Cuidado que transforma vidas: Psicossocial do Seconci-DF

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| 12/06/2026

“Muitas vezes uma conversa salva uma vida”

Texto: José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF

Após as mudanças na Norma Regulamentadora 1 (NR 01), do Ministério do Trabalho, a saúde mental se tornou tema constante dentro dos ambientes laborais. Por meio do serviço psicossocial oferecido pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF), os trabalhadores das empresas parceiras à instituição encontram acolhimento, orientação e suporte para enfrentar dificuldades emocionais, familiares e sociais.

Os atendimentos incluem assistência social, acompanhamento psicológico, palestras de sensibilização, terapia em grupo, suporte nos canteiros de obras e encaminhamentos especializados quando necessário. “Quando o trabalhador encontra escuta, respeito e apoio, ele ganha forças para enfrentar dificuldades, reconstruir sua autoestima e seguir em frente com mais esperança, a escuta ativa com o trabalhador da construção civil é um desafio”, destaca.

Histórias de acolhimento e recomeço

Por trás dos atendimentos realizados pelo serviço psicossocial existem histórias de dor, superação e recomeços. Histórias de trabalhadores que, em momentos de extrema vulnerabilidade, encontraram no acolhimento do Seconci-DF uma oportunidade de reconstruir suas vidas.

Leandro Mello Pereira Ramos, 38 anos, bombeiro hidráulico, é um dos pacientes acolhidos pelas profissionais do psicossocial do Seconci. Após descobrir uma traição em um relacionamento, Leandro enfrentou uma profunda depressão. Foi nesse momento que o Seconci-DF entrou em sua história. “Eles viram que eu não estava bem da cabeça e me trouxeram para cá. Foi aqui que comecei o tratamento com a Rose”, relembra.

Com acompanhamento profissional, apoio da família, da empresa e da fé, Leandro conseguiu retomar sua rotina, reconstruir sua saúde emocional e reencontrar o sentido da vida. Hoje, faz questão de compartilhar sua experiência para incentivar outras pessoas a procurarem ajuda. “Procura alguém para conversar, procura ajuda. Muitas vezes uma conversa salva uma vida. A Rose foi essa pessoa para mim”, conclui.

Outra história que demonstra a importância do acolhimento é a do servente Diego dos Santos Machado, 37 anos. Durante aproximadamente 25 anos, ele viveu preso à dependência química. O que começou ainda na adolescência evoluiu para uma realidade marcada pelo uso de drogas, perdas familiares, dificuldades financeiras, desemprego e sofrimento emocional.

Quando conheceu o Seconci-DF, Diego estava em um dos momentos mais difíceis de sua vida. “Foi numa palestra da Roseane. Acho que era uma campanha de saúde, tabagismo, alguma coisa assim. No final ela falou que quem quisesse conversar podia procurar ela. Aí eu fui. Quando chegou minha vez, eu já pedi ajuda”, conta ele.

Naquele período, a dependência já havia tomado conta de todas as áreas da sua vida. Sem recursos, sem perspectivas e cada vez mais distante das pessoas que amava, ele sentia que estava perdendo a luta contra o vício. “Quando as pessoas descobriam que eu era usuário, ninguém queria nem conversa. A Rose me acolheu”.

Mesmo enfrentando recaídas ao longo do processo, ele nunca deixou de encontrar apoio. Esse acolhimento, segundo Diego, foi essencial para que continuasse tentando. “Eu fiquei afastado daqui um tempo. Achei até que a Rose nunca mais ia falar comigo, porque eu fazia tudo errado. Mas mesmo assim vocês me acolheram. Às vezes a pessoa está no fundo do poço e não percebe que ainda existe saída”, concluiu.

As histórias de Leandro e Diego mostram que, por trás de cada atendimento, existe a oportunidade de transformar vidas. Seja diante da depressão, da dependência química ou de outras dificuldades emocionais, o acolhimento, a escuta e o apoio especializado podem representar o primeiro passo para um recomeço.

Se você precisa de ajuda e atua no setor da construção, entre em contato com o Seconci-DF e agende um atendimento com as profissionais do psicossocial. Telefone (61) 3399-1888 ramal 211, pelo e-mail social@seconci-df.org.br ou pelo WhatsApp (61) 98124-3486.