Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: Seconci-DF reforça importância do acolhimento e da busca por ajuda

Serviço Psicossocial do Seconci-DF oferece atendimento aos trabalhadores da construção civil e promove ações de prevenção e conscientização nos canteiros de obras O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma data que reforça a importância de falar sobre saúde mental, reconhecer sinais de sofrimento e estimular a busca por ajuda profissional. No Distrito Federal, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) contribui para esse trabalho por meio do Serviço Psicossocial, que oferece acolhimento aos trabalhadores da construção civil e desenvolve ações de prevenção e conscientização sobre saúde mental diretamente nos canteiros de obras. Para a psicóloga da instituição, Flávia Ferraiolo, falar sobre o tema é uma das formas de contribuir para a prevenção. Segundo ela, quando uma pessoa manifesta pensamentos ou comportamentos relacionados ao suicídio, é fundamental compreender que existe uma situação de sofrimento que precisa ser acolhida e acompanhada.“Quando uma pessoa fala sobre suicídio ou demonstra que está pensando em tirar a própria vida, estamos diante de alguém que está em profundo sofrimento e precisa de ajuda. Por isso, é importante não ignorar esses sinais e buscar apoio profissional”, explica Flávia. Fique atento aos sinais Algumas mudanças podem indicar que uma pessoa está passando por um momento de sofrimento emocional e precisa de atenção e apoio. 01 Mudanças de comportamento Deixar de realizar atividades que antes proporcionavam prazer, apresentar mudanças acentuadas de comportamento ou passar a se isolar de familiares, amigos e colegas. 02 Sofrimento emocional Sentimentos persistentes de desesperança, desamparo, solidão, frustração ou fracasso podem indicar que a pessoa está enfrentando um sofrimento que precisa de atenção. 03 Alterações na rotina Dificuldades para dormir, alterações na alimentação e mudanças significativas na rotina também podem ser sinais de que algo não está bem. 04 Frases de alerta Expressões como “não aguento mais”, “preferia estar morto” ou “só quero que isso acabe” não devem ser ignoradas. É importante ouvir e orientar a pessoa a buscar ajuda. Importante: ao perceber esses sinais, procure ouvir sem julgamentos, demonstrar acolhimento e incentivar a busca por ajuda profissional. Seconci-DF oferece espaço de escuta e acolhimento O cuidado com a saúde do trabalhador vai além da prevenção e do tratamento de doenças físicas. A saúde mental também faz parte da qualidade de vida e do bem-estar dos profissionais. Nesse contexto, a instituição oferece um espaço de escuta, acolhimento e orientação aos trabalhadores que estejam enfrentando situações de sofrimento emocional. “O atendimento psicossocial é justamente esse espaço em que o trabalhador pode falar sobre aquilo que está vivendo, ser ouvido e receber orientação. Muitas vezes, o primeiro passo é conseguir falar sobre o que está acontecendo e compreender que não é preciso enfrentar tudo sozinho”, ressalta Flávia. O trabalho também é realizado de forma preventiva, com ações de conscientização nos canteiros de obras por meio de campanhas como o Janeiro Branco e o Setembro Amarelo, levando informação e promovendo reflexões sobre saúde mental entre os trabalhadores. As iniciativas buscam aproximar o tema da realidade dos profissionais da construção civil e estimular uma cultura de cuidado, acolhimento e atenção aos sinais de sofrimento. Procure ajuda Se você ou alguém próximo estiver precisando de ajuda para cuidar da saúde mental, não enfrente esse momento sozinho. Procure apoio profissional. O Seconci-DF disponibiliza atendimento psicossocial para trabalhadores da construção civil e seus familiares. Entre em contato: 📞 (61) 3399-1888 – Ramal 211📧 social@seconci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Agosto Lilás: campanha do Seconci-DF levará ações de prevenção à violência doméstica a 31 canteiros de obras

Objetivo é conscientizar os trabalhadores sobre o papel de cada um para enfrentamento ao problema e como agir em casos próximos Mais de 3 mil trabalhadores da construção civil devem ser alcançados pela campanha Agosto Lilás – Mês de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar, promovida pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). Ao longo do próximo mês, a iniciativa percorrerá 31 canteiros de obras de empresas parceiras em diferentes regiões do Distrito Federal com ações de conscientização, orientação e prevenção à violência contra a mulher. A campanha integra um trabalho permanente desenvolvido pelo serviço psicossocial do Seconci-DF que, durante todo o ano, realiza palestras educativas, atendimentos individuais a trabalhadores, trabalhadoras e seus familiares, além de encaminhamentos à rede de proteção sempre que necessário como forma de proteger e evitar casos de violência dentro do setor da construção ou com pessoas ligadas aos trabalhadores que atuam no setor. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, iniciativas como o Agosto Lilás são fundamentais para ampliar o debate sobre o tema e transformar os trabalhadores em aliados no enfrentamento à violência contra a mulher. “Nós temos a campanha ‘Eu Protejo as Mulheres‘, que já percorreu canteiros de obras em praticamente todas as regiões do Distrito Federal, abordando o tema com os trabalhadores e quebrando preconceitos. Também utilizamos casos reais para mostrar que o combate à violência é responsabilidade de toda a sociedade e, no nosso caso, também dos trabalhadores que são nosso público”, explica. Segundo Roseane, além de conscientizar, o trabalho busca orientar mulheres que vivenciam situações de violência e mostrar que existem caminhos para romper esse ciclo. “A violência pode acontecer dentro da nossa casa, entre familiares e pessoas próximas e, muitas vezes, as vítimas não sabem como agir nem onde procurar ajuda. O papel do Seconci é despertar a consciência de que elas não estão sozinhas, fazer o acolhimento, orientar, realizar os encaminhamentos necessários e apresentar os canais disponíveis para acolher e proteger quem enfrenta essa realidade”, afirma. O atendimento psicossocial oferecido pelo Seconci-DF já ajudou diversas trabalhadoras a romper o ciclo da violência. Uma delas é Antônia Pâmela Soares, que procurou apoio após sofrer ameaças do então companheiro. “Naquele dia, quando fui ameaçada com uma faca, percebi que não podia mais continuar vivendo daquela forma. Foi o meu basta. Com a orientação do técnico de segurança Solano Ferreira, procurei o atendimento psicossocial do Seconci-DF e encontrei o apoio de que precisava”, relata. Após o acolhimento, Antônia recebeu orientação especializada e foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela proteção das mulheres. “A Roseane me acolheu, fez os encaminhamentos para o Comitê de Proteção à Mulher (SecMulher) e para a Polícia Militar, e tudo aconteceu muito rápido. Mesmo depois da medida protetiva, ainda sofri outra ameaça, mas meu ex-companheiro foi preso”, conta. Mulheres em situação de violência doméstica podem procurar diretamente o Seconci-DF para solicitar atendimento. Durante a campanha, representantes de instituições parceiras também participarão das ações nos canteiros de obras, reforçando a rede de orientação e acolhimento às vítimas. Estarão presentes a Secretaria de Estado da Mulher e da Justica do DF, representantes da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/PCDF), além do apoio institucional do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe). Projeto mobiliza trabalhadores pela proteção das mulheres O projeto “EU PROTEJO AS MULHERES” é uma iniciativa do Seconci-DF, desenvolvida em parceria com o Sinduscon-DF, o Sticombe, a Secretaria de Estado da Mulher, a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). A proposta é conscientizar, prevenir e combater a violência contra a mulher no setor da construção civil, promovendo uma cultura de respeito, responsabilidade e proteção dentro e fora dos ambientes de trabalho. As ações incluem palestras educativas nos canteiros de obras, distribuição do selo “EU PROTEJO AS MULHERES”, incentivo ao envolvimento das famílias e atendimento psicossocial especializado para vítimas, familiares e possíveis agressores, com encaminhamento à rede de proteção quando necessário. O projeto busca transformar cada trabalhador em um agente de proteção, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher é um compromisso coletivo e uma responsabilidade de toda a sociedade. Conheça os 6 tipos de violência doméstica e familiar Clique em cada tipo para entender o significado e conhecer exemplos. 👊 Violência Física + O que é? Qualquer ação que cause dano ao corpo ou à saúde da mulher. Exemplos Empurrões Tapas, socos e chutes Estrangulamento Queimaduras Lesões com objetos ou armas 🧠 Violência Psicológica + O que é? Condutas que causem sofrimento emocional, diminuam a autoestima ou controlem as decisões e a liberdade da mulher. Exemplos Ameaças Humilhações constantes Chantagem emocional Controle do celular e redes sociais Isolamento da família e amigos Perseguição (stalking) 🛑 Violência Sexual + O que é? Obrigar ou constranger a mulher a participar de qualquer ato sexual contra sua vontade. Exemplos Estupro marital Obrigar relações sexuais Impedir uso de contraceptivos Forçar gravidez ou aborto Exploração sexual 💳 Violência Patrimonial + O que é? Controlar, destruir, reter ou subtrair bens, documentos, dinheiro ou recursos da mulher. Exemplos Tomar salário Reter documentos Destruir objetos pessoais Impedir a mulher de trabalhar Danificar bens 🗣️ Violência Moral + O que é? Qualquer conduta que atinja a honra, dignidade ou reputação da mulher. Exemplos Calúnia Difamação Injúria Acusações falsas Xingamentos e ofensas públicas 👨👩👧 Violência Vicária + NOVA FORMA PREVISTA EM LEI Violência praticada contra filhos, familiares, pessoas próximas ou animais de estimação com o objetivo de causar sofrimento, controlar ou atingir psicologicamente a mulher. Exemplos Ameaçar os filhos Agredir crianças para atingir a mãe Impedir o convívio com os filhos Ferir ou matar animal de estimação Agredir familiares para causar sofrimento Importante Uma mulher pode sofrer mais de um tipo de violência ao mesmo tempo. Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, denuncie. Ligue 180 ou procure a rede de proteção da sua cidade. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Seconci-DF lança projeto “Construindo Histórias”

Iniciativa busca destacar trajetórias de trabalhadores da construção civil atendidos nas áreas de atuação do serviço social do setor O Seconci-DF lançou o projeto Construindo Histórias, uma iniciativa que reúne depoimentos de trabalhadores da construção civil atendidos pela instituição e evidencia o impacto das ações desenvolvidas nas áreas de saúde, segurança do trabalho, odontologia, assistência psicossocial e educação. A série mensal apresenta relatos de pessoas que tiveram suas vidas transformadas a partir dos serviços oferecidos pelo Seconci-DF, mostrando que o cuidado com o trabalhador vai além dos atendimentos realizados diariamente. O objetivo é dar visibilidade às histórias de superação, acolhimento e desenvolvimento vivenciadas por quem constrói o Distrito Federal. A gerente geral do Seconci-DF, Geórgia Grace Bernardes, ressalta a importância de dar visibilidade para o trabalhador atendido. De acordo com ela, é uma forma de mostrar o resultado da obra social feita pela instituição que transforma vidas há quase quatro décadas. “Muito além da enorme e evidente importância de publicarmos preciosos depoimentos sobre o valor da missão primordial do Seconci de levar bem-estar em diversas dimensões da vida do trabalhador da construção, o projeto ‘Construindo Histórias’ vai irradiar partilhas inspiradoras e polinizadoras para todas as partes interessadas reconhecerem o potencial transformador que lhe é próprio nesses entrelaçamentos de cuidados, pessoas, vivências e entregas”, explicou Geórgia. O primeiro episódio traz o depoimento do trabalhador Dyêgo dos Santos, paciente atendido pelo serviço psicossocial do Seconci-DF, que compartilha como o apoio recebido pela instituição contribuiu para superar o vício em drogas. “Foi durante uma palestra com a assistente social Roseane. Ela disse que quem tivesse algum problema podia falar com ela e eu falei. Essa foi a decisão mais importante da minha vida e já são sete anos longe das drogas”, conta Dyêgo. Os episódios serão publicados mensalmente nos canais oficiais da instituição, reunindo histórias reais que demonstram, na prática, como os serviços oferecidos pelo Seconci-DF contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, da responsabilidade social e do fortalecimento do setor da construção civil. O primeiro episódio de Construindo Histórias já está disponível e pode ser acessado na página oficial do projeto:https://www.seconci-df.org.br/construindo_historias/ Sidney rocha/Comunicação Seconci-DF