Radar Trabalhista: Limite de 60 kg para cargas entra na mira de entidades de SST

O limite de 60 quilos para o transporte manual de cargas previsto no artigo 198 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) está no centro de uma mobilização que reúne entidades de Saúde e Segurança do Trabalho, empresas, MPT (Ministério Público do Trabalho) e representantes do Judiciário. A articulação busca atualizar uma regra que vigora desde 1943 e estabelecer em 25 quilos o peso máximo de referência para o levantamento manual de cargas em condições ideais. A iniciativa é conduzida pela Abergo (Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos), que vem articulando outras entidades desde 2024. Em abril deste ano, foi encaminhada uma carta institucional conjunta às autoridades do Congresso Nacional, dos ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência e da Saúde, além do MPT e de outros órgãos envolvidos na formulação de políticas de Saúde e Segurança no Trabalho. O documento é acompanhado de um estudo técnico que defende a revisão do artigo 198 com base em evidências científicas nacionais e internacionais. Assinam a carta a Abergo, a Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho), a ABHO (Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais), a Anest (Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho), a Abrafit (Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho), a Abresst (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho), Ministério Público do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região. O documento também propõe um diálogo que envolva governo, setor produtivo, trabalhadores e comunidade científica. Para saber mais sobre essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, acesse o Radar Trabalhista 471/2026  da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 10/08 à 14/08/2026. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Fonte: Agência CBIC

Artigo: Educação também é uma forma de construir futuros

Agosto é um mês que nos convida a falar sobre educação. O Dia do Estudante, celebrado no dia 11, nos lembra da importância de aprender, mas, para quem acompanha de perto trabalhadores que tiveram que abandonar o ensino no tempo regular e retomaram os estudos na vida adulta, essa reflexão vai muito além de uma data no calendário. No Programa de Alfabetização do Seconci-DF, tenho a oportunidade de acompanhar histórias que mostram, diariamente, como a educação pode transformar vidas. Desde o início dos anos 1990, o programa oferece aos trabalhadores da construção civil a oportunidade de aprender, retomar os estudos e conquistar mais autonomia. Ao longo dessa trajetória, já foram realizados mais de 13,5 mil atendimentos. Esse número representa muito mais do que uma estatística. Representa pessoas. São trabalhadores que, por diferentes circunstâncias da vida, não tiveram a oportunidade de estudar ou precisaram interromper sua formação. Para muitos deles, voltar à sala de aula significa enfrentar desafios, mas também significa recuperar algo que parecia distante: a possibilidade de aprender. E é justamente aí que percebemos que alfabetizar vai muito além de ensinar a ler e escrever. É poder ler uma mensagem no celular, compreender um documento, escrever o próprio nome, acompanhar a vida escolar dos filhos ou simplesmente ganhar mais segurança para enfrentar situações do cotidiano. São pequenas conquistas que, para quem vive esse processo, têm um enorme significado. Também vejo nessa experiência uma importante dimensão de responsabilidade social. Cuidar de quem constrói não significa apenas cuidar da saúde e da segurança. Significa olhar para o trabalhador de forma integral e contribuir para que ele tenha oportunidades de desenvolvimento e de transformação da própria vida. Quando um trabalhador volta a estudar, essa mudança muitas vezes chega também à sua família. Filhos e netos passam a enxergar naquele estudante um exemplo de que nunca é tarde para aprender. É isso que o mês de agosto me faz lembrar: educação não tem idade, e oportunidade de aprender não deveria ter prazo de validade. Como coordenador pedagógico, sinto orgulho de fazer parte de um programa que há mais de três décadas ajuda a construir novas possibilidades para trabalhadores da construção civil. E, no Seconci-DF, temos a convicção de que cuidar de quem constrói também é ajudar cada trabalhador a construir novos capítulos da sua própria história. Artigo escrito por Geraldo Henrique Gomes, coordenador pedagógico do Seconci-DF

Construindo Histórias: Seconci-DF transforma atendimentos em histórias de superação e recomeço

Projeto dá visibilidade às histórias de trabalhadores que encontraram acolhimento, cuidado e novas possibilidades por meio dos serviços oferecidos pela instituição Por trás de cada atendimento realizado pelo Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF), existe uma história. São trabalhadores e trabalhadoras que chegam à instituição em busca de atendimento de saúde, orientação, apoio social ou simplesmente de alguém disposto a ouvir. Em muitos casos, esse encontro representa o início de uma mudança. É com esse olhar que o Seconci-DF criou o projeto “Construindo Histórias”, iniciativa que reúne relatos reais de pessoas que tiveram suas trajetórias transformadas a partir das ações desenvolvidas pela instituição. A proposta é mostrar que cuidar de quem constrói vai muito além de oferecer serviços: significa estar presente nos momentos em que o trabalhador mais precisa de apoio. A iniciativa apresenta, a cada mês, uma nova história de superação e conquistas alcançadas com o auxílio dos serviços do Seconci-DF. Medicina, odontologia, serviço social, atendimento psicossocial, educação e segurança do trabalho fazem parte de uma rede de cuidado voltada aos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. Agosto Lilás e a proteção às mulheres O segundo relato do projeto é da trabalhadora Adriana Barboza, que enfrentou situações de violência doméstica e familiar durante parte da infância e adolescência. Sua trajetória é marcada por momentos de dor, mas também pela capacidade de superar dificuldades e reconstruir a própria história. Ao dar espaço para relatos como o de Adriana, o Seconci-DF busca mostrar que os números de atendimentos e os serviços oferecidos pela instituição representam pessoas, famílias e histórias que podem ser transformadas por meio do cuidado e do acolhimento. Essa perspectiva também está presente no trabalho desenvolvido pelo serviço psicossocial da instituição. Histórias de trabalhadores que enfrentaram depressão, dependência química e outras situações de vulnerabilidade demonstram como a escuta profissional pode ser o primeiro passo para um recomeço. Cuidar de quem constrói Fundado em 1988, o Seconci-DF nasceu com o propósito de contribuir para a saúde e a segurança dos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. Ao longo de sua trajetória, ampliou sua atuação para diferentes áreas, incluindo medicina, odontologia, serviço social, psicossocial, educação e segurança do trabalho. O projeto Construindo Histórias reforça justamente essa dimensão humana da atuação da entidade. Cada relato ajuda a mostrar que, por trás de um atendimento médico, uma consulta odontológica, uma orientação social ou uma conversa com um profissional, existe a possibilidade de melhorar a qualidade de vida de quem trabalha diariamente para construir Brasília. Conheça as histórias e saiba mais sobre o trabalho do Seconci-DF: Construindo Histórias – Seconci-DF Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Saúde bucal em destaque

Seconci-DF apresenta diretrizes de atendimento odontológico aos trabalhadores da construção civil em encontro do Sindicato dos Odontologistas O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) participou do 4º Encontro Sindical das Políticas de Saúde Bucal do Distrito Federal, promovido pelo Sindicato dos Odontologistas do Distrito Federal (SODF). O evento reuniu profissionais e representantes de diferentes instituições para discutir os desafios, avanços e perspectivas da saúde bucal no Distrito Federal. Representando o Seconci-DF, a gerente de Odontologia, Mára Lúcia Campos, participou do painel geral do encontro, apresentando o trabalho desenvolvido pela instituição em benefício dos trabalhadores da construção civil. A participação também abordou os procedimentos técnicos adotados nas unidades odontológicas, com destaque para os protocolos que contribuem para a qualidade dos atendimentos, a higiene, a biossegurança e o cumprimento das normas de segurança do trabalho e de segurança do paciente. Durante a abertura do evento, a presidente do SODF, Daniella Gonçalves, destacou a importância da união entre entidades e profissionais para o fortalecimento da odontologia. “É justamente desse esforço e da união entre as entidades e os cirurgiões-dentistas que a odontologia se fortalece. Este é um momento para olhar com gratidão para as novas vertentes da profissão, trocar experiências e discutir temas importantes para a nossa categoria. Tenho certeza de que teremos boas conversas e sairemos daqui com novos conhecimentos para oferecer aos nossos pacientes, que são a razão do nosso trabalho”, disse ela. O Seconci-DF participou da programação ao lado da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e do Serviço Social do Comércio do Distrito Federal (SESC-DF). As instituições apresentaram seus respectivos processos, protocolos e experiências relacionados ao atendimento e à promoção da saúde bucal, permitindo aos participantes conhecer diferentes modelos de atuação e estratégias voltadas à assistência odontológica. Para Mára Lúcia Campos, a participação no encontro foi uma oportunidade de apresentar a experiência do Seconci-DF na área de odontologia social e ampliar o diálogo com outros profissionais e instituições. “Essa é uma oportunidade de apresentar a odontologia social do Seconci e mostrar como é feito o atendimento que realizamos diariamente em nossas unidades. Mais do que é isso, é uma forma de promover a saúde bucal da população, seja ela do setor da construção, ou no todo”, explicou. Além das apresentações, o 4º Encontro Sindical das Políticas de Saúde Bucal do Distrito Federal contou com debates técnicos, exposição de estudos e discussões sobre os desafios da categoria. A cirurgiã-dentista do Seconci-DF, Ana Cristina Ferreira, também destacou a importância desse intercâmbio para o aperfeiçoamento das práticas profissionais. “É muito enriquecedor participar desses encontros porque a gente pode conhecer o que está sendo feito em outras empresas e aprimorar nosso trabalho e o que fazemos em prol dos trabalhadores que atendemos no Seconci-DF”, contou. A participação do Seconci-DF reforça o compromisso da instituição com a promoção da saúde, a qualificação dos serviços odontológicos e a valorização dos profissionais da área, além de ampliar o diálogo com entidades que atuam em diferentes frentes da saúde bucal no Distrito Federal. A iniciativa também contribui para fortalecer uma odontologia cada vez mais unida e voltada às necessidades dos trabalhadores e da população. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás

Durante o mês, o Seconci-DF estará presente em diversos canteiros de obras para falar sobre violência doméstica e familiar Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) promove palestras e ações de sensibilização em diversos canteiros de obras. Na segunda semana de atividades, as mulheres ganharam protagonismo nas ações, reforçando a importância da participação dos homens na conscientização e no enfrentamento à violência doméstica e familiar. Durante as visitas, a presença de trabalhadoras reforça a importância de levar o tema para esses espaços e de tornar os trabalhadores parceiros na construção de ambientes respeitosos e acolhedores para elas. “Nosso objetivo é provocar a reflexão no canteiro de obras, mostrando que diálogo, respeito e responsabilidade compartilhada são pilares fundamentais. O papel do homem é ser parceiro na construção de um ambiente seguro e saudável dentro de casa. Se houver dificuldades ou sinais de conflito, estamos de portas abertas para ouvir, orientar e apoiar cada trabalhador e sua família, sem julgamentos”, explica Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. Na segunda semana da campanha, mulheres que participaram das palestras destacaram a importância do apoio dos homens na proteção e no enfrentamento da violência doméstica e familiar. A engenheira de segurança do trabalho da Afonso França Engenharia, Jéssica Siqueira Borges, falou sobre a importância de discutir o tema em um ambiente predominantemente masculino. “É muito importante estarmos sempre conscientizando porque ainda existem pessoas que acham que a violência contra a mulher não existe. Precisamos levar essa orientação aos nossos colaboradores e mostrar o quanto é importante cuidarmos e respeitarmos as mulheres”, afirmou. Da mesma forma, a técnica de segurança do trabalho, Bruna Tayná, destacou a importância de abordar o tema nas frentes de trabalho. “A gente traz a palestra para falar sobre a importância do combate à violência contra a mulher, não só dentro, mas também fora da obra. Foi uma experiência muito enriquecedora, principalmente para explicar àqueles que ainda não compreendem o papel de cada um na proteção das mulheres. No final, muitos trabalhadores tiraram dúvidas, participaram da conversa e colocaram o selo ‘Eu Protejo as Mulheres’ nos capacetes, mostrando seu compromisso com essa causa”, contou. REDE DE APOIO O Seconci-DF não está sozinho na promoção de ambientes mais seguros para as mulheres. A iniciativa conta com a participação de instituições que integram a rede de proteção, como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF) e as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal. A coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), Andreia de Queiroz, esteve em um dos canteiros visitados pela campanha e destacou a importância de abordar o assunto em ambientes onde os homens são maioria. “É extremamente importante trazer a pauta da violência contra a mulher para o canteiro de obras. Na maioria das vezes, o agressor é homem, e ele precisa estar envolvido nessa discussão. Precisamos promover a conscientização sobre a não violência contra a mulher, mostrar os diferentes tipos de violência e sensibilizar esses trabalhadores. Talvez ele ainda não seja esposo, mas é filho, irmão e, muitas vezes, pai. Por isso, levar essa conscientização aos homens no canteiro de obras é fundamental”, disse. Ao levar essa discussão aos canteiros de obras, o Seconci-DF reforça que trabalhadores e suas famílias podem contar com orientação, escuta e apoio. Se você ou alguém próximo estiver passando por uma situação de violência ou conflito, procure o Seconci-DF. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do DF reúne profissionais para fortalecer a prevenção de acidentes e de assédio

Evento será realizado no dia 25 de agosto, no auditório do Sinduscon-DF, com participação gratuita e programação voltada à atuação estratégica da CIPA nos canteiros de obras O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) apoia o 3º Encontro de Cipeiros na Construção Civil do Distrito Federal, que será realizado no dia 25 de agosto de 2026 (terça-feira), das 13h30 às 17h, no auditório do Sinduscon-DF, no SIA, Trecho 2/3, 3º andar. Promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção do DF (Sinduscon-DF) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), o encontro tem como objetivo fortalecer a atuação dos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), ampliando a conscientização sobre prevenção, gestão de riscos e a importância da participação dos trabalhadores na construção de ambientes mais seguros e saudáveis. As empresas da construção civil são convidadas a liberar no mínimo dois cipeiros por obra, sendo um representante dos trabalhadores e um dos empregadores, além do técnico em segurança do trabalho, para participação no encontro. A inscrição é gratuita e deve ser realizada pela plataforma Sympla do Sinduscon-DF. PROGRAMAÇÃO A programação terá início às 13h15, com recepção e credenciamento, seguida da abertura do evento, às 13h30. Entre os temas que serão abordados estão: O encontro também contará com o Circuito do Bem-Estar Sesi Saúde, a partir das 16h30, com atividades como simulador de treinamento do Sesi, aferição de pressão arterial e bioimpedância, além de lanche e momento de networking. SERVIÇO 3º Encontro de Cipeiros na Construção Civil do Distrito Federal📅 Data: 25 de agosto de 2026 (terça-feira)⏰ Horário: 13h30 às 17h📍 Local: Auditório do Sinduscon-DF – SIA, Trecho 2/3, 3º andar🎟️ Inscrição: gratuita, pelo Sympla do Sinduscon-DF👷 Público: integrantes da CIPA e técnicos em segurança do trabalho da construção civil

Radar Trabalhista: Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho – Brasil registrou mais de 27 mil mortes em 10 anos

Todos os dias milhares de brasileiras e brasileiros saem de casa para trabalhar com o desejo de voltar em segurança para suas famílias, mas a realidade mostra que os acidentes de trabalho ainda fazem parte da rotina de diversos setores. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de acidentes e mortes no trabalho da série histórica. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos, segundo estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes. O setor de saúde lidera o número de acidentes, com quase 633 mil ocorrências, revelando um alto custo humano para cuidar da vida alheia em ambientes marcados pela sobrecarga e precarização. Já o setor de transporte rodoviário lidera o ranking de óbitos, acumulando 2.601 mortes em dez anos, o que representa uma média anual de 260 vidas perdidas pelas estradas do nosso país. Neste 27 de julho, Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, conheça mais sobre formas de prevenção de acidentes de trabalho Para saber mais sobre essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, acesse o Radar Trabalhista 469/2026 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 27/07 à 31/07/2026. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Fonte: Agência CBIC

Artigo: 20 anos da Lei Maria da Penha: prevenir a violência também é cuidar

A celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha representa um marco na consolidação das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Desde sua promulgação, a Lei nº 11.340/2006 fortaleceu os mecanismos de proteção às vítimas, ampliou a responsabilização dos agressores e impulsionou a articulação da rede de atendimento, reafirmando que a violência contra a mulher constitui uma violação dos direitos humanos e uma questão de saúde pública. Embora os avanços sejam significativos, os indicadores nacionais demonstram que a violência de gênero permanece como um desafio permanente. Seus impactos extrapolam o ambiente familiar, comprometendo a saúde física e mental das vítimas, a autonomia econômica, os vínculos sociais e o desempenho profissional. Nesse contexto, a prevenção e a identificação precoce dos sinais de violência tornam-se estratégias fundamentais para reduzir seus efeitos e interromper o ciclo da violência. Na atuação do Serviço Social do Seconci-DF, compreendo que o ambiente de trabalho também desempenha um papel estratégico na proteção social. Por meio de ações educativas, palestras e campanhas de conscientização, buscamos fortalecer o acesso à informação, sensibilizar trabalhadores e empregadores e estimular uma cultura organizacional pautada no respeito, na equidade e na promoção dos direitos humanos. As empresas possuem relevante responsabilidade social na construção de ambientes seguros e acolhedores. Ao promover espaços de diálogo, qualificar lideranças para a identificação de situações de vulnerabilidade e orientar sobre os serviços da rede de proteção, contribuem para a prevenção da violência e para o fortalecimento da saúde e da qualidade de vida de seus colaboradores. Os 20 anos da Lei Maria da Penha representam não apenas uma oportunidade para reconhecer os avanços conquistados, mas também para reafirmar o compromisso coletivo com a defesa dos direitos das mulheres. Como assistente social do Seconci-DF, renovo meu compromisso de fortalecer ações de prevenção, educação e acolhimento, compreendendo que o enfrentamento à violência exige atuação integrada, responsabilidade compartilhada e compromisso permanente com a dignidade humana Artigo escrito pela assistente social Roseane dos Santos | Ilustração: IA

Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal

Ação percorrerá 31 frentes de trabalho com alcance de mais 3 mil trabalhadores para falar sobre a prevenção da violência doméstica e familiar O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) iniciou, na segunda-feira, 3 de agosto, a campanha Agosto Lilás, que promove ações de conscientização e prevenção à violência doméstica e familiar nos canteiros de obras do Distrito Federal. Coordenada pelo Serviço Psicossocial da instituição, a iniciativa deverá percorrer 31 canteiros de obras, sensibilizando mais de 3 mil trabalhadores ao longo do mês de agosto. Realizada pelo segundo ano consecutivo, a campanha conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), da Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher/DF) e da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF). A proposta é ampliar o diálogo sobre a prevenção da violência, fortalecer a rede de proteção às mulheres e estimular os trabalhadores da construção civil a refletirem sobre seu papel na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, levar essa discussão aos canteiros de obras representa uma oportunidade de promover mudanças culturais e fortalecer o compromisso coletivo com o enfrentamento da violência. “É muito importante reforçar o papel de cada um dentro desse ciclo de violência ao qual as mulheres estão expostas. Quando reunimos tantos parceiros e trazemos esse assunto para um ambiente majoritariamente masculino, estamos quebrando tabus e contribuindo para uma sociedade mais segura e respeitosa para as mulheres“, destaca. Durante a abertura da campanha, a coordenadora do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM/PCDF) da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá, Juliana Salvador, ressaltou a importância de trabalhar a prevenção diretamente com o público masculino. “Quando orientamos uma mulher a sair de um relacionamento abusivo, muitas vezes ela já foi vítima de algum tipo de violência. Ao dialogarmos com os homens, atuamos antes que a violência aconteça. Estamos trabalhando diretamente na prevenção e impedindo que novos casos ocorram. Foi uma experiência muito positiva e pude perceber o interesse e a atenção dos trabalhadores durante toda a palestra“, comentou. Ao longo da campanha, representantes das instituições parceiras participarão das atividades, levando informações sobre prevenção, acolhimento, canais de denúncia e a atuação dos órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres. O objetivo é sensibilizar os trabalhadores para que reconheçam sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais segura, respeitosa e livre da violência. Conscientização que transforma Além das palestras, um dos momentos mais marcantes da campanha é o espaço destinado ao diálogo com os trabalhadores. Muitos compartilham experiências pessoais e relatam situações vividas por familiares ou pessoas próximas, evidenciando como a informação e a conscientização podem contribuir para romper ciclos de violência. O encarregado de obras José Ribamar da Rocha destacou que os exemplos recebidos dentro de casa foram fundamentais para a formação de seus valores. “Eu nunca vi meu pai agredir ou ofender minha mãe, nem minha mãe desrespeitar meu pai. Eles fizeram questão de nos ensinar a tratar as mulheres da nossa vida da mesma forma que gostaríamos que tratassem nossa mãe e nossas irmãs“, contou Ribamar. Para o servente Marcelino Moreira, a campanha reforça a importância do diálogo e do respeito dentro dos relacionamentos. “Tenho 40 anos de casado e sei que a convivência exige diálogo e respeito. A palestra mostrou o papel de cada um na prevenção da violência e trouxe orientações importantes para todos nós“, disse Marcelino. A campanha Agosto Lilás seguirá durante todo o mês de agosto, levando informação, conscientização e orientação aos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. A iniciativa reforça o compromisso do Seconci-DF com a promoção da saúde, da cidadania e da responsabilidade social, contribuindo para a construção de ambientes de trabalho mais conscientes e de uma sociedade cada vez mais comprometida com a proteção e o respeito às mulheres. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Artigo: Dia Nacional da Saúde: cuidar das pessoas é construir um futuro melhor

No dia 5 de agosto celebramos o Dia Nacional da Saúde, uma data que nos convida a refletir sobre um dos direitos mais fundamentais de todo cidadão: o acesso à saúde de qualidade. Mais do que uma comemoração, este é um momento para reafirmarmos nosso compromisso com a promoção da vida, da prevenção de doenças e da construção de uma sociedade mais justa e saudável. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantido por meio de políticas sociais e econômicas que promovam o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde. Esse princípio tornou o Brasil uma referência mundial ao instituir o Sistema Único de Saúde (SUS), um patrimônio da sociedade brasileira que transforma vidas diariamente. Mas a promoção da saúde vai além do atendimento médico. Ela também passa pela responsabilidade de empresas, instituições e trabalhadores na criação de ambientes seguros, saudáveis e humanizados. É nesse contexto que o Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci) exerce um papel essencial. Criado em São Paulo, em 1964, o modelo Seconci tornou-se referência nacional ao unir saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social em benefício dos trabalhadores da construção civil. No Distrito Federal, o Seconci-DF atua desde 1988, coincidindo com o ano em que a Constituição consolidou o direito universal à saúde. Desde então, nossa missão tem sido levar atendimento de qualidade, prevenção, promoção da saúde e bem-estar aos profissionais que constroem a capital do país. Tenho muito orgulho de presidir uma instituição que, todos os dias, transforma esse compromisso em ações concretas. São milhares de trabalhadores atendidos por meio de consultas médicas, odontológicas, psicossociais, programas preventivos, exames, ações educativas e iniciativas voltadas à segurança e à saúde nos canteiros de obras. Cuidar de quem constrói Brasília é uma missão que nos inspira e fortalece diariamente. Como brasiliense, acompanhei de perto o crescimento da nossa cidade e reconheço a contribuição indispensável dos trabalhadores da construção civil para o desenvolvimento do Distrito Federal. Valorizar esses profissionais significa reconhecer que o progresso só é possível quando as pessoas estão no centro das decisões. Neste Dia Nacional da Saúde, reforço que investir em saúde não é apenas cumprir uma obrigação legal. É um compromisso com a dignidade humana, com a produtividade, com a sustentabilidade das empresas e com o desenvolvimento do nosso país. Aproveito esta data para convidar as empresas da construção civil que ainda não conhecem o trabalho do Seconci-DF a se aproximarem da nossa instituição. Juntos, podemos ampliar o alcance dessa importante obra social e fortalecer uma cultura de prevenção, segurança e cuidado com as pessoas. A saúde é um patrimônio coletivo. E cuidar de quem trabalha é, acima de tudo, construir um futuro mais humano, mais seguro e mais próspero para todos. Artgo escrito por Eduardo Aroeira Almeida | Presidente do Seconci-DF