentos individuais na sede da instituição. Para mais informações, entre em contato com o Seconci-DF pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 211 / (61) 98124-3486 ou pelo e-mail  social@seconci-df.org.br

Centro de Formação Profissional: Jovens do serviço militar concluem curso de serralheria

Formandos integram projeto Soldão Cidadão e fizeram curso em parceria do Sinduscon-DF, Senai-DF e Exército brasileiro Comunicação Sinduscon-DF Empresários da indústria da construção civil e autoridades do Exército brasileiro participam, nesta quarta-feira (18/6), das 11h às 12h, da formatura da 1° turma de profissionais de serralheria no âmbito da parceria Sinduscon-DF, Senai-DF e Exército, por meio do Projeto Soldado Cidadão. Os formandos cursaram aulas práticas no Centro de Formação Profissional Sinduscon-DF/Senai, localizado no SIA, Trecho 17, Rua 14, Lote 25, em Brasília. O presidente do Sinduscon-DF, Adalberto Cleber Valadão Júnior, destaca que a parceria com o Exército brasileiro no Centro de Formação Profissional é extremamente exitosa. “Os integrantes do projeto Soldado Cidadão são bastante disciplinados e comprometidos com a qualidade no processo de ensino-aprendizagem. As aulas práticas enriqueceram muito essa experiência, que foi a primeira de muitas que virão”, disse ele. Com a parceria também do Senai-DF, o Centro de Formação Profissional iniciou suas atividades antes com pessoas selecionadas pelo programa Renova-DF. “A indústria da construção civil seguirá cada vez mais forte e de olho na formação qualificada de profissionais, já que há vagas para trabalhadores no setor”, afirmou o líder sindical. O Projeto Soldado Cidadão é uma iniciativa do Ministério da Defesa que visa a qualificação profissional de jovens que prestam serviço militar obrigatório, facilitando sua reinserção no mercado de trabalho após o período nas Forças Armadas. O projeto oferece cursos de qualificação profissional, complementando a formação cívico-cidadã dos militares temporários.  Desta vez, eles participaram do curso no Centro de Formação Profissional Sinduscon-DF/Senai-DF. Fonte: Sinduscon-DF

Afastamentos por saúde mental crescem 110% nos primeiros meses do ano

Levantamento mostra que casos relacionados à ansiedade, com diferentes manifestações clínicas, lideram os motivos para atestado médico, com 73% Dados coletados junto a uma base de quase 30 mil empresas clientes da VR, representando mais de 1,2 milhão de trabalhadores, mostram um aumento de 110% nos números médios de afastamentos mensais por problemas relacionados à saúde mental nos primeiros meses do ano. Foram registrados, entre janeiro e abril, 2.380 afastamentos, o que equivale a uma média de 595 por mês. No mesmo período do ano passado, foram 1.132 registros, com média de 283 mensais. Os números deste ano também revelam que, no quadrimestre, os afastamentos somaram 3.534 dias não trabalhados, com uma média de 884 dias.  Do total de códigos CIDs (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) reportados nos atestados de afastamento do mês de abril, 58% foram causados por transtornos ansiosos; 27%, episódios de depressão, leve, moderada ou graves; e 15%, transtorno misto ansioso e depressivo. Dados confirmam ainda que casos relacionados à ansiedade, com diferentes manifestações clínicas, lideram nos afastamentos, com 73%. O levantamento revelou também que o setor de consultoria liderou o registro de atestados médicos relacionados à saúde mental de abril, com 16% dos casos, seguido por varejo e comércio (17%, juntos), saúde (14%), construção e imobiliárias (11%) e indústria (10%). Por estado, São Paulo ocupa 40% dos afastamentos, Paraná (12,1%), Minas Gerais (7%) e Santa Catarina (6,4%). “Com nosso serviço de registro de ponto, vemos o quanto questões de saúde mental impactam não só os trabalhadores, mas também os empregadores, sobretudo os pequenos e médios. O controle de jornada é fundamental para o equilíbrio e bem-estar dos trabalhadores, o que impacta positivamente o desempenho organizacional”, explica João Altman, diretor-executivo de Gente e Gestão da VR. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com foco na gestão de riscos psicossociais, devido à preocupação das questões emocionais e psicológicas no ambiente de trabalho, relacionado ao aumento de afastamentos.  A mudança estabelece a obrigatoriedade de inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), além de aspectos físicos, como ergonomia e acidentes, e passaram a ser considerados fatores como estresse, assédio, sobrecarga e insegurança emocional. A legislação reforça a importância de ambientes mais humanos e acolhedores, capazes de promover o bem-estar integral dos colaboradores, e previne afastamentos relacionados à saúde mental. As empresas têm até maio de 2026 para se adequarem às novas exigências.  Fonte: Correio Braziliense

Alfabetização: iniciativa do Seconci-DF leva cidadania e dignidade aos trabalhadores

Projeto existe desde o início da década de 1990 e já atendeu mais de 13,5 mil trabalhadores da construção Comunicação Seconci-DF As turmas de alfabetização do Seconci-DF são uma oportunidade para que as empresas do setor promovam a alfabetização dentro dos ambientes de obra. Nesse sentido, turmas do primeiro segmento de alfabetização, que corresponde ao ensino fundamental, são montadas de acordo com a necessidade de cada obra. Em mais de 30 anos de projeto, a recompensa é vista na transformação de vida e no ganho que todos que passaram ou estão nas salas sentem no dia a dia. Atualmente, a instituição conta com duas turmas ativas e se prepara para inaugurar mais uma sala. De acordo com o coordenador pedagógico do Seconci-DF, Geraldo Henrique Gomes, a alfabetização tem como objetivo devolver a dignidade e a cidadania aos participantes. “O Seconci começou seu projeto de alfabetização na década de 1990. Desde então, já atendemos mais de 13 mil alunos. Ele é realizado dentro do canteiro de obras, aproveitando a estrutura física da empresa, que pode ser o próprio refeitório, e visa resgatar a cidadania do operário da construção”, explicou Geraldo. As empresas que apoiam a alfabetização reconhecem como os trabalhadores que participam têm suas vidas transformadas. A técnica de segurança do trabalho Ana Carolina Batista, da empresa parceira FAENGE, reforça como a mudança é visível para os alunos da escola de alfabetização. “O que eu percebo é que os funcionários que frequentam a sala de aula desenvolveram muito na leitura, na escrita, no modo de falar. Eles já conseguem ler e formar pequenas palavras, além de se expressarem melhor”, contou Ana Carolina. Os trabalhadores que estão nas turmas de alfabetização falam da importância de poderem estudar e das descobertas que o ensino proporciona. Para o ajudante Jorge Galvão, é importante ter a sala de aula, e ele segue aprendendo dia após dia. “Eu lia pouco, agora estou lendo mais ou menos e sigo desenvolvendo mais. A professora é muito educada e muito paciente com a gente”, disse Jorge. Da mesma forma, o meio oficial Adão Domingos conta que não sabia ler nem escrever e, graças à turma de alfabetização na empresa onde trabalha, ele consegue realizar atividades simples do dia a dia. “Eu não sabia nada. Não lia, não escrevia, e hoje, com apoio da empresa e do Seconci, consigo pegar um ônibus”, contou Adão. Para formar uma turma de alfabetização para seus trabalhadores, as empresas do setor da construção podem entrar em contato com o Seconci-DF pelo telefone (61) 3399-1888, ramal 241, ou pelo e-mail coordenacao.apoio@seconci-df.org.br para mais informações.

MTE abre consulta pública sobre nova redação da NR-21 – Trabalho a Céu Aberto

O Ministério do Trabalho e Emprego abriu, nesta terça-feira, 11 de junho, uma consulta pública para revisão da NR-21 (Norma Regulamentadora nº 21), que fala sobre Trabalho a Céu Aberto. A proposta de novo texto técnico está disponível para contribuições até o dia 28 de julho de 2025, exclusivamente pelo portal Participa + Brasil: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consultas-publicas. A revisão da norma trata das condições de segurança e saúde para atividades realizadas ao ar livre. Dessa forma, tem como objetivo atualizar seu conteúdo técnico e estrutural. O processo segue os procedimentos estabelecidos pela Portaria MTP nº 672/2021 e passou por uma AIR (Análise de Impacto Regulatório), disponível neste link. A proposta inicial foi elaborada por representantes do governo. Assim, o MTE agora convida empregadores, trabalhadores, profissionais de SST, sindicatos, órgãos de governo e demais partes interessadas a participarem do processo de construção coletiva do novo texto. Como participar? As contribuições devem ser feitas diretamente no documento eletrônico disponível na plataforma Participa + Brasil. Então, para comentar, basta clicar no ícone em formato de “balão” ao lado do item desejado. Também é possível anexar arquivos com sugestões ao final da página. Podem ser feitas observações sobre estrutura, conteúdo e redação dos itens e subitens da norma. Contudo, as sugestões devem ser claras e objetivas, que permitam a análise técnica por parte da SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho). Etapas seguintes Após o encerramento da consulta, as contribuições serão analisadas pela SIT, que elaborará uma proposta consolidada a ser debatida no âmbito de um GTT (Grupo de Trabalho Tripartite). Assim, esse grupo, composto por representantes do governo, de trabalhadores e de empregadores, terá a responsabilidade de discutir e aprovar o novo texto da NR-21. A proposta final do GTT será então encaminhada para apreciação da CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente), que dará a palavra final sobre a adoção da nova redação. Em caso de dúvidas sobre a plataforma, os interessados podem acessar o endereço: https://www.gov.br/participamaisbrasil/ajuda. Contato para esclarecimentos adicionais: normatizacao.sit@trabalho.gov.br  Por Nícolas Suppelsa / Repórter da Revista Proteção

Medicina do Seconci-DF bate recorde de exames ocupacionais em maio de 2025

Comunicação Seconci-DF Com orgulho e gratidão, o Seconci-DF celebra o excelente resultado alcançado pela equipe médica no mês de maio. Foram 1.317 exames ocupacionais realizados, entre admissionais, periódicos, demissionais, de retorno ao trabalho e de mudança de risco. O número representa um novo recorde histórico, superando os resultados obtidos nos anos anteriores: A marca é reflexo direto do comprometimento, agilidade e dedicação de toda a equipe médica, que atua com excelência e sensibilidade para garantir a saúde dos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. Nosso reconhecimento vai para cada profissional envolvido nesse resultado — médicos, técnicos, assistentes e demais colaboradores do setor. Vocês fazem a diferença! Gostaria de agradecer imensamente a toda a equipe. Maio foi o mês em que atingimos o nosso recorde de atendimento – e fizemos isso com excelência, sem qualquer registro de reclamação. Um feito que só foi possível graças ao comprometimento, à organização e ao profissionalismo de cada integrante do time, tanto da área administrativa quanto do atendimento direto. MAURÍCIO NIETO, gerente médico do Seconci-DF Do ponto de vista da gestão, é fundamental mantermos atenção à nossa capacidade operacional. O aumento na demanda por exames ocupacionais é positivo, pois traz uma receita importante e fortalece a sustentabilidade da instituição. Esse serviço não apenas complementa nossas ações assistenciais, como também reforça o bom funcionamento do Seconci-DF como um todo. Alcançar esse recorde, mantendo o padrão de qualidade no atendimento, demonstra que estamos preparados para crescer com eficiência e responsabilidade. É um resultado que merece ser comemorado! GEÓRGIA GRACE, gerente geral do Seconci-DF Parabéns a todos e todas! Seguimos firmes na missão de promover saúde, qualidade de vida e segurança para quem constrói o DF.

Cigarros eletrônicos alteram composição da saliva, aumentando o risco de doenças bucais

Pesquisadores da Unesp e colaboradores avaliaram 50 jovens com média de idade entre 26 e 27 anos. Objetivo foi encontrar biomarcadores que possibilitem a detecção precoce de alterações na saúde É cada vez maior o número de adeptos dos cigarros eletrônicos, também chamados de vapes: estima-se que ao menos 20% dos jovens adultos brasileiros já tenham usado ao menos uma vez esses aparelhos inicialmente desenvolvidos com o objetivo de facilitar a cessação do tabagismo. Mas as pesquisas científicas têm demonstrado justamente o contrário. Esses dispositivos não ajudam a parar de fumar e ainda aumentam significativamente a dependência de nicotina, além de causar outros danos à saúde. Atualmente, sabe-se que o cigarro eletrônico pode gerar lesões agudas nos pulmões e está associado a doenças e riscos similares aos do cigarro comum, como asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e enfisema pulmonar, além de poder causar alterações nos vasos sanguíneos, aumentando o risco cardiovascular. Seus compostos também possuem substâncias cancerígenas. Agora, um estudo realizado no Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICT-Unesp), com a colaboração de cientistas das universidades de São Paulo (USP) e de Santiago de Compostela, na Espanha, constatou que os vapes alteram a composição da saliva dos usuários, aumentando o risco de doenças bucais, como cáries, lesões da mucosa e doença periodontal. Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP por meio de quatro projetos (20/10362-0, 20/10322-9, 22/16249-7 e 24/20063-1), foram publicados no International Journal of Molecular Sciences e compõem parte dos resultados obtidos durante o doutorado de Bruna Fernandes do Carmo Carvalho. Para chegar à conclusão, os pesquisadores selecionaram 50 jovens sem alterações clínicas visíveis na mucosa oral, com média de idade entre 26 e 27 anos: 25 usuários regulares e exclusivos de cigarros eletrônicos há pelo menos seis meses e 25 não usuários para o grupo-controle. É importante ressaltar que, no Brasil, o consumo e a venda de cigarros eletrônicos são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009 – daí a dificuldade de encontrar voluntários que concordassem em participar do estudo. Todos forneceram amostras de saliva para serem feitas análises que incluíram a sialiometria (avaliação da saliva), viscosidade, pH e concentrações de cotinina – um importante biomarcador relacionado à exposição à nicotina. Altas doses dessa substância na saliva, urina ou sangue estão associadas a maiores níveis de dependência. Os voluntários também passaram por análises clínicas, que mediram a frequência cardíaca, a oximetria, a glicemia, a concentração do monóxido de carbono (CO) no ar exalado e o uso de álcool. Após a análise da saliva, os pesquisadores constataram alta concentração de cotinina entre os usuários de cigarros eletrônicos. Eles também identificaram a presença de 342 metabólitos salivares (compostos resultantes do metabolismo de substâncias na saliva), mas foram considerados para a análise apenas aqueles encontrados em pelo menos 70% das amostras. Do total, 101 metabólitos foram incluídos no estudo: 61 eram exclusivos do grupo de usuários, enquanto 40 compostos eram compartilhados entre os dois grupos. A partir de então, sete biomarcadores promissores foram identificados: quatro se mostraram específicos e aumentaram no grupo que usa cigarros eletrônicos (ácido esteárico, ácido elaídico, valina e ácido 3-fenilático) e três foram compartilhados entre os grupos (galactitol, glicerol 2-fosfato e glucono-1,5-lactona). “A identificação desses metabólitos é importante porque eles podem se tornar potenciais biomarcadores para a detecção precoce de alterações de saúde. Ainda não temos bem estabelecido na literatura científica qual é o impacto dessa alteração na saúde, mas sabemos que está relacionado a questões inflamatórias, metabolismo de substâncias químicas estranhas ao corpo [como drogas ou toxinas] e aos efeitos da queima de biomassa”, explica a cirurgiã-dentista Janete Dias Almeida, professora titular do Departamento de Biociências e Diagnóstico Bucal da Unesp e coordenadora do estudo. Isso significa que vias inflamatórias específicas ligadas à doença periodontal, por exemplo, podem ser induzidas por cigarros eletrônicos. Os resultados dessas análises foram apresentados durante o 17º Congresso da Sociedad Española de Medicina (Semo) e a 18ª Reunião da Academia Iberoamericana de Patología y Medicina Bucal (AIPMB), realizados em Santiago de Compostela, na Espanha, em 2023, tendo recebido menção honrosa. Baixo fluxo salivar e maior nível de CO O estudo constatou ainda que o fluxo salivar dos usuários de cigarros eletrônicos apresentou tendência à diminuição em relação ao grupo-controle, o que pode estar associado à presença de substâncias como propilenoglicol e glicerina nos aromatizantes – essas substâncias irritam as vias aéreas superiores e causam ressecamento das mucosas. Os resultados também indicaram baixa viscosidade da saliva daqueles que usavam vapes, sendo que essa característica desempenha um papel crucial na proteção e hidratação da mucosa bucal. “A redução do fluxo salivar favorece a formação de biofilme, que é a película que se forma quando não fazemos a higiene adequada dos dentes, favorecendo o surgimento de doenças relacionadas à boca, como as lesões de cárie”, alerta a professora. No exame físico, os usuários de vapes apresentaram maior nível de monóxido de carbono exalado e menor saturação de oxigênio do que o grupo-controle. “Esse dado é muito importante porque a redução da oximetria significa que há menos oxigênio carreado no sangue pelas hemoglobinas. E o aumento do monóxido de carbono exalado também é um parâmetro muito importante”, destaca. Outra constatação dos pesquisadores é que os jovens que usavam cigarros eletrônicos relataram altas taxas de consumo de álcool: 76% dos participantes relataram uso concomitante dos dois produtos. Além disso, 52% declararam que o consumo de álcool aumentou sua frequência de uso de cigarros eletrônicos. Como é sabido, o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo são fatores de risco para várias doenças, entre elas o câncer oral. “O álcool atua na membrana celular, deixando a mucosa mais permeável e suscetível à ação das substâncias nocivas”, diz Almeida. Ainda segundo o estudo, apenas 24% dos participantes eram ex-fumantes de cigarro convencional; eles fumavam cigarros eletrônicos por pelo menos 2,13 anos (sendo que 52% usaram os dispositivos diariamente e 60% de sete a dez vezes por dia); os cigarros com sabores frutados/doces eram os mais consumidos, seguidos por sabores mentolados.

Segurança na Utilização de Elevadores do Tipo Cremalheira em Canteiros de Obras: Requisitos e Cuidados Essenciais

Neste ano, acidentes graves e fatais relacionados à queda de elevadores de passageiros do tipo cremalheira em canteiros de obras têm chamado a atenção para a importância da segurança na operação desses equipamentos. Esses incidentes evidenciam a necessidade de atenção redobrada às normas e procedimentos que garantam a integridade dos trabalhadores e a conformidade das instalações. Obrigações Legais e Normativas De acordo com a legislação vigente, toda construção com altura igual ou superior a 24 metros deve possuir, pelo menos, um elevador de passageiros que percorra toda a extensão vertical da obra, incluindo o subsolo. Essa instalação deve ser realizada, no máximo, a partir de 15 metros de deslocamento vertical, garantindo acessibilidade e segurança durante toda a fase de construção. Com a proibição do uso de elevadores tracionados com cabo único ou adaptados com cabos que não atendam às normas técnicas nacionais, muitas empresas migraram para a instalação de elevadores do tipo cremalheira. No entanto, essa mudança exige atenção especial aos requisitos normativos para assegurar uma operação segura. Requisitos para Uso Seguro do Elevador do Tipo Cremalheira Para garantir a segurança na utilização desses equipamentos, as empresas devem possuir e manter atualizados os seguintes documentos e procedimentos: a) Programa de manutenção preventiva: Deve seguir as recomendações do fabricante, importador ou locador do equipamento. b) Termo de entrega técnica: Deve estar de acordo com as normas técnicas nacionais vigentes ou, na ausência delas, conforme orientação do profissional legalmente habilitado responsável pelo equipamento. c) Laudo de testes dos freios de emergência: Realizado, no máximo, a cada 90 dias, assinado pelo responsável técnico pela manutenção ou por profissional habilitado, contendo os parâmetros mínimos estabelecidos pelas normas técnicas. d) Registro das vistorias diárias: Realizadas pelo operador antes do início dos serviços, conforme orientação do responsável técnico e seguindo as recomendações do manual do fabricante. e) Laudos de ensaios não destrutivos: Dos eixos dos motofreios e freios de emergência, com periodicidade definida por profissional habilitado, obedecendo aos prazos máximos do fabricante. f) Manual do fabricante: Disponível para consulta e orientação. g) Registro das atividades de manutenção: Conforme item 12.11 da NR-12. h) Laudo de aterramento: Elaborado por profissional habilitado, garantindo a segurança elétrica do equipamento. Atenção às Normas Regulamentadoras Além de todos esses requisitos, é fundamental estar atento ao item 18.11 da Norma Regulamentadora NR-18, que traz requisitos adicionais para a instalação, operação e manutenção de elevadores do tipo cremalheira. Essa norma também define as atribuições do operador do elevador, reforçando a importância de capacitação e treinamento adequados. A segurança na operação de elevadores do tipo cremalheira é uma responsabilidade de todos os envolvidos na obra. A conformidade com as normas técnicas, a manutenção preventiva rigorosa e o conhecimento das atribuições do operador são essenciais para evitar acidentes e garantir a integridade dos trabalhadores. Investir em treinamentos, inspeções periódicas e documentação adequada é o caminho para uma obra segura e eficiente. O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Dois anos de Seconci Presente e a promoção da saúde dos trabalhadores

Projeto do Seconci-DF leva profissionais aos canteiros de obras para cuidar da saúde física e mental no setor da construção Comunicação Seconci-DF Desde maio de 2023, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) percorre canteiros de obras por todo o Distrito Federal, levando saúde, direitos e promovendo assistência social junto aos trabalhadores das empresas parceiras. Em dois anos, 96 canteiros receberam a equipe do projeto, reforçando a demanda e a necessidade do serviço. Coordenado pelo serviço psicossocial da instituição, o Seconci Presente oferece atendimento médico, composto por aferição de pressão arterial, glicemia, colesterol, medição de peso e altura, bem como atendimento psicossocial realizado pela equipe técnica. O diretor do Seconci-DF, Paulo Sarkis Antonio, foi um dos incentivadores do projeto e comentou sobre os dois anos e da necessidade de atender o trabalhador além das exigências legais, como é feito pelo Seconci Presente. “Levamos uma equipe multidisciplinar aos canteiros de obras, ouvimos o trabalhador em suas necessidades, assim como seus familiares, que são acolhidos, orientados e encaminhados para os devidos cuidados. Nesses dois anos de atuação, atendemos mais de 2,5 mil trabalhadores, oferecendo dignidade e suporte. É muito gratificante perceber os resultados desse trabalho”, explicou Paulo. Os números de atendimentos e encaminhamentos para as áreas do Seconci e entidades parceiras demonstram a importância do projeto no setor. Em dois anos, foram realizados um total de 4.581 atendimentos sociais, entre triagens e encaminhamentos; já na área médica, o número foi de 3.408 atendimentos e triagens durante as visitas aos canteiros que solicitaram o serviço. Os encaminhamentos são direcionados às áreas médica e psicossocial do Seconci, além da rede de apoio, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Alcoólicos Anônimos (AA), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), CAPS AD (álcool e drogas), Comitês de Proteção à Mulher do DF, entre outros. A assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, contou sobre a importância do projeto e como ele atua na atenção básica e no cuidado com os trabalhadores. “O Seconci Presente completa dois anos de atuação direta nos canteiros de obras, levando acolhimento, escuta, orientação e cuidados psicossociais e de saúde aos nossos trabalhadores. Agradecemos a confiança das empresas que abriram espaço para o cuidado acontecer, principalmente aos nossos trabalhadores, que são a razão do nosso trabalho”, comentou Roseane. Na área médica, o Seconci Presente é uma porta de entrada para muitos trabalhadores que não têm acesso aos serviços médicos ou desconhecem os benefícios disponíveis no Seconci-DF. Para o gerente médico do Seconci-DF, Maurício Nieto, o projeto é fundamental para disseminar o trabalho da instituição e promover a saúde dos trabalhadores. “É com muito entusiasmo que vejo os resultados alcançados nesses dois anos de Seconci Presente. Essa iniciativa valiosa tem ampliado de forma significativa o alcance das nossas ações em saúde, levando informação, acolhimento e prevenção diretamente ao local de trabalho dos operários da construção civil”, disse Maurício. As empresas e os profissionais do setor da construção elogiam a iniciativa e reforçam a importância do apoio e da parceria com o Seconci na promoção da saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores. “Participamos de uma triagem onde foram realizadas aferições de pressão arterial e recebemos orientações importantes sobre a saúde mental e física. Fomos conscientizados sobre a importância do acompanhamento psicológico e do cuidado com a saúde, de forma geral”, elogiou Carlos César, encarregado da empresa parceira Tecnicall. A presença dos profissionais do Seconci Presente e a possibilidade de atendimento posterior, por meio dos encaminhamentos realizados, são reconhecidas como peças fundamentais para o sucesso do projeto. “A parceria entre as empresas da construção civil com o Seconci-DF tem gerado ações de grande valor. Além da documentação de segurança, que é excelente, há entrevistas individuais com os colaboradores e medições qualitativas e quantitativas de alta qualidade. O atendimento médico, odontológico, oftalmológico e urológico leva dignidade aos trabalhadores. Esse é um trabalho essencial”, agradeceu Richard Sousa, técnico de segurança do trabalho da empresa Pragmasud Engenharia. Já estabelecido como um dos principais serviços do Seconci-DF, este projeto é a prova de que a união de esforços entre empresas e Seconci pode ser o caminho para a promoção de um setor da construção mais responsável. A gerente-geral do Seconci-DF, Geórgia Grace Bernardes, comentou sobre a importância do Seconci nas obras. “Nossa presença e nosso cuidado junto ao trabalhador são a razão de ser do Seconci”, pontuou Geórgia. O Seconci Presente está disponível para todas as empresas que apoiam a obra social da instituição. Este serviço, assim como os demais serviços assistenciais do Seconci, não tem custo e pode ser solicitado pelo telefone (61) 3399-1888 ou pelo e-mail seconci@seconci-df.org.br.