Projetos dos Seconcis do DF e MG na final do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social 2023

Em meio à paisagem de desafios da construção civil, dois projetos destacam-se na categoria “Entidades” do Prêmio CBIC de Responsabilidade 2023 – Troféu Paulo Safady Simão: a Policlínica do Trabalhador da Construção Civil do Distrito Federal, do Seconci-DF, e o “Construindo Igualdades”, do Seconci-MG.  Em entrevista ao CBIC Hoje, o porta-voz do Seconci-DF, José Sidney, contou sobre a história da Policlínica do Trabalhador. O projeto, nascido de um sonho antigo da diretoria, enfrentou desafios cruciais antes de se tornar uma realidade tangível. “Não foi fácil”, revelou Sidney. A burocracia e a necessidade de recursos financeiros significativos foram obstáculos iniciais. O diferencial veio com o apoio do Ministério Público do Trabalho da 10ª Região, fornecendo verbas essenciais. “Sem essa verba, seria impossível ter esse projeto funcionando”, enfatiza Sidney. A Policlínica proporciona acesso a especialidades médicas antes restritas, como urologia, aliviando filas de espera na rede pública. O Seconci-DF se destaca por ir além, oferecendo atendimento médico e psicossocial nas obras, promovendo saúde física e mental. Os desafios foram superados, mas a lição aprendida não se limita ao sucesso. Para José Sidney, a chave é o aprendizado contínuo. “Todo dia é um dia de aprendizado”, afirma. “A busca por inovações não é um luxo, é uma necessidade. O Seconci-DF planeja expandir seus serviços, adicionando a oftalmologia em 2024”, disse Sidney. Na comunidade, a Policlínica é divulgada de forma prática nas empresas e com o apoio de parceiros como Sinduscon-DF, Sticombe e Ademi. Para o porta-voz do Seconci-DF, a realidade vai além das palavras inspiradoras; é um compromisso concreto com a saúde dos trabalhadores.  Construindo Igualdades – Seconci-MG: Desconstruindo Tabus na Construção Civil Em outra frente, Sylvia Helena, Supervisora do Departamento de Serviço Social do Seconci-MG, revela os detalhes do projeto “Construindo Igualdades”. Um convite do Tribunal de Justiça de Minas Gerais trouxe a discussão sobre violência doméstica e familiar para o cenário predominantemente masculino da construção civil. Ao CBIC Hoje, Helena revelou os desafios iniciais de abordar um tema tão sensível e culturalmente arraigado. O desconforto inicial e a desconfiança foram palpáveis, mas as palestras piloto foram a virada. “O sucesso dessas experiências fez com que fossem solicitadas espontaneamente”, destaca Helena. O impacto na comunidade, longe de discursos inspiradores, é observado no interesse crescente dos gerentes de Recursos Humanos (RH) em debater o assunto nas obras. Helena explica que as palestras geraram discussões, indo além do efeito momentâneo e contribuindo para uma mudança de atitude. As parcerias com o TJMG não são apenas simbólicas, pois fortalecem o enfrentamento da violência doméstica em um nicho onde a cultura machista é marcante. A inovação não é apenas conceitual; é prática, incorporando dinâmicas interativas e esquetes cênicos para provocar reflexões reais. Para Sylvia Helena, o Seconci-MG não se contenta em falar sobre sustentabilidade; ele age. O projeto é apresentado em eventos e seminários, destacando-se como uma voz essencial na responsabilidade social empresarial. A entidade acredita que, para o futuro, não há espaço para idealizações. O projeto é uma resposta contínua e sem recuos a um problema complexo. O Seconci-MG busca garantir a resistência e perenidade de uma iniciativa que transcende a retórica, inserindo-se como uma resposta efetiva a um problema complexo e arraigado na sociedade. O Prêmio CBIC de Responsabilidade Social reconhece não apenas o trabalho árduo e inovador na indústria da construção, mas também inspira a comunidade a buscar constantemente maneiras de impactar positivamente a sociedade por meio de suas atividades e projetos.  O público está convidado a escolher o melhor projeto em cada categoria. Para isso, basta entrar no site do prêmio: https://www.cbic.org.br/premioresponsabilidadesocial/ das 12h do dia 21/11, até 23h59 do dia 10/12. Os vencedores (primeiro lugar) de cada categoria serão anunciados AO VIVO em uma cerimônia de premiação programada para ocorrer no dia 12 de dezembro de 2023 em Brasília. O prêmio integra o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, uma realização da Comissão de Responsabilidade Social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CRS/CBIC), com a correalização do Sesi Nacional. Fonte: Agência CBIC

Retrospectiva – Seconci-DF faz balanço de 2023

Foram várias conquistas, novos serviços e mudanças que aconteceram em prol da melhoria da prestação de serviços e atendimento aos trabalhadores e empresas da construção Com a proximidade do final do ano, o Seconci-DF faz um balanço de tudo que aconteceu durante o ano de 2023 e das melhorias conquistadas na prestação de serviços às empresas e, principalmente, aos beneficiários dos serviços e atendimentos ofertados pela instituição. Para tanto, faremos ao longo de dezembro um passeio pelos meses do ano para relembrar tudo que fizemos, que conquistamos e, com o apoio das empresas, incrementamos em benefício dos trabalhadores da construção do Distrito Federal. Acompanhe nossa retrospectiva 2023 pelas nossas redes sociais (Instagram, Facebook e LinkedIn).

GDF e Codese-DF alinham plano de ações e investimentos até 2026

Expectativa de investimentos totais de R$ 5 bi até 2026 O Governo do Distrito Federal (GDF) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do DF (Codese-DF) estão alinhados quanto às prioridades para o desenvolvimento econômico e social do DF até 2026. Em reunião realizada nesta quarta-feira (6/12), o governador Ibaneis Rocha e membros do Codese debateram o plano de ações e governança para o quadriênio 2023-2026.   O documento “O DF que a gente quer, visão 2040”, produzido pelo Codese-DF, teve 192 das 210 propostas incorporadas ao plano de gestão do governo Ibaneis Rocha. Isso representa 90% de convergência entre o plano do Conselho e do Governo.  “É um trabalho que se incorpora ao nosso governo. Em todas as secretarias temos pedido aos secretários que tenham toda a atenção com o trabalho do Codese”, afirmou o governador. As propostas convergentes estão divididas nos eixos de cidadania e desenvolvimento social; desenvolvimento urbano; turismo, economia criativa, cultura, esporte e lazer; desenvolvimento econômico; sustentabilidade, tecnologia e inovação; e eixo Brasília-Goiânia e Ride. Entre as prioridades elencadas para 2023 estão a ampliação de equipes multidisciplinares na saúde da família, mais vagas para educação infantil de 0 a 3 anos, estruturas de atendimento a vítimas de violência e simplificação de processos de parcelamento do solo urbano.   De acordo com apresentação do secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, a expectativa é que os investimentos em políticas públicas somem R$ 5 bilhões até 2026. Desde 2019, já foram investidos R$ 2,8 bilhões pelo GDF. Entre os destaques do plano de gestão estão projetos nas áreas de moradia popular, mobilidade urbana, saúde, educação e segurança pública. O governador Ibaneis Rocha ressaltou a importância da parceria com a iniciativa privada para viabilizar os investimentos planejados. “Temos um olhar muito firme para a iniciativa privada e damos atenção a todas as forças econômicas do DF. Sem os empresários não conseguimos avançar”, disse. O presidente do Codese-DF, Leonardo Oliveira de Ávila, comemorou o alto nível de convergência entre o plano do Conselho e do Governo. “Agora entra a fase de acompanhamento para verificar a execução dessas propostas. Esperamos que o DF se torne uma metrópole verde, integrada, criativa e próspera até 2040”, projetou. Agência Brasília

Mulheres são mais afetadas por disfunção na ATM, que provoca dor e estalos ao abrir a boca

As causas são multifatoriais e abrangem trauma na região, ansiedade e hábitos parafuncionais como o bruxismo Dor, estalos e dificuldade para abrir a boca são sinais de que algo está errado com a articulação temporomandibular, a ATM. Essa é uma das conexões mais complexas do corpo humano e é acionada até mesmo enquanto dormimos, conforme contraímos os músculos da face, rangemos os dentes e engolimos a saliva. Uma sobrecarga nessa estrutura articular pode causar alterações nos movimentos, que combinam rotação e translação, além de muita dor. A ATM liga a mandíbula ao osso temporal na base do crânio e se move em três direções: para baixo e para cima, protrusão e retrusão e lateralidade. Ela possui uma cavidade com líquido sinovial, que funciona como um lubrificante, e um disco articular, de estrutura fibrocartilaginosa, que tem função de proteger e possibilitar o encaixe entre superfícies ósseas. Os problemas que surgem nessa região são chamados de disfunção temporomandibular (DTM), que pode ter origem muscular – quando envolve músculos mastigatórios – quando atinge ossos e disco articular. As causas da DTM são multifatoriais e abrangem traumas na região, prótese mal adaptada, doenças sistêmicas (como artrite rematóide e artrose), fatores anatômicos, distúrbios do sono e fatores psicossociais (como estresse, ansiedade e depressão), que podem levar a hábitos parafuncionais – sendo o mais conhecido deles o bruxismo, que ocorre quando a pessoa range os dentes de modo involuntário, especialmente enquanto dorme. Os sintomas são dores na musculatura da mastigação e na ATM, que podem irradiar para a região da cabeça e do pescoço, barulhos como estalos e ruídos na articulação, dificuldade para abrir ou fechar a boca e sensação de que a mandíbula sai do lugar ao fazer alguns movimentos. Estudos epidemiológicos clínicos e populacionais indicam que esses sinais podem aparecer em até 70% da população. As mulheres são pelo menos quarto vezes mais propensas a sofrer de DTM,. Fatores anatômicos, aspectos comportamentais, psicossociais e alterações hormonais ligadas ao ciclo menstrual também foram estuados no intuito de justificar a maior prevalência de DTM no sexo feminino. Continue lendo aqui.

Seconci-DF faz doação de computadores para orfanato

Ação beneficiará 12 crianças que vivem em orfanato na cidade goiana de Valparaíso de Goiás Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF O Seconci-DF fez uma doação de 7 computadores de mesa para a Associação das Filhas do Puríssimo Coração de Maria, instituição que cuida de crianças na cidade de Valparaíso de Goiás desde 1998. Todos os computadores doados estão em perfeito estado e serão usados como ferramentas de ensino e aprendizagem para as crianças que ficam no orfanato. As máquinas doadas fazem parte da política de segurança da informação do Seconci que consiste na troca de equipamentos por máquinas mais modernas e seguras. A Congregação Filhas do Coração de Maria é uma Congregação Religiosa da Igreja Católica de origem polonesa fundado em 8 de dezembro de 1885 por um frei capuchinho polonês, o Beato Honorato Kozminski (1829 – 1916). No Distrito Federal, a ação atua na cidade de Valparaíso, Novo Gama, Ocidental e Planaltina de Goiás, com alcance de cerca de 200 crianças. A Congregação está sob direção da irmã Teodozja Guzek. De acordo com ela, a doação dos computadores vai contribuir para que as crianças possam se familiarizar com o mundo da informática. “Nós temos uma pessoa que trabalha com computadores e que se disponibilizou a vir ao orfanato para fazer a montagem dos equipamentos e ensinar as crianças para que elas possam aprender como usar. Essa doação veio em boa hora e nós agradecemos muito”, conta Guzek. A doação dos computadores é uma ação que faz parte dos objetivos do Seconci-DF de promover a responsabilidade social e despertar a consciência na sociedade para além da construção, setor responsável pela existência da entidade. Com isso, de braços dados com instituições que promovem a vida, a segurança e a saúde, seguimos em busca de um Distrito Federal mais solidário e mais colaborativo para todos. Se você quiser doar ou conhecer a Congregação Filhas do Coração de Maria, ligue (61) 36272996

Panorama dos Acidentes do Trabalho no Brasil – encerramento Canpat 2023

A  Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, convida para o encerramento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho – CANPAT 2023,  que ocorrerá no dia 07/12/2023, das 09h às 11h30, com transmissão pelo canal da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho – ENIT no YouTube (https://www.youtube.com/enit-escola/live). O evento abordará um panorama da prevenção e da acidentalidade do trabalho no Brasil, em nível nacional e regional, com demonstração dos setores de atividade que mais causam acidentes, os profissionais que mais se acidentam, os principais tipos de acidentes e outros detalhes que envolvem os acidentes do trabalho nos mais diversos estabelecimentos do Brasil. Haverá, também, uma avaliação da Canpat 2023, com as principais ações que ocorreram nesse ano, bem como o planejamento da Canpat 2024, para que tenhamos condições cada vez melhores de aumentar a produtividade e competitividade, por meio de ambientes de trabalho decentes e funcionais. Por fim, será mostrado o planejamento da Inspeção do Trabalho para o ano de 2024 na área de Segurança e Saúde no Trabalho, nesse grande desafio para implantar uma cultura de prevenção de acidentes do trabalho em nosso País. O evento é público e gratuito, com emissão de certificado de participação, com transmissão “ao vivo” no Canal da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho no YouTube. Participe! Seja um agente na prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Segurança e Saúde no Trabalho: mais qualidade de vida para quem trabalha; mais competitividade para nossas empresas. Fonte: ENIT

Novos paradigmas na qualificação de profissionais na construção: desafios e soluções

No dinâmico cenário da construção civil, marcado por avanços tecnológicos e desafios constantes, os paradigmas para a qualificação de profissionais emergem como pauta central. O tema, de alta relevância para o setor, foi amplamente discutido em um dos painéis da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), durante o evento Construa Maranhão. Ricardo Michelon, vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, destacou a importância fundamental das pessoas como insumo primário no setor da construção. “O nosso setor tem alguns insumos principais: um deles são os materiais que a gente aplica nas nossas obras e outro é o recurso financeiro, e tem um outro insumo que são as legislações, aprovações e permissões, mas talvez o principal insumo seja as pessoas. E é nesse contexto que a gente gostaria de colocar o nosso foco na discussão.” Michelon ressaltou a paradoxal realidade enfrentada pela construção civil, onde empresas demandam profissionais qualificados, enquanto uma parte significativa da sociedade enfrenta o desemprego. Essa disparidade, conforme apontado em diversas pesquisas sobre os desafios do setor, evidencia a escassez de profissionais qualificados como um dos principais obstáculos. O vice-presidente da CBIC enfatizou que o setor precisa enfrentar esse desafio com inteligência, propondo soluções que unam as pontas dessa equação complexa. No centro desse debate está a atuação de instituições como o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Michelon destacou a presença dessas instituições em todos os estados brasileiros, sua capacidade técnica e operacional, além dos recursos disponíveis. Para ele, o desafio reside na inteligência de articular esforços, visando uma abordagem mais ampla e integrada para enfrentar a carência de profissionais qualificados. “A gente pode contribuir muito dando caminhos e colocando esse tema na mesa”, enfatizou Michelon, apontando para a necessidade de colaboração e cooperação entre setor privado e instituições educacionais. A necessidade de repensar os paradigmas para qualificação de profissionais na construção civil foi destacada pelo superintendente regional do Sesi Maranhão, Diogo Diniz Lima. Em sua fala, Lima ressaltou a importância estratégica da construção, classificando-a entre as cinco atividades mais relevantes na contribuição para o sistema. Ele salientou a abundância de mão de obra no país, diferenciando-o de outros lugares, e defendeu uma abordagem mais estratégica e proativa por parte do setor. O superintendente regional do Sesi Maranhão também abordou a dimensão social emergente dessa questão, enfatizando que o setor da construção é tão crucial para o Produto Interno Bruto (PIB) que tem o poder de influenciar a formação da agenda, não apenas direcionada aos empresários, mas também aos trabalhadores. Lima apontou a necessidade de utilizar as ferramentas disponíveis para despertar o estado, tirando-o da zona de conforto e direcionando esforços para garantir o básico, pois, como ressaltou, “não se constrói sem mão de obra.”  “Achar essa mão de obra e ter essa mão de obra no mercado garante produtividade e um custo possível para a realização das obras”, concluiu Diogo Diniz Lima, sublinhando a importância de uma abordagem mais estratégica e proativa na qualificação de profissionais para o setor da construção civil.  A vice-presidente de Responsabilidade Social da CBIC, Ana Cláudia Gomes, destacou a complexidade da questão ao afirmar: “As pessoas não querem trabalhar na construção civil, não têm orgulho de ser. Isso é inclusive uma campanha da Comissão de Responsabilidade Social da CBIC, que é a ‘Orgulho de Ser a Força que Constrói o país’.” Esse desafio, segundo Gomes, vai além de simples capacitação técnica; trata-se de resgatar o orgulho e a valorização dos profissionais da construção. Ana Cláudia Gomes argumentou que a responsabilidade pela transformação desse cenário recai sobre os gestores do setor. Ela enfatizou a importância de permitir que os trabalhadores se apropriem de seu trabalho: “A gente precisa que esse trabalhador volte a ter orgulho de ser o trabalhador da construção civil. E acho que isso é uma função do gestor, pois você tem que permitir que aquele trabalhador se aproprie do trabalho dele. Precisamos permitir que os nossos times tenham esse orgulho de pertencer, entendam o contexto, a importância do que estão fazendo.” Além disso, a vice-presidente ressaltou a necessidade de os empresários compreenderem que o reconhecimento das empresas no setor dependerá cada vez mais do compromisso com o desenvolvimento e formação de suas equipes.”Os empresários precisam entender que as empresas deles serão cada vez mais reconhecidas pelo seu time, pelas pessoas que vão formar e desenvolver.” No que se refere à mão de obra, Ana Cláudia Gomes frisou a importância de os empresários investirem no treinamento e desenvolvimento. ”O empresário também precisa entender que a mão de obra não vai chegar pronta, ele precisa investir no treinamento e desenvolvimento dessa mão de obra.” Para ela, a construção de um novo paradigma na qualificação profissional na construção não apenas exige mudanças estruturais, mas também um comprometimento integral dos gestores e empresários com a valorização e capacitação de seus colaboradores. Concluindo o debate, Dionyzio Klavdianos, vice-presidente de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da CBIC, destacou a complexidade do tema, ressaltando a singularidade da indústria da construção civil. “Esse é um tema complexo e a gente está cansado de ver como as coisas estão acontecendo, mas é que a construção civil não é uma indústria qualquer, é uma indústria talvez a mais antiga do mundo, desde quando as pessoas se tornaram racionais. Então ela tem uma história muito grande que talvez nenhuma outra indústria tenha”, afirmou Klavdianos. A fala do vice-presidente ressalta a importância de compreender a construção não apenas como uma atividade econômica, mas como parte integrante da história e evolução da sociedade. No entanto, Klavdianos alertou para as consequências da falta de mão de obra qualificada na indústria, uma preocupação urgente que afeta diretamente a capacidade de crescimento e inovação do setor. “O que podemos deduzir dessa falta de mão de obra? A gente está perdendo mão de obra para Uber, iFood, e a gente está vendo isso e não está fazendo nada. E como a indústria depende da mão de obra e a gente não está conseguindo reter e dar

Seconci-DF apresenta o Projeto Empresa Parceira à Diretoria da ADEMI DF

O presidente do Seconci-DF, Carlos Eugênio de Faria, acompanhado pela gerente geral, Geórgia Grace, e pelo analista de comunicação, Sidney Rocha, estiveram na reunião da diretoria da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF) na quarta-feira, 22 de novembro, para apresentar o projeto Empresa Parceira do Seconci-DF. Com objetivo de valorizar as empresas contribuintes, ampliando a visibilidade do trabalho realizado em benefício do trabalhador do setor da construção, consolidando o compromisso com a responsabilidade social e valorização do ser humano, o reconhecimento deverá ser entregue a 235 empresas da construção do Distrito Federal. Além do Seconci-DF, participou da reunião, Marcelo Vaz, titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH). Na ocasião, um dos temas centrais foi a minuta de um decreto destinada a regulamentar a nova lei de parcelamento do solo. O projeto pode ser sancionado pelo governador Ibaneis Rocha ainda esta semana e representa um marco significativo para o mercado imobiliário. Com informações da ADEMI DF | Foto: Nina Quintana

Já garantiu sua vaga no 97º ENIC?

A capital federal sediará no próximo dia 12 de dezembro, no Hotel Brasil 21, das 9h às 17h30, a 97ª edição do ENIC | Política & Estratégia. O evento reunirá os principais players da cadeia produtiva da construção com representantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, visando fortalecer o diálogo do setor com o poder público e ampliar o debate sobre os próximos passos e a agenda do setor no país. As inscrições são gratuitas, porém as vagas são limitadas! Confira a programação e garanta logo sua presença. Fonte: Agência CBIC

Homem, por que você não vai ao médico?

o DF, apenas 34% dos atendimentos na atenção primária são do público masculino. Campanha Novembro Azul incentiva cuidados Agência Saúde-DF | Edição: Amanda Martimon O mês de conscientização sobre o câncer de próstata – o Novembro Azul – reforça a importância do exame de toque retal para diagnósticos precoces e mais chances de cura. O toque no ânus é rápido e indolor e permite ao médico identificar alterações da glândula. Mas, é fato: o tema ainda desperta uma série de piadas ultrapassadas em todo o Brasil. Por medo, preconceito ou mera falta de informação, boa parte dos homens não procura atendimento médico e fica vulnerável a diversas doenças. Por esse motivo, a campanha incentiva também cuidados gerais com a saúde da população masculina. O oncologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Gustavo Ribas alerta, por exemplo, para o risco de um outro tipo de câncer que não envolve toque retal para rastreamento e já afeta homens a partir dos 15 anos. É o câncer de testículo, que representa 5% dos casos de oncologia urológica. Sem consultar um médico nem fazer um autoexame (sim, isso existe, e pode salvar vidas), muitos acabam descobrindo a doença já em fase avançada e enfrentam vários dos seus medos, como a impotência sexual, o afastamento do trabalho ou mesmo a morte. “Como homem e médico, entendo que a visão mais restrita da maioria dos homens refere-se ao aspecto cultural, como uma herança dos seus antepassados a respeito da masculinidade. O homem tem arraigado o fato de não priorizar sua saúde, receio de sentir dor, não demonstrar inquietude, ansiedade e até medo, além do próprio desconhecimento e por a [falsa] certeza de que nada de grave vai impactá-lo”, acrescenta o médico. Minoria nos consultórios Segundo dados da SES-DF, em 2023, os homens representam apenas 34% da população presente nas consultas de atenção primária, aquelas realizadas em unidades básicas de saúde (UBSs), porta de entrada para todos os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), desde a saúde bucal até o diagnóstico de doenças graves. Esse índice inclui idosos, bebês e pacientes com doenças crônicas. Entre os homens de 20 a 59 anos, o índice cai para 28%, de acordo com dados do Ministério da Saúde para todo o país. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) sobre a percepção do homem acerca da sua própria saúde revela que apenas 32% daqueles com mais de 40 anos se consideram muito preocupados e que 46% deles só vão ao médico quando sentem algo. Esse número aumenta para 58% se o homem tiver acesso à saúde exclusivamente pelo SUS. E, apesar do descaso, metade tem medo ou ansiedade quando pensam em sua saúde. A ideia de estar acima das doenças, a síndrome de super-herói, atrapalha até os que vão ao médico, muitas vezes por insistência de esposas, filhas ou outras mulheres da família. “A mulher geralmente é mais direta na hora da consulta. O homem costuma não falar diretamente das suas queixas, principalmente quando são de natureza íntima”, conta a médica de família e comunidade Fabiana Fonseca. Ela explica ser comum o que chama de “fenômeno da maçaneta”: o homem relata um problema simples, como dor de cabeça, mas, na hora de abrir a porta para ir embora, volta e revela sua verdadeira queixa. A demora, no entanto, pode ser, literalmente, fatal. No caso do câncer de próstata, a doença se desenvolve sem sintomas aparentes e em 45% dos casos os tumores são detectados já em estágio avançado. Só em 2022, o Brasil registrou 16.292 óbitos pela doença, 44 por dia. No DF, foram 165 óbitos por neoplasia maligna de próstata em 2022 e 103 até agosto de 2023. A estimativa é de 460 casos novos ao ano entre 2023 e 2025. O diagnóstico precoce permite chances de cura acima de 90%. “Dados de literatura médica amplamente divulgados no mundo apontam para a exitosa estratégia de rastreamento e diagnóstico precoce através da avaliação médica regular, eletiva, de forma antecipada aos sintomas”, pontua o oncologista Gustavo Ribas. Acolhimento A campanha Novembro Azul, muito acima de piadas ou promoção do medo, é uma iniciativa para o acolhimento masculino. Profissionais de saúde estão preparados para fazer o atendimento desde as queixas iniciais de todos os tipos de doenças até os exames mais detalhados, inclusive, se necessário, o de toque retal. De acordo com a Referência Técnica Distrital (RTD) em urologia, Álvaro Canuto, os homens têm a garantia de respeito e privacidade em todos os atendimentos. “O consultório médico é um espaço reservado, com privacidade. O homem tem o direito de ter uma companhia, caso deseje.” A visita a um médico durante o mês de novembro ou em qualquer outro período do ano não significará, obrigatoriamente, a realização de um exame de toque para detectar o câncer de próstata, e sim uma avaliação do estado geral de saúde do paciente. Somente se necessário, haverá o encaminhamento para especialistas ou exames diagnósticos para todos os tipos de enfermidades, seja diabetes, hérnia de disco, alcoolismo, miopia, câncer ou outras. No DF, a porta de entrada para o atendimento é a rede de 175 UBSs, que funcionam todos os dias úteis do ano. No local, o homem também terá acesso aos serviços da atenção primária, da odontologia a ações de saúde mental e combate ao tabagismo, por exemplo, além de ser encaminhado às unidades especializadas, em caso de necessidade. Não há nenhum pré-requisito para ser atendido nas unidades básicas, sendo necessário apenas levar documento oficial de identificação com foto, comprovante de residência e, se tiver, o cartão nacional do SUS. É importante saber qual é a UBS de referência, conforme o endereço de moradia. É possível fazer a busca por CEP no site do InfoSaúde.