Seconci-DF encerra Agosto Lilás com participação de órgãos do GDF e reforça combate à violência contra a mulher

Campanha levou informação e conscientização aos trabalhadores da construção civil durante todo o mês de agosto O Seconci-DF encerrou, nesta quinta-feira (3), a campanha Agosto Lilás, iniciativa dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres. A atividade reuniu representantes das Secretarias de Estado da Mulher, da Justiça e da Segurança Pública do Distrito Federal, por meio da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher, da Polícia Civil (DIAM/PCDF) que participaram das palestras realizadas pelo Seconci-DF nos canteiros de obras ao longo do mês. Foram 32 palestras e mais de 3,2 trabalhadores sensibilizados sobre a importância do combate à violência, além dos mecanismos e meios disponíveis para socorrer e acolher vítimas de violência doméstica e familiar no DF. A presença das instituições permitiu aproximar os trabalhadores das políticas públicas de proteção às mulheres e reforçar que o enfrentamento à violência é uma responsabilidade de toda a sociedade. Parceria amplia alcance da campanha Durante o encerramento, o diretor do Seconci-DF, Paulo Sarkis, destacou a importância da atuação conjunta entre a instituição e os órgãos públicos. “É sempre importante ter parceiros que possam somar com esse trabalho social que realizamos. Todos serão sempre bem-vindos a somar junto ao trabalho social que desenvolvemos”, disse ele. Representando a Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), a coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher, Andreia de Queiroz, ressaltou a relevância da parceria para levar a pauta aos trabalhadores. “Agradeço a parceria para uma pauta tão importante, que foi levada aos canteiros, e deixo claro que a Secretaria da Mulher está à disposição para enfrentar essa luta junto com o Seconci”, comentou. Para a assessora especial da Secretaria de Estado de Justiça do Distrito Federal (Sejus-DF), Luene Garcia, o enfrentamento à violência doméstica exige o compromisso de instituições e da sociedade. “É uma felicidade estar nessa culminância. A Sejus já é uma parceira frequente e estamos felizes pela responsabilidade social da instituição. Quando a gente se depara com essa epidemia de violência doméstica contra a mulher, temos a responsabilidade de enfrentar esse problema. Precisamos deixar esse recado para as futuras gerações”, explicou. Polícia Civil realizou 22 palestras nos canteiros A diretora-adjunta da DIAM, Rejane Mathias, destacou o trabalho de conscientização e acolhimento realizado pela instituição e informou que a parceria com o Seconci-DF resultou em 22 palestras nos canteiros de obras durante a campanha. Rejane ressaltou a importância de abordar o tema com os homens, considerando o perfil majoritariamente masculino do setor da construção civil. “Essa parceria é fantástica porque falamos com homens e mostramos que não é só a mulher que é vítima: a família toda é atingida. Muitos homens também foram afetados, e fico muito feliz com tantos relatos que chegaram até nós”, contou.
Agosto Lilás: Seconci-DF entra na última semana de campanha com 31 palestras e mais de 3,2 mil trabalhadores impactados

Palestra no canteiro da Vilella e Carvalho reforçou o papel dos homens na prevenção da violência contra a mulher e contou com a participação de instituições parceiras Na última semana do Agosto Lilás, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça as ações de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. Até o final do mês, serão realizadas 31 palestras em canteiros de obras, alcançando mais de 3,2 mil trabalhadores, em uma mobilização que conta com o apoio de instituições que integram a rede de proteção às mulheres. Um dos canteiros visitados foi da empresa parceira ao Seconci, Construtora Vilella e Carvalho que reuniu trabalhadores para discutir os diferentes tipos de violência contra a mulher, formas de prevenção e o papel dos homens no enfrentamento ao problema. A atividade faz parte do programa “Eu Protejo as Mulheres”, desenvolvido pelo Seconci-DF, com apoio de parceiros como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF), as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal, aém do apoio institucional do Sinduscon-DF e do Sticombe, sindicatos patronal e laboral do setor da construção do DF, respectivamente. A palestra realizada no canteiro da Villela ficou sob responsabilidade do gerente dos Núcleos do Direito delas, Bruno Abreu dos Santos Carvalho, que reforcou a importância de levar essa discussão aos canteiros como forma de envolver os homens diretamente na prevenção. “Os homens são as pessoas que nós acreditamos que devem assumir esse papel de proteção, de cuidado, de conscientização. Não é uma guerra entre homens e mulheres. Na verdade, é a junção de homens e mulheres juntos para combater essa violência que tem acontecido contra as mulheres em todos os ambientes”, destacou. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, que também esteve na palestra realizada nesta quarta-feira, no Setor Noroeste, explica que o trabalho busca apresentar informações que muitas vezes ainda são desconhecidas pelos trabalhadores. “A gente passa informações importantíssimas sobre cada tipo de violência, o que fazer e como proceder. Muitas vezes, os homens nem sabem direito do que se trata. E é para eles que a gente tem que falar”, afirmou. A participação dos parceiros amplia a rede de orientação e proteção e fortalece o trabalho realizado nos canteiros. Ao levar profissionais e instituições especializadas para esses espaços, a campanha aproxima os trabalhadores dos serviços disponíveis e estimula a busca por ajuda diante de situações de violência. Com a campanha entrando em sua última semana, o Seconci-DF reforça que a conscientização deve ultrapassar o período do Agosto Lilás. A proposta é estimular trabalhadores a reconhecer diferentes formas de violência, romper com a naturalização de comportamentos abusivos e contribuir para ambientes mais seguros e respeitosos dentro e fora dos canteiros de obras. E também reforça que a instituição possui um serviço de acolhimento psicossocial à disposição dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas parceiras para casos de violência doméstica e familiar. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF Leia mais sobre esse assunto: Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal
Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás

Durante o mês, o Seconci-DF estará presente em diversos canteiros de obras para falar sobre violência doméstica e familiar Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) promove palestras e ações de sensibilização em diversos canteiros de obras. Na segunda semana de atividades, as mulheres ganharam protagonismo nas ações, reforçando a importância da participação dos homens na conscientização e no enfrentamento à violência doméstica e familiar. Durante as visitas, a presença de trabalhadoras reforça a importância de levar o tema para esses espaços e de tornar os trabalhadores parceiros na construção de ambientes respeitosos e acolhedores para elas. “Nosso objetivo é provocar a reflexão no canteiro de obras, mostrando que diálogo, respeito e responsabilidade compartilhada são pilares fundamentais. O papel do homem é ser parceiro na construção de um ambiente seguro e saudável dentro de casa. Se houver dificuldades ou sinais de conflito, estamos de portas abertas para ouvir, orientar e apoiar cada trabalhador e sua família, sem julgamentos”, explica Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. Na segunda semana da campanha, mulheres que participaram das palestras destacaram a importância do apoio dos homens na proteção e no enfrentamento da violência doméstica e familiar. A engenheira de segurança do trabalho da Afonso França Engenharia, Jéssica Siqueira Borges, falou sobre a importância de discutir o tema em um ambiente predominantemente masculino. “É muito importante estarmos sempre conscientizando porque ainda existem pessoas que acham que a violência contra a mulher não existe. Precisamos levar essa orientação aos nossos colaboradores e mostrar o quanto é importante cuidarmos e respeitarmos as mulheres”, afirmou. Da mesma forma, a técnica de segurança do trabalho, Bruna Tayná, destacou a importância de abordar o tema nas frentes de trabalho. “A gente traz a palestra para falar sobre a importância do combate à violência contra a mulher, não só dentro, mas também fora da obra. Foi uma experiência muito enriquecedora, principalmente para explicar àqueles que ainda não compreendem o papel de cada um na proteção das mulheres. No final, muitos trabalhadores tiraram dúvidas, participaram da conversa e colocaram o selo ‘Eu Protejo as Mulheres’ nos capacetes, mostrando seu compromisso com essa causa”, contou. REDE DE APOIO O Seconci-DF não está sozinho na promoção de ambientes mais seguros para as mulheres. A iniciativa conta com a participação de instituições que integram a rede de proteção, como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF) e as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal. A coordenadora dos Comitês de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SecMulher), Andreia de Queiroz, esteve em um dos canteiros visitados pela campanha e destacou a importância de abordar o assunto em ambientes onde os homens são maioria. “É extremamente importante trazer a pauta da violência contra a mulher para o canteiro de obras. Na maioria das vezes, o agressor é homem, e ele precisa estar envolvido nessa discussão. Precisamos promover a conscientização sobre a não violência contra a mulher, mostrar os diferentes tipos de violência e sensibilizar esses trabalhadores. Talvez ele ainda não seja esposo, mas é filho, irmão e, muitas vezes, pai. Por isso, levar essa conscientização aos homens no canteiro de obras é fundamental”, disse. Ao levar essa discussão aos canteiros de obras, o Seconci-DF reforça que trabalhadores e suas famílias podem contar com orientação, escuta e apoio. Se você ou alguém próximo estiver passando por uma situação de violência ou conflito, procure o Seconci-DF. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Artigo: 20 anos da Lei Maria da Penha: prevenir a violência também é cuidar

A celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha representa um marco na consolidação das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Desde sua promulgação, a Lei nº 11.340/2006 fortaleceu os mecanismos de proteção às vítimas, ampliou a responsabilização dos agressores e impulsionou a articulação da rede de atendimento, reafirmando que a violência contra a mulher constitui uma violação dos direitos humanos e uma questão de saúde pública. Embora os avanços sejam significativos, os indicadores nacionais demonstram que a violência de gênero permanece como um desafio permanente. Seus impactos extrapolam o ambiente familiar, comprometendo a saúde física e mental das vítimas, a autonomia econômica, os vínculos sociais e o desempenho profissional. Nesse contexto, a prevenção e a identificação precoce dos sinais de violência tornam-se estratégias fundamentais para reduzir seus efeitos e interromper o ciclo da violência. Na atuação do Serviço Social do Seconci-DF, compreendo que o ambiente de trabalho também desempenha um papel estratégico na proteção social. Por meio de ações educativas, palestras e campanhas de conscientização, buscamos fortalecer o acesso à informação, sensibilizar trabalhadores e empregadores e estimular uma cultura organizacional pautada no respeito, na equidade e na promoção dos direitos humanos. As empresas possuem relevante responsabilidade social na construção de ambientes seguros e acolhedores. Ao promover espaços de diálogo, qualificar lideranças para a identificação de situações de vulnerabilidade e orientar sobre os serviços da rede de proteção, contribuem para a prevenção da violência e para o fortalecimento da saúde e da qualidade de vida de seus colaboradores. Os 20 anos da Lei Maria da Penha representam não apenas uma oportunidade para reconhecer os avanços conquistados, mas também para reafirmar o compromisso coletivo com a defesa dos direitos das mulheres. Como assistente social do Seconci-DF, renovo meu compromisso de fortalecer ações de prevenção, educação e acolhimento, compreendendo que o enfrentamento à violência exige atuação integrada, responsabilidade compartilhada e compromisso permanente com a dignidade humana Artigo escrito pela assistente social Roseane dos Santos | Ilustração: IA
Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal

Ação percorrerá 31 frentes de trabalho com alcance de mais 3 mil trabalhadores para falar sobre a prevenção da violência doméstica e familiar O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) iniciou, na segunda-feira, 3 de agosto, a campanha Agosto Lilás, que promove ações de conscientização e prevenção à violência doméstica e familiar nos canteiros de obras do Distrito Federal. Coordenada pelo Serviço Psicossocial da instituição, a iniciativa deverá percorrer 31 canteiros de obras, sensibilizando mais de 3 mil trabalhadores ao longo do mês de agosto. Realizada pelo segundo ano consecutivo, a campanha conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), da Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher/DF) e da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF). A proposta é ampliar o diálogo sobre a prevenção da violência, fortalecer a rede de proteção às mulheres e estimular os trabalhadores da construção civil a refletirem sobre seu papel na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, levar essa discussão aos canteiros de obras representa uma oportunidade de promover mudanças culturais e fortalecer o compromisso coletivo com o enfrentamento da violência. “É muito importante reforçar o papel de cada um dentro desse ciclo de violência ao qual as mulheres estão expostas. Quando reunimos tantos parceiros e trazemos esse assunto para um ambiente majoritariamente masculino, estamos quebrando tabus e contribuindo para uma sociedade mais segura e respeitosa para as mulheres“, destaca. Durante a abertura da campanha, a coordenadora do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM/PCDF) da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá, Juliana Salvador, ressaltou a importância de trabalhar a prevenção diretamente com o público masculino. “Quando orientamos uma mulher a sair de um relacionamento abusivo, muitas vezes ela já foi vítima de algum tipo de violência. Ao dialogarmos com os homens, atuamos antes que a violência aconteça. Estamos trabalhando diretamente na prevenção e impedindo que novos casos ocorram. Foi uma experiência muito positiva e pude perceber o interesse e a atenção dos trabalhadores durante toda a palestra“, comentou. Ao longo da campanha, representantes das instituições parceiras participarão das atividades, levando informações sobre prevenção, acolhimento, canais de denúncia e a atuação dos órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres. O objetivo é sensibilizar os trabalhadores para que reconheçam sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais segura, respeitosa e livre da violência. Conscientização que transforma Além das palestras, um dos momentos mais marcantes da campanha é o espaço destinado ao diálogo com os trabalhadores. Muitos compartilham experiências pessoais e relatam situações vividas por familiares ou pessoas próximas, evidenciando como a informação e a conscientização podem contribuir para romper ciclos de violência. O encarregado de obras José Ribamar da Rocha destacou que os exemplos recebidos dentro de casa foram fundamentais para a formação de seus valores. “Eu nunca vi meu pai agredir ou ofender minha mãe, nem minha mãe desrespeitar meu pai. Eles fizeram questão de nos ensinar a tratar as mulheres da nossa vida da mesma forma que gostaríamos que tratassem nossa mãe e nossas irmãs“, contou Ribamar. Para o servente Marcelino Moreira, a campanha reforça a importância do diálogo e do respeito dentro dos relacionamentos. “Tenho 40 anos de casado e sei que a convivência exige diálogo e respeito. A palestra mostrou o papel de cada um na prevenção da violência e trouxe orientações importantes para todos nós“, disse Marcelino. A campanha Agosto Lilás seguirá durante todo o mês de agosto, levando informação, conscientização e orientação aos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. A iniciativa reforça o compromisso do Seconci-DF com a promoção da saúde, da cidadania e da responsabilidade social, contribuindo para a construção de ambientes de trabalho mais conscientes e de uma sociedade cada vez mais comprometida com a proteção e o respeito às mulheres. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Agosto Lilás: campanha do Seconci-DF levará ações de prevenção à violência doméstica a 31 canteiros de obras

Objetivo é conscientizar os trabalhadores sobre o papel de cada um para enfrentamento ao problema e como agir em casos próximos Mais de 3 mil trabalhadores da construção civil devem ser alcançados pela campanha Agosto Lilás – Mês de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar, promovida pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). Ao longo do próximo mês, a iniciativa percorrerá 31 canteiros de obras de empresas parceiras em diferentes regiões do Distrito Federal com ações de conscientização, orientação e prevenção à violência contra a mulher. A campanha integra um trabalho permanente desenvolvido pelo serviço psicossocial do Seconci-DF que, durante todo o ano, realiza palestras educativas, atendimentos individuais a trabalhadores, trabalhadoras e seus familiares, além de encaminhamentos à rede de proteção sempre que necessário como forma de proteger e evitar casos de violência dentro do setor da construção ou com pessoas ligadas aos trabalhadores que atuam no setor. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, iniciativas como o Agosto Lilás são fundamentais para ampliar o debate sobre o tema e transformar os trabalhadores em aliados no enfrentamento à violência contra a mulher. “Nós temos a campanha ‘Eu Protejo as Mulheres‘, que já percorreu canteiros de obras em praticamente todas as regiões do Distrito Federal, abordando o tema com os trabalhadores e quebrando preconceitos. Também utilizamos casos reais para mostrar que o combate à violência é responsabilidade de toda a sociedade e, no nosso caso, também dos trabalhadores que são nosso público”, explica. Segundo Roseane, além de conscientizar, o trabalho busca orientar mulheres que vivenciam situações de violência e mostrar que existem caminhos para romper esse ciclo. “A violência pode acontecer dentro da nossa casa, entre familiares e pessoas próximas e, muitas vezes, as vítimas não sabem como agir nem onde procurar ajuda. O papel do Seconci é despertar a consciência de que elas não estão sozinhas, fazer o acolhimento, orientar, realizar os encaminhamentos necessários e apresentar os canais disponíveis para acolher e proteger quem enfrenta essa realidade”, afirma. O atendimento psicossocial oferecido pelo Seconci-DF já ajudou diversas trabalhadoras a romper o ciclo da violência. Uma delas é Antônia Pâmela Soares, que procurou apoio após sofrer ameaças do então companheiro. “Naquele dia, quando fui ameaçada com uma faca, percebi que não podia mais continuar vivendo daquela forma. Foi o meu basta. Com a orientação do técnico de segurança Solano Ferreira, procurei o atendimento psicossocial do Seconci-DF e encontrei o apoio de que precisava”, relata. Após o acolhimento, Antônia recebeu orientação especializada e foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela proteção das mulheres. “A Roseane me acolheu, fez os encaminhamentos para o Comitê de Proteção à Mulher (SecMulher) e para a Polícia Militar, e tudo aconteceu muito rápido. Mesmo depois da medida protetiva, ainda sofri outra ameaça, mas meu ex-companheiro foi preso”, conta. Mulheres em situação de violência doméstica podem procurar diretamente o Seconci-DF para solicitar atendimento. Durante a campanha, representantes de instituições parceiras também participarão das ações nos canteiros de obras, reforçando a rede de orientação e acolhimento às vítimas. Estarão presentes a Secretaria de Estado da Mulher e da Justica do DF, representantes da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/PCDF), além do apoio institucional do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe). Projeto mobiliza trabalhadores pela proteção das mulheres O projeto “EU PROTEJO AS MULHERES” é uma iniciativa do Seconci-DF, desenvolvida em parceria com o Sinduscon-DF, o Sticombe, a Secretaria de Estado da Mulher, a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). A proposta é conscientizar, prevenir e combater a violência contra a mulher no setor da construção civil, promovendo uma cultura de respeito, responsabilidade e proteção dentro e fora dos ambientes de trabalho. As ações incluem palestras educativas nos canteiros de obras, distribuição do selo “EU PROTEJO AS MULHERES”, incentivo ao envolvimento das famílias e atendimento psicossocial especializado para vítimas, familiares e possíveis agressores, com encaminhamento à rede de proteção quando necessário. O projeto busca transformar cada trabalhador em um agente de proteção, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher é um compromisso coletivo e uma responsabilidade de toda a sociedade. Conheça os 6 tipos de violência doméstica e familiar Clique em cada tipo para entender o significado e conhecer exemplos. 👊 Violência Física + O que é? Qualquer ação que cause dano ao corpo ou à saúde da mulher. Exemplos Empurrões Tapas, socos e chutes Estrangulamento Queimaduras Lesões com objetos ou armas 🧠 Violência Psicológica + O que é? Condutas que causem sofrimento emocional, diminuam a autoestima ou controlem as decisões e a liberdade da mulher. Exemplos Ameaças Humilhações constantes Chantagem emocional Controle do celular e redes sociais Isolamento da família e amigos Perseguição (stalking) 🛑 Violência Sexual + O que é? Obrigar ou constranger a mulher a participar de qualquer ato sexual contra sua vontade. Exemplos Estupro marital Obrigar relações sexuais Impedir uso de contraceptivos Forçar gravidez ou aborto Exploração sexual 💳 Violência Patrimonial + O que é? Controlar, destruir, reter ou subtrair bens, documentos, dinheiro ou recursos da mulher. Exemplos Tomar salário Reter documentos Destruir objetos pessoais Impedir a mulher de trabalhar Danificar bens 🗣️ Violência Moral + O que é? Qualquer conduta que atinja a honra, dignidade ou reputação da mulher. Exemplos Calúnia Difamação Injúria Acusações falsas Xingamentos e ofensas públicas 👨👩👧 Violência Vicária + NOVA FORMA PREVISTA EM LEI Violência praticada contra filhos, familiares, pessoas próximas ou animais de estimação com o objetivo de causar sofrimento, controlar ou atingir psicologicamente a mulher. Exemplos Ameaçar os filhos Agredir crianças para atingir a mãe Impedir o convívio com os filhos Ferir ou matar animal de estimação Agredir familiares para causar sofrimento Importante Uma mulher pode sofrer mais de um tipo de violência ao mesmo tempo. Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, denuncie. Ligue 180 ou procure a rede de proteção da sua cidade. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
[Artigo] Proteger crianças e adolescentes é construir um futuro melhor para toda a sociedade

Por Roseane dos Santos | Assistente Social do Seconci-DF Há 36 anos, o Brasil dava um passo decisivo na garantia dos direitos da infância e da adolescência com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mais do que uma legislação, o ECA reafirmou que toda criança e todo adolescente são sujeitos de direitos e que sua proteção é uma responsabilidade compartilhada entre a família, a sociedade e o Estado. Essa conquista continua extremamente atual. Infelizmente, a violência doméstica e a violência sexual ainda fazem parte da realidade de muitas famílias brasileiras. Seus impactos ultrapassam as vítimas diretas, comprometendo o desenvolvimento de crianças e adolescentes, a saúde mental, os vínculos familiares e a qualidade de vida de todos que convivem nesse ambiente. Por isso, acolher, orientar e garantir o acesso à rede de proteção é uma missão que exige compromisso, sensibilidade e atuação integrada. No Seconci-DF, esse compromisso faz parte do nosso propósito de cuidar das pessoas. Por meio do Serviço Psicossocial, acolhemos trabalhadores da construção civil e seus familiares em situações de vulnerabilidade social, violência doméstica e violência sexual. Nosso trabalho envolve escuta qualificada, orientação, encaminhamentos e acompanhamento técnico, sempre respeitando a história, o tempo e as necessidades de cada pessoa. Em muitos desses atendimentos, crianças e adolescentes também precisam de proteção. Seja como vítimas diretas ou por viverem em lares marcados pela violência, elas necessitam de uma rede preparada para identificar sinais, oferecer acolhimento e garantir o acesso aos serviços especializados. Cada atendimento representa uma oportunidade de interromper ciclos de violência e contribuir para um futuro mais seguro. Mas nossa atuação não termina no atendimento individual. O Seconci-DF também promove ações educativas, campanhas de conscientização e iniciativas voltadas à promoção da saúde mental, da cidadania e da prevenção da violência nos canteiros de obras e nas empresas parceiras. Levar informação é fortalecer direitos. É incentivar que mais pessoas reconheçam situações de risco, saibam onde buscar ajuda e compreendam que proteger crianças e adolescentes é responsabilidade de todos. Neste aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente, renovamos nosso compromisso com a defesa dos direitos humanos e com a construção de uma sociedade onde crianças e adolescentes possam crescer livres da violência, com dignidade, proteção e oportunidades.