Semana CANPAT 2024 destaca impacto das normas de segurança na construção civil

A Semana CANPAT Construção 2024, organizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) por meio de sua Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT), iniciou, nesta segunda-feira (7), com falas importantes que ressaltaram a importância da segurança e saúde no trabalho na indústria da construção. Com o tema “Impacto das Normas Regulamentadoras na Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção”, o evento se propõe a discutir e aprimorar as condições laborais em um setor que emprega milhões de trabalhadores no Brasil. Renato de Sousa Correia, presidente da CBIC, iniciou sua fala destacando o longo caminho que a CBIC e as entidades parceiras têm percorrido para promover melhores condições de saúde e segurança no setor. Ele frisou o caráter colaborativo das ações, mencionando o envolvimento de instituições como a Secretaria de Inspeção do Trabalho, SESI, Sinduscon-SP, Seconci e outras, todas unidas por um esforço coletivo em prol dos trabalhadores da construção civil. Correia sublinhou a complexidade do setor ao mencionar que o Brasil conta com cerca de 3 milhões de trabalhadores formais distribuídos em 170 mil empresas, das quais 90% são pequenas, com menos de 30 funcionários. “É um universo muito pulverizado”, explicou ele, evidenciando a dificuldade de implementação de políticas uniformes de saúde e segurança em um ambiente de trabalho tão diversificado. “Existe um esforço sistêmico de melhorar esse ambiente de trabalho para que possamos produzir com segurança, qualidade de vida, e entregar aquilo que é importante para o cidadão brasileiro: habitação e infraestrutura.” Ele ainda ressaltou o papel essencial das Normas Regulamentadoras (NRs) no cumprimento dessas metas, destacando que a melhoria contínua das regulações e treinamentos é um dos caminhos para garantir que o setor opere de forma mais segura e sustentável. “Temos um grande déficit habitacional e carências na área de infraestrutura, e cada um aqui está organizando o setor da indústria da construção para que possamos transformar esse ambiente com sustentabilidade, saúde e segurança”, afirmou, agradecendo também aos trabalhadores que se dedicam diariamente a se profissionalizar e cuidar uns dos outros, numa verdadeira atuação em equipe. Ricardo Dias Michelon, vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, reforçou a importância da Semana CANPAT e deu um panorama das atividades programadas para os próximos dias. Ele destacou que o evento se encerrará com o Dia Nacional da Saúde e Segurança nas Escolas da Indústria da Construção (DNSSE|IC), uma iniciativa que visa promover a cultura da prevenção entre os estudantes do ensino fundamental e médio. “Esses jovens serão os futuros empreendedores e trabalhadores, e semear essa cultura de prevenção desde cedo é essencial”, afirmou Michelon, reforçando a importância de integrar os conceitos de segurança e saúde no ambiente escolar. Michelon também destacou o papel da CBIC em coordenar ações de segurança no trabalho desde 2017, afirmando que o setor tem evoluído significativamente nesse aspecto. Segundo ele, as várias iniciativas promovidas pela CBIC, como publicações técnicas, vídeos orientativos e debates entre trabalhadores, governo e empresários, têm gerado impactos positivos, com a redução gradual de acidentes no setor. “Costumo dizer que prevenção é, acima de tudo, cuidado”, afirmou Michelon. “Nosso setor depende fundamentalmente de pessoas, e cuidar dessas pessoas é estratégico para a evolução do nosso ambiente de trabalho.” Ele também mencionou que a escassez de mão de obra qualificada é um dos grandes desafios atuais do setor, o que torna a melhoria do ambiente de trabalho ainda mais urgente. “A evolução desse ambiente vai nos permitir trazer mais tecnologia, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do nosso trabalho. Nesse ambiente de sinergia, todo mundo ganha”, concluiu Michelon, reforçando o papel central da CBIC em liderar essas discussões. Emmanuel Lacerda, Superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do SESI/DN, trouxe uma perspectiva institucional, destacando a missão do SESI em promover ambientes de trabalho saudáveis. Segundo ele, a participação do SESI na CANPAT Construção é natural, dado o alinhamento da missão da instituição com a promoção da saúde e segurança. “Esse evento tem caráter de discussão, de debate e de construção, busca de soluções, algo que está totalmente em sintonia com a nossa missão estatutária”, disse Lacerda. Ele também pontuou um aspecto relevante que vai além dos acidentes de trabalho: as doenças comuns e crônicas que afetam a saúde dos trabalhadores. “Temos dado uma lupa nessas questões, pois grande parte dos afastamentos dos trabalhadores não está relacionada diretamente ao trabalho, mas a doenças crônicas e outras condições de saúde”, explicou Lacerda, destacando a importância de tratar esses fatores para garantir o bem-estar geral do trabalhador. Rogério Silva Araújo, Diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/TEM), enfatizou a relevância do diálogo social para o avanço das normativas de segurança no setor. “Manter esse diálogo social aberto e pujante é extremamente importante para nós, enquanto governo, para que possamos avançar em conjunto nas regulações”, disse ele. Araújo trouxe um dado preocupante à tona: o Brasil gasta, em média, 4% do seu PIB com acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho, o que representa cerca de R$ 80 bilhões por ano. “Precisamos, mais uma vez, olhar para o trabalho e pensar na segurança e saúde como um investimento, não como um custo”, afirmou Araújo, destacando que a redução de acidentes aumenta a produtividade e impulsiona o crescimento econômico. Ele também mencionou a reativação da Comissão Nacional da NR 18, responsável por discutir e propor melhorias na norma que rege as condições de segurança no setor da construção. A participação de trabalhadores, empregadores e governo é fundamental para garantir que as atualizações sejam eficazes na prevenção de acidentes e no cuidado com a saúde dos trabalhadores. Haruo Ishikawa, Vice-presidente do Sinduscon-SP e Coordenador do Grupo Estratégico de SST da CPRT/CBIC, reforçou a importância de tratar a segurança e saúde como um investimento. “Segurança e saúde para a CBIC é investimento, não é gasto”, afirmou, ressaltando que o discurso da CBIC tem sido o de que investir em segurança resulta em lucro para as empresas, uma visão que ele considera essencial para
Outubro Rosa: Seconci-DF foca na rede de apoio para pacientes

Durante o mês de outubro, o Seconci-DF percorrerá 26 canteiros de obras levando informação sobre câncer de mama Comunicação Seconci-DF O Seconci-DF iniciou na quarta-feira, 2 de outubro, a campanha Outubro Rosa – mês de prevenção ao câncer de mama. Durante os próximos 30 dias, serão realizadas 26 palestras em canteiros de obras das empresas parceiras falando sobre a prevenção e o cuidado com a saúde da mama. Além da prevenção à doença, neste ano, o foco da campanha será na rede de apoio de pessoas que estejam passando pelo tratamento e enfrentamento do câncer de mama. A técnica de enfermagem e uma das palestrantes do Seconci-DF, Elen Cristina, já enfrentou um câncer de mama. Ela comenta que a rede de apoio da família, principalmente do seu marido, foi essencial para que ela vencesse a doença e hoje pudesse compartilhar sua história. “Não é fácil receber um diagnóstico de câncer. Foi muito importante ter ao meu lado o apoio do meu esposo. Passar por esse desafio sozinha é muito difícil e ter pessoas que nos ama, nos apoia do nosso lado torna a batalha mais fácil de ser vencida, como eu venci”, conta Elen. Elen foi diagnosticada com um câncer de mama no ano de 2019. A rede de apoio foi importante para que ela pudesse vencer a doença e pudesse transformar a vida de outras pessoas pela sua história. Adalto Firmino, marido dela, corrobora sua fala. “Outubro de 2019, minha esposa foi diagnosticada com câncer de mama, uma ano depois de eu perder minha mãe por causa de um câncer de garganta. Foi um choque grande, mas eu sabia que ela ia superar a doença”, conta Adalto. Ele também reforça a importância de que as pessoas próximas às mulheres com a doença deem o apoio necessário e seja a rede de apoio para quem está sofrendo com a doença. “Caso encontre um desafio desse na sua jornada, não desampare essa pessoa. Quem está com câncer precisa de amor, carinho. Segure na mão dessa pessoa e mostre que ela não está só”, pediu ele. PALESTRAS As palestras realizadas durante o mês de outubro tem por objetivo levar conhecimento e sensibilização aos trabalhadores das empresas parceiras. Nesse sentido, serão 26 canteiros e mais de 2 mil trabalhadores alcançados. A primeira palestra da campanha aconteceu nesta quarta, 2 de outubro, num canteiro de obra localizada na quadra 500 do sudoeste e contou com a presença de 70 pessoas. “A palestra foi muito importante para todos. Foi uma palestra linda e agradecemos a oportunidade de trazer esse tema para nossos trabalhadores”, disse a técnica de segurança da empresa Base Investimento, Adriana Alves. Veja o depoimento completo de Adalto Firmino
Gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF passa a compor a CNTT da NR-18

De forma efetiva, a engenheira agora integra grupo de discussão que atua na melhoria e implementação da Norma sobre segurança e saúde na indústria da construção Comunicação Seconci-DF A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de, passa compor a bancada de empregadores da Comissão Nacional de Tripartite Temática (CNTT). O nome da gestora foi publicado na Resolução Nº 15, do Diário Oficial da União (DOU), do dia 30 de setembro de 2024. A CNTT foi criada no âmbito da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) composta por representantes do governo, dos empregadores e dos trabalhadores com objetivo de acompanhar e discutir a implementação da Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18) Condições de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção. Juliana que, até então, participava como assessora da bancada patronal na CTPP falou sobre a o trabalho feito pela Comissão e a importância de ser a representantes dos empregadores nesses debates de aprimoramento da NR-18. “É uma honra e uma responsabilidade muito grande fazer parte desta Comissão. Com 23 anos de atuação na área de segurança do trabalho do Seconci-DF, me sinto preparada para contribuir com um ambiente mais seguro e saudável para o setor da construção”, disse ela. Atualmente, além do trabalho à frente da gerência de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana atua como representante dos empregadores no Comitê Permanente Regional da NR-18 no Distrito Federal (CPR-DF), no Grupo de Trabalho Interinstitucional do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Getrin10), além de prestar assessoria sobre Segurança e Saúde do Trabalho para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), juntamente com a engenheira Andréia Malcher (Seconci-MG), com intermediação do Seconci Brasil.
Encontro Nacional reúne Serviços Sociais da Construção em BH

Representantes de todos os Seconcis do país estão na capital mineira para dois dias de troca de experiências e apresentação de projetos e resultados O Encontro Nacional de Seconcis (ENSE) teve início nesta quinta-feira, 26 de setembro, no Serviço Social da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Seconci-MG). Entre hoje e amanhã, estão programados painéis e reuniões técnicas entre todos os Seconcis ativos no país. O ENSE acontece uma vez por ano e tem por objetivo reunir todas as instituições em funcionamento para troca de ideias, apresentação de projetos e resultados da atuação das entidades em suas respectivas regiões. O presidente da Associação de Serviços Sociais (Seconci Brasil), Antônio Carlos Salgueiro, reforçou a importância do ENSE e de como os dois dias são fundamentais para que todos possam se conectar e levar novas ideias para suas bases. “O bom desse encontro é que todos trocam suas experiências, suas dores e mostra que não somos concorrentes, mas parceiros em busca de melhorias para nosso público alvo”, contou Antônio Carlos. Também presente na abertura do ENSE, o presidente do Seconci-MG, Ricardo Catão Ribeiro, reforçou o caráter familiar do Encontro e agradeceu a presença de todos. “Há 9 anos, fomos anfitriões desse evento e é um prazer receber todos aqui novamente, confirmando que esse trabalho dos Seconcis se tornou referência em responsabilidade social e promoção do capital humano”, disse Catão. No painel de abertura, a superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Desembargadora Evangelina Castilho Duarte, ministrou uma palestra sobre violência doméstica e familiar e também falou da parceria com o anfitrião sobre o projeto que tem levado conscientização e mobilização para os canteiros de obras de Belo Horizonte. Em seguida, representantes dos Seconcis de São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Minas Gerais participaram do painel “Como o Seconci pode auxiliar as empresas no estabelecimento de um ambiente de trabalho saudável no que se refere à saúde mental dos trabalhadores”. Cada um apresentou seu projeto de saúde mental e os dados desses atendimentos aos trabalhadores. Antes das reuniões técnicas, o auditor-fiscal do trabalho, Mário Parreiras de Faria, ministrou uma palestra sobre os programas ocupacionais PCMSO e PGR Estiveram na abertura do ENSE 2024, o vice-presidente de relações trabalhistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Felipe Boaventura, o superintendente do Seconci-MG, Ivon Ribeiro de Godoy, que recebeu uma placa em homenagem ao seu trabalho à frente do Seconci-MG ao longo de 32 anos, a ex-presidente do Seconci-MG e atual vice-presidente de planejamento, Danuza Mohallem e o vice-presidente administrativo da entidade mineira, Márcio Afonso Pereira. Fonte: Seconci Brasil
Tudo sobre a Área de Vivência no canteiro de obra

A Área de Vivência no canteiro de obra é um espaço destinado ao conforto e bem-estar dos trabalhadores durante o período em que estão em atividade. Essa área é essencial para garantir condições adequadas para que possam descansar, se alimentar e realizar outras atividades essenciais fora das horas de trabalho. É uma exigência da NR 18 – norma regulamentadora responsável por determinar as diretrizes que deixam o ambiente da Construção Civil mais seguro para os colaboradores. Por este motivo, é uma área que deve obrigatoriamente ser criada e seguindo um determinado padrão que é descrito na legislação. Sem este ambiente, além da empresa se colocar em risco judicial, sujeita a multas e outros processos, acaba prejudicando a qualidade de vida dos trabalhadores. Se você tem dúvidas ou deseja saber mais informações sobre a Área de Vivência no canteiro de obra, continue sua leitura. Neste artigo, vamos trazer tudo que você precisa saber sobre este importante ambiente que pode colaborar para a produtividade da sua construção. Vamos lá? O que é a área de vivência no canteiro de obra? Regulamentada pela NR 18, a área de vivência representa um conjunto de instalações nos canteiros de obras, que visam proporcionar condições mínimas de segurança, conforto e privacidade aos trabalhadores da construção civil. Segundo o ponto 18.5 da norma, as áreas de vivência devem incluir instalações sanitárias, vestiários, locais para refeição e, quando necessário, alojamentos para os trabalhadores. Estas instalações devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, garantindo ambientes propícios ao descanso e à preservação da dignidade dos trabalhadores. Além da NR 18, a área de vivência no canteiro de obra também deve estar em conformidade com as disposições da NR 24, que trata das condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Essa complementaridade assegura que as instalações atendam aos padrões adequados para que realmente sejam úteis e agradáveis. A instalação sanitária, um dos componentes mais importantes do espaço, deve ser equipada com lavatório, bacia sanitária sifonada com assento e tampo, mictório, e chuveiro, nas proporções adequadas para atender ao número de trabalhadores. Quando necessário, a norma também torna obrigatória a disponibilização de alojamento, que ofereçam cozinha, local para refeição, instalação sanitária, lavanderia e área de lazer. A norma estabelece, também, limites para o deslocamento dos trabalhadores até as instalações sanitárias mais próximas, visando garantir acesso rápido e eficiente. Além disso, destaca a obrigatoriedade do fornecimento de água potável, filtrada e fresca, por meio de bebedouros ou dispositivos equivalentes, com proporções específicas para grupos de trabalhadores, evitando o uso de copos coletivos. É importante destacar que, alternativamente, algumas empresas podem estabelecer convênios com estabelecimentos nas proximidades, desde que preservadas a segurança, higiene e conforto, e garantido o transporte adequado dos trabalhadores. Checklist da área de vivência Desenvolver e manter a área de vivência no canteiro de obra requer uma abordagem sistemática e atenção aos detalhes. Um checklist bem elaborado pode ser uma ferramenta valiosa para assegurar a conformidade com as diretrizes da NR 18 e, ao mesmo tempo, garantir a eficiência e a qualidade desses espaços essenciais. 1. Estrutura física Ao iniciar a avaliação, certifique-se de que as instalações estão estruturalmente sólidas, proporcionando um ambiente seguro para os trabalhadores. Verifique se há espaço suficiente para cada componente da área de vivência, desde instalações sanitárias até vestiários e locais para refeição. 2. Conservação e limpeza Mantenha um programa regular de manutenção para garantir que as instalações estejam sempre em boas condições. A priorização da higiene e limpeza constante em todas as áreas não apenas atende a requisitos sanitários, mas também contribui para um ambiente saudável e agradável. 3. Atendimento às especificações da NR 18 Assegure que cada elemento da área de vivência atenda estritamente às especificações da NR 18. Isso inclui garantir que as instalações sanitárias sejam completas e que os vestiários estejam de acordo com as necessidades dos trabalhadores, respeitando as proporções recomendadas. 4. Condições ambientais para área de vivência no canteiro de obra Avalie as condições ambientais, considerando fatores como ventilação, iluminação e isolamento térmico. Certifique-se de que a área está em conformidade com as diretrizes da NR 24 para condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. 5. Acessibilidade e deslocamento Tenha certeza de que o deslocamento dos trabalhadores até as instalações sanitárias seja inferior a 150 metros no plano horizontal e atenda aos limites especificados no plano vertical. Verifique também a disponibilidade de rampas e acessos adequados para garantir acessibilidade a todas as pessoas. 6. Fornecimento de água Potável O fornecimento contínuo de água potável, filtrada e fresca é não só obrigatório como fundamental para a produtividade das equipes. Verifique a disponibilidade de bebedouros ou dispositivos equivalentes, com a proporção adequada para o número de trabalhadores. 7. Alojamentos (se aplicável) Quando houver alojamentos, assegurar que estes atendam às exigências da NR 18, incluindo áreas para cozinha, refeição, instalações sanitárias, lavanderia e área de lazer. Verificar a conformidade com as especificações de higiene e conforto. 8. Frentes de trabalho Em casos de alojamentos, assegure que atendam integralmente às exigências da NR 18. Isso inclui áreas para cozinha, refeição, instalações sanitárias, lavanderia e área de lazer, mantendo padrões elevados de higiene e conforto. Considere convênios com estabelecimentos próximos se for preciso, mas certifique-se de manter os padrões de segurança, higiene e conforto. 9. Treinamento e conscientização Promova treinamentos regulares para a equipe responsável pela manutenção das áreas de vivência, garantindo o entendimento profundo das normas e procedimentos. Estimule a conscientização dos trabalhadores sobre a importância da preservação e bom uso desses espaços, fortalecendo a cultura de responsabilidade compartilhada. Um checklist abrangente e regular pode ser uma ferramenta valiosa na gestão eficaz das áreas de vivência, contribuindo para ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e alinhados com as normas regulamentadoras. Por que isso é importante? A criação de uma boa área de vivência no canteiro de obras, conforme estipulado pela NR 18, é muito mais do que uma obrigação burocrática. Essa prática adquire uma relevância fundamental em razão de diversos aspectos que convergem para a promoção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e
Seconci-DF cria facilitação para a empregabilidade

Ferramenta disponibiliza informações de trabalhadores para funções em canteiros de obras Comunicação Seconci-DF Lançado em agosto, o Banco de Profissionais da Construção (BPC) é uma ferramenta criada pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF), com objetivo de disponibilizar às empresas do setor informações de profissionais para preenchimento de vagas em diversas funções como pedreiro, mestre de obras, almoxarife, eletricista, entre outros. As empresas que estão utilizando a ferramenta elogiam a iniciativa e falam da possibilidade de encontrar mão de obra de forma rápida, sem custo e com praticidade. A responsável pelo departamento pessoal da empresa parceira Engeste, Iraildes da Rocha, avaliou como muito positivo o BPC. “Traz praticidade para as empresas, facilitando o trabalho do RH, com mais agilidade para chegar até um profissional para o preenchimento de vagas que, muitas vezes, estão ociosas. Com essa ferramenta as empresas ganham tempo e os profissionais têm mais chances de serem realocados no mercado de forma mais rápida”, disse Iraildes. Da mesma forma, a auxiliar administrativa da empresa parceira Brozon Engenharia, Loiane da Silva disse que o BPC abre um leque de oportunidades para novas contratações. “É uma ferramenta muito positiva tanto para o profissional que está cadastrado no banco, quanto para as empresas que precisam desse profissional. Nós, como empresas, podemos checar de perto o perfil do funcionário ideal que estamos procurando e assim inseri-lo na equipe”, disse Loiane. Os trabalhadores que estão deixando seus dados na plataforma também elogiam a iniciativa. É o caso do carpinteiro Francisco Ambrósio. Ele acabou de ser desligado de uma empresa e fez questão de ficar disponível no BPC para futuras vagas de emprego na construção. “É muito bom saber que podemos contar com seu apoio. Como a empresa em que eu estava finalizou a obra, eu fui desligado. Quem sabe, com essa possibilidade desse cadastro, eu consiga uma nova oportunidade”, disse Francisco. Até o momento, já são 339 profissionais à espera de uma oportunidade nas empresas parceiras do Seconci-DF. A assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, reforça a importância do projeto e de possibilitar uma reinserção dos trabalhadores ao mercado. “É nítido o resultado que este projeto vem tendo na vida dos trabalhadores e como as empresas estão aproveitando a oportunidade de ter pessoas qualificadas com experiência em seus empreendimentos”, disse Roseane. O BPC está disponível para todas as empresas parceiras do Seconci-DF. Qualquer parceiro que deseja ter acesso à ferramenta, e não tenha recebido a senha, pode entrar em contato com a instituição e solicitar o acesso. Já os trabalhadores que quiserem deixar seus dados na ferramenta podem vir ao Seconci-DF e procurar os profissionais do Serviço Psicossocial da instituição. Lembrando que o cadastro de trabalhadores é somente para funções desempenhadas nos canteiros de obras e escritórios de empresas de engenharia e construção. Para mais informações, ligue (61) 3399-1888 ou pelo e-mail social@seconci-df.org.br
Seconci-DF participa da inauguração do Comitê de Proteção à Mulher da cidade estrutural

Evento aconteceu na administração da cidade estrutural e vai atender mulheres vítimas de violência Nesta segunda-feira, 16 de setembro, a Secretaria da Mulher inaugurou o quarto comitê de proteção à mulher. Desta vez, o projeto beneficiará as mulheres da cidade estrutural e região e oferecerá serviços de apoio, acolhimento e ajuda para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O Comitê foi instituído pela Lei nº 7.266/2023, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha e já está em funcionamento nas regiões administrativas: Itapoã, Ceilândia e Lago Norte. O Seconci-DF esteve presente oferecendo atendimento psicossocial aos participantes com a psicóloga e a assistente social da instituição, além da diretora Mirelle Corrêa, que elogiou o projeto e a participação do Seconci. “É extremamente importante porque é uma oportunidade de divulgar nosso trabalho social. Nós estamos aqui porque estamos juntos em todas as vertentes do Estado em busca de atendimento de qualidade para todos e, principalmente, para a trabalhadora da construção”, disse Mirelle. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, esteve na abertura do Comitê e ressaltou como é importante ver o projeto ganhando vida e fortalecendo a rede de apoio e proteção às mulheres. “Quando a Doutora Jane trouxe a ideia do comitê nós olhamos para o viés das políticas públicas para não repetir o que já existe. A princípio a ideia era que fossem sete comitês e hoje a demanda está em todas as regiões administrativas. Nesse espaço temo gente especializada para ouvir e acolher as mulheres que precisam de ajuda”, comentou a vice-governadora. Também presente na inauguração, a deputada distrital Doutora Jane, criadora do projeto, lembrou das dificuldades e dos desafios em implementar um projeto de tamanho importância para a sociedade. “É um prazer enorme participar desse projeto e ver tanta gente comprometida com a política de proteção à mulher. Essa pauta é difícil, mas necessária e ver tanta gente importante envolvida nos deixa muito orgulhosos de ver esse projeto tão essencial para a sociedade”, disse Doutora Jane. Por fim, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que as mulheres precisam saber que o Estado está presente e oferecendo apoio e serviços de proteção, quando necessário. “Aqui, nos comitês, dependendo da sua necessidade, são vários caminhos e encaminhamentos. O objetivo é que elas se sintam acolhidas e saibam que o Estado está presente”, finalizou Giselle. Confira a matéria da Agência Brasília sobre a inauguração:
Câmara técnica para uso de agregados reciclados em obras é lançada no Sinduscon-DF

A Câmara Técnica de Regulamentação de Uso de Agregados Reciclados em Obras Públicas foi inaugurada, nesta quinta-feira (15/8), sob a coordenação da vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) Helena Mazzaro Peres de Saboya. O lançamento ocorreu na sede da entidade. O objetivo do colegiado é contribuir com sugestões para aperfeiçoamento da legislação sobre o assunto. A câmara técnica é vinculada ao Comitê Gestor de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos do Distrito Federal (Corc-DF), que foi criado pela Lei nº 4.704, de 20 de dezembro de 2011, e instituído pelo Decreto nº 33.825, de 8 de agosto de 2012. O Corc é um órgão de deliberação colegiado vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal, que também compõe a câmara, assim como a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). Integram a câmara, como convidados, a Secretaria de Obras do Distrito Federal (SO-DF), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e o Sindicato das Indústrias de Artefatos, Cimentos, Concretos e Mármores do Distrito Federal (Sindarcom-DF). “Se conseguirmos evoluir a legislação de uso de agregado reciclado, vai ser uma evolução para o Brasil todo. Afinal, o uso de agregado reciclável é uma realidade em outros países, como a China”, ressalta Helena. De acordo com a vice-presidente do Sinduscon-DF, a atuação da câmara técnica estará alinhada com o Decreto 45.189, de 22 de novembro de 2023. O dispositivo regulamenta a elaboração, a apresentação, a análise e a fiscalização do cumprimento do Plano de Gerenciamento de Resíduos de construção civil. “A câmara técnica terá o importante papel de se aprofundar em qual percentual e produtos/serviços poderiam ser utilizados uso de agregado reciclável. Neste momento, é muito importante, para todos que geram resíduos da construção, segregar seu resíduo. Assim poderá garantir que ele volte para a cadeia”, explica Helena. OBRA DE ARTE Durante a reunião de lançamento da câmara técnica, a vice-presidente do Sinduscon-DF entregou um quadro artístico que produziu com a última lajota de tesourinha original de Brasília, resíduo que tem grande valor histórico. Por meio da arte, ela decidiu ressignificar a peça, que foi doada para o acervo do Corc. O resíduo da construção é a base principal da tesourinha. Helena disse que utilizou a brita, simbolizando um agregado da construção civil que se transforma da pavimentação dos arcos da tesourinha. O verde, cor predominante, simboliza a natureza que precisa ser preservada. A técnica utilizada no quadro é a assemblage, que consiste na justaposição e colagem de objetos variados que, ao serem combinados, criam diferentes formas e significados. Helena contou que teve como referência o artista Vik Muniz, que criou uma obra de arte com os destroços do dia 08 de janeiro de 2023, em Brasília. Fonte: Sinduscon-DF
Aumento de até 20% no custo de mão de obra? Opine!

Prorrogada consulta pública do anexo III da NR-15 até o dia 17 de outubro de 2024 O prazo para participação da consulta pública que poderá enquadrar as funções exercidas com exposição direta ao sol como atividades insalubres foi estendido até 17 de outubro de 2024. A mudança, em grau médio, pode gerar aumento de até 20% do salário mínimo no custo da mão de obra. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou parecer, sugerindo a exclusão da “fonte natural” como causadora de insalubridade no novo texto do Anexo III, da Norma Regulamentadora 15 – Atividades e operações insalubres. A CBIC argumenta que o Sol, sendo uma fonte natural de calor e essencial para a vida, não pode ser tratado como um fator insalubre para atividades ao ar livre. No entanto, ressalta que seja necessário medidas para garantir que os trabalhadores tenham asseguradas sua segurança e saúde para desempenho das atividades quando for o caso de exposição ao sol. Propostas da CBIC para o texto da NR-15: A CBIC espera que suas sugestões sejam consideradas na revisão do Anexo III da NR-15, reforçando a importância de separar o calor natural do artificial no que se refere à insalubridade, preservando o foco na prevenção e controle do estresse térmico sem mercantilizar a exposição ao Sol. Esse posicionamento da CBIC é de livre ratificação por qualquer cidadão ou empresa na referida consulta pública. Além disso, o setor da construção conta com o Serviço Social da Indústria da Construção para promoção de ações e cumprimento das normas que garantem um local de trabalho seguro e saudável, dentro do que pede a legislação de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). O Seconci-DF orienta todas as empresas parceiras para que participem da consulta pública e firmem sua posição no entendimento de que as alterações na Norma estejam alinhadas às condições de trabalho do setor da construção. Clique aqui e participe da consulta pública! Com informações da CBIC
Brasil tem mais de 30 internações ao dia por tentativa de suicídio

Dado é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, ao longo de 2023, 11.502 internações relacionadas a lesões em que houve intenção deliberada de infligir dano a si mesmo, o que dá uma média diária de 31 casos. O total representa um aumento de mais de 25% em relação aos 9.173 casos registrados quase dez anos antes, em 2014. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). Em nota, a entidade lembrou que, nesse tipo de circunstância, médicos de emergência são, geralmente, os primeiros a prestar atendimento ao paciente. Para a associação, o aumento de internações por tentativas de suicídio e autolesões reforça a importância de capacitar esses profissionais para atender aos casos com rapidez e eficiência, além de promover acolhimento adequado em situações de grande fragilidade emocional. Segundo a Abramed, os números, já altos, podem ser ainda maiores, em função de possíveis subnotificações, registros inconsistentes e limitações no acesso ao atendimento em algumas regiões do país. Os dados mostram que, em 2016, houve uma oscilação nas notificações de internação por tentativas de suicídio, com leve queda em relação aos dois anos anteriores. O índice voltou a subir em 2018, com um total de 9.438 casos, e alcançou o pico em 2023. Estados e regiões A análise regional das internações por lesões autoprovocadas revela variações entre os estados brasileiros. Para a associação, em alguns deles, foi registrado “um crescimento alarmante”. Alagoas, por exemplo, teve o maior aumento percentual de 2022 para 2023 – um salto de 89% nas internações. Em números absolutos, os casos passaram de 18 para 34 no período. A Paraíba e o Rio de Janeiro, de acordo com a entidade, também chamam a atenção, com aumentos de 71% e 43%, respectivamente. Por outro lado, estados como São Paulo e Minas Gerais, apesar de registrarem números absolutos elevados – 3.872 e 1.702 internações, respectivamente, em 2023 –, registraram aumentos percentuais menores, de 5% e 2%, respectivamente. Num movimento contrário, alguns estados apresentaram reduções expressivas no número de internações por tentativas de suicídio e autolesões no ano passado. Amapá lidera a lista, com uma queda de 48%, seguido pelo Tocantins (27%) e Acre (26%). A Abramed destaca que a Região Sul como um todo enfrenta “tendência preocupante” de aumento desse tipo der internação. Santa Catarina apresentou crescimento de 22% de 2022 para 2023, enquanto o Paraná identificou aumento de 16%. O Rio Grande do Sul ficou no topo da lista, com aumento de 33%. Perfil De acordo com a associação, o perfil de pacientes internados por lesões autoprovocadas revela uma diferença significativa entre os sexos. Entre 2014 e 2023, o número de internações de mulheres aumentou de 3.390 para 5.854. Já entre os homens, o total de internações caiu, ao passar de 5.783 em 2014 para 5.648 em 2023. Em relação à faixa etária, o grupo de 20 a 29 anos foi o mais afetado em 2023, com 2.954 internações, seguido pelo grupo de 15 a 19 anos, que registrou 1.310 casos. “Os números ressaltam a vulnerabilidade dos jovens adultos e adolescentes, que, juntos, representam uma parcela significativa das tentativas de suicídio”, avaliou a entidade. Já as internações por lesões autoprovocadas entre pessoas com 60 anos ou mais somaram 963 casos em 2023. Outro dado relevante é o aumento das internações entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos – em 2023, foram 601 registros, quase o dobro do observado em 2011 (315 internações). Para a Abramede, embora o atendimento inicial desses casos necessite de “foco técnico”, é importante que a abordagem inclua também a identificação de sinais de vulnerabilidade emocional, com o objetivo de oferecer suporte integrado. A entidade avalia que uma resposta rápida e humanizada pode fazer a diferença no prognóstico desses pacientes, além de ajudar na prevenção de novos episódios. Setembro Amarelo No Brasil, uma das principais campanhas de combate ao estigma na temática da saúde mental é o Setembro Amarelo que, este ano, tem como lema Se Precisar, Peça Ajuda. Definido por diversas autoridades sanitárias como um problema de saúde pública, o suicídio, no país, responde por cerca de 14 mil registros todos os anos. Isso significa que, a cada dia, em média, 38 pessoas tiram a própria vida. Na avaliação do psicólogo e especialista em trauma e urgências subjetivas Héder Bello, transtornos mentais representam fatores de vulnerabilidade em meio à temática do suicídio – mas não são os únicos. Ele cita ainda ser uma pessoa LGBT, estar em situação de precariedade financeira ou social, ser refugiado político ou enfrentar ameaças, abuso ou violência. “Esses e outros fatores contribuem para processos de ideação ou até de tentativa de suicídio.” “Políticas públicas que possam, de alguma maneira, falar sobre esse assunto, sem tabu, são importantes. Instrumentos nas áreas de educação e saúde também podem ser amplamente divulgados – justamente pra que a gente possa mostrar que existem possibilidades e recursos amplos para lidar com determinadas situações que são realmente muito estressantes e de muita vulnerabilidade.” Cenário global Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, todos os anos, mais de 700 mil pessoas em todo o mundo tiram a própria vida. A entidade alerta para a necessidade de reduzir o estigma e encorajar o diálogo aberto sobre o tema. A proposta é romper com a cultura do silêncio e do estigma, dando lugar à abertura ao diálogo, à compreensão e ao apoio. Números da entidade mostram que o suicídio figura, atualmente, como a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. A OMS cita consequências sociais, emocionais e econômicas de longo alcance provocadas pelo suicídio e que afetam profundamente indivíduos e comunidades como um todo. Reduzir a taxa global de suicídio em pelo menos um terço até 2030 é uma das metas dos chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Os desafios que levam uma pessoa a tirar a própria vida são complexos e associam-se a fatores sociais, econômicos, culturais e psicológicos, incluindo a negação de direitos