3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do DF reforça papel da prevenção e da atuação estratégica da CIPA

Evento reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança e representantes do setor para discutir prevenção de acidentes, gestão de riscos e enfrentamento ao assédio nos canteiros de obras Realizado nesta terça-feira (25/8), no auditório do Sinduscon-DF, o 3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do Distrito Federal reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança do trabalho e representantes de entidades do setor. O encontro discutiu o fortalecimento da prevenção de acidentes, a gestão de riscos e o enfrentamento ao assédio nos ambientes de trabalho. O Seconci-DF apoiou a iniciativa, promovida pelo Sinduscon-DF e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), como parte das ações previstas na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Na abertura, o diretor do Seconci-DF, José Antônio Bueno, destacou a importância da atuação dos cipeiros no cotidiano das obras e na construção de uma cultura permanente de segurança. “Mais do que cumprir uma exigência, uma CIPA atuante ajuda a criar uma verdadeira cultura da segurança, baseada no diálogo, na orientação e na responsabilidade de todos”, afirmou. Para José Antônio, a prevenção deve ser entendida como um investimento nas pessoas e nas próprias empresas. “Segurança é investimento. É respeito ao trabalhador, à sua família e também à própria empresa”. A programação contou com painéis sobre liderança, gestão de riscos operacionais e prevenção ao assédio. Os participantes também puderam aproveitar o Circuito do Bem-Estar Sesi Saúde com exames de aferição de pressão arterial, bioimpedância. além disso, a Casa do Construtor levou para o evento um simulador de treinamento para que os participantes pudessem viver na prática como funciona a utilização de equipamentos de segurança. Presidente do Sticombe Brasília, Raimundo Salvador da Costa Braz ressaltou que a realização anual do encontro representa uma conquista construída pelas entidades patronal e dos trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir das negociações entre os sindicatos e foi incorporada à Convenção Coletiva de Trabalho. “Aqui no Distrito Federal, nós tivemos essa grande conquista, que traz um equilíbrio enorme para as relações no nosso local de trabalho, nas nossas obras, com relação a essa questão de segurança e saúde nos nossos ambientes”, destacou. Raimundo também chamou atenção para os desafios enfrentados pela construção civil e para a necessidade de fortalecer a atuação dos cipeiros como multiplicadores da prevenção. Entre os riscos que exigem atenção permanente, citou escavações, choques elétricos e trabalho em altura. “Vocês estão aqui para ser as nossas vozes dentro do local de trabalho, as vozes de todos os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou aos participantes. Representando a Procuradoria Regional do Trabalho no Distrito Federal, a procuradora do Trabalho Karolina Mercante, integrante da Divisão de Meio Ambiente do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, destacou que a atuação da CIPA vai além da prevenção de acidentes. A comissão, segundo ela, também tem papel importante na promoção da saúde mental e no enfrentamento às diferentes formas de violência nas relações de trabalho. “A CIPA é um instrumento bipartite. Então, ela é uma externalização da democracia nas relações de trabalho”, afirmou. Karolina ressaltou ainda a importância de os cipeiros atuarem como canais de conscientização e denúncia, inclusive em situações de assédio moral e eleitoral. Para ela, a comissão deve contribuir tanto para orientar trabalhadores e empregadores quanto para acolher denúncias. “É importante que a CIPA seja esse canal, tanto de conscientização do trabalhador, do empregador, como canal de denúncia”, ressaltou. Membro da CIPA do Seconci-DF, a cirurgiã-dentista Juliana Franzone esteve no evento e elogiou os temas apresentados, além das discussões propostas pela organização. “Estive presente no 3º encontro de CIPEIROS e tive a oportunidade de assistir várias palestras importante. A CIPA funciona quando deixa de ser apenas um grupo que aponta problemas e passa a ser uma parte ativa da empresa, observando, ouvindo os colaboradores e buscando soluções”, concluiu. Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF
Novo manual da NR-1 traz mais clareza e reforça a gestão de riscos nas empresas

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou o manual de interpretação e aplicação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), consolidando diretrizes atualizadas para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O documento representa um avanço importante na Segurança e Saúde no Trabalho (SST), ao oferecer orientações práticas para empresas e profissionais sobre como implementar, de forma estruturada, a gestão de riscos relacionados aos ambientes de trabalho. A publicação do Ministério do Trabalho tem como principal objetivo promover uma interpretação uniforme e conforme as mudanças normativas implementadas, oferecer diretrizes de interpretação e de implementação do GRO e esclarecer dúvidas práticas e operacionais. Ampliação do conceito de riscos ocupacionais Uma das principais mudanças trazidas pela atualização do item 1.5 da NR-1, reforçada pelo manual, é a ampliação do conceito de riscos ocupacionais. Antes mais restrita aos agentes físicos, químicos e biológicos, ergonômicos e de acidentes, o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) será obrigado a incluir levantamento dos riscos psicossociais. Com isso, aspectos como sobrecarga de trabalho, assédio, falta de apoio organizacional, baixa autonomia e conflitos interpessoais deverão ser reconhecidos como riscos e serão identificados, avaliados e controlados pelas empresas. GRO como processo contínuo e obrigatório O manual reforça que o GRO deve ser tratado como um processo contínuo, sistemático e integrado à rotina das organizações. Seu objetivo é antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os riscos ocupacionais, garantindo ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Esse processo deve seguir uma lógica estruturada de gestão, baseada no ciclo de melhoria contínua (planejar, executar, verificar e agir), o que exige planejamento, monitoramento e revisão constante das ações adotadas. Prevenção como prioridade O manual enfatiza que a prevenção deve começar antes mesmo da exposição ao risco. Sempre que possível, as empresas devem priorizar: Essa abordagem proativa reduz a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, além de contribuir para a melhoria contínua do desempenho em SST. Mais segurança para empresas e trabalhadores Com diretrizes mais claras e abrangentes, o manual da NR-1 fortalece a gestão de riscos ocupacionais no Brasil, trazendo mais segurança jurídica para as empresas e maior proteção à saúde dos trabalhadores. A adoção dessas práticas não apenas garante conformidade com a legislação, mas também contribui para ambientes de trabalho mais organizados, produtivos e sustentáveis. Avaliação dos riscos no Seconci-DF As empresas do setor da construção do Distrito Federal, bem como de outros setores, podem realizar a avaliação dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho com apoio do Seconci-DF. A instituição uniu esforços das áreas de gerência geral, segurança do trabalho, medicina, serviço psicossocial e Recursos Humanos para o levantamento desses riscos diretamente nos canteiros de obras. A ferramenta utilizada é fundamentada na HSE Management Standards Indicator Tool (HSE-IT), instrumento amplamente aplicado no Reino Unido e reconhecido internacional e nacionalmente para avaliação de aspectos psicossociais relacionados à organização do trabalho. A contratação do serviço está disponível para todas as empresas que realizam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com o Seconci-DF. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888, ramal 247.
Exames complementares reforçam a prevenção e a segurança na construção civil

Ao ser contratado, os trabalhadores do setor da construção precisam passar por uma avaliação médica que dá origem ao Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) Comunicação Seconci-DF A realização de exames complementares é uma etapa essencial na promoção da saúde e da segurança dos trabalhadores da construção civil. Para atuar no setor, algumas atividades exigem alto esforço físico, exposição a riscos ambientais e operação de máquinas e equipamentos, por isso, torna-se necessária uma avaliação clínica com auxílio dos exames complementares direcionada aos riscos ocupacionais. Esses exames têm como finalidade a prevenção de doenças ocupacionais, a identificação precoce de agravos à saúde relacionados ao trabalho e a avaliação da aptidão do trabalhador para o exercício continuado e seguro de suas funções, contribuindo para a preservação da integridade físicados profissionais. Os Exames complementares fazem parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e está descrito na Norma Regulamentadora 7, do Ministério do Trabalho. Sua realização depende da função a ser desempenhada e pode variar de acordo com as características do cargo e das atividades diárias a serem desenvolvidas. Entre os exames complementares mais comuns estão: audiometria, espirometria, acuidade visual, eletrocardiograma, exames de imagem e laboratoriais. Todos eles disponíveis no Serviço Social da Indústria da Construção do DF (Seconci-DF). O gerente de medicina da instituição, Maurício Nieto explica porque esses exames são necessários e como eles garantem integridade e a saúde dos trabalhadores. “Os exames complementares são instrumentos fundamentais para avaliar a aptidão do trabalhador para o exercício seguro de suas funções e para monitorar, ao longo do tempo, possíveis impactos à saúde decorrentes da exposição aos riscos ocupacionais, permitindo intervenções precoces e a prevenção de agravos relacionados ao trabalho”, explica Nieto. Trabalhar em canteiro de obra exige um acompanhamento mais criterioso da saúde dos trabalhadores, contribuindo diretamente para a redução de afastamentos, prevenção de acidentesemelhoria da produtividade nos canteiros de obras. “O ASO é resultado de uma avaliação médica ocupacional realizada nos diferentes momentos do contrato de trabalho, sendo o exame admissional responsável por estabelecer o perfil de saúde inicial do trabalhador e os exames periódicos essenciais para o acompanhamento contínuo da saúde, permitindo a identificação precoce de agravos relacionados ao trabalho”, complementa Nieto. Nesse contexto, o Seconci-DF atua como um aliado estratégico das empresas do setor, oferecendo suporte completo na realização de exames ocupacionais e complementares, além de treinamentos admissionais e capacitações obrigatórias, como treinamento básico de segurança e para trabalho em altura. A instituição trabalha de forma integrada para garantir que os trabalhadores estejam aptos para suas funções, respeitando os requisitos legais e promovendo um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e responsável. Empresas da construção civil que desejam fortalecer suas práticas de saúde e segurança no trabalho podem contar com o Seconci-DF como parceiro. Entre em contato, conheça nossos serviços e una-se a quem cuida de quem constrói. Para saber mais sobre a medicina ocupacional do Seconci-DF, ligue (61) 3399-1888 ou (61) 98166-6969. Para ficar por dentro das nossas novidades, acesse www.seconci-df.org.br