No 99º ENIC, CBIC apresenta pesquisa inédita do perfil do trabalhador e trabalhadora da construção

85% dos trabalhadores do setor da construção estão satisfeitos ou muito satisfeitos com seus empregos no Brasil. Essa é uma das conclusões da pesquisa nacional e inédita Perfil do Profissional da Construção Civil, iniciativa conjunta da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) e da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/RS), apresentadas durante painel do 99º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) | Política & Estratégia, realizado pela CBIC na manhã da terça-feira (26/11), no salão de eventos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. “Este tema já está no foco da CBIC há bastante tempo. Como representantes do setor, decidimos intensificar nossos esforços para expandir ainda mais nosso conhecimento, para isso, realizamos uma série de pesquisas, tanto internamente quanto com a colaboração de outras entidades. Este ano foi marcado pela consolidação de um grande volume de informações, e o ponto culminante dessa jornada é essa pesquisa”, disse Ricardo Michelon, vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas e presidente da CPRT/CBIC. “A CBIC tem se empenhado em implementar diversas iniciativas para compreender melhor o perfil dos trabalhadores e tornar o setor mais atrativo para os jovens”, comentou Ana Cláudia Gomes, vice-presidente de Responsabilidade Social e presidente da CRS/CBIC.  O 99º ENIC é promovido pela CBIC em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) e apoio institucional da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento tem como patrocinadores o Sienge, o Sistema Confea Crea Mútua, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Com abordagem quantitativa, a pesquisa foi aplicada em contatos presenciais e ouviu 2 mil profissionais atuantes em funções de produção em canteiro de obras. A amostra foi baseada por região, considerando a participação do setor no PIB, e distribuída por 27 cidades – o campo aconteceu nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal no período de 10 de outubro a 21 de novembro. “A pesquisa foi desafiadora, mas a equipe foi incansável. Buscamos entender quem são as pessoas nas obras, suas motivações, dificuldades e os aspectos positivos e negativos de seu trabalho”, disse Greice de Rossi, consultora do IEL/RS responsável pelo projeto. Predominância masculina Além de mapear o perfil do trabalhador da construção no Brasil, a iniciativa também explorou as principais motivações dos profissionais que seguem atuando no setor. Os resultados revelam que 37% dos entrevistados gostam do que fazem, 20% destacaram o ambiente de trabalho como atrativo, e outros 20% ressaltaram as oportunidades de crescimento profissional.  A pesquisa revelou o perfil diversificado dos trabalhadores, com destaque para a predominância masculina, e o envelhecimento da força de trabalho da construção. Cerca de 60% dos entrevistados têm mais de 40 anos, e 60% possuem mais de 10 anos de experiência no setor. O levantamento também registra que a maioria dos entrevistados tem formação básica: 30% haviam concluído o ensino médio e 45% têm o ensino fundamental incompleto.  Em relação ao tipo de contratação, a maioria dos participantes estava sob o regime CLT. Os cargos mais comuns eram os de servente e pedreiro, seguidos por eletricistas, carpinteiros e hidráulicos.  Em sua primeira edição, a pesquisa Perfil do Profissional da Construção Civil também focou o público feminino, investigando como as mulheres percebem as oportunidades de crescimento na indústria da construção. 44% das entrevistadas afirmaram que o trabalho feminino é valorizado na construção e 62,4% relataram que a mulher recebe tratamento respeitoso no setor.  Durante o painel, os executivos da CBIC afirmaram que a pesquisa será importante para orientar ações novas destinadas a valorizar o trabalhador da construção e tornar o setor mais inclusivo e atraente. CPRT e CRS acompanham os temas relacionados à atração e retenção de mão de obra, assim como estímulo à maior participação de mulheres e outros públicos.  “O principal desafio é o capital humano e intelectual da indústria, especialmente no que se refere à atração e desenvolvimento de talentos. É importante criar uma indústria que atraia jovens, incluindo mulheres, e oferecer oportunidades para seu crescimento”, pontuou Ana Cláudia Gomes. “A CRS, nesta edição, procurou entender a participação feminina no setor e como elas percebem as oportunidades de desenvolvimento. O objetivo é coletar informações para criar um plano de ação que torne a indústria mais atrativa”, concluiu. O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). O tema tem interface com o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, da Comissão de Responsabilidade Social (CRS/CBIC), com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). Fonte: CBIC

Câncer bucal: saiba a importância da prevenção da doença

Campanha ressalta o diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis para diminuir os riscos da doença O câncer bucal é uma doença que pode acometer as estruturas da cavidade oral. É o caso dos lábios, língua, gengivas e bochechas, por exemplo. Sua manifestação ocorre por meio de lesões, aftas e feridas na região afetada Novembro Vermelho Esse cenário resulta na busca por tratamento tardio, de forma que a doença já esteja em estágio avançado. Nesse sentido, a campanha Novembro Vermelho busca conscientizar a população acerca dos riscos do câncer bucal. Além disso, reforça a importância do diagnóstico precoce no aumento das chances de cura e melhora da qualidade de vida dos pacientes.  A cirurgiã-dentista Ianara Pinho explica que os principais fatores de risco são tabagismo e consumo de álcool em excesso. Ademais, a exposição direta ao sol também pode aumentar a possibilidade de desenvolver a doença. “Muitos não sabem que hábitos como fumar e beber em excesso são responsáveis por grande parte dos casos. É essencial que essas informações cheguem ao público, para que possam adotar hábitos preventivos”. A especialista ainda destaca que consultar regularmente o dentista é um cuidado fundamental para prevenir e diagnosticar o quanto antes. “O exame clínico feito por um profissional capacitado é capaz de identificar lesões suspeitas que, muitas vezes, o paciente nem percebe. Qualquer alteração que dure mais de 15 dias, como feridas na boca ou manchas, deve ser investigada”, orienta a especialista. Fatores de risco para o câncer bucal Ainda de acordo com a especialista, a campanha Novembro Vermelho não se restringe ao alerta sobre os sintomas e fatores de risco. Por isso, ela também incentiva uma atitude ativa em relação à saúde bucal. “A adoção de medidas simples, como proteger os lábios do sol, evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool, e manter uma alimentação equilibrada, pode salvar vidas. Cuidar da saúde bucal é também uma forma de cuidar da saúde geral”, conclui a cirurgiã-dentista. Fonte: Portal Terra

Campanha Novembro Azul do Seconci-DF é destaque na Globo Brasília

A campanha Novembro Azul – Mês de Prevenção ao Câncer de Próstata foi destaque na TV Globo Brasília, na segunda-feira, 25 de novembro. A equipe da TV acompanhou uma palestra realizada no Noroeste na empresa parceira Faenge e também entrevistou o gerente médico do Seconci-DF, Maurício Nieto. Até o final de novembro, o Seconci-DF percorrerá 35 canteiros de obras e sensibilizará mais de 4 mil trabalhadores da construção falando sobre saúde do homem e exames médicos. Atualmente, a entidade oferece atendimento em urologia e realização de exames como PSA e ultrassonografia de próstata. Atendimento gratuito e disponível para todos os trabalhadores das empresas parceiras à instituição. Confira aqui

A Gestão de Riscos Ocupacionais nas empresas

O Conceito da gestão de riscos é uma abordagem sistemática que busca identificar, avaliar e mitigar os riscos potenciais que podem afetar negativamente uma organização, seus ativos, colaboradores e operações. Na fase de revisão da NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, foi realizada a harmonização com conceitos estabelecidos nas demais Normas Regulamentadoras, Convenções da OIT e Norma de Gestão ISO 45001, bem como reposicionamento de dispositivos esparsos previstos em outras NR com relação aos direitos e obrigações. A NR 01 prevê que o gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR que, à critério da organização, pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade. O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram as exigências previstas na norma e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho. A essência da gestão de riscos envolve antecipar os possíveis perigos, tomar medidas preventivas para minimizar seus impactos e criar um sistema de gestão de riscos. Esse processo é contínuo, adaptando-se à medida que as circunstâncias e os riscos evoluem e deve ter um roteiro mínimo a ser observado e que envolve: 1) Identificar Riscos: O primeiro passo no processo de gestão de risco é identificar os riscos potenciais no ambiente de trabalho. Isso implica reconhecer as ameaças internas e externas que poderiam afetar a segurança das pessoas e das instalações. 2) Avalição e Análise: Uma vez identificados os riscos, é importante avaliar as probabilidades de ocorrência e os respectivos impactos potenciais. Essa avaliação permite ordenar os riscos com base na gravidade de cada um e estabelecer as prioridades a serem observadas. 3) Mitigação e Controle: Desenvolver estratégias eficazes para mitigar e controlar os riscos identificados. Isso pode incluir a implementação de medidas de segurança adicionais. Também é fundamental a formação e informação dos colaboradores em protocolos de segurança, assim como a possível modificação de processos operacionais. 4) Monitoramento e melhoria contínua: A gestão de riscos é um processo em constante evolução. Após a implementação de medidas de mitigação, deve ser realizado um acompanhamento regular para avaliar a eficácia das medidas adotadas e, se necessário, fazer adaptações. O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: CBIC

Empresas terão que avaliar riscos à saúde mental dos trabalhadores; veja o que muda em 2025

Ministério do Trabalho e Emprego exige que empregadores desenvolvam um plano de ação para controle dos riscos à saúde psicossocial até maio do ano que vem Empresas têm até maio de 2025 para fazer um plano de gerenciamento de riscos envolvendo a saúde mental dos empregados. A atualização de agosto do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) incluiu, pela primeira vez, a responsabilidade dos empregadores em promover um ambiente favorável ao bem-estar psicológico. A medida foi uma atualização da Norma Regulamentadora Número 01 (NR-1) feita pelo MTE em agosto deste ano. Em nota, o ministério afirma que os empregadores devem reconhecer todos os perigos e riscos no ambiente de trabalho, ou seja os riscos físicos, os riscos químicos, os riscos biológicos, os riscos ergonômicos, os de acidente e os riscos psicossociais. A atualização da NR-01 aumenta a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos funcionários. Segundo o advogado trabalhista Sérgio Pelcerman, os empregadores deverão implementar um planejamento para controle dos riscos ocupacionais relacionados à saúde mental, que deverá ficar à disposição da fiscalização do MTE. Na prática, as empresas deverão apresentar dois documentos: a AET (Análise Ergonômica do Trabalho), que agora deverá incluir todos os fatores que possam afetar a saúde mental, e o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), que abrange um plano para mitigar esses riscos. Para Priscila Arraes, advogada especialista em direito trabalhista, a medida vai impactar na forma como as empresas lidam questões como sobrecarga de trabalho e exigências excessivas. Além disso, as empresas precisarão abordar problemas como burnout, assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. O MTE fiscaliza o cumprimento da norma, verificando casos de adoecimento relacionados à saúde mental, com fiscalizações que também podem ocorrer por meio de denúncias. As penalidades incluem multas, variando conforme o porte da empresa, reincidência e gravidade da infração. Em casos graves, o ministério tem autonomia para interditar setores ou até mesmo toda a empresa. Caso ocorram acidentes ou doenças ocupacionais, a empresa pode ser responsabilizada de forma mais rigorosa, tanto administrativa quanto judicialmente, o que exige uma maior atenção à conformidade com as normas de segurança. Segundo o Ministério da Previdência Social, 2023 registrou o maior número de trabalhadores beneficiados com auxílio-doença por transtornos mentais e comportamentais desde 2014, totalizando cerca de 273 mil pessoas, um aumento de aproximadamente 42,2% em relação a 2022. Para se adequarem à atualização da norma do MTE, alguns empregadores optam por contratar serviços terceirizados, o que abre novas oportunidades de negócio para empresas que oferecem avaliação de saúde mental para outras organizações. A startup Bee Touch é um exemplo: ela elabora Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR) utilizando tecnologia de dados para identificar e avaliar fatores de risco à saúde mental no ambiente de trabalho. “A nossa inovação é a atuação preventiva para combater problemas de saúde mental. Usamos tecnologia para coletar os dados e entregamos um relatório técnico para os gestores”, afirma Ana Carolina Peuker, sócia-fundadora e CEO da Bee Touch. Segundo Kelly Vara, psicóloga organizacional, as medidas de prevenção dos riscos à saúde mental representam um avanço essencial no ambiente corporativo. “Essas ações impactam diretamente na produtividade, pois uma cultura de valorização e escuta gera senso de pertencimento e aumenta a eficiência dos profissionais”, afirma. Fonte: Folha de S.Paulo

Trabalhadores contam suas experiências com o câncer de próstata

Durante as palestras realizadas ao longo de novembro, várias histórias reforçam a importância da ação e do cuidado com a saúde do homem Comunicação Seconci-DF A campanha Novembro Azul – Mês de Prevenção ao Câncer de Próstata, realizada pelo Seconci-DF, está percorrendo canteiros de obras em todo o Distrito Federal, levando informação e prevenção aos trabalhadores das empresas parceiras da entidade. Nesse sentido, quem participa corrobora as informações com depoimentos e experiências que viveram ou que estão vivendo relacionadas ao tema. Esses depoimentos reforçam a importância de campanhas preventivas dentro das obras e também da presença do Seconci como incentivador e como promotor da saúde do homem. O gerente médico do Seconci-DF, Maurício Nieto, conta que o engajamento dos trabalhadores é fundamental para que a prevenção aconteça, e isso é feito por meio das palestras e orientações. “Campanhas efetivas com conscientização sobre o tema e a satisfação com o atendimento prestado pelo Seconci gerou uma procura crescente para o atendimento urológico. Nossa expectativa é realizar 700 consultas em urologia até o final de 2024”, comenta Maurício. Os trabalhadores que utilizam o serviço médico da instituição reforçam o chamamento para que outros trabalhadores façam a prevenção contra a doença. O eletricista Vicente Francisco, da obra Península, perdeu o pai para o câncer de próstata e tem consciência de que prevenir é melhor do que remediar. “Perdi meu pai pro câncer de próstata porque ele trabalhava na roça e tinha preconceito em procurar o médico e quando ele foi, já era tarde demais. A minha história é diferente: eu procuro o pessoal do Seconci, faço o acompanhamento e estou muito bem”, contou Francisco. O Seconci oferece atendimento médico com urologista, além dos exames de PSA e ultrassonografia para análise da próstata dos pacientes. Esse serviço está disponível para todos os trabalhadores, a partir de 45 anos, das empresas parceiras da instituição. “Eu tive uma orientação sobre o atendimento no Seconci e fui muito bem atendido pela equipe. Fiz a requisição dos exames, os quais fiz no próprio Seconci e, depois do processo, ao retornar ao médico, eu estava normal. Agora, sigo fazendo os exames preventivos”, explicou Marcelo Correia, técnico em edificações da empresa parceira Base Investimentos. Confira o vídeo dos depoimentos dos trabalhadores no final da página Por fim, mais do que prevenir por meio de palestras e orientações, os profissionais que estão participando da campanha Novembro Azul tem recebido relatos de pessoas que justificam o cuidado e a campanha nas obras. “É muito sério (o câncer). Não seja preconceituoso e, se sentir sintoma, procure ajuda. Eu passei por uma situação delicada de ficar sem conseguir urinar e, mesmo assim, segui com minha vida, indo para o trabalho até que não consegui mais. Só senti alívio quando coloquei uma sonda para ter uma vida normal. Eu fiquei nove meses com a sonda, tendo que trocar de 21 em 21 dias e não é fácil”, disse o servente, Dionísio Pereira, da empresa parceira Eleven. Para ter acesso ao atendimento médico gratuito do Seconci-DF, procure o RH ou a área de segurança do trabalho da empresa onde trabalha e solicite o agendamento de uma consulta. Esse agendamento é feito pelo site no link https://www.seconci-df.org.br/agendamento/.

AGO – Edital de Convocação

Assunto: Aprovação do Orçamento para o Exercício de 2025. Em cumprimento ao artigo 17, inciso I, alínea “b”, do Estatuto Social do Seconci-DF, ficam convocados todos os associados, na plenitude de seus direitos sociais, ou por intermédio dos seus representantes, devidamente documentados na forma prevista no mesmo Estatuto, para participarem da Assembleia Geral Ordinária que será realizada no dia 28.11.2024, às 8h, instalando-se em primeira convocação, com, no mínimo, 2/3 do número de associados e, em segunda convocação, às 8h30min, com qualquer número, de forma híbrida: online, via link abaixo, e na sede da entidade, situada no SPLM, Conjunto 3, Lotes 11, 13 e 15 – Núcleo Bandeirante-DF, em que será deliberada a seguinte pauta: Link da videochamada: https://us02web.zoom.us/j/88616826476?pwd=0uF8Wy6mVkv5OJX2kEqcX2qQfWF5N3.1 Para acessar a AGO assinada, clique aqui.

Radar Trabalhista: TST decidirá temas relevantes em Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) anunciou, no dia 28 de outubro de 2024, que a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) acolheu três novos Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos (IRRs), com o objetivo de estabelecer diretrizes sobre temas de grande impacto nas relações trabalhistas. As questões abordadas envolvem a execução contra sócios de empresas em recuperação judicial, a atuação dos sindicatos na defesa de direitos da categoria e a compensação de gratificações em convenções coletivas.  Com a aprovação dos novos IRRs, que ainda aguardam distribuição, o TST pretende fixar entendimentos jurídicos vinculantes, trazendo maior segurança tanto para empregadores quanto para empregados e entidades sindicais. A decisão sobre esses temas busca uniformizar a jurisprudência trabalhista, oferecendo mais clareza nas interpretações sobre questões fundamentais do mundo do trabalho.  O primeiro tema (Tema 26) aborda a competência da Justiça do Trabalho em processar e julgar incidentes de desconsideração da personalidade jurídica de empresas em recuperação judicial. Essa medida, que permite o direcionamento da execução para os sócios da empresa, ganhou relevância após as alterações promovidas pela Lei 14.112/2020, que modificou a Lei de Recuperação e Falências (Lei 11.101/2005). A nova legislação redefiniu as atribuições da Justiça do Trabalho em processos envolvendo empresas em recuperação judicial, o que torna o tema ainda mais relevante para o cenário jurídico atual.  A decisão do TST sobre este tema tem o potencial de impactar diretamente a forma como são conduzidos os processos de execução trabalhista, especialmente em casos envolvendo empresas em dificuldades financeiras e os direitos dos trabalhadores nessas situações.  Esses novos Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos estão sendo aguardados com atenção, pois suas decisões terão um papel crucial na definição das práticas jurídicas no âmbito trabalhista, garantindo maior previsibilidade e justiça para as partes envolvidas.  Para saber mais sobre essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, acesse o Radar Trabalhista nº 379/2024 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 28/10 à 02/11/2024.   Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista.   O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).  Fonte: Agência CBIC

Os cuidados necessários com o paciente odontológico portador de diabetes

Jessica Oliveira PresmicDentista do Seconci-SP O Diabetes Mellitus (DM) é responsável por grande parte da morbidade e da mortalidade em todo o mundo, e cada da vez mais atinge grandes parcelas da população, sendo uma das grandes epidemias mundiais do século 21. A grande demanda desses pacientes e a importância do controle do distúrbio exigem métodos que favoreçam a aquisição de conhecimento e o atendimento adequado e resolutivo dos diabéticos pelos cirurgiões-dentistas. O DM abrange um grupo de alterações metabólicas que podem levar à hiperglicemia, cujos principais sintomas são polidipsia (sede excessiva), poliúria (produção abundante de urina), polifagia (fome exagerada) e perda de peso. Pode estar relacionado a defeitos da secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos como, por exemplo, destruição das células beta do pâncreas (produtoras de insulina), resistência à ação periférica da insulina, distúrbios da secreção de insulina, entre outros. O aumento crônico da glicose sanguínea está relacionado à disfunção, dano e falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos. A insuficiência vascular periférica provoca distúrbios de cicatrização e alterações fisiológicas que diminuem a capacidade imunológica, favorecendo o desenvolvimento de diabetes. A doença periodontal encontra-se presente em cerca de 75% dos casos e pode ser considerada como uma complicação microvascular do diabetes. Quanto mais cedo ocorre o aparecimento do diabetes e quanto maior for a duração da doença não controlada, o portador será mais suscetível a desenvolver a doença periodontal. Por isso, uma história aprofundada quanto ao aparecimento, duração e controle da doença é importante para o manejo clínico destes pacientes. Uma pesquisa científica encontrou prevalência de doença periodontal severa duas vezes maior em pacientes diabéticos, em relação a pessoas com periodontite moderada. Concluiu que existe uma relação entre a severidade da enfermidade periodontal e a existência de doenças sistêmicas, sendo que se deve ter uma estratégia terapêutica unificada para restabelecer a saúde. Os distúrbios da cavidade bucal mais frequentes nos diabéticos são: Estima-se que 3% a 4% dos pacientes adultos que se submetem a tratamento odontológico são diabéticos, e uma parte significativa deles desconhece ter a doença. O cirurgião-dentista deve estar atento para suspeitar previamente de um DM não diagnosticado. O paciente diabético deve se alimentar normalmente antes do tratamento odontológico. O controle da ansiedade é outro cuidado importante durante o atendimento. A liberação de adrenalina endógena por estresse pode ter um efeito sobre a ação da insulina e estimular a quebra do glicogênio no músculo (e em menor medida, no fígado), levando à hiperglicemia (níveis muito elevados de açúcar no sangue). Visando reduzir a tensão, devem ser realizadas consultas curtas no início da manhã, pois os níveis endógenos de corticosteróides neste período são geralmente altos e os procedimentos estressantes podem ser mais bem tolerados. Os pacientes diabéticos controlados podem ser tratados como não apresentando o distúrbio metabólico. Com isso concordam muitos autores, que afirmam que pacientes diabéticos bem controlados podem ser tratados sem necessidade de cuidados especiais, uma vez que respondem de forma favorável como não-diabéticos. Os pacientes diabéticos podem ser classificados de acordo os seguintes níveis de risco: Baixo Risco: Pacientes com bom controle metabólico, assintomáticos, ausência de história de cetoacidose (sangue ácido) e hipoglicemia, e sem complicações. Os níveis de glicose sanguínea em jejum devem estar abaixo de 200 mg/dL. Os que apresentarem hemoglobina glicada (exame de sangue que avalia os níveis de açúcar no sangue ao longo de 90 a 120 dias) abaixo de 6,5% são considerados como estando em excelente controle, sendo de baixo risco para intervenções dentárias. Risco Moderado: Apresentam sintomas ocasionais, não possuindo história recente de hipoglicemia ou cetoacidose e apresentando poucas complicações do DM. A taxa de glicose sanguínea em jejum deve estar abaixo de 250 mg/dL. Os que apresentarem hemoglobina glicada na faixa de 6,5% a 9% são considerados como estando em razoável controle de glicose, sendo de moderado risco para intervenções dentárias. Alto Risco: Apresentam múltiplas complicações do DM, frequente hipoglicemia ou cetoacidose e, usualmente, necessitam de ajuste na dosagem de insulina, podendo apresentar taxa de glicose em jejum algumas vezes, acima de 250 mg/dL. Quando a concentração de hemoglobina glicada encontra-se acima de 9%, são considerados com um deficiente controle de glicemia, sendo de alto risco para intervenções dentárias. Qualquer tipo de procedimento deve ser adiado até que suas complicações médicas estejam estabilizadas, sendo o tratamento apenas paliativo. Uma exceção importante é a do paciente cujo controle diabético está comprometido por uma infecção dentária ativa. Neste caso, deve ser executado o procedimento mais simples para a manutenção do controle. O cirurgião dentista deve trabalhar de forma integrada com toda a equipe de saúde, podendo oferecer melhores condições para o cuidado dos pacientes portadores de DM. É preciso que ele esteja atualizado em relação ao distúrbio metabólico, suas consequências e necessidades dos seus portadores. O Diabetes Mellitus é um problema de saúde pública, necessitando de grandes cuidados, não apenas por parte do cirurgião-dentista, como também por uma equipe multiprofissional. Tais profissionais devem estar envolvidos na prática preventiva da doença. Durante o atendimento odontológico, uma criteriosa anamnese (entrevista com o paciente sobre seu histórico médico) é indispensável para a decisão das condutas terapêuticas e realização correta dos procedimentos. Referências Bibliográficas: 5. 7. SOUSA, R. R.; CASTRO, R. D.; MONTEIRO, C. H.; SILVA, S. C.; NUNES, A. B. O Paciente Odontológico Portador de Diabetes Mellitus: Uma Revisão da Literatura. Pesquisa Brasileira de Odontopediatria Clínica Integrada, v. 3, n. 2, p. 71-77, 2003. Fonte: Seconci-SP