Ministério da Saúde esclarece principais dúvidas sobre varíola dos macacos

Pasta monitora constantemente o número de casos e a situação epidemiológica do País O controle da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, é prioridade para o Ministério da Saúde, que realiza o constante monitoramento e analisa diuturnamente a situação epidemiológica para orientar as ações de vigilância e resposta à doença no Brasil, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Causada por um vírus, os sinais e sintomas da doença podem durar entre duas e quatro semanas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato pessoal e direto com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas contaminadas ou objetos infectados. A transmissão por meio de gotículas requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, por isso, trabalhadores da saúde, membros da família, parceiros e parceiras têm maior risco de contaminação. Confira a entrevista com Arnaldo Medeiros, secretário da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que esclareceu as principais dúvidas sobre a doença, como transmissão, sintomas e prevenção. O que é a varíola dos macacos? Resposta: A varíola dos macacos é uma doença viral, causada por um vírus, que foi diagnosticada e identificada pela primeira vez no século passado, na década de 60, que não tem nada a ver com macacos. Na verdade, ela foi identificada primeira nos macacos e, por isso, ficou conhecida no mundo científico como “varíola dos macacos”. Essa doença tem caráter endêmico em alguns países da África Central e da África Ocidental. Ao longo da história da saúde pública mundial, nós tivemos alguns surtos de varíola dos macacos em alguns países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, mas surtos curtos, com poucos casos. O que nós estamos vivendo agora é o primeiro grande surto em países não endêmicos, ou seja, países que não são da África Central e da África Ocidental, com circulação sustentada do vírus que causa a varíola dos macacos. Quais são os principais sintomas? R: A doença começa, quase sempre, com uma febre súbita, forte e intensa. O paciente também tem dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e fundamentalmente o aparecimento de gânglios (inchaços popularmente conhecidos como “ínguas”), que podem acontecer tanto na região do pescoço, na região axilar, como na região perigenital. A manifestação na pele é chamada de papulovesicular uniforme, que são feridas ou lesões pelo corpo. Como ocorre a transmissão? R: A principal forma de transmissão da varíola dos macacos é por meio do contato. Esse contato acontece por pele/pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado que você tenha contato. Por isso, é extremamente importante pensarmos que, uma vez que o paciente está infectado, com o diagnóstico laboratorial concluído, esse paciente fique em isolamento e que todo seu material de roupa de cama, roupas, lençóis e objetos pessoais passem por um processo de higienização, de fervura, de lavagem com água e sabão para, dessa forma, impedir a transmissão. Como as pessoas podem se proteger? R: A principal forma de proteção é evitar contato direto com pessoas contaminadas. Lembrando que a principal forma de transmissão ocorre através do contato pele/pele, pessoal, ou obviamente através do contato com objetos pessoais de um paciente que está infectado com a varíola dos macacos. O que fazer se eu estiver doente? R: Ao aparecer quaisquer sinais ou sintomas como febre alta e súbita, dor de cabeça, aparecimento de gânglios, procure um médico na unidade básica de saúde. Procure seu médico, porque ele terá a capacidade de te examinar, fazer o diagnóstico e a condução clínica necessária. Quais são as diferenças entre a varíola dos macacos e a varíola humana? R: A varíola humana é uma doença erradicada no nosso país há muitos anos, enquanto a varíola dos macacos é semelhante, porém, é uma outra doença. São dois vírus diferentes, causam sintomas relativamente parecidos, mas são doenças absolutamente distintas. Como é o tratamento da varíola dos macacos? R: O tratamento da varíola dos macacos, em geral, é o que chamamos de tratamento de suporte. Geralmente, o paciente precisa de uma boa hidratação, se estiver com dor de cabeça tomar um remédio analgésico, se estiver com febre, tomar um antifebril e, fundamentalmente, a higienização das lesões. Como funciona a vigilância do Ministério da Saúde em relação à varíola dos macacos? R: O Ministério da Saúde, quando surgiram os primeiros casos de varíola dos macacos no Reino Unido, criou uma rotina de vigilância. A partir daí, se estabelece uma vigilância ativa daquela doença que está em estudo. Hoje, a vigilância da varíola dos macacos é coordenada pelo departamento chamado DCCI. É importante ressaltar que mesmo quando não havia nenhum caso no Brasil, o Ministério da Saúde estabeleceu um fluxo de vigilância ativa para o nosso País. Definimos o que seria um caso suspeito, o que seria um caso confirmado, o que seria um caso descartado. Instituímos o fluxo para o diagnóstico para testagem. Distribuímos para todos os estados e municípios o formulário para notificação de modo que temos no País hoje uma vigilância sensível, ativa e capaz de detectar os casos de varíola dos macacos. Em quais casos o paciente deve fazer o teste? R: Em caso suspeito, o paciente vai procurar um médico e esse profissional vai seguir um fluxo laboratorial e vai indicar a coleta do exame para fazer o teste. O diagnóstico da doença é realizado por teste molecular ou sequenciamento genético. Onde os testes são processados? R: As amostras são coletadas e enviadas para um dos quatro laboratórios de referência do Brasil, para o exame e resposta ao paciente em tempo oportuno. Como o Ministério da Saúde está atuando na questão das vacinas? R: Existem atualmente duas empresas que produzem essas vacinas. Uma empresa utiliza um método de aplicação chamado escarificação e a outra por injeção intramuscular. Nós entendemos que o melhor método de aplicação é o intramuscular. O Ministério está em tratativas com a OPAS e OMS para aquisição de doses para a nossa população. Nós estamos, em uma primeira análise, trabalhando com um quantitativo de aproximadamente 50 mil doses iniciais, a depender da capacidade

Assessoria de Comunicação do Seconci-DF O dia 5 de agosto é lembrado como o Dia Nacional da Saúde. Em 2022, essa data ganha um novo significado para o Seconci-DF que, desde maio, está com a Policlínica do Trabalhador em funcionamento. O novo serviço é voltado para o atendimento médico assistencial e visa a melhoria da saúde dos trabalhadores da construção civil das empresas do setor no Distrito Federal. Até então, o foco do atendimento médico do Seconci-DF era ocupacional e, a partir agora, a entidade abrange seus serviços nas duas vertentes: assistencial e ocupacional. Inaugurando a nova fase de atendimento em saúde está o combate e controle da hipertensão e do diabetes, por meio do Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD), e atendimento em urologia, além da Clínica Médica. O gerente de medicina do Seconci-DF, Daniel Honda, explica que o foco é cuidar da saúde dos trabalhadores por meio de doenças que são consideradas silenciosas e precisam de atenção. “Tanto a hipertensão, quanto o diabetes, são doenças que surgem sem muito alarde e procurar o médico para fazer os exames, manter as taxas em níveis considerados bons é fundamental para que os pacientes não tenham agravamento dessas doenças”, conta Daniel. Daniel fala também sobre a preocupação da saúde do homem que, com o início das atividades em urologia, passa a ter um cuidado especial pelos profissionais do Seconci. “A saúde da próstata é algo que precisa de atenção. Esse cuidado agora pode ser feito por todos os trabalhadores que estão na faixa etária recomendada com consultas e exames que darão o diagnóstico e os cuidados necessários para evitar problemas mais graves relacionados à próstata”, fala Daniel. Jefferson Francisco Dourado foi um dos trabalhadores que iniciou o atendimento no PHD. Ele explica que a empresa onde trabalha já tem esse cuidado com a saúde dos funcionários e veio por meio do encaminhamento. “Eu descobri que minha pressão estava alterada e o técnico fez o agendamento e me encaminhou para entrar no programa do Seconci. Esse cuidado é muito importante porque a gente precisa desse atendimento de saúde”, explica Dourado, responsável pelo almoxarife da SVO Engenharia. No Dia Nacional da Saúde, o Seconci reforça com todas as empresas e trabalhadores da construção civil para que se atentem com os cuidados e procurem os serviços médicos da entidade para manter sua saúde e qualidade de vida em dia. Para ter acesso aos serviços disponíveis na Policlínica do Trabalhador, basta agendar uma consulta pelo site http://www.seconci-df.org.br/Agendamento_Medico.php.

Já conferiu as atualizações do Manual de Orientação do eSocial?

A nova versão do Manual de Orientação do eSocial traz alterações relativas à Saúde e Segurança no Trabalho. Entre elas está o detalhamento das informações relativas ao monitoramento da saúde do trabalhador (avaliações clínicas), durante todo o vínculo laboral com o declarante, bem como os exames complementares aos quais foi submetido, com respectivas datas e conclusões. Para saber mais detalhes sobre o manual, confira abaixo o evento virtual “eSocial– SST na Construção”  promovido pela Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Ele pode ser assistido a qualquer momento! O tema tem interface com o projeto “Elaboração e atualização de conteúdos informativos/orientativos para a indústria da construção”, da Comissão de Políticas e Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). Fonte: Agência CBIC

Conheça o Certificado de Aprovação dos EPIs

O Certificado de Aprovação (CA) é um documento destinado a constatar que o Equipamento de Proteção Individual (EPI) está em conformidade com as exigências da NR-6 e seguro para uso. Ele é expedido pelo Ministério do Trabalho e Previdência (MTP), a pedido do fabricante ou importador. Seu registro permite que o EPI seja comercializado e utilizado conforme a indicação aprovada, tem validade de 5 anos e pode ser renovado. Ao comprar EPIs, é importante que as empresas estejam atentas quanto à validade do CA, para assegurar a conformidade do equipamento junto aos órgãos públicos regulamentadores, e também à validade do EPI, que é determinada pelo fabricante do produto, variando de acordo com o produto e conforme sua solicitação de uso. O EPI que foi adquirido com um CA válido e cuja utilização veio a ocorrer após o vencimento do CA não está inapto para uso. Gostaria de saber a situação de seus EPIs? Clique aqui e faça uma consulta pelo site do MTP.  O tema tem interface com o projeto “ Elaboração e atualização de conteúdos informativos/orientativos para a indústria da construção“, da Comissão de Políticas e Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Evento com mais de 400 trabalhadores da construção civil marca Dia Nacional de Prevenção a Acidentes de Trabalho

Atualização da carteira vacinal, medição de taxas de glicose, informações sobre saúde bucal e uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e conscientização sobre a importância da prevenção dos acidentes de trabalho e da comunicação de eventuais acidentes, tudo isso acompanhado de um bem servido café da manhã para mais de 400 trabalhadores da construção civil, em um canteiro de obras na Quadra 500 do Sudoeste. A gerente de segurança do trabalho do Seconci, Juliana Moreira de Oliveira, ressaltou a importância do evento para promoção da segurança e da saúde do trabalhador da construção. “Esse tipo de ação é parte da missão do Seconci que é atender ao trabalhador prevenindo o acidente de trabalho e melhorando sua saúde e sua qualidade de vida. As informações sobre acidentes, a campanha de vacinação, a presença dos profissionais de saude do Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD) reforça o papel social da entidade”, disse Juliana. Uma das representantes do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) no Grupo, a juíza do Trabalho Ananda Tostes explicou, no início do evento, que o número de acidentes de trabalho teve um crescimento significativo, não só no mundo, mas principalmente no Brasil, nesse momento final da pandemia de covid-19. É um número alarmante que, segundo a magistrada, preocupa, principalmente no ramo da construção civil, em que os acidentes muitas vezes acabam levando até mesmo ao óbito dos trabalhadores. A juíza salientou que a ação do Getrin-10 é uma ação preventiva, que faz com que a Justiça do Trabalho saia dos muros do Tribunal e vá ao encontro da sociedade para levar informação sobre a importância da prevenção de acidentes. O juiz do Trabalho João Otávio Fidanza Frota, que também atua no Getrin-10, revelou que o ramo da construção civil acabou sendo escolhido pelo grupo para marcar a data por ser um ramo muito afetado pelos acidentes, que acabam gerando muito prejuízo para os trabalhadores, para os empregadores e para o Estado, uma vez que a situação acaba desaguando no Poder Judiciário. A ação do Grupo Interinstitucional – composto por representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Ministério do Trabalho, OAB, sindicatos patronais e profissionais e órgãos do GDF – é uma forma de atuar na área das políticas públicas voltadas à área da prevenção de acidentes de trabalho, explicou o magistrado. Comunicado de Acidente de Trabalho A representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), procuradora Carolina Mercante, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICOMBE), Raimundo Salvador da Costa Braz, também aproveitaram a oportunidade para falar com os trabalhadores e alertar não só para a importância da prevenção de acidentes, mas para a necessidade de comunicar eventuais acidentes por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). De acordo com a procuradora, existe, no Brasil, uma subnotificação dos acidentes laborais, visto que milhares de acidentes que acontecem não são notificados pelas empresas. Isso causa um problema para o trabalho de prevenção, uma vez que é preciso ter conhecimento da realidade, um diagnóstico, para poder trabalhar as políticas públicas de prevenção de acidente de trabalho e doenças ocupacionais. Depois de relembrar para os trabalhadores que prevenir é sempre melhor que remediar e que é importante pregar a cultura prevencionista, uma vez que o ambiente de trabalho no ramo da construção civil é extremamente perigoso, o presidente do STICOMBE frisou que as normas de prevenção a acidentes e sobre saúde dos trabalhadores constam das convenções de trabalho e da legislação trabalhista, e devem ser seguidas e respeitadas por todos – incluindo a disponibilização e o uso correto dos EPI e dos equipamentos de proteção coletiva (EPC). Além disso, dando sequência ao que falou a procuradora do MPT sobre a relevância da comunicação de acidentes, o presidente do sindicato lembrou que se a empresa se recusar a preencher a CAT, o sindicato pode assumir esse papel. Ações Após ouvirem as falas dos representantes do Getrin-10, mais de 400 trabalhadores que estão atuando nos canteiros de obras da Quadra 500 do Sudoeste receberam, além de um café da manhã reforçado, informações sobre saúde bucal, por meio de uma cartilha acompanhada de um kit com escova e pasta de dentes e um fio dental, sobre saúde ocupacional, informações sobre EPIs e EPCs, sobre animais perigosos e tiveram possibilidade de realizar medição das taxas de glicose e atualizar a carteira vacinal, com imunização contra tétano, febre amarela e aplicação da tríplice viral, além da dose de reforço para covid-19. Com informações da Assessoria de Comunicação do TRT 10

Versão S-1.1 do eSocial é publicada

Os leiautes da versão S-1.1 Beta do eSocial passaram a incorporar integralmente as evoluções previstas na Minuta da Nota de Documentação Evolutiva v. S-1.0 – NDE 02/2021 – Processo Trabalhista e parcialmente as previstas na Minuta da Nota de Documentação Evolutiva v. S-1.0 – NDE 01/2021 – IR sobre Rendimentos do Trabalho. Sendo assim, a NDE 02/2021 teve sua validade encerrada com a publicação da versão S-1.1 BETA em 20/07/2022, que já incorpora as evoluções previstas naquela NDE. A versão S-1.1 BETA é a versão que será oficializada por portaria interministerial, cuja publicação está em tramitação. Portanto, desde já deve ser considerada a versão de trabalho final para implantação. Para mais detalhes acesse o Radar Trabalhista nº 260/2022 e confira também outras informações relevantes para o setor. Acesse aqui a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. Fonte: Agência CBIC

Ação do GETRIN10 terá atendimentos do Seconci-DF

Assessoria de Comunicação do Seconci-DF No Dia Nacional de Prevenção de Acidentes, comemorado em 27 de julho, o Seconci-DF se junta ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região e demais entidades e sindicatos pertencentes ao Grupo de Trabalho Interinstitucional 10 – GETRIN 10 para promover uma ação na Quadra 500 do Sudoeste. Este ano, o Seconci estará presente com ações voltadas à saúde do trabalhador por meio de atendimentos como aferição de pressão arterial e medição de glicemia. O Seconci estará presente na ação para fazer um check-up da saúde dos trabalhadores por meio do Programa de Hipertensão e Diabetes – PHD, novo serviço médico da entidade que visa realizar o acompanhamento e cuidado com as doenças citadas. “Nossa preocupação é com a saúde do trabalhador e o monitoramento da hipertensão e do diabetes para evitar que elas cheguem a casos graves. Mais do que prevenir acidentes, é preciso cuidar da saúde de quem está na construção civil”, explica o gerente médico do Seconci-DF, Daniel Honda. A ação acontecerá na sexta, 29 de julho, no canteiro central do Grupo Base, localizado na quadra 500 do Sudoeste. Além do atendimento médico do Seconci, a Secretaria de Saúde do DF estará presente completando o calendário vacinal dos trabalhadores da empresa. De acordo com a organização, são esperados mais de 300 trabalhadores no evento.

27 de julho: Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho

Esta data comemorativa tem como objetivo alertar trabalhadores, empresas, governo e sociedade para a importância de práticas que reduzam o número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. O Seconci-DF faz a sua parte atuando diariamente na prevenção de acidentes de trabalho por meio da Gerência de Segurança do Trabalho da entidade, orientando as empresas do setor da construção civil sobre segurança e saúde do trabalho, realizando os programas exigidos por normas regulamentadoras, bem como, realizando treinamentos e palestras para os trabalhadores. Trabalhamos para que todo dia seja o Dia de Prevenção de Acidentes e da Promoção da Segurança no Ambiente de Trabalho.

CPRT/CBIC dá início às ações da CANPAT Construção 2022

O lançamento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho na Indústria da Construção – CANPAT Construção 2022, aconteceu nesta terça-feira (26). O evento é uma iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do  Serviço Social da Indústria (Sesi), participação da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e apoio especial do Seconci Brasil e tem como tema: Gestão da Segurança e Saúde na Construção: uma nova cultura para um ambiente de trabalho seguro e saudável. Em sua sexta edição, a CANPAT Construção já alcançou mais de 20 mil pessoas de forma direta. O evento beneficia não só o setor, explicou o presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT/CBIC), Fernando Guedes. “É um debate importante para a sociedade brasileira como um todo. Estamos muito felizes e muito orgulhosos disso. Neste ano, nossa temática vai seguir a temática nacional para que a gente possa trabalhar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) dentro da indústria da construção”, apontou. A saúde e segurança do trabalhador deve ser o principal ponto de atenção, segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins. “Se nós queremos trabalhadores mais produtivos e engajados, e um setor mais produtivo, que ocupe um espaço maior dentro da economia da sociedade, nós temos que ter como foco o nosso trabalhador. Nós temos que focar no trabalhador porque ele é o motor de tudo aquilo que nós fazemos e é fundamental a saúde e segurança do seu ambiente”, disse. “Vamos seguir esse caminho de união e esforços na busca de um objetivo em comum, que é justamente o bem-estar do nosso trabalhador”, corroborou Guedes. Pesquisa realizada pelo SESI, em parceria com a CBIC, analisou dados históricos de acidentes de trabalho da indústria de construção no Brasil, um recorte temporal de 10 anos (2010 a 2019), destacou o Diretor de Educação e Tecnologia da CNI, Diretor Superintendente do SESI/DN e Diretor Geral do SENAI/DN, Rafael Lucchesi, que parabenizou o setor da construção civil pelo trabalho desempenhado. “É importante afirmar que de maneira consistente ano a ano a construção civil tem reduzido os acidentes de trabalho mostrando que há redução tanto em acidente como também de doenças ocupacionais. O setor da construção está de parabéns!”, destacou. De acordo com Lucchesi, a indústria da construção é fundamental para a agenda de desenvolvimento do país, mas também de qualidade de vida. “A indústria  da construção é uma indústria que abarca todo o tecido territorial brasileiro, ela está presente nos 5.550 municípios”, completou. A pauta SST, debatida de forma cada vez mais recorrente, também abrange o fator de responsabilidade social, apontou o Subsecretário de Inspeção do Trabalho, Romulo Machado. “Fala-se cada vez mais em responsabilidade social, no quanto essa vertentel é um diferencial de competitividade de produtividade para as empresas. Em tudo isso, nós incluímos a proteção ao trabalho e a proteção ao trabalhador, e que seja feita de forma decente, segura e que respeite a dignidade desse trabalhador”, pontuou. Após a abertura da CANPAT Construção 2022, foi realizado um painel técnico sobre o panorama atual da norma regulamentadora – NR18, onde participaram o Vice-presidente do Sinduscon-SP e Coordenador do Grupo Estratégico de SST da CPRT/CBIC, Haruo Ishikawa; o Auditor Fiscal do Trabalho e Chefe do Setor de SST no Paraná, Rubens Patruni Filho; o Consultor de Saúde e Segurança do Trabalho Seconci-SP, Gianfranco Pampalon; e a Especialista em Desenvolvimento Industrial do SESI-DN, Migliane Réus de Mello. Durante o debate, Gianfranco Pampalon explanou sobre acidentes de trabalhos que poderiam ser evitados ainda na fase do projeto, as maiores dificuldades de implementação da NR18, além das novas tecnologias a favor do tema. E explicou que  o assunto ainda não é bem visto por todos. “As ações de SST, infelizmente, ainda são vistas como custos pelas organizações, porém quando a questão é bem avaliada, percebe-se nitidamente que isso é, comprovadamente, revertido em economia para as organizações”, disse. A implementação da norma é vista como uma mudança de paradigma para a Especialista em Desenvolvimento Industrial do SESI-DN, Migliane Réus de Mello.  “Cada vez mais a fiscalização vai deixar de olhar o papel e vai querer ver o resultado para saber como foi implementado um programa, se deu resultados ou melhorou as condições de trabalho dentro dessa empresa”, disse. Para  Migliane Réus, o que realmente interessa quando se implementa uma gestão ou  um programa, é alcançar resultados. Rubens Patruni fez um balanço desde a publicação, elaboração da norma e as expectativas para o cumprimento da nova NR18, além de expor sua preocupação com a implementação. “A gente já vê algumas dificuldades de implementação, mas é um caminho ainda muito longo e nós estamos só no início dessa caminhada. O objetivo sempre será o de reduzir o número de acidentes e doenças ocupacionais ano após ano”, apontou Patruni. Durante a abertura do evento, a CPRT divulgou um vídeo com a memória cronológica de trabalhos, ações e conteúdos orientativos de SST realizados ao longo dos últimos 10 anos, fruto da parceria de sucesso entre a CBIC e o SESI, assista ao vídeo completo!  O tema tem interface com o projeto “Realização/Participação de/em Eventos Temáticos de RT/SST”, da Comissão de Políticas e Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). Fonte: Agência CBIC

Saúde do trabalhador requer olhar interdisciplinar

Artigos refletem sobre a construção de ambiente seguro e saudável para se trabalhar, a análise de acidentes de trabalho e a pandemia de Covid-19 Olhar para a saúde do trabalhador requer uma perspectiva interdisciplinar. Essa discussão perpassa alguns artigos e capítulos de livros que contaram com a participação da médica e pesquisadora da Fundacentro Maria Maeno. Os textos refletem sobre a construção de ambiente seguro e saudável para o trabalhador, análise de acidentes de trabalho e a pandemia de Covid-19. Interdisciplinaridade No livro Curso de Direito Ambiental do Trabalho, o capítulo “Alguns desafios à proteção do meio ambiente do trabalho e a necessária abordagem interdisciplinar do tema” destaca a necessidade da interdisciplinaridade e da interinstitucionalidade para aperfeiçoar a formação e atuação dos profissionais e fortalecer ações para melhorar as condições de trabalho. O texto discute o papel central na existência humana do trabalho, que é “um dos espaços da vida determinantes na construção e na desconstrução da saúde”. Também aponta que, na maioria dos casos, aspectos organizacionais são as principais causas dos acidentes de trabalho, que assim como os adoecimentos, trazem questões plurinormativas e multidisciplinares. A prevenção exige a análise em profundidade. Os autores demonstram as linhas de ações possíveis no âmbito jurídico e o papel relevante do Poder Judiciário para tornar efetiva a proteção garantida por lei. A necessidade de ações articuladas entre as instituições que atuam no campo da Saúde do Trabalhador é outra questão que o texto traz. Nesse percurso, a interdisciplinaridade é fundamental, porque “viabiliza troca de saberes que expande e alinha entendimentos, fortalece ações e integra com articulação as parcerias firmadas”. Acidentes de trabalho O artigo “Incidência e tendência temporal de acidentes de trabalho na indústria têxtil e de confecção: análise de Santa Catarina, Brasil, entre 2008 e 2017” também reforça a complexidade dos acidentes de trabalho como um fenômeno complexo e multicausal determinado pelas características da organização do trabalho. Para fazer esse estudo epidemiológico retrospectivo, foram analisados dados de acidentes de trabalho entre todos os trabalhadores formais do setor têxtil do estado, a partir da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Abrange-se, dessa forma, aqueles que têm vínculos empregatícios regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), cadastrados no INSS. Publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia, o texto mostra que o risco de acidente de trabalho típico caiu entre 2008 e 2017. Por outro lado, discute a questão da subnotificação de agravos relacionados ao trabalho e como se deu na prática a implementação do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP). “Houve tendência de queda na incidência de acidentes de trabalho em Santa Catarina no período estudado (8,8%). Observaram-se as maiores taxas de acidentes no ano de 2008 entre homens (12,6%), trabalhadores com faixa de idade entre 40 e 49 anos (6,7%), negros (7,4%), pessoas com menos de 12 anos de estudo (5,0%), com remuneração média de 3 a 7 salários mínimos (7,0%), com até quatro anos de tempo de emprego (6,9%), trabalhadores da fabricação de produtos têxteis (10,3%), estabelecimentos de médio porte (100 a 499 trabalhadores) (7,9%) e nas regiões da Grande Florianópolis (7,0%) e Vale do Itajaí (6,8%), apontam os resultados encontrados. Covid-19 Ao longo da pandemia, Maeno buscou fazer reflexões sobre os impactos da Covid-19 no mundo do trabalho e a relação com adoecimentos ocupacionais. Um dos trabalhos realizado foi o artigo “Doenças ocupacionais relacionadas à pandemia de Covid-10: fatores de risco e prevenção”, publicado na revista do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região – São Paulo). O texto explica quando uma doença é ocupacional e traz algumas perguntas propostas pelo Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde, do Ministério da Saúde, que permitem verificar a existência de nexo causal entre doença e trabalho. Um dos conceitos trabalhados é o da multicausalidade. Toda essa reflexão é importante para avaliar em que situações a Covid-19 pode ser uma doença ocupacional, segundo ponto explorado pela autora. O terceiro aspecto que aparece no texto é a reflexão sobre doenças relacionadas à pandemia de Covid-19 que podem ser ocupacionais. A esfera psíquica é uma das pautas da discussão. Além disso, há as sequelas que a Covid-19 causou: fadiga intensa e fraqueza muscular, alterações do sono, problemas de ordem cardiovascular, pulmonar, renal, dermatológica, neurológica e psíquica. Por fim, a autora reflete sobre formas de prevenção. Outro texto, com participação da pesquisadora da Fundacentro, foi “Cuidados com a saúde dos trabalhadores no contexto da pandemia de Covid-19”, que serve como recorte histórico ao trazer uma reflexão do final de 2020. Discutia-se o distanciamento físico, o trabalho remoto, o tempo de recuperação e repouso para a recuperação dos adoecidos e o impacto do contágio dos trabalhadores. Diante disso, como deviam ser as condições de trabalho? Algumas recomendações foram listadas. Já o texto “Sobre a natureza da Covid-19 para fins trabalhistas, previdenciários e civis: trazendo luzes a algumas confusões conceituais. Caráter ocupacional, nexo da causalidade, responsabilidade civil e outros temas” foi capítulo do livro Direito e Processo do Trabalho, de 2021. Também foi publicado na Revista LTr, em fevereiro do mesmo ano. Realiza-se uma discussão a partir de diferentes aspectos: da saúde pública, do Direito Ambiental do Trabalho, das possibilidades epidemiológicas e das presunções legais. Nesse processo, reflete-se sobre o nexo de causalidade entre a Covid-19 e o trabalho. Para ter acesso a outros artigos, veja também a matéria RBSO traz reflexões sobre Covid-19, que fala sobre publicações do dossiê A Pandemia da Covid-19 e a Saúde do Trabalhador da  Revista Brasileira de Saúde Ocupacional. Fonte: Fundacentro