Seca no Distrito Federal exige atenção redobrada com a saúde dos olhos

Seconci-DF oferece atendimento oftalmológico gratuito para os trabalhadores da construção civil da cidade Com a chegada do inverno, iniciado em 21 de junho, o Distrito Federal entra no período mais seco do ano, marcado por baixa umidade relativa do ar, mudanças bruscas de temperatura, ventos intensos e maior concentração de poeira. Essas condições favorecem o aparecimento da síndrome do olho seco, causada pela redução da lubrificação da superfície ocular. Além disso, também é comum o aumento dos casos de conjuntivite alérgica, irritação ocular, sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e outros, que se não tratados da forma correta, podem resultar em complicações mais graves. Segundo o Censo 2022 do IBGE, cerca de 7,9 milhões de brasileiros possuem dificuldade severa para enxergar, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento oftalmológico. Entre os operários da construção civil, que permanecem expostos diariamente às condições climáticas e aos agentes presentes nos canteiros de obras, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos para prevenir complicações. Em Brasília, os trabalhadores contam com atendimento oftalmológico gratuito por meio do Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). Entre janeiro e maio de 2026, a entidade realizou mais de 260 atendimentos na especialidade. Os trabalhadores podem realizar diversos exames como avaliação da acuidade visual, refração quando indicada, biomicroscopia, tonometria para medida da pressão intraocular e exame do fundo de olho, conforme a necessidade clínica de cada paciente. As consultas contribuem para a identificação precoce de alterações na visão e para a promoção da saúde no ambiente de trabalho. “Nós cuidamos para que esse profissional seja acompanhado desde o exame admissional e com avaliações anuais”, aponta Maurício Nieto, gerente de medicina do Seconci-DF. Cuidados De acordo com Nieto, a prevenção é a principal aliada para reduzir os impactos da seca sobre a saúde ocular, principalmente dos trabalhadores da construção civil que estão constantemente expostos ao ambiente externo.  “A exposição prolongada ao sol, ao vento, à poeira e à baixa umidade aumenta significativamente o risco de irritações e do ressecamento ocular”, destaca. “Os cuidados passam por medidas simples, como utilizar corretamente os Equipamentos de Proteção Individual indicados para sua atividade, como óculos de segurança quando houver risco de partículas ou poeira e também óculos de sol com proteção UV nas atividades realizadas sob exposição solar. Além disso, é importante manter o organismo hidratado, evitar coçar os olhos, utilizar lágrimas artificiais quando indicadas por um profissional de saúde, evitar manipular os olhos com as mãos sujas e procurar atendimento especializado sempre que houver sintomas persistentes ou exposição a produtos químicos ou corpos estranhos”. O médico da entidade recomenda evitar a automedicação e utilizar colírios lubrificantes somente sob orientação médica e também realizar consultas de rotina ao longo do ano. “Em caso de dor intensa, secreção, piora da visão ou irritação prolongada, a indicação é procurar avaliação oftalmológica”, afirma Maurício. “Além disso, algumas doenças oculares, como o glaucoma, podem evoluir de forma silenciosa. Os atendimentos periódicos permitem o diagnóstico precoce, aumentam as chances de tratamento eficaz e contribuem para preservar a visão e a segurança nas atividades do dia a dia e do trabalho”. Qualidade de vida Os benefícios do acompanhamento oftalmológico também são percebidos pelas próprias pessoas que utilizam o serviço. Para muitos, manter os exames em dia é uma forma de preservar a saúde da visão e garantir mais segurança no dia a dia e no ambiente de trabalho. A auxiliar administrativa Edna Alves é uma das colaboradoras que realiza consultas periódicas no Seconci-DF. “Já realizo esse acompanhamento há algum tempo e sempre fui muito bem atendida pelos profissionais que cuidam da gente”. O operador de cremalheira Antônio Francisco também destaca a qualidade do atendimento. “Procurei o Seconci para fazer um exame de rotina depois que meus óculos quebraram. Já passei por outras consultas aqui e posso dizer que o atendimento está aprovado”, afirma. Já o técnico em eletrotécnica Valtomir Alves reforça a importância da prevenção e exames de rotina. “Eu sempre faço um mapeamento e acompanhamento. Todo ano venho conferir como está a minha vista e, desta vez, retornei para saber como está a saúde da minha visão”. Fonte: Profissionais do Texto

[Artigo] Saúde ocular: proteger a visão é proteger a vida do trabalhador

Por Maurício Carvalho Nieto, gerente Médico do Seconci-DF Quando falamos em segurança do trabalho dentro de um canteiro de obra, é comum que as pessoas pensem imediatamente em capacetes, cintos de segurança e botas. No entanto, existe um equipamento que desempenha um papel fundamental na preservação da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores: os óculos de proteção. Os olhos estão entre os órgãos mais vulneráveis durante as atividades desenvolvidas nos canteiros de obras. Poeira, partículas projetadas por equipamentos, fagulhas de soldagem, produtos químicos, concreto, madeira, metais, exposição à radiação solar podem causar lesões temporárias ou permanentes quando não há a proteção adequada. A utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), especialmente os óculos de proteção e os protetores faciais, reduz o risco de acidentes e doenças relacionadas à visão. Mais do que uma exigência legal, trata-se de um investimento na saúde, na produtividade e na autonomia desses profissionais. Entretanto, a prevenção não se limita ao uso dos EPIs. O cuidado com a saúde ocular também passa pelo acompanhamento médico periódico. Muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa e, quando apresentam sintomas, podem já ter comprometido parte da visão. É justamente por isso que o Serviço Social da Indústria da Construção do DF (Seconci-DF) mantém um compromisso permanente com a promoção da saúde dos trabalhadores que atuam no setor da construção. Nosso objetivo não é apenas tratar doenças, mas atuar preventivamente, identificando alterações precocemente e orientando cada trabalhador sobre a melhor forma de preservar sua saúde. O Seconci-DF realiza consultas e exames oftalmológicos completos no ambulatório de oftalmologia. Esse atendimento contribui para identificar alterações de acuidade visual, acompanhar doenças oculares, orientar tratamentos e verificar se os trabalhadores apresentam condições adequadas para desempenhar suas atividades com segurança. Procurar um médico especialista é importante porque problemas de visão podem surgir naturalmente com o envelhecimento ou em decorrência de doenças como diabetes e hipertensão arterial. Nesses casos, o acompanhamento oftalmológico periódico torna-se indispensável para evitar complicações mais graves. Por isso, reforço uma mensagem simples, mas extremamente importante: utilizar corretamente os óculos de proteção durante toda a jornada de trabalho e realizar consultas oftalmológicas regularmente são atitudes que caminham juntas. Uma não substitui a outra; ambas se complementam na preservação da saúde ocular. No Seconci-DF, os trabalhadores da construção podem realizar todo esse acompanhamento e cuidado com a saúde ocular. Esse cuidado é importante para saúde dos trabalhadores, para a segurança dentro do seu ambiente de trabalho e um compromisso que nos motiva diariamente: oferecer atendimento, prevenção, diagnóstico e acompanhamento, contribuindo para que os trabalhadores exerçam suas atividades com qualidade de vida, segurança e bem-estar.

Seconci-DF inicia 2026 com treinamento para trabalho em altura

Curso é obrigatório para trabalhadores que exerçam funções consideradas trabalho em altura, onde haja risco de queda Comunicação Seconci-DF Na sexta-feira,16 de janeiro, 20 trabalhadores estiveram na sede da instituição realizando o treinamento para trabalho em altura, de acordo com a Norma Regulamentadora 35, do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse treinamento é obrigatório para trabalhadores que exerçam atividades em altura, superior a 2m, com risco de queda e está disponível às empresas parceiras, com carga horária de 8h, divididos em teoria e prática, com todo o suporte necessário. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, queda de altura representa o maior quantitativo de acidentes que mata ou deixa sequelas nos ambientes de trabalho e o treinamento de NR-35 tem por objetivo reduzir riscos, evitar acidentes e promover ambientes de trabalho mais seguros e trabalhadores mais conscientes. Durante o curso, os participantes recebem orientações sobre identificação e análise de riscos, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), sistemas de proteção coletiva e condutas seguras para atividades realizadas em altura. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, explica a importância do treinamento para quem atua em atividades que se enquadram como trabalho em altura. “Nosso objetivo com o curso de NR-35 é preparar o trabalhador para atuar em atividades em altura com mais segurança e consciência dos riscos. O treinamento é focado nas atividades que ele realmente executa no canteiro de obras, aproximando a capacitação da realidade do dia a dia. A etapa prática acontece em uma plataforma instalada na sede do Seconci-DF, onde simulamos diferentes situações de trabalho em altura típicas da construção civil”, explica Juliana. A capacitação contribui diretamente para mais segurança no dia a dia e maior confiança na execução das atividades. O pedreiro Wilson Carvalho contou uma experiência que passou e que não deseja para ninguém.  “Eu fui passar da periferia para o balacim e acabei caindo e ficando rodando na corda. Fiquei pendurado cerca de 2 minutos”. Ele reforça a importância da capacitação para exercer atividades nessas condições. “O treinamento é muito importante e a gente aprende mais, se atualiza e vê coisas que você não sabia”, finaliza. Por que o treinamento em NR-35 é obrigatório? A NR-35 determina que nenhum trabalho em altura pode ser realizado sem que o trabalhador esteja devidamente capacitado, autorizado e considerado apto clinicamente. O treinamento é obrigatório porque prepara o profissional para: A norma estabelece que o treinamento inicial deve ter carga horária mínima de 8 horas, com conteúdo teórico e prático, e deve ser realizado antes do início das atividades. Além disso, o treinamento deve ser reciclado a cada dois anos, ou sempre que houver mudança de função, retorno de afastamento prolongado ou ocorrência de acidentes relevantes Principais pontos da NR-35 A NR-35 vai além do uso de equipamentos. Ela organiza o trabalho em altura a partir de uma lógica de prevenção, planejamento e controle de riscos. Entre seus principais pontos, destacam-se: Todo trabalho em altura deve ser previamente planejado e passar por uma Análise de Risco (AR), considerando o local, as condições ambientais, os sistemas de ancoragem, os equipamentos utilizados, os riscos adicionais e as situações de emergência. Para atividades não rotineiras, também é obrigatória a emissão da Permissão de Trabalho (PT) Somente trabalhadores capacitados, formalmente autorizados e considerados aptos em avaliação médica podem executar atividades em altura. Essa autorização deve ser registrada e permitir a identificação clara das atividades para as quais o trabalhador está habilitado Quando não for possível eliminar o trabalho em altura, a norma exige a adoção de Sistemas de Proteção Contra Quedas (SPQ), priorizando a proteção coletiva e, quando necessário, a proteção individual. O uso correto de cinturão tipo paraquedista, talabartes com absorvedor de energia, pontos de ancoragem e trava-quedas é fundamental para reduzir a gravidade de uma eventual queda Os equipamentos de proteção devem passar por inspeções iniciais, rotineiras e periódicas, sendo imediatamente retirados de uso quando apresentarem desgaste, defeitos ou deformações. Esse controle é essencial para garantir a confiabilidade dos sistemas de segurança A NR-35 também exige que as empresas tenham procedimentos de emergência e salvamento, com equipes capacitadas, equipamentos adequados e planejamento que reduza o tempo de suspensão do trabalhador após uma queda, evitando agravos à saúde