Janeiro Branco supera expectativas

Ao longo do mês, mais de 3,8 mil trabalhadores foram sensibilizados sobre saúde mental Do dia 6 até o dia 31 de janeiro, as profissionais do serviço psicossocial do Seconci-DF estiveram em 35 canteiros de obras e falaram com 3.871 trabalhadores sobre saúde mental e a importância de procurar ajuda quando estiver com sintomas de depressão, ansiedade e demais sintomas relativos à saúde mental. De acordo com a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, a procura pelas palestras reforça a importância de mais ações e campanhas nos canteiros de obras. “Janeiro branco o mês de conscientização da saúde mental. Buscando formas dos trabalhadores compreenderem que pode ser escrita uma nova história, um início, sendo trabalhado sua mente e seu corpo”, conta Roseane. O serviço psicossocial do Seconci-DF oferece, sem custo, às empresas parceiras atendimento com assistente social e psicóloga. Além do atendimento individualizado, os trabalhadores têm acesso a uma triagem psicossocial e médica dentro dos próprios canteiros por meio do programa Seconci Presente – triagem médica e psicossocial. Em 2 anos, o programa esteve em 80 canteiros de obras com 2.277 atendimentos realizados somente pela equipe do psicossocial. Para a psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, falar sobre saúde mental é sempre uma maneira de chamar a atenção dos trabalhadores para que se cuidem, se protejam e procurem ajuda, quando se sentirem sozinhos. “Não podemos fingir que esse problema não existe. Precisamos entender que quando uma pessoa pensa, planeja acabar com sua vida, ela precisa de ajuda. Podemos ajudar e a primeira medida é se informar e apoiar quem precisa”, disse Flávia. RECONHECIMENTO As empresas parceiras que solicitaram a presença das profissionais do Seconci para falar sobre saúde mental elogiaram a iniciativa e ressaltaram a importância de ter profissionais falando com os trabalhadores. “Eu, como técnica, vejo a campanha do janeiro branco essencial para o setor da construção. Durante a palestra, tivemos trabalhadores emocionados e agradecidos pelo trabalho do Seconci. Não só a palestra, mas com o encaminhamento e o atendimento posterior oferecido pelo serviço psicossocial”, contou Rosana. Assim como Rosana, a técnica de segurança do trabalho da empresa parceira Original Blocos, Maira Gonçalves, também reforçou a necessidade de expandir o tema dentro dos ambientes de obras. “A palestra de conscientização de saúde mental traz um alerta sobre a prevenção das doenças como ansiedade e depressão. Além de promover reflexões sobre o autocuidado e melhoria na qualidade de vida dos nossos colaboradores”, disse Maira. Se você quer conhecer mais sobre o psicossocial ou demais serviços oferecidos pelo Seconci-DF, entre em contato conosco pelo telefone (61) 3399-1888 ou pelo e-mail seconci@seconci-df.org.br.

Trabalhadores alfabetizados

Salas de aula para dentro dos canteiros de obras do DF melhora o ensino dos trabalhadores da construção O programa de alfabetização nos canteiros de obras, iniciativa do Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF), está de volta. A iniciativa leva salas de aula para dentro dos canteiros e, por muitos anos, foi um dos serviços de maior destaque da instituição. Seguindo o modelo de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o programa do Seconci-DF já transformou a vida de milhares de trabalhadores ao longo dos 36 anos de atuação da instituição. Um dos principais objetivos do programa é proporcionar educação acessível e adaptada à rotina dos operários da construção civil, promovendo a inclusão social e a qualificação profissional. As aulas ocorrem dentro dos próprios canteiros de obras, permitindo que os trabalhadores tenham acesso à educação sem comprometer sua jornada de trabalho. Como funciona o programa Parceria entre empresas e Seconci-DF Para a efetivação do programa, as empresas interessadas devem entrar em contato com o Seconci-DF para agendar uma visita técnica e definir o espaço adequado para as aulas, podendo ser o refeitório ou outro lugar que ofereça conforto e contribua para o desenvolvimento educacional dos trabalhadores. O Seconci-DF, por sua vez, será responsável pela seleção dos professores, aplicação de testes de sondagem para avaliar o nível de conhecimento dos trabalhadores, fornecimento de material didático e coordenação pedagógica do programa. A iniciativa reafirma o compromisso do Seconci-DF com a educação e o desenvolvimento profissional dos trabalhadores da construção civil, contribuindo para um ambiente de trabalho mais justo e qualificado. Empresas interessadas em participar podem buscar mais informações diretamente com a instituição. Para saber mais sobre o programa de alfabetização do Seconci-DF, entre em contato conosco pelo telefone (61) 3399-1888 ou pelo e-mail seconci@seconci-df.org.br.

À procura de mão de obra?

Banco de Profissionais da Construção disponibiliza mais de mil profissionais O Banco de Profissionais da Construção (BPC) oferta diversos perfis de trabalhadores. Os cadastros são feitos com base nos exames demissionais realizados pelo Seconci-DF e, havendo consentimento do trabalhador, seus dados são disponibilizados na plataforma. Em pouco mais de seis meses, foram cadastrados 1.041 trabalhadores na plataforma. O acesso aos profissionais está liberado parta todas as empresas que são parceiras do Seconci e utilizam os serviços e apoiam a obra social da instituição. “Nosso objetivo é facilitar a contratação de mão de obra das empresas que são parceiras e também realocar os profissionais que estão disponíveis no mercado”, conta o vice-presidente do Seconci-DF e idealizador da plataforma, Luiz Fernando Souto de Azambuja. Para ter acesso aos cadastros do BPC, basta acessar o site do Seconci-DF (https://www.seconci-df.org.br/bpc/), digitar a senha enviada por e-mail às empresas parceiras e, no campo de busca, procurar pela área de atuação desejada. Consequentemente, todos os trabalhadores cadastrados aparecerão disponíveis e, a partir daí, a empresa pode fazer o contato direto com ele para mais informação, entrevistas e contratação. Atualmente, a plataforma conta com profissionais em áreas como pedreiro, carpinteiro, auxiliar de manutenção, auxiliar de almoxarife, entre outras. É importante ressaltar que a senha é enviada somente às empresas que estejam regulares com a contribuição junto ao Seconci, sendo alterada periodicamente. Para mais informações, procure o Seconci-DF pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 211 ou pelo whatsApp (61) 61 98124-3486

CBIC e Ministério do Trabalho discutem impactos da alienação do FGTS na habitação e reforço da capacitação profissional

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, reuniu-se na manhã desta quarta-feira (30), em Brasília, com o ministro do Trabalho e Emprego, Luíz Marinho, para discutir a capacitação de mão de obra e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O encontro também contou com a presença dos secretários executivo do Ministério, Francisco Macena, e de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto Simões Gonçalvez; e do vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, Clausens Duarte. Na pauta, a discussão sobre os impactos do saque aniversário e sua antecipação. Os representantes do setor da construção alertaram para os riscos dessa modalidade, que pode comprometer a capacidade do trabalhador de utilizar o fundo para a aquisição da casa própria. “Precisamos chamar a atenção para o impacto dessa medida na habitação, a fim de evitar que a alienação do saldo do FGTS seja normalizada sem um amplo debate sobre seus impactos de longo prazo. Não se trata apenas de uma nova nomenclatura para o consignado, mas de um mecanismo que pode reduzir a segurança financeira do trabalhador e também enfraquecer o papel do FGTS no financiamento habitacional”, pontuou Renato Correia. Outro ponto de destaque da reunião foi a ampliação das possibilidades para programas qualificação de jovens aprendizes foi um dos principais temas abordados. Correia ressaltou a importância de vincular a iniciativa a políticas que combatam a informalidade e garantam oportunidades de emprego para os beneficiários de Bolsa Família. A CBIC defendeu que a qualificação profissional seja reforçada como um eixo estruturante para a inclusão produtiva dos jovens no mercado de trabalho. Também participaram o relações públicas da CBIC, Luiz Cidade, e o chefe de gabinete do ministro, André Segantin.

Ações simples que contribuem com a Segurança do Trabalho

A Segurança do Trabalho é constituída de vários fatores que envolvem análise, planejamento, execução de medidas de alta complexidade e também de ações diárias simples e aparentemente comuns, que somadas e alinhadas garantem um ambiente de trabalho seguro e produtivo. O importante é que todas as ações visem atingir os trabalhadores. No dia a dia do trabalho, algumas ações consideradas de simples implementação e realização, quando realizadas de maneira efetiva, contribuem muito com a Segurança do Trabalho nos canteiros de obras, como por exemplo: Reuniões diárias em torno de 5 minutos, nas quais são abordados os problemas da obra, riscos específicos e situações ocorridas ajudam a favorecer uma cultura de segurança e bom ambiente de trabalho. Uma boa e eficiente sinalização (informação visual acessível) contribui muito para a prevenção de acidentes. Todos os pictogramas, avisos visuais, etc., devem ser claros e acessíveis preferencialmente nos locais adequados onde alertam sobre os riscos existentes, garantindo assim que as informações sejam disponíveis adequadamente. Na sinalização, é importante observar e fazer uso das cores padrão, com mensagens diretas e de linguagem universal, combinando com treinamentos práticos para reforçar a importância de cada indicador. O check-list ajuda nas tarefas rotineiras que podem levar à negligência da operação por excesso de confiança. O Check-list, especialmente se personalizado conforme os riscos da atividade, é extremamente relevante para estimular comportamentos seguros, padronizar procedimentos e evitar acidentes. Reconhecer e de algum modo destacar publicamente as pessoas da equipe que adotam práticas seguras ou que,simplesmente de maneira proativa, resolvem problemas. O reconhecimento e a valorização dos comportamentos seguros estimulam o desenvolvimento de uma cultura de segurança e ajuda na integração entre líderes e equipes. Fonte: Agência CBIC

Pedir ajuda é ser corajoso

Janeiro branco e a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores da construção civil A saúde mental da população tem sido tema de campanhas, debates e preocupação da sociedade como um todo. Isso se tornou uma pauta constante após a pandemia de COVID-19. Nesse sentido, é importante que campanhas, orientações, atendimento especializado estejam ao alcance da população para fortalecer a saúde mental e a necessidade de procurar ajuda quando problemas dessa dimensão estiverem tomando conta da mente e do dia a dia das pessoas. O janeiro branco tem esse objetivo de valorizar a importância da saúde mental e do pedido de ajuda. E o Seconci-DF iniciará 2025 batendo nessa tecla com a campanha Janeiro Branco –  Mês de Conscientização da Saúde Mental. Sob coordenação do serviço psicossocial da instituição – composta por assistente social e psicóloga, até o momento estão agendadas 32 palestras, com público estimado de mais de 3.200 trabalhadores. Desde 2023, o Seconci-DF tem percebido um aumento na procura pelo atendimento de saúde mental; seja no atendimento individualizado, seja nas palestras de sensibilização realizadas nos canteiros de obras das empresas parceiras. “Não podemos fingir que esse problema não existe. Não podemos achar que é uma fase e que vai passar. Precisamos entender que, quando uma pessoa pensa, planeja um suicídio, ela já está em profundo sofrimento. É importante escutar, saber ouvir pode salvar uma vida. Se esse é seu caso, não deixe de procurar ajuda e cuide da sua saúde mental”, explica a psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo. PEÇA AJUDA Quem já foi atendido pelas profissionais do Seconci-DF sabe a importância de pedir ajuda quando estão com ideação suicida ou qualquer outro problema de saúde mental. Esse foi o caso da colaboradora Michele Maiara. Contratada por uma empresa parceira do Seconci, ela sofreu uma tentativa de feminícidio e começou a ter crises de pânico e de ansiedade, foi quando conheceu o serviço do Seconci-DF. “Quando eu fui fichada numa empresa parceira, me enviaram ao Seconci para fazer o atendimento e eu conheci o pessoal do Seconci. Depois disso, me senti acolhida. A cura é cuidar da mente e ter pessoas do nosso lado que nos dê apoio. Procurem ajuda, que isso faz bem”, contou Michele. Assim como Michele, o colaborador Ismael Sousa também pediu socorro porque não via mais motivos para viver. Ele começou a sentir que havia algo de errado com ele e, ao ser contratado por uma empresa associada ao Seconci, não hesitou em pedir ajuda.  “Cheguei na segurança (do trabalho) e falei que precisava de ajuda, que tinha um problema. E, depois que apareceu o Seconci, eu consegui estar bem. As pessoas que não veem uma luz como eu não via, a melhor forma para se libertar é conversar e pedir ajuda a alguém. Hoje eu quero viver. Se eu não tivesse pedido ajuda, talvez eu não estivesse aqui para contar essa história para vocês”, disse Ismael. Confira, na íntegra, os emocionantes depoimentos dos trabalhadores Michele Maiara e Ismael Sousa, abaixo:

Seconci-DF realizará campanha Janeiro Branco em 2025

já no início de 2025, o Serviço Psicossocial da instituição iniciará a campanha Janeiro Branco – campanha de conscientização sobre a saúde mental e emocional. Para isso, serão realizadas 32 palestras com alcance de mais de 3,5 mil trabalhadores. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, reforça a importância da atenção com a saúde mental e com a procura de ajuda em casos de trabalhadores que estão com algum problema psicológico. “Não podemos fingir que esse problema não existe. Não podemos achar que é uma fase e que vai passar. Precisamos entender que, quando uma pessoa pensa, planeja um suicídio, ela já está em profundo sofrimento. É importante escutar, saber ouvir pode salvar uma vida. Se esse é seu caso, não deixe de procurar ajuda e cuide da sua saúde mental”, explica a psicóloga do Seconci-DF,

CBIC apresenta perfil do trabalhador da construção civil em 2024: experiência e qualificação são destaques

Em dezembro de 2024, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou os resultados de uma ampla pesquisa que traça o perfil dos trabalhadores da construção civil no Brasil. O estudo, realizado com 2.000 profissionais de todas as regiões do país, destaca a força do setor como empregador e sua relevância na economia nacional, além de trazer informações sobre características demográficas, motivações e aspirações da mão de obra do setor.   Um dos pontos altos do levantamento é a predominância de profissionais experientes no setor. Cerca de 60% dos trabalhadores entrevistados possuem mais de 10 anos de atuação na construção civil, demonstrando a consistência e a continuidade da carreira na área. Além disso, a pesquisa mostrou que a maior parte dos profissionais (61%) atua na faixa salarial entre 1 e 2 salários mínimos, com muitos se dedicando à construção de edifícios residenciais (74,8%), o que reflete a vitalidade desse segmento na geração de empregos.    Altos índices de satisfação e engajamento   A pesquisa revelou um alto nível de satisfação entre os trabalhadores: 85% declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com suas funções. Essa percepção está associada à forte identificação com o setor. O principal motivo apontado para permanecer na construção civil foi o gosto pelo trabalho, indicado por 37% dos entrevistados, seguido pela valorização do ambiente de trabalho (20,4%) e pelas oportunidades de crescimento profissional (19,9%).   Entre os jovens, o destaque é para o interesse em crescimento profissional, especialmente na faixa abaixo dos 20 anos, onde 47% apontaram essa motivação como principal. Já entre os mais experientes, o gosto pela profissão ganha força, sendo o motivo mais citado por 63% dos trabalhadores acima de 50 anos.   Capacitação: um caminho para o futuro   A qualificação também se mostrou como um ponto de destaque. Apesar de muitos trabalhadores aprenderem na prática, 71% dos entrevistados expressaram interesse em realizar cursos de qualificação para aprimorar suas habilidades. Cursos de longa duração (acima de 80 horas) foram a preferência de 40% dos trabalhadores, enquanto 36% optaram por capacitações de média duração (entre 20 e 80 horas).   Entre as áreas mais procuradas para qualificação estão técnicas operacionais (30%), eletrotécnica e automação (25%) e segurança do trabalho (12%). A forte demanda por capacitação reflete o compromisso dos profissionais com a excelência e a modernização do setor, especialmente em um momento em que inovações tecnológicas transformam os canteiros de obras.   A força e a resiliência das mulheres no setor   Embora representem 2,5% da amostra, as mulheres estão cada vez mais presentes na construção civil, especialmente em regiões como o Centro-Oeste, onde sua participação alcança 5,6%. O estudo revelou que 63% dos respondentes acreditam que as mulheres recebem tratamento respeitoso no ambiente de trabalho, reforçando a importância de iniciativas voltadas para a inclusão e o reconhecimento feminino no setor.   Entre os principais desafios enfrentados pelas mulheres estão a busca por oportunidades de crescimento profissional e a superação de barreiras culturais, mas elas seguem mostrando sua contribuição essencial para o desenvolvimento do setor.   O impacto regional  Ao analisar os dados por região, o Norte se destacou como a área com maior índice de trabalhadores muito satisfeitos (40%), seguido pelo Centro-Oeste (36%). No Sul, a cidade de Curitiba lidera em satisfação, com 91% dos trabalhadores declarando-se satisfeitos ou muito satisfeitos com suas funções.   Os resultados da pesquisa reforçam a importância do setor da construção civil como um motor de geração de emprego e desenvolvimento no Brasil. A CBIC destaca a necessidade de continuar investindo na qualificação dos trabalhadores, além de promover ações que valorizem a experiência, a inclusão e a inovação no setor.   O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Artigo: CTPP define sua agenda regulatória para o ano de 2025

Clovis Queiroz, advogado, especialista em Direito do Trabalho e Segurança e Saúde no Trabalho e consultor da CBIC A agenda regulatória da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) para 2025 apresenta um cronograma robusto de revisão e atualização de 27 textos normativos das Normas Regulamentadoras (NRs) de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa liderada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que serão deliberados ao longo de 4 reuniões da CTPP. Este amplo processo revisional desempenha um papel crucial na promoção de condições seguras e saudáveis no ambiente laboral, mas também representa um desafio significativo para as empresas e suas entidades representativas, que devem acompanhar e adaptar-se às mudanças de forma eficiente e em tempo hábil. A CTPP, composta por representantes do governo, dos empregadores e dos trabalhadores, é o principal órgão de articulação para o desenvolvimento e revisão das NRs. Para 2025, o cronograma aprovado na reunião de 10 e 11 de dezembro de 2024 inclui temas de grande impacto, como a revisão geral da NR-10, que trata de segurança em instalações e serviços em eletricidade, e a discussão sobre o Anexo I da NR-15, relacionado ao ruído, o Anexo III (Calor), o Anexo XIV, que aborda agentes biológicos, além do corpo geral da NR 15 e o seu anexo de químicos. Outro importante NR pautada é a NR-16, que trata de atividades e operações perigosas. O foco será o abastecimento de aeronaves, atividades perigosas em motocicleta e agentes das autoridades de trânsito. A área de vivência em Contêineres da NR 24 será outro tema que estará nesse processo revisional. Foram inclusos ainda, NR 4 (Anexo I), NR 05 (CIPA), NR 06 (ajustes de EPIs para PCDs), NR 09 (Anexo Químicos), NR 11 (revisão geral), NR 20 (carregamento e descarregamento de combustíveis),NR 21 (revisão geral), dentre outras. A representação empresarial da CTPP, conseguiu nessa última reunião do ano, a prorrogação por 1 ano da obrigação contida no item 18.10.1.13 da NR 18, que obrigava que as máquinas autopropelidas com massa (tara) superior a 4.500 kg (quatro mil e quinhentos quilos) devesse possuir cabine climatizada e oferecer proteção contra queda e projeção de objetos e contra incidência de raios solares e intempéries. O prazo dessa obrigação vencia no dia 03 de janeiro de 2025. Neste processo revisional, merecerá uma especial atenção do setor da indústria da construção a revisão do Anexo III da NR-15, que trata do calor, o impacto é ainda mais direto. A indústria da construção frequentemente realiza suas atividades em locais a céu aberto. A revisão dessa norma deve levar em conta soluções realistas e implementáveis, devendo levar em consideração a realidade das temperaturas brasileiras, suas características regionais e a aclimatação natural do trabalhador brasileiro ao seu local de moradia. A adequação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e o incentivo ao uso de tecnologias que minimizem a exposição ao calor, certamente estarão presentes também nessa discussão. A previsão do MTE é que este texto esteja pronto para deliberação na reunião de final de junho de CTPP. As empresas do setor podem contribuir enviando dados e estudos que fundamentem medidas eficazes e exequíveis para a representação empresarial da CTPP. As entidades representativas do setor da construção, como associações e sindicatos empresariais, desempenham um papel indispensável nesse processo. Elas devem promover e articular os interesses das empresas junto à CTPP, em prol de que as regulamentações reflitam as necessidades operacionais do setor sem comprometer a segurança e a saúde dos trabalhadores. Outro ponto relevante é a importância de promover capacitação interna e conscientização sobre os impactos de todas essas mudanças regulatórias. Grupos de trabalho especializados devem ser estruturados dentro das empresas para acompanhar o andamento das discussões, analisar as propostas em consulta pública e propor soluções alinhadas à realidade do setor. A falta de preparação pode resultar em multas, passivos trabalhistas e até mesmo a interrupção de atividades. Além disso, é fundamental que as lideranças empresariais estreitem colaboração com entidades setoriais, federações e confederações, potencializando a representação e fortalecendo o diálogo com o governo. As contribuições enviadas por entidades representativas têm maior peso e asseguram que as demandas do setor da construção sejam consideradas. A agenda regulatória da CTPP para 2025 também oferece uma oportunidade única para o setor da construção influenciar positivamente o arcabouço normativo. É importante que as empresas, especialmente aquelas de setores diretamente impactados, estejam atentas às alterações propostas. Participar ativamente das consultas públicas, enviar sugestões e monitorar as discussões é uma estratégia necessária para influenciar positivamente o processo regulatório. A ausência de engajamento pode resultar na implementação de regras que não considerem as especificidades operacionais e econômicas dos setores produtivos. Fonte: Agência CBIC

CRS/CBIC promove roda de conversas virtual do projeto Elas Constroem nesta quarta-feira

A Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizará, nesta quarta-feira (11), uma roda de conversas virtual no âmbito do projeto Elas Constroem. O encontro, que ocorrerá de forma online, está marcado para as 17h e seguirá até as 18h30. A iniciativa tem como objetivo promover discussões e reflexões voltadas à ampliação da presença feminina no setor da construção civil, abordando os desafios, oportunidades e avanços relacionados à equidade de gênero na indústria. O formato interativo permitirá a participação de mulheres que atuam no setor, bem como de interessadas em ingressar na área, fomentando a troca de experiências, o compartilhamento de boas práticas e o fortalecimento de redes de apoio. O tema tem interface com o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). Fonte: Agência CBIC