31% dos trabalhadores brasileiros não cuidam da saúde mental, diz estudo

Dado é de levantamento que analisou como os brasileiros cuidam do bem-estar mental e listou os principais fatores que impactam a saúde mental dos profissionais no ambiente de trabalho Uma pesquisa mostrou que 31% dos trabalhadores brasileiros não tomam nenhuma atitude para cuidar da saúde mental. Esse valor representa um aumento em comparação ao ano passado (29%), na primeira edição do mesmo estudo. Levantamento foi realizado no primeiro semestre de 2024 pela Vidalink, empresa de bem-estar corporativo. Essa é a segunda edição da pesquisa “Check-up de Bem-Estar” e conta com dados de 10.300 colaboradores de 220 empresas. O estudo mostrou que existe uma disparidade no cuidado com a saúde mental, principalmente entre os grupos raciais: 36% dos pretos e pardos relatam essa falta de cuidado, seguidos por 26% dos brancos e 24% de outras etnias. Entre as mulheres que dizem não fazer nada para cuidar da saúde mental, pretas e pardas somam 46%, enquanto as brancas representam 33%. “A saúde mental ganha ainda mais complexidade quando fazemos o recorte dos dados com pessoas pretas ou pardas, que precisam enfrentar uma pressão psicológica constante devido ao racismo estrutural, juntamente de desigualdades estruturais, sociais e econômicas que limitam o acesso a serviços de saúde e medicamentos”, observa Luis González, CEO e cofundador da Vidalink. “Para se ter uma ideia, nossa pesquisa mostra que apenas 9% dos respondentes pretos ou pardos têm gastos controlados e conseguem manter uma reserva, o que significa que um gasto a mais com um antidepressivo, por exemplo, fará grande diferença no orçamento do indivíduo”, completa. Atividade física, medicamentos e exercícios físicos são as principais formas de cuidar da saúde mental O levantamento também mostrou como as diferentes gerações cuidam da saúde mental. Na geração Z (18 a 27 anos), 23% das mulheres afirmam fazer terapia; entre os homens, o percentual foi de 10%. Já na geração X (44 a 59 anos), 29% das mulheres fazem exercícios físicos, enquanto 49% dos homens fazem o mesmo. Na geração “baby boomer” (60 a 78 anos), 28% das mulheres fazem uso de medicamentos. O percentual foi de 27% entre os homens. Para González, o tratamento da saúde mental deve ser visto de forma holística. “A prática de atividades físicas é importante, mas precisa ser complementada por acompanhamento psicológico e, quando necessário, medicação. Pausas para atividades terapêuticas que aliviem a pressão cotidiana também são essenciais”, destaca. Efeitos da falta de cuidado com a saúde mental A psicóloga Gisele Caleffi explica que a falta de cuidados com a saúde mental está ligada a fatores como pressão no trabalho, agendas sobrecarregadas e recursos financeiros limitados. “A hiperprodutividade, falta de apoio e receios relacionados ao processo de autoconhecimento são desafios reais. ‘Não fazer nada’ pode ser um forte indicador de adoecimento futuro ou refletir um sofrimento já existente, que muitos ainda têm dificuldade em reconhecer”, explica. Entre os fatores que podem contribuir com o adoecimento mental dos trabalhadores, segundo Caleffi, estão: Além desses aspectos, a segurança psicológica também é um fator e um desafio para promover saúde mental no ambiente de trabalho, principalmente entre grupos socialmente minorizados. De acordo com levantamento da startup Lupa, 79% se sentiram desmotivados profissionalmente por não se sentirem pertencentes ao ambiente de trabalho e 80% relatam que já foram vítimas ou presenciaram situações de discriminação, preconceito ou assédio, além de mais da metade (54%) apontarem algum nível de piora na saúde mental após começar a trabalhar em alguma empresa nessas condições. Para González, as empresas precisarão rever as abordagens de saúde mental. “Apesar do aumento da visibilidade sobre o tema, ele ainda não é tratado com a devida profundidade. As empresas precisam garantir que os colaboradores tenham acesso aos benefícios necessários e criar ambientes de trabalho onde se sintam seguros para discutir suas dificuldades”, afirma. Fonte: CNN Brasil

Novembro Azul: campanha do Seconci-DF bate recorde de público e de atendimento

Durante o mês, mais de 4 mil trabalhadores foram alcançados em 36 canteiros de obras de empresas parceiras Comunicação Seconci-DF A campanha Novembro Azul – mês de prevenção ao câncer de próstata realizada pelo Seconci-DF bateu recorde de público junto às empresas parceiras. Foram 36 canteiros com alcance total de 4.157 trabalhadores alcançados. Além das palestras, o Seconci-DF deve fechar 2024 com 700 atendimentos médicos em urologia. Para atender a demanda das empresas, a gerência médica liberou três profissionais para realizar as palestras. No início do mês, o gerente médico do Seconci, Maurício Nieto, reforçou a importância das palestras e da disponibilização do atendimento gratuito na instituição. “No Seconci, atendemos os trabalhadores a partir de 45 anos e esse benefício está disponível a todos que fazem parte do setor da construção e que estejam contratados por empresas que são nossas parceiras. Nosso objetivo é facilitar o acesso aos exames o mais precoce possível e evitar que a doença se alastre e se torne irreversível”, disse ele. Para os trabalhadores, a presença do Seconci-DF nas obras e o atendimento gratuito são fundamentais para despertar o interesse e a necessidade dos exames preventivos. “Eu tive uma orientação sobre o atendimento no Seconci e fui muito bem atendido pela equipe. Fiz a requisição dos exames, os quais fiz no próprio Seconci e, depois do processo, ao retornar ao médico, eu estava normal. Agora, sigo fazendo os exames preventivos”, explicou Marcelo Correia, técnico em edificações da empresa parceira Base Investimentos. O atendimento médico urológico do Seconci-DF é gratuito e está disponível a todos os trabalhadores das empresas parceiras e pode ser agendado pelo site www.seconci-df.org.br. LEIA MAIS: Novembro Azul: palestras e atendimento médico gratuito para trabalhadores da construção Trabalhadores contam suas experiências com o câncer de próstata

Seconci-DF retoma projeto de alfabetização nas obras

Primeira turma teve início em novembro em canteiro de obra localizado no Setor Noroeste Comunicação Seconci-DF O projeto de alfabetização dos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal está de volta. Com sala de aula montada no canteiro de obras da parceira Faenge, as aulas seguem a todo vapor. A alfabetização dos trabalhadores faz parte dos esforços do Seconci-DF em promover a inclusão, a responsabilidade social e a qualidade de vida no setor da construção. Para o presidente do grupo Faenge, Leonardo Ávila, o projeto alfabetização no canteiro de obras, em parceria com o Seconci, é um dos maiores e melhores programas sociais que já tivemos na Faenge. “Saber que contribuímos para dignificar e melhorar a qualidade de vida de nossos trabalhadores é motivo de grande orgulho. Recentemente retornamos com o projeto e estamos alfabetizando 16 colaboradores, e em breve eles estarão demonstrando às suas famílias e vivenciando no dia a dia essa grande conquista”, comenta Leonardo. A didática do projeto de alfabetização do Seconci-DF é embasada na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e busca promover o ensino com a inserção dos trabalhadores à educação por meio do dia-a-dia e da vivência dentro do seu ambiente de trabalho. Desde o início, a alfabetização do Seconci-DF já realizou 13.256 atendimentos aos trabalhadores das empresas participantes. De acordo com o coordenador pedagógico do Seconci-DF, Geraldo Gomes, o projeto esteve ativo até 2020 e, desde então, a instituição vinha buscando mecanismos para retomar o projeto. “A alfabetização sempre desperta interesse da nossa diretoria e das empresas porque promove a inclusão e o acesso ao ensino, possibilitando a melhoria da educação dos trabalhadores. Nesse sentido, nossa ideia é que, a partir de agora, mais empresas possam participar e, consequentemente, ampliar a o acesso aos trabalhadores”, explicou Geraldo. Para os trabalhadores, essa é uma oportunidade de retomar sonhos antigos e buscar novos horizontes na vida profissional e pessoal. O pedreiro Gerson Batista está aproveitando a oportunidade para aprender e mudar sua vida. “Eu parei de estudar em 1994, na quarta série, por falta de condições. Agora estou aproveitando essa oportunidade para voltar a aprender. A falta de estudo impede tudo porque ele facilita você se impor mesmo junto aos outros”, disse Gerson. Colega de sala do pedreiro Gerson, o também pedreiro Luiz Gonzaga Carvalho está animado com a sala de aula e com a possibilidade de retomar um sonho antigo. “Esse é um incentivo para gente que não sabe ler, escrever corretamente. Não tive chance de estudar, comecei a trabalhar cedo e parei no segunda série. Hoje sei ler um pouco, mas não escrever corretamente. Estar aqui é retomar meu sonho de tirar minha habilitação”, almeja Luiz. Entre em contato com o Seconci-DF e conheça o projeto de alfabetização da entidade. Ligue (61) 3399-1888 ramal 241

Os Benefícios de uma concreta gestão de riscos

Uma gestão de riscos eficaz não só evita problemas, como também vislumbra as oportunidades e estabelece bases para um crescimento e sucesso a longo prazo. Compreender o que é a gestão de riscos pode marcar a diferença entre uma organização próspera e uma que enfrenta dificuldades. A gestão de riscos desenvolvida e aplicada de maneira eficaz proporciona para as empresas vantagens competitivas e de sustentabilidade a longo prazo, tais como: O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Capacitação e novos modelos de trabalho são destaque na última reunião da CPRT/CBIC de 2024

Os novos modelos de trabalho e os investimentos na capacitação do setor foram destaque na última reunião do ano da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), realizada nesta segunda-feira (25/11), na sede da entidade. O encontro contou com a participação de integrantes do colegiado para debater o balanço de atividades realizadas em 2024 e as expectativas para o próximo ano. O vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, Ricardo Michelon, ressaltou que a entidade se manteve atenta as propostas vindas dos trabalhadores e do governo e de possíveis modificações na Legislação brasileira. Ele citou como destaques a revisão de normas coletivas e o direito de oposição — que permite que o trabalhador se oponha ao desconto de contribuições sindicais no seu salário.  “Esse foi um ano em que a CBIC se manteve muito atenta em relação às muitas propostas vindas principalmente dos trabalhadores em conjunto com o governo sobre possíveis modificações e legislações, além da questão da evolução das normas. Outra pauta importante foi a nossa estrutura que dá suporte às negociações coletivas, em que tivemos uma série de questões, como o do direito de oposição que apareceu como demanda de muitos sindicatos que nos procuraram”, explicou Michelon.    Para discutir o ambiente do trabalho do futuro, a comissão também anunciou que divulgará, nessa terça-feira (26/11), durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), uma pesquisa realizada com 2 mil trabalhadores da construção civil em todas as capitais do país. Na avaliação do vice-presidente da CPRT, os dados servirão para nortear as próximas ações do setor.  “Buscamos entender o que motiva; o que desmotiva o trabalhador; o que leva ele a estar no setor; o que faz ele continuar; o que ele não gosta. E, com os resultados, esperamos organizar uma pauta para 2025 para orientar as ações que a CBIC pretende fazer, em conjunto com as entidades no sentido de potencializar o tema da capacitação de profissionais do nosso setor, além de outras ações”, observou.  O consultor técnico da CBIC, Clóvis Queiroz, citou que a discussão dos novos modelos de trabalho também deve impactar o setor.   “A questão da jornada de trabalho, novos modelos de contratação e o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) tem falado muito sobre isso quando defendem a questão da terceirização, dos novos modelos de contratação e jornada de trabalho sempre é uma discussão. Seja dentro do CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), seja dentro de projetos de lei. É sempre um assunto que precisamos estar bastante atento e é um pleito que acontece sempre em CCT a inclusão às vezes”, afirmou.  Juliana Oliveira, Gerente de Segurança e Saúde do Seconci-DF, apresentou um panorama abrangente sobre as atualizações e mudanças que ocorreram nas normas regulamentadoras durante o ano de 2024. O grande destaque foi para a alteração da NR-01, com a  inclusão dos fatores de riscos psicossociais, que passarão a vigorar em 26 de maio de 2025. Capacitação  No radar do setor, a capacitação também enfrenta desafios. Estudos apontam que a mão de obra na construção civil tem sido um desafio para as empresas da área, seja na contratação de profissionais qualificados ou não.  Para a Luciana Ferreira Pinto, membro da CPRT, é necessário fazer uma campanha de mudança de imagem para valorizar o setor. “É preciso tirar um pouco a imagem de empreiteiro e passar para a imagem de construtor. Ele não está empreitando nada, ele está construindo o país, está construindo o futuro, está construindo a ligação entre um lugar e outro. Seria interessante um trabalho grande a ser desenvolvido para mostrar e tirar aquela ideia pejorativa de empreiteiro, mas para a ideia de construção de um futuro”, apontou.  Ricardo Michelon partilhou do mesmo entendimento. Segundo ele, essa mudança passa pelo desafio entre as empresas. “Isso passa pela imagem, pelo engajamento das empresas sem que isso incorpore um custo a elas.”, ponderou.  A gestora de projetos da comissão, Gabriela Serafim, ressaltou todo o trabalho desenvolvido pela comissão durante o ano de 2024, com o objetivo de monitorar, informar, disseminar informações e prevenir acidentes no setor da construção civil.  O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: CBIC

No 99º ENIC, CBIC apresenta pesquisa inédita do perfil do trabalhador e trabalhadora da construção

85% dos trabalhadores do setor da construção estão satisfeitos ou muito satisfeitos com seus empregos no Brasil. Essa é uma das conclusões da pesquisa nacional e inédita Perfil do Profissional da Construção Civil, iniciativa conjunta da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) e da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/RS), apresentadas durante painel do 99º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) | Política & Estratégia, realizado pela CBIC na manhã da terça-feira (26/11), no salão de eventos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. “Este tema já está no foco da CBIC há bastante tempo. Como representantes do setor, decidimos intensificar nossos esforços para expandir ainda mais nosso conhecimento, para isso, realizamos uma série de pesquisas, tanto internamente quanto com a colaboração de outras entidades. Este ano foi marcado pela consolidação de um grande volume de informações, e o ponto culminante dessa jornada é essa pesquisa”, disse Ricardo Michelon, vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas e presidente da CPRT/CBIC. “A CBIC tem se empenhado em implementar diversas iniciativas para compreender melhor o perfil dos trabalhadores e tornar o setor mais atrativo para os jovens”, comentou Ana Cláudia Gomes, vice-presidente de Responsabilidade Social e presidente da CRS/CBIC.  O 99º ENIC é promovido pela CBIC em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) e apoio institucional da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento tem como patrocinadores o Sienge, o Sistema Confea Crea Mútua, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Com abordagem quantitativa, a pesquisa foi aplicada em contatos presenciais e ouviu 2 mil profissionais atuantes em funções de produção em canteiro de obras. A amostra foi baseada por região, considerando a participação do setor no PIB, e distribuída por 27 cidades – o campo aconteceu nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal no período de 10 de outubro a 21 de novembro. “A pesquisa foi desafiadora, mas a equipe foi incansável. Buscamos entender quem são as pessoas nas obras, suas motivações, dificuldades e os aspectos positivos e negativos de seu trabalho”, disse Greice de Rossi, consultora do IEL/RS responsável pelo projeto. Predominância masculina Além de mapear o perfil do trabalhador da construção no Brasil, a iniciativa também explorou as principais motivações dos profissionais que seguem atuando no setor. Os resultados revelam que 37% dos entrevistados gostam do que fazem, 20% destacaram o ambiente de trabalho como atrativo, e outros 20% ressaltaram as oportunidades de crescimento profissional.  A pesquisa revelou o perfil diversificado dos trabalhadores, com destaque para a predominância masculina, e o envelhecimento da força de trabalho da construção. Cerca de 60% dos entrevistados têm mais de 40 anos, e 60% possuem mais de 10 anos de experiência no setor. O levantamento também registra que a maioria dos entrevistados tem formação básica: 30% haviam concluído o ensino médio e 45% têm o ensino fundamental incompleto.  Em relação ao tipo de contratação, a maioria dos participantes estava sob o regime CLT. Os cargos mais comuns eram os de servente e pedreiro, seguidos por eletricistas, carpinteiros e hidráulicos.  Em sua primeira edição, a pesquisa Perfil do Profissional da Construção Civil também focou o público feminino, investigando como as mulheres percebem as oportunidades de crescimento na indústria da construção. 44% das entrevistadas afirmaram que o trabalho feminino é valorizado na construção e 62,4% relataram que a mulher recebe tratamento respeitoso no setor.  Durante o painel, os executivos da CBIC afirmaram que a pesquisa será importante para orientar ações novas destinadas a valorizar o trabalhador da construção e tornar o setor mais inclusivo e atraente. CPRT e CRS acompanham os temas relacionados à atração e retenção de mão de obra, assim como estímulo à maior participação de mulheres e outros públicos.  “O principal desafio é o capital humano e intelectual da indústria, especialmente no que se refere à atração e desenvolvimento de talentos. É importante criar uma indústria que atraia jovens, incluindo mulheres, e oferecer oportunidades para seu crescimento”, pontuou Ana Cláudia Gomes. “A CRS, nesta edição, procurou entender a participação feminina no setor e como elas percebem as oportunidades de desenvolvimento. O objetivo é coletar informações para criar um plano de ação que torne a indústria mais atrativa”, concluiu. O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). O tema tem interface com o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, da Comissão de Responsabilidade Social (CRS/CBIC), com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). Fonte: CBIC

Câncer bucal: saiba a importância da prevenção da doença

Campanha ressalta o diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis para diminuir os riscos da doença O câncer bucal é uma doença que pode acometer as estruturas da cavidade oral. É o caso dos lábios, língua, gengivas e bochechas, por exemplo. Sua manifestação ocorre por meio de lesões, aftas e feridas na região afetada Novembro Vermelho Esse cenário resulta na busca por tratamento tardio, de forma que a doença já esteja em estágio avançado. Nesse sentido, a campanha Novembro Vermelho busca conscientizar a população acerca dos riscos do câncer bucal. Além disso, reforça a importância do diagnóstico precoce no aumento das chances de cura e melhora da qualidade de vida dos pacientes.  A cirurgiã-dentista Ianara Pinho explica que os principais fatores de risco são tabagismo e consumo de álcool em excesso. Ademais, a exposição direta ao sol também pode aumentar a possibilidade de desenvolver a doença. “Muitos não sabem que hábitos como fumar e beber em excesso são responsáveis por grande parte dos casos. É essencial que essas informações cheguem ao público, para que possam adotar hábitos preventivos”. A especialista ainda destaca que consultar regularmente o dentista é um cuidado fundamental para prevenir e diagnosticar o quanto antes. “O exame clínico feito por um profissional capacitado é capaz de identificar lesões suspeitas que, muitas vezes, o paciente nem percebe. Qualquer alteração que dure mais de 15 dias, como feridas na boca ou manchas, deve ser investigada”, orienta a especialista. Fatores de risco para o câncer bucal Ainda de acordo com a especialista, a campanha Novembro Vermelho não se restringe ao alerta sobre os sintomas e fatores de risco. Por isso, ela também incentiva uma atitude ativa em relação à saúde bucal. “A adoção de medidas simples, como proteger os lábios do sol, evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool, e manter uma alimentação equilibrada, pode salvar vidas. Cuidar da saúde bucal é também uma forma de cuidar da saúde geral”, conclui a cirurgiã-dentista. Fonte: Portal Terra

Campanha Novembro Azul do Seconci-DF é destaque na Globo Brasília

A campanha Novembro Azul – Mês de Prevenção ao Câncer de Próstata foi destaque na TV Globo Brasília, na segunda-feira, 25 de novembro. A equipe da TV acompanhou uma palestra realizada no Noroeste na empresa parceira Faenge e também entrevistou o gerente médico do Seconci-DF, Maurício Nieto. Até o final de novembro, o Seconci-DF percorrerá 35 canteiros de obras e sensibilizará mais de 4 mil trabalhadores da construção falando sobre saúde do homem e exames médicos. Atualmente, a entidade oferece atendimento em urologia e realização de exames como PSA e ultrassonografia de próstata. Atendimento gratuito e disponível para todos os trabalhadores das empresas parceiras à instituição. Confira aqui

A Gestão de Riscos Ocupacionais nas empresas

O Conceito da gestão de riscos é uma abordagem sistemática que busca identificar, avaliar e mitigar os riscos potenciais que podem afetar negativamente uma organização, seus ativos, colaboradores e operações. Na fase de revisão da NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, foi realizada a harmonização com conceitos estabelecidos nas demais Normas Regulamentadoras, Convenções da OIT e Norma de Gestão ISO 45001, bem como reposicionamento de dispositivos esparsos previstos em outras NR com relação aos direitos e obrigações. A NR 01 prevê que o gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR que, à critério da organização, pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade. O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram as exigências previstas na norma e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho. A essência da gestão de riscos envolve antecipar os possíveis perigos, tomar medidas preventivas para minimizar seus impactos e criar um sistema de gestão de riscos. Esse processo é contínuo, adaptando-se à medida que as circunstâncias e os riscos evoluem e deve ter um roteiro mínimo a ser observado e que envolve: 1) Identificar Riscos: O primeiro passo no processo de gestão de risco é identificar os riscos potenciais no ambiente de trabalho. Isso implica reconhecer as ameaças internas e externas que poderiam afetar a segurança das pessoas e das instalações. 2) Avalição e Análise: Uma vez identificados os riscos, é importante avaliar as probabilidades de ocorrência e os respectivos impactos potenciais. Essa avaliação permite ordenar os riscos com base na gravidade de cada um e estabelecer as prioridades a serem observadas. 3) Mitigação e Controle: Desenvolver estratégias eficazes para mitigar e controlar os riscos identificados. Isso pode incluir a implementação de medidas de segurança adicionais. Também é fundamental a formação e informação dos colaboradores em protocolos de segurança, assim como a possível modificação de processos operacionais. 4) Monitoramento e melhoria contínua: A gestão de riscos é um processo em constante evolução. Após a implementação de medidas de mitigação, deve ser realizado um acompanhamento regular para avaliar a eficácia das medidas adotadas e, se necessário, fazer adaptações. O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: CBIC

Empresas terão que avaliar riscos à saúde mental dos trabalhadores; veja o que muda em 2025

Ministério do Trabalho e Emprego exige que empregadores desenvolvam um plano de ação para controle dos riscos à saúde psicossocial até maio do ano que vem Empresas têm até maio de 2025 para fazer um plano de gerenciamento de riscos envolvendo a saúde mental dos empregados. A atualização de agosto do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) incluiu, pela primeira vez, a responsabilidade dos empregadores em promover um ambiente favorável ao bem-estar psicológico. A medida foi uma atualização da Norma Regulamentadora Número 01 (NR-1) feita pelo MTE em agosto deste ano. Em nota, o ministério afirma que os empregadores devem reconhecer todos os perigos e riscos no ambiente de trabalho, ou seja os riscos físicos, os riscos químicos, os riscos biológicos, os riscos ergonômicos, os de acidente e os riscos psicossociais. A atualização da NR-01 aumenta a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos funcionários. Segundo o advogado trabalhista Sérgio Pelcerman, os empregadores deverão implementar um planejamento para controle dos riscos ocupacionais relacionados à saúde mental, que deverá ficar à disposição da fiscalização do MTE. Na prática, as empresas deverão apresentar dois documentos: a AET (Análise Ergonômica do Trabalho), que agora deverá incluir todos os fatores que possam afetar a saúde mental, e o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), que abrange um plano para mitigar esses riscos. Para Priscila Arraes, advogada especialista em direito trabalhista, a medida vai impactar na forma como as empresas lidam questões como sobrecarga de trabalho e exigências excessivas. Além disso, as empresas precisarão abordar problemas como burnout, assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. O MTE fiscaliza o cumprimento da norma, verificando casos de adoecimento relacionados à saúde mental, com fiscalizações que também podem ocorrer por meio de denúncias. As penalidades incluem multas, variando conforme o porte da empresa, reincidência e gravidade da infração. Em casos graves, o ministério tem autonomia para interditar setores ou até mesmo toda a empresa. Caso ocorram acidentes ou doenças ocupacionais, a empresa pode ser responsabilizada de forma mais rigorosa, tanto administrativa quanto judicialmente, o que exige uma maior atenção à conformidade com as normas de segurança. Segundo o Ministério da Previdência Social, 2023 registrou o maior número de trabalhadores beneficiados com auxílio-doença por transtornos mentais e comportamentais desde 2014, totalizando cerca de 273 mil pessoas, um aumento de aproximadamente 42,2% em relação a 2022. Para se adequarem à atualização da norma do MTE, alguns empregadores optam por contratar serviços terceirizados, o que abre novas oportunidades de negócio para empresas que oferecem avaliação de saúde mental para outras organizações. A startup Bee Touch é um exemplo: ela elabora Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR) utilizando tecnologia de dados para identificar e avaliar fatores de risco à saúde mental no ambiente de trabalho. “A nossa inovação é a atuação preventiva para combater problemas de saúde mental. Usamos tecnologia para coletar os dados e entregamos um relatório técnico para os gestores”, afirma Ana Carolina Peuker, sócia-fundadora e CEO da Bee Touch. Segundo Kelly Vara, psicóloga organizacional, as medidas de prevenção dos riscos à saúde mental representam um avanço essencial no ambiente corporativo. “Essas ações impactam diretamente na produtividade, pois uma cultura de valorização e escuta gera senso de pertencimento e aumenta a eficiência dos profissionais”, afirma. Fonte: Folha de S.Paulo