Estudo mostra perfil do trabalhador da construção civil

Os trabalhadores ocupados (assalariados com e sem carteira de trabalho e por conta própria formais e informais) na construção civil brasileira são 7,065 milhões, dos quais 1,582 milhão no Estado de São Paulo (dados de 2023). No Brasil, o trabalhador médio do setor é homem, tem cerca de 41 anos e o ensino fundamental incompleto. Em sua maioria, trabalha por conta própria de modo informal, cerca de 37,9 horas semanais e teve renda média mensal de R$ 2.116,13 no ano passado. A mão de obra feminina representa 4,4% desses ocupados. No Estado de São Paulo, o trabalhador médio da construção é homem, tem cerca de 43 anos e o ensino fundamental completo. Em sua maioria, também trabalha por conta própria de modo informal, cerca de 38,8 horas semanais e teve renda média mensal de R$ 2.552,99 em 2023. Estes são alguns dos resultados de estudo encomendado pelo SindusCon-SP à consultoria Ecconit sobre o perfil destes trabalhadores. O estudo foi apresentado por Ana Maria Castelo, sócia da Ecconit, em webinar conduzido por Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do sindicato, em 8 de outubro. Abrindo o webinar, Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, assinalou que “o estudo traz uma base sólida para nossas ações de enfrentamento à falta de mão de obra. Já estamos atuando em diversas frentes para encontrar alternativas. E o estudo indica que estamos no rumo correto. O SindusCon-SP seguirá estimulando a industrialização, tornando a construção mais atrativa. Em paralelo, continuaremos com nossas iniciativas de capacitação e busca de novos ingressantes nas profissões do setor.” Segundo Eduardo Zaidan, a Missão Técnica que visitou a Espanha recentemente, constatou os mesmos problemas vivenciados pela indústria da construção brasileira em relação à mão de obra: envelhecimento dos trabalhadores, dificuldade de retê-los, falta de interesse de jovens, assim como as medidas de mitigação – realização de treinamentos e o esforço em interessar jovens entre 15 e 17 anos nas profissões do setor. Informalidade Em sua apresentação, Ana Castelo mostrou que, entre 2012 e 2023, a informalidade (conta própria informal e assalariado sem carteira) aumentou, passando de 63,1% para 67% do total de ocupados na construção brasileira. Nesse período, a remuneração média ficou relativamente estável (0,3%). Já em relação a 2019, houve alta de 10,3%. Na construção civil paulista, a informalidade teve pequena queda entre 2012 e 2023, passando de 63,6% para 62,6% do total de ocupados no setor. Nesse período, a remuneração média caiu 4,5%. Mas em relação a 2019, houve alta de 9,8%. Formalidade Segundo o estudo, os trabalhadores com carteira representam 25,5% do total de ocupados na construção, ou 4,8% do total de trabalhadores assalariados formais do país. Sua idade média é de cerca de 37,9 anos, têm ensino médio incompleto. Em 2023, trabalharam em média 41,5 horas e tiveram renda média mensal de R$ 2.859,89, elevação de 2,5% em relação a 2019. Desses trabalhadores, 9,2% são mulheres. Já os trabalhadores formais da construção no Estado de São Paulo em 2023 representaram 27,1% do total de ocupados no setor ou 3,8% do total de trabalhadores assalariados formais do Estado. Sua idade média era de 37,6 anos, tinham ensino médio incompleto e renda média de R$ 3.661,09, uma alta de 8,3% em relação a 2019. As mulheres representavam 12,4% deste contingente. Atração de mais pessoal Ao longo dos anos, a população ocupada na construção melhorou sua formação, o que em parte explica a dificuldade em atrair jovens para o setor. Neste cenário, o estudo sugere várias ações para atrair novos contingentes da população para trabalhar no setor. Uma delas é aumentar a produtividade, investindo em maior industrialização, uma necessidade prioritária do setor. Processos construtivos mais industrializados envolvendo tecnologia abrem possibilidades de emprego atraentes, distantes do trabalho meramente braçal que caracteriza a atividade do setor. Com isso, abre-se a porta para aumentar a proporção de mulheres nesta atividade, bem como para atrair os jovens a considerarem a construção como sua opção profissional. Neste particular, é preciso investir na formação dos jovens, divulgando as potencialidades do trabalho no setor, e na capacitação daqueles que optarem por se formar na construção civil. Além dos que estudam na rede de ensino, há aqueles entre 15 e 29 anos que não trabalham nem estudam, os chamados “nem-nem”, que representam 19,8% da população brasileira. Outra fonte de pessoal está entre os imigrantes, oferecendo oportunidades e capacitando-os para trabalharem no setor. Todas estas ações podem ser adotadas mediante parcerias com governos, associações e ONGs (Organizações Não Governamentais). Dificuldades O evento ainda contou com a participação de David Fratel, Roberto Pastor, Sérgio Cincurá, membros do Comitê de Tecnologia e Qualidade da entidade envolvidos com atração e capacitação de pessoal. Fratel chamou a atenção para a dificuldade de atrair o jovem da geração Z para trabalhar na construção civil, mostrando-lhe que o setor dá sinais de inovação e industrialização. Ele relatou estar em andamento parceria com a ONG Mulheres em Construção, para capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade no Senai-SP. Informou ainda que no Fórum Permanente da Negociação está se mudando a nomenclatura das profissões na construção para torná-la mais atrativa. Disse esperar que a reforma tributária também contribua para a industrialização na construção. A propósito desta reforma, Yorki Estefan informou que a construção está lutando por uma redução de 60% da alíquota do futuro IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Comentou que também é preciso mostrar aos trabalhadores informais do setor as vantagens de se formalizarem, em termos de remuneração e estabilidade. Ana Castelo apontou dificuldades para tanto, como a alta rotatividade, a dificuldade na retenção e a baixa produtividade desses trabalhadores. Há exceções, apontou Fratel, como profissionais prestadores de serviços que ganham muito acima dos trabalhadores formais. A esse respeito, cabe um estudo mais aprofundado, propôs Pastor. Cincurá afirmou que o cenário é difícil. Falta mão de obra qualificada e falta mão de obra para qualificar, afirmou. As empresas estão se estruturando, porém luta com dificuldades como a elevada taxa de juros. Se os juros diminuírem e a demanda por obras aumentar, o problema da falta de pessoal se agravará, alertou. Além
Seminário mostra a necessidade de se refletir sobre a relação entre suicídio e trabalho

Fundacentro discute políticas públicas de prevenção, experiências de posvenção, sofrimento mental e vulnerabilidades sociais Em 2022, o Brasil teve o registro de 16,4 mil óbitos por suicídio no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). O país assumiu o compromisso de reduzir em um terço as ocorrências até 2030, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). No mundo, 700 mil pessoas morrem por ano pela mesma causa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados foram apresentados no primeiro dia do Seminário Nacional de Prevenção ao Suicídio e Trabalho, realizado pela Fundacentro, em São Paulo/SP. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que contabiliza quase 100 mil suicídios por ano nas Américas, tem trabalhado o lema “Mudar a Narrativa” para o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio 2024-2026. A ideia é substituir a narrativa estigmatizante e fomentar cultura de apoio e prevenção, fazendo com que indivíduos, comunidades, organizações e governos realizem discussões sobre o tema. Esse é o caminho percorrido pelo evento da Fundacentro. A publicação “Viver a vida – Guia de implementação para a prevenção do suicídio nos países”, da Opas, foi referendada assim como materiais produzidos pelo Ministério da Saúde, como VIVA: Instrutivo – Notificação de Violência Interpessoal e Autoprovocada. Discussão necessária O protagonismo das discussões foi levantado na mesa de abertura. O superintendente regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, Marcus Mello, destaca a importância de se discutir o adoecimento psicossocial e de se perceber que, muitas vezes, o suicídio está ligado também a questões profissionais. A presidenta substituta da Fundacentro, Vânia Gaebler, cita o Movimento Nenhum Servidor a Menos, dos trabalhadores do Ministério Público do Estado de São Paulo (MSP), que teve casos de suicídio. “Demonstra a necessidade de estudar e discutir o assunto para evitar que a gente perca trabalhadores, pessoas em decorrência do trabalho”, afirma. Já a diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Letícia Almeida, aponta que a prevenção ao suicídio requer olhar para determinantes relacionados à saúde mental, aspectos sociais e grupos minoritários, que são os que mais sofrem. No campo do trabalho, policiais e profissionais de saúde são os mais atingidos, mas ainda faltam dados nacionais. A representante do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, mostra a necessidade de se criar mecanismos de prevenção e posvenção. “O mundo do trabalho se sobrepõe a vários fatores da nossa vida e é fonte de sofrimento”, explica. O ideal seria que todos tivessem um trabalho identitário, no qual há a sensação de realização, reconhecimento e boa remuneração. Para a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Symmy Larrat, trata-se de um debate preventivo e de cuidado. Também é um debate sobre território, gênero e sexualidade. “As pautas não devem ser dissonantes, porque o mundo do trabalho tem a ver com as relações cotidianas”, conclui. “A questão do suicídio é um fenômeno de vários fatores. É fundamental identificá-los e pensar numa perspectiva de prevenção”, completa a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Cynthia Lopes. Em sua avaliação, é preciso descobrir onde está o problema que afeta o conjunto de profissionais e olhar para o trabalhador. Diretrizes para prevenção ao suicídio A mesa “Diretrizes de uma política pública de prevenção ao suicídio” contou com a coordenação do assessor da Presidência da Fundacentro, Marcelo Kimati. “Não se trata de uma análise simples, há mudanças complexas no mundo do trabalho, com debate importante de saúde mental e crescimento da pauta, dentro de um cenário epidemiológico que alguns grupos se tornam mais vulneráveis às questões de suicídio”, explica o assessor. A Fundacentro tem o “Programa Saúde Mental dos Trabalhadores e Trabalhadoras” e Grupos de Trabalho, interno e interinstitucional, voltado para a questão. Uma das ideias é criar diretrizes para uma política na área. A realização do Seminário Nacional de Prevenção ao Suicídio e Trabalho é fruto dessas ações. Para discutir as diretrizes de uma política pública voltada para a prevenção de suicídio, participaram da mesa Fernanda Magano, Letícia Almeida, Márcia Oliveira, assessora do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Drogas, do Ministério da Saúde, e Deivisson Santos, docente do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conselheiro da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). A Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio foi instituída pela Lei n° 13.819, de 26 de abril de 2019. Os objetivos são promover a saúde mental; prevenir a violência autoprovocada; pesquisar e conhecer os fatores determinantes e condicionantes da saúde mental; promover a articulação intersetorial para a prevenção do suicídio, envolvendo entidades de saúde, educação, comunicação, imprensa, polícia, entre outras; garantir o acesso à atenção psicossocial das pessoas com histórico de ideação suicida, automutilações e tentativas de suicídio. Outra ação importante é Política Nacional de Redução de Morbimortalidade por Acidentes e Violências. Para Magano, é necessária a triangulação nos poderes, entre instituições e ministérios, para ações mais assertivas, e que trabalhadores sejam ouvidos e cuidados. Como medidas de prevenção, ela defende: tratamento adequado dos transtornos mentais; restrição de acesso a métodos potencialmente perigosos; capacitação da sociedade para identificação e abordagem a pessoas em risco; e fortalecimento de fatores de proteção, como vínculos sociais, habilidades de resolução de problemas, expressão emocional. Letícia Almeida também ressalta a importância de levar aos trabalhadores o debate sobre prevenção ao suicídio. A notificação compulsória de violências autoprovocada é uma obrigação legal. No caso de tentativa de suicídio, a comunicação deve ser feita até 24 horas após o atendimento. A diretora aponta que houve uma evolução das taxas de suicídio no Brasil, de 6.782 óbitos em 2000 para 16.468 em 2022. Os três estados com maiores taxas de suicídio foram Rio Grande do Sul – 12,8 (número de óbitos por 100 mil mortes), Mato Grosso do Sul – 12,6 e Santa Catarina – 12,3. As menores ficaram com Rio de Janeiro – 4,7, Pernambuco – 5,2 e Espírito Santo – 5,8. Entre adolescentes e jovens, o aumento de suicídios foi acentuado. As taxas são maiores entre
Capacitação feminina na construção civil: inclusão e representatividade

A representatividade feminina na área da engenharia foi o foco central do painel realizado nesta terça-feira (8), no Auditório Costa do Descobrimento, durante a 79ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea). Com a participação de lideranças do setor e especialistas, o evento abordou a necessidade de ampliar a capacitação das mulheres e criar uma rede de apoio para fortalecer sua presença no mercado de trabalho. Abrindo o painel, Bia Kern, fundadora do Instituto Mulheres em Construção, destacou a importância de oferecer capacitação e oportunidades para mulheres na construção civil. “Vamos ensinar nossas mulheres e compartilhar com elas o que sabemos fazer. Sempre que capacitamos alguém, todos ganham: a profissional, a empresa e a sociedade. Além de ser gratificante como pessoa, esse crescimento é coletivo”, afirmou. Bia também apresentou o Projeto Regenera RS, desenvolvido no Rio Grande do Sul após as enchentes que atingiram a região. “O projeto visa capacitar a população e, no nosso caso, prioritariamente mulheres, ampliando suas chances de inserção no mercado com uma nova profissão. Até o momento, já qualificamos 300 pessoas, impactando mais de 100 famílias. Agora, vamos iniciar uma nova etapa com mais 2 mil mulheres”, ressaltou. Na sequência, a engenheira civil e influenciadora digital Lulu Magalhães enfatizou a importância de criar ações de inclusão para mulheres recém-formadas na engenharia. “Temos muitas mulheres que se formam, mas não conseguem seguir na área. Precisamos de iniciativas que promovam treinamento para que elas adquiram segurança e domínio, além de criar oportunidades para as próximas gerações e construir uma rede de apoio sólida”, pontuou Lulu, que tem utilizado suas redes sociais para promover a representatividade feminina no setor. O painel também contou com a participação da engenheira civil e de segurança do trabalho Márcia Luna, que abordou os impactos do saneamento básico na vida das mulheres. “Implementar o saneamento básico é uma necessidade urgente, que impacta diretamente a vida das mulheres. Precisamos ocupar os espaços públicos e privados, colocando nossa voz e buscando formas de transformar projetos do papel em realidade, para que a sociedade possa receber resultados concretos do que temos a oferecer”, disse Márcia. A engenheira destacou ainda que o evento é um espaço de reflexão e ação, e que é fundamental que as mulheres assumam protagonismo nas pautas de infraestrutura. Mediando as discussões, a engenheira civil, sanitarista, ambiental e conselheira federal Carmen Lúcia Petraglia apresentou os resultados do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua, que já vem promovendo ações de inserção de mulheres em diversas frentes da engenharia. “Daqui para frente, precisamos ampliar o que já está sendo feito e expandir ainda mais nossa atuação. Já estamos fortes, mas o mais importante agora é inserir as mulheres nas profissões do futuro”, afirmou Carmen, reforçando que as ações de apoio devem continuar evoluindo para consolidar a presença feminina no mercado. O painel evidenciou a necessidade de construir uma rede de apoio entre profissionais e entidades para promover a equidade de gênero nas áreas tecnológicas. As iniciativas apresentadas mostraram como a capacitação e a criação de oportunidades podem transformar não só a vida das mulheres, mas também contribuir para o desenvolvimento social e econômico do país. Reportagem: Dhiogo Bottacin (Crea-ES)Edição: Julianna Curado (Confea) Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)Equipe de Comunicação da 79ª SoeaFotos: ArtFoto Produtora e Cacto Comunicação/Confea
Semana CANPAT 2024 destaca impacto das normas de segurança na construção civil

A Semana CANPAT Construção 2024, organizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) por meio de sua Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT), iniciou, nesta segunda-feira (7), com falas importantes que ressaltaram a importância da segurança e saúde no trabalho na indústria da construção. Com o tema “Impacto das Normas Regulamentadoras na Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção”, o evento se propõe a discutir e aprimorar as condições laborais em um setor que emprega milhões de trabalhadores no Brasil. Renato de Sousa Correia, presidente da CBIC, iniciou sua fala destacando o longo caminho que a CBIC e as entidades parceiras têm percorrido para promover melhores condições de saúde e segurança no setor. Ele frisou o caráter colaborativo das ações, mencionando o envolvimento de instituições como a Secretaria de Inspeção do Trabalho, SESI, Sinduscon-SP, Seconci e outras, todas unidas por um esforço coletivo em prol dos trabalhadores da construção civil. Correia sublinhou a complexidade do setor ao mencionar que o Brasil conta com cerca de 3 milhões de trabalhadores formais distribuídos em 170 mil empresas, das quais 90% são pequenas, com menos de 30 funcionários. “É um universo muito pulverizado”, explicou ele, evidenciando a dificuldade de implementação de políticas uniformes de saúde e segurança em um ambiente de trabalho tão diversificado. “Existe um esforço sistêmico de melhorar esse ambiente de trabalho para que possamos produzir com segurança, qualidade de vida, e entregar aquilo que é importante para o cidadão brasileiro: habitação e infraestrutura.” Ele ainda ressaltou o papel essencial das Normas Regulamentadoras (NRs) no cumprimento dessas metas, destacando que a melhoria contínua das regulações e treinamentos é um dos caminhos para garantir que o setor opere de forma mais segura e sustentável. “Temos um grande déficit habitacional e carências na área de infraestrutura, e cada um aqui está organizando o setor da indústria da construção para que possamos transformar esse ambiente com sustentabilidade, saúde e segurança”, afirmou, agradecendo também aos trabalhadores que se dedicam diariamente a se profissionalizar e cuidar uns dos outros, numa verdadeira atuação em equipe. Ricardo Dias Michelon, vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, reforçou a importância da Semana CANPAT e deu um panorama das atividades programadas para os próximos dias. Ele destacou que o evento se encerrará com o Dia Nacional da Saúde e Segurança nas Escolas da Indústria da Construção (DNSSE|IC), uma iniciativa que visa promover a cultura da prevenção entre os estudantes do ensino fundamental e médio. “Esses jovens serão os futuros empreendedores e trabalhadores, e semear essa cultura de prevenção desde cedo é essencial”, afirmou Michelon, reforçando a importância de integrar os conceitos de segurança e saúde no ambiente escolar. Michelon também destacou o papel da CBIC em coordenar ações de segurança no trabalho desde 2017, afirmando que o setor tem evoluído significativamente nesse aspecto. Segundo ele, as várias iniciativas promovidas pela CBIC, como publicações técnicas, vídeos orientativos e debates entre trabalhadores, governo e empresários, têm gerado impactos positivos, com a redução gradual de acidentes no setor. “Costumo dizer que prevenção é, acima de tudo, cuidado”, afirmou Michelon. “Nosso setor depende fundamentalmente de pessoas, e cuidar dessas pessoas é estratégico para a evolução do nosso ambiente de trabalho.” Ele também mencionou que a escassez de mão de obra qualificada é um dos grandes desafios atuais do setor, o que torna a melhoria do ambiente de trabalho ainda mais urgente. “A evolução desse ambiente vai nos permitir trazer mais tecnologia, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do nosso trabalho. Nesse ambiente de sinergia, todo mundo ganha”, concluiu Michelon, reforçando o papel central da CBIC em liderar essas discussões. Emmanuel Lacerda, Superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do SESI/DN, trouxe uma perspectiva institucional, destacando a missão do SESI em promover ambientes de trabalho saudáveis. Segundo ele, a participação do SESI na CANPAT Construção é natural, dado o alinhamento da missão da instituição com a promoção da saúde e segurança. “Esse evento tem caráter de discussão, de debate e de construção, busca de soluções, algo que está totalmente em sintonia com a nossa missão estatutária”, disse Lacerda. Ele também pontuou um aspecto relevante que vai além dos acidentes de trabalho: as doenças comuns e crônicas que afetam a saúde dos trabalhadores. “Temos dado uma lupa nessas questões, pois grande parte dos afastamentos dos trabalhadores não está relacionada diretamente ao trabalho, mas a doenças crônicas e outras condições de saúde”, explicou Lacerda, destacando a importância de tratar esses fatores para garantir o bem-estar geral do trabalhador. Rogério Silva Araújo, Diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/TEM), enfatizou a relevância do diálogo social para o avanço das normativas de segurança no setor. “Manter esse diálogo social aberto e pujante é extremamente importante para nós, enquanto governo, para que possamos avançar em conjunto nas regulações”, disse ele. Araújo trouxe um dado preocupante à tona: o Brasil gasta, em média, 4% do seu PIB com acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho, o que representa cerca de R$ 80 bilhões por ano. “Precisamos, mais uma vez, olhar para o trabalho e pensar na segurança e saúde como um investimento, não como um custo”, afirmou Araújo, destacando que a redução de acidentes aumenta a produtividade e impulsiona o crescimento econômico. Ele também mencionou a reativação da Comissão Nacional da NR 18, responsável por discutir e propor melhorias na norma que rege as condições de segurança no setor da construção. A participação de trabalhadores, empregadores e governo é fundamental para garantir que as atualizações sejam eficazes na prevenção de acidentes e no cuidado com a saúde dos trabalhadores. Haruo Ishikawa, Vice-presidente do Sinduscon-SP e Coordenador do Grupo Estratégico de SST da CPRT/CBIC, reforçou a importância de tratar a segurança e saúde como um investimento. “Segurança e saúde para a CBIC é investimento, não é gasto”, afirmou, ressaltando que o discurso da CBIC tem sido o de que investir em segurança resulta em lucro para as empresas, uma visão que ele considera essencial para
Outubro Rosa: Seconci-DF foca na rede de apoio para pacientes

Durante o mês de outubro, o Seconci-DF percorrerá 26 canteiros de obras levando informação sobre câncer de mama Comunicação Seconci-DF O Seconci-DF iniciou na quarta-feira, 2 de outubro, a campanha Outubro Rosa – mês de prevenção ao câncer de mama. Durante os próximos 30 dias, serão realizadas 26 palestras em canteiros de obras das empresas parceiras falando sobre a prevenção e o cuidado com a saúde da mama. Além da prevenção à doença, neste ano, o foco da campanha será na rede de apoio de pessoas que estejam passando pelo tratamento e enfrentamento do câncer de mama. A técnica de enfermagem e uma das palestrantes do Seconci-DF, Elen Cristina, já enfrentou um câncer de mama. Ela comenta que a rede de apoio da família, principalmente do seu marido, foi essencial para que ela vencesse a doença e hoje pudesse compartilhar sua história. “Não é fácil receber um diagnóstico de câncer. Foi muito importante ter ao meu lado o apoio do meu esposo. Passar por esse desafio sozinha é muito difícil e ter pessoas que nos ama, nos apoia do nosso lado torna a batalha mais fácil de ser vencida, como eu venci”, conta Elen. Elen foi diagnosticada com um câncer de mama no ano de 2019. A rede de apoio foi importante para que ela pudesse vencer a doença e pudesse transformar a vida de outras pessoas pela sua história. Adalto Firmino, marido dela, corrobora sua fala. “Outubro de 2019, minha esposa foi diagnosticada com câncer de mama, uma ano depois de eu perder minha mãe por causa de um câncer de garganta. Foi um choque grande, mas eu sabia que ela ia superar a doença”, conta Adalto. Ele também reforça a importância de que as pessoas próximas às mulheres com a doença deem o apoio necessário e seja a rede de apoio para quem está sofrendo com a doença. “Caso encontre um desafio desse na sua jornada, não desampare essa pessoa. Quem está com câncer precisa de amor, carinho. Segure na mão dessa pessoa e mostre que ela não está só”, pediu ele. PALESTRAS As palestras realizadas durante o mês de outubro tem por objetivo levar conhecimento e sensibilização aos trabalhadores das empresas parceiras. Nesse sentido, serão 26 canteiros e mais de 2 mil trabalhadores alcançados. A primeira palestra da campanha aconteceu nesta quarta, 2 de outubro, num canteiro de obra localizada na quadra 500 do sudoeste e contou com a presença de 70 pessoas. “A palestra foi muito importante para todos. Foi uma palestra linda e agradecemos a oportunidade de trazer esse tema para nossos trabalhadores”, disse a técnica de segurança da empresa Base Investimento, Adriana Alves. Veja o depoimento completo de Adalto Firmino
Gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF passa a compor a CNTT da NR-18

De forma efetiva, a engenheira agora integra grupo de discussão que atua na melhoria e implementação da Norma sobre segurança e saúde na indústria da construção Comunicação Seconci-DF A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de, passa compor a bancada de empregadores da Comissão Nacional de Tripartite Temática (CNTT). O nome da gestora foi publicado na Resolução Nº 15, do Diário Oficial da União (DOU), do dia 30 de setembro de 2024. A CNTT foi criada no âmbito da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) composta por representantes do governo, dos empregadores e dos trabalhadores com objetivo de acompanhar e discutir a implementação da Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18) Condições de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção. Juliana que, até então, participava como assessora da bancada patronal na CTPP falou sobre a o trabalho feito pela Comissão e a importância de ser a representantes dos empregadores nesses debates de aprimoramento da NR-18. “É uma honra e uma responsabilidade muito grande fazer parte desta Comissão. Com 23 anos de atuação na área de segurança do trabalho do Seconci-DF, me sinto preparada para contribuir com um ambiente mais seguro e saudável para o setor da construção”, disse ela. Atualmente, além do trabalho à frente da gerência de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana atua como representante dos empregadores no Comitê Permanente Regional da NR-18 no Distrito Federal (CPR-DF), no Grupo de Trabalho Interinstitucional do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Getrin10), além de prestar assessoria sobre Segurança e Saúde do Trabalho para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), juntamente com a engenheira Andréia Malcher (Seconci-MG), com intermediação do Seconci Brasil.
Encontro Nacional reúne Serviços Sociais da Construção em BH

Representantes de todos os Seconcis do país estão na capital mineira para dois dias de troca de experiências e apresentação de projetos e resultados O Encontro Nacional de Seconcis (ENSE) teve início nesta quinta-feira, 26 de setembro, no Serviço Social da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Seconci-MG). Entre hoje e amanhã, estão programados painéis e reuniões técnicas entre todos os Seconcis ativos no país. O ENSE acontece uma vez por ano e tem por objetivo reunir todas as instituições em funcionamento para troca de ideias, apresentação de projetos e resultados da atuação das entidades em suas respectivas regiões. O presidente da Associação de Serviços Sociais (Seconci Brasil), Antônio Carlos Salgueiro, reforçou a importância do ENSE e de como os dois dias são fundamentais para que todos possam se conectar e levar novas ideias para suas bases. “O bom desse encontro é que todos trocam suas experiências, suas dores e mostra que não somos concorrentes, mas parceiros em busca de melhorias para nosso público alvo”, contou Antônio Carlos. Também presente na abertura do ENSE, o presidente do Seconci-MG, Ricardo Catão Ribeiro, reforçou o caráter familiar do Encontro e agradeceu a presença de todos. “Há 9 anos, fomos anfitriões desse evento e é um prazer receber todos aqui novamente, confirmando que esse trabalho dos Seconcis se tornou referência em responsabilidade social e promoção do capital humano”, disse Catão. No painel de abertura, a superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Desembargadora Evangelina Castilho Duarte, ministrou uma palestra sobre violência doméstica e familiar e também falou da parceria com o anfitrião sobre o projeto que tem levado conscientização e mobilização para os canteiros de obras de Belo Horizonte. Em seguida, representantes dos Seconcis de São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Minas Gerais participaram do painel “Como o Seconci pode auxiliar as empresas no estabelecimento de um ambiente de trabalho saudável no que se refere à saúde mental dos trabalhadores”. Cada um apresentou seu projeto de saúde mental e os dados desses atendimentos aos trabalhadores. Antes das reuniões técnicas, o auditor-fiscal do trabalho, Mário Parreiras de Faria, ministrou uma palestra sobre os programas ocupacionais PCMSO e PGR Estiveram na abertura do ENSE 2024, o vice-presidente de relações trabalhistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Felipe Boaventura, o superintendente do Seconci-MG, Ivon Ribeiro de Godoy, que recebeu uma placa em homenagem ao seu trabalho à frente do Seconci-MG ao longo de 32 anos, a ex-presidente do Seconci-MG e atual vice-presidente de planejamento, Danuza Mohallem e o vice-presidente administrativo da entidade mineira, Márcio Afonso Pereira. Fonte: Seconci Brasil
Tudo sobre a Área de Vivência no canteiro de obra

A Área de Vivência no canteiro de obra é um espaço destinado ao conforto e bem-estar dos trabalhadores durante o período em que estão em atividade. Essa área é essencial para garantir condições adequadas para que possam descansar, se alimentar e realizar outras atividades essenciais fora das horas de trabalho. É uma exigência da NR 18 – norma regulamentadora responsável por determinar as diretrizes que deixam o ambiente da Construção Civil mais seguro para os colaboradores. Por este motivo, é uma área que deve obrigatoriamente ser criada e seguindo um determinado padrão que é descrito na legislação. Sem este ambiente, além da empresa se colocar em risco judicial, sujeita a multas e outros processos, acaba prejudicando a qualidade de vida dos trabalhadores. Se você tem dúvidas ou deseja saber mais informações sobre a Área de Vivência no canteiro de obra, continue sua leitura. Neste artigo, vamos trazer tudo que você precisa saber sobre este importante ambiente que pode colaborar para a produtividade da sua construção. Vamos lá? O que é a área de vivência no canteiro de obra? Regulamentada pela NR 18, a área de vivência representa um conjunto de instalações nos canteiros de obras, que visam proporcionar condições mínimas de segurança, conforto e privacidade aos trabalhadores da construção civil. Segundo o ponto 18.5 da norma, as áreas de vivência devem incluir instalações sanitárias, vestiários, locais para refeição e, quando necessário, alojamentos para os trabalhadores. Estas instalações devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, garantindo ambientes propícios ao descanso e à preservação da dignidade dos trabalhadores. Além da NR 18, a área de vivência no canteiro de obra também deve estar em conformidade com as disposições da NR 24, que trata das condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Essa complementaridade assegura que as instalações atendam aos padrões adequados para que realmente sejam úteis e agradáveis. A instalação sanitária, um dos componentes mais importantes do espaço, deve ser equipada com lavatório, bacia sanitária sifonada com assento e tampo, mictório, e chuveiro, nas proporções adequadas para atender ao número de trabalhadores. Quando necessário, a norma também torna obrigatória a disponibilização de alojamento, que ofereçam cozinha, local para refeição, instalação sanitária, lavanderia e área de lazer. A norma estabelece, também, limites para o deslocamento dos trabalhadores até as instalações sanitárias mais próximas, visando garantir acesso rápido e eficiente. Além disso, destaca a obrigatoriedade do fornecimento de água potável, filtrada e fresca, por meio de bebedouros ou dispositivos equivalentes, com proporções específicas para grupos de trabalhadores, evitando o uso de copos coletivos. É importante destacar que, alternativamente, algumas empresas podem estabelecer convênios com estabelecimentos nas proximidades, desde que preservadas a segurança, higiene e conforto, e garantido o transporte adequado dos trabalhadores. Checklist da área de vivência Desenvolver e manter a área de vivência no canteiro de obra requer uma abordagem sistemática e atenção aos detalhes. Um checklist bem elaborado pode ser uma ferramenta valiosa para assegurar a conformidade com as diretrizes da NR 18 e, ao mesmo tempo, garantir a eficiência e a qualidade desses espaços essenciais. 1. Estrutura física Ao iniciar a avaliação, certifique-se de que as instalações estão estruturalmente sólidas, proporcionando um ambiente seguro para os trabalhadores. Verifique se há espaço suficiente para cada componente da área de vivência, desde instalações sanitárias até vestiários e locais para refeição. 2. Conservação e limpeza Mantenha um programa regular de manutenção para garantir que as instalações estejam sempre em boas condições. A priorização da higiene e limpeza constante em todas as áreas não apenas atende a requisitos sanitários, mas também contribui para um ambiente saudável e agradável. 3. Atendimento às especificações da NR 18 Assegure que cada elemento da área de vivência atenda estritamente às especificações da NR 18. Isso inclui garantir que as instalações sanitárias sejam completas e que os vestiários estejam de acordo com as necessidades dos trabalhadores, respeitando as proporções recomendadas. 4. Condições ambientais para área de vivência no canteiro de obra Avalie as condições ambientais, considerando fatores como ventilação, iluminação e isolamento térmico. Certifique-se de que a área está em conformidade com as diretrizes da NR 24 para condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. 5. Acessibilidade e deslocamento Tenha certeza de que o deslocamento dos trabalhadores até as instalações sanitárias seja inferior a 150 metros no plano horizontal e atenda aos limites especificados no plano vertical. Verifique também a disponibilidade de rampas e acessos adequados para garantir acessibilidade a todas as pessoas. 6. Fornecimento de água Potável O fornecimento contínuo de água potável, filtrada e fresca é não só obrigatório como fundamental para a produtividade das equipes. Verifique a disponibilidade de bebedouros ou dispositivos equivalentes, com a proporção adequada para o número de trabalhadores. 7. Alojamentos (se aplicável) Quando houver alojamentos, assegurar que estes atendam às exigências da NR 18, incluindo áreas para cozinha, refeição, instalações sanitárias, lavanderia e área de lazer. Verificar a conformidade com as especificações de higiene e conforto. 8. Frentes de trabalho Em casos de alojamentos, assegure que atendam integralmente às exigências da NR 18. Isso inclui áreas para cozinha, refeição, instalações sanitárias, lavanderia e área de lazer, mantendo padrões elevados de higiene e conforto. Considere convênios com estabelecimentos próximos se for preciso, mas certifique-se de manter os padrões de segurança, higiene e conforto. 9. Treinamento e conscientização Promova treinamentos regulares para a equipe responsável pela manutenção das áreas de vivência, garantindo o entendimento profundo das normas e procedimentos. Estimule a conscientização dos trabalhadores sobre a importância da preservação e bom uso desses espaços, fortalecendo a cultura de responsabilidade compartilhada. Um checklist abrangente e regular pode ser uma ferramenta valiosa na gestão eficaz das áreas de vivência, contribuindo para ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e alinhados com as normas regulamentadoras. Por que isso é importante? A criação de uma boa área de vivência no canteiro de obras, conforme estipulado pela NR 18, é muito mais do que uma obrigação burocrática. Essa prática adquire uma relevância fundamental em razão de diversos aspectos que convergem para a promoção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e
Seconci-DF cria facilitação para a empregabilidade

Ferramenta disponibiliza informações de trabalhadores para funções em canteiros de obras Comunicação Seconci-DF Lançado em agosto, o Banco de Profissionais da Construção (BPC) é uma ferramenta criada pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF), com objetivo de disponibilizar às empresas do setor informações de profissionais para preenchimento de vagas em diversas funções como pedreiro, mestre de obras, almoxarife, eletricista, entre outros. As empresas que estão utilizando a ferramenta elogiam a iniciativa e falam da possibilidade de encontrar mão de obra de forma rápida, sem custo e com praticidade. A responsável pelo departamento pessoal da empresa parceira Engeste, Iraildes da Rocha, avaliou como muito positivo o BPC. “Traz praticidade para as empresas, facilitando o trabalho do RH, com mais agilidade para chegar até um profissional para o preenchimento de vagas que, muitas vezes, estão ociosas. Com essa ferramenta as empresas ganham tempo e os profissionais têm mais chances de serem realocados no mercado de forma mais rápida”, disse Iraildes. Da mesma forma, a auxiliar administrativa da empresa parceira Brozon Engenharia, Loiane da Silva disse que o BPC abre um leque de oportunidades para novas contratações. “É uma ferramenta muito positiva tanto para o profissional que está cadastrado no banco, quanto para as empresas que precisam desse profissional. Nós, como empresas, podemos checar de perto o perfil do funcionário ideal que estamos procurando e assim inseri-lo na equipe”, disse Loiane. Os trabalhadores que estão deixando seus dados na plataforma também elogiam a iniciativa. É o caso do carpinteiro Francisco Ambrósio. Ele acabou de ser desligado de uma empresa e fez questão de ficar disponível no BPC para futuras vagas de emprego na construção. “É muito bom saber que podemos contar com seu apoio. Como a empresa em que eu estava finalizou a obra, eu fui desligado. Quem sabe, com essa possibilidade desse cadastro, eu consiga uma nova oportunidade”, disse Francisco. Até o momento, já são 339 profissionais à espera de uma oportunidade nas empresas parceiras do Seconci-DF. A assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, reforça a importância do projeto e de possibilitar uma reinserção dos trabalhadores ao mercado. “É nítido o resultado que este projeto vem tendo na vida dos trabalhadores e como as empresas estão aproveitando a oportunidade de ter pessoas qualificadas com experiência em seus empreendimentos”, disse Roseane. O BPC está disponível para todas as empresas parceiras do Seconci-DF. Qualquer parceiro que deseja ter acesso à ferramenta, e não tenha recebido a senha, pode entrar em contato com a instituição e solicitar o acesso. Já os trabalhadores que quiserem deixar seus dados na ferramenta podem vir ao Seconci-DF e procurar os profissionais do Serviço Psicossocial da instituição. Lembrando que o cadastro de trabalhadores é somente para funções desempenhadas nos canteiros de obras e escritórios de empresas de engenharia e construção. Para mais informações, ligue (61) 3399-1888 ou pelo e-mail social@seconci-df.org.br
Seconci-DF participa da inauguração do Comitê de Proteção à Mulher da cidade estrutural

Evento aconteceu na administração da cidade estrutural e vai atender mulheres vítimas de violência Nesta segunda-feira, 16 de setembro, a Secretaria da Mulher inaugurou o quarto comitê de proteção à mulher. Desta vez, o projeto beneficiará as mulheres da cidade estrutural e região e oferecerá serviços de apoio, acolhimento e ajuda para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O Comitê foi instituído pela Lei nº 7.266/2023, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha e já está em funcionamento nas regiões administrativas: Itapoã, Ceilândia e Lago Norte. O Seconci-DF esteve presente oferecendo atendimento psicossocial aos participantes com a psicóloga e a assistente social da instituição, além da diretora Mirelle Corrêa, que elogiou o projeto e a participação do Seconci. “É extremamente importante porque é uma oportunidade de divulgar nosso trabalho social. Nós estamos aqui porque estamos juntos em todas as vertentes do Estado em busca de atendimento de qualidade para todos e, principalmente, para a trabalhadora da construção”, disse Mirelle. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, esteve na abertura do Comitê e ressaltou como é importante ver o projeto ganhando vida e fortalecendo a rede de apoio e proteção às mulheres. “Quando a Doutora Jane trouxe a ideia do comitê nós olhamos para o viés das políticas públicas para não repetir o que já existe. A princípio a ideia era que fossem sete comitês e hoje a demanda está em todas as regiões administrativas. Nesse espaço temo gente especializada para ouvir e acolher as mulheres que precisam de ajuda”, comentou a vice-governadora. Também presente na inauguração, a deputada distrital Doutora Jane, criadora do projeto, lembrou das dificuldades e dos desafios em implementar um projeto de tamanho importância para a sociedade. “É um prazer enorme participar desse projeto e ver tanta gente comprometida com a política de proteção à mulher. Essa pauta é difícil, mas necessária e ver tanta gente importante envolvida nos deixa muito orgulhosos de ver esse projeto tão essencial para a sociedade”, disse Doutora Jane. Por fim, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que as mulheres precisam saber que o Estado está presente e oferecendo apoio e serviços de proteção, quando necessário. “Aqui, nos comitês, dependendo da sua necessidade, são vários caminhos e encaminhamentos. O objetivo é que elas se sintam acolhidas e saibam que o Estado está presente”, finalizou Giselle. Confira a matéria da Agência Brasília sobre a inauguração: