Governo Federal e setor da construção civil vão oferecer formação para inscritos no CadÚnico

Wellington Dias assina parceria com CBIC, entidade nacional do ramo, para capacitação de eletricistas, pedreiros, carpinteiros e maquinistas. Iniciativa faz parte do Programa Acredita no Primeiro Passo Com o objetivo de promover crescimento sustentável e inclusão social, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, assinou, nesta quinta-feira (20), um Protocolo de Intenções com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em Fortaleza. A parceria, que integra o Programa Acredita no Primeiro Passo, busca qualificar profissionais e gerar empregos para pessoas inscritas no Cadastro Único, além de impulsionar a infraestrutura do país e fortalecer um dos setores mais importantes da economia brasileira. A cerimônia de assinatura foi realizada durante o Summit da Construção Civil, evento que reúne as maiores construtoras do país. O ministro Wellington Dias destacou a importância da parceria para impulsionar a infraestrutura nacional e garantir oportunidades. “Queremos trabalhar em todo o Brasil. Nosso objetivo é alcançar cada canteiro de obras e trabalhar junto à população local”, afirmou. O acordo prevê a capacitação de profissionais como eletricistas, pedreiros, carpinteiros e maquinistas, seguindo os padrões do setor. “Acreditamos em cursos direcionados, com o setor da construção civil qualificando seus próprios profissionais. Essa integração trará resultados”, completou o ministro. Além disso, ressaltou que a parceria vai além da geração de empregos. “O social que constrói e garante dignidade é o emprego e o empreendedorismo, caminho que estamos priorizando”, disse, ao destacar a importância da parceria para a inclusão social e o desenvolvimento do país. Oportunidade O presidente da CBIC, Renato Correia, reforçou o compromisso da entidade em conectar pessoas do Cadastro Único ao mercado de trabalho. “Agradecemos, ministro, pela disposição do senhor e de sua equipe em concretizar este convênio com a CBIC. Estamos extremamente satisfeitos em assinar este convênio hoje. Levaremos às empresas a oportunidade de conectar pessoas do Cadastro Único ao trabalho. Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas e das empresas”, frisou. Renato Correia também destacou que a construção civil é o setor que mais emprega no país. “Trabalhamos para melhorar o setor e implementar uma nova visão. A assinatura do acordo é a prova disso. A Câmara Brasileira da Indústria reúne 98 sindicatos e associações em todo o país. Nosso objetivo é melhorar o ambiente de negócios e expandir o mercado. Queremos mais habitação, infraestrutura e saneamento para os brasileiros”, afirmou. Já o  secretário Nacional de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton, explicou que o objetivo da iniciativa é suprir a carência de profissionais no setor. “Utilizaremos o Cadastro Único para selecionar pessoas para capacitação nos canteiros de obras das próprias empresas”, explicou. A cerimônia de assinatura do protocolo contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Renato Cavalcante. Ministro Wellington fala aos presentes no encontro da CBIC A CBIC, fundada em 1957, reúne 98 associações e sindicatos patronais em todo o país e integra a Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC). A entidade também promove iniciativas como o CBIC Jovem, voltado para a capacitação de profissionais entre 25 e 33 anos, com mentorias e projetos que contribuem para o desenvolvimento do setor. Acredita no Primeiro Passo O Programa Acredita no Primeiro Passo, instituído pela Lei nº 14.995, de 10 de outubro de 2024, é o conjunto articulado de iniciativas do Governo Federal, estabelecidas em parceria com Estados, Distrito Federal, prefeituras, organizações públicas, setores empregadores e da sociedade civil, com o objetivo de superar a exclusão e promover a autonomia socioeconômica pelo aumento da renda, com valorização do trabalho e das capacidades empreendedoras das pessoas do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Por MDS

Escassez de trabalhadores atrasa obras e aumenta os custos na construção civil

Pesquisa aponta que 82% das empresas da construção estão com dificuldade de contratar novos trabalhadores e 70% dos empresários relatam dificuldade para encontrar mão de obra qualificada. A falta de mão de obra qualificada na construção civil está provocando uma reação em cadeia: trabalhadores mais caros e empreendimentos também. A habilidade com a madeira vem de 30 anos como carpinteiro. “Eu amo essa profissão. Eu gosto de trabalhar e é minha sobrevivência. É o sustento que eu levo pra casa, pra minha família”, diz Francisco Pereira. Mas ter um profissional como o Francisco é uma raridade hoje em dia na construção civil. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas aponta que 82% das empresas da construção estão com dificuldade de contratar novos trabalhadores. “É muito normal faltar entre 20 e 30% de mão de obra em cada canteiro que a gente administra. Mão de obra é hoje o nosso grande gargalo”, afirma Sylvio Pinheiro, diretor da G+P Soluções. Profissional com experiência então? Está mais difícil ainda de encontrar; 70% dos empresários dizem que não conseguem mão de obra qualificada. “Eletricista, mestre de obra, pedreiros, a gente não tem mais encanadores, instaladores. Não tenho mais tão técnico como tinha antigamente”, enumera Sylvio. E tudo o que está em falta custa mais caro – é a velha lei da oferta e da procura. Entre os itens que compõem o índice de inflação da construção civil, a mão de obra registrou a maior alta nos últimos 12 meses: 9,75%. O custo de materiais, equipamentos e serviços também cresceu, mas em ritmo menor. No local onde está sendo erguido um prédio de 20 andares, 70 funcionários trabalham na obra, mas o ideal seriam mais de 100. A construtora teve dificuldade para contratar mão de obra e, com menos gente trabalhando, o prazo de entrega da obra foi estendido. E quanto maior a demora, maior também o custo de cada um desses apartamentos. De acordo com a pesquisa, 21% das empresas estão atrasando a entrega das obras e 18% já estão revendo os preços. “A economia está aquecida de uma forma geral. Ou seja, todos os setores estão demandando mão de obra. Supermercado, o comércio de uma maneira geral e a construção formal. Uma pessoa física quer fazer uma pequena reforma vai se deparar com essa situação, com a falta de mão de obra. Então é uma questão que também vai afetar quem deseja produzir suas pequenas obras, suas pequenas reformas, porque está faltando mão de obra de uma maneira geral”, ressalta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV/Ibre. A pequena obra na casa da Rebeca e do Fernando se arrasta há dois meses por causa de um vazamento do ar condicionado. Encontrar um profissional experiente não saiu barato e o fim da obra agora depende da agenda do pedreiro, que anda cheia. “Os bons profissionais estão sendo muito demandados e você tem que esperar por ele para fazer uma boa obra e fazer uma vez só”, diz o arquieteto Fernando Santos. Assista a reportagem do Jornal Nacional/TV Globo aqui.

24 de março: Dia Mundial de Combate à Tuberculose

Comunicação Seconci-DF Neste domingo, 24 de março, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, uma data dedicada à conscientização sobre a doença que ainda representa um grande desafio para a saúde pública. A escolha do dia marca a descoberta do Mycobacterium tuberculosis, bactéria causadora da doença, pelo médico alemão Robert Koch, em 1882. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose continua sendo uma das doenças infecciosas mais letais, com milhões de casos registrados anualmente. A transmissão ocorre pelo ar, principalmente em locais fechados e pouco ventilados, tornando essencial a prevenção e o tratamento adequado. O mais recente Boletim Epidemiológico Especial do Ministério da Saúde de janeiro de 2025, atualizou os números sobre o tratamento preventivo da tuberculose entre 2018 e 2023. No período, mais de 165 mil pessoas iniciaram tratamentos preventivos, com 2023 sendo o ano de maior destaque, registrando 42.539 casos, ou 25,7% do total. Principais sintomas Os sintomas da tuberculose podem variar, mas os mais comuns incluem:✅ Tosse persistente por mais de três semanas, podendo haver presença de sangue;✅ Febre baixa e recorrente, geralmente ao final do dia;✅ Suor noturno excessivo;✅ Fadiga e cansaço extremo;✅ Perda de peso e falta de apetite. Ao identificar esses sintomas, é essencial procurar um serviço de saúde para realização de exames, como a baciloscopia e o teste rápido molecular, que ajudam no diagnóstico. Cuidados e prevenção A melhor forma de prevenir a tuberculose é evitar a exposição ao bacilo e fortalecer o sistema imunológico. Entre as principais medidas estão: No Brasil, o tratamento da tuberculose é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A interrupção do tratamento pode levar à resistência bacteriana, tornando a cura mais difícil e prolongada. No Distrito Federal, o Hospital Regional do Gama e o Hospital de Base são referências no tratamento da doença.

Programa de Alfabetização para trabalhadores da construção civil

Turmas são montadas dentro dos canteiros de obras e possibilitam uma nova oportunidade de aprendizagem com turmas de alfabetização e séries iniciais de ensino O Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF) promove a alfabetização para trabalhadores da construção. O programa tem como objetivo ampliar o acesso à educação e fortalecer a responsabilidade social dentro dos canteiros de obras, contribuindo para a qualificação profissional e a melhoria da qualidade de vida dos operários. Com turmas montadas nos canteiros, todas as empresas parceiras da instituição podem levar esse benefício para seus colaboradores. Todo o suporte pedagógico e preparação das aulas é de responsabilidade do Seconci e, como responsabilidade das empresas, está a definição do local para montagem da estrutura da sala, que pode ser o próprio refeitório. Até o momento, o Seconci-DF, por meio do programa de alfabetização nos canteiros de obras, já realizou mais de 13.500 atendimentos. Empresas interessadas podem entrar em contato com o Seconci-DF para obter mais informações sobre como aderir ao programa e contribuir para a formação educacional dos trabalhadores da construção civil. Leve esse benefício para sua empresa. Entre em contato com a coordenação pedagógica do Seconci-DF pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 241 ou pelo e-mail seconci@seconci-df.org.br. Confira uma turma em andamento do programa de alfabetização do Seconci-DF:

ENIC 100 debate o futuro da construção com trilha dedicada à tecnologia

O futuro da construção civil passa pela inovação tecnológica, e essa realidade estará no centro dos debates na centésima edição do Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC). A trilha de conteúdo de tecnologia reunirá especialistas para discutir as principais tendências que estão redefinindo o setor, desde a digitalização e o BIM até a industrialização e novas soluções construtivas. O evento, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), acontece de 8 a 11 de abril, no Pavilhão 8 do São Paulo Expo, em conjunto com a Feicon, e promete um panorama abrangente sobre os avanços tecnológicos que impulsionam a produtividade e a sustentabilidade no setor. Para o presidente da CBIC, Renato Correia, investir em tecnologia não é mais uma escolha, mas uma necessidade para as empresas que buscam competitividade e eficiência no mercado. “A tecnologia está transformando a construção civil, tornando os projetos mais rápidos, mais seguros, mais econômicos e sustentáveis. As empresas que investem nessas inovações ganham muita vantagem competitiva no mercado, atendem melhor seus clientes, têm menos desperdício e reduzem custos”, disse. O Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) é uma realização da CBIC, em parceria com a RX | FEICON e correalização com SESI e SENAI. O evento conta com o patrocínio da Saint-Gobain, no Hub de Sustentabilidade e Naming Room de Sustentabilidade; do Sebrae Nacional, no Hub de Inovação, e da Mútua, no Hub de Tecnologia. Além disso, conta ainda com os patrocinadores: Sienge, Itacer; Senior; Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo – CAU/SP, Multiplan, Brain; Esaf; One; Agilean; Exxata; Falconi, Konstroi; Mais Controle; Penetron; Seu Manual; Totvs; Zigurat. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas. Participe! Os desafios e oportunidades da Construção 4.0 A programação da trilha de tecnologia será aberta em 8 de abril com o painel “Obras inteligentes: o impacto da construção 4.0 na produtividade e sustentabilidade”, explorando como a digitalização e a automação podem transformar a gestão de obras e reduzir desperdícios. Em seguida, o evento contará com o painel “Transformação digital na Construção: casos práticos e impactos da adoção do BIM”, abordando os benefícios e os desafios da implementação do BIM em projetos. Complementando o dia, especialistas apresentarão soluções inovadoras no painel “Do Projeto ao Pós-venda: digitalize e construa com inovação”, destacando como a tecnologia pode otimizar todo o ciclo da obra. No segundo dia (9/4), os debates se aprofundam com o painel “A jornada da Tecnologia na Construção”, abordando como as empresas podem se adaptar às novas ferramentas digitais. O BIM retorna como tema central, dessa vez sob a ótica da sustentabilidade dos projetos, no painel “O BIM como caminho para Sustentabilidade dos Projetos”, evidenciando como essa metodologia contribui para obras mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Outro ponto alto do dia será a discussão sobre os “Desafios da industrialização da construção: o que nos ensina a reconstrução do Rio Grande do Sul”, além de um debate sobre o papel da infraestrutura nos setores do agronegócio, transportes e saúde, no painel “Infraestrutura: importância para o agro, transportes e saúde”. Digitalização, industrialização e novos sistemas construtivos A inovação aberta e a colaboração como motores de transformação da construção serão os destaques do terceiro dia (10/4). No painel “Digitalização e Inovação Aberta: Como a Colaboração está transformando a construção”, especialistas debaterão como o setor pode acelerar sua modernização por meio do compartilhamento de conhecimento e da integração de novas tecnologias. Na sequência, dois painéis trarão soluções que vêm ganhando espaço no mercado: “As possibilidades e viabilidade da adoção das estruturas pré-fabricadas de concreto sob a perspectiva das construtoras”, analisando os desafios e benefícios dessa solução, e “A produtividade da solução construtiva em aço em edifícios multipavimentos”, com um estudo de caso demonstrando o impacto positivo desse sistema na produtividade. Encerramento com foco em produtividade e novas soluções O último dia do evento (11/4) reforça a importância da tecnologia para o ganho de produtividade. No painel “Tecnologia e Produtividade na Transição para a Industrialização”, especialistas discutirão como as novas abordagens industriais podem revolucionar a construção civil. Além disso, será debatido o impacto das novas soluções de “Cimento e concreto: gerando opções para diferentes demandas”, que vêm ampliando a gama de possibilidades para diferentes tipos de projetos. Encerrando a trilha de tecnologia, será apresentado um estudo no painel “House Flipping: obras no prazo e dentro do orçamento”, destacando a importância da eficiência no cumprimento de prazos e na gestão orçamentária de obras. “A tecnologia está sendo cada vez mais um fator diferencial de aumento da eficiência, produtividade, redução de custos, segurança e sustentabilidade. Por isso, é tão fundamental que as empresas estejam presentes no nosso ENIC 100, para olhar para o futuro e entender para onde vamos no atendimento dos nossos clientes”, reforça Renato Correia. A programação do ENIC 100 conta com mais de 100 painéis e quatro trilhas, abrangendo outros temas importantes da construção civil, como inovação, sustentabilidade e internacional/institucional. Conheça a programação completa clicando aqui. Fonte: Agência CBIC

Edital de Convocação – Eleições para Renovação da Diretoria e Conselho Fiscal do Seconci-DF para o Biênio 2025-2027

Conforme disposição do Título III – Do Processo Eleitoral, do Regimento Interno, convocamos os Srs. Associados para participarem do Processo Eleitoral visando a renovação da Diretoria e do Conselho Fiscal do SECONCI-DF, para o período de 01/06/2025 a 31/05/2027. Informações Básicas:1 – A eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal será realizada no dia 12 de maio de 2025, em horário contínuo das 8h às 20h, na sede do SINDUSCON-DF, localizado no SIA Trecho 02, Lote 1125, 2º andar.2 – O prazo para registro das chapas expirar-se-á às 17h do dia 11 de abril de 2025, na sede do SECONCI-DF. O horário de funcionamento da Secretaria da Entidade é das 8h às 12h e das 13h às 17h, de 2ª a 6ª feira.3 – É condição para o registro de chapa a comprovação de que todos os integrantes sejam associados e estejam em dia com suas obrigações para com as entidades SECONCI-DF e SINDUSCON-DF.O Edital de Convocação em seu inteiro teor encontra-se afixado na Sede da Entidade na SPLM Conjunto 03, Lotes 11, 13 e 15, Placa das Mercedes, Núcleo Bandeirante/DF. Brasília, 20 de março de 2025. Carlos Eugênio de Faria Franco Presidente do Seconci-DF CLIQUE AQUI para acessar o Edital assinado.

20 de março: Dia Mundial da Saúde Bucal

Há 36 anos, o Seconci-DF atua na promoção e no cuidado do sorriso dos trabalhadores da construção civil Comunicação Seconci-DF No Dia Mundial da Saúde Bucal, comemorado em 20 de março, reforçamos a importância de cuidar do sorriso e da saúde como um todo. Ter uma boca saudável vai muito além da estética – ela está diretamente ligada à nossa qualidade de vida, autoestima e bem-estar. A prevenção é essencial para evitar problemas como cáries, gengivite e outras doenças que podem afetar a saúde geral do organismo. No setor da construção, O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF), atua na promoção da saúde bucal dos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal, oferecendo atendimentos odontológicos gratuitos. “Nosso compromisso é garantir que cada trabalhador tenha acesso a serviços de qualidade, como consultas, tratamentos preventivos e curativos, sempre com profissionais capacitados e equipamentos modernos”, conta a gerente de odontologia do Seconci-DF, Mára Lúcia Campos. O trabalho realizado pelo Seconci-DF na promoção da saúde bucal atinge números expressivos com mais de 20 mil atendimentos anuais. A recompensa é vista pelos depoimentos e pela gratidão dos trabalhadores que são atendidos. “O atendimento realizado pelo Seconci-DF é um ótimo atendimento. É um atendimento que eu recomendo para aqueles que desejam ter um belo sorriso no rosto”, disse Everton Rocha, encarregado de pedreiro da Stylos Engenharia. Com o suporte do Seconci-DF, milhares de trabalhadores recebem atendimento odontológico de forma humanizada, promovendo mais saúde e sorrisos para aqueles que constroem o nosso futuro. “Neste 20 de março, reforçamos a importância de manter uma boa higiene bucal, visitar o dentista regularmente e cuidar do seu sorriso. Se você é trabalhador da construção civil no DF, conte com o Seconci-DF para manter sua saúde bucal sempre em dia”, finaliza Mára. Todas as empresas parceiras da instituição podem proporcionar e promover a saúde bucal para seus colaboradores por meio da odontologia do Seconci-DF. Se esse é o seu caso, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 213 e sabia como se beneficiar.

CANPAT 2025: Cerimônia de abertura acontece em abril com transmissão ao vivo

Além de ser transmitida pelo canal da ENIT, haverá também um evento presencial no Ministério do Trabalho No dia 3 de abril de 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego realizará a cerimônia de abertura da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT 2025). O evento acontecerá no auditório do ministério, com início do credenciamento às 8h20, e poderá ser acompanhado de forma presencial e on-line. A programação inclui a apresentação do planejamento das ações da campanha, discursos de autoridades e uma audiência pública. O objetivo é discutir diretrizes e estratégias para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais no Brasil. A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal da ENIT-Escola no YouTube (link para a transmissão). A participação é gratuita e contará com certificação para os inscritos. A CANPAT é uma iniciativa tradicional que busca promover a cultura da segurança no trabalho, reunindo especialistas, trabalhadores, empregadores e representantes do governo.

Abril Verde na Construção – Agenda lotada

Seconci-DF conclui agenda do Abril Verde em tempo recorde e reforça compromisso com a segurança Comunicação Seconci-DF Em pouco mais de 24 horas, o Seconci-DF preencheu toda a agenda de palestras da campanha Abril Verde 2025, garantindo a presença de profissionais de segurança em 31 canteiros de obras ao longo do mês. A iniciativa busca reforçar a conscientização sobre a importância da prevenção de acidentes no setor da construção civil e da promoção da segurança nos canteiros. Esse ano as palestras farão uma introdução sobre os cuidados psicossociais, de acordo com a Norma Regulamentadora 1, que foi revisada pela Portaria no 1.419 e publicada em 27 de agosto de 2024, e exige que as organizações incluam os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Além disso, as palestras falarão sobre Equipamentos de Proteção Individual (EPI), Equipamentos de Proteção Coletivos (EPCs), entre outros assuntos relaciaonados à Segurança e Saúde no Trabalho. Vale ressaltar que os temas das palestras de SST ficam disponíveis durante o ano todo, sem nenhum custo às empresas. Para conhecer e solicitar as palestras da área de segurança do trabalho do Seconci-DF, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 247 ou pelo e-mail admgeseg@seconci-df.org.br

Desafios e estigmas da saúde mental no trabalho; entenda

Número de afastamentos por transtornos mentais é recorde em 2024, conforme pesquisa do Ministério da Previdência Social. Pessoas de baixa renda são as mais atingidas e enfrentam maior preconceito Correio Braziliense Horas exaustivas, pouca ou nenhuma folga e a falta de apoio no ambiente de trabalho formam uma combinação perigosa para a saúde mental de trabalhadores de baixa renda, dizem especialistas ouvidos pelo Correio. Para muitos, buscar ajuda profissional não é uma opção — seja pela falta de tempo e dinheiro, seja até mesmo pela burocracia no acesso ao atendimento psicológico. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2024, 472.328 pessoas receberam afastamento do trabalho devido a transtornos mentais e comportamentais. O número é o maior registrado na série histórica, iniciada em 2014, e 66,6% superior ao segundo com maior índice — 2023, com 283.471 afastamentos. A pesquisa leva em consideração os capítulos da 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID 10). Os três problemas mais comuns levantados pela pasta, no ano passado, foram transtornos ansiosos (capítulo F41 do CID 10) — com 141,4 mil casos —, episódios depressivos (capítulo F32) — 113,6 mil registros — e transtorno depressivo recorrente (capítulo F33) — 52,6 mil casos. Alane Menesio da Silva, de 22 anos, sentiu na pele os efeitos desse cenário. Enfrentando uma carga horária de 12 horas diárias e distante da família, ela começou a apresentar sintomas de ansiedade severa. O corpo deu sinais claros de exaustão, como crises de ansiedade frequentes, estresse extremo e até mesmo reações físicas, como empolação. “Foi um período complicado. A junção da ansiedade e a carga horária de trabalho com essa distância agravou ainda mais a minha ansiedade. (…) Durante todo o período de trabalho, a empresa tratou a ansiedade como besteira, não ofereceu ajuda e nem afastamento para que eu conseguisse me cuidar”, conta. A dificuldade de buscar atendimento especializado agravou ainda mais a situação. Sem tempo para se consultar com um profissional e sem apoio da empresa onde trabalhava, Alane recorreu ao que estava ao seu alcance. E conta que, para buscar algum tipo de tratamento, recorreu a chás e à automedicação com um remédio receitado para a mãe dela. “Dar conta” Para a psicanalista e especialista em neurociências Ana Lisboa, isso se deve a uma luta constante pela sobrevivência. Ela explica que a saúde mental é vista como um luxo, algo secundário em meio a urgência de pagar contas, garantir alimentação e manter a família segura. Além disso, Lisboa ressalta que há um forte estigma que impede muitos trabalhadores de buscarem ajuda. A ansiedade e depressão, explica a especialista, ainda são vistas como frescura ou fraqueza, e o medo do julgamento faz com que muitos silenciem o sofrimento. Essa mentalidade reflete-se dentro do ambiente de trabalho, onde a cultura do “dar conta” empurra trabalhadores ao limite. “A necessidade de produzir constantemente cria um ciclo de exaustão, e ignorar sinais de sofrimento torna-se a única alternativa para manter o emprego e a renda. Isso resulta em adoecimento emocional profundo e invisível”, explica. Em concordância com Ana Lisboa, a psicóloga Aline Sampaio ressalta que a falta de informação e acesso a tratamentos adequados também é um obstáculo. Segundo ela, a ideia é sempre “ou pago a terapia, ou a comida” e, no Sistema Único de Saúde (SUS), apesar da qualidade do tratamento, ainda há poucas vagas e acessibilidade. A especialista ainda explica que o tratamento de condições mentais é visto como “desleixo, preguiça ou falta de vontade”. Aline Sampaio destaca que estudos sugerem uma maior propensão de pessoas de baixa renda desenvolverem doenças mentais, o que estaria diretamente ligado a fatores como violência, alimentação e educação, que aumentariam os gatilhos para condições mentais. Estigmas A psicóloga reconhece que as pessoas de baixa renda são as mais afetadas diretamente pelo estigma da saúde mental. Ela destaca a meritocracia como fator que define que os pobres se mantêm nessa classe social pela “falta de esforço”, além de julgar existir uma cultura aporofóbica — aversão aos pobres —, eugenista e higienista, forçando as pessoas a se encaixarem em padrões pré-concebidos. “Não vemos as pessoas como seres únicos, mas colocamos em bolhas de que deu certo para mim, ou para uma camada de pessoas, então, tem que funcionar com todo mundo, criando padrões. ‘Dar conta’ pode ser um mecanismo de se sentir aceito e tentar lutar ao extremo na dificuldade. Mas o resultado disso pode ser muito ruim. Nesse sentido, está muito ligado a ser aceito, a não ser visto de forma inferior, negativa”, explica Sampaio. O sociólogo e coordenador do curso de direito da Universidade Guarulhos (UNG), Guilherme Amaral, também destaca que que a população de baixa renda tende a escantear a saúde mental, sendo um reflexo das condições sociais e econômicas adversas, das limitações impostas pela falta de recursos e da exploração que se manifesta em diferentes aspectos da vida, do trabalho à saúde e à estrutura familiar. Para Amaral, o futuro da saúde mental nas comunidades de baixa renda está ligado diretamente às mudanças sociais e econômicas em curso. Ele diz que, se o Brasil conseguir implementar essas mudanças de forma eficaz, o país poderia oferecer condições de saúde mental e de vida mais humanas para a população, especialmente para as pessoas mais vulneráveis. “A ausência de um conhecimento técnico e aprofundado sobre o assunto impede que muitos compreendam o impacto negativo que a saúde mental pode ter em suas vidas. Esse desconhecimento cria um ambiente onde as questões de saúde mental são frequentemente negligenciadas, pois a pessoa não reconhece os prejuízos que está causando a si mesma.” *Estagiários sob a supervisão de Rosana Hessel