Seconci-DF encerra Agosto Lilás com participação de órgãos do GDF e reforça combate à violência contra a mulher

Campanha levou informação e conscientização aos trabalhadores da construção civil durante todo o mês de agosto O Seconci-DF encerrou, nesta quinta-feira (3), a campanha Agosto Lilás, iniciativa dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres. A atividade reuniu representantes das Secretarias de Estado da Mulher, da Justiça e da Segurança Pública do Distrito Federal, por meio da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher, da Polícia Civil (DIAM/PCDF) que participaram das palestras realizadas pelo Seconci-DF nos canteiros de obras ao longo do mês. Foram 32 palestras e mais de 3,2 trabalhadores sensibilizados sobre a importância do combate à violência, além dos mecanismos e meios disponíveis para socorrer e acolher vítimas de violência doméstica e familiar no DF. A presença das instituições permitiu aproximar os trabalhadores das políticas públicas de proteção às mulheres e reforçar que o enfrentamento à violência é uma responsabilidade de toda a sociedade. Parceria amplia alcance da campanha Durante o encerramento, o diretor do Seconci-DF, Paulo Sarkis, destacou a importância da atuação conjunta entre a instituição e os órgãos públicos. “É sempre importante ter parceiros que possam somar com esse trabalho social que realizamos. Todos serão sempre bem-vindos a somar junto ao trabalho social que desenvolvemos”, disse ele. Representando a Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), a coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher, Andreia de Queiroz, ressaltou a relevância da parceria para levar a pauta aos trabalhadores. “Agradeço a parceria para uma pauta tão importante, que foi levada aos canteiros, e deixo claro que a Secretaria da Mulher está à disposição para enfrentar essa luta junto com o Seconci”, comentou. Para a assessora especial da Secretaria de Estado de Justiça do Distrito Federal (Sejus-DF), Luene Garcia, o enfrentamento à violência doméstica exige o compromisso de instituições e da sociedade. “É uma felicidade estar nessa culminância. A Sejus já é uma parceira frequente e estamos felizes pela responsabilidade social da instituição. Quando a gente se depara com essa epidemia de violência doméstica contra a mulher, temos a responsabilidade de enfrentar esse problema. Precisamos deixar esse recado para as futuras gerações”, explicou. Polícia Civil realizou 22 palestras nos canteiros A diretora-adjunta da DIAM, Rejane Mathias, destacou o trabalho de conscientização e acolhimento realizado pela instituição e informou que a parceria com o Seconci-DF resultou em 22 palestras nos canteiros de obras durante a campanha. Rejane ressaltou a importância de abordar o tema com os homens, considerando o perfil majoritariamente masculino do setor da construção civil. “Essa parceria é fantástica porque falamos com homens e mostramos que não é só a mulher que é vítima: a família toda é atingida. Muitos homens também foram afetados, e fico muito feliz com tantos relatos que chegaram até nós”, contou.

Agosto Lilás: Seconci-DF entra na última semana de campanha com 31 palestras e mais de 3,2 mil trabalhadores impactados

Palestra no canteiro da Vilella e Carvalho reforçou o papel dos homens na prevenção da violência contra a mulher e contou com a participação de instituições parceiras Na última semana do Agosto Lilás, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça as ações de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. Até o final do mês, serão realizadas 31 palestras em canteiros de obras, alcançando mais de 3,2 mil trabalhadores, em uma mobilização que conta com o apoio de instituições que integram a rede de proteção às mulheres. Um dos canteiros visitados foi da empresa parceira ao Seconci, Construtora Vilella e Carvalho que reuniu trabalhadores para discutir os diferentes tipos de violência contra a mulher, formas de prevenção e o papel dos homens no enfrentamento ao problema. A atividade faz parte do programa “Eu Protejo as Mulheres”, desenvolvido pelo Seconci-DF, com apoio de parceiros como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF), as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal, aém do apoio institucional do Sinduscon-DF e do Sticombe, sindicatos patronal e laboral do setor da construção do DF, respectivamente. A palestra realizada no canteiro da Villela ficou sob responsabilidade do gerente dos Núcleos do Direito delas, Bruno Abreu dos Santos Carvalho, que reforcou a importância de levar essa discussão aos canteiros como forma de envolver os homens diretamente na prevenção. “Os homens são as pessoas que nós acreditamos que devem assumir esse papel de proteção, de cuidado, de conscientização. Não é uma guerra entre homens e mulheres. Na verdade, é a junção de homens e mulheres juntos para combater essa violência que tem acontecido contra as mulheres em todos os ambientes”, destacou. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, que também esteve na palestra realizada nesta quarta-feira, no Setor Noroeste, explica que o trabalho busca apresentar informações que muitas vezes ainda são desconhecidas pelos trabalhadores. “A gente passa informações importantíssimas sobre cada tipo de violência, o que fazer e como proceder. Muitas vezes, os homens nem sabem direito do que se trata. E é para eles que a gente tem que falar”, afirmou. A participação dos parceiros amplia a rede de orientação e proteção e fortalece o trabalho realizado nos canteiros. Ao levar profissionais e instituições especializadas para esses espaços, a campanha aproxima os trabalhadores dos serviços disponíveis e estimula a busca por ajuda diante de situações de violência. Com a campanha entrando em sua última semana, o Seconci-DF reforça que a conscientização deve ultrapassar o período do Agosto Lilás. A proposta é estimular trabalhadores a reconhecer diferentes formas de violência, romper com a naturalização de comportamentos abusivos e contribuir para ambientes mais seguros e respeitosos dentro e fora dos canteiros de obras. E também reforça que a instituição possui um serviço de acolhimento psicossocial à disposição dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas parceiras para casos de violência doméstica e familiar. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF Leia mais sobre esse assunto: Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal

3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do DF reforça papel da prevenção e da atuação estratégica da CIPA

Evento reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança e representantes do setor para discutir prevenção de acidentes, gestão de riscos e enfrentamento ao assédio nos canteiros de obras Realizado nesta terça-feira (25/8), no auditório do Sinduscon-DF, o 3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do Distrito Federal reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança do trabalho e representantes de entidades do setor. O encontro discutiu o fortalecimento da prevenção de acidentes, a gestão de riscos e o enfrentamento ao assédio nos ambientes de trabalho. O Seconci-DF apoiou a iniciativa, promovida pelo Sinduscon-DF e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), como parte das ações previstas na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Na abertura, o diretor do Seconci-DF, José Antônio Bueno, destacou a importância da atuação dos cipeiros no cotidiano das obras e na construção de uma cultura permanente de segurança. “Mais do que cumprir uma exigência, uma CIPA atuante ajuda a criar uma verdadeira cultura da segurança, baseada no diálogo, na orientação e na responsabilidade de todos”, afirmou. Para José Antônio, a prevenção deve ser entendida como um investimento nas pessoas e nas próprias empresas. “Segurança é investimento. É respeito ao trabalhador, à sua família e também à própria empresa”. A programação contou com painéis sobre liderança, gestão de riscos operacionais e prevenção ao assédio. Os participantes também puderam aproveitar o Circuito do Bem-Estar Sesi Saúde com exames de aferição de pressão arterial, bioimpedância. além disso, a Casa do Construtor levou para o evento um simulador de treinamento para que os participantes pudessem viver na prática como funciona a utilização de equipamentos de segurança. Presidente do Sticombe Brasília, Raimundo Salvador da Costa Braz ressaltou que a realização anual do encontro representa uma conquista construída pelas entidades patronal e dos trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir das negociações entre os sindicatos e foi incorporada à Convenção Coletiva de Trabalho. “Aqui no Distrito Federal, nós tivemos essa grande conquista, que traz um equilíbrio enorme para as relações no nosso local de trabalho, nas nossas obras, com relação a essa questão de segurança e saúde nos nossos ambientes”, destacou. Raimundo também chamou atenção para os desafios enfrentados pela construção civil e para a necessidade de fortalecer a atuação dos cipeiros como multiplicadores da prevenção. Entre os riscos que exigem atenção permanente, citou escavações, choques elétricos e trabalho em altura. “Vocês estão aqui para ser as nossas vozes dentro do local de trabalho, as vozes de todos os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou aos participantes. Representando a Procuradoria Regional do Trabalho no Distrito Federal, a procuradora do Trabalho Karolina Mercante, integrante da Divisão de Meio Ambiente do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, destacou que a atuação da CIPA vai além da prevenção de acidentes. A comissão, segundo ela, também tem papel importante na promoção da saúde mental e no enfrentamento às diferentes formas de violência nas relações de trabalho. “A CIPA é um instrumento bipartite. Então, ela é uma externalização da democracia nas relações de trabalho”, afirmou. Karolina ressaltou ainda a importância de os cipeiros atuarem como canais de conscientização e denúncia, inclusive em situações de assédio moral e eleitoral. Para ela, a comissão deve contribuir tanto para orientar trabalhadores e empregadores quanto para acolher denúncias. “É importante que a CIPA seja esse canal, tanto de conscientização do trabalhador, do empregador, como canal de denúncia”, ressaltou. Membro da CIPA do Seconci-DF, a cirurgiã-dentista Juliana Franzone esteve no evento e elogiou os temas apresentados, além das discussões propostas pela organização. “Estive presente no 3º encontro de CIPEIROS e tive a oportunidade de assistir várias palestras importante. A CIPA funciona quando deixa de ser apenas um grupo que aponta problemas e passa a ser uma parte ativa da empresa, observando, ouvindo os colaboradores e buscando soluções”, concluiu. Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF

Operários da construção civil concluem ciclo de alfabetização e ensino fundamental dentro de canteiro de obras

Formatura de 14 trabalhadores da CONBRAL aconteceu no mês em que é celebrado o Dia do Estudante Agosto, mês em que é celebrado o Dia do Estudante (11/8), ficará marcado na vida de 14 trabalhadores da construção civil. Nesta sexta-feira (21/8), eles participaram da cerimônia de formatura do Programa de Alfabetização do Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF), realizada no canteiro de obras da CONBRAL, no Guará II. A solenidade marcou a conclusão de mais uma etapa de aprendizagem conciliada à rotina profissional. A iniciativa integra o trabalho desenvolvido pelo Seconci-DF para ampliar o acesso à educação entre os profissionais da construção civil. As aulas acontecem dentro dos próprios canteiros, facilitando a participação dos trabalhadores e aproximando o processo de aprendizagem da realidade de quem passa boa parte do dia no ambiente de obras. A escolha de agosto para celebrar a conclusão desse ciclo ganha um significado especial justamente por coincidir com o mês dedicado aos estudantes. Para os trabalhadores da CONBRAL, a data representa a oportunidade de reconhecer o esforço de quem divide o tempo entre as atividades profissionais e a sala de aula e decidiu investir na própria formação. “Concluir os estudos enquanto se concilia uma rotina de trabalho é uma demonstração de determinação e de que nunca é tarde para buscar novos conhecimentos. Só a educação pode transformar o país, pode transformar a alma de cada um. É indiscutível uma análise que é a educação o grande início de qualquer transformação no ser humano. Qualquer tipo de superação passa por um processo educativo”, diz Geórgia Grace, Gerente Geral do SECONCI-DF. Para a CONBRAL, oferecer condições para que os trabalhadores possam estudar durante a jornada de trabalho também faz parte de uma visão de valorização das pessoas que constroem os empreendimentos. “Acreditamos que investir nos nossos colaboradores é tão importante quanto investir na própria obra. Criar condições para que possam estudar, adquirir novos conhecimentos e avançar em sua formação é uma forma de reconhecer o valor de cada profissional.”, afirma Paulo Muniz, diretor da CONBRAL. “Essa formatura representa uma conquista para eles e para toda a nossa empresa. Só a educação pode mudar o país. Que esta conquista para os nossos operários sirva de exemplo para muitos outros colaboradores”, finaliza. Educação que transforma O pedreiro Erasmo Carlos Souza Coelho, de 57 anos, foi um dos trabalhadores que concluiu mais uma etapa dos estudos dentro do canteiro de obras. Ele conta que, no início, teve muita dificuldade, mas que a experiência foi transformadora. “Quando surgiu essa oportunidade de estudar, eu soube aproveitar. Espero continuar com os meus estudos daqui para frente”, conta. Outro trabalhador que também concluiu os estudos foi Pedro Antônio Oliveira Filho, de 51 anos, que trabalha na área da limpeza. Quando iniciou na escola, sua principal dificuldade era com a escrita, mas, com a ajuda das aulas, já conseguiu aperfeiçoar a habilidade. “É muito bom você trabalhar em um lugar que oferece esse tipo de oportunidade. A professora tem muita paciência com a gente e, graças a ela, estou conseguindo superar as dificuldades que eu tinha, que eram principalmente de trocar uma letra por outra”. A professora Vera Lúcia da Silva acompanhou de perto cada etapa do processo de aprendizagem dos trabalhadores e celebrou com eles a conquista. Para ela, o momento da formatura também representa o resultado da dedicação dos alunos, que conciliam as aulas com a rotina de trabalho pesado no canteiro de obras. “Eu estou muito realizada e fico muito feliz por eles, pela vontade que eles têm de aprender, porque não é fácil, principalmente para eles que trabalham pesado. Mesmo com os problemas do dia a dia, eles esquecem de tudo dentro da sala de aula. A gente brinca, a gente se diverte e aprende também”, afirma. Ao longo das aulas, a professora viu de perto a evolução dos alunos, especialmente no aprendizado da leitura e da escrita. Segundo ela, alguns chegaram à escola conhecendo as letras, mas ainda sem conseguir ler, e foram avançando aos poucos, com exercícios e incentivo. “Eles aprenderam muito. Eu percebo que na parte de matemática eles entendem mais rápido, acredito que pelo o dia a dia, de precisar pagar uma conta ou resolver outras coisas”, conta. “O português é um pouco mais devagar, mas muitos deles já melhoraram bastante a leitura e a escrita. É um trabalho diário em que eles vão se superando a cada dia”. Educação nos canteiros de obras De acordo com levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 34% dos trabalhadores entrevistados no estudo sobre o perfil da mão de obra da construção civil possuem o Ensino Fundamental incompleto, enquanto 2% são analfabetos. Nesse cenário, levar a educação para dentro do canteiro representa uma alternativa concreta para ampliar a escolaridade e criar novas oportunidades para os profissionais. Desde o início da década de 1990, mais de 13,5 mil trabalhadores de empresas parceiras do Seconci-DF já tiveram acesso às classes de alfabetização e aos segmentos do Ensino Fundamental oferecidos pela entidade. A parceria com as empresas é fundamental para a continuidade do projeto. Ao disponibilizar espaço e incentivar a participação dos colaboradores, as construtoras contribuem para transformar o canteiro em um ambiente que, além de gerar emprego, também estimula desenvolvimento, qualificação e novas perspectivas para os trabalhadores. Texto: Fernanda Nalon/Profissionais do Texto

Artigo: Educação também é uma forma de construir futuros

Agosto é um mês que nos convida a falar sobre educação. O Dia do Estudante, celebrado no dia 11, nos lembra da importância de aprender, mas, para quem acompanha de perto trabalhadores que tiveram que abandonar o ensino no tempo regular e retomaram os estudos na vida adulta, essa reflexão vai muito além de uma data no calendário. No Programa de Alfabetização do Seconci-DF, tenho a oportunidade de acompanhar histórias que mostram, diariamente, como a educação pode transformar vidas. Desde o início dos anos 1990, o programa oferece aos trabalhadores da construção civil a oportunidade de aprender, retomar os estudos e conquistar mais autonomia. Ao longo dessa trajetória, já foram realizados mais de 13,5 mil atendimentos. Esse número representa muito mais do que uma estatística. Representa pessoas. São trabalhadores que, por diferentes circunstâncias da vida, não tiveram a oportunidade de estudar ou precisaram interromper sua formação. Para muitos deles, voltar à sala de aula significa enfrentar desafios, mas também significa recuperar algo que parecia distante: a possibilidade de aprender. E é justamente aí que percebemos que alfabetizar vai muito além de ensinar a ler e escrever. É poder ler uma mensagem no celular, compreender um documento, escrever o próprio nome, acompanhar a vida escolar dos filhos ou simplesmente ganhar mais segurança para enfrentar situações do cotidiano. São pequenas conquistas que, para quem vive esse processo, têm um enorme significado. Também vejo nessa experiência uma importante dimensão de responsabilidade social. Cuidar de quem constrói não significa apenas cuidar da saúde e da segurança. Significa olhar para o trabalhador de forma integral e contribuir para que ele tenha oportunidades de desenvolvimento e de transformação da própria vida. Quando um trabalhador volta a estudar, essa mudança muitas vezes chega também à sua família. Filhos e netos passam a enxergar naquele estudante um exemplo de que nunca é tarde para aprender. É isso que o mês de agosto me faz lembrar: educação não tem idade, e oportunidade de aprender não deveria ter prazo de validade. Como coordenador pedagógico, sinto orgulho de fazer parte de um programa que há mais de três décadas ajuda a construir novas possibilidades para trabalhadores da construção civil. E, no Seconci-DF, temos a convicção de que cuidar de quem constrói também é ajudar cada trabalhador a construir novos capítulos da sua própria história. Artigo escrito por Geraldo Henrique Gomes, coordenador pedagógico do Seconci-DF

Construindo Histórias: Seconci-DF transforma atendimentos em histórias de superação e recomeço

Projeto dá visibilidade às histórias de trabalhadores que encontraram acolhimento, cuidado e novas possibilidades por meio dos serviços oferecidos pela instituição Por trás de cada atendimento realizado pelo Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF), existe uma história. São trabalhadores e trabalhadoras que chegam à instituição em busca de atendimento de saúde, orientação, apoio social ou simplesmente de alguém disposto a ouvir. Em muitos casos, esse encontro representa o início de uma mudança. É com esse olhar que o Seconci-DF criou o projeto “Construindo Histórias”, iniciativa que reúne relatos reais de pessoas que tiveram suas trajetórias transformadas a partir das ações desenvolvidas pela instituição. A proposta é mostrar que cuidar de quem constrói vai muito além de oferecer serviços: significa estar presente nos momentos em que o trabalhador mais precisa de apoio. A iniciativa apresenta, a cada mês, uma nova história de superação e conquistas alcançadas com o auxílio dos serviços do Seconci-DF. Medicina, odontologia, serviço social, atendimento psicossocial, educação e segurança do trabalho fazem parte de uma rede de cuidado voltada aos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. Agosto Lilás e a proteção às mulheres O segundo relato do projeto é da trabalhadora Adriana Barboza, que enfrentou situações de violência doméstica e familiar durante parte da infância e adolescência. Sua trajetória é marcada por momentos de dor, mas também pela capacidade de superar dificuldades e reconstruir a própria história. Ao dar espaço para relatos como o de Adriana, o Seconci-DF busca mostrar que os números de atendimentos e os serviços oferecidos pela instituição representam pessoas, famílias e histórias que podem ser transformadas por meio do cuidado e do acolhimento. Essa perspectiva também está presente no trabalho desenvolvido pelo serviço psicossocial da instituição. Histórias de trabalhadores que enfrentaram depressão, dependência química e outras situações de vulnerabilidade demonstram como a escuta profissional pode ser o primeiro passo para um recomeço. Cuidar de quem constrói Fundado em 1988, o Seconci-DF nasceu com o propósito de contribuir para a saúde e a segurança dos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. Ao longo de sua trajetória, ampliou sua atuação para diferentes áreas, incluindo medicina, odontologia, serviço social, psicossocial, educação e segurança do trabalho. O projeto Construindo Histórias reforça justamente essa dimensão humana da atuação da entidade. Cada relato ajuda a mostrar que, por trás de um atendimento médico, uma consulta odontológica, uma orientação social ou uma conversa com um profissional, existe a possibilidade de melhorar a qualidade de vida de quem trabalha diariamente para construir Brasília. Conheça as histórias e saiba mais sobre o trabalho do Seconci-DF: Construindo Histórias – Seconci-DF Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Saúde bucal em destaque

Seconci-DF apresenta diretrizes de atendimento odontológico aos trabalhadores da construção civil em encontro do Sindicato dos Odontologistas O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) participou do 4º Encontro Sindical das Políticas de Saúde Bucal do Distrito Federal, promovido pelo Sindicato dos Odontologistas do Distrito Federal (SODF). O evento reuniu profissionais e representantes de diferentes instituições para discutir os desafios, avanços e perspectivas da saúde bucal no Distrito Federal. Representando o Seconci-DF, a gerente de Odontologia, Mára Lúcia Campos, participou do painel geral do encontro, apresentando o trabalho desenvolvido pela instituição em benefício dos trabalhadores da construção civil. A participação também abordou os procedimentos técnicos adotados nas unidades odontológicas, com destaque para os protocolos que contribuem para a qualidade dos atendimentos, a higiene, a biossegurança e o cumprimento das normas de segurança do trabalho e de segurança do paciente. Durante a abertura do evento, a presidente do SODF, Daniella Gonçalves, destacou a importância da união entre entidades e profissionais para o fortalecimento da odontologia. “É justamente desse esforço e da união entre as entidades e os cirurgiões-dentistas que a odontologia se fortalece. Este é um momento para olhar com gratidão para as novas vertentes da profissão, trocar experiências e discutir temas importantes para a nossa categoria. Tenho certeza de que teremos boas conversas e sairemos daqui com novos conhecimentos para oferecer aos nossos pacientes, que são a razão do nosso trabalho”, disse ela. O Seconci-DF participou da programação ao lado da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e do Serviço Social do Comércio do Distrito Federal (SESC-DF). As instituições apresentaram seus respectivos processos, protocolos e experiências relacionados ao atendimento e à promoção da saúde bucal, permitindo aos participantes conhecer diferentes modelos de atuação e estratégias voltadas à assistência odontológica. Para Mára Lúcia Campos, a participação no encontro foi uma oportunidade de apresentar a experiência do Seconci-DF na área de odontologia social e ampliar o diálogo com outros profissionais e instituições. “Essa é uma oportunidade de apresentar a odontologia social do Seconci e mostrar como é feito o atendimento que realizamos diariamente em nossas unidades. Mais do que é isso, é uma forma de promover a saúde bucal da população, seja ela do setor da construção, ou no todo”, explicou. Além das apresentações, o 4º Encontro Sindical das Políticas de Saúde Bucal do Distrito Federal contou com debates técnicos, exposição de estudos e discussões sobre os desafios da categoria. A cirurgiã-dentista do Seconci-DF, Ana Cristina Ferreira, também destacou a importância desse intercâmbio para o aperfeiçoamento das práticas profissionais. “É muito enriquecedor participar desses encontros porque a gente pode conhecer o que está sendo feito em outras empresas e aprimorar nosso trabalho e o que fazemos em prol dos trabalhadores que atendemos no Seconci-DF”, contou. A participação do Seconci-DF reforça o compromisso da instituição com a promoção da saúde, a qualificação dos serviços odontológicos e a valorização dos profissionais da área, além de ampliar o diálogo com entidades que atuam em diferentes frentes da saúde bucal no Distrito Federal. A iniciativa também contribui para fortalecer uma odontologia cada vez mais unida e voltada às necessidades dos trabalhadores e da população. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás

Durante o mês, o Seconci-DF estará presente em diversos canteiros de obras para falar sobre violência doméstica e familiar Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) promove palestras e ações de sensibilização em diversos canteiros de obras. Na segunda semana de atividades, as mulheres ganharam protagonismo nas ações, reforçando a importância da participação dos homens na conscientização e no enfrentamento à violência doméstica e familiar. Durante as visitas, a presença de trabalhadoras reforça a importância de levar o tema para esses espaços e de tornar os trabalhadores parceiros na construção de ambientes respeitosos e acolhedores para elas. “Nosso objetivo é provocar a reflexão no canteiro de obras, mostrando que diálogo, respeito e responsabilidade compartilhada são pilares fundamentais. O papel do homem é ser parceiro na construção de um ambiente seguro e saudável dentro de casa. Se houver dificuldades ou sinais de conflito, estamos de portas abertas para ouvir, orientar e apoiar cada trabalhador e sua família, sem julgamentos”, explica Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. Na segunda semana da campanha, mulheres que participaram das palestras destacaram a importância do apoio dos homens na proteção e no enfrentamento da violência doméstica e familiar. A engenheira de segurança do trabalho da Afonso França Engenharia, Jéssica Siqueira Borges, falou sobre a importância de discutir o tema em um ambiente predominantemente masculino. “É muito importante estarmos sempre conscientizando porque ainda existem pessoas que acham que a violência contra a mulher não existe. Precisamos levar essa orientação aos nossos colaboradores e mostrar o quanto é importante cuidarmos e respeitarmos as mulheres”, afirmou. Da mesma forma, a técnica de segurança do trabalho, Bruna Tayná, destacou a importância de abordar o tema nas frentes de trabalho. “A gente traz a palestra para falar sobre a importância do combate à violência contra a mulher, não só dentro, mas também fora da obra. Foi uma experiência muito enriquecedora, principalmente para explicar àqueles que ainda não compreendem o papel de cada um na proteção das mulheres. No final, muitos trabalhadores tiraram dúvidas, participaram da conversa e colocaram o selo ‘Eu Protejo as Mulheres’ nos capacetes, mostrando seu compromisso com essa causa”, contou. REDE DE APOIO O Seconci-DF não está sozinho na promoção de ambientes mais seguros para as mulheres. A iniciativa conta com a participação de instituições que integram a rede de proteção, como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF) e as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal. A coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), Andreia de Queiroz, esteve em um dos canteiros visitados pela campanha e destacou a importância de abordar o assunto em ambientes onde os homens são maioria. “É extremamente importante trazer a pauta da violência contra a mulher para o canteiro de obras. Na maioria das vezes, o agressor é homem, e ele precisa estar envolvido nessa discussão. Precisamos promover a conscientização sobre a não violência contra a mulher, mostrar os diferentes tipos de violência e sensibilizar esses trabalhadores. Talvez ele ainda não seja esposo, mas é filho, irmão e, muitas vezes, pai. Por isso, levar essa conscientização aos homens no canteiro de obras é fundamental”, disse. Ao levar essa discussão aos canteiros de obras, o Seconci-DF reforça que trabalhadores e suas famílias podem contar com orientação, escuta e apoio. Se você ou alguém próximo estiver passando por uma situação de violência ou conflito, procure o Seconci-DF. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do DF reúne profissionais para fortalecer a prevenção de acidentes e de assédio

Evento será realizado no dia 25 de agosto, no auditório do Sinduscon-DF, com participação gratuita e programação voltada à atuação estratégica da CIPA nos canteiros de obras O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) apoia o 3º Encontro de Cipeiros na Construção Civil do Distrito Federal, que será realizado no dia 25 de agosto de 2026 (terça-feira), das 13h30 às 17h, no auditório do Sinduscon-DF, no SIA, Trecho 2/3, 3º andar. Promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção do DF (Sinduscon-DF) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), o encontro tem como objetivo fortalecer a atuação dos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), ampliando a conscientização sobre prevenção, gestão de riscos e a importância da participação dos trabalhadores na construção de ambientes mais seguros e saudáveis. As empresas da construção civil são convidadas a liberar no mínimo dois cipeiros por obra, sendo um representante dos trabalhadores e um dos empregadores, além do técnico em segurança do trabalho, para participação no encontro. A inscrição é gratuita e deve ser realizada pela plataforma Sympla do Sinduscon-DF. PROGRAMAÇÃO A programação terá início às 13h15, com recepção e credenciamento, seguida da abertura do evento, às 13h30. Entre os temas que serão abordados estão: O encontro também contará com o Circuito do Bem-Estar Sesi Saúde, a partir das 16h30, com atividades como simulador de treinamento do Sesi, aferição de pressão arterial e bioimpedância, além de lanche e momento de networking. SERVIÇO 3º Encontro de Cipeiros na Construção Civil do Distrito Federal📅 Data: 25 de agosto de 2026 (terça-feira)⏰ Horário: 13h30 às 17h📍 Local: Auditório do Sinduscon-DF – SIA, Trecho 2/3, 3º andar🎟️ Inscrição: gratuita, pelo Sympla do Sinduscon-DF👷 Público: integrantes da CIPA e técnicos em segurança do trabalho da construção civil

Artigo: 20 anos da Lei Maria da Penha: prevenir a violência também é cuidar

A celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha representa um marco na consolidação das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Desde sua promulgação, a Lei nº 11.340/2006 fortaleceu os mecanismos de proteção às vítimas, ampliou a responsabilização dos agressores e impulsionou a articulação da rede de atendimento, reafirmando que a violência contra a mulher constitui uma violação dos direitos humanos e uma questão de saúde pública. Embora os avanços sejam significativos, os indicadores nacionais demonstram que a violência de gênero permanece como um desafio permanente. Seus impactos extrapolam o ambiente familiar, comprometendo a saúde física e mental das vítimas, a autonomia econômica, os vínculos sociais e o desempenho profissional. Nesse contexto, a prevenção e a identificação precoce dos sinais de violência tornam-se estratégias fundamentais para reduzir seus efeitos e interromper o ciclo da violência. Na atuação do Serviço Social do Seconci-DF, compreendo que o ambiente de trabalho também desempenha um papel estratégico na proteção social. Por meio de ações educativas, palestras e campanhas de conscientização, buscamos fortalecer o acesso à informação, sensibilizar trabalhadores e empregadores e estimular uma cultura organizacional pautada no respeito, na equidade e na promoção dos direitos humanos. As empresas possuem relevante responsabilidade social na construção de ambientes seguros e acolhedores. Ao promover espaços de diálogo, qualificar lideranças para a identificação de situações de vulnerabilidade e orientar sobre os serviços da rede de proteção, contribuem para a prevenção da violência e para o fortalecimento da saúde e da qualidade de vida de seus colaboradores. Os 20 anos da Lei Maria da Penha representam não apenas uma oportunidade para reconhecer os avanços conquistados, mas também para reafirmar o compromisso coletivo com a defesa dos direitos das mulheres. Como assistente social do Seconci-DF, renovo meu compromisso de fortalecer ações de prevenção, educação e acolhimento, compreendendo que o enfrentamento à violência exige atuação integrada, responsabilidade compartilhada e compromisso permanente com a dignidade humana Artigo escrito pela assistente social Roseane dos Santos | Ilustração: IA