Saúde bucal em destaque

Seconci-DF apresenta diretrizes de atendimento odontológico aos trabalhadores da construção civil em encontro do Sindicato dos Odontologistas O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) participou do 4º Encontro Sindical das Políticas de Saúde Bucal do Distrito Federal, promovido pelo Sindicato dos Odontologistas do Distrito Federal (SODF). O evento reuniu profissionais e representantes de diferentes instituições para discutir os desafios, avanços e perspectivas da saúde bucal no Distrito Federal. Representando o Seconci-DF, a gerente de Odontologia, Mára Lúcia Campos, participou do painel geral do encontro, apresentando o trabalho desenvolvido pela instituição em benefício dos trabalhadores da construção civil. A participação também abordou os procedimentos técnicos adotados nas unidades odontológicas, com destaque para os protocolos que contribuem para a qualidade dos atendimentos, a higiene, a biossegurança e o cumprimento das normas de segurança do trabalho e de segurança do paciente. Durante a abertura do evento, a presidente do SODF, Daniella Gonçalves, destacou a importância da união entre entidades e profissionais para o fortalecimento da odontologia. “É justamente desse esforço e da união entre as entidades e os cirurgiões-dentistas que a odontologia se fortalece. Este é um momento para olhar com gratidão para as novas vertentes da profissão, trocar experiências e discutir temas importantes para a nossa categoria. Tenho certeza de que teremos boas conversas e sairemos daqui com novos conhecimentos para oferecer aos nossos pacientes, que são a razão do nosso trabalho”, disse ela. O Seconci-DF participou da programação ao lado da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e do Serviço Social do Comércio do Distrito Federal (SESC-DF). As instituições apresentaram seus respectivos processos, protocolos e experiências relacionados ao atendimento e à promoção da saúde bucal, permitindo aos participantes conhecer diferentes modelos de atuação e estratégias voltadas à assistência odontológica. Para Mára Lúcia Campos, a participação no encontro foi uma oportunidade de apresentar a experiência do Seconci-DF na área de odontologia social e ampliar o diálogo com outros profissionais e instituições. “Essa é uma oportunidade de apresentar a odontologia social do Seconci e mostrar como é feito o atendimento que realizamos diariamente em nossas unidades. Mais do que é isso, é uma forma de promover a saúde bucal da população, seja ela do setor da construção, ou no todo”, explicou. Além das apresentações, o 4º Encontro Sindical das Políticas de Saúde Bucal do Distrito Federal contou com debates técnicos, exposição de estudos e discussões sobre os desafios da categoria. A cirurgiã-dentista do Seconci-DF, Ana Cristina Ferreira, também destacou a importância desse intercâmbio para o aperfeiçoamento das práticas profissionais. “É muito enriquecedor participar desses encontros porque a gente pode conhecer o que está sendo feito em outras empresas e aprimorar nosso trabalho e o que fazemos em prol dos trabalhadores que atendemos no Seconci-DF”, contou. A participação do Seconci-DF reforça o compromisso da instituição com a promoção da saúde, a qualificação dos serviços odontológicos e a valorização dos profissionais da área, além de ampliar o diálogo com entidades que atuam em diferentes frentes da saúde bucal no Distrito Federal. A iniciativa também contribui para fortalecer uma odontologia cada vez mais unida e voltada às necessidades dos trabalhadores e da população. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás

Durante o mês, o Seconci-DF estará presente em diversos canteiros de obras para falar sobre violência doméstica e familiar Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) promove palestras e ações de sensibilização em diversos canteiros de obras. Na segunda semana de atividades, as mulheres ganharam protagonismo nas ações, reforçando a importância da participação dos homens na conscientização e no enfrentamento à violência doméstica e familiar. Durante as visitas, a presença de trabalhadoras reforça a importância de levar o tema para esses espaços e de tornar os trabalhadores parceiros na construção de ambientes respeitosos e acolhedores para elas. “Nosso objetivo é provocar a reflexão no canteiro de obras, mostrando que diálogo, respeito e responsabilidade compartilhada são pilares fundamentais. O papel do homem é ser parceiro na construção de um ambiente seguro e saudável dentro de casa. Se houver dificuldades ou sinais de conflito, estamos de portas abertas para ouvir, orientar e apoiar cada trabalhador e sua família, sem julgamentos”, explica Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. Na segunda semana da campanha, mulheres que participaram das palestras destacaram a importância do apoio dos homens na proteção e no enfrentamento da violência doméstica e familiar. A engenheira de segurança do trabalho da Afonso França Engenharia, Jéssica Siqueira Borges, falou sobre a importância de discutir o tema em um ambiente predominantemente masculino. “É muito importante estarmos sempre conscientizando porque ainda existem pessoas que acham que a violência contra a mulher não existe. Precisamos levar essa orientação aos nossos colaboradores e mostrar o quanto é importante cuidarmos e respeitarmos as mulheres”, afirmou. Da mesma forma, a técnica de segurança do trabalho, Bruna Tayná, destacou a importância de abordar o tema nas frentes de trabalho. “A gente traz a palestra para falar sobre a importância do combate à violência contra a mulher, não só dentro, mas também fora da obra. Foi uma experiência muito enriquecedora, principalmente para explicar àqueles que ainda não compreendem o papel de cada um na proteção das mulheres. No final, muitos trabalhadores tiraram dúvidas, participaram da conversa e colocaram o selo ‘Eu Protejo as Mulheres’ nos capacetes, mostrando seu compromisso com essa causa”, contou. REDE DE APOIO O Seconci-DF não está sozinho na promoção de ambientes mais seguros para as mulheres. A iniciativa conta com a participação de instituições que integram a rede de proteção, como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF) e as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal. A coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), Andreia de Queiroz, esteve em um dos canteiros visitados pela campanha e destacou a importância de abordar o assunto em ambientes onde os homens são maioria. “É extremamente importante trazer a pauta da violência contra a mulher para o canteiro de obras. Na maioria das vezes, o agressor é homem, e ele precisa estar envolvido nessa discussão. Precisamos promover a conscientização sobre a não violência contra a mulher, mostrar os diferentes tipos de violência e sensibilizar esses trabalhadores. Talvez ele ainda não seja esposo, mas é filho, irmão e, muitas vezes, pai. Por isso, levar essa conscientização aos homens no canteiro de obras é fundamental”, disse. Ao levar essa discussão aos canteiros de obras, o Seconci-DF reforça que trabalhadores e suas famílias podem contar com orientação, escuta e apoio. Se você ou alguém próximo estiver passando por uma situação de violência ou conflito, procure o Seconci-DF. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do DF reúne profissionais para fortalecer a prevenção de acidentes e de assédio

Evento será realizado no dia 25 de agosto, no auditório do Sinduscon-DF, com participação gratuita e programação voltada à atuação estratégica da CIPA nos canteiros de obras O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) apoia o 3º Encontro de Cipeiros na Construção Civil do Distrito Federal, que será realizado no dia 25 de agosto de 2026 (terça-feira), das 13h30 às 17h, no auditório do Sinduscon-DF, no SIA, Trecho 2/3, 3º andar. Promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção do DF (Sinduscon-DF) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), o encontro tem como objetivo fortalecer a atuação dos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), ampliando a conscientização sobre prevenção, gestão de riscos e a importância da participação dos trabalhadores na construção de ambientes mais seguros e saudáveis. As empresas da construção civil são convidadas a liberar no mínimo dois cipeiros por obra, sendo um representante dos trabalhadores e um dos empregadores, além do técnico em segurança do trabalho, para participação no encontro. A inscrição é gratuita e deve ser realizada pela plataforma Sympla do Sinduscon-DF. PROGRAMAÇÃO A programação terá início às 13h15, com recepção e credenciamento, seguida da abertura do evento, às 13h30. Entre os temas que serão abordados estão: O encontro também contará com o Circuito do Bem-Estar Sesi Saúde, a partir das 16h30, com atividades como simulador de treinamento do Sesi, aferição de pressão arterial e bioimpedância, além de lanche e momento de networking. SERVIÇO 3º Encontro de Cipeiros na Construção Civil do Distrito Federal📅 Data: 25 de agosto de 2026 (terça-feira)⏰ Horário: 13h30 às 17h📍 Local: Auditório do Sinduscon-DF – SIA, Trecho 2/3, 3º andar🎟️ Inscrição: gratuita, pelo Sympla do Sinduscon-DF👷 Público: integrantes da CIPA e técnicos em segurança do trabalho da construção civil

Radar Trabalhista: Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho – Brasil registrou mais de 27 mil mortes em 10 anos

Todos os dias milhares de brasileiras e brasileiros saem de casa para trabalhar com o desejo de voltar em segurança para suas famílias, mas a realidade mostra que os acidentes de trabalho ainda fazem parte da rotina de diversos setores. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de acidentes e mortes no trabalho da série histórica. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos, segundo estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes. O setor de saúde lidera o número de acidentes, com quase 633 mil ocorrências, revelando um alto custo humano para cuidar da vida alheia em ambientes marcados pela sobrecarga e precarização. Já o setor de transporte rodoviário lidera o ranking de óbitos, acumulando 2.601 mortes em dez anos, o que representa uma média anual de 260 vidas perdidas pelas estradas do nosso país. Neste 27 de julho, Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, conheça mais sobre formas de prevenção de acidentes de trabalho Para saber mais sobre essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, acesse o Radar Trabalhista 469/2026 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 27/07 à 31/07/2026. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Fonte: Agência CBIC

Artigo: 20 anos da Lei Maria da Penha: prevenir a violência também é cuidar

A celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha representa um marco na consolidação das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Desde sua promulgação, a Lei nº 11.340/2006 fortaleceu os mecanismos de proteção às vítimas, ampliou a responsabilização dos agressores e impulsionou a articulação da rede de atendimento, reafirmando que a violência contra a mulher constitui uma violação dos direitos humanos e uma questão de saúde pública. Embora os avanços sejam significativos, os indicadores nacionais demonstram que a violência de gênero permanece como um desafio permanente. Seus impactos extrapolam o ambiente familiar, comprometendo a saúde física e mental das vítimas, a autonomia econômica, os vínculos sociais e o desempenho profissional. Nesse contexto, a prevenção e a identificação precoce dos sinais de violência tornam-se estratégias fundamentais para reduzir seus efeitos e interromper o ciclo da violência. Na atuação do Serviço Social do Seconci-DF, compreendo que o ambiente de trabalho também desempenha um papel estratégico na proteção social. Por meio de ações educativas, palestras e campanhas de conscientização, buscamos fortalecer o acesso à informação, sensibilizar trabalhadores e empregadores e estimular uma cultura organizacional pautada no respeito, na equidade e na promoção dos direitos humanos. As empresas possuem relevante responsabilidade social na construção de ambientes seguros e acolhedores. Ao promover espaços de diálogo, qualificar lideranças para a identificação de situações de vulnerabilidade e orientar sobre os serviços da rede de proteção, contribuem para a prevenção da violência e para o fortalecimento da saúde e da qualidade de vida de seus colaboradores. Os 20 anos da Lei Maria da Penha representam não apenas uma oportunidade para reconhecer os avanços conquistados, mas também para reafirmar o compromisso coletivo com a defesa dos direitos das mulheres. Como assistente social do Seconci-DF, renovo meu compromisso de fortalecer ações de prevenção, educação e acolhimento, compreendendo que o enfrentamento à violência exige atuação integrada, responsabilidade compartilhada e compromisso permanente com a dignidade humana Artigo escrito pela assistente social Roseane dos Santos | Ilustração: IA

Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal

Ação percorrerá 31 frentes de trabalho com alcance de mais 3 mil trabalhadores para falar sobre a prevenção da violência doméstica e familiar O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) iniciou, na segunda-feira, 3 de agosto, a campanha Agosto Lilás, que promove ações de conscientização e prevenção à violência doméstica e familiar nos canteiros de obras do Distrito Federal. Coordenada pelo Serviço Psicossocial da instituição, a iniciativa deverá percorrer 31 canteiros de obras, sensibilizando mais de 3 mil trabalhadores ao longo do mês de agosto. Realizada pelo segundo ano consecutivo, a campanha conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), da Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher/DF) e da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF). A proposta é ampliar o diálogo sobre a prevenção da violência, fortalecer a rede de proteção às mulheres e estimular os trabalhadores da construção civil a refletirem sobre seu papel na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, levar essa discussão aos canteiros de obras representa uma oportunidade de promover mudanças culturais e fortalecer o compromisso coletivo com o enfrentamento da violência. “É muito importante reforçar o papel de cada um dentro desse ciclo de violência ao qual as mulheres estão expostas. Quando reunimos tantos parceiros e trazemos esse assunto para um ambiente majoritariamente masculino, estamos quebrando tabus e contribuindo para uma sociedade mais segura e respeitosa para as mulheres“, destaca. Durante a abertura da campanha, a coordenadora do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM/PCDF) da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá, Juliana Salvador, ressaltou a importância de trabalhar a prevenção diretamente com o público masculino. “Quando orientamos uma mulher a sair de um relacionamento abusivo, muitas vezes ela já foi vítima de algum tipo de violência. Ao dialogarmos com os homens, atuamos antes que a violência aconteça. Estamos trabalhando diretamente na prevenção e impedindo que novos casos ocorram. Foi uma experiência muito positiva e pude perceber o interesse e a atenção dos trabalhadores durante toda a palestra“, comentou. Ao longo da campanha, representantes das instituições parceiras participarão das atividades, levando informações sobre prevenção, acolhimento, canais de denúncia e a atuação dos órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres. O objetivo é sensibilizar os trabalhadores para que reconheçam sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais segura, respeitosa e livre da violência. Conscientização que transforma Além das palestras, um dos momentos mais marcantes da campanha é o espaço destinado ao diálogo com os trabalhadores. Muitos compartilham experiências pessoais e relatam situações vividas por familiares ou pessoas próximas, evidenciando como a informação e a conscientização podem contribuir para romper ciclos de violência. O encarregado de obras José Ribamar da Rocha destacou que os exemplos recebidos dentro de casa foram fundamentais para a formação de seus valores. “Eu nunca vi meu pai agredir ou ofender minha mãe, nem minha mãe desrespeitar meu pai. Eles fizeram questão de nos ensinar a tratar as mulheres da nossa vida da mesma forma que gostaríamos que tratassem nossa mãe e nossas irmãs“, contou Ribamar. Para o servente Marcelino Moreira, a campanha reforça a importância do diálogo e do respeito dentro dos relacionamentos. “Tenho 40 anos de casado e sei que a convivência exige diálogo e respeito. A palestra mostrou o papel de cada um na prevenção da violência e trouxe orientações importantes para todos nós“, disse Marcelino. A campanha Agosto Lilás seguirá durante todo o mês de agosto, levando informação, conscientização e orientação aos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. A iniciativa reforça o compromisso do Seconci-DF com a promoção da saúde, da cidadania e da responsabilidade social, contribuindo para a construção de ambientes de trabalho mais conscientes e de uma sociedade cada vez mais comprometida com a proteção e o respeito às mulheres. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Artigo: Dia Nacional da Saúde: cuidar das pessoas é construir um futuro melhor

No dia 5 de agosto celebramos o Dia Nacional da Saúde, uma data que nos convida a refletir sobre um dos direitos mais fundamentais de todo cidadão: o acesso à saúde de qualidade. Mais do que uma comemoração, este é um momento para reafirmarmos nosso compromisso com a promoção da vida, da prevenção de doenças e da construção de uma sociedade mais justa e saudável. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantido por meio de políticas sociais e econômicas que promovam o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde. Esse princípio tornou o Brasil uma referência mundial ao instituir o Sistema Único de Saúde (SUS), um patrimônio da sociedade brasileira que transforma vidas diariamente. Mas a promoção da saúde vai além do atendimento médico. Ela também passa pela responsabilidade de empresas, instituições e trabalhadores na criação de ambientes seguros, saudáveis e humanizados. É nesse contexto que o Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci) exerce um papel essencial. Criado em São Paulo, em 1964, o modelo Seconci tornou-se referência nacional ao unir saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social em benefício dos trabalhadores da construção civil. No Distrito Federal, o Seconci-DF atua desde 1988, coincidindo com o ano em que a Constituição consolidou o direito universal à saúde. Desde então, nossa missão tem sido levar atendimento de qualidade, prevenção, promoção da saúde e bem-estar aos profissionais que constroem a capital do país. Tenho muito orgulho de presidir uma instituição que, todos os dias, transforma esse compromisso em ações concretas. São milhares de trabalhadores atendidos por meio de consultas médicas, odontológicas, psicossociais, programas preventivos, exames, ações educativas e iniciativas voltadas à segurança e à saúde nos canteiros de obras. Cuidar de quem constrói Brasília é uma missão que nos inspira e fortalece diariamente. Como brasiliense, acompanhei de perto o crescimento da nossa cidade e reconheço a contribuição indispensável dos trabalhadores da construção civil para o desenvolvimento do Distrito Federal. Valorizar esses profissionais significa reconhecer que o progresso só é possível quando as pessoas estão no centro das decisões. Neste Dia Nacional da Saúde, reforço que investir em saúde não é apenas cumprir uma obrigação legal. É um compromisso com a dignidade humana, com a produtividade, com a sustentabilidade das empresas e com o desenvolvimento do nosso país. Aproveito esta data para convidar as empresas da construção civil que ainda não conhecem o trabalho do Seconci-DF a se aproximarem da nossa instituição. Juntos, podemos ampliar o alcance dessa importante obra social e fortalecer uma cultura de prevenção, segurança e cuidado com as pessoas. A saúde é um patrimônio coletivo. E cuidar de quem trabalha é, acima de tudo, construir um futuro mais humano, mais seguro e mais próspero para todos. Artgo escrito por Eduardo Aroeira Almeida | Presidente do Seconci-DF

Gestão de Riscos Ocupacionais reúne especialistas e reforça a importância da prevenção nos canteiros de obras

Encontro no DF reúne representantes dos trabalhadores, empregadores e governo para debater Segurança e Saúde no Trabalho O Comitê Permanente Regional do Distrito Federal (CPR-DF), com apoio de diversas instituições do setor, entre elas o Seconci-DF, promoveu um encontro com o objetivo de discutir, de forma prática, as responsabilidades legais das empresas, a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e os principais desafios relacionados às atividades de escavação, risco elétrico e trabalho em altura. Com o tema “Gestão de Riscos Ocupacionais aplicada à construção civil – Obrigações da contratante e terceirizadas”, o evento integrou as ações em alusão ao Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, celebrado em 27 de julho. Na abertura, o coordenador do CPR-DF e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), Raimundo Salvador da Costa Braz, agradeceu o empenho das instituições que compõem o Comitê na realização do encontro e destacou a importância da iniciativa. Segundo Salvador, é um desafio permanente discutir temas que há anos preocupam o setor, especialmente diante do número de acidentes relacionados aos assuntos abordados durante as palestras. “Precisamos debater esses temas com muita responsabilidade e transparência, envolvendo trabalhadores, empregadores e o governo, para que possamos construir medidas realmente eficientes e reduzir a quantidade de acidentes. O CPR-DF está diariamente preocupado em buscar essas soluções”, afirmou. Representando o Seconci-DF e o Sinduscon-DF, o diretor José Antônio Bueno Magalhães ressaltou o papel das instituições no apoio às empresas por meio de ações voltadas à promoção da saúde, da segurança e da prevenção de acidentes. “A presença de todos neste evento demonstra o compromisso do setor com a melhoria contínua da segurança e da qualidade de vida dos trabalhadores. A construção civil evoluiu muito nos últimos anos e, hoje, falar em gestão de riscos ocupacionais é falar em planejamento, responsabilidade e prevenção. É proteger vidas, preservar as empresas e construir ambientes de trabalho cada vez mais seguros”, destacou. Gestão de riscos como ferramenta estratégica A gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira, esteve no evento e destacou que a gestão de riscos vai além do cumprimento das exigências legais e deve ser encarada como uma estratégia permanente para proteger vidas, prevenir acidentes e fortalecer a cultura de segurança nas empresas. Ela também ressaltou que, no setor da construção civil, esse processo pode ser fortalecido com o apoio técnico oferecido pelo Seconci-DF. Para Juliana, iniciativas como essa fortalecem o diálogo entre as instituições e contribuem para a construção de ambientes de trabalho mais seguros. “Eventos como este, fundamentados no compromisso com a proteção e o cuidado do trabalhador durante suas atividades nos canteiros de obras, são sempre bem-vindos. Eles demonstram que existem pessoas e instituições comprometidas em garantir a integridade, a segurança e a saúde nos ambientes de trabalho”, afirmou. Ao reunir representantes dos trabalhadores, empregadores, órgãos de fiscalização e entidades do setor, o encontro reforçou a importância da atuação integrada para consolidar uma cultura de prevenção na construção civil. A troca de experiências e o diálogo entre os diferentes atores evidenciaram que uma gestão eficiente dos riscos ocupacionais depende do comprometimento coletivo, contribuindo para ambientes de trabalho mais seguros e para o fortalecimento do cumprimento das Normas Regulamentadoras. Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Agosto Lilás: campanha do Seconci-DF levará ações de prevenção à violência doméstica a 31 canteiros de obras

Objetivo é conscientizar os trabalhadores sobre o papel de cada um para enfrentamento ao problema e como agir em casos próximos Mais de 3 mil trabalhadores da construção civil devem ser alcançados pela campanha Agosto Lilás – Mês de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar, promovida pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). Ao longo do próximo mês, a iniciativa percorrerá 31 canteiros de obras de empresas parceiras em diferentes regiões do Distrito Federal com ações de conscientização, orientação e prevenção à violência contra a mulher. A campanha integra um trabalho permanente desenvolvido pelo serviço psicossocial do Seconci-DF que, durante todo o ano, realiza palestras educativas, atendimentos individuais a trabalhadores, trabalhadoras e seus familiares, além de encaminhamentos à rede de proteção sempre que necessário como forma de proteger e evitar casos de violência dentro do setor da construção ou com pessoas ligadas aos trabalhadores que atuam no setor. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, iniciativas como o Agosto Lilás são fundamentais para ampliar o debate sobre o tema e transformar os trabalhadores em aliados no enfrentamento à violência contra a mulher. “Nós temos a campanha ‘Eu Protejo as Mulheres‘, que já percorreu canteiros de obras em praticamente todas as regiões do Distrito Federal, abordando o tema com os trabalhadores e quebrando preconceitos. Também utilizamos casos reais para mostrar que o combate à violência é responsabilidade de toda a sociedade e, no nosso caso, também dos trabalhadores que são nosso público”, explica. Segundo Roseane, além de conscientizar, o trabalho busca orientar mulheres que vivenciam situações de violência e mostrar que existem caminhos para romper esse ciclo. “A violência pode acontecer dentro da nossa casa, entre familiares e pessoas próximas e, muitas vezes, as vítimas não sabem como agir nem onde procurar ajuda. O papel do Seconci é despertar a consciência de que elas não estão sozinhas, fazer o acolhimento, orientar, realizar os encaminhamentos necessários e apresentar os canais disponíveis para acolher e proteger quem enfrenta essa realidade”, afirma. O atendimento psicossocial oferecido pelo Seconci-DF já ajudou diversas trabalhadoras a romper o ciclo da violência. Uma delas é Antônia Pâmela Soares, que procurou apoio após sofrer ameaças do então companheiro. “Naquele dia, quando fui ameaçada com uma faca, percebi que não podia mais continuar vivendo daquela forma. Foi o meu basta. Com a orientação do técnico de segurança Solano Ferreira, procurei o atendimento psicossocial do Seconci-DF e encontrei o apoio de que precisava”, relata. Após o acolhimento, Antônia recebeu orientação especializada e foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela proteção das mulheres. “A Roseane me acolheu, fez os encaminhamentos para o Comitê de Proteção à Mulher (SecMulher) e para a Polícia Militar, e tudo aconteceu muito rápido. Mesmo depois da medida protetiva, ainda sofri outra ameaça, mas meu ex-companheiro foi preso”, conta. Mulheres em situação de violência doméstica podem procurar diretamente o Seconci-DF para solicitar atendimento. Durante a campanha, representantes de instituições parceiras também participarão das ações nos canteiros de obras, reforçando a rede de orientação e acolhimento às vítimas. Estarão presentes a Secretaria de Estado da Mulher e da Justica do DF, representantes da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/PCDF), além do apoio institucional do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe). Projeto mobiliza trabalhadores pela proteção das mulheres O projeto “EU PROTEJO AS MULHERES” é uma iniciativa do Seconci-DF, desenvolvida em parceria com o Sinduscon-DF, o Sticombe, a Secretaria de Estado da Mulher, a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). A proposta é conscientizar, prevenir e combater a violência contra a mulher no setor da construção civil, promovendo uma cultura de respeito, responsabilidade e proteção dentro e fora dos ambientes de trabalho. As ações incluem palestras educativas nos canteiros de obras, distribuição do selo “EU PROTEJO AS MULHERES”, incentivo ao envolvimento das famílias e atendimento psicossocial especializado para vítimas, familiares e possíveis agressores, com encaminhamento à rede de proteção quando necessário. O projeto busca transformar cada trabalhador em um agente de proteção, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher é um compromisso coletivo e uma responsabilidade de toda a sociedade. Conheça os 6 tipos de violência doméstica e familiar Clique em cada tipo para entender o significado e conhecer exemplos. 👊 Violência Física + O que é? Qualquer ação que cause dano ao corpo ou à saúde da mulher. Exemplos Empurrões Tapas, socos e chutes Estrangulamento Queimaduras Lesões com objetos ou armas 🧠 Violência Psicológica + O que é? Condutas que causem sofrimento emocional, diminuam a autoestima ou controlem as decisões e a liberdade da mulher. Exemplos Ameaças Humilhações constantes Chantagem emocional Controle do celular e redes sociais Isolamento da família e amigos Perseguição (stalking) 🛑 Violência Sexual + O que é? Obrigar ou constranger a mulher a participar de qualquer ato sexual contra sua vontade. Exemplos Estupro marital Obrigar relações sexuais Impedir uso de contraceptivos Forçar gravidez ou aborto Exploração sexual 💳 Violência Patrimonial + O que é? Controlar, destruir, reter ou subtrair bens, documentos, dinheiro ou recursos da mulher. Exemplos Tomar salário Reter documentos Destruir objetos pessoais Impedir a mulher de trabalhar Danificar bens 🗣️ Violência Moral + O que é? Qualquer conduta que atinja a honra, dignidade ou reputação da mulher. Exemplos Calúnia Difamação Injúria Acusações falsas Xingamentos e ofensas públicas 👨‍👩‍👧 Violência Vicária + NOVA FORMA PREVISTA EM LEI Violência praticada contra filhos, familiares, pessoas próximas ou animais de estimação com o objetivo de causar sofrimento, controlar ou atingir psicologicamente a mulher. Exemplos Ameaçar os filhos Agredir crianças para atingir a mãe Impedir o convívio com os filhos Ferir ou matar animal de estimação Agredir familiares para causar sofrimento Importante Uma mulher pode sofrer mais de um tipo de violência ao mesmo tempo. Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, denuncie. Ligue 180 ou procure a rede de proteção da sua cidade. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Prevenir acidentes é um compromisso coletivo que começa com a cultura da segurança

Falar em prevenção de acidentes de trabalho é falar sobre compromisso, responsabilidade e valorização da vida. Embora o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) seja indispensável, a segurança no trabalho vai muito além desse cuidado. Ela depende de uma cultura organizacional sólida, construída diariamente por empregadores e trabalhadores. Nas empresas que fazem da prevenção um valor, a segurança está presente desde o primeiro contato do colaborador com a organização. É nesse momento que ele passa a compreender seu papel na identificação de riscos, no cumprimento das normas e na adoção de comportamentos seguros. Mais do que atender às exigências legais, investir em prevenção significa garantir que cada trabalhador possa exercer suas atividades em um ambiente saudável, produtivo e, ao final da jornada, retornar para casa em segurança. Na construção civil, esse compromisso é ainda mais relevante. Por se tratar de um dos setores com maior exposição a riscos ocupacionais, a legislação estabelece uma série de Normas Regulamentadoras (NRs) que orientam empresas e trabalhadores na adoção de medidas preventivas capazes de reduzir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Nesse contexto, a atuação da área de Segurança do Trabalho do Seconci-DF torna-se um importante diferencial para as empresas que apoiam a obra social da instituição. Mais do que auxiliar no cumprimento da legislação, o Seconci-DF oferece suporte técnico especializado para fortalecer a gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), contribuindo para ambientes mais seguros, organizados e em conformidade com as normas vigentes. Entre os serviços disponibilizados estão a elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a NR-1; assessoria para constituição e treinamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), prevista na NR-5; treinamentos de integração e segurança conforme a NR-18; elaboração do Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT); laudos de insalubridade e periculosidade, conforme as NRs 15 e 16; treinamento para trabalho em altura (NR-35); avaliações quantitativas de agentes ambientais; envio do evento S-2240 ao eSocial; auditorias em Segurança do Trabalho; palestras educativas; orientações técnicas e fornecimento de materiais de sinalização para canteiros de obras. É importante destacar, no entanto, que o papel do Seconci-DF é orientar, assessorar e apoiar tecnicamente as empresas. A implementação das medidas, a adoção dos procedimentos e o cumprimento das obrigações legais são de responsabilidade de cada empresa parceira. Por fim, a prevenção de acidentes não deve ser encarada apenas como uma obrigação legal, mas como um investimento nas pessoas. Empresas que priorizam a segurança preservam vidas, aumentam a produtividade, reduzem afastamentos e fortalecem sua imagem perante colaboradores, clientes e a sociedade. Artigo escrito por Juliana Moreira de Oliveira | Gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF