Construindo Histórias: alfabetização transforma aprendizado em autonomia para trabalhador da construção civil

Projeto do Seconci-DF mostra, todos os meses, como os serviços da instituição contribuem para transformar histórias e ampliar oportunidades para trabalhadores do setor Ir ao mercado. Escolher um produto. Conferir o preço. Identificar o nome de uma mercadoria. Fazer uma compra sem precisar da ajuda dos filhos. Para muitas pessoas, são tarefas corriqueiras. Para o pedreiro Gilmar da Cunha, cada uma delas representa uma conquista. Aluno do Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos do Seconci-DF, Gilmar vem descobrindo, pouco a pouco, a autonomia que o conhecimento pode proporcionar. O que antes dependia da ajuda de outras pessoas começa a fazer parte da sua rotina. “O que eu sei, aprendi na escolinha. Graças a Deus e à professora, que sempre se esforçou e se esforça por nós. Hoje em dia, vou ao mercado sem precisar levar meus filhos. Consigo ver os nomes, os preços e comprar as coisas sozinho”, conta o aluno da sala de aula montada na empresa parceira e apoiadora ao programa do Seconci-DF, Construtora Faenge. De acordo com a professora de alfabetização do Seconci-DF, Cristiane Monteiro, o maior desafio é conciliar o esforço do trabalho nas obras com o ensino e, nesse aspecto, o pedreiro Gilmar é exempleo O Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos do Seconci-DF utiliza situações presentes na rotina dos trabalhadores como ponto de partida para o aprendizado. A proposta aproxima o conteúdo da realidade dos alunos e mostra que a leitura e a escrita estão presentes em diferentes momentos da vida. Para Geraldo Henrique Gomes, coordenador pedagógico do Seconci-DF, essa conexão entre o aprendizado e a experiência cotidiana é fundamental para tornar o processo significativo. “O programa de alfabetização de jovens e adultos estimula o trabalhador a aprender por meio da sua vivência diária. O resultado é gratificante e transformador. Ao reconhecer palavras, compreender informações, identificar preços ou preencher documentos, o aluno passa a lidar com situações do cotidiano de uma maneira diferente e enxergando novas possibilidades”, explica o coordenador. Histórias que constroem histórias A trajetória de Gilmar é uma das muitas histórias que fazem parte da atuação do Seconci-DF. O Seconci oferece serviços voltados à saúde, segurança, assistência e desenvolvimento dos trabalhadores da construção civil e de seus familiares. É justamente para dar visibilidade aos resultados dos serviços e atendimentos oferecidos que o Construindo Histórias apresenta, todos os meses, relatos de trabalhadores atendidos pela instituição. São histórias diferentes, mas que têm algo em comum: mostram que o cuidado pode produzir mudanças concretas na vida das pessoas. No caso de Gilmar, cada palavra aprendida representa também um passo em direção à autonomia. E o próximo objetivo já está definido: trabalhar, juntar dinheiro e conquistar a habilitação. Os sonhos renovados, a possibilidade de enxergar a vida com a lente do conhecimento e o apoio às necessidades dos trabalhadores são parte do projeto que o Seconci leva às empresas parceiras e ao setor da construção que entende a importância do investimento no lado social do setor.

Agosto Lilás: Seconci-DF entra na última semana de campanha com 31 palestras e mais de 3,2 mil trabalhadores impactados

Palestra no canteiro da Vilella e Carvalho reforçou o papel dos homens na prevenção da violência contra a mulher e contou com a participação de instituições parceiras Na última semana do Agosto Lilás, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça as ações de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. Até o final do mês, serão realizadas 31 palestras em canteiros de obras, alcançando mais de 3,2 mil trabalhadores, em uma mobilização que conta com o apoio de instituições que integram a rede de proteção às mulheres. Um dos canteiros visitados foi da empresa parceira ao Seconci, Construtora Vilella e Carvalho que reuniu trabalhadores para discutir os diferentes tipos de violência contra a mulher, formas de prevenção e o papel dos homens no enfrentamento ao problema. A atividade faz parte do programa “Eu Protejo as Mulheres”, desenvolvido pelo Seconci-DF, com apoio de parceiros como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF), as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal, aém do apoio institucional do Sinduscon-DF e do Sticombe, sindicatos patronal e laboral do setor da construção do DF, respectivamente. A palestra realizada no canteiro da Villela ficou sob responsabilidade do gerente dos Núcleos do Direito delas, Bruno Abreu dos Santos Carvalho, que reforcou a importância de levar essa discussão aos canteiros como forma de envolver os homens diretamente na prevenção. “Os homens são as pessoas que nós acreditamos que devem assumir esse papel de proteção, de cuidado, de conscientização. Não é uma guerra entre homens e mulheres. Na verdade, é a junção de homens e mulheres juntos para combater essa violência que tem acontecido contra as mulheres em todos os ambientes”, destacou. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, que também esteve na palestra realizada nesta quarta-feira, no Setor Noroeste, explica que o trabalho busca apresentar informações que muitas vezes ainda são desconhecidas pelos trabalhadores. “A gente passa informações importantíssimas sobre cada tipo de violência, o que fazer e como proceder. Muitas vezes, os homens nem sabem direito do que se trata. E é para eles que a gente tem que falar”, afirmou. A participação dos parceiros amplia a rede de orientação e proteção e fortalece o trabalho realizado nos canteiros. Ao levar profissionais e instituições especializadas para esses espaços, a campanha aproxima os trabalhadores dos serviços disponíveis e estimula a busca por ajuda diante de situações de violência. Com a campanha entrando em sua última semana, o Seconci-DF reforça que a conscientização deve ultrapassar o período do Agosto Lilás. A proposta é estimular trabalhadores a reconhecer diferentes formas de violência, romper com a naturalização de comportamentos abusivos e contribuir para ambientes mais seguros e respeitosos dentro e fora dos canteiros de obras. E também reforça que a instituição possui um serviço de acolhimento psicossocial à disposição dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas parceiras para casos de violência doméstica e familiar. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF Leia mais sobre esse assunto: Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal

3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do DF reforça papel da prevenção e da atuação estratégica da CIPA

Evento reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança e representantes do setor para discutir prevenção de acidentes, gestão de riscos e enfrentamento ao assédio nos canteiros de obras Realizado nesta terça-feira (25/8), no auditório do Sinduscon-DF, o 3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do Distrito Federal reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança do trabalho e representantes de entidades do setor. O encontro discutiu o fortalecimento da prevenção de acidentes, a gestão de riscos e o enfrentamento ao assédio nos ambientes de trabalho. O Seconci-DF apoiou a iniciativa, promovida pelo Sinduscon-DF e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), como parte das ações previstas na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Na abertura, o diretor do Seconci-DF, José Antônio Bueno, destacou a importância da atuação dos cipeiros no cotidiano das obras e na construção de uma cultura permanente de segurança. “Mais do que cumprir uma exigência, uma CIPA atuante ajuda a criar uma verdadeira cultura da segurança, baseada no diálogo, na orientação e na responsabilidade de todos”, afirmou. Para José Antônio, a prevenção deve ser entendida como um investimento nas pessoas e nas próprias empresas. “Segurança é investimento. É respeito ao trabalhador, à sua família e também à própria empresa”. A programação contou com painéis sobre liderança, gestão de riscos operacionais e prevenção ao assédio. Os participantes também puderam aproveitar o Circuito do Bem-Estar Sesi Saúde com exames de aferição de pressão arterial, bioimpedância. além disso, a Casa do Construtor levou para o evento um simulador de treinamento para que os participantes pudessem viver na prática como funciona a utilização de equipamentos de segurança. Presidente do Sticombe Brasília, Raimundo Salvador da Costa Braz ressaltou que a realização anual do encontro representa uma conquista construída pelas entidades patronal e dos trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir das negociações entre os sindicatos e foi incorporada à Convenção Coletiva de Trabalho. “Aqui no Distrito Federal, nós tivemos essa grande conquista, que traz um equilíbrio enorme para as relações no nosso local de trabalho, nas nossas obras, com relação a essa questão de segurança e saúde nos nossos ambientes”, destacou. Raimundo também chamou atenção para os desafios enfrentados pela construção civil e para a necessidade de fortalecer a atuação dos cipeiros como multiplicadores da prevenção. Entre os riscos que exigem atenção permanente, citou escavações, choques elétricos e trabalho em altura. “Vocês estão aqui para ser as nossas vozes dentro do local de trabalho, as vozes de todos os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou aos participantes. Representando a Procuradoria Regional do Trabalho no Distrito Federal, a procuradora do Trabalho Karolina Mercante, integrante da Divisão de Meio Ambiente do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, destacou que a atuação da CIPA vai além da prevenção de acidentes. A comissão, segundo ela, também tem papel importante na promoção da saúde mental e no enfrentamento às diferentes formas de violência nas relações de trabalho. “A CIPA é um instrumento bipartite. Então, ela é uma externalização da democracia nas relações de trabalho”, afirmou. Karolina ressaltou ainda a importância de os cipeiros atuarem como canais de conscientização e denúncia, inclusive em situações de assédio moral e eleitoral. Para ela, a comissão deve contribuir tanto para orientar trabalhadores e empregadores quanto para acolher denúncias. “É importante que a CIPA seja esse canal, tanto de conscientização do trabalhador, do empregador, como canal de denúncia”, ressaltou. Membro da CIPA do Seconci-DF, a cirurgiã-dentista Juliana Franzone esteve no evento e elogiou os temas apresentados, além das discussões propostas pela organização. “Estive presente no 3º encontro de CIPEIROS e tive a oportunidade de assistir várias palestras importante. A CIPA funciona quando deixa de ser apenas um grupo que aponta problemas e passa a ser uma parte ativa da empresa, observando, ouvindo os colaboradores e buscando soluções”, concluiu. Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF

Programa de alfabetização do Seconci-DF é destaque em reportagem da TV Brasil

Projeto do Seconci-DF foi destaque na TV Brasil ao mostrar como a alfabetização dentro dos canteiros de obras transforma a vida de trabalhadores da construção civil por meio da educação, autonomia e inclusão social O programa de alfabetização do Seconci-DF ganhou destaque em reportagem exibida pela TV Brasil, que mostrou como a iniciativa vem transformando a realidade de trabalhadores da construção civil no Distrito Federal. Desenvolvido em parceria com empresas do setor, o projeto leva educação para dentro dos canteiros de obras e amplia o acesso ao aprendizado para profissionais que não tiveram a oportunidade de estudar na infância. A matéria apresentou o impacto da alfabetização na vida dos trabalhadores, promovendo mais autonomia, cidadania e qualidade de vida. Com aulas adaptadas à rotina dos canteiros e metodologia voltada para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), os participantes conseguem conciliar trabalho e estudo sem comprometer a jornada profissional. Além das entrevistas com professores e coordenadores do projeto, a reportagem também destacou histórias de superação dos próprios alunos. Trabalhadores relataram como aprender a ler e escrever mudou atividades simples do cotidiano, como pegar um ônibus, identificar endereços e compreender instruções no ambiente de trabalho. Durante a reportagem, o presidente do Seconci-DF, Eduardo Aroeira, destacou que o projeto atua principalmente no combate ao analfabetismo funcional, situação em que a pessoa teve acesso à escola, mas não desenvolveu plenamente as habilidades de leitura e escrita.”A iniciativa busca oferecer mais dignidade e autonomia aos trabalhadores da construção civil por meio da educação, ampliando oportunidades dentro e fora do ambiente de trabalho”, destaca. Confira a reportagem completa:

Abril Verde: Seconci-DF reforça debate sobre segurança e saúde no trabalho nos canteiros de obras

Durante o mês,  palestras serão realizadas com foco na prevenção de acidentes e na saúde mental dos trabalhadores José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) intensificou suas ações para o Abril Verde, campanha nacional dedicada à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. Ao longo do mês, 36 canteiros de obras serão visitados, levando informação sobre segurança no ambiente laboral, prevenção de acidentes, com expectativa de atingir milhares de trabalhadores. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, abordando temas como ergonomia, prevenção de acidentes, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs)  e informações básicas sobre as mudanças da Norma Regulamentadora 1 (NR1), que passa a exigir o levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, reforça que o Abril Verde é um momento importante para reforçar a conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, especialmente na construção civil, que exige atenção constante. “No Seconci-DF, intensificamos nossas ações ao longo do mês, com palestras e visitas aos canteiros, levando orientação diretamente aos trabalhadores”, explica ela. Abril Verde e a importância da prevenção O Abril Verde tem como marco o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril. A data foi instituída em memória de um acidente ocorrido em 1969, nos Estados Unidos, quando uma explosão em uma mina de carvão deixou dezenas de trabalhadores mortos. Desde então, o mês passou a simbolizar a luta por condições de trabalho mais seguras em todo o mundo. No contexto da construção civil, onde os riscos são elevados e as atividades exigem atenção constante, a campanha ganha ainda mais relevância. Acidente de trabalho é todo evento que ocorre durante o exercício da atividade profissional e que pode causar lesão, doença ou redução da capacidade laboral, podendo ser classificado como típico, de trajeto, grave ou fatal. Acidente Típico É o acidente que ocorre durante a execução da atividade profissional, dentro ou fora da empresa, desde que o trabalhador esteja a serviço. Acidente de Trajeto É o acidente que ocorre no percurso entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, ou vice-versa. Acidente Grave É caracterizado pela gravidade da lesão, independentemente de onde ocorreu (típico ou trajeto). Acidente Fatal É aquele que resulta em óbito do trabalhador, podendo ocorrer no local do acidente ou posteriormente em decorrência dele. Saúde mental, riscos psicossociais relacionados ao trabalho e a Nova NR1 A saúde mental dos trabalhadores ocupa um espaço cada vez mais relevante nas discussões sobre segurança no trabalho. A rotina intensa, a pressão por produtividade e as condições do ambiente laboral podem afetar o bem-estar emocional e contribuir para a ocorrência de acidentes. Problemas como estresse, ansiedade e esgotamento impactam diretamente a concentração, aumentam a probabilidade de erros e elevam os índices de afastamento. Nesse contexto, os riscos psicossociais relacionados ao trabalho passam a ser considerados parte essencial das estratégias de prevenção. Para atender às mudanças da NR1, que entram em vigor em 26 de maio de 2026, o Seconci-DF criou sua própria metodologia para realização do levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Serviço que está disponível para todas as empresas que realizam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com a instituição. O que diz o trabalhador sobre o Abril Verde As ações realizadas nos canteiros têm impacto direto na conscientização dos profissionais que participam das palestras, como mostram os depoimentos de quem já participou da campanha. Abril Verde reforça cultura de prevenção na construção civil Seconcis intensificam ações do Abril Verde com foco em saúde e segurança na construção civil

Abril Verde reforça cultura de prevenção na construção civil

Voltada à promoção da saúde e segurança no trabalho, a campanha Abril Verde busca informar e mostrar a importância da adoção de uma rotina de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Em 2026, a campanha terá como foco a saúde mental dos trabalhadores. Em maio entram em vigor as atualizações da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) que ampliam as diretrizes do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), incluindo a obrigatoriedade do levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. Com isso, a partir da presente data, passam a ser obrigatórias a avaliação de riscos relacionados ao estresse, assédio, burnout, ambientes organizacionais tóxicos e sobrecarga de trabalho. A medida reforça a atenção à saúde mental no ambiente laboral com o mesmo rigor dado aos riscos físicos, químicos e biológicos, entre outros. Nesse cenário, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) atua ao lado das empresas da construção civil oferecendo suporte completo para a implementação dessas medidas e a promoção do bem-estar dos trabalhadores. Como parte desse movimento, a entidade já disponibiliza metodologia própria para levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, conforme a NR-01, do Ministério do Trabalho e Emprego. Ampliar o olhar para a saúde mental no ambiente laboral é um passo essencial para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, destaca Juliana Moreira de Oliveira, gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF. “O bem-estar psicológico é fundamental para garantir não apenas a produtividade, mas principalmente a segurança no espaço de trabalho”, afirma. “Entretanto, vale ressaltar, que problemas relacionados, principalmente, a ergonomia, como levantamento de carga, postura inadequada e movimentos repetitivos, ainda se destacam como os principais problemas enfrentados na construção civil. Dessa forma, é preciso que os trabalhadores também fiquem atentos ao seu bem-estar físico”. Além dos riscos psicossociais A construção civil vem registrando resultados positivos em um cenário de avanços consistentes na prevenção de acidentes. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que, em 2023, o setor registrou os melhores índices de segurança da série histórica, evidenciando a consolidação de práticas preventivas nos canteiros de obras. No ano de referência, o setor registrou uma redução de mais de 30% de acidentes típicos em comparação ao ano anterior. No mesmo período, o número de doenças do trabalho caiu 25%, atingindo o menor índice da série. A letalidade também apresentou recuo 60% menos do que em 2022. Já o indicador de mortalidade caiu 71%. Os resultados refletem uma atuação integrada entre empresas, trabalhadores e entidades. O Seconci-DF promove ações que incluem a elaboração de programas ocupacionais, emissão de laudos técnicos, desenvolvimento de campanhas educativas e realização de atividades diretamente nos canteiros, como palestras, distribuição de materiais informativos e eventos. “A prevenção precisa fazer parte da rotina das obras. Não se trata apenas de cumprir normas, mas de promover uma cultura contínua de cuidado com a vida e a saúde dos trabalhadores”, afirma Juliana Moreira. Para se ter uma ideia, apenas em 2025, o Seconci-DF beneficiou mais de 20 mil trabalhadores, 33% a mais do que em 2024, quando mais de 15 mil foram impactados positivamente. Ao longo do ano, a entidade promoveu treinamentos admissionais, palestras, programas monitorados, curso de CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e treinamentos de NR-35, obrigatório para todo serviço executado acima de 2 metros do nível inferior onde existe o risco de queda. Ao todo 183 empresas associadas foram atendidas. Para o presidente do Seconci-DF, Eduardo Aroeira, o fortalecimento dessa conduta prevencionista está diretamente relacionado à presença de iniciativas estruturadas no setor. “O trabalho desenvolvido pelo Seconci-DF contribui para ampliar o acesso à informação e às boas práticas de segurança, fortalecendo a conscientização nos canteiros de obras e apoiando as empresas na adoção de medidas efetivas de prevenção”, destaca. Abril Verde 2026 Ao longo do mês, o Seconci-DF realiza uma série de ações voltadas à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. Estão agendadas 36 palestras nos canteiros de obras do Distrito Federal. Com isso, milhares de trabalhadores serão sensibilizados com abordagens que incluem temas como saúde mental, riscos psicossociais e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletivo (EPCs). As atividades também contribuem para iniciativas internas das empresas, como as Semanas Internas de Prevenção de Acidentes (SIPATs) e os Diálogos Diários e Semanais de Segurança, ampliando o alcance das orientações preventivas. “As palestras têm como objetivo fortalecer a cultura de prevenção, mostrando que pequenas atitudes fazem toda a diferença no dia a dia. Nosso compromisso é fazer com que o trabalhador e a trabalhadora retornem para casa com saúde ao fim do expediente”, explica Juliana. Maria das Dores de Oliveira, técnica de Segurança da Construtora Villela e Carvalho, aponta que as palestras oferecidas pelo Seconci-DF são muito importantes para os colaboradores. “A segurança no trabalho é um assunto que abordamos diariamente com os trabalhadores e, às vezes, acaba passando despercebido por eles. Por isso, ter especialistas aqui reforçando o tema e trazendo casos reais foi muito enriquecedor e interessante para todos”. Joilson da Silva Sousa, encarregado na empresa Construtora Villela e Carvalho, achou a palestra muito interessante e destacou que esse é um assunto que deve ser abordado sempre. “Quanto mais a gente aprender a tomar cuidado e a seguir as orientações da forma correta, melhor”, afirma. “Evitar que um acidente grave ocorra na obra depende de nós mesmos. É preciso sempre realizar todos os serviços utilizando os equipamentos de segurança e alertar os colegas quando algo estiver errado ou fora do padrão”. Fonte: Profissionais do Texto

Banco de Profissionais da Construção – Nova Senha

Empresas que utilizam a ferramenta para contratação de mão de obra precisam atualizar o acesso José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-DF) informa que a senha de acesso ao Banco de Profissionais da Construção (BPC) foi atualizada nesta segunda-feira (23/3). A partir desta data, somente será permitido o acesso por meio da nova senha enviada por e-mail às empresas parceiras da instituição. Para manter o acesso, os usuários devem realizar a atualização conforme as orientações disponibilizadas pelo Seconci-DF. A mudança da senha faz parte de um protocolo de segurança adotado pela instituição, que prevê a renovação periódica a cada dois meses, com o objetivo de reforçar a proteção dos dados e a confiabilidade da ferramenta. O BPC é uma ferramenta gratuita que conecta empresas da construção civil a profissionais disponíveis para contratação, reunindo atualmente mais de 1.800 cadastros em diferentes áreas de atuação, com a possibilidade e contratação de pessoal por geolocalização. BPC – Top 10 Funções com Mais Cadastros 🏗️ Top 10 Funções com Mais Cadastros no BPC Banco de Profissionais da Construção Civil  |  Total de cadastros analisados: 1.820 Servente 466 cadastros · 25,6% 466 Pedreiro 289 cadastros · 15,9% 289 Carpinteiro 165 cadastros · 9,1% 165 Eletricista 100 cadastros · 5,5% 100 Armador 84 cadastros · 4,6% 84 Operador de Máquinas 78 cadastros · 4,3% 78 Bombeiro Hidráulico 68 cadastros · 3,7% 68 Pintor 65 cadastros · 3,6% 65 Ajudante Geral 55 cadastros · 3,0% 55 Encarregado 54 cadastros · 3,0% 54 Fonte: DADOS_BPC_TEXTO_2303  |  Banco de Profissionais da Construção Civil – DF/GO Elaboração: BPC · Março 2026   BPC – Distribuição por Cidade 📍 Distribuição de Cadastros BPC por Cidade Banco de Profissionais da Construção Civil  |  Total de cadastros analisados: 1.802 1.802 cadastros Fonte: DADOS_BPC_TEXTO_2303  |  Banco de Profissionais da Construção Civil – DF/GO Elaboração: BPC · Março 2026

Março Lilás – mês de conscientização sobre o câncer de colo do útero

Mulheres que atuam em empresas da construção podem realizar consultas e exames com ginecologista José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça, ao longo do Março Lilás, a importância do cuidado com a saúde das mulheres que atuam no setor da construção civil. A campanha é dedicada à conscientização e à prevenção do câncer do colo do útero, uma das doenças que mais afetam a população feminina no Brasil. Durante o mês, a instituição intensifica a oferta de serviços voltados à saúde da mulher, disponibilizando consultas ginecológicas, exame preventivo Papanicolau, mamografia, ultrassonografia ginecológica, exames laboratoriais e orientações especializadas. O câncer do colo do útero é atualmente a quarta maior causa de morte por neoplasias entre mulheres no país. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o período de 2026 a 2028, são esperados mais de 19 mil novos casos por ano. Dados recentes do Ministério da Saúde também evidenciam a gravidade do cenário: somente em 2025, a doença foi responsável pela morte de cerca de 20 mulheres por dia. Diante desse contexto, o Seconci-DF reforça a preocupação com a saúde das trabalhadoras da construção civil que podem, por meio da instituição, ter acesso ao acompanhamento ginecológico e aos serviços de prevenção. Para o gerente médico da instituição, Maurício Nieto, a campanha é um chamado à ação. “O Março Lilás é um convite para que as mulheres priorizem o cuidado com a própria saúde, realizando o rastreamento do câncer do colo do útero. Trata-se de uma doença prevenível e com altas chances de cura quando identificada precocemente”, destaca. Ele também ressalta que a estrutura oferecida pela instituição facilita o acesso ao cuidado. “Disponibilizamos consultas e exames complementares sem custo para as trabalhadoras. Isso permite um diagnóstico oportuno, acompanhamento adequado e tratamento das alterações identificadas, evitando a progressão da doença e possíveis complicações”, explica. Atendimento que faz a diferença Para muitas mulheres que atuam nos canteiros de obra, ter acesso a atendimentos próximos ao ambiente de trabalho é fundamental para manter a saúde em dia sem comprometer a rotina profissional. A rejuntadeira Maria José Rosa, que trabalha na construção civil há cerca de dois anos, destaca a importância da presença feminina no setor, especialmente nas etapas de acabamento, que exigem atenção aos detalhes. Para ela, o atendimento oferecido pelo Seconci-DF faz toda a diferença. “Já utilizei o atendimento de ginecologia e fui muito bem acolhida. Desde a portaria até os profissionais de saúde, o atendimento é excelente. A gente realmente se sente cuidada”, afirma. A ajudante de obra Adriana Maria Barbosa também ressalta o impacto positivo do serviço, especialmente diante das dificuldades de acesso à rede pública. “Quando soube do atendimento, aproveitei a oportunidade. Pelo SUS é muito difícil conseguir consulta. Aqui conseguimos cuidar da saúde sem precisar faltar ao trabalho, madrugar em fila ou ter custos. É algo muito importante para nós”, relata. Para mais informações sobre os serviços oferecidos, entre em contato com o Seconci-DF pelo telefone (61) 3399-1888 ou acesse o site www.seconci-df.org.br.

Novo manual da NR-1 traz mais clareza e reforça a gestão de riscos nas empresas

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou o manual de interpretação e aplicação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), consolidando diretrizes atualizadas para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O documento representa um avanço importante na Segurança e Saúde no Trabalho (SST), ao oferecer orientações práticas para empresas e profissionais sobre como implementar, de forma estruturada, a gestão de riscos relacionados aos ambientes de trabalho. A publicação do Ministério do Trabalho tem como principal objetivo promover uma interpretação uniforme e conforme as mudanças normativas implementadas, oferecer diretrizes de interpretação e de implementação do GRO e esclarecer dúvidas práticas e operacionais. Ampliação do conceito de riscos ocupacionais Uma das principais mudanças trazidas pela atualização do item 1.5 da NR-1, reforçada pelo manual, é a ampliação do conceito de riscos ocupacionais. Antes mais restrita aos agentes físicos, químicos e biológicos, ergonômicos e de acidentes, o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) será obrigado a incluir levantamento dos riscos psicossociais. Com isso, aspectos como sobrecarga de trabalho, assédio, falta de apoio organizacional, baixa autonomia e conflitos interpessoais deverão ser reconhecidos como riscos e serão identificados, avaliados e controlados pelas empresas. GRO como processo contínuo e obrigatório O manual reforça que o GRO deve ser tratado como um processo contínuo, sistemático e integrado à rotina das organizações. Seu objetivo é antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os riscos ocupacionais, garantindo ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Esse processo deve seguir uma lógica estruturada de gestão, baseada no ciclo de melhoria contínua (planejar, executar, verificar e agir), o que exige planejamento, monitoramento e revisão constante das ações adotadas. Prevenção como prioridade O manual enfatiza que a prevenção deve começar antes mesmo da exposição ao risco. Sempre que possível, as empresas devem priorizar: Essa abordagem proativa reduz a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, além de contribuir para a melhoria contínua do desempenho em SST. Mais segurança para empresas e trabalhadores Com diretrizes mais claras e abrangentes, o manual da NR-1 fortalece a gestão de riscos ocupacionais no Brasil, trazendo mais segurança jurídica para as empresas e maior proteção à saúde dos trabalhadores. A adoção dessas práticas não apenas garante conformidade com a legislação, mas também contribui para ambientes de trabalho mais organizados, produtivos e sustentáveis. Avaliação dos riscos no Seconci-DF As empresas do setor da construção do Distrito Federal, bem como de outros setores, podem realizar a avaliação dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho com apoio do Seconci-DF. A instituição uniu esforços das áreas de gerência geral, segurança do trabalho, medicina, serviço psicossocial e Recursos Humanos para o levantamento desses riscos diretamente nos canteiros de obras. A ferramenta utilizada é fundamentada na HSE Management Standards Indicator Tool (HSE-IT), instrumento amplamente aplicado no Reino Unido e reconhecido internacional e nacionalmente para avaliação de aspectos psicossociais relacionados à organização do trabalho. A contratação do serviço está disponível para todas as empresas que realizam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com o Seconci-DF. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888, ramal 247.

Seconci-DF inaugura nova sala de alfabetização

Iniciativa leva educação para dentro dos canteiros de obras e reforça a cidadania e a autonomia dos trabalhadores da construção civil Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF) inaugurou uma nova turma do projeto de alfabetização voltado aos trabalhadores da construção civil. Desenvolvida em parceria com empresas do setor, a iniciativa leva salas de aula para dentro dos canteiros de obras e amplia o acesso à educação para profissionais que não tiveram a oportunidade de estudar na infância. Durante a abertura das atividades em um dos canteiros parceiros, a importância do projeto foi destacada como uma ação que vai além da formação profissional. “Este projeto foi desenhado para que cada um tenha a chance de redescobrir o mundo por meio das letras e dos números. A educação é a única ferramenta que ninguém pode tirar de vocês”, destacou Elisane Sena, gestora de RH da empresa parceira, construtora Faenge. Atualmente, o Seconci-DF conta com duas turmas ativas e se prepara para ampliar o número de salas ao longo do ano. De acordo com o coordenador pedagógico responsável pelo projeto, Geraldo Henrique Gomes, a alfabetização tem como objetivo resgatar a dignidade e a cidadania aos participantes. “Nosso objetivo é que mais empresas conheçam e participem dessa ação para que mais trabalhadores que precisam de educação possam ter a oportunidade de voltar a estudar e enxergar o mundo com olhos de sabedoria”, explicou. Educação que transforma dentro da obra O projeto de alfabetização do Seconci-DF é desenvolvido dentro dos próprios canteiros, com aulas adaptadas à rotina dos trabalhadores. A metodologia segue o modelo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), permitindo que os participantes conciliem trabalho e estudo sem comprometer a jornada profissional. Mais do que ensinar a ler e escrever, a iniciativa promove autonomia no dia a dia dos trabalhadores um impacto percebido diretamente por quem participa das aulas. “Hoje eu já sei um pouco. Já não me perco mais em Brasília, porque agora consigo ler o nome dos lugares”, relata o servente Francisco Neto, atendido pelo projeto. A trajetória dos participantes evidencia a importância da iniciativa. O pedreiro Paulo Ferreira da Silva, por exemplo, encontrou no projeto a oportunidade de retomar os estudos após anos dedicados exclusivamente ao trabalho. “Eu parei os estudos para ajudar minha mãe quando meu pai nos deixou. Era uma vida muito sofrida ea gente precisava sofrer. Foi uma oportunidade porque e muito ruim não saber nem pegar um ônibus. A pessoa que não sabe nem escrever o nome é cego”, disse Paulo. “A pessoa que não sabe nem escrever o nome é cego” pedreiro Paulo Ferreira da Silva. A volta à sala de aula tem proporcionado mais autonomia no cotidiano e novas perspectivas de futuro. Além disso, o aprendizado também fortalece vínculos familiares e amplia o interesse pelo conhecimento dentro de casa. “É gratificante ver cada aluno aprendendo e evoluindo. Muitos levam esse aprendizado para dentro de casa e compartilham com a família”, destaca a professora do Seconci-DF Tayanne Abreu. Saiba mais sobre a alfabetização do Seconci-DF. Ligue (61) 3399-1888 ramal 241 ou acesse www.seconci-df.org.br Texto: José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF