Mulheres da construção são sensibilizadas pela campanha do Outubro Rosa

Durante o mês de outubro, o Seconci-DF realizou várias palestras nas empresas parceiras levando conscientização e saúde   levando conscientização e saúde   O câncer de mama ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil. Esse dado é do Instituto do Câncer (INCA) que projeta para o ano de 2023, 73.610 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 67 casos a cada 100 mil mulheres. A campanha do outubro rosa na construção esteve em vários canteiros de obras em várias regiões do Distrito Federal conversando e levando informações para as mulheres que atuam no setor. A campanha do Seconci-DF promoveu palestras e, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI), realizou exames de saúde como aferição de pressão arterial e glicemia nos locais por onde passou. “A campanha foi muito boa. Mais de 300 mulheres foram atendidas pelas palestras e pelos serviços de saúde. Esse serviço de palestra e de conscientização nos meses coloridos, seja outubro rosa, novembro azul, faz parte da área médica assistencial do Seconci e tem como foco promover a saúde dos trabalhadores da construção civil”, explica o gerente de medicina do Seconci-DF, Maurício Carvalho Nieto. Quem está nos canteiros de obra agradeceu pela atenção com a saúde e cuidado com as mulheres do setor. A técnica em edificações do grupo Base, Amaris Barbosa, onde aconteceu o evento no dia 27 de outubro, disse que falar de saúde para mulheres é sempre importante e o Seconci está de parabéns pela campanha. “É de extrema importância porque nas obras temos muitas mulheres e esse trabalho não deve ser feito somente no outubro rosa, mas sempre. Agradeço a iniciativa do Seconci e considero esse alerta, porque a prevenção salva vidas”, conta Amaris. O encerramento da campanha aconteceu na sede do Seconci no dia 30 de outubro e contou com a presença do médico e professor Paulo Lisbão, da Diretoria de Saúde do Trabalhador (DISAT) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Lisbão é especialista em saúde da mulher e fala com propriedade sobre a importância e o cuidado que as mulheres devem ter para evitar casos da doença. “Em relação ao câncer de mama e demais campanhas como o abril verde (mês de promoção da segurança e saúde no trabalho), setembro amarelo (prevenção ao suicídio), temos esse trabalho de sensibilização. É muito importante no outubro rosa disseminar esse conhecimento. O câncer é uma doença que assusta muita gente. Ainda há muito preconceito e isso atrasa diagnóstico, atrasa tratamento e, atrasando tratamento, aumenta a mortalidade da doença”, comenta. Por fim, o médico reforça que as campanhas são mecanismos que despertam o interesse e a busca por mais informação e pela prevenção contra as doenças. “Falar da doença, principalmente com mulheres, com categoria de trabalhadoras, é fundamental para prevenção e para tratamento. Dados epidemiológicos mostram que 1 em cada 3 casos de câncer pode ser curado se diagnosticados precocemente; esse dado diz respeito a todos os tipos de canceres. Então é muito importante falar sobre a doença e não esconder o problema”, finaliza. Confira a apresentação do Dr. Paulo Lisbão aqui.

Serviço Psicossocial salva vidas

Esse atendimento tem por objetivo cuidar, orientar e proteger os trabalhadores e quanto aos seus direitos e benefícios Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF Você sabia que o serviço psicossocial do Seconci-DF tem ajudado diversos trabalhadores a enfrentar seus medos, vícios e desafios? Esse trabalho é parte do atendimento feito pela assistente social, pela psicóloga e pela equipe medica da instituição. Todos os trabalhadores das empresas da construção civil do Distrito Federal que necessitem de ajuda com questões relacionadas à saúde mental, ao vício e demais problemas que fazem parte do escopo do atendimento psicossocial contam com os profissionais do Seconci para mudar de vida, ter saúde e dignidade. O atendimento psicossocial do Seconci-DF é feito de várias formas, podendo ser nos canteiros de obras, por meio do SECONCI PRESENTE – Atendimento Médico e Psicossocial; pelas palestras de sensibilização nas empresas, pelos atendimentos individualizados da assistente social e da psicóloga e também por meio de terapia de grupo. Se você, trabalhador, está passando por algum problema de saúde, de vício, de questões relacionadas à assistência social e psicossocial, entre em contato com o Seconci-DF e comece seu atendimento. Esse serviço não tem custo e você pode ganhar muito com a ajuda disponibilizada pela instituição. Entre em contato com o Seconci-DF pelo e-mail social@seconci-df.org.br ou pelo telefone (61) 3399-1888 211.

Governo disponibiliza aplicativo com informações sobre SST

Com o objetivo de contribuir no fomento da cultura de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, o Governo Federal,  por meio da Fundação Jorge Duprat e Figueiredo (FUNDACENTRO), disponibilizou à população um aplicativo com conteúdos da área de Segurança e Saúde no Trabalho, propiciando ao usuário o aprendizado de conhecimentos da área.  A iniciativa é gratuita e fomenta a atenção em relação ao tema. O aplicativo pode ser utilizado por qualquer cidadão, com atendimento imediato.  Acesse e saiba mais! O tema tem interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Sinduscon-DF contribui para o desenvolvimento sustentável”, diz o vice-presidente

No auditório da entidade, população participou da 38ª oficina de revisão do PDOT Comunicação Sinduscon-DF O 1º vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), João Accioly, disse nesta sexta-feira (20/10) que o setor é fundamental no debate sobre o desenvolvimento do território e o aumento da qualidade de vida da população. “O Sinduscon-DF contribui para a construção do desenvolvimento sustentável de Brasília e região”, afirmou ele. No auditório do sindicato, a população participou, na última quarta-feira (18/10) da 38ª oficina participativa da revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh). As pessoas discutiram propostas de melhoria para a região do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), onde fica a entidade. Com participação de representantes do setor e especialistas, o encontro coletou sugestões da comunidade visando aprimorar a qualidade de vida na região. As propostas reunidas terão sua análise minuciosa e, posteriormente, serão incorporadas ao novo documento de revisão do PDOT, que direciona o desenvolvimento do DF e deve ser reavaliado a cada 10 anos. Ao longo deste ano, estão previstas 55 oficinas participativas com a população do Distrito Federal, até o mês de dezembro. “É essencial que a indústria da construção civil participe ativamente das discussões e traga suas perspectivas para a revisão do PDOT. O planejamento urbano impacta diretamente em nossos empreendimentos e na qualidade de vida da população”, afirma o 1° vice-presidente do Sinduscon-DF. O coordenador de Planejamento Urbano da Seduh-DF, José Mário Pacheco Júnior, destaca a relevância das oficinas participativas e a importância do envolvimento da comunidade. “A intenção dessas oficinas é construir uma leitura comunitária, a partir da visão da população. Dentro da Seduh-DF, temos feito estudos técnicos para compor o diagnóstico, mas entendemos que o diagnóstico precisa também ser composto pela visão da população”, explica.  Durante as oficinas, a população pode expor os principais desafios do Distrito Federal, além de questionar o próprio ordenamento territorial. “Temos tratado de questões habitacionais, como disponibilidade e regularização fundiária, preocupações com transporte, abrangência de redes e tempo de deslocamento, bem como pautas ambientais, incluindo a proteção de áreas de interesse e recursos naturais no DF. A preservação de mananciais, unidades de conservação e recursos hídricos também são temas do ordenamento muito abordados nessas oficinas”, explica. De acordo com o coordenador, a discussão foi aberta, e os técnicos da equipe da Seduh-DF estavam preparados para abranger uma ampla variedade de tópicos, já que o projeto se encontra na fase de coleta de informações.  Clique aqui e veja mais notícias no site do Sinduscon-DF! “Neste estágio inicial, estamos concentrados em ouvir as demandas da população. Posteriormente, na fase de elaboração de propostas, que ocorrerá mais adiante no processo de revisão, iremos avançar com base nas análises que estão em andamento, provenientes tanto da comunidade quanto dos estudos conduzidos por nossa equipe técnica. Somente após uma avaliação completa de todos esses dados, poderemos definir as propostas apropriadas para o novo plano diretor”. O especialista detalha o processo de análise das sugestões, que envolve a categorização por temas e a avaliação técnica para determinar sua aplicabilidade. Após a análise, a equipe técnica emitirá posicionamentos em relação às sugestões. Com base nessas análises e posicionamentos, as propostas para o próximo plano diretor serão cuidadosamente elaboradas e refinadas. “Este processo envolverá colaboração com a sociedade civil organizada, bem como todas as partes do Governo do Distrito Federal (GDF), incluindo outras secretarias e órgãos da administração direta. A análise das propostas será conduzida para avaliar sua viabilidade, e cada sugestão será devidamente fundamentada, seja aceitando-a seja recusando-a. Essas medidas visam assegurar um processo de revisão estruturado, transparente e fundamentado”, reforça José Mário. O calendário das oficinas está disponível, e todas as pessoas podem discutir o planejamento urbano e o futuro do Distrito Federal. Para participar, basta comparecer nas datas e horários agendados para se envolver no processo participativo.  Veja, abaixo, o cronograma de oficinas participativas.

Elen Cristina, uma história de superação

Porta-voz Seconci do Outubro Rosa e reconhecimento no Prêmio Fronteiras da Saúde 2023 Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF No dia 25 de outubro, a técnica de enfermagem do Seconci-DF, Elen Cristina, foi uma das selecionadas para entrega do Prêmio Fronteiras da Saúde 2023, promovido pelo Instituto Lado a Lado pela Vida. A premiação aconteceu durante o Global Fórum Fronteiras da Saúde que, em 2023, teve como tema central “A reestruturação e fortalecimento dos sistemas de saúde: redução das desigualdades e enfrentamento de ameaças futuras. Tomada de decisão, aprendizado e resiliência”. Elen venceu a luta contra um câncer de mama e, durante sua batalha, foi acolhida pela Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer (Abrapec), instituição que fez o convite para a entrega do prêmio. Além disso, foi a porta-voz da campanha Outubro Rosa na Construção do Seconci-DF realizando palestras durante todo o mês de outubro em vários canteiros de obras do DF. “O prêmio foi um evento muito bom e nos oportunizou a conhecer várias pessoas da saúde e eu tive a oportunidade de networking, a além de falar da prevenção e do trabalho que fizemos no Seconci. Esse convite veio pela Abrapec e eu me senti lisonjeada”, explica Elen. Sobre a campanha do Outubro Rosa na Construção, ela ressalta a importância de levar o assunto para os canteiros de obras e também de poder ser um exemplo para as mulheres que estão passando pelo tratamento. “Foi uma oportunidade maravilhosa poder ajudar e inspirar mulheres, e sensibilizar homens, a terem essa vivência e esse relato sobre a doença. Esse outubro ficará marcado para sempre pela oportunidade que o Seconci me deu de poder levar esse assunto para os canteiros”, finalizou ela.

Você conhece o Perfil Profissiográfico Previdenciário dos trabalhadores?

O Perfil Profissiográfico Previdenciário é um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne, entre outras informações, dados administrativos, registros ambientais e resultados de monitoração biológica durante todo o período em que o profissional exerceu suas atividades na empresa. Este documento traz os dados informados pela empresa sobre as condições de trabalho e de exposição a agentes prejudiciais à saúde do colaborador (empregado, prestador de serviço cooperado ou trabalhador avulso). É responsabilidade da empresa contratante manter atualizadas as informações de todos os Perfis Profissiográficos Previdenciários (PPP) dos seus trabalhadores, fazendo constar no documento a informação correta sobre a eficácia ou ineficácia dos equipamentos de proteção individuais ou coletivos. O não cumprimento desta legislação aplicável, pode constar como violação das normas de segurança do trabalho, causando danos aos seus empregados como prejuízo para os fins previdenciários. O tema tem interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Auxiliares de Saúde Bucal do Seconci-DF marcam presença na 20ª Semana de Saúde Bucal do CRO-DF

Evento aconteceu no sábado, 22 de outubro, e teve como assunto a capacitação profissional das auxiliares de saúde bucal As auxiliares de saúde bucal (ASBs) do Seconci-DF participaram do 2º Encontro de Técnicos de Auxiliares em Saúde Bucal promovido pelo Conselho Regional de Odontologia do DF (CRO-DF). O evento aconteceu na Asa Sul e faz parte da 20ª edição da Semana de Saúde Bucal do Distrito Federal e contou com a presença de 8 auxiliares que atuam nos consultórios do Seconci-DF. A programação contou com duas palestras que falaram sobre os temas: Biossegurança em consultório odontológico, com a secretária da comissão de biossegurança do CRO_DF, Elaine Bicalho Maia Correia; e Competências e atribuições dos técnicos e auxiliares em saúde bucal, com a especialista em dentística e harmonização orofacial e mestre em ciências da saúde, Ana Luiza Júlio de Matos. Representando o Seconci-DF, estiveram no evento 9 auxiliares em saúde bucal. Entre elas, a técnica em saúde bucal (TSB), Edjane Joventino. Para ela, essa foi uma oportunidade de atualizar e sair do mecânico do dia a dia. “Agora que saímos de uma pandemia e voltamos para o ‘normal’, é importante falar sobre esses assuntos, principalmente biossegurança, porque têm outras doenças e cuidados que devem continuar no atendimento odontológico”, conta ela. O evento faz parte da comemoração do Dia do Cirurgião-Dentista (25/10) e tem como objetivo promover a conscientização sobre a importância da saúde oral e incentivar hábitos de higiene bucal adequados para a população. Segundo o presidente do CRO-DF, Marco Antônio dos Santos, a ação visa, ainda, alertar sobre a necessidade de consulta odontológica periódica para exame de prevenção de doenças e infecções na cavidade bucal, buscando a valorização do exercício profissional do cirurgião-dentista. O Seconci-DF conta hoje com 20 cirurgiões dentistas e 9 auxiliares de saúde bucal e 3 técnicas em saúde dental. “É sempre bom que os profissionais de odontologia procurem se informar e atualizar sobre o que está acontecendo na área porque o conhecimento sempre agrega valor e melhora o serviço que é oferecido pelo profissional. No caso das auxiliares, elas estão sempre do lado dos cirurgiões e conhecer novas técnicas e habilidades que possam melhorar nosso atendimento é sempre válido”, conta Mára Lúcia Campos, gerente de odontologia do Seconci-DF. Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF | Com informações do CRO-DF

Segurança e Saúde no Trabalho: pilar fundamental para a Construção

Clovis Carvalho é consultor CBIC em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) A indústria da construção é uma das atividades econômicas mais antigas e fundamentais para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Ela desempenha um papel crucial na criação de infraestruturas, edifícios e espaços que sustentam a vida moderna. No entanto, essa indústria também é notória pelos seus desafios complexos, onde a segurança e saúde no trabalho (SST) se destacam como preocupações cruciais. Abordamos ao longo deste artigo, a importância da segurança e saúde no trabalho para as empresas da indústria da construção, destacando os benefícios, desafios e práticas recomendadas para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. A implementação de práticas seguras de trabalho ajuda a reduzir significativamente o número de acidentes e lesões. Isso não apenas protege os trabalhadores, mas também evita interrupções na produção e possíveis atrasos no cronograma das obras. A maioria dos países, como é o caso do Brasil, possui regulamentações específicas em relação à SST. No caso do setor da Indústria da Construção, o principal instrumento legal a ser observado é a Norma Regulamentadora 18 (NR 18), todavia, ele não é o único, é igualmente importante que as empresas se atentem ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) contidos na Norma Regulamentadora 01 (NR 01), nos equipamentos de proteção individuais previstos na NR 06, no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) tratado na NR 07, dentre outros regulamentos. A não observância dessas regulamentações pode resultar em responsabilizações administrativas e judiciais para as empresas. Importante destacar, que os trabalhadores que se sentem seguros e saudáveis tendem a ser mais produtivos. Ambientes de trabalho seguros podem ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade dos trabalhadores, melhorando sua eficiência e qualidade de trabalho. A prevenção de acidentes e lesões reduz os custos associados a compensações trabalhistas, tratamento médico e treinamento de substituição. Além disso, empresas com histórico de segurança positivo podem obter melhores taxas de Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GILRAT – antigo Seguro Acidente do Trabalho – SAT), em decorrência do Fator Acidentário de Prevenção – FAP, .que é o mecanismo utilizado pela Receita Federal do Brasil para aumentar ou diminuir as alíquotas de 1% (risco leve), 2% (risco médio) ou 3% (risco grave) que cada empresa recolhe mensalmente para o financiamento dos benefícios por incapacidade. Essas alíquotas poderão ser reduzidas em 50% ou majoradas em 100%, conforme a quantidade, a gravidade e o custo das ocorrências acidentárias em cada empresa em relação ao seu segmento econômico. Outro importante aspecto a ser considerado, é que empresas que demonstram um compromisso com a segurança e saúde no trabalho desfrutam de uma melhor confiança entre os clientes, investidores e a comunidade em geral. Isso pode resultar em mais oportunidades de negócios e uma vantagem competitiva. Embora a importância da segurança e da saúde no trabalho seja inegável, a indústria da construção enfrenta desafios únicos ao tentar implementar e manter padrões elevados nessa área. O processo produtivo da indústria da construção, diante de tantos desafios e abordagens técnicas especializadas, faz com que muitas das vezes seja empregada mão de obra temporária ou sazonal, o que pode dificultar a implementação consistente de programas de treinamento e de segurança e saúde no trabalho. As pressões para cumprir prazos apertados e orçamentos restritos podem levar também a atalhos de segurança. Esta atitude, pode acarretar para as empresas em decorrência de um único acidente e a depender de sua dimensão, responsabilizações ambientais, administrativas, judiciais, tributárias e até mesmo penais. Em alguns casos, o comportamento humano também pode levar a situações de insegurança nas atividades desenvolvidas nos canteiros de obra, pois existe uma cultura arraigada da “virilidade” entre os trabalhadores do setor, como por exemplo, quem carrega mais sacos de cimento de uma única vez. Esse tipo de atitude, deve ser vigiada e desmotivada pelas empresas, pois pode levar os trabalhadores a se envolverem em comportamentos perigosos. Para superar esses desafios e garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável na indústria da construção, as empresas podem adotar várias práticas, a começar do comprometimento da alta administração com a segurança e saúde no trabalho. Outra ação, é a implantação de treinamento adequados e o estabelecimento de canais de comunicação eficazes entre a gestão e os trabalhadores, permitindo assim, que os problemas de segurança sejam identificados e abordados rapidamente. Por fim, avaliação regular de riscos em locais de trabalho específicos também ajuda a identificar perigos potenciais e a implementar medidas preventivas. Fonte: Agência CBIC

Dia Internacional de combate ao câncer de mama

Nunca é demais falar sobre prevenção e cuidados com a saúde e, na construção civil, as empresas contam com apoio do Seconci-DF para ações preventivas Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF | Com informações do INCA Estimativa do Instituto do Câncer aponta que, em 2023, serão 73.610 casos novos de câncer de mama em 2023, com um risco estimado de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. O número reforça a importância da prevenção e de campanhas que conscientizam as mulheres sobre o cuidado com a saúde. Na construção do Distrito Federal, durante o mês de outubro, o Seconci-DF tem percorrido vários canteiros de obras levando informação sobre a doença. A preocupação maior é despertar o interesse nas trabalhadoras para que elas se cuidem, se previnam. “Nosso objetivo é mostrar a elas que quanto antes se detecta um câncer, maiores são as chances de cura. Além disso, temos mostrado durante nossas palestras que é muito simples cuidar da saúde com atividade física, alimentação saudável e o autoexame”, conta Elen Cristina, técnica de enfermagem do Seconci-DF. Mais de 200 mulheres que trabalham nos canteiros de obras do DF serão alcançadas pela ação do Seconci-DF que conta também com a participação do Serviço Social da Indústria (SESI) na disponibilização de exames como aferição de pressão arterial e glicemia. A campanha do outubro rosa da construção conta ainda com apoio do Sindicato dos Trabalhadores (Sticombe) e do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF). Uma das empresas beneficiada pela campanha foi a Soltec Engenharia. De acordo com a técnica de segurança do trabalho da empresa, Patrícia Freitas, a parceria com o Seconci é fundamental porque desperta o interesse nas mulheres das obras para cuidarem da saúde. “Esse trabalho do Seconci é muito importante e gostamos bastante porque trouxe conhecimento para todas e muitas têm dificuldade em falar sobre o assunto”, finaliza. Fatores de risco Não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, como: envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficente e exposição à radiação ionizante.  Os principais fatores são: Comportamentais/Ambientais Aspectos da vida reprodutiva/hormonais Hereditários/Genéticos A mulher que possui esses fatores genéticos tem risco elevado para câncer de mama. Conheça os materiais do INCA abaixo:

Tem mulher no canteiro de obra

Setor observa crescimento gradual da presença feminina ao longo de décadas, mas desigualdade salarial entre gêneros permanece alta A construção civil é um setor predominantemente masculino. Entre os profissionais registrados no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), 80,5% são homens e apenas 19,5% mulheres. Mas esse cenário vem mudando. Somente em 2021, o número de mulheres trabalhando na construção cresceu 16% em relação ao ano anterior, impulsionado pela retomada do setor na economia nacional, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Naquele ano, a pasta registrou mais de 500 mil mulheres ocupando cargos em escritórios de engenharia, indústrias e canteiro de obras. A tendência de maior contratação de mulheres na área, porém, é histórica. “Há algum tempo existe um movimento de aumentar a participação das mulheres na nossa indústria. Esse movimento não é algo grande e impactante, mas é devagar e gradativo. Houve momentos de boom, em que pela evasão e dificuldade de contratação de mão de obra, as empresas buscavam mulheres, mas depois desses booms o mercado continuou fazendo isso numa escala menor”, argumenta Ana Cláudia Pontes, vice-presidente de responsabilidade social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Para Gabriela Teodoro, engenheira de 28 anos que coordena uma equipe em uma grande construtora do Distrito Federal, “Mais do que apenas representar uma luta contra estereótipos de gênero, essa mudança traz consigo uma série de benefícios para a indústria.” Ela acredita que equipes diversificadas produzem melhores resultados porque pessoas com diferentes histórias de vida, experiências e perspectivas trazem abordagens distintas para solucionar problemas, o que, na construção civil, se traduz em soluções mais criativas, eficientes e inovadoras para desafios de engenharia e design. Na visão de sua colega Adriana Fialho, 46 anos, as mulheres demonstram características de liderança e organização que alavancam novos patamares de qualidade no serviço. “Mulheres são mais detalhistas, se atentando a diversos itens que normalmente são despercebidos pelos homens”, conta a engenheira e arquiteta. “Desta forma, os projetos são melhor compatibilizados sendo resolvidos antecipadamente, diminuindo retrabalho.” Desigualdade Apesar dos avanços, ainda existem obstáculos — muitas mulheres enfrentam preconceito, assédio e falta de oportunidades para crescimento dentro do setor. Adriana Fialho percorreu uma longa estrada até se estabelecer na profissão. “A voz da mulher não é tão evidente quanto a voz masculina, era muito preconceito envolvido.” Ela afirma que mulheres precisam provar sua capacidade para conquistar seu espaço, enquanto profissionais homens, apenas por serem homens, têm sua posição garantida. “A gente sempre precisa se capacitar mais, obter mais conhecimentos técnicos e demonstrar maiores resultados. Mas, mesmo assim, ainda persiste a desigualdade salarial e a falta de postos de trabalho disponíveis para as mulheres”, lamenta. Uma pesquisa realizada pelo Banco Nacional de Empregos (BNE) concluiu que o cargo de engenheiro civil possui uma desigualdade salarial de 38,6% entre gêneros, taxa ainda maior que a média nacional de discrepância salarial entre homens e mulheres apontada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE em 2021, que é de 20,5%. Ainda segundo o IBGE, 15,1% dos homens brasileiros possuem ensino superior, enquanto entre as mulheres, o índice é de 19,4% entre a população economicamente ativa. Ou seja, mulheres precisam estudar mais tempo para receberem menores salários. Gabriela Galvão, 38 anos, já atuou como arquiteta e engenheira foi nos canteiros de obra onde sentiu o peso de ser mulher num ambiente dominado pelos homens. “Eu recebi comentários de mau gosto, é o tipo de coisa que a gente se sente desconfortável, sabe? Ter que se preocupar com as roupas, com os comentários machistas que sempre surgem”, lamenta. Além desses desafios, as profissionais da área relatam dificuldades comuns a todas as mulheres no mercado de trabalho, como a falta de modelos femininos em posições de liderança e o desafio de equilibrar demandas de trabalho com as responsabilidades familiares. Há anos promovendo a pauta da equidade no setor da construção, Ana Cláudia Pontes observa que o mercado tem forçado empresas a implementarem políticas de inclusão. “Há um movimento de mudança, desde os financiadores, passando pelo consumidor e até a força de trabalho que torna essa transformação urgente. As empresas não vão conseguir mais fazer uma venda sem enxergar essas agendas”, afirma. Formação Um dos motivos para o aumento da presença feminina na construção civil é a entrada de mais mulheres em cursos técnicos e universitários. Iniciativas como o Programa Mulheres Construindo Autonomia na Construção Civil, criado em 2012 pelo governo federal e que formava mulheres de baixa renda para a inserção nesse mercado de trabalho, entre outras, foram responsáveis pelo crescimento histórico. “Ao longo dos anos, várias organizações sociais passaram a fazer ações de qualificação profissional para preparar mulheres para a construção civil e também uma série de parcerias com as entidades patronais para empregar essas mulheres depois”, explica Ana Pontes, vice-presidente da CBIC. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entre 2010 e 2021, o número de alunas que concluíram cursos nas áreas de exatas aumentou 96%, saindo de 37.005 para 72.791. A professora universitária Tatiane Rodrigues, 40 anos, testemunhou a mudança do perfil dos estudantes do curso de engenharia civil acontecendo em tempo real. “Até 2020, eu via um crescimento constante no número de mulheres nas minhas turmas, mas, de três anos para cá, por algum motivo, o quantitativo de alunas diminuiu. De toda forma, observo meninas cada vez mais empoderadas, seguras e conscientes de que podem ser o que quiserem, inclusive engenheiras”, comemora. Ela conta que entendeu, logo no início da vida universitária, que o apoio de outras mulheres é fundamental para sobrevivência em um mercado hostil. “Eu e as outras meninas formávamos grupos de estudos e trabalhos que sempre se destacaram nas atividades acadêmicas pelo comprometimento e qualidade das entregas. Tivemos atuação feminina na presidência do Centro Acadêmico, na fundação da empresa júnior, em projetos de iniciação científica e importantes campos de estágio”, relembra Tatiane. “Vejo que na época praticamos a sororidade de forma muito natural e espontânea.” Também docente na área da engenharia, Ivonne Alejandra Gutierrez, 37 anos,