Jogos de azar: prevenção contra o vício

Seconci-DF possui palestras de sensibilização sobre os riscos e as consequências dos jogos online e do vício Nesta sexta-feira, 3 de julho, a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, esteve no auditório da Câmara Federal conversando com os trabalhadores da empresa parceira Tecnicall Engenharia sobre o vício em jogos de azar, com foco nos jogos online. Na ocasião, Roseane comentou sobre a importância da conscientização em relação aos riscos que envolvem esse tipo de prática e também sobre o suporte oferecido pelo Seconci aos trabalhadores que estão nessa situação. O Serviço Psicossocial oferece às empresas parceiras palestras e atendimento gratuito sobre o vício em jogos. “Essa é uma oportunidade de desmistificar e mostrar os perigos e riscos envolvidos quando se trata de jogos de azar. Portanto, nós vamos às empresas, conversamos com os trabalhadores, orientamos os técnicos e encarregados e, quando há necessidade, encaminhamos os trabalhadores para o atendimento individualizado comigo, assistente social, e com a nossa psicóloga”, explica Roseane. Quando são detectados problemas relacionados ao vício, os trabalhadores passam a receber atendimento individualizado na sede do Seconci, no Setor Placa da Mercedes, e na unidade da Asa Norte, na 706/707 Norte. Se houver necessidade, e o atendimento do Seconci não for suficiente para resolver o problema, os profissionais do Serviço Psicossocial da entidade encaminham os trabalhadores para a rede de apoio, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Para a engenheira de segurança do trabalho da Tecnicall, Priscila Gomes Rodrigues, a parceria com o Seconci-DF é fundamental para orientar e conscientizar os trabalhadores. “Essa campanha já tinha sido feita em outros contratos da empresa e o retorno aqui também foi muito bom. Eles ficaram muito interessados e, no final, vieram saber mais sobre o atendimento e eu só tenho a agradecer porque o objetivo foi cumprido e acho que muitos vão querer procurar o Seconci para o atendimento com o psicossocial”, disse Priscila. As palestras sobre jogos de azar oferecidas pelo Seconci-DF são gratuitas e estão disponíveis para todas empresas que são parceiras da entidade. Para solicitar uma visita das profissionais da área, bem como agendar um atendimento para trabalhadores que já estão enfrentando problemas com esse tipo de vício, basta entrar em contato pelo telefone (61) 3399-1888 R-211 ou pelo whatsapp (61) 98124-3486. Texto: Sidney Rocha | Comunicação Seconci-DF

Eduardo Aroeira inicia mandato na presidência da CBIC com foco na segurança jurídica e melhoria do ambiente de negócios da construção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) inicia, nesta quarta-feira (1º), uma nova fase de sua atuação institucional com o início da gestão 2026-2029. Liderado pelo empresário Eduardo Aroeira Almeida, até então vice-presidente financeiro da entidade, o mandato acontece em momento desafiador para o setor, marcado pela implementação da reforma tributária, a necessidade de escalar a produtividade e reverter a escassez de mão de obra, e o avanço das políticas habitacionais e de infraestrutura. Nascido no Distrito Federal e engenheiro civil, Aroeira Almeida tem uma trajetória consolidada no associativismo da construção. É sócio-diretor da Apex Engenharia e preside o Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF). Também foi presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF) por dois mandatos consecutivos. Ele assume a presidência da CBIC disposto a dar continuidade às pautas estratégicas da entidade e fortalecer o diálogo institucional em defesa da indústria da construção, com vistas a produzir avanços. Em entrevista exclusiva ao CBIC Hoje, Eduardo Aroeira Almeida fala sobre as prioridades da nova gestão, os desafios econômicos e regulatórios do setor, o acesso ao crédito, a escassez da mão de obra, a industrialização da construção e as perspectivas para os próximos três anos. Leia os principais trechos: O senhor tem longa trajetória no associativismo da construção e já colaborava com a alta direção da CBIC em mandatos anteriores. Como recebeu a indicação do seu nome e formou a diretoria que o acompanha? Este convite foi uma grande honra para mim e carrega desafios muito grandes, não apenas pelo cenário do nosso setor, como pela importância de suceder ao Renato Correia e José Carlos Martins, líderes com quem eu tive o prazer de trabalhar e que me ensinaram muito. Mais que isso, são líderes que fizeram da CBIC a representação que é hoje e contribuíram para a expansão e o fortalecimento da construção brasileira, avançando com um projeto iniciado em 1957. Ser eleito presidente da CBIC, em uma transição sem disputa interna e por aclamação, me honra e alegra muito. A diretoria que assume comigo foi construída com uma visão de renovação e consolidação da nossa representação regional. A presença em todo o Brasil é uma marca registrada da CBIC e fator essencial da sua importância, da qualidade do seu trabalho e dos resultados que nossa entidade gera para o setor. O colegiado deste mandato traz mudanças pontuais, respeitando a atuação de profissionais cuja contribuição é emblemática para a construção brasileira e cujo legado seguirá conosco. Quais as prioridades da CBIC nesta nova gestão?  Nossa gestão será de continuidade e busca por avanços. A CBIC tem atuado junto ao poder público para fomentar uma melhoria no ambiente de negócios e na segurança jurídica, de forma a criar as condições para a manutenção do investimento nos diversos segmentos da construção. Manter e estimular a atividade do nosso setor é essencial para a geração de emprego e renda, assim como para garantir qualidade de vida para a população seja pelo provimento da moradia, seja pela melhoria da infraestrutura nas cidades.  Dentre nossas prioridades, está o avanço na industrialização do setor, na pauta de inovação e absorção de novas tecnologias, na melhoria do acesso ao financiamento para o mercado imobiliário, na capacitação da nossa mão de obra dentre outros temas que são estratégicos para o tomador de decisão. Vamos atuar, também, pelo fortalecimento do associativismo, mantendo a integração e coesão de nossas associadas. A agenda de trabalho da CBIC é ampla e vamos avançar com ela. Quais os desafios para manter o crescimento do setor da construção em nível nacional?  Temos enfrentado desafios em diversos campos e vou apontar os mais relevantes. No campo econômico, a política monetária é um aspecto crítico para a atividade empresarial e a manutenção da taxa básica em patamares altos é, certamente, um fator de preocupação para o empresário do setor. A redução da Selic tem acontecido em uma velocidade e magnitude menores que o desejável para impulsionar a atividade da construção, especialmente do mercado imobiliário, e nossa expectativa é que continue caindo. No campo da regulação, a implementação da reforma tributária é outro fator relevante para o nosso setor. Nossas empresas estão atravessando o período de transição, adequando processos para atender as novas regras e medindo os impactos do novo arcabouço sobre o negócio. A CBIC continua apoiando suas entidades associadas e as empresas nesse esforço, de forma que a reforma tributária gere os ganhos esperados por todos os brasileiros. Para nós, a reforma pode criar as condições para escalar a industrialização da construção brasileira e este é um efeito positivo. Outro aspecto desafiador está na pauta trabalhista, seja pela escassez de mão de obra, pela baixa produtividade do setor ou pela discussão açodada da redução da jornada de trabalho e extinção da escala 6×1. O trabalhador é o mais importante ativo do nosso setor e temos discutido como resgatar a atratividade do setor da construção, assim como buscado mecanismos para qualificar nossa mão de obra. Como ampliar o acesso à moradia no Brasil? No nosso entendimento, cada vez mais é importante dispormos de instrumentos que garantam acesso à casa própria no Brasil. A moradia digna é um direito inscrito na Constituição, o déficit habitacional vem caindo, porém em um ritmo menor que o necessário para tirar da moradia precária ou do aluguel a população que ainda precisa de habitação. Para avançar nesse desafio, será importante fortalecer e ampliar, cada vez mais, políticas públicas destinadas à democratização do acesso à moradia. Nesse campo, o programa Minha Casa, Minha Vida tem um papel importante e a recente inclusão da classe média entre os beneficiários terá um feito positivo não apenas para o setor, como especialmente para a população. Além disso, medidas que ampliem o volume de recursos para produção também farão diferença, dando às empresas condições para fazer mais lançamentos. Como o Brasil pode melhorar a competitividade da economia? Esse é um debate estratégico para o país e a CBIC tem participado ativamente dessa pauta. A competitividade da economia brasileira exige

Presidente da CBIC e do Seconci-DF defende debate setorial sobre redução da jornada de trabalho em audiência no Senado

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira, participou nesta quarta-feira (1º) de audiência pública no Senado Federal sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e extingue a escala 6×1, sem redução salarial. Durante o debate, que reuniu representantes do governo, parlamentares, trabalhadores e do setor produtivo, Aroeira defendeu que a proposta seja discutida considerando os impactos econômicos e sociais para diferentes segmentos da economia. Segundo o presidente da CBIC, estudos da entidade apontam que a redução da jornada poderá elevar entre 10% e 15% os custos da mão de obra na construção civil. “Se a gente discutir essa redução pensando simplesmente em empresários contra trabalhadores, corremos o risco de perder o principal problema que uma eventual implementação sem discussão pode causar, que é justamente prejudicar as pessoas mais necessitadas do nosso país”, afirmou. De acordo com a entidade, esse aumento poderá elevar entre 6% e 10% o custo das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e exigir recursos adicionais para manter o mesmo volume de habitações produzidas. Aroeira também defendeu que a proposta considere as particularidades de cada atividade econômica e preveja um período de adaptação. “O melhor para o Brasil é que haja flexibilidade na discussão e que não se obrigue todos os setores a trabalhar em 40 horas. É importante que cada segmento tenha condições específicas e que exista uma transição mais longa, permitindo ganhos de produtividade para que ninguém seja prejudicado nesse processo”, concluiu. Outro ponto abordado foi o impacto sobre o mercado de trabalho da construção. Conforme levantamento da CBIC, a redução da jornada exigiria a contratação de mais de 380 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de atividade do setor. “Enquanto o IPCA gira em torno de 4% a 5%, a inflação da mão de obra na construção civil já supera 8%. A necessidade de trabalhadores já é uma realidade e, com a redução da jornada, será ainda maior”, alertou. Segundo estudo da CBIC, a redução da jornada poderá elevar em 36,6% os custos de obras de infraestrutura, o que representaria cerca de R$ 18 bilhões adicionais em investimentos ao longo de cinco anos. “O que adianta um trabalhador ter quatro horas a menos por semana se os investimentos em metrô, corredores de transporte e infraestrutura ficarem mais caros e atrasarem ainda mais? O que precisamos discutir é como garantir qualidade de vida para a população por meio da moradia, do saneamento e dos serviços públicos”, disse. Foto: Com informações da Agência Senado

Atualização da NR-10 deve entrar em vigor em junho de 2027

A nova NR-10 entra em vigor em 1º de junho de 2027, com prazo estendido até 1º de junho de 2028 para adequação aos requisitos de instalação de dispositivos diferenciais residuais (DDR) em áreas molhadas de edificações não residenciais já existentes.  A atualização da norma que trata da segurança em instalações e serviços com eletricidade foi publicada em 1º de junho a Portaria TEM 737/2026A Portaria MTE nº 737/2026. O novo texto fortalece a integração dos riscos elétricos ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), ampliando a conexão com o PGR e os demais processos de SST. Entre as principais mudanças estão o reforço da desenergização como medida prioritária de prevenção, a inclusão de requisitos mais claros para o tratamento do risco de arco elétrico, a atualização dos treinamentos e a reorganização da norma para reduzir interpretações divergentes. A nova estrutura também reforça a hierarquia de controles, priorizando a eliminação do perigo antes da adoção de medidas coletivas, administrativas e do uso de EPIs. O objetivo é controlar o risco na fonte, e não apenas proteger o trabalhador da sua exposição. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Seconci-DF participa de debate nacional sobre a nova NR-1 promovido pela CBIC

O Seconci-DF estará presente no evento “Nova NR-1: Riscos Psicossociais, GRO e Segurança Jurídica”, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no próximo dia 30 de junho, das 9h às 11h, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Representando a instituição, a gerente de Segurança do Trabalho, Juliana Moreira de Oliveira, participará do debate ao lado de especialistas nacionais para discutir os impactos da atualização da NR-1, especialmente em relação aos riscos psicossociais, ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e à segurança jurídica das empresas. A participação reforça o trabalho que o Seconci-DF vem realizando para apoiar as empresas da construção civil na adequação às novas exigências da norma. Entre as ações desenvolvidas estão o levantamento de riscos psicossociais nas empresas, a promoção de eventos técnicos voltados para profissionais de Recursos Humanos e lideranças, além do assessoramento especializado para a implementação de medidas de prevenção e promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. Promovido pela Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, o encontro o encontro reunirá especialistas para analisar os principais aspectos da atualização normativa e seus reflexos na gestão empresarial, na prevenção de riscos e na segurança jurídica das organizações e contará com participação do vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, Ricardo Dias Michelon; o advogado e consultor técnico da entidade, Clovis Queiroz; o superintendente Ambulatorial do Seconci-SP, Giancarlo Brandão; além da representante do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).  Comunicação Seconci-DF | Com informações da CBIC

Justiça concede primeira liminar sobre exigências de riscos psicossociais da NR-01 

A Justiça Federal concedeu liminar na Ação Civil Pública (ACP) movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e entidades setoriais, suspendendo a aplicação de penalidades relacionadas às exigências de avaliação e gestão dos riscos psicossociais previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01).   A decisão reconhece a necessidade de maior segurança jurídica e de critérios mais claros para a fiscalização das novas obrigações, introduzidas pela Portaria MTE nº 1.419/2024. Com isso, ficam suspensas autuações e demais sanções administrativas relacionadas ao tema para as entidades abrangidas pela ação até nova deliberação judicial.  O tema vem sendo acompanhado pela Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que defende a adoção de regras claras e viáveis para a implementação das exigências pelas empresas.  Acesse o documento na íntegra.   Agência CBIC

Apesar dos desafios, mulheres ampliam presença na construção civil

A participação feminina na construção civil brasileira tem crescido nos últimos anos, mas ainda é minoritária no setor. Dados da RAIS 2024 mostram que as mulheres representam 11,5% da força de trabalho da construção. Já no Sistema Confea/Crea, responsável pelo registro e regulamentação das profissões da engenharia e áreas tecnológicas, mais de 60% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Nesse contexto, o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia (23/06), destaca a presença feminina em uma área estratégica para o desenvolvimento do país e os desafios ainda existentes para ampliar essa participação. Inspiração na família Gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira atribui a escolha pela engenharia ao interesse pelas ciências exatas e à influência de familiares. “Meu pai, minha madrinha, tios e primos eram engenheiros civis e, de alguma forma, influenciaram minha escolha e serviram de inspiração ao longo da minha formação”, conta. Mirelle Corrêa, ex-diretora do Seconci-DF, também foi influenciada pelo ambiente familiar. Filha de engenheiro e do ex-presidente do Seconci-DF, Deyr Corrêa, ela acompanhava o trabalho do pai desde a infância e encontrou nele uma referência para construir a própria carreira. “Com certeza a pessoa mais marcante e incentivadora na minha carreira foi o meu pai, Deyr Corrêa”, relata. Mirelle Corrêa, ex-diretora do Seconci-DF Desafios na carreira Embora acredite nos avanços na participação feminina, Mirelle conta que enfrentou situações em que precisou comprovar sua qualificação profissional no início da carreira. “Por ser muito jovem e recém-formada, quando eu ia em vistorias ou em licitações era sempre para mim que solicitavam a comprovação de ser engenheira (registro no CREA)”, diz. “Muitos homens, mesmo não sendo engenheiros, não eram questionados”, lembra. Juliana, por outro lado, afirma que construiu sua trajetória em ambientes que valorizaram a sua competência técnica e o comprometimento profissional. “Não considero que tenha precisado provar minha capacidade mais do que meus colegas homens para conquistar credibilidade e espaço profissional”, observa. Para ela, o cenário atual é mais diverso do que aquele encontrado quando ingressou no mercado de trabalho. “Hoje encontramos muito mais mulheres atuando em obras, escritórios, cargos de liderança, gestão e áreas técnicas especializadas. A presença feminina deixou de ser exceção e passou a fazer parte da realidade do setor de forma cada vez mais consistente”, destaca a gerente. Futuro da profissão Segundo as engenheiras, ainda há espaço para ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina na área. Mirelle destaca o crescimento do número de mulheres em posições de liderança, mas avalia que questões relacionadas à equiparação salarial e à legislação precisam avançar. “Percebi um aumento do número de profissionais mulheres e muitas em cargos de chefia. Ainda somos poucas, em relação ao universo masculino, mas estamos avançando e conquistando muitos espaços e em diversas áreas da engenharia”, afirma. Às jovens interessadas na profissão, elas defendem a importância da confiança e da persistência para construir uma trajetória sólida no setor. “Não tenham receio de ocupar seu espaço. A engenharia precisa de profissionais competentes, comprometidos e preparados, independentemente do gênero”, afirma Juliana. “Não desistam de seus sonhos, não desistam da Engenharia. Passamos por vários momentos de crises, mas com trabalho, dedicação, e inovação, teremos sempre espaço no mercado profissional”, completa Mirelle. Fonte: Profissionais do Texto

Empresas devem se adequar: Portaria do MTE amplia obrigações sobre laudos de insalubridade e periculosidade

As empresas precisam estar atentas a uma importante mudança: entrou em vigor, desde 03 de abril de 2026, a Portaria MTE nº 2.021/2025 publicada em dezembro de 2025, que passou a exigir a disponibilização dos laudos caracterizadores de insalubridade e periculosidade aos trabalhadores, aos sindicatos das respectivas categorias profissionais e à Inspeção do Trabalho. A medida amplia a transparência das informações relacionadas às condições de trabalho e garante maior acesso aos documentos técnicos que fundamentam a caracterização ou descaracterização de atividades e operações consideradas insalubres ou perigosas. Um ponto que merece atenção é o alcance da nova exigência. As alterações promovidas pela Portaria foram incorporadas ao corpo normativo das Normas Regulamentadoras nº 15 (Atividades e Operações Insalubres) e nº 16 (Atividades e Operações Perigosas). Por esse motivo, sua aplicação não está restrita a situações específicas, abrangendo todos os casos em que haja avaliação de insalubridade ou periculosidade. Mudança tem alcance amplo e exige atenção das empresas: Embora a Portaria MTE nº 2.021/2025 tenha sido amplamente associada à regulamentação das atividades com motocicletas, seus artigos 2º e 3º acabaram recebendo menor atenção do que mereciam. Esses dispositivos introduziram alterações relevantes nas Normas Regulamentadoras nº 15 e nº 16, estabelecendo a obrigatoriedade de disponibilização dos laudos caracterizadores de insalubridade e periculosidade. Um aspecto importante é que as alterações foram inseridas no corpo normativo dessas NRs, e não em anexos específicos. Isso significa que sua aplicação é geral, alcançando todas as situações de caracterização ou descaracterização de atividades e operações insalubres ou perigosas, independente de se tratar de atividades com motocicletas – contexto em que ocorreu a publicação da portaria. Na prática, a norma não definiu de que forma os laudos deverão ser disponibilizados, seja em meio físico ou eletrônico. No entanto, a obrigação é clara: cabe ao empregador manter esses documentos atualizados e acessíveis, garantindo sua apresentação aos trabalhadores, às entidades sindicais e à Inspeção do Trabalho sempre que solicitado e dentro dos prazos legais aplicáveis. A mudança também fortalece o papel dos trabalhadores, que passam a atuar de forma mais efetiva no acompanhamento e na fiscalização das condições de trabalho. Agora a obrigação de sua disponibilização está expressamente prevista na norma. Mais do que atender a uma exigência legal, a medida reforça a importância de uma gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Nesse contexto, o ideal é que as empresas priorizem a eliminação ou a neutralização dos riscos presentes nos ambientes de trabalho, promovendo condições laborais mais seguras e saudáveis, em vez de se limitarem ao pagamento dos adicionais de insalubridade ou periculosidade e à manutenção da exposição dos trabalhadores. Fonte: Seconci-MG

Seconci-DF realiza treinamento prático em dentes de acrílico e fortalece qualificação da equipe odontológica

Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF O Seconci-DF promoveu, no dia 10 de junho, um treinamento prático (hands on) em dentes de acrílico voltado aos profissionais da área odontológica. A capacitação reuniu colaboradores da odontologia proporcionando uma experiência dinâmica de aprendizado e aperfeiçoamento técnico. Durante a atividade, os participantes tiveram contato com técnicas, materiais e soluções apresentadas por parceiros do setor, incluindo SDI, Zeiss, Jota, Tech Suture e Fórmula & Ação, ampliando conhecimentos e fortalecendo habilidades essenciais para a rotina clínica. A gerente de odontologia do Seconci-DF, Mára Lúcia Campos, falou sobre a capacitação e a importância da atividade para os profissionais da área. “Capacitar nossos profissionais é investir diretamente na qualidade do atendimento oferecido aos trabalhadores e seus familiares. Eventos como este contribuem para o aprimoramento constante da nossa equipe e para a evolução dos serviços prestados pela instituição”, explicou ela. A iniciativa faz parte do compromisso permanente do Seconci-DF com a educação continuada e a busca pela excelência nos serviços prestados. Investir na atualização das equipes significa oferecer atendimentos cada vez mais qualificados, seguros e alinhados às inovações do setor de saúde.

Seconci Presente amplia cuidado com a saúde física e mental nos canteiros de obras do DF

Além disso, os trabalhadores que necessitam são encaminhados para atendimento no Seconci-DF e na rede de apoio da instituição Com o propósito de levar atendimento médico e psicossocial diretamente aos canteiros de obras de Brasília, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) promove o programa “Seconci Presente”. Coordenado pelo serviço psicossocial da entidade, a iniciativa, há três anos, realiza triagens psicossociais e acolhimento dos trabalhadores, além da realização de exames médicos como aferição de pressão arterial, glicemia, colesterol, medição de peso e altura.  Além disso, os trabalhadores que necessitam são encaminhados para atendimento no Seconci-DF e na rede de apoio da instituição. O programa já colhe resultados e faz a diferença na vida dos trabalhadores da construção civil. Para se ter uma ideia, em 2025, mais de 800 atendimentos psicossociais foram realizados nos canteiros de obras. Na área médica, o programa contabilizou mais de 1.100 atendimentos e encaminhamentos para especialidades como clínica médica, urologia, oftalmologia e ginecologia. Além dos serviços oferecidos pelo Seconci-DF, os trabalhadores, quando necessário, também são direcionados para instituições parceiras e equipamentos públicos, como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), CAPS AD, Alcoólicos Anônimos (AA) e Comitês de Proteção à Mulher do DF. De acordo com a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, a presença da equipe técnica dentro dos canteiros permite identificar demandas que muitas vezes não chegam aos serviços convencionais de atendimento. “O Seconci Presente aproxima os trabalhadores da assistência médica e psicossocial, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades para buscar atendimento fora do ambiente de trabalho. O programa contribui para identificar situações de vulnerabilidade, sofrimento emocional, dependência química e outras demandas que precisam de acompanhamento especializado”, afirma. As triagens realizadas nos canteiros também contribuem para o monitoramento das condições de saúde dos trabalhadores. “Elas possibilitam identificar alterações importantes nos indicadores de saúde, como pressão arterial, glicemia e colesterol, por exemplo. A partir desse primeiro atendimento, conseguimos orientar e encaminhar os trabalhadores para acompanhamento adequado com a nossa equipe médica, fortalecendo as ações de prevenção e promoção da saúde no setor”, explica Maurício Carvalho, gerente de Medicina do Seconci-DF. A Construtora LDN é uma das parceiras do Seconci-DF que utiliza os serviços do programa. Ana Claudia de La Rocque Molina, diretora administrativa da empresa, destaca os impactos positivos da iniciativa tanto para os trabalhadores quanto para as empresas do setor. Para ela, a cooperação tem sido fundamental no cuidado integral com os colaboradores. “O Seconci está sendo um parceiro muito grande para nós, pois às vezes não conseguimos identificar os colaboradores que precisam de uma assistência extra”, aponta. “E agora, com as mudanças na NR-01, precisamos cuidar ainda mais dessa parte psicossocial”, ressalta. Os atendimentos oferecidos pelo programa também refletem diretamente na qualidade de vida dos trabalhadores atendidos. Emílio Reinaldo, servente de obras da Construtora LDN, realiza acompanhamento médico no Seconci-DF e destaca o acolhimento recebido pela equipe da entidade. “É um trabalho muito importante para nós. Eles mandaram uma equipe para dar assistência a todos os trabalhadores”, conta. “Faço tratamento e acompanhamento na área de urologia e também já recebi atendimento odontológico. Todas as vezes fui muito bem acolhido e atendido pelos profissionais. São todos excelentes”, relata. Diego Santos Machado, servente na Construtora Direcional, é um dos trabalhadores que buscaram atendimento psicossocial após uma palestra do Seconci-DF no canteiro de obras onde atua. Ex-usuário de drogas, ele conta que, graças ao acolhimento da equipe da entidade, conseguiu transformar a própria realidade. “Às vezes eu achava que nem merecia aquilo. Minha autoestima estava no chão. Eu usava droga sem nem querer mais. Só queria fugir daquela angústia. Foi isso que me fez procurar ajuda”, relembra. “No Seconci, me senti muito bem acolhido. A equipe me ajudou, e isso fez toda a diferença na minha vida. Já vai fazer um ano que estou livre desse mal e, hoje, penso em crescer cada vez mais no trabalho.” O Seconci Presente está disponível para todas as empresas associadas à entidade e integra as ações permanentes voltadas à saúde, segurança e assistência social dos trabalhadores do setor no DF, ampliando o acesso aos serviços especializados e à rede de apoio disponível. O programa pode ser solicitado de forma gratuita junto ao Seconci-DF. Fonte: Profissionais do Texto