Seconci-DF participa do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança e Saúde do Trabalhador

O objetivo é discutir e apresentar propostas legislativas que contribuam com o aprimoramento de políticas públicas de valorização da vida nos ambientes de trabalho Comunicação Seconci-DF O lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança e Saúde do Trabalhador (SST) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aconteceu na quarta, 6 de novembro, no auditório da Casa. Iniciativa do deputado distrital Eduardo Pedrosa (UNIÃO BRASIL), juntamente com o Grupo Interinstitucional de Trabalho da 10ª Região (Getrin10), a Frente conta com representantes de empregadores, empregados, governo, Ministério Público do Trabalho (MPT), Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e sociedade civil. Para Pedrosa, é necessário investir em políticas públicas que preservem a segurança e saúde dos trabalhadores. “A frente tem como foco discutir, apresentar e defender propostas que contribuam com o aprimoramento das políticas públicas de valorização e melhoramento das condições de trabalho e da saúde dos trabalhadores, de sensibilizar e conscientizar a sociedade, as empresas e os órgãos governamentais por meio de debates, audiências envolvendo o poder legislativo, executivo e judiciário”, contou ele. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, esteve no lançamento da Frente e falou sobre a importância e o ineditismo dessa ação para todos que trabalham com segurança e saúde laboral. “A criação da Frente Parlamentar é um avanço para a segurança e saúde no DF. Incluir esse tema no legislativo distrital é uma forma de conscientizar toda a sociedade para a importância do assunto”, explicou Juliana. O Seconci-DF, que participa do Getrin10, foi citado durante as falas das autoridades como promotor de segurança e saúde no trabalho. Em sua fala, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), Adalberto Cléber Valadão JR ressaltou o papel da instituição como parceiro de SST das empresas do setor da construção. “O setor formal da construção civil decidiu, por conta própria, investir 1% da folha para criar uma entidade apenas para cuidar do trabalhador, o Seconci, que é muito importante para nós. É um serviço social da construção civil bancado integralmente pelos empresários formais do setor”, comentou Valadão. Defesa da Segurança e Saúde no Trabalho A Frente Parlamentar é uma associação suprapartidária, de natureza não governamental, constituída no âmbito da CLDF e integrada por um terço de Deputados Distritais. Dentre as ações, estão a realização de seminários, audiências públicas, palestras, conferências e outras atividades com a contribuição de especialistas da área e representantes de órgãos do governo e da sociedade civil organizada. O objetivo é de apoiar e orientar técnicos de segurança do trabalho e a população sobre a responsabilidade de cada um na prevenção e na forma de agir em caso de acidentes, bem como na prevenção aos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Farão parte da Frente Parlamentar, os deputados distritais Paula Belmonte (Cidadania), Fábio Félix (Psol), Dayse Amarílio (PSB), Doutora Jane (MDB), Pr. Daniel de Castro (PP), Gabriel Magno (PT) e Max Maciel (Psol). Representantes do Grupo Interinstitucional do Trabalho da 10ª Região (GETRIN10) e do Comitê Permanente Regional do Distrito Federal (CPR-DF) compareceram à Sessão Solene, além de autoridades como o ministro do Superior Tribunal do Trabalho (TST), Alberto Bastos Balazeiro; auditor-fiscal do trabalho, José Almeida Martins de Jesus Junior, do Ministério do Trabalho, representando o ministro do trabalho, Luiz Marinho. Assista à Sessão na íntegra aqui: Com informações da CLDF
Conheça e utilize o Banco de Profissionais da Construção

Ferramenta gratuita possibilita conexão entre empresas e trabalhadores que procuram emprego Comunicação Seconci-DF O Banco de Profissionais da Construção (BPC) é uma ferramenta desenvolvida pelo Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-DF) para facilitar a contratação de mão de obra por empresas que são parceiras da instituição. Todos os trabalhadores que realizam exames demissionais na instituição são convidados a deixarem seus dados na plataforma que, após cadastro, ficam disponíveis às empresas que desejam e precisam de contratação de pessoal. Atualmente, o BPC conta com mais de 700 cadastros e oferece profissionais em diferentes áreas de atuação nos canteiros e administrativos da construção. Entre os cadastros, é possível encontrar serventes, pedreiros, encarregados, carpinteiros, mestres de obras, armadores, jovens aprendizes, eletricistas, auxiliares administrativos, entre outros profissionais. O acesso ao BPC está disponível para todas as empresas que são parceiras do Seconci-DF. Para saber mais sobre a plataforma, entre em contato conosco pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 211, pelo whatsapp (61) 98194-3486 ou pelo e-mail social@seconci-df.org.br Se você já tem a senha de acesso, clique aqui e participe da nossa pesquisa de satisfação.
Novembro Azul: palestras e atendimento médico gratuito para trabalhadores da construção

Benefício gratuito está disponível para todos que fazem parte do setor e trabalham em empresas que apoiam social social do setor Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) iniciou na sexta-feira, 1º de novembro, a Campanha Novembro Azul – Mês de Prevenção ao Câncer de Próstata nos canteiros de obras do Distrito Federal. Ao todo, serão realizadas 34 palestras com cerca de 3,5 mil trabalhadores alcançados, percorrendo 16 regiões administrativas do DF e do entorno. Além das palestras nos canteiros de obras, o Seconci-DF disponibiliza atendimento médico gratuito em UROLOGIA para os trabalhadores das empresas parceiras do Serviço Social do setor. De 2023 a até setembro de 2024, 648 trabalhadores foram atendidos pela área, sem nenhum custo. Além das consultas, está disponível também exames como ultrassonografia e PSA que detectam alterações na próstata e ajudam na prevenção à doença e realizou 770 procedimentos desde 2023. O atendimento médico urológico acontece duas vezes por semana na sede do Seconci-DF, localizada no Setor Placa da Mercedes, Conjunto 3, lotes 11, 13 e 15 – Núcleo Bandeirante. “No Seconci, atendemos os trabalhadores a partir de 45 anos e esse benefício está disponível a todos que fazem parte do setor da construção e que estejam contratados por empresas que são nossas parceiras. Nosso objetivo é facilitar o acesso aos exames o mais precoce possível e evitar que a doença se alastre e se torne irreversível”, explica o gerente médico do Seconci-DF, Maurício Nieto. Para o médico urologista da instituição, José Ribamar Machado Filho, o tratamento preventivo é fundamental para a saúde do homem. “O câncer de próstata é o que mais mata homens no mundo inteiro, seguido pelo câncer de pele. O exame deve ser preventivo para que o tratamento seja feito precoce para a cura do tumor. Quando o paciente chega para o médico em fase avançada, o tratamento é paliativo e, por isso, a importância da prevenção”, conta Machado. ATENDIMENTO MÉDICO GRATUITO A especialidade médica urológica está disponível para todos os trabalhadores contratados e atuantes em empresas parceiras ao Seconci-DF. Para usufruir do benefício, basta que o trabalhador procure o RH ou a área de segurança do trabalho da empresa e solicite o agendamento da consulta no link https://www.seconci-df.org.br/medicina-assistencial/
Outubro Rosa: campanha do Seconci-DF esteve em 28 canteiros de obras

Durante o mês, milhares de trabalhadores receberam orientação sobre tratamento, cuidado e rede de apoio no combate contra o câncer de mama Comunicação Seconci-DF A campanha OUTUBRO ROSA – Mês de Prevenção ao Câncer de Mama do Seconci-DF terminou com 28 palestras realizadas e 2.667 trabalhadores alcançados nos canteiros de obras das empresas parceiras. Para atender a demanda, a área médica da instituição disponibilizou duas técnicas de enfermagem do trabalho que percorreram diversas regiões do Distrito Federal falando sobre prevenção, cuidados e, principalmente, a rede de apoio para pacientes com câncer. Uma das palestrantes, a técnica de enfermagem Elen Cristina, enfrentou um câncer de mama e conta que ter apoio durante o tratamento faz toda a diferença. “Não é fácil receber um diagnóstico de câncer. Foi muito importante ter ao meu lado o apoio do meu esposo. Passar por esse desafio sozinha é muito difícil e ter pessoas que nos ama, nos apoia do nosso lado torna a batalha mais fácil de ser vencida, como eu venci”, conta Elen. Durante as palestras, Elen mostrou um vídeo do seu marido, Adalto Firmino, quem esteve ao seu lado durante o tratamento, como forma de sensibilização para os trabalhadores das empresas parceiras. Em seu depoimento, ele reforça como é importante que a rede de apoio dos pacientes estejam presentes e entendam a importância desse cuidado e atenção. “Caso encontre um desafio desse na sua jornada, não desampare essa pessoa. Ela precisa do seu amor, do seu carinho. Segure na mão dela e diga que ela não está só.”, conta Adalto. Quem também participou da campanha neste ano, foi a técnica de enfermagem do trabalho Ana Paula dos Santos. Ela conta que foi uma experiência nova porque a conscientização não ficou restrita às mulheres, mas os homens também receberam orientações sobre a doença. “Os homens são o maior público da construção civil e a conscientização de ser o apoio direto dessa mulher que possa a vir a desenvolver o câncer da mama, é fundamental. Conseguimos mostrar a eles a importância do apoio, tanto na prevenção, quanto no tratamento”, explicou Ana Paula. As empresas que solicitaram as palestras sobre o tema, elogiaram a iniciativa o trabalho desenvolvido pelo Seconci-DF. “Agradecemos o Seconci-DF por dispor desta ação com uma profissional que é um exemplo de vida para promover tudo que precisamos para orientação e esclarecimento dos trabalhadores”, comentou Gilson Vieire, técnico de segurança do trabalho da Soltec Engenharia. A técnica de segurança do trabalho da JC Peres reforça a importância da campanha dentro das obras. “Assunto importante para abordar entre homens e mulheres. A vida não depende dos médicos, mas da nossa prevenção diária. Continuem nesse propósito de abrir os olhos de quem não tem ou precisa de informação”, disse Carla Moreira. Texto: Sidney Rocha | Registros: Patrícia Braz/Sticombe e Sidney Rocha
Comunicação em SST: Conexão assertiva

Transmitir mensagens claras e simples facilita que a teoria se torne uma prática na SST Reportagem de Marla Cardoso/Revista Proteção Já dizia José Abelardo Barbosa de Medeiros: “quem não se comunica, se trumbica”. O bordão popularizado pelo apresentador Chacrinha, na década de 1980, revela uma verdade: a ausência de comunicação clara e simples pode impedir o entendimento da mensagem e, consequentemente, o aprendizado. É que para chegar ao interlocutor, não basta apenas ouvir a informação. É preciso que ela seja compreendida. E mesmo que estejamos vivendo em plena era da tecnologia da informação, isso não garante assertividade. Pelo contrário, com tantas distrações, basta um clique para nos desconectarmos do que está sendo dito no mundo real. Quando essa máxima é levada para o dia a dia da Saúde e Segurança do Trabalho, os desafios ficam ainda maiores, já que, muitas vezes, o conteúdo a ser comunicado é técnico e o público que precisa ter acesso às informações, diverso. Mesmo desafiador, é essencial que os profissionais de SST percebam como se comunicam com os trabalhadores. Isso porque, de nada adianta uma normatização que atenda às necessidades dos negócios e processos bem desenhados, se eles não forem assimilados e aplicados de maneira adequada. Hoje há muitas ferramentas que podem colaborar para aprimorar essa comunicação, seja nos diálogos diários, em treinamentos, em momentos de feedback ou mesmo em reuniões de trabalho. É preciso buscar conhecimento sobre esses aliados da boa comunicação e, mais do que isso, estar aberto para repensar sobre a forma como se está comunicando. Analisando as teorias da informação, a comunicação parece algo simples. Para que ela aconteça basta uma mensagem, um transmissor, um canal – o meio para transmiti-la -, o receptor e um contexto – conjunto de circunstâncias que condicionam a interpretação daquilo que se quer comunicar. É um processo tão inerente e automático que geralmente não paramos para pensar em sua complexidade. Mas não é tão fácil quanto parece. A psicóloga, mestre em Psicologia e especialista em Aprendizagem em SST, Juliana Bley, diz que a comunicação, no seu sentido mais amplo, tem a ver com trocas, de informação, orientações, conexão entre pessoas e equipes, áreas, entre o topo e base das empresas. “Quando a empresa tem uma estratégia, um posicionamento no mercado, uma agenda de produtividade, tudo se conecta com as condições de trabalho de quem está produzindo, e não só das pessoas da área produtiva, mas também da logística, administrativa, de todo o negócio. Por isso gosto de trabalhar com o conceito de rede”, explica. Esse conceito remete a pensar a empresa como uma rede viva em que vários departamentos se interconectam, onde o topo e a base precisam se conectar, onde o trabalhador próprio e o terceirizado trabalham em alinhamento. “Essa rede está viva, trocando informação, demandando e pedindo apoio. A comunicação é essa rede de conexões que faz com que todos esses elementos possam fluir e essa grande organização empresarial possa funcionar de forma saudável e gerar segurança e saúde para quem está dentro”, afirma. No dia a dia, para que essa junção seja uma prática, parece óbvio, mas é preciso que as mensagens sejam transmitidas com clareza e simplicidade. E isso requer, inicialmente, saber o resultado que pretendemos alcançar com aquilo que estamos comunicando. Dominar muito a informação também não é garantia de uma comunicação assertiva. É preciso que o conteúdo seja inteligível, que o emissor da mensagem saiba ouvir, e que o meio pelo qual a mensagem foi transmitida também colabore para que a informação seja compreendida. Quando falamos em comunicação sobre Saúde e Segurança do Trabalho, esses conceitos merecem ainda mais atenção. Isso porque, para aqueles que não estão habituados com as rotinas de SST, o conteúdo pode soar como muito técnico. PROPÓSITOSe a intenção dos profissionais que trabalham pela cultura preventiva é transformar o que está na normatização em uma prática e, mais do que isso, promover mudanças na cultura de segurança das empresas, é preciso encurtar a distância que, muitas vezes, se estabelece entre quem está transmitindo e aqueles que estão recebendo uma informação de Saúde e Segurança do Trabalho. Uma das profissionais ouvidas pela reportagem que acredita que o papel da comunicação na efetivação da SST é central para transformar normatizações em práticas cotidianas é a especialista em Educação e Ergonomia, mestre em Engenharia de Produção e CEO da empresa Trampolean, Fabiana Raulino. Para ela, a atitude prevencionista não se constroi na obrigação, mas no sentido e no propósito. E essa justamente é uma das máximas da comunicação: compreender aquilo que está sendo dito e que a mensagem tenha fundamento. “A normatização pode ser robusta e os processos bem desenhados, mas sem uma comunicação eficiente, os trabalhadores não irão assimilar nem aplicar as diretrizes de maneira adequada. A comunicação é o meio pelo qual o conhecimento é transferido, internalizado e replicado. Nesse sentido, é preciso ir além da mera transmissão de informações, aplicando princípios da semiótica, que estuda os signos e seus significados dentro de contextos culturais e organizacionais”, explica Fabiana. A comunicação também deve ser adequada ao público-alvo, utilizando símbolos e linguagens que façam sentido para os trabalhadores, respeitando suas diversidades linguísticas e culturais, e empregando canais apropriados (digitais ou presenciais). “A comunicação eficaz é aquela que consegue criar um elo entre a normatização formal e a vivência diária dos trabalhadores”, resume a especialista. Como resultado, na prática, o engenheiro de Segurança do Trabalho e professor, Mário Sobral Jr., afirma que será possível que os trabalhadores compreendam, por exemplo, as normas e regras de SST, entendendo o que é esperado deles no contexto laboral; os riscos envolvidos, reconhecendo os perigos que podem enfrentar no ambiente de trabalho; além de como eles podem contribuir para a segurança, sabendo como suas ações podem prevenir acidentes e doenças ocupacionais.
CBIC eleva projeção de crescimento da Construção Civil para 3,5% em 2024

orém, novo ciclo de taxa de juros e das dificuldades no crédito imobiliário preocupam A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revisou, nesta segunda-feira (28/10), a projeção de crescimento do setor para 2024, elevando a expectativa de 3% para 3,5%. Os fatores positivos que motivaram essa revisão incluem o aquecimento do mercado de trabalho, o bom desempenho da área imobiliária de padrão econômico e a expectativa de crescimento mais robusto da economia neste ano e início do próximo. “O setor vem em um ciclo virtuoso de crescimento. O saldo de novas vagas geradas continua positivo e os empresários mantém expectativas otimistas para o nível de atividade nos próximos seis meses. Diante desses fatores, é possível que o crescimento supere o inicialmente previsto”, afirma o presidente da CBIC, Renato Correia. No entanto, a CBIC alerta para obstáculos a esse crescimento em função das perspectivas de novos aumentos na taxa de juros, que podem deprimir a intenção de investimentos. Além disso, também é preciso considerar a pressão sobre a disponibilidade de recursos do crédito imobiliário. “Esses fatores podem influenciar o resultado da Construção nos próximos meses e provocar um desempenho abaixo do esperado, mesmo diante dos atuais indicadores positivos. O cenário futuro está marcado por incertezas, o que pode comprometer os resultados no final de 2024 e início de 2025”, alerta Correia. Fatores que impulsionaram a revisão incluem:– Crescimento da economia brasileira acima do projetado inicialmente. As últimas estimativas do Banco Central projetam crescimento de 3,05% para o País.– Resiliência do mercado de trabalho. Nos primeiros oito meses de 2024 o País já gerou mais de 1,7 milhão de novas vagas com carteira assinada– Desempenho positivo do mercado de padrão econômico.– Expectativas positivas dos empresários quanto a novos lançamentos imobiliários, geração de empregos e compra de insumos. A economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, ressalta que a CBIC já havia revisado anteriormente a sua projeção de crescimento para 2024. “No final do ano de 2023 estimamos incremento de 2,3% para as atividades do setor. Em julho alteramos para 3% em função dos bons resultados dos primeiros meses do ano. Agora, novamente aumentamos a nossa projeção. Os resultados do segundo trimestre foram mais positivos, o que acabou, então, influenciado a nova projeção”, destaca. “A nova estimativa de 3,5% supera as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que está em 3,05%, segundo o relatório Focus, de 18 de outubro, emitido pelo Banco Central”, completa. Os dados foram divulgados pela CBIC durante coletiva de imprensa online, na qual foram apresentados o desempenho econômico do setor no 3º trimestre de 2024 e as perspectivas para o ano, incluindo informações sobre geração de empregos, custo da construção e os principais desafios enfrentados. O evento contou também com a participação do gerente de análise econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo. O levantamento faz parte do projeto ‘Inteligência Setorial Estratégica’, realizado pela CBIC em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). A Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI com o apoio da CBIC, mostra que o nível médio de atividade no setor no 3º trimestre de 2024 foi superior ao do mesmo período em 2023 e que a confiança do empresário da construção cresceu. O resultado positivo se deve à melhoria das avaliações deles em relação às condições atuais e às expectativas para o futuro próximo. “Essa alta da confiança se dá muito por conta das expectativas, que estão bastante positivas com relação aos próximos seis meses, enquanto a avaliação das condições atuais, que vinha negativa, passou para um patamar de neutralidade, demonstrando que não houve piora no desempenho das empresas e da economia, na avaliação dos empresários”, afirma Marcelo Azevedo. Clique e confira a íntegra dos Indicadores Econômicos da Construção no 3º Trimestre de 2024Clique e assista à gravação da apresentação dos dados e entrevista coletiva on-line Desafios para o crescimento Após a análise do 3º trimestre, os Indicadores Econômicos Nacionais da CBIC apresentam como principais desafios para o setor:– Carga tributária elevada: a alta carga tributária continua sendo um problema significativo para o setor, especialmente com a expectativa de reformas que podem não atender às necessidades da construção;– Falta de mão de obra qualificada: a escassez de trabalhadores qualificados dificulta o crescimento e a produtividade do setor;– Taxas de juros elevadas: aumento dos juros restringe o acesso ao crédito, impactando o financiamento de projetos e a compra de imóveis;– Disponibilidade de recursos do FGTS e caderneta de poupança: a redução da captação líquida da poupança, devido à alta da taxa Selic, afeta negativamente o financiamento imobiliário;– Custo da construção: os custos de materiais e mão de obra continuam subindo, pressionando as margens de lucro. A análise está em consonância com os dados da Sondagem Indústria da Construção, que também foi divulgada nesta segunda-feira. Demanda de insumos cresce e mercado de trabalho está aquecido Outros indicadores apresentados hoje demonstram o dinamismo do setor nos últimos meses. A produção de materiais de construção cresceu 4,3% entre janeiro e agosto de 2024 em comparação ao ano anterior, e o faturamento da indústria de materiais aumentou 10,3% em setembro. O mercado imobiliário também registrou alta, com crescimento de 5,7% nos lançamentos no primeiro semestre de 2024 e 15,24% nas vendas. Ieda Vasconcelos apontou uma tendência de alta nos custos de construção. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) já subiu 5,48% nos últimos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 4,42% no mesmo período. “Ou seja, o custo de construção está acima da inflação do país”, enfatizou Ieda Vasconcelos. Nos últimos 12 meses, o número de trabalhadores formais na Construção Civil cresceu 5,24%, com 2,961 milhões de trabalhadores com carteira assinada em agosto de 2024, o maior número desde 2014. Desde 2021, o setor vem criando mais de 210 mil novos empregos formais entre janeiro e agosto de cada ano. O setor representa 6,27% do total de trabalhadores formais no Brasil, mas responde por mais
Incidente e acidente do trabalho. Qual a diferença?

Incidente e acidente do trabalho são ocorrências distintas e conhecer a diferença de um para o outro ajuda a gestão da segurança no planejamento de medidas preventivas no local de trabalho. Os acidentes de trabalho são eventos indesejados e não planejados que causam danos materiais ou às pessoas. Esses danos podem ocorrer com quem está trabalhando ou mesmo se encontra próximo ao local do acidente, como queda em altura, choque elétrico ou soterramento, por exemplo. Os incidentes de trabalho são eventos indesejados e não planejados que estiveram a ponto de provocar um acidente, mas não chegaram a ocorrer, ou seja, um quase acidente. Por exemplo, se uma carga é manuseada sem o cuidado adequado e cai ao chão sem causar danos materiais ou pessoais, é considerado um incidente. Caso a carga tivesse caído sobre alguém seria considerado um acidente. Tanto os acidentes quanto os incidentes precisam ser investigados e analisados pela gestão da segurança, visando entender as causas e adotar as medidas necessárias à prevenção de novas ocorrências. Quando acidentes são registrados, isso significa que os procedimentos de segurança não estão sendo seguidos corretamente e, portanto, é necessário verificar a implementação de medidas efetivas para minimizar os riscos de segurança no local de trabalho. Se muitos incidentes são registrados, os responsáveis pela gestão da obra devem identificar as áreas no canteiro que precisam de maior atenção. Incidentes são indicadores muito importantes, que sinalizam medidas de segurança a serem adotadas, necessidade de treinamentos, etc. Ambos os acidentes e incidentes são eventos indesejados e não planejados que podem ocorrer em qualquer tipo de obra. Sabendo diferenciar entre eles e tomar medidas preventivas para minimizar os riscos de segurança no ambiente de trabalho teremos um ambiente saudável e consequentemente evitaremos que os incidentes se tornem acidentes no futuro. O tema tem interface com o projeto “Conhecimento, Segurança e Saúde no Trabalho”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Estudo mostra perfil do trabalhador da construção civil

Os trabalhadores ocupados (assalariados com e sem carteira de trabalho e por conta própria formais e informais) na construção civil brasileira são 7,065 milhões, dos quais 1,582 milhão no Estado de São Paulo (dados de 2023). No Brasil, o trabalhador médio do setor é homem, tem cerca de 41 anos e o ensino fundamental incompleto. Em sua maioria, trabalha por conta própria de modo informal, cerca de 37,9 horas semanais e teve renda média mensal de R$ 2.116,13 no ano passado. A mão de obra feminina representa 4,4% desses ocupados. No Estado de São Paulo, o trabalhador médio da construção é homem, tem cerca de 43 anos e o ensino fundamental completo. Em sua maioria, também trabalha por conta própria de modo informal, cerca de 38,8 horas semanais e teve renda média mensal de R$ 2.552,99 em 2023. Estes são alguns dos resultados de estudo encomendado pelo SindusCon-SP à consultoria Ecconit sobre o perfil destes trabalhadores. O estudo foi apresentado por Ana Maria Castelo, sócia da Ecconit, em webinar conduzido por Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do sindicato, em 8 de outubro. Abrindo o webinar, Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, assinalou que “o estudo traz uma base sólida para nossas ações de enfrentamento à falta de mão de obra. Já estamos atuando em diversas frentes para encontrar alternativas. E o estudo indica que estamos no rumo correto. O SindusCon-SP seguirá estimulando a industrialização, tornando a construção mais atrativa. Em paralelo, continuaremos com nossas iniciativas de capacitação e busca de novos ingressantes nas profissões do setor.” Segundo Eduardo Zaidan, a Missão Técnica que visitou a Espanha recentemente, constatou os mesmos problemas vivenciados pela indústria da construção brasileira em relação à mão de obra: envelhecimento dos trabalhadores, dificuldade de retê-los, falta de interesse de jovens, assim como as medidas de mitigação – realização de treinamentos e o esforço em interessar jovens entre 15 e 17 anos nas profissões do setor. Informalidade Em sua apresentação, Ana Castelo mostrou que, entre 2012 e 2023, a informalidade (conta própria informal e assalariado sem carteira) aumentou, passando de 63,1% para 67% do total de ocupados na construção brasileira. Nesse período, a remuneração média ficou relativamente estável (0,3%). Já em relação a 2019, houve alta de 10,3%. Na construção civil paulista, a informalidade teve pequena queda entre 2012 e 2023, passando de 63,6% para 62,6% do total de ocupados no setor. Nesse período, a remuneração média caiu 4,5%. Mas em relação a 2019, houve alta de 9,8%. Formalidade Segundo o estudo, os trabalhadores com carteira representam 25,5% do total de ocupados na construção, ou 4,8% do total de trabalhadores assalariados formais do país. Sua idade média é de cerca de 37,9 anos, têm ensino médio incompleto. Em 2023, trabalharam em média 41,5 horas e tiveram renda média mensal de R$ 2.859,89, elevação de 2,5% em relação a 2019. Desses trabalhadores, 9,2% são mulheres. Já os trabalhadores formais da construção no Estado de São Paulo em 2023 representaram 27,1% do total de ocupados no setor ou 3,8% do total de trabalhadores assalariados formais do Estado. Sua idade média era de 37,6 anos, tinham ensino médio incompleto e renda média de R$ 3.661,09, uma alta de 8,3% em relação a 2019. As mulheres representavam 12,4% deste contingente. Atração de mais pessoal Ao longo dos anos, a população ocupada na construção melhorou sua formação, o que em parte explica a dificuldade em atrair jovens para o setor. Neste cenário, o estudo sugere várias ações para atrair novos contingentes da população para trabalhar no setor. Uma delas é aumentar a produtividade, investindo em maior industrialização, uma necessidade prioritária do setor. Processos construtivos mais industrializados envolvendo tecnologia abrem possibilidades de emprego atraentes, distantes do trabalho meramente braçal que caracteriza a atividade do setor. Com isso, abre-se a porta para aumentar a proporção de mulheres nesta atividade, bem como para atrair os jovens a considerarem a construção como sua opção profissional. Neste particular, é preciso investir na formação dos jovens, divulgando as potencialidades do trabalho no setor, e na capacitação daqueles que optarem por se formar na construção civil. Além dos que estudam na rede de ensino, há aqueles entre 15 e 29 anos que não trabalham nem estudam, os chamados “nem-nem”, que representam 19,8% da população brasileira. Outra fonte de pessoal está entre os imigrantes, oferecendo oportunidades e capacitando-os para trabalharem no setor. Todas estas ações podem ser adotadas mediante parcerias com governos, associações e ONGs (Organizações Não Governamentais). Dificuldades O evento ainda contou com a participação de David Fratel, Roberto Pastor, Sérgio Cincurá, membros do Comitê de Tecnologia e Qualidade da entidade envolvidos com atração e capacitação de pessoal. Fratel chamou a atenção para a dificuldade de atrair o jovem da geração Z para trabalhar na construção civil, mostrando-lhe que o setor dá sinais de inovação e industrialização. Ele relatou estar em andamento parceria com a ONG Mulheres em Construção, para capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade no Senai-SP. Informou ainda que no Fórum Permanente da Negociação está se mudando a nomenclatura das profissões na construção para torná-la mais atrativa. Disse esperar que a reforma tributária também contribua para a industrialização na construção. A propósito desta reforma, Yorki Estefan informou que a construção está lutando por uma redução de 60% da alíquota do futuro IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Comentou que também é preciso mostrar aos trabalhadores informais do setor as vantagens de se formalizarem, em termos de remuneração e estabilidade. Ana Castelo apontou dificuldades para tanto, como a alta rotatividade, a dificuldade na retenção e a baixa produtividade desses trabalhadores. Há exceções, apontou Fratel, como profissionais prestadores de serviços que ganham muito acima dos trabalhadores formais. A esse respeito, cabe um estudo mais aprofundado, propôs Pastor. Cincurá afirmou que o cenário é difícil. Falta mão de obra qualificada e falta mão de obra para qualificar, afirmou. As empresas estão se estruturando, porém luta com dificuldades como a elevada taxa de juros. Se os juros diminuírem e a demanda por obras aumentar, o problema da falta de pessoal se agravará, alertou. Além
Seminário mostra a necessidade de se refletir sobre a relação entre suicídio e trabalho

Fundacentro discute políticas públicas de prevenção, experiências de posvenção, sofrimento mental e vulnerabilidades sociais Em 2022, o Brasil teve o registro de 16,4 mil óbitos por suicídio no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). O país assumiu o compromisso de reduzir em um terço as ocorrências até 2030, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). No mundo, 700 mil pessoas morrem por ano pela mesma causa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados foram apresentados no primeiro dia do Seminário Nacional de Prevenção ao Suicídio e Trabalho, realizado pela Fundacentro, em São Paulo/SP. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que contabiliza quase 100 mil suicídios por ano nas Américas, tem trabalhado o lema “Mudar a Narrativa” para o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio 2024-2026. A ideia é substituir a narrativa estigmatizante e fomentar cultura de apoio e prevenção, fazendo com que indivíduos, comunidades, organizações e governos realizem discussões sobre o tema. Esse é o caminho percorrido pelo evento da Fundacentro. A publicação “Viver a vida – Guia de implementação para a prevenção do suicídio nos países”, da Opas, foi referendada assim como materiais produzidos pelo Ministério da Saúde, como VIVA: Instrutivo – Notificação de Violência Interpessoal e Autoprovocada. Discussão necessária O protagonismo das discussões foi levantado na mesa de abertura. O superintendente regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, Marcus Mello, destaca a importância de se discutir o adoecimento psicossocial e de se perceber que, muitas vezes, o suicídio está ligado também a questões profissionais. A presidenta substituta da Fundacentro, Vânia Gaebler, cita o Movimento Nenhum Servidor a Menos, dos trabalhadores do Ministério Público do Estado de São Paulo (MSP), que teve casos de suicídio. “Demonstra a necessidade de estudar e discutir o assunto para evitar que a gente perca trabalhadores, pessoas em decorrência do trabalho”, afirma. Já a diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Letícia Almeida, aponta que a prevenção ao suicídio requer olhar para determinantes relacionados à saúde mental, aspectos sociais e grupos minoritários, que são os que mais sofrem. No campo do trabalho, policiais e profissionais de saúde são os mais atingidos, mas ainda faltam dados nacionais. A representante do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, mostra a necessidade de se criar mecanismos de prevenção e posvenção. “O mundo do trabalho se sobrepõe a vários fatores da nossa vida e é fonte de sofrimento”, explica. O ideal seria que todos tivessem um trabalho identitário, no qual há a sensação de realização, reconhecimento e boa remuneração. Para a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Symmy Larrat, trata-se de um debate preventivo e de cuidado. Também é um debate sobre território, gênero e sexualidade. “As pautas não devem ser dissonantes, porque o mundo do trabalho tem a ver com as relações cotidianas”, conclui. “A questão do suicídio é um fenômeno de vários fatores. É fundamental identificá-los e pensar numa perspectiva de prevenção”, completa a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Cynthia Lopes. Em sua avaliação, é preciso descobrir onde está o problema que afeta o conjunto de profissionais e olhar para o trabalhador. Diretrizes para prevenção ao suicídio A mesa “Diretrizes de uma política pública de prevenção ao suicídio” contou com a coordenação do assessor da Presidência da Fundacentro, Marcelo Kimati. “Não se trata de uma análise simples, há mudanças complexas no mundo do trabalho, com debate importante de saúde mental e crescimento da pauta, dentro de um cenário epidemiológico que alguns grupos se tornam mais vulneráveis às questões de suicídio”, explica o assessor. A Fundacentro tem o “Programa Saúde Mental dos Trabalhadores e Trabalhadoras” e Grupos de Trabalho, interno e interinstitucional, voltado para a questão. Uma das ideias é criar diretrizes para uma política na área. A realização do Seminário Nacional de Prevenção ao Suicídio e Trabalho é fruto dessas ações. Para discutir as diretrizes de uma política pública voltada para a prevenção de suicídio, participaram da mesa Fernanda Magano, Letícia Almeida, Márcia Oliveira, assessora do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Drogas, do Ministério da Saúde, e Deivisson Santos, docente do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conselheiro da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). A Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio foi instituída pela Lei n° 13.819, de 26 de abril de 2019. Os objetivos são promover a saúde mental; prevenir a violência autoprovocada; pesquisar e conhecer os fatores determinantes e condicionantes da saúde mental; promover a articulação intersetorial para a prevenção do suicídio, envolvendo entidades de saúde, educação, comunicação, imprensa, polícia, entre outras; garantir o acesso à atenção psicossocial das pessoas com histórico de ideação suicida, automutilações e tentativas de suicídio. Outra ação importante é Política Nacional de Redução de Morbimortalidade por Acidentes e Violências. Para Magano, é necessária a triangulação nos poderes, entre instituições e ministérios, para ações mais assertivas, e que trabalhadores sejam ouvidos e cuidados. Como medidas de prevenção, ela defende: tratamento adequado dos transtornos mentais; restrição de acesso a métodos potencialmente perigosos; capacitação da sociedade para identificação e abordagem a pessoas em risco; e fortalecimento de fatores de proteção, como vínculos sociais, habilidades de resolução de problemas, expressão emocional. Letícia Almeida também ressalta a importância de levar aos trabalhadores o debate sobre prevenção ao suicídio. A notificação compulsória de violências autoprovocada é uma obrigação legal. No caso de tentativa de suicídio, a comunicação deve ser feita até 24 horas após o atendimento. A diretora aponta que houve uma evolução das taxas de suicídio no Brasil, de 6.782 óbitos em 2000 para 16.468 em 2022. Os três estados com maiores taxas de suicídio foram Rio Grande do Sul – 12,8 (número de óbitos por 100 mil mortes), Mato Grosso do Sul – 12,6 e Santa Catarina – 12,3. As menores ficaram com Rio de Janeiro – 4,7, Pernambuco – 5,2 e Espírito Santo – 5,8. Entre adolescentes e jovens, o aumento de suicídios foi acentuado. As taxas são maiores entre
Capacitação feminina na construção civil: inclusão e representatividade

A representatividade feminina na área da engenharia foi o foco central do painel realizado nesta terça-feira (8), no Auditório Costa do Descobrimento, durante a 79ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea). Com a participação de lideranças do setor e especialistas, o evento abordou a necessidade de ampliar a capacitação das mulheres e criar uma rede de apoio para fortalecer sua presença no mercado de trabalho. Abrindo o painel, Bia Kern, fundadora do Instituto Mulheres em Construção, destacou a importância de oferecer capacitação e oportunidades para mulheres na construção civil. “Vamos ensinar nossas mulheres e compartilhar com elas o que sabemos fazer. Sempre que capacitamos alguém, todos ganham: a profissional, a empresa e a sociedade. Além de ser gratificante como pessoa, esse crescimento é coletivo”, afirmou. Bia também apresentou o Projeto Regenera RS, desenvolvido no Rio Grande do Sul após as enchentes que atingiram a região. “O projeto visa capacitar a população e, no nosso caso, prioritariamente mulheres, ampliando suas chances de inserção no mercado com uma nova profissão. Até o momento, já qualificamos 300 pessoas, impactando mais de 100 famílias. Agora, vamos iniciar uma nova etapa com mais 2 mil mulheres”, ressaltou. Na sequência, a engenheira civil e influenciadora digital Lulu Magalhães enfatizou a importância de criar ações de inclusão para mulheres recém-formadas na engenharia. “Temos muitas mulheres que se formam, mas não conseguem seguir na área. Precisamos de iniciativas que promovam treinamento para que elas adquiram segurança e domínio, além de criar oportunidades para as próximas gerações e construir uma rede de apoio sólida”, pontuou Lulu, que tem utilizado suas redes sociais para promover a representatividade feminina no setor. O painel também contou com a participação da engenheira civil e de segurança do trabalho Márcia Luna, que abordou os impactos do saneamento básico na vida das mulheres. “Implementar o saneamento básico é uma necessidade urgente, que impacta diretamente a vida das mulheres. Precisamos ocupar os espaços públicos e privados, colocando nossa voz e buscando formas de transformar projetos do papel em realidade, para que a sociedade possa receber resultados concretos do que temos a oferecer”, disse Márcia. A engenheira destacou ainda que o evento é um espaço de reflexão e ação, e que é fundamental que as mulheres assumam protagonismo nas pautas de infraestrutura. Mediando as discussões, a engenheira civil, sanitarista, ambiental e conselheira federal Carmen Lúcia Petraglia apresentou os resultados do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua, que já vem promovendo ações de inserção de mulheres em diversas frentes da engenharia. “Daqui para frente, precisamos ampliar o que já está sendo feito e expandir ainda mais nossa atuação. Já estamos fortes, mas o mais importante agora é inserir as mulheres nas profissões do futuro”, afirmou Carmen, reforçando que as ações de apoio devem continuar evoluindo para consolidar a presença feminina no mercado. O painel evidenciou a necessidade de construir uma rede de apoio entre profissionais e entidades para promover a equidade de gênero nas áreas tecnológicas. As iniciativas apresentadas mostraram como a capacitação e a criação de oportunidades podem transformar não só a vida das mulheres, mas também contribuir para o desenvolvimento social e econômico do país. Reportagem: Dhiogo Bottacin (Crea-ES)Edição: Julianna Curado (Confea) Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)Equipe de Comunicação da 79ª SoeaFotos: ArtFoto Produtora e Cacto Comunicação/Confea