Seconci-DF cria facilitação para a empregabilidade

Ferramenta disponibiliza informações de trabalhadores para funções em canteiros de obras Comunicação Seconci-DF Lançado em agosto, o Banco de Profissionais da Construção (BPC) é uma ferramenta criada pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF), com objetivo de disponibilizar às empresas do setor informações de profissionais para preenchimento de vagas em diversas funções como pedreiro, mestre de obras, almoxarife, eletricista, entre outros. As empresas que estão utilizando a ferramenta elogiam a iniciativa e falam da possibilidade de encontrar mão de obra de forma rápida, sem custo e com praticidade. A responsável pelo departamento pessoal da empresa parceira Engeste, Iraildes da Rocha, avaliou como muito positivo o BPC. “Traz praticidade para as empresas, facilitando o trabalho do RH, com mais agilidade para chegar até um profissional para o preenchimento de vagas que, muitas vezes, estão ociosas. Com essa ferramenta as empresas ganham tempo e os profissionais têm mais chances de serem realocados no mercado de forma mais rápida”, disse Iraildes. Da mesma forma, a auxiliar administrativa da empresa parceira Brozon Engenharia, Loiane da Silva disse que o BPC abre um leque de oportunidades para novas contratações. “É uma ferramenta muito positiva tanto para o profissional que está cadastrado no banco, quanto para as empresas que precisam desse profissional. Nós, como empresas, podemos checar de perto o perfil do funcionário ideal que estamos procurando e assim inseri-lo na equipe”, disse Loiane. Os trabalhadores que estão deixando seus dados na plataforma também elogiam a iniciativa. É o caso do carpinteiro Francisco Ambrósio. Ele acabou de ser desligado de uma empresa e fez questão de ficar disponível no BPC para futuras vagas de emprego na construção. “É muito bom saber que podemos contar com seu apoio. Como a empresa em que eu estava finalizou a obra, eu fui desligado. Quem sabe, com essa possibilidade desse cadastro, eu consiga uma nova oportunidade”, disse Francisco. Até o momento, já são 339 profissionais à espera de uma oportunidade nas empresas parceiras do Seconci-DF. A assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, reforça a importância do projeto e de possibilitar uma reinserção dos trabalhadores ao mercado. “É nítido o resultado que este projeto vem tendo na vida dos trabalhadores e como as empresas estão aproveitando a oportunidade de ter pessoas qualificadas com experiência em seus empreendimentos”, disse Roseane. O BPC está disponível para todas as empresas parceiras do Seconci-DF. Qualquer parceiro que deseja ter acesso à ferramenta, e não tenha recebido a senha, pode entrar em contato com a instituição e solicitar o acesso. Já os trabalhadores que quiserem deixar seus dados na ferramenta podem vir ao Seconci-DF e procurar os profissionais do Serviço Psicossocial da instituição. Lembrando que o cadastro de trabalhadores é somente para funções desempenhadas nos canteiros de obras e escritórios de empresas de engenharia e construção. Para mais informações, ligue (61) 3399-1888 ou pelo e-mail social@seconci-df.org.br
Mais de 3 mil consultas admissionais em 7 meses

Além das consultas, foram mais de 32 mil exames complementares realizados pelo medicina do Seconci-DF Comunicação Seconci-DF De janeiro a julho de 2024, a medicina do Seconci-DF realizou 3.218 consultas admissionais. Além das consultas, os trabalhadores das empresas parcerias realizam os exames admissionais. Com o resultado dos exames, é feito o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), de acordo com a Norma Regulamentadora 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Assim, além das consultas, os trabalhadores que passaram pelo Seconci-DF no primeiro semestre de 2024 ao serem contratados pelas empresas parceiras foram responsáveis pela realização de 32.186 exames complementares. Os exames atestam a saúde dos trabalhadores e avaliza sua condição para exercer suas atividades com saúde e segurança nos ambientes de obras. Atualmente, o Seconci-DF disponibiliza os seguintes exames complementares: audiometria, acuidade visual, eletrocardiograma (ECG), eletroencefalograma (EEG), espirometria, raio-X de tórax e exames laboratoriais. Além dos atendimentos, outra preocupação da instituição é melhorar a experiência do trabalhador enquanto ele está realizando os atendimentos. O gerente médico do Seconci-DF comenta como tem trabalhado para melhorar o conforto e a comodidade dos trabalhadores. “Ampliamos nossa sala de espera que agora está climatizada, além do chamamento via painel eletrônico, informando o médico e a sala que o colaborador será atendido”, conta Nieto. Tanto as consultas, quanto os exames complementares estão disponíveis aos trabalhadores das empresas parceiras do Seconci-DF que realizam os programas ocupacionais na instituição. Além da medicina ocupacional, há também a parte assistencial com várias especialidades, sem nenhum custo ao trabalhador. Atualmente, há disponível clínica médica, oftalmologia, urologia e o Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD). Conheça e utilize os nossos serviços. Ligue (61) 3399-1888 ou acesse www.seconci-df.org.br
Autoridades debatem no Sinduscon-DF combate à grilagem e consequências do crime

Presidente da CLDF, juiz, promotor de Justiça e secretários do GDF estão entre autoridades confirmadas. Inscrição gratuita pela internet. Vagas limitadas Avanços dos incêndios e demais consequências ambientais provocados pela grilagem serão discutidos, no dia 24 de setembro, das 8h às 12h20, em evento presencial realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), no auditório da entidade. A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas. Inscrição pela internet. O 2º Fórum Grilagem e Consequências Ambientais no Distrito Federal é organizado pela Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (DMAS) do Sinduscon-DF. Durante o evento, autoridades do Executivo, do Judiciário e do Ministério Público vão apresentar as principais estratégias de combate ao crime, que tem aumentado seus impactos na sociedade. “Muitas vezes, os criminosos usam diversos artifícios para tentar descaracterizar e devastar uma área ambiental, porque uma área devastada chama menos atenção e é mais fácil para ser parcelada de forma irregular. É o modus operandi desses criminosos”, afirmou. Segundo ele, há um aumento significativo de incêndios em áreas ambientais. “A nova forma de grilagem não desmata. Degrada e queima”, explica. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desmatamento é quando ocorre o chamado corte raso. Dessa forma, a floresta é totalmente derrubada, e o solo fica exposto. Já a degradação é um processo de perturbação da floresta com a retirada de madeira, o fogo e o chamado efeito de borda (quando a floresta está ao lado de uma área aberta, como um pasto ou agricultura, e sofre mais a influência do calor e da seca, por exemplo). Em linhas gerais, grilagem é uma ação criminosa que acontece quando há apropriação de terras por meio de documentos falsificados. A prática afeta negativamente a população em geral, especialmente pequenos agricultores, que perdem suas terras aos poucos para empresas ou grileiros de posse, responsáveis por provocar graves consequências ambientais. O próprio Ministério do Meio Ambiente já vem trabalhando com a hipótese de que estaria em jogo uma nova estratégia de grilagem, valendo-se da devastação para ocupar ilegalmente as florestas e demais áreas ambientais, por exemplo. No DF, dezenas de pessoas foram presas por suspeita de grilagem nos últimos anos. O fórum também vai discutir os graves e irreparáveis impactos ambientais resultantes das ocupações irregulares, que vão desde desmatamentos, assoreamentos, ocupações de locais de risco até destruição de nascentes. “Por se tratar do Distrito Federal, as invasões em áreas impróprias comprometem a capacidade hídrica de nossa cidade, pois muitas delas ocorrem em áreas ecologicamente sensíveis, acarretando a diminuição da capacidade de recarga de aquífero, o que resultará em desabastecimento da população brasiliense, como ocorreu em 2018”, alerta o diretor da DMAS, Luciano Alencar, que realizará a abertura oficial do fórum. PROGRAMAÇÃO A programação do evento conta com três mesas de debate, que serão realizadas em sequência. A primeira vai discutir a importância do combate à grilagem, com a presença do presidente do Sinduscon-DF, Adalberto Cleber Valadão Júnior; do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz; e do secretário de Meio Ambiente do DF, Gutemberg Gomes. Também participam da primeira mesa de debate o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz; o secretário do DF Legal, Cristiano Mangueira de Sousa; e o presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rôney Nemer. A segunda mesa de debates, por sua vez, será focada em ações no âmbito judicial de combate à grilagem, com participação do juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Carlos Maroja e do promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Dênio Augusto de Oliveira Moura. O presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Roberto Botelho, será o mediador. Na terceira e última mesa, a deputada distrital Paula Belmonte e o subsecretário de Meio Ambiente do DF, Renato Santana, discutirão estratégias de fiscalização inteligente e arcabouço legal para proteção urbanística e ambiental. O 1° vice-presidente do Sinduscon-DF, João Accioly, será o responsável pela mediação.
Seconci-DF participa da inauguração do Comitê de Proteção à Mulher da cidade estrutural

Evento aconteceu na administração da cidade estrutural e vai atender mulheres vítimas de violência Nesta segunda-feira, 16 de setembro, a Secretaria da Mulher inaugurou o quarto comitê de proteção à mulher. Desta vez, o projeto beneficiará as mulheres da cidade estrutural e região e oferecerá serviços de apoio, acolhimento e ajuda para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O Comitê foi instituído pela Lei nº 7.266/2023, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha e já está em funcionamento nas regiões administrativas: Itapoã, Ceilândia e Lago Norte. O Seconci-DF esteve presente oferecendo atendimento psicossocial aos participantes com a psicóloga e a assistente social da instituição, além da diretora Mirelle Corrêa, que elogiou o projeto e a participação do Seconci. “É extremamente importante porque é uma oportunidade de divulgar nosso trabalho social. Nós estamos aqui porque estamos juntos em todas as vertentes do Estado em busca de atendimento de qualidade para todos e, principalmente, para a trabalhadora da construção”, disse Mirelle. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, esteve na abertura do Comitê e ressaltou como é importante ver o projeto ganhando vida e fortalecendo a rede de apoio e proteção às mulheres. “Quando a Doutora Jane trouxe a ideia do comitê nós olhamos para o viés das políticas públicas para não repetir o que já existe. A princípio a ideia era que fossem sete comitês e hoje a demanda está em todas as regiões administrativas. Nesse espaço temo gente especializada para ouvir e acolher as mulheres que precisam de ajuda”, comentou a vice-governadora. Também presente na inauguração, a deputada distrital Doutora Jane, criadora do projeto, lembrou das dificuldades e dos desafios em implementar um projeto de tamanho importância para a sociedade. “É um prazer enorme participar desse projeto e ver tanta gente comprometida com a política de proteção à mulher. Essa pauta é difícil, mas necessária e ver tanta gente importante envolvida nos deixa muito orgulhosos de ver esse projeto tão essencial para a sociedade”, disse Doutora Jane. Por fim, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que as mulheres precisam saber que o Estado está presente e oferecendo apoio e serviços de proteção, quando necessário. “Aqui, nos comitês, dependendo da sua necessidade, são vários caminhos e encaminhamentos. O objetivo é que elas se sintam acolhidas e saibam que o Estado está presente”, finalizou Giselle. Confira a matéria da Agência Brasília sobre a inauguração:
Câmara técnica para uso de agregados reciclados em obras é lançada no Sinduscon-DF

A Câmara Técnica de Regulamentação de Uso de Agregados Reciclados em Obras Públicas foi inaugurada, nesta quinta-feira (15/8), sob a coordenação da vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) Helena Mazzaro Peres de Saboya. O lançamento ocorreu na sede da entidade. O objetivo do colegiado é contribuir com sugestões para aperfeiçoamento da legislação sobre o assunto. A câmara técnica é vinculada ao Comitê Gestor de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos do Distrito Federal (Corc-DF), que foi criado pela Lei nº 4.704, de 20 de dezembro de 2011, e instituído pelo Decreto nº 33.825, de 8 de agosto de 2012. O Corc é um órgão de deliberação colegiado vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal, que também compõe a câmara, assim como a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). Integram a câmara, como convidados, a Secretaria de Obras do Distrito Federal (SO-DF), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e o Sindicato das Indústrias de Artefatos, Cimentos, Concretos e Mármores do Distrito Federal (Sindarcom-DF). “Se conseguirmos evoluir a legislação de uso de agregado reciclado, vai ser uma evolução para o Brasil todo. Afinal, o uso de agregado reciclável é uma realidade em outros países, como a China”, ressalta Helena. De acordo com a vice-presidente do Sinduscon-DF, a atuação da câmara técnica estará alinhada com o Decreto 45.189, de 22 de novembro de 2023. O dispositivo regulamenta a elaboração, a apresentação, a análise e a fiscalização do cumprimento do Plano de Gerenciamento de Resíduos de construção civil. “A câmara técnica terá o importante papel de se aprofundar em qual percentual e produtos/serviços poderiam ser utilizados uso de agregado reciclável. Neste momento, é muito importante, para todos que geram resíduos da construção, segregar seu resíduo. Assim poderá garantir que ele volte para a cadeia”, explica Helena. OBRA DE ARTE Durante a reunião de lançamento da câmara técnica, a vice-presidente do Sinduscon-DF entregou um quadro artístico que produziu com a última lajota de tesourinha original de Brasília, resíduo que tem grande valor histórico. Por meio da arte, ela decidiu ressignificar a peça, que foi doada para o acervo do Corc. O resíduo da construção é a base principal da tesourinha. Helena disse que utilizou a brita, simbolizando um agregado da construção civil que se transforma da pavimentação dos arcos da tesourinha. O verde, cor predominante, simboliza a natureza que precisa ser preservada. A técnica utilizada no quadro é a assemblage, que consiste na justaposição e colagem de objetos variados que, ao serem combinados, criam diferentes formas e significados. Helena contou que teve como referência o artista Vik Muniz, que criou uma obra de arte com os destroços do dia 08 de janeiro de 2023, em Brasília. Fonte: Sinduscon-DF
Semana CANPAT Construção abordará o Impacto das NRs na Gestão de SST na Indústria da Construção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), através da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT), realizará a Semana CANPAT Construção 2024, programada para o período de 7 a 11 de outubro. Com o tema “Impacto das Normas Regulamentadoras na Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção”, o evento contará com painéis técnicos virtuais que reunirá especialistas em segurança e saúde do trabalho buscando promover a atualização e discussão sobre as normas de segurança no setor. Confira a programação abaixo: 07/10 – 11h às 12h30 – Abertura e Painel Técnico: NR 1: As principais mudanças aprovadas em 2024 e como isso vai impactar a indústria da construção08/10 – 11h às 12h – Painel Técnico: NR-12: Principais pontos de atenção relacionados ao setor da construção 09/10 – 11h às 12h30 – Painel Técnico: NR 18: A NR da indústria da construção! O que preciso saber para implementá-la na sua integralidade 10/10 – 11h às 12h30 – Painel Técnico: Gestão de terceiros na indústria da construção, o papel da contratante e da contratada 11/10 – manhã e tarde – Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção Para participar dos painéis, faça a sua inscrição no link: https://brasil.cbic.org.br/cbic-cprt-semana-construcao-canpat-2024 O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Aumento de até 20% no custo de mão de obra? Opine!

Prorrogada consulta pública do anexo III da NR-15 até o dia 17 de outubro de 2024 O prazo para participação da consulta pública que poderá enquadrar as funções exercidas com exposição direta ao sol como atividades insalubres foi estendido até 17 de outubro de 2024. A mudança, em grau médio, pode gerar aumento de até 20% do salário mínimo no custo da mão de obra. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou parecer, sugerindo a exclusão da “fonte natural” como causadora de insalubridade no novo texto do Anexo III, da Norma Regulamentadora 15 – Atividades e operações insalubres. A CBIC argumenta que o Sol, sendo uma fonte natural de calor e essencial para a vida, não pode ser tratado como um fator insalubre para atividades ao ar livre. No entanto, ressalta que seja necessário medidas para garantir que os trabalhadores tenham asseguradas sua segurança e saúde para desempenho das atividades quando for o caso de exposição ao sol. Propostas da CBIC para o texto da NR-15: A CBIC espera que suas sugestões sejam consideradas na revisão do Anexo III da NR-15, reforçando a importância de separar o calor natural do artificial no que se refere à insalubridade, preservando o foco na prevenção e controle do estresse térmico sem mercantilizar a exposição ao Sol. Esse posicionamento da CBIC é de livre ratificação por qualquer cidadão ou empresa na referida consulta pública. Além disso, o setor da construção conta com o Serviço Social da Indústria da Construção para promoção de ações e cumprimento das normas que garantem um local de trabalho seguro e saudável, dentro do que pede a legislação de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). O Seconci-DF orienta todas as empresas parceiras para que participem da consulta pública e firmem sua posição no entendimento de que as alterações na Norma estejam alinhadas às condições de trabalho do setor da construção. Clique aqui e participe da consulta pública! Com informações da CBIC
Brasil tem mais de 30 internações ao dia por tentativa de suicídio

Dado é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, ao longo de 2023, 11.502 internações relacionadas a lesões em que houve intenção deliberada de infligir dano a si mesmo, o que dá uma média diária de 31 casos. O total representa um aumento de mais de 25% em relação aos 9.173 casos registrados quase dez anos antes, em 2014. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). Em nota, a entidade lembrou que, nesse tipo de circunstância, médicos de emergência são, geralmente, os primeiros a prestar atendimento ao paciente. Para a associação, o aumento de internações por tentativas de suicídio e autolesões reforça a importância de capacitar esses profissionais para atender aos casos com rapidez e eficiência, além de promover acolhimento adequado em situações de grande fragilidade emocional. Segundo a Abramed, os números, já altos, podem ser ainda maiores, em função de possíveis subnotificações, registros inconsistentes e limitações no acesso ao atendimento em algumas regiões do país. Os dados mostram que, em 2016, houve uma oscilação nas notificações de internação por tentativas de suicídio, com leve queda em relação aos dois anos anteriores. O índice voltou a subir em 2018, com um total de 9.438 casos, e alcançou o pico em 2023. Estados e regiões A análise regional das internações por lesões autoprovocadas revela variações entre os estados brasileiros. Para a associação, em alguns deles, foi registrado “um crescimento alarmante”. Alagoas, por exemplo, teve o maior aumento percentual de 2022 para 2023 – um salto de 89% nas internações. Em números absolutos, os casos passaram de 18 para 34 no período. A Paraíba e o Rio de Janeiro, de acordo com a entidade, também chamam a atenção, com aumentos de 71% e 43%, respectivamente. Por outro lado, estados como São Paulo e Minas Gerais, apesar de registrarem números absolutos elevados – 3.872 e 1.702 internações, respectivamente, em 2023 –, registraram aumentos percentuais menores, de 5% e 2%, respectivamente. Num movimento contrário, alguns estados apresentaram reduções expressivas no número de internações por tentativas de suicídio e autolesões no ano passado. Amapá lidera a lista, com uma queda de 48%, seguido pelo Tocantins (27%) e Acre (26%). A Abramed destaca que a Região Sul como um todo enfrenta “tendência preocupante” de aumento desse tipo der internação. Santa Catarina apresentou crescimento de 22% de 2022 para 2023, enquanto o Paraná identificou aumento de 16%. O Rio Grande do Sul ficou no topo da lista, com aumento de 33%. Perfil De acordo com a associação, o perfil de pacientes internados por lesões autoprovocadas revela uma diferença significativa entre os sexos. Entre 2014 e 2023, o número de internações de mulheres aumentou de 3.390 para 5.854. Já entre os homens, o total de internações caiu, ao passar de 5.783 em 2014 para 5.648 em 2023. Em relação à faixa etária, o grupo de 20 a 29 anos foi o mais afetado em 2023, com 2.954 internações, seguido pelo grupo de 15 a 19 anos, que registrou 1.310 casos. “Os números ressaltam a vulnerabilidade dos jovens adultos e adolescentes, que, juntos, representam uma parcela significativa das tentativas de suicídio”, avaliou a entidade. Já as internações por lesões autoprovocadas entre pessoas com 60 anos ou mais somaram 963 casos em 2023. Outro dado relevante é o aumento das internações entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos – em 2023, foram 601 registros, quase o dobro do observado em 2011 (315 internações). Para a Abramede, embora o atendimento inicial desses casos necessite de “foco técnico”, é importante que a abordagem inclua também a identificação de sinais de vulnerabilidade emocional, com o objetivo de oferecer suporte integrado. A entidade avalia que uma resposta rápida e humanizada pode fazer a diferença no prognóstico desses pacientes, além de ajudar na prevenção de novos episódios. Setembro Amarelo No Brasil, uma das principais campanhas de combate ao estigma na temática da saúde mental é o Setembro Amarelo que, este ano, tem como lema Se Precisar, Peça Ajuda. Definido por diversas autoridades sanitárias como um problema de saúde pública, o suicídio, no país, responde por cerca de 14 mil registros todos os anos. Isso significa que, a cada dia, em média, 38 pessoas tiram a própria vida. Na avaliação do psicólogo e especialista em trauma e urgências subjetivas Héder Bello, transtornos mentais representam fatores de vulnerabilidade em meio à temática do suicídio – mas não são os únicos. Ele cita ainda ser uma pessoa LGBT, estar em situação de precariedade financeira ou social, ser refugiado político ou enfrentar ameaças, abuso ou violência. “Esses e outros fatores contribuem para processos de ideação ou até de tentativa de suicídio.” “Políticas públicas que possam, de alguma maneira, falar sobre esse assunto, sem tabu, são importantes. Instrumentos nas áreas de educação e saúde também podem ser amplamente divulgados – justamente pra que a gente possa mostrar que existem possibilidades e recursos amplos para lidar com determinadas situações que são realmente muito estressantes e de muita vulnerabilidade.” Cenário global Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, todos os anos, mais de 700 mil pessoas em todo o mundo tiram a própria vida. A entidade alerta para a necessidade de reduzir o estigma e encorajar o diálogo aberto sobre o tema. A proposta é romper com a cultura do silêncio e do estigma, dando lugar à abertura ao diálogo, à compreensão e ao apoio. Números da entidade mostram que o suicídio figura, atualmente, como a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. A OMS cita consequências sociais, emocionais e econômicas de longo alcance provocadas pelo suicídio e que afetam profundamente indivíduos e comunidades como um todo. Reduzir a taxa global de suicídio em pelo menos um terço até 2030 é uma das metas dos chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Os desafios que levam uma pessoa a tirar a própria vida são complexos e associam-se a fatores sociais, econômicos, culturais e psicológicos, incluindo a negação de direitos
Psicóloga do Seconci-DF reforça importância da saúde mental

Durante o mês de setembro, profissionais da instituição estão conversando com os trabalhadores sobre valorização da vida e prevenção ao suicídio Comunicação Seconci-DF 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Setembro é o mês em que várias ações acontecem ao redor do mundo em valorização da vida e para ajudar quem está com algum problema de saúde mental ou tenha ideação suicida. Nesse sentido, o Seconci-DF, por meio do serviço psicossocial, está percorrendo canteiros de obras para falar sobre o assunto. A psicóloga da instituição, Flávia Ferraiolo, é uma das palestrantes do setembro amarelo e reforça como é importante que a saúde mental seja debatida e tratada. “Nós precisamos cuidar da nossa saúde mental. Não devemos ter preconceito. Tomamos remédio para várias doenças e porque não podemos tomar remédio para depressão e ansiedade. Precisamos parar com essa ideia de que depressão é frescura”, conta Flávia. Cuidar da saúde mental e física são fatores fundamentais para o equilíbrio do corpo e mente, de acordo com a psicóloga. Ela ressalta que esse cuidado é cada vez mais necessário e, nos primeiros sinais, é preciso pedir ajuda. “Essa campanha do setembro amarelo é muito importante. Todos que participam das palestras nos canteiros, nos ouvem, porque querem ter a informação; querem saber como ajudar e a quem pedir ajuda, mais ainda em como ser a rede de apoio de quem precisa”, finaliza Flávia. A receptividade da equipe do Seconci-DF para falar sobre o tema nas obras foi muito grande. Em pouco mais de dois dias, toda a agenda de palestras foi preenchida. Para o técnico de segurança do trabalho da Real Engenharia, Ezequial Silva, o tema é muito atual e necessário. “Esse tema deve ser falado e eu mesmo já fui atendido pelos profissionais do Seconci. Já tivemos vários funcionários que foram beneficiados e esse tema é importante porque todos precisam desse acompanhamento e cuidado, tanto que todos ficam atentos e procuram as profissionais para o atendimento individualizado”, disse Ezequiel. Dentro da campanha setembro amarelo, o Seconci-DF visitará 22 canteiros de obras até o final de setembro. Com isso, serão cerca de 2.500 trabalhadores sensibilizados. Além das palestras, a instituição oferece atendimento especializado com assistente social e psicóloga. Para ter acesso ao serviço, basta que o trabalhador seja colaborador de uma das empresas parceiras do Seconci-DF. Para mais informações, entre em contato com o serviço psicossocial do Seconci-DF: (61) 3399-1888 ramal 211 ou e-mail social@seconci-df.org.br.
Ministério da Saúde inclui novo grupo para vacina do HPV e incorpora medicamento para pacientes com HIV

Portadores de papilomatose respiratória recorrente (PRR) foram incluídos no grupo prioritário para a vacinação do HPV desde a última segunda-feira (22). Já pacientes adultos que enfrentam resistência múltipla aos tratamentos convencionais do HIV terão uma nova opção de medicamento. O Ministério da Saúde incluiu um novo grupo para vacina do HPV e vai incorporar um medicamento para pacientes que vivem com HIV. Desde a última segunda-feira (22), pacientes com papilomatose respiratória recorrente (PRR) fazem parte agora do grupo prioritáro para receber a vacina contra o HPV. Segundo a pasta, essa decisão foi motivada por estudos que mostram os benefícios da vacina como tratamento complementar, reduzindo significativamente o retorno da doença em pacientes vacinados. Isso porque a PRR é uma condição rara causada pelo próprio HPV. O quadro clínico é caracterizado por verrugas nas vias respiratórias. O tratamento cirúrgico é comum, mas as recorrências são frequentes e podem ser graves, especialmente em crianças. Por isso, desde 2006, a vacina contra o HPV tem sido considerada como parte do tratamento, com resultados encorajadores. A vacina estará disponível com prescrição médica e, para menores de 18 anos, é necessário consentimento dos pais. Recentemente, a pasta também anunciou que a vacina contra o HPV, um vírus associado a mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero, será aplicada em dose única no Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação é para um público específico: crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Imunossuprimidos e vítimas de violência sexual, que também podem receber a vacina na rede pública, continuarão com o esquema anterior (até três doses). Medicamento para pacientes com HIV Já o novo medicamento para o tratamento de pacientes com HIV é o Fostensavir trometamol (600mg), que estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes adultos que enfrentam resistência múltipla aos tratamentos convencionais contra o vírus. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou em março a incorporação do medicamento, mas somente agora uma portaria deve ser publicada. Depois disso, o medicamento tem até 180 dias para estar disponível no SUS. Ainda segundo a pasta, os critérios para ampliar o público contemplado no novo modelo de tratamento poderão ser revistos em seis meses, observando, por exemplo, a tendência de crescimento das prescrições e a disponibilidade do medicamento em estoque na rede. Na época da aprovação pela Conitec, o Ministério da Saúde afirmou que a inclusão desta nova medicação está em sintonia com o objetivo da pasta de promover uma melhor qualidade de vida para aqueles que convivem com o vírus da AIDS, já que pessoas que desenvolvem resistência a múltiplos medicamentos enfrentam um maior risco de contrair doenças oportunistas. A última vez que uma medicação para pessoas multirresistentes foi incluída no SUS foi há oito anos, quando a etravirina de 200mg foi incorporada. VÍDEO: Casos de infecção por HIV aumentaram 17% entre 2020 e 2022 Casos de infecção por HIV aumentaram 17% entre 2020 e 2022 Fonte: Portal G1