Empresas devem se adequar: Portaria do MTE amplia obrigações sobre laudos de insalubridade e periculosidade

As empresas precisam estar atentas a uma importante mudança: entrou em vigor, desde 03 de abril de 2026, a Portaria MTE nº 2.021/2025 publicada em dezembro de 2025, que passou a exigir a disponibilização dos laudos caracterizadores de insalubridade e periculosidade aos trabalhadores, aos sindicatos das respectivas categorias profissionais e à Inspeção do Trabalho. A medida amplia a transparência das informações relacionadas às condições de trabalho e garante maior acesso aos documentos técnicos que fundamentam a caracterização ou descaracterização de atividades e operações consideradas insalubres ou perigosas. Um ponto que merece atenção é o alcance da nova exigência. As alterações promovidas pela Portaria foram incorporadas ao corpo normativo das Normas Regulamentadoras nº 15 (Atividades e Operações Insalubres) e nº 16 (Atividades e Operações Perigosas). Por esse motivo, sua aplicação não está restrita a situações específicas, abrangendo todos os casos em que haja avaliação de insalubridade ou periculosidade. Mudança tem alcance amplo e exige atenção das empresas: Embora a Portaria MTE nº 2.021/2025 tenha sido amplamente associada à regulamentação das atividades com motocicletas, seus artigos 2º e 3º acabaram recebendo menor atenção do que mereciam. Esses dispositivos introduziram alterações relevantes nas Normas Regulamentadoras nº 15 e nº 16, estabelecendo a obrigatoriedade de disponibilização dos laudos caracterizadores de insalubridade e periculosidade. Um aspecto importante é que as alterações foram inseridas no corpo normativo dessas NRs, e não em anexos específicos. Isso significa que sua aplicação é geral, alcançando todas as situações de caracterização ou descaracterização de atividades e operações insalubres ou perigosas, independente de se tratar de atividades com motocicletas – contexto em que ocorreu a publicação da portaria. Na prática, a norma não definiu de que forma os laudos deverão ser disponibilizados, seja em meio físico ou eletrônico. No entanto, a obrigação é clara: cabe ao empregador manter esses documentos atualizados e acessíveis, garantindo sua apresentação aos trabalhadores, às entidades sindicais e à Inspeção do Trabalho sempre que solicitado e dentro dos prazos legais aplicáveis. A mudança também fortalece o papel dos trabalhadores, que passam a atuar de forma mais efetiva no acompanhamento e na fiscalização das condições de trabalho. Agora a obrigação de sua disponibilização está expressamente prevista na norma. Mais do que atender a uma exigência legal, a medida reforça a importância de uma gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Nesse contexto, o ideal é que as empresas priorizem a eliminação ou a neutralização dos riscos presentes nos ambientes de trabalho, promovendo condições laborais mais seguras e saudáveis, em vez de se limitarem ao pagamento dos adicionais de insalubridade ou periculosidade e à manutenção da exposição dos trabalhadores. Fonte: Seconci-MG

Abril Verde: Seconci-DF reforça debate sobre segurança e saúde no trabalho nos canteiros de obras

Durante o mês,  palestras serão realizadas com foco na prevenção de acidentes e na saúde mental dos trabalhadores José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) intensificou suas ações para o Abril Verde, campanha nacional dedicada à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. Ao longo do mês, 36 canteiros de obras serão visitados, levando informação sobre segurança no ambiente laboral, prevenção de acidentes, com expectativa de atingir milhares de trabalhadores. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, abordando temas como ergonomia, prevenção de acidentes, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs)  e informações básicas sobre as mudanças da Norma Regulamentadora 1 (NR1), que passa a exigir o levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, reforça que o Abril Verde é um momento importante para reforçar a conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, especialmente na construção civil, que exige atenção constante. “No Seconci-DF, intensificamos nossas ações ao longo do mês, com palestras e visitas aos canteiros, levando orientação diretamente aos trabalhadores”, explica ela. Abril Verde e a importância da prevenção O Abril Verde tem como marco o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril. A data foi instituída em memória de um acidente ocorrido em 1969, nos Estados Unidos, quando uma explosão em uma mina de carvão deixou dezenas de trabalhadores mortos. Desde então, o mês passou a simbolizar a luta por condições de trabalho mais seguras em todo o mundo. No contexto da construção civil, onde os riscos são elevados e as atividades exigem atenção constante, a campanha ganha ainda mais relevância. Acidente de trabalho é todo evento que ocorre durante o exercício da atividade profissional e que pode causar lesão, doença ou redução da capacidade laboral, podendo ser classificado como típico, de trajeto, grave ou fatal. Acidente Típico É o acidente que ocorre durante a execução da atividade profissional, dentro ou fora da empresa, desde que o trabalhador esteja a serviço. Acidente de Trajeto É o acidente que ocorre no percurso entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, ou vice-versa. Acidente Grave É caracterizado pela gravidade da lesão, independentemente de onde ocorreu (típico ou trajeto). Acidente Fatal É aquele que resulta em óbito do trabalhador, podendo ocorrer no local do acidente ou posteriormente em decorrência dele. Saúde mental, riscos psicossociais relacionados ao trabalho e a Nova NR1 A saúde mental dos trabalhadores ocupa um espaço cada vez mais relevante nas discussões sobre segurança no trabalho. A rotina intensa, a pressão por produtividade e as condições do ambiente laboral podem afetar o bem-estar emocional e contribuir para a ocorrência de acidentes. Problemas como estresse, ansiedade e esgotamento impactam diretamente a concentração, aumentam a probabilidade de erros e elevam os índices de afastamento. Nesse contexto, os riscos psicossociais relacionados ao trabalho passam a ser considerados parte essencial das estratégias de prevenção. Para atender às mudanças da NR1, que entram em vigor em 26 de maio de 2026, o Seconci-DF criou sua própria metodologia para realização do levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Serviço que está disponível para todas as empresas que realizam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com a instituição. O que diz o trabalhador sobre o Abril Verde As ações realizadas nos canteiros têm impacto direto na conscientização dos profissionais que participam das palestras, como mostram os depoimentos de quem já participou da campanha. Abril Verde reforça cultura de prevenção na construção civil Seconcis intensificam ações do Abril Verde com foco em saúde e segurança na construção civil

Abril Verde reforça cultura de prevenção na construção civil

Voltada à promoção da saúde e segurança no trabalho, a campanha Abril Verde busca informar e mostrar a importância da adoção de uma rotina de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Em 2026, a campanha terá como foco a saúde mental dos trabalhadores. Em maio entram em vigor as atualizações da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) que ampliam as diretrizes do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), incluindo a obrigatoriedade do levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. Com isso, a partir da presente data, passam a ser obrigatórias a avaliação de riscos relacionados ao estresse, assédio, burnout, ambientes organizacionais tóxicos e sobrecarga de trabalho. A medida reforça a atenção à saúde mental no ambiente laboral com o mesmo rigor dado aos riscos físicos, químicos e biológicos, entre outros. Nesse cenário, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) atua ao lado das empresas da construção civil oferecendo suporte completo para a implementação dessas medidas e a promoção do bem-estar dos trabalhadores. Como parte desse movimento, a entidade já disponibiliza metodologia própria para levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, conforme a NR-01, do Ministério do Trabalho e Emprego. Ampliar o olhar para a saúde mental no ambiente laboral é um passo essencial para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, destaca Juliana Moreira de Oliveira, gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF. “O bem-estar psicológico é fundamental para garantir não apenas a produtividade, mas principalmente a segurança no espaço de trabalho”, afirma. “Entretanto, vale ressaltar, que problemas relacionados, principalmente, a ergonomia, como levantamento de carga, postura inadequada e movimentos repetitivos, ainda se destacam como os principais problemas enfrentados na construção civil. Dessa forma, é preciso que os trabalhadores também fiquem atentos ao seu bem-estar físico”. Além dos riscos psicossociais A construção civil vem registrando resultados positivos em um cenário de avanços consistentes na prevenção de acidentes. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que, em 2023, o setor registrou os melhores índices de segurança da série histórica, evidenciando a consolidação de práticas preventivas nos canteiros de obras. No ano de referência, o setor registrou uma redução de mais de 30% de acidentes típicos em comparação ao ano anterior. No mesmo período, o número de doenças do trabalho caiu 25%, atingindo o menor índice da série. A letalidade também apresentou recuo 60% menos do que em 2022. Já o indicador de mortalidade caiu 71%. Os resultados refletem uma atuação integrada entre empresas, trabalhadores e entidades. O Seconci-DF promove ações que incluem a elaboração de programas ocupacionais, emissão de laudos técnicos, desenvolvimento de campanhas educativas e realização de atividades diretamente nos canteiros, como palestras, distribuição de materiais informativos e eventos. “A prevenção precisa fazer parte da rotina das obras. Não se trata apenas de cumprir normas, mas de promover uma cultura contínua de cuidado com a vida e a saúde dos trabalhadores”, afirma Juliana Moreira. Para se ter uma ideia, apenas em 2025, o Seconci-DF beneficiou mais de 20 mil trabalhadores, 33% a mais do que em 2024, quando mais de 15 mil foram impactados positivamente. Ao longo do ano, a entidade promoveu treinamentos admissionais, palestras, programas monitorados, curso de CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e treinamentos de NR-35, obrigatório para todo serviço executado acima de 2 metros do nível inferior onde existe o risco de queda. Ao todo 183 empresas associadas foram atendidas. Para o presidente do Seconci-DF, Eduardo Aroeira, o fortalecimento dessa conduta prevencionista está diretamente relacionado à presença de iniciativas estruturadas no setor. “O trabalho desenvolvido pelo Seconci-DF contribui para ampliar o acesso à informação e às boas práticas de segurança, fortalecendo a conscientização nos canteiros de obras e apoiando as empresas na adoção de medidas efetivas de prevenção”, destaca. Abril Verde 2026 Ao longo do mês, o Seconci-DF realiza uma série de ações voltadas à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. Estão agendadas 36 palestras nos canteiros de obras do Distrito Federal. Com isso, milhares de trabalhadores serão sensibilizados com abordagens que incluem temas como saúde mental, riscos psicossociais e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletivo (EPCs). As atividades também contribuem para iniciativas internas das empresas, como as Semanas Internas de Prevenção de Acidentes (SIPATs) e os Diálogos Diários e Semanais de Segurança, ampliando o alcance das orientações preventivas. “As palestras têm como objetivo fortalecer a cultura de prevenção, mostrando que pequenas atitudes fazem toda a diferença no dia a dia. Nosso compromisso é fazer com que o trabalhador e a trabalhadora retornem para casa com saúde ao fim do expediente”, explica Juliana. Maria das Dores de Oliveira, técnica de Segurança da Construtora Villela e Carvalho, aponta que as palestras oferecidas pelo Seconci-DF são muito importantes para os colaboradores. “A segurança no trabalho é um assunto que abordamos diariamente com os trabalhadores e, às vezes, acaba passando despercebido por eles. Por isso, ter especialistas aqui reforçando o tema e trazendo casos reais foi muito enriquecedor e interessante para todos”. Joilson da Silva Sousa, encarregado na empresa Construtora Villela e Carvalho, achou a palestra muito interessante e destacou que esse é um assunto que deve ser abordado sempre. “Quanto mais a gente aprender a tomar cuidado e a seguir as orientações da forma correta, melhor”, afirma. “Evitar que um acidente grave ocorra na obra depende de nós mesmos. É preciso sempre realizar todos os serviços utilizando os equipamentos de segurança e alertar os colegas quando algo estiver errado ou fora do padrão”. Fonte: Profissionais do Texto

Novo manual da NR-1 traz mais clareza e reforça a gestão de riscos nas empresas

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou o manual de interpretação e aplicação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), consolidando diretrizes atualizadas para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O documento representa um avanço importante na Segurança e Saúde no Trabalho (SST), ao oferecer orientações práticas para empresas e profissionais sobre como implementar, de forma estruturada, a gestão de riscos relacionados aos ambientes de trabalho. A publicação do Ministério do Trabalho tem como principal objetivo promover uma interpretação uniforme e conforme as mudanças normativas implementadas, oferecer diretrizes de interpretação e de implementação do GRO e esclarecer dúvidas práticas e operacionais. Ampliação do conceito de riscos ocupacionais Uma das principais mudanças trazidas pela atualização do item 1.5 da NR-1, reforçada pelo manual, é a ampliação do conceito de riscos ocupacionais. Antes mais restrita aos agentes físicos, químicos e biológicos, ergonômicos e de acidentes, o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) será obrigado a incluir levantamento dos riscos psicossociais. Com isso, aspectos como sobrecarga de trabalho, assédio, falta de apoio organizacional, baixa autonomia e conflitos interpessoais deverão ser reconhecidos como riscos e serão identificados, avaliados e controlados pelas empresas. GRO como processo contínuo e obrigatório O manual reforça que o GRO deve ser tratado como um processo contínuo, sistemático e integrado à rotina das organizações. Seu objetivo é antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os riscos ocupacionais, garantindo ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Esse processo deve seguir uma lógica estruturada de gestão, baseada no ciclo de melhoria contínua (planejar, executar, verificar e agir), o que exige planejamento, monitoramento e revisão constante das ações adotadas. Prevenção como prioridade O manual enfatiza que a prevenção deve começar antes mesmo da exposição ao risco. Sempre que possível, as empresas devem priorizar: Essa abordagem proativa reduz a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, além de contribuir para a melhoria contínua do desempenho em SST. Mais segurança para empresas e trabalhadores Com diretrizes mais claras e abrangentes, o manual da NR-1 fortalece a gestão de riscos ocupacionais no Brasil, trazendo mais segurança jurídica para as empresas e maior proteção à saúde dos trabalhadores. A adoção dessas práticas não apenas garante conformidade com a legislação, mas também contribui para ambientes de trabalho mais organizados, produtivos e sustentáveis. Avaliação dos riscos no Seconci-DF As empresas do setor da construção do Distrito Federal, bem como de outros setores, podem realizar a avaliação dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho com apoio do Seconci-DF. A instituição uniu esforços das áreas de gerência geral, segurança do trabalho, medicina, serviço psicossocial e Recursos Humanos para o levantamento desses riscos diretamente nos canteiros de obras. A ferramenta utilizada é fundamentada na HSE Management Standards Indicator Tool (HSE-IT), instrumento amplamente aplicado no Reino Unido e reconhecido internacional e nacionalmente para avaliação de aspectos psicossociais relacionados à organização do trabalho. A contratação do serviço está disponível para todas as empresas que realizam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com o Seconci-DF. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888, ramal 247.

Exames complementares reforçam a prevenção e a segurança na construção civil

Ao ser contratado, os trabalhadores do setor da construção precisam passar por uma avaliação médica que dá origem ao Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) Comunicação Seconci-DF A realização de exames complementares é uma etapa essencial na promoção da saúde e da segurança dos trabalhadores da construção civil. Para atuar no setor, algumas atividades exigem alto esforço físico, exposição a riscos ambientais e operação de máquinas e equipamentos, por isso, torna-se necessária uma avaliação clínica com auxílio dos exames complementares direcionada aos riscos ocupacionais. Esses exames têm como finalidade a prevenção de doenças ocupacionais, a identificação precoce de agravos à saúde relacionados ao trabalho e a avaliação da aptidão do trabalhador para o exercício continuado e seguro de suas funções, contribuindo para a preservação da integridade físicados profissionais. Os Exames complementares fazem parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e está descrito na Norma Regulamentadora 7, do Ministério do Trabalho. Sua realização depende da função a ser desempenhada e pode variar de acordo com as características do cargo e das atividades diárias a serem desenvolvidas. Entre os exames complementares mais comuns estão: audiometria, espirometria, acuidade visual, eletrocardiograma, exames de imagem e laboratoriais. Todos eles disponíveis no Serviço Social da Indústria da Construção do DF (Seconci-DF). O gerente de medicina da instituição, Maurício Nieto explica porque esses exames são necessários e como eles garantem integridade e a saúde dos trabalhadores. “Os exames complementares são instrumentos fundamentais para avaliar a aptidão do trabalhador para o exercício seguro de suas funções e para monitorar, ao longo do tempo, possíveis impactos à saúde decorrentes da exposição aos riscos ocupacionais, permitindo intervenções precoces e a prevenção de agravos relacionados ao trabalho”, explica Nieto. Trabalhar em canteiro de obra exige um acompanhamento mais criterioso da saúde dos trabalhadores, contribuindo diretamente para a redução de afastamentos, prevenção de acidentesemelhoria da produtividade nos canteiros de obras. “O ASO é resultado de uma avaliação médica ocupacional realizada nos diferentes momentos do contrato de trabalho, sendo o exame admissional responsável por estabelecer o perfil de saúde inicial do trabalhador e os exames periódicos essenciais para o acompanhamento contínuo da saúde, permitindo a identificação precoce de agravos relacionados ao trabalho”, complementa Nieto. Nesse contexto, o Seconci-DF atua como um aliado estratégico das empresas do setor, oferecendo suporte completo na realização de exames ocupacionais e complementares, além de treinamentos admissionais e capacitações obrigatórias, como treinamento básico de segurança e para trabalho em altura. A instituição trabalha de forma integrada para garantir que os trabalhadores estejam aptos para suas funções, respeitando os requisitos legais e promovendo um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e responsável. Empresas da construção civil que desejam fortalecer suas práticas de saúde e segurança no trabalho podem contar com o Seconci-DF como parceiro. Entre em contato, conheça nossos serviços e una-se a quem cuida de quem constrói. Para saber mais sobre a medicina ocupacional do Seconci-DF, ligue (61) 3399-1888 ou (61) 98166-6969. Para ficar por dentro das nossas novidades, acesse www.seconci-df.org.br

Seconci-DF inicia 2026 com treinamento para trabalho em altura

Curso é obrigatório para trabalhadores que exerçam funções consideradas trabalho em altura, onde haja risco de queda Comunicação Seconci-DF Na sexta-feira,16 de janeiro, 20 trabalhadores estiveram na sede da instituição realizando o treinamento para trabalho em altura, de acordo com a Norma Regulamentadora 35, do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse treinamento é obrigatório para trabalhadores que exerçam atividades em altura, superior a 2m, com risco de queda e está disponível às empresas parceiras, com carga horária de 8h, divididos em teoria e prática, com todo o suporte necessário. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, queda de altura representa o maior quantitativo de acidentes que mata ou deixa sequelas nos ambientes de trabalho e o treinamento de NR-35 tem por objetivo reduzir riscos, evitar acidentes e promover ambientes de trabalho mais seguros e trabalhadores mais conscientes. Durante o curso, os participantes recebem orientações sobre identificação e análise de riscos, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), sistemas de proteção coletiva e condutas seguras para atividades realizadas em altura. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, explica a importância do treinamento para quem atua em atividades que se enquadram como trabalho em altura. “Nosso objetivo com o curso de NR-35 é preparar o trabalhador para atuar em atividades em altura com mais segurança e consciência dos riscos. O treinamento é focado nas atividades que ele realmente executa no canteiro de obras, aproximando a capacitação da realidade do dia a dia. A etapa prática acontece em uma plataforma instalada na sede do Seconci-DF, onde simulamos diferentes situações de trabalho em altura típicas da construção civil”, explica Juliana. A capacitação contribui diretamente para mais segurança no dia a dia e maior confiança na execução das atividades. O pedreiro Wilson Carvalho contou uma experiência que passou e que não deseja para ninguém.  “Eu fui passar da periferia para o balacim e acabei caindo e ficando rodando na corda. Fiquei pendurado cerca de 2 minutos”. Ele reforça a importância da capacitação para exercer atividades nessas condições. “O treinamento é muito importante e a gente aprende mais, se atualiza e vê coisas que você não sabia”, finaliza. Por que o treinamento em NR-35 é obrigatório? A NR-35 determina que nenhum trabalho em altura pode ser realizado sem que o trabalhador esteja devidamente capacitado, autorizado e considerado apto clinicamente. O treinamento é obrigatório porque prepara o profissional para: A norma estabelece que o treinamento inicial deve ter carga horária mínima de 8 horas, com conteúdo teórico e prático, e deve ser realizado antes do início das atividades. Além disso, o treinamento deve ser reciclado a cada dois anos, ou sempre que houver mudança de função, retorno de afastamento prolongado ou ocorrência de acidentes relevantes Principais pontos da NR-35 A NR-35 vai além do uso de equipamentos. Ela organiza o trabalho em altura a partir de uma lógica de prevenção, planejamento e controle de riscos. Entre seus principais pontos, destacam-se: Todo trabalho em altura deve ser previamente planejado e passar por uma Análise de Risco (AR), considerando o local, as condições ambientais, os sistemas de ancoragem, os equipamentos utilizados, os riscos adicionais e as situações de emergência. Para atividades não rotineiras, também é obrigatória a emissão da Permissão de Trabalho (PT) Somente trabalhadores capacitados, formalmente autorizados e considerados aptos em avaliação médica podem executar atividades em altura. Essa autorização deve ser registrada e permitir a identificação clara das atividades para as quais o trabalhador está habilitado Quando não for possível eliminar o trabalho em altura, a norma exige a adoção de Sistemas de Proteção Contra Quedas (SPQ), priorizando a proteção coletiva e, quando necessário, a proteção individual. O uso correto de cinturão tipo paraquedista, talabartes com absorvedor de energia, pontos de ancoragem e trava-quedas é fundamental para reduzir a gravidade de uma eventual queda Os equipamentos de proteção devem passar por inspeções iniciais, rotineiras e periódicas, sendo imediatamente retirados de uso quando apresentarem desgaste, defeitos ou deformações. Esse controle é essencial para garantir a confiabilidade dos sistemas de segurança A NR-35 também exige que as empresas tenham procedimentos de emergência e salvamento, com equipes capacitadas, equipamentos adequados e planejamento que reduza o tempo de suspensão do trabalhador após uma queda, evitando agravos à saúde

Seconci participa do 27º Congresso Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho

Em três dias, Brasília recebeu profissionais para falar sobre segurança e saúde no trabalho Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) esteve presente no 27º Congresso Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (CONEST), o maior congresso de Engenharia de Segurança do Trabalho do Brasil, com a participação de seus profissionais da área e atuação em painéis como mediadores. Durante o segundo dia, a gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, foi mediadora do painel “Empreendendo com Propósito: Como o SGI e o ESG Pode Gerar Valor (e Clientes) para sua Consultoria”. Além disso, Juliana apresentou, ao lado do auditor-fiscal do trabalho Rômulo Machado, o projeto Inspirar, iniciativa do Grupo de Trabalho Interinstitucional 10 (Getrin10) e do Comitê Permanente Regional do DF (CPR10), que tem levado informações sobre Segurança e Saúde do Trabalho (SST) para dentro das escolas do DF. “Participar do CONEST foi uma experiência extremamente enriquecedora. O evento evidenciou a relevância da segurança do trabalho para a sociedade e apresenta iniciativas fundamentais para o aprimoramento dos profissionais da área, sempre com foco na proteção e na saúde do trabalhador. Além disso, o congresso oferece um espaço valioso para expor projetos que estão sendo desenvolvidos, como o Inspirar, que estamos conduzindo aqui no DF e que tem potencial para ser implementado em outras regiões do país. Sem dúvida, foi uma participação produtiva, inspiradora e de grande aprendizado”, destacou Juliana. O 27º CONEST é realizado pela Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANEST) e pela Associação Brasiliense de Engenharia de Segurança do Trabalho (ABRAEST). O diretor da ANEST, André Brito, elogiou a importância do Congresso. “O congresso mostrou que a categoria está preparada para inovar, dialogar e assumir um papel estratégico na construção de um país mais seguro. O legado que fica é de colaboração, valorização profissional e compromisso com a excelência. Este evento eleva o padrão da SST no Brasil e abre caminho para avanços ainda maiores”, afirmou Brito. Para a presidente da ABRAEST, Larissa Barreto, o CONEST marcou um novo momento para a Segurança do Trabalho no Brasil. “Reunimos especialistas, instituições públicas e profissionais de todo o país em debates profundos e extremamente atuais. O principal aprendizado que o congresso deixa é que a SST só avança com união, diálogo e propósito. Saímos daqui inspirados e com a certeza de que a prevenção tem, sim, protagonismo, e que cada participante retorna à sua realidade com mais força para transformar os ambientes de trabalho”, disse. Ao longo da programação, foram discutidos temas de grande relevância para o setor, como novas abordagens normativas, desafios do ambiente de trabalho contemporâneo, avanços tecnológicos aplicados à SST, políticas públicas e experiências de gestão. O congresso também trouxe painéis multiárea, apresentação de pesquisas e mesas-redondas que integraram profissionais, gestores, pesquisadores e estudantes. Outros profissionais que atuam na Segurança do Trabalho do Seconci-DF também estiveram presentes no CONEST e elogiaram o evento. Para o engenheiro de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Gerson de Alcântara, o Congresso foi um momento de aprendizado extremamente rico. “Conhecemos novas tecnologias voltadas aos profissionais de Segurança do Trabalho, que vão aprimorar a elaboração de documentos e tornar nossos processos mais ágeis e eficazes. Também tivemos contato com temas como Inteligência Artificial, mecanismos de melhoria na abordagem e a necessidade de aperfeiçoar nossa comunicação e a entrega dos serviços prestados”, comentou. Da mesma forma, a técnica de Segurança do Trabalho, Eloisa Rodrigues, elogiou os temas e discussões ocorridas durante os três dias de evento. “Participar do 27º CONEST foi uma experiência extremamente enriquecedora. O evento proporcionou momentos de aprendizado, troca de conhecimentos e conexões que ampliam minha visão sobre os temas discutidos. As palestras e workshops foram de altíssimo nível e contribuíram para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Agradeço ao Seconci-DF pela oportunidade de participar deste evento grandioso”, afirmou Eloisa.

Seconci-DF estará presente no 27º Conest sediado em Brasília

Comunicação Seconci-DF O Distrito Federal será palco do 27º Congresso Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (Conest), que acontecerá na Câmara Legislativa do DF, entre os dias 20 e 22 de novembro de 2025. O Conest é um dos mais tradicionais e relevantes eventos do país voltados à prevenção de acidentes, gestão de riscos e inovação na área de Segurança e Saúde no Trabalho. A programação oficial, já divulgada, reúne especialistas de diversas áreas e oferece um ciclo abrangente de debates, painéis, workshops e conferências. Ao longo do congresso, serão discutidos temas essenciais para o setor, como novas abordagens normativas, desafios do ambiente de trabalho contemporâneo, avanços tecnológicos aplicados à segurança, experiências de gestão e políticas públicas voltadas à proteção do trabalhador. A grade inclui painéis multiárea, apresentações de pesquisas, mesas-redondas com lideranças nacionais e atividades dedicadas ao aperfeiçoamento profissional. Dentro da programação, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) marca presença por meio da gerente de Segurança do Trabalho Juliana Moreira de Oliveira, que atuará como moderadora do painel Empreendendo com Propósito: Como o SGI e o ESG Pode Gerar Valor (e Clientes) para sua Consultoria‘ em um dos debates técnicos do congresso. A participação reforça o protagonismo da entidade no cenário regional e nacional, trazendo a perspectiva do Seconci-DF em temas estratégicos para o setor da construção civil. O Conest é uma oportunidade para profissionais que se preocupam com o tema da segurança e saúde no ambiente de trabalho e será um ponto de encontro de profissionais, pesquisadores, gestores e estudantes que buscam atualização e integração entre as práticas de segurança do trabalho nas diversas áreas produtivas. Clique aqui e faça sua inscrição!