Trabalhadores contam suas experiências com o câncer de próstata

Durante as palestras realizadas ao longo de novembro, várias histórias reforçam a importância da ação e do cuidado com a saúde do homem Comunicação Seconci-DF A campanha Novembro Azul – Mês de Prevenção ao Câncer de Próstata, realizada pelo Seconci-DF, está percorrendo canteiros de obras em todo o Distrito Federal, levando informação e prevenção aos trabalhadores das empresas parceiras da entidade. Nesse sentido, quem participa corrobora as informações com depoimentos e experiências que viveram ou que estão vivendo relacionadas ao tema. Esses depoimentos reforçam a importância de campanhas preventivas dentro das obras e também da presença do Seconci como incentivador e como promotor da saúde do homem. O gerente médico do Seconci-DF, Maurício Nieto, conta que o engajamento dos trabalhadores é fundamental para que a prevenção aconteça, e isso é feito por meio das palestras e orientações. “Campanhas efetivas com conscientização sobre o tema e a satisfação com o atendimento prestado pelo Seconci gerou uma procura crescente para o atendimento urológico. Nossa expectativa é realizar 700 consultas em urologia até o final de 2024”, comenta Maurício. Os trabalhadores que utilizam o serviço médico da instituição reforçam o chamamento para que outros trabalhadores façam a prevenção contra a doença. O eletricista Vicente Francisco, da obra Península, perdeu o pai para o câncer de próstata e tem consciência de que prevenir é melhor do que remediar. “Perdi meu pai pro câncer de próstata porque ele trabalhava na roça e tinha preconceito em procurar o médico e quando ele foi, já era tarde demais. A minha história é diferente: eu procuro o pessoal do Seconci, faço o acompanhamento e estou muito bem”, contou Francisco. O Seconci oferece atendimento médico com urologista, além dos exames de PSA e ultrassonografia para análise da próstata dos pacientes. Esse serviço está disponível para todos os trabalhadores, a partir de 45 anos, das empresas parceiras da instituição. “Eu tive uma orientação sobre o atendimento no Seconci e fui muito bem atendido pela equipe. Fiz a requisição dos exames, os quais fiz no próprio Seconci e, depois do processo, ao retornar ao médico, eu estava normal. Agora, sigo fazendo os exames preventivos”, explicou Marcelo Correia, técnico em edificações da empresa parceira Base Investimentos. Confira o vídeo dos depoimentos dos trabalhadores no final da página Por fim, mais do que prevenir por meio de palestras e orientações, os profissionais que estão participando da campanha Novembro Azul tem recebido relatos de pessoas que justificam o cuidado e a campanha nas obras. “É muito sério (o câncer). Não seja preconceituoso e, se sentir sintoma, procure ajuda. Eu passei por uma situação delicada de ficar sem conseguir urinar e, mesmo assim, segui com minha vida, indo para o trabalho até que não consegui mais. Só senti alívio quando coloquei uma sonda para ter uma vida normal. Eu fiquei nove meses com a sonda, tendo que trocar de 21 em 21 dias e não é fácil”, disse o servente, Dionísio Pereira, da empresa parceira Eleven. Para ter acesso ao atendimento médico gratuito do Seconci-DF, procure o RH ou a área de segurança do trabalho da empresa onde trabalha e solicite o agendamento de uma consulta. Esse agendamento é feito pelo site no link https://www.seconci-df.org.br/agendamento/.
AGO – Edital de Convocação

Assunto: Aprovação do Orçamento para o Exercício de 2025. Em cumprimento ao artigo 17, inciso I, alínea “b”, do Estatuto Social do Seconci-DF, ficam convocados todos os associados, na plenitude de seus direitos sociais, ou por intermédio dos seus representantes, devidamente documentados na forma prevista no mesmo Estatuto, para participarem da Assembleia Geral Ordinária que será realizada no dia 28.11.2024, às 8h, instalando-se em primeira convocação, com, no mínimo, 2/3 do número de associados e, em segunda convocação, às 8h30min, com qualquer número, de forma híbrida: online, via link abaixo, e na sede da entidade, situada no SPLM, Conjunto 3, Lotes 11, 13 e 15 – Núcleo Bandeirante-DF, em que será deliberada a seguinte pauta: Link da videochamada: https://us02web.zoom.us/j/88616826476?pwd=0uF8Wy6mVkv5OJX2kEqcX2qQfWF5N3.1 Para acessar a AGO assinada, clique aqui.
2º Encontro de Saúde e Segurança do Trabalho do Distrito Federal e Entorno

2° Encontro Saúde e Segurança no Trabalho do Distrito Federal e Entorno Estratégias para prevenção de acidentes de trabalho ⚠️Vagas limitadas! Clique aqui e saiba mais.
Radar Trabalhista: TST decidirá temas relevantes em Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) anunciou, no dia 28 de outubro de 2024, que a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) acolheu três novos Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos (IRRs), com o objetivo de estabelecer diretrizes sobre temas de grande impacto nas relações trabalhistas. As questões abordadas envolvem a execução contra sócios de empresas em recuperação judicial, a atuação dos sindicatos na defesa de direitos da categoria e a compensação de gratificações em convenções coletivas. Com a aprovação dos novos IRRs, que ainda aguardam distribuição, o TST pretende fixar entendimentos jurídicos vinculantes, trazendo maior segurança tanto para empregadores quanto para empregados e entidades sindicais. A decisão sobre esses temas busca uniformizar a jurisprudência trabalhista, oferecendo mais clareza nas interpretações sobre questões fundamentais do mundo do trabalho. O primeiro tema (Tema 26) aborda a competência da Justiça do Trabalho em processar e julgar incidentes de desconsideração da personalidade jurídica de empresas em recuperação judicial. Essa medida, que permite o direcionamento da execução para os sócios da empresa, ganhou relevância após as alterações promovidas pela Lei 14.112/2020, que modificou a Lei de Recuperação e Falências (Lei 11.101/2005). A nova legislação redefiniu as atribuições da Justiça do Trabalho em processos envolvendo empresas em recuperação judicial, o que torna o tema ainda mais relevante para o cenário jurídico atual. A decisão do TST sobre este tema tem o potencial de impactar diretamente a forma como são conduzidos os processos de execução trabalhista, especialmente em casos envolvendo empresas em dificuldades financeiras e os direitos dos trabalhadores nessas situações. Esses novos Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos estão sendo aguardados com atenção, pois suas decisões terão um papel crucial na definição das práticas jurídicas no âmbito trabalhista, garantindo maior previsibilidade e justiça para as partes envolvidas. Para saber mais sobre essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, acesse o Radar Trabalhista nº 379/2024 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 28/10 à 02/11/2024. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Os cuidados necessários com o paciente odontológico portador de diabetes

Jessica Oliveira PresmicDentista do Seconci-SP O Diabetes Mellitus (DM) é responsável por grande parte da morbidade e da mortalidade em todo o mundo, e cada da vez mais atinge grandes parcelas da população, sendo uma das grandes epidemias mundiais do século 21. A grande demanda desses pacientes e a importância do controle do distúrbio exigem métodos que favoreçam a aquisição de conhecimento e o atendimento adequado e resolutivo dos diabéticos pelos cirurgiões-dentistas. O DM abrange um grupo de alterações metabólicas que podem levar à hiperglicemia, cujos principais sintomas são polidipsia (sede excessiva), poliúria (produção abundante de urina), polifagia (fome exagerada) e perda de peso. Pode estar relacionado a defeitos da secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos como, por exemplo, destruição das células beta do pâncreas (produtoras de insulina), resistência à ação periférica da insulina, distúrbios da secreção de insulina, entre outros. O aumento crônico da glicose sanguínea está relacionado à disfunção, dano e falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos. A insuficiência vascular periférica provoca distúrbios de cicatrização e alterações fisiológicas que diminuem a capacidade imunológica, favorecendo o desenvolvimento de diabetes. A doença periodontal encontra-se presente em cerca de 75% dos casos e pode ser considerada como uma complicação microvascular do diabetes. Quanto mais cedo ocorre o aparecimento do diabetes e quanto maior for a duração da doença não controlada, o portador será mais suscetível a desenvolver a doença periodontal. Por isso, uma história aprofundada quanto ao aparecimento, duração e controle da doença é importante para o manejo clínico destes pacientes. Uma pesquisa científica encontrou prevalência de doença periodontal severa duas vezes maior em pacientes diabéticos, em relação a pessoas com periodontite moderada. Concluiu que existe uma relação entre a severidade da enfermidade periodontal e a existência de doenças sistêmicas, sendo que se deve ter uma estratégia terapêutica unificada para restabelecer a saúde. Os distúrbios da cavidade bucal mais frequentes nos diabéticos são: Estima-se que 3% a 4% dos pacientes adultos que se submetem a tratamento odontológico são diabéticos, e uma parte significativa deles desconhece ter a doença. O cirurgião-dentista deve estar atento para suspeitar previamente de um DM não diagnosticado. O paciente diabético deve se alimentar normalmente antes do tratamento odontológico. O controle da ansiedade é outro cuidado importante durante o atendimento. A liberação de adrenalina endógena por estresse pode ter um efeito sobre a ação da insulina e estimular a quebra do glicogênio no músculo (e em menor medida, no fígado), levando à hiperglicemia (níveis muito elevados de açúcar no sangue). Visando reduzir a tensão, devem ser realizadas consultas curtas no início da manhã, pois os níveis endógenos de corticosteróides neste período são geralmente altos e os procedimentos estressantes podem ser mais bem tolerados. Os pacientes diabéticos controlados podem ser tratados como não apresentando o distúrbio metabólico. Com isso concordam muitos autores, que afirmam que pacientes diabéticos bem controlados podem ser tratados sem necessidade de cuidados especiais, uma vez que respondem de forma favorável como não-diabéticos. Os pacientes diabéticos podem ser classificados de acordo os seguintes níveis de risco: Baixo Risco: Pacientes com bom controle metabólico, assintomáticos, ausência de história de cetoacidose (sangue ácido) e hipoglicemia, e sem complicações. Os níveis de glicose sanguínea em jejum devem estar abaixo de 200 mg/dL. Os que apresentarem hemoglobina glicada (exame de sangue que avalia os níveis de açúcar no sangue ao longo de 90 a 120 dias) abaixo de 6,5% são considerados como estando em excelente controle, sendo de baixo risco para intervenções dentárias. Risco Moderado: Apresentam sintomas ocasionais, não possuindo história recente de hipoglicemia ou cetoacidose e apresentando poucas complicações do DM. A taxa de glicose sanguínea em jejum deve estar abaixo de 250 mg/dL. Os que apresentarem hemoglobina glicada na faixa de 6,5% a 9% são considerados como estando em razoável controle de glicose, sendo de moderado risco para intervenções dentárias. Alto Risco: Apresentam múltiplas complicações do DM, frequente hipoglicemia ou cetoacidose e, usualmente, necessitam de ajuste na dosagem de insulina, podendo apresentar taxa de glicose em jejum algumas vezes, acima de 250 mg/dL. Quando a concentração de hemoglobina glicada encontra-se acima de 9%, são considerados com um deficiente controle de glicemia, sendo de alto risco para intervenções dentárias. Qualquer tipo de procedimento deve ser adiado até que suas complicações médicas estejam estabilizadas, sendo o tratamento apenas paliativo. Uma exceção importante é a do paciente cujo controle diabético está comprometido por uma infecção dentária ativa. Neste caso, deve ser executado o procedimento mais simples para a manutenção do controle. O cirurgião dentista deve trabalhar de forma integrada com toda a equipe de saúde, podendo oferecer melhores condições para o cuidado dos pacientes portadores de DM. É preciso que ele esteja atualizado em relação ao distúrbio metabólico, suas consequências e necessidades dos seus portadores. O Diabetes Mellitus é um problema de saúde pública, necessitando de grandes cuidados, não apenas por parte do cirurgião-dentista, como também por uma equipe multiprofissional. Tais profissionais devem estar envolvidos na prática preventiva da doença. Durante o atendimento odontológico, uma criteriosa anamnese (entrevista com o paciente sobre seu histórico médico) é indispensável para a decisão das condutas terapêuticas e realização correta dos procedimentos. Referências Bibliográficas: 5. 7. SOUSA, R. R.; CASTRO, R. D.; MONTEIRO, C. H.; SILVA, S. C.; NUNES, A. B. O Paciente Odontológico Portador de Diabetes Mellitus: Uma Revisão da Literatura. Pesquisa Brasileira de Odontopediatria Clínica Integrada, v. 3, n. 2, p. 71-77, 2003. Fonte: Seconci-SP
Seconci-DF participa do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança e Saúde do Trabalhador

O objetivo é discutir e apresentar propostas legislativas que contribuam com o aprimoramento de políticas públicas de valorização da vida nos ambientes de trabalho Comunicação Seconci-DF O lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança e Saúde do Trabalhador (SST) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aconteceu na quarta, 6 de novembro, no auditório da Casa. Iniciativa do deputado distrital Eduardo Pedrosa (UNIÃO BRASIL), juntamente com o Grupo Interinstitucional de Trabalho da 10ª Região (Getrin10), a Frente conta com representantes de empregadores, empregados, governo, Ministério Público do Trabalho (MPT), Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e sociedade civil. Para Pedrosa, é necessário investir em políticas públicas que preservem a segurança e saúde dos trabalhadores. “A frente tem como foco discutir, apresentar e defender propostas que contribuam com o aprimoramento das políticas públicas de valorização e melhoramento das condições de trabalho e da saúde dos trabalhadores, de sensibilizar e conscientizar a sociedade, as empresas e os órgãos governamentais por meio de debates, audiências envolvendo o poder legislativo, executivo e judiciário”, contou ele. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, esteve no lançamento da Frente e falou sobre a importância e o ineditismo dessa ação para todos que trabalham com segurança e saúde laboral. “A criação da Frente Parlamentar é um avanço para a segurança e saúde no DF. Incluir esse tema no legislativo distrital é uma forma de conscientizar toda a sociedade para a importância do assunto”, explicou Juliana. O Seconci-DF, que participa do Getrin10, foi citado durante as falas das autoridades como promotor de segurança e saúde no trabalho. Em sua fala, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), Adalberto Cléber Valadão JR ressaltou o papel da instituição como parceiro de SST das empresas do setor da construção. “O setor formal da construção civil decidiu, por conta própria, investir 1% da folha para criar uma entidade apenas para cuidar do trabalhador, o Seconci, que é muito importante para nós. É um serviço social da construção civil bancado integralmente pelos empresários formais do setor”, comentou Valadão. Defesa da Segurança e Saúde no Trabalho A Frente Parlamentar é uma associação suprapartidária, de natureza não governamental, constituída no âmbito da CLDF e integrada por um terço de Deputados Distritais. Dentre as ações, estão a realização de seminários, audiências públicas, palestras, conferências e outras atividades com a contribuição de especialistas da área e representantes de órgãos do governo e da sociedade civil organizada. O objetivo é de apoiar e orientar técnicos de segurança do trabalho e a população sobre a responsabilidade de cada um na prevenção e na forma de agir em caso de acidentes, bem como na prevenção aos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Farão parte da Frente Parlamentar, os deputados distritais Paula Belmonte (Cidadania), Fábio Félix (Psol), Dayse Amarílio (PSB), Doutora Jane (MDB), Pr. Daniel de Castro (PP), Gabriel Magno (PT) e Max Maciel (Psol). Representantes do Grupo Interinstitucional do Trabalho da 10ª Região (GETRIN10) e do Comitê Permanente Regional do Distrito Federal (CPR-DF) compareceram à Sessão Solene, além de autoridades como o ministro do Superior Tribunal do Trabalho (TST), Alberto Bastos Balazeiro; auditor-fiscal do trabalho, José Almeida Martins de Jesus Junior, do Ministério do Trabalho, representando o ministro do trabalho, Luiz Marinho. Assista à Sessão na íntegra aqui: Com informações da CLDF
Conheça e utilize o Banco de Profissionais da Construção

Ferramenta gratuita possibilita conexão entre empresas e trabalhadores que procuram emprego Comunicação Seconci-DF O Banco de Profissionais da Construção (BPC) é uma ferramenta desenvolvida pelo Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-DF) para facilitar a contratação de mão de obra por empresas que são parceiras da instituição. Todos os trabalhadores que realizam exames demissionais na instituição são convidados a deixarem seus dados na plataforma que, após cadastro, ficam disponíveis às empresas que desejam e precisam de contratação de pessoal. Atualmente, o BPC conta com mais de 700 cadastros e oferece profissionais em diferentes áreas de atuação nos canteiros e administrativos da construção. Entre os cadastros, é possível encontrar serventes, pedreiros, encarregados, carpinteiros, mestres de obras, armadores, jovens aprendizes, eletricistas, auxiliares administrativos, entre outros profissionais. O acesso ao BPC está disponível para todas as empresas que são parceiras do Seconci-DF. Para saber mais sobre a plataforma, entre em contato conosco pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 211, pelo whatsapp (61) 98194-3486 ou pelo e-mail social@seconci-df.org.br Se você já tem a senha de acesso, clique aqui e participe da nossa pesquisa de satisfação.
Novembro Azul: palestras e atendimento médico gratuito para trabalhadores da construção

Benefício gratuito está disponível para todos que fazem parte do setor e trabalham em empresas que apoiam social social do setor Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) iniciou na sexta-feira, 1º de novembro, a Campanha Novembro Azul – Mês de Prevenção ao Câncer de Próstata nos canteiros de obras do Distrito Federal. Ao todo, serão realizadas 34 palestras com cerca de 3,5 mil trabalhadores alcançados, percorrendo 16 regiões administrativas do DF e do entorno. Além das palestras nos canteiros de obras, o Seconci-DF disponibiliza atendimento médico gratuito em UROLOGIA para os trabalhadores das empresas parceiras do Serviço Social do setor. De 2023 a até setembro de 2024, 648 trabalhadores foram atendidos pela área, sem nenhum custo. Além das consultas, está disponível também exames como ultrassonografia e PSA que detectam alterações na próstata e ajudam na prevenção à doença e realizou 770 procedimentos desde 2023. O atendimento médico urológico acontece duas vezes por semana na sede do Seconci-DF, localizada no Setor Placa da Mercedes, Conjunto 3, lotes 11, 13 e 15 – Núcleo Bandeirante. “No Seconci, atendemos os trabalhadores a partir de 45 anos e esse benefício está disponível a todos que fazem parte do setor da construção e que estejam contratados por empresas que são nossas parceiras. Nosso objetivo é facilitar o acesso aos exames o mais precoce possível e evitar que a doença se alastre e se torne irreversível”, explica o gerente médico do Seconci-DF, Maurício Nieto. Para o médico urologista da instituição, José Ribamar Machado Filho, o tratamento preventivo é fundamental para a saúde do homem. “O câncer de próstata é o que mais mata homens no mundo inteiro, seguido pelo câncer de pele. O exame deve ser preventivo para que o tratamento seja feito precoce para a cura do tumor. Quando o paciente chega para o médico em fase avançada, o tratamento é paliativo e, por isso, a importância da prevenção”, conta Machado. ATENDIMENTO MÉDICO GRATUITO A especialidade médica urológica está disponível para todos os trabalhadores contratados e atuantes em empresas parceiras ao Seconci-DF. Para usufruir do benefício, basta que o trabalhador procure o RH ou a área de segurança do trabalho da empresa e solicite o agendamento da consulta no link https://www.seconci-df.org.br/medicina-assistencial/
Outubro Rosa: campanha do Seconci-DF esteve em 28 canteiros de obras

Durante o mês, milhares de trabalhadores receberam orientação sobre tratamento, cuidado e rede de apoio no combate contra o câncer de mama Comunicação Seconci-DF A campanha OUTUBRO ROSA – Mês de Prevenção ao Câncer de Mama do Seconci-DF terminou com 28 palestras realizadas e 2.667 trabalhadores alcançados nos canteiros de obras das empresas parceiras. Para atender a demanda, a área médica da instituição disponibilizou duas técnicas de enfermagem do trabalho que percorreram diversas regiões do Distrito Federal falando sobre prevenção, cuidados e, principalmente, a rede de apoio para pacientes com câncer. Uma das palestrantes, a técnica de enfermagem Elen Cristina, enfrentou um câncer de mama e conta que ter apoio durante o tratamento faz toda a diferença. “Não é fácil receber um diagnóstico de câncer. Foi muito importante ter ao meu lado o apoio do meu esposo. Passar por esse desafio sozinha é muito difícil e ter pessoas que nos ama, nos apoia do nosso lado torna a batalha mais fácil de ser vencida, como eu venci”, conta Elen. Durante as palestras, Elen mostrou um vídeo do seu marido, Adalto Firmino, quem esteve ao seu lado durante o tratamento, como forma de sensibilização para os trabalhadores das empresas parceiras. Em seu depoimento, ele reforça como é importante que a rede de apoio dos pacientes estejam presentes e entendam a importância desse cuidado e atenção. “Caso encontre um desafio desse na sua jornada, não desampare essa pessoa. Ela precisa do seu amor, do seu carinho. Segure na mão dela e diga que ela não está só.”, conta Adalto. Quem também participou da campanha neste ano, foi a técnica de enfermagem do trabalho Ana Paula dos Santos. Ela conta que foi uma experiência nova porque a conscientização não ficou restrita às mulheres, mas os homens também receberam orientações sobre a doença. “Os homens são o maior público da construção civil e a conscientização de ser o apoio direto dessa mulher que possa a vir a desenvolver o câncer da mama, é fundamental. Conseguimos mostrar a eles a importância do apoio, tanto na prevenção, quanto no tratamento”, explicou Ana Paula. As empresas que solicitaram as palestras sobre o tema, elogiaram a iniciativa o trabalho desenvolvido pelo Seconci-DF. “Agradecemos o Seconci-DF por dispor desta ação com uma profissional que é um exemplo de vida para promover tudo que precisamos para orientação e esclarecimento dos trabalhadores”, comentou Gilson Vieire, técnico de segurança do trabalho da Soltec Engenharia. A técnica de segurança do trabalho da JC Peres reforça a importância da campanha dentro das obras. “Assunto importante para abordar entre homens e mulheres. A vida não depende dos médicos, mas da nossa prevenção diária. Continuem nesse propósito de abrir os olhos de quem não tem ou precisa de informação”, disse Carla Moreira. Texto: Sidney Rocha | Registros: Patrícia Braz/Sticombe e Sidney Rocha
Comunicação em SST: Conexão assertiva

Transmitir mensagens claras e simples facilita que a teoria se torne uma prática na SST Reportagem de Marla Cardoso/Revista Proteção Já dizia José Abelardo Barbosa de Medeiros: “quem não se comunica, se trumbica”. O bordão popularizado pelo apresentador Chacrinha, na década de 1980, revela uma verdade: a ausência de comunicação clara e simples pode impedir o entendimento da mensagem e, consequentemente, o aprendizado. É que para chegar ao interlocutor, não basta apenas ouvir a informação. É preciso que ela seja compreendida. E mesmo que estejamos vivendo em plena era da tecnologia da informação, isso não garante assertividade. Pelo contrário, com tantas distrações, basta um clique para nos desconectarmos do que está sendo dito no mundo real. Quando essa máxima é levada para o dia a dia da Saúde e Segurança do Trabalho, os desafios ficam ainda maiores, já que, muitas vezes, o conteúdo a ser comunicado é técnico e o público que precisa ter acesso às informações, diverso. Mesmo desafiador, é essencial que os profissionais de SST percebam como se comunicam com os trabalhadores. Isso porque, de nada adianta uma normatização que atenda às necessidades dos negócios e processos bem desenhados, se eles não forem assimilados e aplicados de maneira adequada. Hoje há muitas ferramentas que podem colaborar para aprimorar essa comunicação, seja nos diálogos diários, em treinamentos, em momentos de feedback ou mesmo em reuniões de trabalho. É preciso buscar conhecimento sobre esses aliados da boa comunicação e, mais do que isso, estar aberto para repensar sobre a forma como se está comunicando. Analisando as teorias da informação, a comunicação parece algo simples. Para que ela aconteça basta uma mensagem, um transmissor, um canal – o meio para transmiti-la -, o receptor e um contexto – conjunto de circunstâncias que condicionam a interpretação daquilo que se quer comunicar. É um processo tão inerente e automático que geralmente não paramos para pensar em sua complexidade. Mas não é tão fácil quanto parece. A psicóloga, mestre em Psicologia e especialista em Aprendizagem em SST, Juliana Bley, diz que a comunicação, no seu sentido mais amplo, tem a ver com trocas, de informação, orientações, conexão entre pessoas e equipes, áreas, entre o topo e base das empresas. “Quando a empresa tem uma estratégia, um posicionamento no mercado, uma agenda de produtividade, tudo se conecta com as condições de trabalho de quem está produzindo, e não só das pessoas da área produtiva, mas também da logística, administrativa, de todo o negócio. Por isso gosto de trabalhar com o conceito de rede”, explica. Esse conceito remete a pensar a empresa como uma rede viva em que vários departamentos se interconectam, onde o topo e a base precisam se conectar, onde o trabalhador próprio e o terceirizado trabalham em alinhamento. “Essa rede está viva, trocando informação, demandando e pedindo apoio. A comunicação é essa rede de conexões que faz com que todos esses elementos possam fluir e essa grande organização empresarial possa funcionar de forma saudável e gerar segurança e saúde para quem está dentro”, afirma. No dia a dia, para que essa junção seja uma prática, parece óbvio, mas é preciso que as mensagens sejam transmitidas com clareza e simplicidade. E isso requer, inicialmente, saber o resultado que pretendemos alcançar com aquilo que estamos comunicando. Dominar muito a informação também não é garantia de uma comunicação assertiva. É preciso que o conteúdo seja inteligível, que o emissor da mensagem saiba ouvir, e que o meio pelo qual a mensagem foi transmitida também colabore para que a informação seja compreendida. Quando falamos em comunicação sobre Saúde e Segurança do Trabalho, esses conceitos merecem ainda mais atenção. Isso porque, para aqueles que não estão habituados com as rotinas de SST, o conteúdo pode soar como muito técnico. PROPÓSITOSe a intenção dos profissionais que trabalham pela cultura preventiva é transformar o que está na normatização em uma prática e, mais do que isso, promover mudanças na cultura de segurança das empresas, é preciso encurtar a distância que, muitas vezes, se estabelece entre quem está transmitindo e aqueles que estão recebendo uma informação de Saúde e Segurança do Trabalho. Uma das profissionais ouvidas pela reportagem que acredita que o papel da comunicação na efetivação da SST é central para transformar normatizações em práticas cotidianas é a especialista em Educação e Ergonomia, mestre em Engenharia de Produção e CEO da empresa Trampolean, Fabiana Raulino. Para ela, a atitude prevencionista não se constroi na obrigação, mas no sentido e no propósito. E essa justamente é uma das máximas da comunicação: compreender aquilo que está sendo dito e que a mensagem tenha fundamento. “A normatização pode ser robusta e os processos bem desenhados, mas sem uma comunicação eficiente, os trabalhadores não irão assimilar nem aplicar as diretrizes de maneira adequada. A comunicação é o meio pelo qual o conhecimento é transferido, internalizado e replicado. Nesse sentido, é preciso ir além da mera transmissão de informações, aplicando princípios da semiótica, que estuda os signos e seus significados dentro de contextos culturais e organizacionais”, explica Fabiana. A comunicação também deve ser adequada ao público-alvo, utilizando símbolos e linguagens que façam sentido para os trabalhadores, respeitando suas diversidades linguísticas e culturais, e empregando canais apropriados (digitais ou presenciais). “A comunicação eficaz é aquela que consegue criar um elo entre a normatização formal e a vivência diária dos trabalhadores”, resume a especialista. Como resultado, na prática, o engenheiro de Segurança do Trabalho e professor, Mário Sobral Jr., afirma que será possível que os trabalhadores compreendam, por exemplo, as normas e regras de SST, entendendo o que é esperado deles no contexto laboral; os riscos envolvidos, reconhecendo os perigos que podem enfrentar no ambiente de trabalho; além de como eles podem contribuir para a segurança, sabendo como suas ações podem prevenir acidentes e doenças ocupacionais.