Construindo Histórias: alfabetização transforma aprendizado em autonomia para trabalhador da construção civil

Projeto do Seconci-DF mostra, todos os meses, como os serviços da instituição contribuem para transformar histórias e ampliar oportunidades para trabalhadores do setor Ir ao mercado. Escolher um produto. Conferir o preço. Identificar o nome de uma mercadoria. Fazer uma compra sem precisar da ajuda dos filhos. Para muitas pessoas, são tarefas corriqueiras. Para o pedreiro Gilmar da Cunha, cada uma delas representa uma conquista. Aluno do Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos do Seconci-DF, Gilmar vem descobrindo, pouco a pouco, a autonomia que o conhecimento pode proporcionar. O que antes dependia da ajuda de outras pessoas começa a fazer parte da sua rotina. “O que eu sei, aprendi na escolinha. Graças a Deus e à professora, que sempre se esforçou e se esforça por nós. Hoje em dia, vou ao mercado sem precisar levar meus filhos. Consigo ver os nomes, os preços e comprar as coisas sozinho”, conta o aluno da sala de aula montada na empresa parceira e apoiadora ao programa do Seconci-DF, Construtora Faenge. De acordo com a professora de alfabetização do Seconci-DF, Cristiane Monteiro, o maior desafio é conciliar o esforço do trabalho nas obras com o ensino e, nesse aspecto, o pedreiro Gilmar é exempleo O Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos do Seconci-DF utiliza situações presentes na rotina dos trabalhadores como ponto de partida para o aprendizado. A proposta aproxima o conteúdo da realidade dos alunos e mostra que a leitura e a escrita estão presentes em diferentes momentos da vida. Para Geraldo Henrique Gomes, coordenador pedagógico do Seconci-DF, essa conexão entre o aprendizado e a experiência cotidiana é fundamental para tornar o processo significativo. “O programa de alfabetização de jovens e adultos estimula o trabalhador a aprender por meio da sua vivência diária. O resultado é gratificante e transformador. Ao reconhecer palavras, compreender informações, identificar preços ou preencher documentos, o aluno passa a lidar com situações do cotidiano de uma maneira diferente e enxergando novas possibilidades”, explica o coordenador. Histórias que constroem histórias A trajetória de Gilmar é uma das muitas histórias que fazem parte da atuação do Seconci-DF. O Seconci oferece serviços voltados à saúde, segurança, assistência e desenvolvimento dos trabalhadores da construção civil e de seus familiares. É justamente para dar visibilidade aos resultados dos serviços e atendimentos oferecidos que o Construindo Histórias apresenta, todos os meses, relatos de trabalhadores atendidos pela instituição. São histórias diferentes, mas que têm algo em comum: mostram que o cuidado pode produzir mudanças concretas na vida das pessoas. No caso de Gilmar, cada palavra aprendida representa também um passo em direção à autonomia. E o próximo objetivo já está definido: trabalhar, juntar dinheiro e conquistar a habilitação. Os sonhos renovados, a possibilidade de enxergar a vida com a lente do conhecimento e o apoio às necessidades dos trabalhadores são parte do projeto que o Seconci leva às empresas parceiras e ao setor da construção que entende a importância do investimento no lado social do setor.

Seconci-DF participa de sabatina com candidatos ao GDF e defende parcerias para ampliar ações em benefício dos trabalhadores

Instituição reforçou a importância do apoio do futuro governo às iniciativas de saúde, segurança, qualificação e responsabilidade social desenvolvidas pelo Seconci-DF no setor da construção civil O Seconci-DF participou, nesta terça-feira (15), da série de encontros promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF) com os candidatos ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. A iniciativa reuniu representantes do setor da construção civil para conhecer as propostas dos candidatos e apresentar demandas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do DF. Representado pelo presidente Eduardo Aroeira Almeida, além de diretores que também atuam como empresários do setor, o Seconci-DF aproveitou o espaço para destacar a importância da participação do poder público na construção de políticas e parcerias voltadas à saúde, segurança, qualificação profissional, responsabilidade social e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil. Durante o encontro, o presidente do Seconci-DF ressaltou que a aproximação com o Governo do Distrito Federal é fundamental para ampliar iniciativas que já apresentaram resultados positivos ao longo da história da instituição. “É um momento importante onde podemos ouvir propostas, fazer perguntas e, acima de tudo, estender a possibilidade de parcerias. O Seconci já fez diversas parcerias muito importantes, como, por exemplo, a alfabetização dos trabalhadores nos canteiros de obra e a alfabetização em presídios. Esse relacionamento com o governo é fundamental para que possamos ampliar ainda mais os nossos serviços”, destacou Eduardo Aroeira. Retomada de projetos sociais O vice-presidente do Seconci-DF, Carlos Antônio da Silva Filho, também destacou a oportunidade de reconstrução de parcerias com o poder público, especialmente para a retomada de projetos sociais desenvolvidos pela instituição. “Eu, como vice-presidente do Seconci, vejo nessa oportunidade uma possibilidade de reativar a nossa parceria e viabilizar essa retomada do nosso projeto de alfabetização, que é tão importante para nossos funcionários da construção civil. Então, creio que essa participação é extremamente importante”, afirmou o empresário da Construtora Concretiza. A participação do Seconci-DF na sabatina também reforça o papel da instituição como representante de uma agenda que vai além da prestação de serviços: levar saúde, prevenção, assistência, educação e qualidade de vida para quem trabalha na construção civil e no apoio às empresas para cumprimento de metas de responsabilidade social, bem como apoio às políticas públicas que beneficiam o setor como um todo. Demandas estratégicas para a construção A programação contou com a participação dos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal e permitiu que lideranças empresariais apresentassem demandas relacionadas ao desenvolvimento do setor. Entre os temas debatidos estiveram segurança jurídica e licenciamento, desenvolvimento urbano sustentável, habitação de interesse social, infraestrutura e obras públicas, inovação e qualificação da mão de obra. O presidente do Sinduscon-DF, Adalberto Cléber Valadão JR., destacou a importância do encontro para que o setor possa apresentar seus pleitos e buscar compromissos dos candidatos. “Temos a oportunidade de ouvi-los, saber quais são as propostas que eles trazem direcionadas ao nosso setor e também fazer cobranças, adquirir compromissos com eles daquilo que a gente está precisando, nossos pleitos enquanto um setor produtivo”, afirmou. O presidente da ADEMI-DF, Celestino Fracon JR., também ressaltou a participação dos candidatos e a relevância do segmento da construção para o Distrito Federal. “Conseguimos agenda com todos os candidatos e isso demonstra a importância que o segmento tem”, finalizou. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Eleições 2026 DF: Sinduscon e Ademi recebem candidatos a governo para debater propostas

Apresentações de postulantes ao Buriti debaterá o desenvolvimento social e econômico da capital, com foco na construção civil e no mercado imobiliário Comunicação Sinduscon-DF O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), instituição que representa o setor responsável por 53% do PIB industrial do DF, promoverá, na terça-feira (15/9), às 8 horas, em seu auditório, encontro com candidatas e candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). Realizado em parceria com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), o evento reunirá importantes lideranças empresariais para sabatinar os postulantes ao Palácio do Buriti e conhecer suas propostas estratégicas para o desenvolvimento da capital do país. A iniciativa tem como objetivo abrir espaço para que cada candidato ao GDF apresente suas propostas para o setor, considerando demandas prioritárias da cadeia produtiva e soluções viáveis para fortalecimento da economia local, geração de empregos formais, desburocratização de processos de licenciamento e investimentos em infraestrutura urbana. O evento é aberto ao público. Durante as apresentações, lideranças empresariais representantes de empresas associadas ao Sinduscon-DF e à Ademi-DF poderão abordar temas fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região. Entre os principais pontos em discussão, destacam-se: – Segurança jurídica e licenciamento: Agilidade na emissão de alvarás de construção, Habite-se e licenças ambientais, reduzindo a burocracia sem comprometer o rigor técnico e ambiental. – Desenvolvimento urbano sustentável: Atualização e implementação eficiente de instrumentos de planejamento urbano e ordenamento territorial, incluindo pleno combate às crescentes ações de grilagem e invasões. – Habitação de interesse social: Ampliação de parcerias e programas voltados à redução do déficit habitacional no Distrito Federal, com o devido aumento de políticas públicas e áreas para oferta de moradia digna. – Infraestrutura e obras públicas: Garantia de investimentos contínuos em obras de mobilidade, saneamento básico, iluminação pública, equipamentos sociais, entre outras. – Incentivo à inovação e qualificação: Estímulo à adoção de novas tecnologias construtivas e capacitação contínua da mão de obra local. Engajamento A presença confirmada de lideranças empresariais representantes de empresas associadas reforça a relevância institucional da construção civil e do mercado imobiliário perante as autoridades políticas. Os postulantes ao GDF terão a oportunidade de apresentar suas metas de governo e assumir compromissos públicos de manter um diálogo permanente com o setor produtivo, reconhecendo a importância das parcerias público-privadas para alavancar a infraestrutura do Distrito Federal. Com a realização deste encontro, o Sinduscon-DF e a Ademi-DF reafirmam suas missões institucionais de atuar proativamente no debate público. Assim, colaboram diretamente na formulação de políticas públicas que assegurem o desenvolvimento econômico sustentável, a competitividade do setor industrial e o bem-estar social de toda a população do Distrito Federal.

Semana CANPAT Construção 2026 debate segurança, conformidade e transformação dos canteiros

A segurança no uso de equipamentos, a conformidade com as normas regulamentadoras e os desafios impostos pelas transformações nos canteiros de obras estarão no centro dos debates da Semana CANPAT Construção 2026, que será realizada de 5 a 9 de outubro. Promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (SIT/MTE) e o Seconci Brasil, a iniciativa terá como tema “Equipamentos na Construção Civil: Segurança, Conformidade e Transformação dos Canteiros”. A programação reúne representantes do setor, especialistas e autoridades para discutir temas relacionados à segurança e saúde no trabalho, com foco nos riscos associados às atividades da construção, na atualização das normas e na prevenção de acidentes. A abertura da Semana CANPAT Construção 2026 acontece no dia 5 de outubro, das 10h às 11h30, com o painel “Impactos das mudanças na NR-10 na capacitação para trabalhadores na Indústria da Construção”. O debate vai abordar os efeitos das atualizações da norma sobre a qualificação dos profissionais, os treinamentos e o desenvolvimento de competências para atividades que envolvem instalações e serviços com eletricidade. Nos dias seguintes, a programação tratará de boas práticas e requisitos para sistemas elétricos provisórios nos canteiros de obras, dos riscos e desafios relacionados aos equipamentos utilizados no setor e da prevenção de soterramentos, com discussões sobre estabilidade de escavações, confinamento e gestão de riscos no subsolo. Entre os participantes estão representantes da CBIC, do Sesi, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Seconci Brasil, dos Seconcis e especialistas em segurança e saúde no trabalho. Os painéis serão conduzidos por profissionais com atuação nas áreas de fiscalização, engenharia e gestão da segurança ocupacional. A Semana CANPAT Construção será encerrada no dia 9 de outubro com o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção 2026, com ações presenciais realizadas nos períodos da manhã e da tarde. A iniciativa busca ampliar a cultura de prevenção no setor e reforçar a importância da segurança e da saúde no trabalho como parte da rotina dos canteiros de obras. Programação 5 de outubro | 10h às 11h30 Impactos das mudanças na NR-10 na capacitação para trabalhadores na Indústria da Construção 6 de outubro | 10h às 11h Sistemas Elétricos em Canteiros: Boas Práticas e Requisitos Normativos 7 de outubro | 10h às 11h Panorama dos Equipamentos na Construção Civil: Riscos, Inovações e Desafios Regulatório-Operacionais 8 de outubro | 10h às 11h Prevenção de Soterramentos: Estabilidade de Escavações, Confinamento e Gestão de Riscos no Subsolo 9 de outubro | manhã e tarde Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção 2026 O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: Seconci-DF reforça importância do acolhimento e da busca por ajuda

Serviço Psicossocial do Seconci-DF oferece atendimento aos trabalhadores da construção civil e promove ações de prevenção e conscientização nos canteiros de obras O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma data que reforça a importância de falar sobre saúde mental, reconhecer sinais de sofrimento e estimular a busca por ajuda profissional. No Distrito Federal, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) contribui para esse trabalho por meio do Serviço Psicossocial, que oferece acolhimento aos trabalhadores da construção civil e desenvolve ações de prevenção e conscientização sobre saúde mental diretamente nos canteiros de obras. Para a psicóloga da instituição, Flávia Ferraiolo, falar sobre o tema é uma das formas de contribuir para a prevenção. Segundo ela, quando uma pessoa manifesta pensamentos ou comportamentos relacionados ao suicídio, é fundamental compreender que existe uma situação de sofrimento que precisa ser acolhida e acompanhada.“Quando uma pessoa fala sobre suicídio ou demonstra que está pensando em tirar a própria vida, estamos diante de alguém que está em profundo sofrimento e precisa de ajuda. Por isso, é importante não ignorar esses sinais e buscar apoio profissional”, explica Flávia. Fique atento aos sinais Algumas mudanças podem indicar que uma pessoa está passando por um momento de sofrimento emocional e precisa de atenção e apoio. 01 Mudanças de comportamento Deixar de realizar atividades que antes proporcionavam prazer, apresentar mudanças acentuadas de comportamento ou passar a se isolar de familiares, amigos e colegas. 02 Sofrimento emocional Sentimentos persistentes de desesperança, desamparo, solidão, frustração ou fracasso podem indicar que a pessoa está enfrentando um sofrimento que precisa de atenção. 03 Alterações na rotina Dificuldades para dormir, alterações na alimentação e mudanças significativas na rotina também podem ser sinais de que algo não está bem. 04 Frases de alerta Expressões como “não aguento mais”, “preferia estar morto” ou “só quero que isso acabe” não devem ser ignoradas. É importante ouvir e orientar a pessoa a buscar ajuda. Importante: ao perceber esses sinais, procure ouvir sem julgamentos, demonstrar acolhimento e incentivar a busca por ajuda profissional. Seconci-DF oferece espaço de escuta e acolhimento O cuidado com a saúde do trabalhador vai além da prevenção e do tratamento de doenças físicas. A saúde mental também faz parte da qualidade de vida e do bem-estar dos profissionais. Nesse contexto, a instituição oferece um espaço de escuta, acolhimento e orientação aos trabalhadores que estejam enfrentando situações de sofrimento emocional. “O atendimento psicossocial é justamente esse espaço em que o trabalhador pode falar sobre aquilo que está vivendo, ser ouvido e receber orientação. Muitas vezes, o primeiro passo é conseguir falar sobre o que está acontecendo e compreender que não é preciso enfrentar tudo sozinho”, ressalta Flávia. O trabalho também é realizado de forma preventiva, com ações de conscientização nos canteiros de obras por meio de campanhas como o Janeiro Branco e o Setembro Amarelo, levando informação e promovendo reflexões sobre saúde mental entre os trabalhadores. As iniciativas buscam aproximar o tema da realidade dos profissionais da construção civil e estimular uma cultura de cuidado, acolhimento e atenção aos sinais de sofrimento. Procure ajuda Se você ou alguém próximo estiver precisando de ajuda para cuidar da saúde mental, não enfrente esse momento sozinho. Procure apoio profissional. O Seconci-DF disponibiliza atendimento psicossocial para trabalhadores da construção civil e seus familiares. Entre em contato: 📞 (61) 3399-1888 – Ramal 211📧 social@seconci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

GRO e PGR: gestão de riscos ocupacionais exige integração e atualização nas empresas

A gestão dos riscos ocupacionais é uma das bases da segurança e saúde no trabalho e envolve diferentes instrumentos previstos nas Normas Regulamentadoras. Entre eles estão o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conceitos diretamente relacionados, mas com funções distintas dentro das empresas. Previsto na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01), o GRO estabelece o sistema de gestão que organiza as ações, diretrizes e rotinas relacionadas à segurança e à saúde dos trabalhadores. Mais amplo, ele reúne as iniciativas adotadas pela empresa para identificar, avaliar e controlar os riscos presentes nas atividades. O PGR é um dos principais instrumentos dessa gestão. Também previsto na NR-01, o programa materializa, na prática, o gerenciamento dos riscos ocupacionais e funciona como documento obrigatório para o registro e acompanhamento das medidas adotadas. O processo começa pelo Inventário de Riscos Ocupacionais, que reúne o diagnóstico dos perigos existentes nos ambientes e processos de trabalho. A etapa deve considerar a caracterização das atividades, os possíveis danos à saúde, informações sobre acidentes e a avaliação dos riscos identificados. Esse levantamento também precisa incorporar os resultados da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), prevista na NR-17. A participação dos trabalhadores e a análise das condições reais dos ambientes e das atividades são fundamentais para a identificação dos riscos, que pode envolver ainda o uso de ferramentas como a Análise Preliminar de Risco (APR) e o levantamento de dados sobre acidentes anteriores. A partir da identificação dos perigos, a empresa deve avaliar a probabilidade de ocorrência de eventos indesejados e a gravidade dos danos que podem ser provocados. Essa análise permite estabelecer prioridades e direcionar as medidas de prevenção para os riscos mais críticos. O resultado desse processo deve orientar a elaboração de um plano de ação, com a definição das medidas necessárias, dos responsáveis pela execução, dos prazos e dos critérios para avaliação da eficácia das ações adotadas. A NR-01 também estabelece que a definição dessas medidas deve observar a Hierarquia de Controle de Riscos. Na construção, a atualização dessas informações ganha importância adicional devido às mudanças que ocorrem ao longo da execução dos empreendimentos. Conforme previsto na NR-18, o PGR deve acompanhar a etapa em que o canteiro de obras se encontra, considerando as atividades e os riscos existentes em cada momento da obra. A diferença entre os dois conceitos está, portanto, no alcance de cada um. Enquanto o GRO organiza a gestão dos riscos ocupacionais de forma mais ampla, o PGR é o instrumento que registra e estrutura, na prática, a identificação dos riscos e as medidas necessárias para seu controle. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Setembro Amarelo: Seconci-DF amplia ações de saúde mental nos canteiros de obras

O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) intensifica, durante o Setembro Amarelo, as ações voltadas à conscientização sobre saúde mental e valorização da vida entre trabalhadores da construção civil. Segundo informações divulgadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a iniciativa prevê palestras e atividades em 30 canteiros e frentes de trabalho, com expectativa de alcançar mais de 2,5 mil trabalhadores. As ações abordam temas como o cuidado com a saúde emocional, o reconhecimento de sinais de sofrimento e a importância de buscar ajuda. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, destaca que manifestações relacionadas ao suicídio, mesmo quando indiretas, precisam ser levadas a sério. Para ela, ouvir sem julgamentos, acolher e buscar apoio são atitudes fundamentais diante de situações de sofrimento emocional. O trabalho da entidade não se limita ao mês de setembro. Conforme a CBIC, o Seconci-DF realiza durante todo o ano triagens psicossociais e, quando necessário, encaminha trabalhadores para atendimento psicológico gratuito oferecido pela instituição. O serviço está disponível aos trabalhadores das empresas parceiras, que podem solicitar o atendimento por meio do RH ou da área de Segurança do Trabalho. A iniciativa também está relacionada às mudanças na NR-1, que, desde maio de 2026, passaram a exigir a inclusão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Entre os aspectos considerados estão situações de estresse, assédio, esgotamento profissional, sobrecarga e problemas relacionados ao ambiente e à organização do trabalho. Para apoiar as empresas da construção nesse processo, o Seconci-DF desenvolveu uma metodologia própria e já realizou o levantamento de riscos psicossociais em 15 empresas desde maio, envolvendo centenas de trabalhadores. Fonte: Fernanda Nalon/Profissionais do Texto

Dia Mundial da Alfabetização destaca desafio de levar educação a trabalhadores da construção

Seconci-DF mantém programa que oferece aulas dentro dos canteiros e aproxima o ensino da realidade dos profissionais. Para quem passa o dia no canteiro de obras, voltar à sala de aula pode parecer um desafio distante. Entre o trabalho, o deslocamento e as responsabilidades familiares, retomar os estudos nem sempre encontra espaço na rotina. É justamente para aproximar a educação dessa realidade que o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) mantém um projeto de alfabetização e ensino fundamental voltado aos trabalhadores da construção civil. A iniciativa ganha destaque neste 8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização. As aulas são realizadas nos próprios canteiros, uma estratégia que facilita a participação e permite que o processo de aprendizagem esteja conectado ao cotidiano dos alunos. Desde o início da década de 1990, mais de 13,5 mil trabalhadores de empresas parceiras da entidade já passaram pelas classes de alfabetização e pelos segmentos do ensino fundamental. Entre os participantes do projeto está o operador de betoneira Francisco Gilmar Eugênio, que encontrou nas aulas a oportunidade de avançar na escrita e, com isso, retomar um antigo projeto pessoal: obter a carteira de motorista. Antes de participar da iniciativa, ele conta que tinha dificuldade até para escrever o próprio nome. “Eu praticamente não sabia escrever nem o meu próprio nome direito. Depois das aulas, consegui tirar meus documentos e assiná-los. Agora quero continuar estudando para realizar o sonho de conseguir minha CNH”, relata Francisco. Para o coordenador pedagógico do Seconci-DF, Geraldo Henrique Gomes, criar condições para que o trabalhador volte a estudar também significa abrir novas possibilidades para sua trajetória. “Quando a educação chega ao local onde o trabalhador está, uma das principais barreiras para o retorno aos estudos deixa de existir. Nosso objetivo é oferecer uma oportunidade real para que esses profissionais avancem na escolaridade, conquistem mais autonomia e percebam que sempre é tempo de aprender”, afirma. A continuidade do projeto depende também da participação das construtoras, que disponibilizam espaço e apoiam a presença dos colaboradores nas aulas. Dessa forma, o canteiro passa a incorporar uma nova dimensão: além de espaço de trabalho, torna-se também ambiente de formação e desenvolvimento. Uma das empresas que apoiam a iniciativa do Seconci-DF em levar educação para os trabalhadores é a CONBRAL que, desde o início do projeto, manteve a sala de aula em suas obras. Ao longo dos anos, mais de 500 trabalhadores da empresa tiveram acesso à educação nas classes de alfabetização e ensino fundamental dentro do ambiente de trabalho. De acordo com o diretor da empresa, Paulo Muniz, a iniciativa traz benefícios concretos para trabalhadores e empresas. “O programa apresenta alto índice de satisfação entre os colaboradores e contribui para o aumento da produtividade e da permanência na empresa”, comemora. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que, em 2024, 34% dos trabalhadores entrevistados possuíam o ensino fundamental incompleto e 2% eram analfabetos. Mais do que aprender a ler e escrever, a retomada dos estudos pode ampliar a autonomia em situações corriqueiras, como compreender documentos, preencher informações e lidar com diferentes demandas do dia a dia. Texto: Fernanda Nalon | Profissionais do Texto

Seconci-DF encerra Agosto Lilás com participação de órgãos do GDF e reforça combate à violência contra a mulher

Campanha levou informação e conscientização aos trabalhadores da construção civil durante todo o mês de agosto O Seconci-DF encerrou, nesta quinta-feira (3), a campanha Agosto Lilás, iniciativa dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres. A atividade reuniu representantes das Secretarias de Estado da Mulher, da Justiça e da Segurança Pública do Distrito Federal, por meio da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher, da Polícia Civil (DIAM/PCDF) que participaram das palestras realizadas pelo Seconci-DF nos canteiros de obras ao longo do mês. Foram 32 palestras e mais de 3,2 trabalhadores sensibilizados sobre a importância do combate à violência, além dos mecanismos e meios disponíveis para socorrer e acolher vítimas de violência doméstica e familiar no DF. A presença das instituições permitiu aproximar os trabalhadores das políticas públicas de proteção às mulheres e reforçar que o enfrentamento à violência é uma responsabilidade de toda a sociedade. Parceria amplia alcance da campanha Durante o encerramento, o diretor do Seconci-DF, Paulo Sarkis, destacou a importância da atuação conjunta entre a instituição e os órgãos públicos. “É sempre importante ter parceiros que possam somar com esse trabalho social que realizamos. Todos serão sempre bem-vindos a somar junto ao trabalho social que desenvolvemos”, disse ele. Representando a Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), a coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher, Andreia de Queiroz, ressaltou a relevância da parceria para levar a pauta aos trabalhadores. “Agradeço a parceria para uma pauta tão importante, que foi levada aos canteiros, e deixo claro que a Secretaria da Mulher está à disposição para enfrentar essa luta junto com o Seconci”, comentou. Para a assessora especial da Secretaria de Estado de Justiça do Distrito Federal (Sejus-DF), Luene Garcia, o enfrentamento à violência doméstica exige o compromisso de instituições e da sociedade. “É uma felicidade estar nessa culminância. A Sejus já é uma parceira frequente e estamos felizes pela responsabilidade social da instituição. Quando a gente se depara com essa epidemia de violência doméstica contra a mulher, temos a responsabilidade de enfrentar esse problema. Precisamos deixar esse recado para as futuras gerações”, explicou. Polícia Civil realizou 22 palestras nos canteiros A diretora-adjunta da DIAM, Rejane Mathias, destacou o trabalho de conscientização e acolhimento realizado pela instituição e informou que a parceria com o Seconci-DF resultou em 22 palestras nos canteiros de obras durante a campanha. Rejane ressaltou a importância de abordar o tema com os homens, considerando o perfil majoritariamente masculino do setor da construção civil. “Essa parceria é fantástica porque falamos com homens e mostramos que não é só a mulher que é vítima: a família toda é atingida. Muitos homens também foram afetados, e fico muito feliz com tantos relatos que chegaram até nós”, contou.

Dia Nacional de Combate ao Fumo: Seconci-DF leva conscientização aos canteiros de obras

Entidade promove palestras e orientações aos trabalhadores da construção civil e oferece encaminhamento para tratamento de quem deseja abandonar o cigarro O cigarro continua sendo um dos principais fatores de risco para doenças graves e mortes evitáveis em todo o mundo. No Distrito Federal, o alerta ganha espaço também nos canteiros de obras. Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/8), o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça as ações de conscientização realizadas junto aos trabalhadores do setor, com orientações sobre os riscos do tabagismo e os caminhos disponíveis para quem deseja deixar de fumar. Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma doença crônica causada pela dependência da nicotina, o tabagismo está associado a uma série de problemas de saúde. Segundo a entidade, o consumo de tabaco provoca mais de 7 milhões de mortes por ano no mundo, incluindo cerca de 1,6 milhão de não fumantes expostos ao fumo passivo. O impacto vai muito além do câncer de pulmão. O hábito de fumar está relacionado a doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema, bronquite e diversos tipos de câncer. A exposição à fumaça também representa um risco para quem convive com o fumante. Nos canteiros de obras, onde os trabalhadores são submetidos diariamente a atividades que exigem esforço físico, a manutenção do hábito pode representar um impacto adicional sobre a saúde e a qualidade de vida. Por isso, o Seconci-DF aposta na informação e no acesso à orientação como instrumentos para estimular a mudança de comportamento. “As campanhas realizadas nos canteiros têm um papel muito importante porque aproximam a informação do trabalhador e mostram que cuidar da saúde também faz parte da rotina profissional. Nosso propósito é conscientizar, mas, principalmente, oferecer caminhos para quem reconhece que precisa parar de fumar e quer buscar ajuda”, afirma o presidente do Seconci-DF, Eduardo Aroeira. Informação que chega ao trabalhador As ações do Seconci-DF incluem palestras da área médica e do serviço psicossocial de sensibilização nos canteiros de obras, com informações sobre os efeitos da nicotina, as consequências do consumo contínuo do cigarro e os benefícios da interrupção do hábito. Além disso, a entidade também oferece apoio e ajuda aos trabalhadores da construção civil por meio de iniciativas que vão desde programas voltados para a saúde e bem-estar, como o Seconci Presente e o Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD), a triagem psicossocial e encaminhamentos para redes parceiras, como CAPS, CRAS etc. O trabalho envolve diferentes áreas de atendimento do Seconci-DF e pode incluir o suporte da equipe psicossocial. A proposta é acolher o trabalhador que deseja abandonar o vício e orientá-lo sobre as alternativas existentes para iniciar o processo de cessação. Para se ter uma ideia, no 1º semestre de 2026, mais de 10 mil trabalhadores foram alcançados por meio das palestras nos canteiros de obras. E, neste mesmo período, foram contabilizados mais de 400 encaminhamentos para a psicologia e redes parceiras, reforçando o impacto social do trabalho contínuo. “Parar de fumar nem sempre é um processo simples, e por isso é tão importante que o trabalhador saiba que não precisa enfrentar esse desafio sozinho. Nosso papel é acolher, ouvir e mostrar que existem caminhos e uma rede de apoio para quem quer mudar”, afirma Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. “A partir da identificação das necessidades de cada trabalhador, podemos orientar, acompanhar e, quando necessário, fazer os encaminhamentos para os serviços especializados. Essas ações de conscientização são fundamentais para aproximar a informação dos canteiros e fortalecer o cuidado com a saúde e o bem-estar dos trabalhadores da construção civil”. Para o Seconci-DF, as campanhas de combate ao tabagismo fazem parte de uma atuação mais ampla voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil. A entidade atua junto às empresas do setor com ações de prevenção, atendimento e educação em saúde. Fonte: Profissionais do Texto