Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: Seconci-DF reforça importância do acolhimento e da busca por ajuda

Serviço Psicossocial do Seconci-DF oferece atendimento aos trabalhadores da construção civil e promove ações de prevenção e conscientização nos canteiros de obras O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma data que reforça a importância de falar sobre saúde mental, reconhecer sinais de sofrimento e estimular a busca por ajuda profissional. No Distrito Federal, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) contribui para esse trabalho por meio do Serviço Psicossocial, que oferece acolhimento aos trabalhadores da construção civil e desenvolve ações de prevenção e conscientização sobre saúde mental diretamente nos canteiros de obras. Para a psicóloga da instituição, Flávia Ferraiolo, falar sobre o tema é uma das formas de contribuir para a prevenção. Segundo ela, quando uma pessoa manifesta pensamentos ou comportamentos relacionados ao suicídio, é fundamental compreender que existe uma situação de sofrimento que precisa ser acolhida e acompanhada.“Quando uma pessoa fala sobre suicídio ou demonstra que está pensando em tirar a própria vida, estamos diante de alguém que está em profundo sofrimento e precisa de ajuda. Por isso, é importante não ignorar esses sinais e buscar apoio profissional”, explica Flávia. Fique atento aos sinais Algumas mudanças podem indicar que uma pessoa está passando por um momento de sofrimento emocional e precisa de atenção e apoio. 01 Mudanças de comportamento Deixar de realizar atividades que antes proporcionavam prazer, apresentar mudanças acentuadas de comportamento ou passar a se isolar de familiares, amigos e colegas. 02 Sofrimento emocional Sentimentos persistentes de desesperança, desamparo, solidão, frustração ou fracasso podem indicar que a pessoa está enfrentando um sofrimento que precisa de atenção. 03 Alterações na rotina Dificuldades para dormir, alterações na alimentação e mudanças significativas na rotina também podem ser sinais de que algo não está bem. 04 Frases de alerta Expressões como “não aguento mais”, “preferia estar morto” ou “só quero que isso acabe” não devem ser ignoradas. É importante ouvir e orientar a pessoa a buscar ajuda. Importante: ao perceber esses sinais, procure ouvir sem julgamentos, demonstrar acolhimento e incentivar a busca por ajuda profissional. Seconci-DF oferece espaço de escuta e acolhimento O cuidado com a saúde do trabalhador vai além da prevenção e do tratamento de doenças físicas. A saúde mental também faz parte da qualidade de vida e do bem-estar dos profissionais. Nesse contexto, a instituição oferece um espaço de escuta, acolhimento e orientação aos trabalhadores que estejam enfrentando situações de sofrimento emocional. “O atendimento psicossocial é justamente esse espaço em que o trabalhador pode falar sobre aquilo que está vivendo, ser ouvido e receber orientação. Muitas vezes, o primeiro passo é conseguir falar sobre o que está acontecendo e compreender que não é preciso enfrentar tudo sozinho”, ressalta Flávia. O trabalho também é realizado de forma preventiva, com ações de conscientização nos canteiros de obras por meio de campanhas como o Janeiro Branco e o Setembro Amarelo, levando informação e promovendo reflexões sobre saúde mental entre os trabalhadores. As iniciativas buscam aproximar o tema da realidade dos profissionais da construção civil e estimular uma cultura de cuidado, acolhimento e atenção aos sinais de sofrimento. Procure ajuda Se você ou alguém próximo estiver precisando de ajuda para cuidar da saúde mental, não enfrente esse momento sozinho. Procure apoio profissional. O Seconci-DF disponibiliza atendimento psicossocial para trabalhadores da construção civil e seus familiares. Entre em contato: 📞 (61) 3399-1888 – Ramal 211📧 social@seconci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
GRO e PGR: gestão de riscos ocupacionais exige integração e atualização nas empresas

A gestão dos riscos ocupacionais é uma das bases da segurança e saúde no trabalho e envolve diferentes instrumentos previstos nas Normas Regulamentadoras. Entre eles estão o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conceitos diretamente relacionados, mas com funções distintas dentro das empresas. Previsto na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01), o GRO estabelece o sistema de gestão que organiza as ações, diretrizes e rotinas relacionadas à segurança e à saúde dos trabalhadores. Mais amplo, ele reúne as iniciativas adotadas pela empresa para identificar, avaliar e controlar os riscos presentes nas atividades. O PGR é um dos principais instrumentos dessa gestão. Também previsto na NR-01, o programa materializa, na prática, o gerenciamento dos riscos ocupacionais e funciona como documento obrigatório para o registro e acompanhamento das medidas adotadas. O processo começa pelo Inventário de Riscos Ocupacionais, que reúne o diagnóstico dos perigos existentes nos ambientes e processos de trabalho. A etapa deve considerar a caracterização das atividades, os possíveis danos à saúde, informações sobre acidentes e a avaliação dos riscos identificados. Esse levantamento também precisa incorporar os resultados da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), prevista na NR-17. A participação dos trabalhadores e a análise das condições reais dos ambientes e das atividades são fundamentais para a identificação dos riscos, que pode envolver ainda o uso de ferramentas como a Análise Preliminar de Risco (APR) e o levantamento de dados sobre acidentes anteriores. A partir da identificação dos perigos, a empresa deve avaliar a probabilidade de ocorrência de eventos indesejados e a gravidade dos danos que podem ser provocados. Essa análise permite estabelecer prioridades e direcionar as medidas de prevenção para os riscos mais críticos. O resultado desse processo deve orientar a elaboração de um plano de ação, com a definição das medidas necessárias, dos responsáveis pela execução, dos prazos e dos critérios para avaliação da eficácia das ações adotadas. A NR-01 também estabelece que a definição dessas medidas deve observar a Hierarquia de Controle de Riscos. Na construção, a atualização dessas informações ganha importância adicional devido às mudanças que ocorrem ao longo da execução dos empreendimentos. Conforme previsto na NR-18, o PGR deve acompanhar a etapa em que o canteiro de obras se encontra, considerando as atividades e os riscos existentes em cada momento da obra. A diferença entre os dois conceitos está, portanto, no alcance de cada um. Enquanto o GRO organiza a gestão dos riscos ocupacionais de forma mais ampla, o PGR é o instrumento que registra e estrutura, na prática, a identificação dos riscos e as medidas necessárias para seu controle. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Setembro Amarelo: Seconci-DF amplia ações de saúde mental nos canteiros de obras

O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) intensifica, durante o Setembro Amarelo, as ações voltadas à conscientização sobre saúde mental e valorização da vida entre trabalhadores da construção civil. Segundo informações divulgadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a iniciativa prevê palestras e atividades em 30 canteiros e frentes de trabalho, com expectativa de alcançar mais de 2,5 mil trabalhadores. As ações abordam temas como o cuidado com a saúde emocional, o reconhecimento de sinais de sofrimento e a importância de buscar ajuda. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, destaca que manifestações relacionadas ao suicídio, mesmo quando indiretas, precisam ser levadas a sério. Para ela, ouvir sem julgamentos, acolher e buscar apoio são atitudes fundamentais diante de situações de sofrimento emocional. O trabalho da entidade não se limita ao mês de setembro. Conforme a CBIC, o Seconci-DF realiza durante todo o ano triagens psicossociais e, quando necessário, encaminha trabalhadores para atendimento psicológico gratuito oferecido pela instituição. O serviço está disponível aos trabalhadores das empresas parceiras, que podem solicitar o atendimento por meio do RH ou da área de Segurança do Trabalho. A iniciativa também está relacionada às mudanças na NR-1, que, desde maio de 2026, passaram a exigir a inclusão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Entre os aspectos considerados estão situações de estresse, assédio, esgotamento profissional, sobrecarga e problemas relacionados ao ambiente e à organização do trabalho. Para apoiar as empresas da construção nesse processo, o Seconci-DF desenvolveu uma metodologia própria e já realizou o levantamento de riscos psicossociais em 15 empresas desde maio, envolvendo centenas de trabalhadores. Fonte: Fernanda Nalon/Profissionais do Texto
Dia Mundial da Alfabetização destaca desafio de levar educação a trabalhadores da construção

Seconci-DF mantém programa que oferece aulas dentro dos canteiros e aproxima o ensino da realidade dos profissionais. Para quem passa o dia no canteiro de obras, voltar à sala de aula pode parecer um desafio distante. Entre o trabalho, o deslocamento e as responsabilidades familiares, retomar os estudos nem sempre encontra espaço na rotina. É justamente para aproximar a educação dessa realidade que o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) mantém um projeto de alfabetização e ensino fundamental voltado aos trabalhadores da construção civil. A iniciativa ganha destaque neste 8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização. As aulas são realizadas nos próprios canteiros, uma estratégia que facilita a participação e permite que o processo de aprendizagem esteja conectado ao cotidiano dos alunos. Desde o início da década de 1990, mais de 13,5 mil trabalhadores de empresas parceiras da entidade já passaram pelas classes de alfabetização e pelos segmentos do ensino fundamental. Entre os participantes do projeto está o operador de betoneira Francisco Gilmar Eugênio, que encontrou nas aulas a oportunidade de avançar na escrita e, com isso, retomar um antigo projeto pessoal: obter a carteira de motorista. Antes de participar da iniciativa, ele conta que tinha dificuldade até para escrever o próprio nome. “Eu praticamente não sabia escrever nem o meu próprio nome direito. Depois das aulas, consegui tirar meus documentos e assiná-los. Agora quero continuar estudando para realizar o sonho de conseguir minha CNH”, relata Francisco. Para o coordenador pedagógico do Seconci-DF, Geraldo Henrique Gomes, criar condições para que o trabalhador volte a estudar também significa abrir novas possibilidades para sua trajetória. “Quando a educação chega ao local onde o trabalhador está, uma das principais barreiras para o retorno aos estudos deixa de existir. Nosso objetivo é oferecer uma oportunidade real para que esses profissionais avancem na escolaridade, conquistem mais autonomia e percebam que sempre é tempo de aprender”, afirma. A continuidade do projeto depende também da participação das construtoras, que disponibilizam espaço e apoiam a presença dos colaboradores nas aulas. Dessa forma, o canteiro passa a incorporar uma nova dimensão: além de espaço de trabalho, torna-se também ambiente de formação e desenvolvimento. Uma das empresas que apoiam a iniciativa do Seconci-DF em levar educação para os trabalhadores é a CONBRAL que, desde o início do projeto, manteve a sala de aula em suas obras. Ao longo dos anos, mais de 500 trabalhadores da empresa tiveram acesso à educação nas classes de alfabetização e ensino fundamental dentro do ambiente de trabalho. De acordo com o diretor da empresa, Paulo Muniz, a iniciativa traz benefícios concretos para trabalhadores e empresas. “O programa apresenta alto índice de satisfação entre os colaboradores e contribui para o aumento da produtividade e da permanência na empresa”, comemora. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que, em 2024, 34% dos trabalhadores entrevistados possuíam o ensino fundamental incompleto e 2% eram analfabetos. Mais do que aprender a ler e escrever, a retomada dos estudos pode ampliar a autonomia em situações corriqueiras, como compreender documentos, preencher informações e lidar com diferentes demandas do dia a dia. Texto: Fernanda Nalon | Profissionais do Texto
Seconci-DF encerra Agosto Lilás com participação de órgãos do GDF e reforça combate à violência contra a mulher

Campanha levou informação e conscientização aos trabalhadores da construção civil durante todo o mês de agosto O Seconci-DF encerrou, nesta quinta-feira (3), a campanha Agosto Lilás, iniciativa dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres. A atividade reuniu representantes das Secretarias de Estado da Mulher, da Justiça e da Segurança Pública do Distrito Federal, por meio da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher, da Polícia Civil (DIAM/PCDF) que participaram das palestras realizadas pelo Seconci-DF nos canteiros de obras ao longo do mês. Foram 32 palestras e mais de 3,2 trabalhadores sensibilizados sobre a importância do combate à violência, além dos mecanismos e meios disponíveis para socorrer e acolher vítimas de violência doméstica e familiar no DF. A presença das instituições permitiu aproximar os trabalhadores das políticas públicas de proteção às mulheres e reforçar que o enfrentamento à violência é uma responsabilidade de toda a sociedade. Parceria amplia alcance da campanha Durante o encerramento, o diretor do Seconci-DF, Paulo Sarkis, destacou a importância da atuação conjunta entre a instituição e os órgãos públicos. “É sempre importante ter parceiros que possam somar com esse trabalho social que realizamos. Todos serão sempre bem-vindos a somar junto ao trabalho social que desenvolvemos”, disse ele. Representando a Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), a coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher, Andreia de Queiroz, ressaltou a relevância da parceria para levar a pauta aos trabalhadores. “Agradeço a parceria para uma pauta tão importante, que foi levada aos canteiros, e deixo claro que a Secretaria da Mulher está à disposição para enfrentar essa luta junto com o Seconci”, comentou. Para a assessora especial da Secretaria de Estado de Justiça do Distrito Federal (Sejus-DF), Luene Garcia, o enfrentamento à violência doméstica exige o compromisso de instituições e da sociedade. “É uma felicidade estar nessa culminância. A Sejus já é uma parceira frequente e estamos felizes pela responsabilidade social da instituição. Quando a gente se depara com essa epidemia de violência doméstica contra a mulher, temos a responsabilidade de enfrentar esse problema. Precisamos deixar esse recado para as futuras gerações”, explicou. Polícia Civil realizou 22 palestras nos canteiros A diretora-adjunta da DIAM, Rejane Mathias, destacou o trabalho de conscientização e acolhimento realizado pela instituição e informou que a parceria com o Seconci-DF resultou em 22 palestras nos canteiros de obras durante a campanha. Rejane ressaltou a importância de abordar o tema com os homens, considerando o perfil majoritariamente masculino do setor da construção civil. “Essa parceria é fantástica porque falamos com homens e mostramos que não é só a mulher que é vítima: a família toda é atingida. Muitos homens também foram afetados, e fico muito feliz com tantos relatos que chegaram até nós”, contou.
Dia Nacional de Combate ao Fumo: Seconci-DF leva conscientização aos canteiros de obras

Entidade promove palestras e orientações aos trabalhadores da construção civil e oferece encaminhamento para tratamento de quem deseja abandonar o cigarro O cigarro continua sendo um dos principais fatores de risco para doenças graves e mortes evitáveis em todo o mundo. No Distrito Federal, o alerta ganha espaço também nos canteiros de obras. Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/8), o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça as ações de conscientização realizadas junto aos trabalhadores do setor, com orientações sobre os riscos do tabagismo e os caminhos disponíveis para quem deseja deixar de fumar. Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma doença crônica causada pela dependência da nicotina, o tabagismo está associado a uma série de problemas de saúde. Segundo a entidade, o consumo de tabaco provoca mais de 7 milhões de mortes por ano no mundo, incluindo cerca de 1,6 milhão de não fumantes expostos ao fumo passivo. O impacto vai muito além do câncer de pulmão. O hábito de fumar está relacionado a doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema, bronquite e diversos tipos de câncer. A exposição à fumaça também representa um risco para quem convive com o fumante. Nos canteiros de obras, onde os trabalhadores são submetidos diariamente a atividades que exigem esforço físico, a manutenção do hábito pode representar um impacto adicional sobre a saúde e a qualidade de vida. Por isso, o Seconci-DF aposta na informação e no acesso à orientação como instrumentos para estimular a mudança de comportamento. “As campanhas realizadas nos canteiros têm um papel muito importante porque aproximam a informação do trabalhador e mostram que cuidar da saúde também faz parte da rotina profissional. Nosso propósito é conscientizar, mas, principalmente, oferecer caminhos para quem reconhece que precisa parar de fumar e quer buscar ajuda”, afirma o presidente do Seconci-DF, Eduardo Aroeira. Informação que chega ao trabalhador As ações do Seconci-DF incluem palestras da área médica e do serviço psicossocial de sensibilização nos canteiros de obras, com informações sobre os efeitos da nicotina, as consequências do consumo contínuo do cigarro e os benefícios da interrupção do hábito. Além disso, a entidade também oferece apoio e ajuda aos trabalhadores da construção civil por meio de iniciativas que vão desde programas voltados para a saúde e bem-estar, como o Seconci Presente e o Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD), a triagem psicossocial e encaminhamentos para redes parceiras, como CAPS, CRAS etc. O trabalho envolve diferentes áreas de atendimento do Seconci-DF e pode incluir o suporte da equipe psicossocial. A proposta é acolher o trabalhador que deseja abandonar o vício e orientá-lo sobre as alternativas existentes para iniciar o processo de cessação. Para se ter uma ideia, no 1º semestre de 2026, mais de 10 mil trabalhadores foram alcançados por meio das palestras nos canteiros de obras. E, neste mesmo período, foram contabilizados mais de 400 encaminhamentos para a psicologia e redes parceiras, reforçando o impacto social do trabalho contínuo. “Parar de fumar nem sempre é um processo simples, e por isso é tão importante que o trabalhador saiba que não precisa enfrentar esse desafio sozinho. Nosso papel é acolher, ouvir e mostrar que existem caminhos e uma rede de apoio para quem quer mudar”, afirma Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. “A partir da identificação das necessidades de cada trabalhador, podemos orientar, acompanhar e, quando necessário, fazer os encaminhamentos para os serviços especializados. Essas ações de conscientização são fundamentais para aproximar a informação dos canteiros e fortalecer o cuidado com a saúde e o bem-estar dos trabalhadores da construção civil”. Para o Seconci-DF, as campanhas de combate ao tabagismo fazem parte de uma atuação mais ampla voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil. A entidade atua junto às empresas do setor com ações de prevenção, atendimento e educação em saúde. Fonte: Profissionais do Texto
NR 01: nova redação altera critérios para avaliação de riscos ocupacionais

A nova redação do item 1.5.4.4 da Norma Regulamentadora nº 01 (NR 01), vigente desde 26 de maio de 2026, trouxe mudanças nos critérios para avaliação, gradação e classificação dos riscos ocupacionais. Entre as principais alterações está a definição de que o nível de risco ocupacional deve ser determinado pela combinação da severidade das possíveis lesões ou agravos à saúde com a probabilidade de sua ocorrência. A nova redação também determina que a organização documente os critérios utilizados para a gradação de severidade e probabilidade, os níveis de risco, a classificação dos riscos e a tomada de decisão no gerenciamento de riscos ocupacionais. Outra mudança está no critério de avaliação da severidade. A partir da nova redação, ela deve ser estabelecida de acordo com a magnitude das possíveis consequências das lesões ou agravos à saúde. Quando houver mais de uma consequência possível para um mesmo perigo identificado, deve ser considerada aquela de maior magnitude. Em relação à probabilidade, a norma estabelece que ela deve ser definida com base na chance de ocorrência das lesões ou agravos à saúde. A gradação deve considerar o cumprimento dos requisitos previstos nas Normas Regulamentadoras e na legislação aplicável. A nova redação também especifica critérios conforme a natureza do perigo. Para perigos físicos, químicos e biológicos, devem ser considerados o perfil de exposição ocupacional, valores de referência ou outros critérios estabelecidos na NR 09, além da eficácia das medidas de prevenção implementadas. Para fatores ergonômicos, incluindo os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, devem ser avaliadas as exigências da atividade e a eficácia das medidas preventivas. Já para os riscos decorrentes de acidentes, devem ser consideradas a exposição do trabalhador ao perigo e a eficácia das medidas de prevenção. A norma mantém a exigência de que, após a determinação dos níveis de risco, os riscos ocupacionais sejam classificados para identificar a necessidade de adoção ou manutenção de medidas de prevenção e elaboração do plano de ação. Também houve alteração nas situações que exigem a revisão da avaliação de riscos. Além das hipóteses já previstas, a nova redação inclui a revisão após solicitação justificada dos trabalhadores ou da CIPA, quando houver. Por fim, permanece a previsão de revisão da avaliação de riscos a cada dois anos, ou em situações específicas previstas na norma, e de prazo de até três anos para organizações que possuam certificações em sistema de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Seconci-DF leva prevenção e informação sobre hipertensão aos canteiros de obras

Serviço Social da construção civil orienta trabalhadores sobre doenças silenciosas e apresenta ações de prevenção e acompanhamento em saúde O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) atua diretamente nos canteiros de obras das empresas parceiras, levando informação, prevenção e serviços de saúde aos trabalhadores. Entre as ações realizadas estão palestras educativas sobre diferentes temas relacionados à saúde e à segurança, além de iniciativas de prevenção e acompanhamento de doenças como hipertensão e diabetes. Foi com esse objetivo que, na sexta-feira, 14 de agosto, o Seconci-DF esteve no canteiro de obras da APEX Engenharia, onde realizou uma palestra sobre hipertensão. A atividade integrou as ações de saúde desenvolvidas pela empresa e proporcionou aos trabalhadores um momento de informação e conscientização sobre uma doença que, muitas vezes, pode não apresentar sintomas. A técnica de medicina do Seconci-DF, Elen Cristina, explica a importância do trabalho feito dentro dos canteiros e os benefícios para os trabalhadores. “As empresas parceiras que desejam levar esses benefícios aos seus trabalhadores podem entrar em contato conosco. Estamos à disposição para levar saúde aos canteiros e contribuir para ambientes de trabalho mais seguros e trabalhadores mais saudáveis”, explica Elen Cristina, técnica de enfermagem do Seconci-DF. Informação que chega ao trabalhador As palestras oferecidas pelo Seconci-DF fazem parte dos serviços assistenciais disponibilizados às empresas parceiras e abordam temas diversos, de acordo com as necessidades dos trabalhadores e dos canteiros. Entre os assuntos estão hipertensão, diabetes, tabagismo, alcoolismo, saúde mental, prevenção de doenças e outros temas relacionados à promoção da saúde. Além de levar informação, as ações permitem que os trabalhadores tenham contato direto com profissionais da área da saúde e conheçam os serviços disponibilizados pelo Seconci-DF. Para Fernanda Lobo, técnica de segurança do trabalho da APEX Engenharia, a parceria contribui diretamente para a conscientização dos trabalhadores. “A parceria com o Seconci-DF é muito importante e sempre nos auxilia de forma positiva. Os trabalhadores aprenderam bastante com os temas abordados, como hipertensão, tabagismo, alcoolismo e saúde mental. Foram momentos extraordinários e muito enriquecedores para todos nós”, comenta. Para quem participa das atividades, o conhecimento adquirido também pode ultrapassar os limites do ambiente de trabalho e chegar às famílias. “A palestra foi ótima, e o tema foi melhor ainda, porque minha mãe é hipertensa e é um assunto que faz parte da minha realidade. Entre todas as palestras realizadas durante a SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes), essa foi, sem dúvida, uma grande oportunidade de aprendizado para todos e, principalmente, para mim”, contou o bombeiro hidráulico, Francisco Pereira. Seconci-DF: parceiro da sua empresa As empresas parceiras do Seconci-DF podem contar com uma rede de ações voltadas à promoção da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil. Entre os serviços e ações que podem ser realizados nos canteiros estão: As ações assistenciais oferecidas pelo Seconci-DF integram o trabalho desenvolvido pela instituição junto às empresas que apoiam a obra social e têm como objetivo facilitar o acesso dos trabalhadores a informações, orientações e serviços oferecidos. Sua empresa é parceira do Seconci-DF e quer levar essas ações aos trabalhadores? Entre em contato com nossa equipe e conheça os serviços disponíveis para sua empresa e seu canteiro de obras. 📞 (61) 3399-1888📧 seconci@seconci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Radar Trabalhista: Limite de 60 kg para cargas entra na mira de entidades de SST

O limite de 60 quilos para o transporte manual de cargas previsto no artigo 198 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) está no centro de uma mobilização que reúne entidades de Saúde e Segurança do Trabalho, empresas, MPT (Ministério Público do Trabalho) e representantes do Judiciário. A articulação busca atualizar uma regra que vigora desde 1943 e estabelecer em 25 quilos o peso máximo de referência para o levantamento manual de cargas em condições ideais. A iniciativa é conduzida pela Abergo (Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos), que vem articulando outras entidades desde 2024. Em abril deste ano, foi encaminhada uma carta institucional conjunta às autoridades do Congresso Nacional, dos ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência e da Saúde, além do MPT e de outros órgãos envolvidos na formulação de políticas de Saúde e Segurança no Trabalho. O documento é acompanhado de um estudo técnico que defende a revisão do artigo 198 com base em evidências científicas nacionais e internacionais. Assinam a carta a Abergo, a Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho), a ABHO (Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais), a Anest (Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho), a Abrafit (Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho), a Abresst (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho), Ministério Público do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região. O documento também propõe um diálogo que envolva governo, setor produtivo, trabalhadores e comunidade científica. Para saber mais sobre essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, acesse o Radar Trabalhista 471/2026 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 10/08 à 14/08/2026. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Fonte: Agência CBIC
Artigo: Educação também é uma forma de construir futuros

Agosto é um mês que nos convida a falar sobre educação. O Dia do Estudante, celebrado no dia 11, nos lembra da importância de aprender, mas, para quem acompanha de perto trabalhadores que tiveram que abandonar o ensino no tempo regular e retomaram os estudos na vida adulta, essa reflexão vai muito além de uma data no calendário. No Programa de Alfabetização do Seconci-DF, tenho a oportunidade de acompanhar histórias que mostram, diariamente, como a educação pode transformar vidas. Desde o início dos anos 1990, o programa oferece aos trabalhadores da construção civil a oportunidade de aprender, retomar os estudos e conquistar mais autonomia. Ao longo dessa trajetória, já foram realizados mais de 13,5 mil atendimentos. Esse número representa muito mais do que uma estatística. Representa pessoas. São trabalhadores que, por diferentes circunstâncias da vida, não tiveram a oportunidade de estudar ou precisaram interromper sua formação. Para muitos deles, voltar à sala de aula significa enfrentar desafios, mas também significa recuperar algo que parecia distante: a possibilidade de aprender. E é justamente aí que percebemos que alfabetizar vai muito além de ensinar a ler e escrever. É poder ler uma mensagem no celular, compreender um documento, escrever o próprio nome, acompanhar a vida escolar dos filhos ou simplesmente ganhar mais segurança para enfrentar situações do cotidiano. São pequenas conquistas que, para quem vive esse processo, têm um enorme significado. Também vejo nessa experiência uma importante dimensão de responsabilidade social. Cuidar de quem constrói não significa apenas cuidar da saúde e da segurança. Significa olhar para o trabalhador de forma integral e contribuir para que ele tenha oportunidades de desenvolvimento e de transformação da própria vida. Quando um trabalhador volta a estudar, essa mudança muitas vezes chega também à sua família. Filhos e netos passam a enxergar naquele estudante um exemplo de que nunca é tarde para aprender. É isso que o mês de agosto me faz lembrar: educação não tem idade, e oportunidade de aprender não deveria ter prazo de validade. Como coordenador pedagógico, sinto orgulho de fazer parte de um programa que há mais de três décadas ajuda a construir novas possibilidades para trabalhadores da construção civil. E, no Seconci-DF, temos a convicção de que cuidar de quem constrói também é ajudar cada trabalhador a construir novos capítulos da sua própria história. Artigo escrito por Geraldo Henrique Gomes, coordenador pedagógico do Seconci-DF