Em mais de 30 palestras, 94º Enic | Engenharia & Negócios aborda temas como tecnologia e desafios do cenário nacional

Tecnologia, gestão, cenário econômico e qualificação foram alguns dos principais temas debatidos nos quatro dias de oficinas e painéis virtuais do 94º Enic | Engenharia & Negócios, que aconteceu de 20 a 23 de junho. Um dos maiores eventos da indústria da construção no Brasil contou com mais de 30 palestras, 88 palestrantes e mais de 8 mil inscritos de todo o país, somando quase 30 mil visualizações durante os quatro dias de encontro. Dentre os convidados, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e vice-presidentes da área de Habitação e Atacado da instituição; o presidente do Conselho Curador do FGTS, Ricardo de Souza Moreira, e o professor Paulo Vicente, da Fundação Dom Cabra, além de representante dos trabalhadores, especialistas em ESG (Environmental, social and Governance) e grandes empresários do setor imobiliário. Os painéis levantaram temas como BIM, futuro do mercado imobiliário, capacitação de mão de obra, desafios das próximas eleições, custos de material, FGTS e empreendedorismo. De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, realizadora do evento, o intuito foi difundir informações sobre cenários, novidades, soluções e compartilhar conteúdo relevante sobre as principais tendências do mercado, principalmente sobre novas tecnologias. “Nosso grande objetivo é sempre oferecer recursos e insumos para que cada um tome a melhor decisão com a maior qualidade de informação possível. E o formato online democratiza o acesso, fazendo a informação chegar a um número ainda maior de pessoas”, comemorou. As palestras do Enic | Engenharia & Negócios ficarão disponíveis no site por 90 dias, permitindo o acesso, inclusive, de novos usuários. O 94º Enic é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e conta com a correalização do Sesi, Senai e patrocínio do Sebrae, Confea, Mútua, AltoQI, SoftwareONE, CV, Sienge e Caixa Econômica Federal. Fonte: Agência CBIC
Ministério do Trabalho e Previdência aprova texto da NR-33 sobre SST em espaços confinados
O Ministério do Trabalho e Previdência publicou no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (24), a Portaria MTP nº 1.690, que trata da questão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) em espaços confinados. O texto tem a finalidade de: “estabelecer os requisitos para a caracterização dos espaços confinados, os critérios para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais em espaços confinados e as medidas de prevenção, de forma a garantir a Segurança e Saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com estes espaços”. A portaria, que entra em vigor em outubro deste ano, considera como “espaço confinado” qualquer área ou ambiente que não seja projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída ou atmosfera perigosa (local com deficiência ou enriquecimento de oxigênio, presença de contaminantes que possam causar danos à saúde do trabalhador ou que seja caracterizado como uma atmosfera explosiva). Para saber mais detalhes sobre este e outros temas da semana, acesse o Radar Trabalhista nº 256/2022. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. O informativo integra o projeto “Monitoramento de Normativos e Dadzos de SST/RT – Radar Trabalhista”, realizado pela CBIC, por meio da sua Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT), com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). Fonte: Agência CBIC
Dengue assusta Brasília: casos atingem maior número desde 1998

Total de notificações prováveis contabilizadas é o mais alto dos últimos 24 anos, a partir do início da série histórica do Ministério da Saúde. Especialistas nas áreas de biologia e medicina detalham medidas necessárias à comunidade e ao governo local Mesmo fora da época de chuvas, a dengue continua a gerar transtornos no Distrito Federal. Antes do fim deste primeiro semestre, os registros alcançaram uma marca chocante: mais de 50 mil casos prováveis, maior índice desde 1998, ano de início dos levantamentos sobre a doença feitos pelo Ministério da Saúde. O dado mais recente divulgado pela pasta supera o recorde anterior, de 2020, quando houve 42.057 possíveis infecções notificadas. Os números de 2 de janeiro até o último dia 18 colocam Brasília (54.865) em primeiro lugar no ranking de registros por município, seguida por Goiânia (42.025) e Joinville (SC, 24.580). O resultado fez Brasília e Goiânia puxarem o Centro-Oeste para o topo da lista de regiões com mais infectados por grupo de 100 mil habitantes. Considerada essa taxa, o Distrito Federal ocupa o oitavo lugar no país. No recorte das capitais brasileiras, apenas, o DF fica na terceira colocação, atrás de Palmas e Goiânia, respectivamente. Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Rodrigo Gurgel Gonçalves avalia que variáveis diferentes impactaram para o aumento de casos. “Essas hipóteses podem atuar ao mesmo tempo, com maior ou menor peso, para causar o cenário que temos vivido. Inicialmente, a questão do descuido relacionado à prevenção; depois, a falta de controle vetorial, porque os agentes (de saúde pública) deixaram de entrar nas casas das pessoas durante o período de lockdown da pandemia. Há, também, fatores climáticos que podem contribuir”, elenca. Rodrigo Gurgel argumenta que, para controlar a situação, o Estado deve fortalecer campanhas de vigilância. “O uso de propagandas, de placas e dispositivos em ônibus, por exemplo, é primordial. Assim como a disponibilização de agentes (do Sistema Único de Saúde) para combater o mosquito Aedes aegypti. Outro fator importante é termos um Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) devidamente equipado para a vigilância dos sorotipos que circulam no DF”, salienta. Dados da dengue no Distrito Federal(foto: cidades-dengue2) Ciclos Infectologista no Hospital Brasília, Ana Helena Germoglio comenta que a dengue — como outras viroses transmitidas por mosquitos — tem ciclos. “Nesse período, é esperada uma alta no número de registros. No caso dessa doença, ele ocorre a cada três anos, mais ou menos, o tempo de vida do inseto. Tivemos aumento de casos em 2016, 2019 e, agora, em 2022. Por isso, o crescimento das notificações era esperado”, comenta. Sobre a queda no número de casos prováveis no ano passado, Ana Helena Germoglio observa que, pela dinâmica da pandemia, muitas pessoas ficaram em casa. “Então, acabou que se tornou mais fácil para elas tomar conta do próprio domicílio, fazendo com que a água parada não se acumulasse. Só que, também em 2021, as equipes volantes da Vigilância Sanitária que fazem visitas às residências foram destacadas para o cuidado contra a covid-19. Então, a dengue foi ‘deixada de lado’ pela necessidade de atuação contra o novo coronavírus”, analisa a infectologista. Quem contrai a dengue sabe o quanto a doença pode fragilizar o organismo. Infectado quatro vezes na vida, o aposentado Ilmenildo Santos Pereira, 72 anos, lembra-se de como ficou debilitado na primeira vez, nove anos atrás. “Tive a hemorrágica, fiquei 17 dias internado e precisei fazer transfusão de sangue. Nas demais ocasiões, o corpo reagiu melhor, ainda que demorando um pouco para se recuperar”, descreve. Especialistas defendem maior atuação de agentes de vigilância no DFED ALVES/CB/D.A.Press Doutor em biologia e professor de biologia molecular e genética do Centro Universitário de Brasília (Ceub), Paulo Roberto Martins Queiroz afirma que infecções e mortes por causa da dengue acontecem no DF porque há falhas para monitorar o descarte correto de resíduos e devido à adoção de hábitos inapropriados. “Assim, no período das chuvas, temos criadouros garantidos para proliferação do mosquito, ficando mais difícil o combate, pois o ciclo de procriação do inseto ocorreu. Os ovos colocados pelas fêmeas na época chuvosa suportam a seca e eclodem quando a fase úmida volta”, alerta o especialista. Para o professor, a alta na curva de casos também tem relação com a flexibilização das atividades de vigilância epidemiológica, além da diminuição na divulgação de campanhas educativas sobre prevenção e cuidados. O professor lembra que a detecção precoce do quadro e um atendimento de saúde adequado podem reduzir as taxas de mortalidade para abaixo de 1% — que, segundo ele, deveria ser a meta. “Infelizmente, zerar os casos é muito difícil, pois o inseto é adaptado ao clima tropical. Mas poderíamos reduzir esses casos. É muito mais viável e evitaria a perda de vidas”, completa Paulo Roberto. Fonte: Correio Braziliense
Seconci inaugura Policlínica do Trabalhador da Construção Civil

O atendimento médico assistencial será em diversas especialidades e sem nenhum custo para os pacientes Os trabalhadores da construção civil do Distrito Federal ganharam um serviço médico assistencial por meio da Policlínica do Trabalhador do Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal – Seconci-DF. São atendimentos nas especialidades de clínica médica, urologia, além do Programa de Hipertensão e Diabetes – PHD. Ao longo deste ano, novas especialidades serão implantadas aumentando o leque de atendimentos ao trabalhador. Os trabalhadores podem realizar o agendamento das especialidades acima por meio do site da entidade www.seconci-df.org.br/agendamentomedico. É necessário preencher um formulário com informações como nome do paciente, nome da empresa onde trabalha, além de enviar um encaminhamento comprovando o vínculo com a empresa, que pode ser a carteira de trabalho ou último contracheque. Após envio dos dados, basta aguardar o retorno do Seconci confirmando a data e o horário da consulta e realização dos exames. O gerente médico do Seconci-DF, Daniel Honda, explica como será feito o atendimento ao trabalhador. “Estamos inaugurando uma nova fase na nossa entidade com a implantação da Policlínica. Nesse início, com ênfase em urologia e no PHD, com consultas e exames como PSA, ultrassonografia e o combate à Hipertensão e o Diabetes. Nossos profissionais farão o acompanhamento, exames e oferecer todo o suporte em benefício da saúde dos nossos beneficiários”, explica Daniel. Sobre as especialidades em funcionamento: Clínica Médica: especialidade voltada para o atendimento inicial do do paciente. Nessa modalidade de atendimento médico, o profissional geralmente ouve as queixas de sintomas do paciente e pode fazer um diagnóstico com prescrição médica necessária ou encaminhamentos que julgar pertinentes de acordo com as queixas, relatos e sintomas apresentados. Agende sua consulta! Urologia: assim como a mulher tem a cultura da prevenção contra o câncer de mama, o atendimento urológico masculino é fundamental para prevenção e detecção do câncer de próstata por meio dos exames e consultas com o especialista da área. Para além do Novembro Azul – Mês de Prevenção ao Câncer de Próstata, o Seconci convoca os trabalhadores para ter esse cuidado preventivo com sua saúde e a saúde da sua próstata. Nesse primeiro momento, trabalhadores com idade de 50 anos ou mais podem procurar a entidade e realizar os exames e as consultas para verificação da sua saúde. Agende sua consulta! Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD): o PHD é um programa criado pelo Seconci-DF para detecção e monitoramento da Hipertensão (pressão alta) e do Diabetes (açúcar no sangue). Os profissionais da entidade estão empenhados em identificar nos trabalhadores da construção civil os casos de hipertensão e diabetes que, na maioria das vezes, passa desapercebido por seus portadores. Esse cuidado e atenção, a partir de agora, pode ser feito pelos profissionais médicos do Seconci-DF. Agende Sua consulta!
CANPAT 2022: 3ª Semana CapacitaSIT

A Subsecretaria de Inspeção do Trabalho promoverá, de 27/06 a 01/07/2022, a 3ª Semana CapacitaSIT, destinada a trabalhadores, empregadores, profissionais de SST, estudantes, autoridades, profissionais de RH e contabilidade e todos que se interessam por ambientes de trabalho seguros, sadios e produtivos. O evento demonstrará, de forma prática, a identificação dos principais perigos nos locais de trabalho, contribuindo para a elaboração de um bom Programa de Gerenciamento de Riscos, com reflexos na redução de acidentes nas empresas brasileiras. Confira a programação: 27/06/2022 (segunda-feira) 09h00 PGR Aplicado a Eletricidade 10h30 PGR Aplicado a Ergonomia 28/06/2022 (terça-feira) 09h00 PGR Aplicado a Segurança em Máquinas 10h30 PGR Aplicado a Trabalho em Altura 29/06/2022 (quarta-feira) 09h00 Análise de Acidentes do Trabalho 10h30 Procedimentos de Emergência 30/06/2022 (quinta-feira) 09h00 PGR Aplicado a Agentes Químicos 10h30 PGR Aplicado a Agentes Físicos 01/07/2022 (sexta-feira) 09h00 Inventário de Riscos 10h15 Desenvolvimento do PGR 11h15 Ferramentas de Gestão 11h35 Perguntas e respostas com certificado de participação Mesa redonda diária Perguntas e respostas diárias Conheça! Faça a diferença em sua empresa. Mais qualidade de vida para quem trabalha! Mais competitividade para as empresas brasileiras! Mais valor ao Brasil!
Consulta pública abrange agentes químicos nas NRs 9 e 15

É possível contribuir com sugestões aos textos de anexos e apêndices até 31 de julho pelo site Participa Mais Brasil Ministério do Trabalho e Previdência submete à consulta pública os textos dos Anexos de Agentes Químicos, Cancerígenos e Apêndices de Benzeno e Asbesto da Norma Regulamentadora nº 09 e os Anexos de Agentes Químicos da Norma Regulamentadora nº 15 até 31 de julho pelo site Participa Mais Brasil. As propostas foram elaboradas pelo grupo técnico de governo, formado por auditores-fiscais do trabalho e pesquisadores da Fundacentro. Também é possível consultar o relatório Análise de Impacto Regulatório (AIR). Como a NR 9 e seus anexos devem ser utilizados para prevenção e controle dos riscos ocupacionais causados por agentes físicos, químicos e biológicos, considerou-se necessário analisar como alternativa a inclusão de anexo(s) relativo(s) à avaliação e gerenciamento de riscos gerados por agentes químicos e, consequentemente, revisar os anexos da NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), que tratam do mesmo tema (Anexos 11, 12, 13 e 13-A). Segundo a AIR, o objetivo é realizar o correto gerenciamento dos riscos decorrentes da exposição ocupacional a agentes químicos e, assim, proporcionar uma maior proteção aos trabalhadores. Para tanto, foram construídos os textos em consulta pública. Foram elaborados dois anexos para a NR 9. Um referente a agentes químicos, atualizando-se os procedimentos para gerenciamento da exposição ocupacional. Outro voltado para critérios e técnicas de prevenção da exposição dos trabalhadores a agentes químicos cancerígenos e mutagênicos para células germinativas, em consonância com a literatura técnica internacional atualizada. Além disso, foram criados dois apêndices, um para benzeno e outro para asbesto. Em relação à NR 15, busca-se efetuar as modificações necessárias nos anexos 11, 12, 13 e 13-A para atualização e harmonização com as novas disposições contidas na NR-9, além da atualização dos valores de referência (Limites de Tolerância) legais vigentes desde 1978. São abordados os seguintes temas: Anexo 11 – agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e avaliação quantitativa da exposição ocupacional; Anexo 12 – limites de tolerância para poeiras minerais, que teve as disposições (limites de exposição ocupacional e medidas de controle) transferidas para o Anexo 11 e para os anexos da NR 9 e NR 7; Anexo 13 – agentes químicos; e Anexo 13-A – benzeno, disposições (limites de exposição ocupacional e medidas de controle) transferidas para o Anexo 11 e para o Anexo de Agentes Químicos Cancerígenos e Mutagênicos da NR 9. Saiba mais Aviso de consulta pública sobre a NR 9 Aviso de consulta pública sobre a NR 15 Relatório de AIR Para encaminhar as contribuições, acesse os links: Consulta Pública – Anexos e apêndices da NR 9 Consulta Pública – Anexos da NR 15 Fonte: Fundacentro
Dengue: campanha do Seconci ganha reforço da Secretaria de Saúde do DF

Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), por meio da Vigilância Ambiental, participou da visita feita pelo Seconci-DF no canteiro de obra do grupo Base realizada na tarde desta terça-feira, 21 de junho, durante a campanha de combate e de prevenção à dengue na construção civil. O Seconci está visitando os canteiros, levando informação e orientando os trabalhadores para que eles também se tornem combatentes contra o mosquito causador da dengue, zika e chikungunya. Durante a visita, a Vigilância Ambiental montou um estande no local e conversou com os trabalhadores sobre como se dá a procriação do mosquito, seu desenvolvimento até a fase adulta e como a população deve agir para evitar sua proliferação e o aumento de casos. “Essa parceria com o Seconci é de prevenção e de combate ao aedes no ambiente de trabalho. Estamos aproveitando para inspecionar o ambiente de obra e quais locais podem gerar acúmulo de agua e locais de reprodução para o mosquito”, explica a chefe da assessoria de mobilização das ações de combate as endemias da SES-DF, Cristina Campello. No distrito Federal, já foram registradas 7 mortes por dengue em 2022 e um recorde de casos confirmados da doença. Os números reforçam a importância da campanha do Seconci em auxiliar as empresas da construção civil e da parceria existente entre as instituições do setor no combate ao aedes. Empresas da construção que tiverem interesse em levar a equipe de profissionais do Seconci para realizar a visita e fazer a vistoria nos canteiros de obras, podem entrar em contato com o Seconci por meio do e-mail seconci@seconci-df.org.br. Além das visitas, o Seconci, em parceria com o Sinduscon e o Sticombe, disponibiliza cartazes para fixação nas obras com dicas específicas para os canteiros sobre o tema. Os cartazes podem ser retirados nos endereços abaixo: Seconci-DF SPLM, Conjunto 3, lotes 11, 13 e 15 – Nucleo Bandeirante/DF | (61) 3399-1888 Sinduscon-DF Lote 1.125, Sia Trecho 2, 3 – 2º andar | (61) 32348130 Sticombe SCRN 706/707 Bloco B – Número 12 | (61) 3347-8833 Leia mais: Seconci lança campanha de combate à dengue nos canteiros de obra Primeira semana da campanha contra dengue visitou obras em Águas Claras e no Noroeste Mortes por dengue mais do que dobram no DF e chegam a sete em 2022
Enic aborda NR’s e a gestão de SST na construção

“As novas NR’s e a gestão de SST na construção” foi um dos painéis desta segunda-feira (20), no mais importante evento da indústria da construção, o 94º Enic | Engenharia & Negócios, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O debate sobre as normas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) contou com a participação do presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT/CBIC), Fernando Guedes; do vice-presidente do Sinduscon-SP, Haruo Ishikawa; da gerente executiva de Saúde do Sesi-DN, Katyana Aragão Menescal; e do subsecretário de Inspeção do Trabalho substituto no Ministério do Trabalho e Previdência, Guilherme Candemil. Durante o debate, os participantes destacaram que a implementação das normas de SST ainda é vista como um grande desafio. Foi destacada a necessidade de se fazer uma reflexão sobre a participação da alta gestão do setor na efetivação de políticas dentro das empresas, além da participação do trabalhador nesse processo. “Saber ouvir é tão importante quanto instruir”, destacou o vice-presidente do Sinduscon-SP, Haruo Ishikawa. De acordo com a gerente executiva de Saúde do Sesi-DN, Katyana Aragão Menescal, é um desafio a integração dos profissionais de segurança e saúde. “Os profissionais de saúde, por exemplo, têm que começar a entender um pouco de gestão de riscos para compreender de onde vêm as informações que eles utilizam para fazer a gestão de saúde dos trabalhadores”, disse. Para o presidente da CPRT/CBIC, Fernando Guedes, é necessário criar mecanismos para garantir a melhor aplicação das regras e trabalhar no incentivo das normas de SST, não apenas na punição. “É preciso sempre pregar que SST é proatividade, é estratégico”, destacou. A informalidade na construção, considerado ainda um gargalo para o setor, foi outro ponto abordado pelos painelistas. Segundo o subsecretário de Inspeção do Trabalho substituto no Ministério do Trabalho e Previdência, Guilherme Candemil, a informalidade tem uma consequência muito grande nos acidentes de trabalho. Para ele, é fundamental voltar o olhar para esse ponto e trabalhar na orientação, realizando campanhas que atinjam todo o público da construção, desde sindicatos à sociedade e trabalhadores. “É importante uma força em conjunto para a formalização desses vínculos. Essa questão vai muito além de vínculos trabalhistas, mas também na questão de prevenção de acidentes, onde verificamos altas taxas de acidentes. É preciso atuar na causa e não apenas nas consequências”, explicou Candemil. O 94º Enic é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e conta com a correalização do Sesi, Senai e patrocínio do Sebrae, Confea, Mútua, AltoQI, SoftwareONE, CV, Sienge e Caixa Econômica Federal. Fonte: Agência CBIC
Mortes por dengue mais do que dobram no DF e chegam a sete em 2022

Campanha do Seconci-DF reforça a importância da prevenção e do combate ao mosquito nas obras O 22º boletim epidemiológico da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde (SES-DF), mostra mais quatro mortes por dengue no Distrito Federal em 2022. Até o último boletim, atualizado em 10 de junho, havia três óbitos registrados na capital do país. Agora, o DF soma sete casos fatais da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti neste ano, segundo relatório atualizado na última sexta-feira (17/6). Esses dados reforçam a importância da prevenção e dos cuidados no combate e prevenção à doença e ao mosquito. Na construção civil, o Seconci-DF está com uma campanha de conscientização nos canteiros de obras com uma equipe percorrendo os locais, disponibilização de cartazes com orientações especificas para o ambiente de obras e também entrega de um check-list preenchido, pós-visita para eliminar focos e criadouros do aedes. As empresas da construção civil podem solicitar a visita da equipe do Seconci pelo email seconci@seconci-df.org.br e os cartazes podem ser retirados na sede da entidade, no Setor Placa da Mercedes/Núcleo Bandeirante, no Sinduscon-DF, SIA Trecho 2/3, ou no Sindicato dos Trabalhadores, 706/707 Norte. Nos seis primeiros meses do ano, o DF alcançou a marca de 54.713 casos prováveis de dengue. O número representa aumento de 466% nesse quesito, na comparação com o mesmo período de 2021, quando houve 9.928 notificações. Assessoria de Comunicação do Seconci-DF | Com informações do Portal Metrópoles LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO: Seconci lança campanha de combate à dengue nos canteiros de obra Primeira semana da campanha contra dengue visitou obras em Águas Claras e no Noroeste
Segurança e Saúde no Trabalho passa a figurar como o quinto Direito de Todos os Trabalhadores
Na sexta-feira (10/06), durante a plenária da 110ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, foi adotada por unanimidade a inclusão da Segurança e Saúde no Ambiente de Trabalho no rol dos princípios fundamentais presentes na Declaração de 1998, que trata dos Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho. A partir de agora, portanto, além da liberdade de associação e livre negociação, da abolição do trabalho forçado e do trabalho infantil e da igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho, a segurança e saúde no trabalho passa a integrar como um quinto direito. A inclusão deste princípio fundamental na Declaração representa um significativo e histórico avanço no mundo do trabalho e traz em seu bojo o compromisso de todos os 187 países membros da OIT, ainda que não tenham ratificado as respectivas convenções, de implementá-las, pelo simples fato de serem membros da Organização. E transcorre por meio da ratificação e implementação no ordenamento jurídico brasileiro das convenções 155 (Segurança e Saúde dos Trabalhadores) e 187 (Marco promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho). A primeira já foi ratificada pelo Brasil e a última encontra-se plenamente implementada em nosso país. A 110ª Conferência da OIT contou com a participação do ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, e dos auditores-fiscais do Trabalho Guilherme Schuck Candemil, Luiz Carlos Lumbreras Rocha e Mauro Costa Cavalcante Costa. As conferências são tradicionalmente realizadas com a presença de representantes de governos, empregadores e trabalhadores. Fonte: Ministério da Previdência