Campanha Outubro Rosa do Seconci-DF é destaque no Jornal de Brasília

Saúde e cuidado nos canteiros de obras Durante o Outubro Rosa, tra-balhadoras da construção civil no Distrito Federal estão recebendo palestras e atendimentos gratuitos voltados à saúde feminina direta-mente nos canteiros de obras. A iniciativa faz parte da Maratona Saúde da Mulher, promovida pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Secon-ci-DF), que oferece palestras, consultas ginecológicas, exames preventivos e orientações sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama e de outras doenças. A campanha visitará 36 canteiros e a expectativa é atender 3,1 mil mulheres. Segundo Eduardo Aroeira Almeida, presidente do Seconci-DF, o objetivo é aumentar o acesso das trabalhadoras ao serviço médico gratuito. “O atendimento não se restringe somente à ginecologia, mas a outras áreas como clínica médica, oftalmologia, odonto-logia e serviço psicossocial. Além das ações nos canteiros, temos reforço no atendimento semanal para realização de consultas ginecológicas, papanicolau, mamografia, ultrassonografia ginecológica, exames laboratoriais, além de orientações sobre saúde feminina”, destacou. Para Patrícia Braz, coordena-dora do Sindicato dos Trabalha-dores nas Indústrias da Constru-ção e do Mobiliário de Brasília (STICOMBE), a parceria com o Seconci-DF é essencial. “Essas iniciativas acontecem todos os anos, cada mês com um tema específico. Neste mês, o foco é o Outubro Rosa, trazendo também a conscientização emocional, por-que o emocional também afeta a saúde”, explicou. Ivete da Silva, 54 anos, que tra-balha na área de manutenção de obras, ressaltou a importância das orientações sobre prevenção ao câncer de mama. “Já vi muitos relatos que tiveram sucesso por buscar tratamento a tempo. A gente precisa observar e se analisar sempre”, contou. Ela destacou ainda que, mesmo trabalhando em um ambiente majoritaria-mente masculino, percebe a participação dos homens. “Às vezes marido aprende na palestra e leva o conhecimento para casa, podendo alertar a esposa. Isso é muito bom”, disse. Maria do Rosário Machado, 41 anos, que atua na manutenção há dez meses, participou da palestra sobre saúde feminina e reforçou a importância de aproximar o tema do dia a dia das trabalhado-ras e dos homens. “Eu achei muito interessante, trouxe um conteúdo mportante não só para as mulhe-res, mas para os homens. Ajuda a gente a se conhecer melhor, porque tem pessoas que ainda não entendem bem do assunto”, contou. De acordo com Ana Paula dos Santos, técnica de enfermagem do Seconci-DF, a campanha tem como principal objetivo reforçar a importância dos cuidados com a saúde e manter o tema sem-pre em evidência. “A finalidade é falar sobre esse assunto para trazer à memória que a gente precisa se cuidar. O importante é que os trabalhadores entendam que podem buscar ajuda e se pre-venir”, destacou. CARLIANE GOMES | redacao@grupojbr.com

Seconci-DF abre agenda de palestras do Novembro Azul

Além das palestras, o Serviço Social oferece atendimento médico urológico gratuito aos trabalhadores das empresas parceiras Comunicação Seconci-DF O Seconci-DF iniciou oficialmente a agenda de palestras do Novembro Azul, mês dedicado à saúde do homem e à prevenção do câncer de próstata. As atividades são gratuitas e voltadas às empresas e trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. Além das palestras educativas, o Seconci-DF oferece atendimento médico urológico e exames gratuitos para os trabalhadores do setor, reforçando a importância do cuidado com a saúde e da detecção precoce de doenças. Todos esses serviços estão disponíveis para empresas que apoiam a obra social do Seconci-DF. As palestras podem ser agendadas pelo telefone (61) 3399-1888 ou pelo whatsapp (61) 98166-6969. Para ter acesso ao atendimento médico, o trabalhador pode procurar o RH ou o técnico de segurança da empresa onde atua e solicitar a marcação da consulta pelo site www.seconci-df.org.br.

Conexão CBIC: restam 100 vagas do segundo lote para o encontro estratégico da construção

Restam apenas 100 vagas do segundo para o Conexão CBIC 2025, evento inédito promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no dia 2 de dezembro, das 9h às 17h, no auditório da CNI, em Brasília. A iniciativa vai reunir executivos, autoridades e especialistas para debater os caminhos da construção civil rumo a 2026, em uma jornada de reflexão, networking e estratégia. Voltado para líderes, empresários e dirigentes de entidades gestores da cadeia produtiva da construção civil, o Conexão CBIC vai reunir mais de 300 participantes em uma imersão com painéis de alto nível em 5 blocos temáticos: Cenário Político, Sustentabilidade, Funding Imobiliário, Liderança e Negócios, Economia Global. Entre os destaques da programação estão as participações de Valter Patriani, CEO da Construtora Patriani, no painel O Poder da Visão Empresarial; de Fernando Schüler, professor do Insper, em O Brasil em Travessia – O Papel do Estado e da Sociedade; e do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, no debate Funding da Construção – Oportunidades e Estratégias Financeiras. As inscrições estão abertas pelo Sympla, com condições especiais para associados da CBIC. As vagas são limitadas — garanta sua participação e confira os detalhes sobre valores e prazos neste link. Iniciativa da CBIC, o Conexão CBIC 2025 tem correalização do SESI e SENAI; patrocínio oficial da Caixa Econômica e Governo Federal; patrocínio institucional do Sienge e sistema Confea, Crea, Mútua; e patrocínio bronze da Impacto Protensão. Agência CBIC

Jovens aprendem sobre segurança e prevenção em encerramento da Semana CANPAT Construção 2025 

Despertar nos jovens a importância da segurança e da prevenção de acidentes, dentro e fora do ambiente de trabalho, foi o foco do encerramento da Semana CANPAT Construção 2025, realizado nesta sexta-feira (10), no Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte, no Distrito Federal. A ação marcou a celebração do Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção 2025, reunindo estudantes e profissionais do setor em um dia de aprendizado e conscientização.  Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) e o Seconci Brasil, o evento levou para o ambiente escolar uma série de atividades práticas e palestras voltadas à segurança e à saúde no trabalho.  Na abertura, Gabriela Serafim, gestora da Comissão de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, destacou a relevância do tema e o papel da educação na formação de uma cultura de prevenção.  “Estamos aqui para lembrar que segurança começa com atitudes simples, como prestar atenção, cuidar dos colegas e respeitar as normas. Espero que vocês aprendam muito sobre segurança e que juntos possamos construir um futuro mais seguro para todos”, afirmou.  A programação contou com a palestra “Segurança e Saúde no Trabalho”, ministrada pelo engenheiro de segurança do Seconci-DF, Gerson de Alcântara, que trouxe orientações práticas sobre como identificar e evitar riscos no dia a dia.  “Pequenos descuidos podem levar a acidentes, como quedas, escorregões ou choques elétricos. Aprender a observar e agir com cautela é o primeiro passo para um ambiente seguro”, destacou o palestrante.  Gerson reforçou que o aprendizado deve começar ainda na escola, formando futuros profissionais mais conscientes sobre a importância da prevenção. Ele também apresentou os principais riscos da construção civil, como quedas de altura, choques elétricos e soterramentos, e ressaltou que todos podem ser evitados com o uso correto de equipamentos de proteção e o cumprimento das normas de segurança.  Durante a atividade, técnicos e engenheiros de segurança do Sesi apresentaram equipamentos de proteção e simularam situações de risco em um simulador móvel de espaço confinado e trabalho em altura, atraindo a atenção dos alunos.  A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira, também reforçou a importância da responsabilidade coletiva e do respeito aos profissionais que atuam na base da cadeia produtiva.  “Quando falamos de segurança, não é só no trabalho. É também sobre o cuidado com quem está à nossa volta, inclusive com os trabalhadores que lidam com o lixo, muitas vezes expostos a materiais cortantes. Pequenas atitudes fazem diferença na proteção de todos”, afirmou.  Além das palestras e demonstrações, o evento contou com sorteio de brindes e ampla participação dos estudantes, que se engajaram nas atividades de forma interativa.  O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho da Indústria na Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).         Agência CBIC | Fotos: Fernanda Medeiros/CBIC e PH Freitas/CBIC

Semana CANPAT Construção 2025: especialistas destacam que gestão no canteiro de obras é essencial para produtividade e segurança  

A importância da gestão eficiente nos canteiros de obras para garantir produtividade, segurança e qualidade foi o foco do painel “Gestão no Canteiro de Obras: A Base da Produtividade e da Segurança”, realizado nesta quinta-feira (9) durante a Semana CANPAT Construção 2025. O evento, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) e o Seconci Brasil, reuniu especialistas para debater boas práticas de planejamento e prevenção no setor.  A engenheira de segurança e supervisora do Departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG, Andreia Kaucher, destacou que produtividade e segurança caminham lado a lado nos canteiros. “Não existe produtividade se não houver segurança. Ainda encontramos muitas empresas que não percebem que a segurança está diretamente ligada à organização e à execução da obra”, afirmou.  Durante sua apresentação, Andreia ressaltou que o Planejamento de Gerenciamento de Riscos (PGR) é um instrumento essencial e deve ser tratado com maturidade pelas empresas. “Hoje, não existe mais segurança do trabalho cartorial. É preciso comprovar que o sistema de gestão está em movimento, sendo constantemente alimentado e atualizado”, explicou. Ela também defendeu o engajamento da liderança como fator decisivo para o sucesso das práticas de segurança e saúde no trabalho.  O professor universitário da Escola de Engenharia de Piracicaba (EEP), Eduardo Buoso, reforçou a importância do planejamento integrado como diferencial competitivo e de segurança nas obras. Segundo ele, uma boa gestão evita perdas, retrabalhos e riscos. “No mercado atual, a perda não é mais aceitável. Gestão é administrar recursos com planejamento, produtividade e segurança, controlando erros no processo e evitando desperdícios”, destacou.  Com base em sua experiência de mais de 30 anos, Buoso apresentou casos reais e exemplos práticos de empresas que obtiveram ganhos expressivos ao incorporar a segurança no planejamento. “A segurança não se limita às pessoas, mas a todo o processo. Quando há integração entre gestores, equipes e contratantes, os resultados aparecem em forma de eficiência, redução de custos e cumprimento de prazos”, afirmou.  A mediação do painel ficou a cargo de José Bassili, gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP, que ressaltou a relevância do tema no contexto da Semana CANPAT Construção. “Uma boa gestão no canteiro é essencial para garantir produtividade e segurança, bem como a qualidade da obra”, observou.  A Semana CANPAT Construção 2025 segue até esta sexta-feira (10), com o encerramento marcado por ações presenciais do Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção 2025.   A transmissão completa do painel está disponível no canal da CBIC no YouTube.    O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho da Indústria na Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).        Agência CBIC

Semana CANPAT Construção 2025: O papel da indústria na segurança e na performance dos equipamentos de proteção  

“Equipamento de proteção individual é, muitas vezes, a última e única barreira entre o trabalhador e o acidente.” A afirmação do diretor executivo da ANIMASEG, Raul Casanova Júnior, sintetizou o alerta que marcou o Painel Técnico “Qualidade, Conformidade e Performance: o olhar do fabricante sobre os equipamentos de segurança”, realizado nesta quarta-feira (8) durante a Semana CANPAT Construção 2025.  Mediado por Haruo Ishikawa, vice-presidente do Sinduscon-SP e coordenador do Grupo Estratégico de SST da CPRT/CBIC, o encontro trouxe uma reflexão sobre a importância da fabricação responsável, da fiscalização e do uso correto dos EPIs como pilares essenciais para reduzir acidentes e fortalecer a cultura de segurança nos canteiros de obras.  Raul Casanova apresentou um panorama do setor e enfatizou que o Brasil conta hoje com cerca de 102 milhões de trabalhadores, sendo que mais de 80% não têm orientação em segurança do trabalho. “Temos um contingente enorme de pessoas sem qualquer orientação técnica, e em muitas pequenas empresas não há sequer um profissional habilitado na área. Isso significa que milhões de trabalhadores estão expostos sem suporte adequado”, alertou.  O especialista destacou ainda que 98,5% das empresas brasileiras têm até 50 funcionários e, pela legislação atual, não são obrigadas a manter profissionais de segurança do trabalho. “É uma realidade preocupante. Não há controle de risco, nem treinamento. Por isso, defender o uso de EPIs de qualidade é fundamental para reduzir acidentes”, afirmou.  Segundo Casanova, a ANIMASEG, entidade que reúne 170 empresas responsáveis por 80% do mercado nacional de EPIs, tem atuado há mais de quatro décadas para elevar o padrão de qualidade, conformidade e performance dos produtos, alinhando as normas brasileiras às internacionais. “Trabalhamos para que o EPI brasileiro siga as mesmas referências técnicas de países com alto nível de exigência. A régua da qualidade precisa subir, não descer”, defendeu.  Durante a apresentação, ele também explicou a evolução do sistema de certificação e fiscalização dos equipamentos, que desde 2021 passou a ser gerido diretamente pelo Ministério do Trabalho, em substituição ao modelo anterior do Inmetro. A mudança, segundo ele, aumentou o rigor nos processos e garantiu avaliações mais frequentes, considerando não apenas o produto, mas também o sistema de gestão das empresas fabricantes.  Raul Casanova chamou atenção ainda para a responsabilidade dos empregadores na escolha e na compra dos equipamentos. “O EPI precisa ser adequado ao risco e ao trabalhador. Não pode ser comprado apenas pelo menor preço. Quando o foco é o custo e não a proteção, todos perdem, o fabricante sério, o empregador e, principalmente, o trabalhador”, afirmou.  Para Ishikawa, discutir qualidade e conformidade é essencial para consolidar a cultura de segurança. “O EPI é indispensável no dia a dia das obras. É preciso reforçar a importância de escolher bem, usar corretamente e fiscalizar constantemente”, destacou.  Promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) e o Seconci Brasil, a Semana CANPAT Construção 2025 acontece até 10 de outubro, reunindo especialistas, autoridades e representantes da indústria para debater práticas e políticas voltadas à saúde, ao bem-estar e à segurança dos trabalhadores da construção civil.   A transmissão completa do painel está disponível no canal da CBIC no YouTube.  O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho da Indústria na Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).       Agência CBIC

Semana CANPAT Construção 2025: especialistas destacam importância da avaliação médica e da atenção primária à saúde para segurança em trabalhos em altura

A segurança no trabalho em altura exige mais do que equipamentos e normas: depende de atenção integral à saúde física e mental dos profissionais da construção civil. Essa foi a principal mensagem do painel “Saúde e Segurança nas Alturas: Boas Práticas no ASO da Construção Civil”, realizado nesta terça-feira (07), durante o segundo dia da Semana CANPAT Construção 2025.  Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) e o Seconci Brasil, o evento contou com a mediação de Giancarlo Brandão, superintendente ambulatorial do Seconci-SP, e a participação de Alexandre Costa, gerente médico ambulatorial da entidade.  Durante o encontro, Alexandre Costa apresentou dados sobre o perfil dos trabalhadores da construção civil, destacando o envelhecimento da força de trabalho e a crescente incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. “Essa mudança etária exige cuidados redobrados. Precisamos olhar para o trabalhador de forma mais ampla, entendendo suas limitações e promovendo ações preventivas”, afirmou.  Giancarlo Brandão reforçou o papel da Atenção Primária em Saúde (APS), projeto do Seconci-SP, como ferramenta estratégica para o setor. Segundo ele, a iniciativa tem levado unidades móveis aos canteiros de obras para realizar triagens, mapeamentos e campanhas de prevenção. “A ideia é levar a saúde até o canteiro, e não o contrário. Assim, conseguimos traçar o perfil de cada empresa e desenvolver programas específicos, seja de diabetes, hipertensão ou saúde mental”, explicou.   Um dos temas mais debatidos foi o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) em atividades com risco de queda, regulamentadas pela NR-35. Alexandre Costa ressaltou que, embora a norma não determine exames obrigatórios além da avaliação clínica, há uma “janela de oportunidade” para o médico identificar doenças ou condições que possam comprometer a segurança. “Mesmo que o exame clínico seja suficiente para a aptidão, usar esse momento para investigar mais a fundo pode salvar vidas”, pontuou.  Brandão complementou com uma reflexão: “Quanto vale uma vida? Às vezes, um exame de baixo custo pode detectar uma condição que evitaria uma tragédia. Medicina ocupacional e segurança não são custo, são investimento”.  Outro ponto central do painel foi a saúde mental dos trabalhadores. Os especialistas destacaram o aumento de casos relacionados a estresse, dependência digital e endividamento por jogos de azar, fatores que afetam diretamente a atenção e o desempenho no canteiro. “Muitos trabalhadores não reconhecem o adoecimento mental. É preciso criar espaços de escuta e acolhimento”, observou Brandão. Alexandre Costa acrescentou que o diálogo diário entre equipes de segurança, RH e saúde é essencial para identificar sinais de vulnerabilidade e prevenir acidentes.  Encerrando o debate, os participantes reforçaram a importância da capacitação contínua e da liberdade para o trabalhador expressar quando não se sente apto a atuar em altura. “Mais do que cumprir uma exigência normativa, o foco deve ser o cuidado genuíno com a vida. Cada exame, cada conversa, cada treinamento é parte dessa proteção”, resumiu Costa.  A Semana CANPAT Construção 2025 segue até o dia 10 de outubro, com uma programação voltada à gestão eficaz de segurança e saúde no trabalho em altura. Os painéis estão sendo transmitidos ao vivo pelo canal da CBIC no YouTube.  Confira a íntegra do painel da Semana CANPAT Construção 2025 clicando aqui.  O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho da Indústria na Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).      Fonte: Agência CBIC

Semana CANPAT Construção 2025: painel destaca aplicação dos guias da CBIC para trabalho em altura com segurança 

Trabalhar em altura é um dos maiores desafios de segurança na construção civil e uma das áreas que mais exigem atenção, técnica e responsabilidade. Foi com esse foco que o primeiro painel técnico da Semana CANPAT Construção 2025 reuniu, nesta segunda-feira (6), especialistas e profissionais do setor para debater o tema “Trabalho em Altura com Segurança: Aplicação dos Guias de Sistema de Ancoragem da CBIC”.  Mediado por Andreia Kaucher, engenheira de segurança e supervisora do Departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG, o encontro contou com apresentações de Gustavo Carnevali, mestre em Engenharia Mecânica e especialista em sistemas de proteção contra quedas, e Lucas Bergman, engenheiro do Sesi-SC. A iniciativa é promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) e o Seconci Brasil.  Na abertura do painel, Andreia Kaucher destacou a relevância do debate e a necessidade de disseminar conhecimento técnico sobre o tema.  “Queda de altura ainda é um dos grandes desafios da construção civil. Precisamos disseminar esse conhecimento para que as pessoas compreendam a seriedade de um projeto. Estamos falando de vidas, de trabalhadores que dependem diretamente da segurança desses sistemas”, afirmou.  O engenheiro Gustavo Carnevali apresentou a aplicação prática dos Guias de Sistema de Ancoragem elaborados pela CBIC, voltados ao projeto e à instalação de sistemas de proteção contra quedas. Ele reforçou que o ponto de partida para qualquer projeto é uma análise de risco criteriosa.  “Antes de calcular ou projetar uma linha de vida, é preciso entender o risco. O projetista assume a responsabilidade técnica, mas a empresa também tem papel essencial na supervisão e na verificação das condições de segurança”, explicou.  “A aplicação dos guias busca orientar o mercado e padronizar critérios, com foco em segurança e responsabilidade. Cada projeto precisa ser tratado com seriedade, porque há vidas envolvidas. Algumas decisões, nesse campo, são inegociáveis”, completou.  Carnevali também apresentou casos práticos de aplicação dos sistemas, abordando as normas técnicas brasileiras e europeias e os cuidados necessários no dimensionamento e certificação de dispositivos de ancoragem. Segundo ele, os guias da CBIC têm papel fundamental em orientar engenheiros e empresas sobre a correta concepção, instalação e uso desses sistemas, promovendo uma cultura de segurança mais sólida no setor.  Na sequência, Lucas Bergman, engenheiro do Sesi-SC, destacou a importância de integrar a gestão de segurança ao planejamento das obras, com base em metodologias de melhoria contínua.  “Gestão eficaz é fazer o simples bem-feito. Precisamos olhar para o que já existe, aplicar métodos e ferramentas como o PDCA e garantir que o planejamento, a execução e a checagem de resultados caminhem juntos”, afirmou.  Bergman apresentou o programa Obra Mais Segura, desenvolvido pelo Sesi-SC em parceria com o Seconci e os Sinduscons locais. A iniciativa, que já alcançou mais de 800 obras e 34 mil trabalhadores, tem como objetivo reduzir acidentes e afastamentos ocupacionais por meio de inspeções periódicas, formação de agentes de segurança e ações de promoção à saúde.  “Hoje, cerca de 90% dos canteiros participantes estão em conformidade com o uso correto dos sistemas de proteção contra quedas. É um avanço expressivo, fruto de uma gestão persistente e da cooperação entre empresas, entidades e trabalhadores”, destacou o engenheiro.  Ao final, os participantes reforçaram que a prevenção de acidentes em trabalho em altura depende tanto da qualidade técnica dos projetos quanto do comprometimento das equipes no dia a dia das obras.  “Nada adianta um sistema bem projetado se ele não for utilizado corretamente. É fundamental que todos os profissionais entendam o propósito das medidas de segurança e façam parte desse processo”, concluiu Bergman.  Confira a íntegra do painel da Semana CANPAT Construção 2025 clicando aqui ou acessando o perfil oficial da CBIC no YouTube.  O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho da Indústria na Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).       Agência CBIC

Semana CANPAT Construção 2025: foco na gestão eficaz de segurança em trabalho em altura  

A segurança e o bem-estar dos trabalhadores voltam a ganhar destaque na construção civil nesta semana. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) abriu nesta segunda-feira (6) a Semana CANPAT Construção 2025, que neste ano tem como tema central a “Gestão eficaz de segurança e saúde no trabalho em altura na construção”. A programação, que segue até o dia 10 de outubro, reúne especialistas, autoridades e representantes da indústria em uma série de painéis transmitidos ao vivo pelo canal da CBIC no YouTube. O encerramento será marcado por ações presenciais do Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção 2025.  A iniciativa é promovida pela CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) e o Seconci Brasil, e tem como objetivo reforçar a cultura de prevenção de acidentes e o cuidado com a saúde e o bem-estar dos trabalhadores do setor.  Durante a abertura, o presidente executivo da CBIC, Fernando Guedes, destacou a consolidação da campanha e o papel central da saúde e segurança no desenvolvimento da construção civil.  “Já é um evento consolidado no nosso setor, porque saúde e segurança do trabalho são fundamentais para as nossas atividades. Buscar o bem-estar do trabalhador é o nosso desafio constante de todos os dias”, afirmou Guedes. “Ao longo desses oito anos, tivemos um alcance extraordinário entre profissionais, empresários e trabalhadores, e este ano tratamos de um tema essencial: a gestão do trabalho em altura.”  Guedes também ressaltou a importância das parcerias institucionais que dão sustentação à campanha.  “Sem o apoio do Sesi e do Seconci, que são grandes aliados do setor, não teríamos alcançado os resultados e o impacto que temos hoje. Essa cooperação é o que nos permite avançar de forma consistente na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis”, acrescentou.  O vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC e presidente da CPRT, Ricardo Michelon, abriu o evento lembrando o histórico da campanha e sua contribuição para a evolução da cultura de segurança no setor.  “A CANPAT Construção marca o compromisso da entidade em promover a cultura de prevenção de acidentes. Ao longo desses anos, se tornou um espaço de debate das principais lideranças e ações voltadas à saúde e segurança. Este ano, o foco no trabalho em altura é especialmente relevante, pois reflete o avanço do setor e sua conexão com o cuidado com as pessoas”, afirmou Michelon.  Entre os parceiros presentes, o superintendente de Saúde e Segurança do Sesi-DN, Emmanuel Lacerda, reforçou o papel da indústria na promoção do bem-estar integral dos trabalhadores.  “A indústria da construção tem feito o seu papel, reduzindo os níveis de afastamentos relacionados ao trabalho e de acidentes. Temos que ser intolerantes com os acidentes. Ainda existem, obviamente, e precisamos trabalhar contra isso. Essa agenda do bem-estar e da saúde integral se impõe em todos os setores, inclusive na construção. Iniciativas como a CANPAT reforçam a importância de levar segurança e saúde aos canteiros, em parceria com as entidades locais”, observou.  O coordenador-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Fabiano Rizzo Carvalho, destacou os avanços e desafios do setor.  “O número de acidentes e adoecimentos vem reduzindo, mas a informalidade ainda preocupa. Promover segurança e saúde vai muito além do fornecimento de EPIs, é um processo de conscientização que deve envolver empregadores e trabalhadores”, ressaltou.  O vice-presidente do Seconci Brasil, Yuri Vaz de Paula, destacou a atuação permanente do Seconci na promoção de ambientes mais seguros.  “Trabalhamos o ano inteiro junto às empresas e aos trabalhadores com treinamentos, programas ocupacionais e visitas em canteiros. A parceria com a CBIC e a CPRT é essencial para fortalecer essa agenda”, disse.  Encerrando as falas da abertura, o vice-presidente do Sinduscon-SP e coordenador do Grupo Estratégico de SST da CPRT/CBIC, Haruo Ishikawa, reforçou a importância da formação contínua e do investimento em tecnologia para a redução de acidentes.  “Investir em segurança dá lucro para as empresas. O trabalhador é quem constrói o Brasil, e cuidar da sua saúde física e mental é o que move o nosso setor. Estamos avançando em tecnologia e inovação para reduzir riscos e melhorar as condições nos canteiros”, afirmou.  Confira a íntegra do painel da Semana CANPAT Construção 2025 clicando aqui ou acessando o perfil oficial da CBIC no YouTube.  O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho da Indústria na Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).      

[Seconci na mídia] Salas de aula nos canteiros de obras e empresas

Oportunidades de retomar ou iniciar os estudos ocorrem dentro do ambiente de trabalho, durante o expediente e já beneficiaram mais de 14 mil operários e colaboradores nos últimos anos Correio Braziliense No Distrito Federal, iniciativas de alfabetização de jovens e adultos vêm transformando a vida de trabalhadores que, por diferentes razões, não tiveram a oportunidade de iniciar ou concluir os estudos. Essas ações, que vão desde a alfabetização básica até a preparação para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), buscam reduzir o índice de analfabetismo na capital, hoje em 1,7% da população, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) 2024. A construtora PaulOOctavio foi a primeira empresa da construção civil brasileira a realizar o projeto de alfabetização em canteiros de obra em 1989. Com a ação foi possível beneficiar mais de 2,5 mil operários, o que fez com que, segundo a assessoria, a empresa não possua mais colaboradores em situação de analfabetismo.  As salas de aula improvisadas — instaladas em canteiros de obra, ambiente corporativo e até mesmo dentro da própria comunidade — oferecem oportunidade única de conhecimento a colaboradores como Luiz Carlos Serafim, 54 anos, oficial de manutenção, que começou a trabalhar aos oito anos e nunca havia frequentado a escola.  Serafim iniciou os estudos em agosto de 2024 por meio da iniciativa da construtora Multiplan, em conjunto com o ParkShopping. Com os estudos, teve o dia a dia transformado no que diz respeito ao ambiente de trabalho e ao convívio social. Segundo ele, o que acontece em sala de aula vai além dos estudos. O espaço permite a criação de boas relações afetivas. O colaborador afirma: “Eu quase não tenho família; além do meu irmão, esses colegas são minha família”.   Iniciativas como essa também são realizadas pelas construtoras Conbral e Faenge, em parceria com o Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-DF) e pela Secretaria de Estado e Educação do Distrito Federal (SEED- -DF). Por meio das salas de aula improvisadas, as instituições oferecem um serviço benéfico aos trabalhadores, à sociedade no geral e aos empresários que buscam desenvolver as habilidades educacionais de seus colaboradores.  Para a pedagoga Tayanne Gomes, 29, que atua com cerca de 10 alunos regulares em um dos canteiros de obra da Faenge, o projeto é de muito valor para a sociedade, em especial aos operários e às suas famílias: “Se fosse na minha família, eu ficaria extremamente feliz em saber que alguém que antes não lia, hoje vai ao mercado sozinho, não depende de ninguém para pegar ônibus”, pontua. Uma evolução que, segundo ela, pôde perceber em seus alunos desde o início do programa.  Parceria com o governo  A trajetória de Adão Domingos Reis, 45, meio oficial de pedreiro, emociona. Nascido surdo, começou a falar apenas aos 8 anos, enquanto trabalhava para sustentar os pais, que, segundo ele, sempre foram prioridade em sua vida. Por um tempo, tentou conciliar os estudos e o trabalho, mas em certo ponto, não via mais possibilidade, então abandonou os estudos.  Domingos passou a frequentar as aulas dentro dos canteiros de obra da Fange logo no início da parceria entre a construtora e a Secretaria de Educação, há mais de 10 anos. O operário entende como a vida pode ser árdua para aqueles que não seguem com os estudos, mas afirma, também, que nem sempre isso se dá devido às escolhas de cada um, mas, sim, pelas condições financeiras.   O operário destaca as habilidades adquiridas ao longo dos anos em que participa do projeto: “Já sei fazer Pix e até sei fazer contas no banco”, destaca. Ele afirma que, agora, a leitura e a escrita não representam um grande problema em sua vida, pelo contrário, consegue realizar as tarefas do dia a dia sem auxílio de ninguém.   Alessandro Lourenço de Sousa, 47, também faz parte do grupo de estudantes beneficiados pelo programa. O servente de pedreiro abandonou os estudos muito jovem, quando estava no segundo ano do ensino fundamental. Para ele, o que o levou a sair da escola onde estudava no Nordeste foi uma situação específica, em que durante uma brincadeira maldosa em sala de aula, um colega puxou sua cadeira e o feriu gravemente, levando-o a passar algum tempo internado.   Após o trauma, Alessandro focou apenas em trabalhar e deixou de lado os estudos, porém quando entrou na construtora, ao saber das salas de aula dentro dos canteiros, fez contato com a responsável pelo projeto e pediu para participar e retomar os estudos. Segundo ele, algo que marca sua evolução é o fato de conseguir tirar os documentos por meio da assinatura, não mais com a digital.   A iniciativa é benéfica não apenas para operários e servidores, mas também para os empresários que optam por aderir a ela. Segundo Leonardo Ávila, 49, sócio-fundador da Faenge, devido à implementação do projeto nos canteiros de obra, em 2012, o rendimento dos operários a permanência deles na empresa aumentaram, assim como a organização do espaço de trabalho. O empresário atribui isso ao sentimento de pertencimento dos operários, que, ao notarem que a empresa enxerga além da mão de obra, acabam por entregar-se mais às funções.   Cidadania garantida  “Minha filha caçula me dizer que vai tirar dúvidas comigo é muito gratificante, é um sinal de que estou no caminho certo”. diz o operário de construção civil, Erasmo Souza Coelho, 58, que nasceu no Maranhão e, ainda, jovem mudou-se para Brasília em busca de melhores condições de vida. Erasmo é um dos beneficiados pelo programa de alfabetização nas construções da Conbral.    O projeto de alfabetização em canteiros de obra teve início em 1991, tendo a construtora Conbral como pioneira na iniciativa. Mais de 1.500 operários  foram beneficiados pela parceria. Geraldo Gomes, 58, coordenador- pedagógico da instituição, destaca a importância do programa: “O funcionário ter o conhecimento, conseguir ler uma bula de remédio a ser ministrada ao seu filho, pegar ônibus e utilizar um caixa eletrônico é muito valioso”  Pedro Antônio Oliveira, 50, nascido no Piauí, atribui a falta de estudos à realidade