Saúde no trabalho: uso correto de equipamentos e adesão às normas previnem agravos e acidentes

Informe epidemiológico reúne dados dos cinco últimos anos e ressalta a importância das notificações em casos de danos. No DF, foram registrados mais de 3,6 mil atendimentos em 2022 Dores na mão, dormência e formigamentos. Estes são sintomas da síndrome do túnel do carpo, diagnóstico que a ex-operadora de caixa Lucineia da Silva, de 36 anos, recebeu em 2020, decorrente das atividades desempenhadas no trabalho. O atendimento iniciou na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Nova Colina, quando a encaminharam ao Ambulatório do Trabalhador, localizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). “Fazendo o acompanhamento, senti muita melhora e não estou mais com tantas dores”, declara. Além da síndrome, Lucineia está sob investigação de outros problemas de saúde, como reumatismo. Para indicar processos que evitem situações como essas, no entanto, é preciso considerar inúmeros fatores: frequência, gênero, idade, função e outros. “O que mais temos visto é que a utilização dos equipamentos corretos é uma forma efetiva de prevenção”, avalia o médico Paulo Lisbão da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Em caso de perda auditiva decorrente de ruído, por exemplo, é preciso o uso de protetores auriculares, que já se tornam uma forma de cuidado”, acrescenta. Além de aderir às normas regulamentadoras e às medidas sanitárias, recomenda-se que o trabalhador observe riscos inerentes às suas funções e em como preveni-los. “É importante identificar possíveis situações perigosas no processo de trabalho, assim como manter todas as vacinas em dia. A prática de atividades físicas também traz muitos benefícios”, aconselha a diretora da Saúde do Trabalhador (Disat), Elaine Morelo, Saúde em números Neste ano, a Diretoria de Saúde do Trabalhador da SES-DF elaborou o “Informe Epidemiológico em Saúde do Trabalho”. O documento reúne dados dos últimos cinco anos sobre agravos, doenças e acidentes no ambiente laboral como: dermatoses ocupacionais; perda auditiva induzida por ruído; câncer relacionado ao trabalho; intoxicações exógenas; pneumoconioses; lesões por esforço repetitivo (LER); dor relacionada ao trabalho (Dort); acidentes de trabalho graves e com material biológico (ATMB); e transtornos mentais. A análise indica que o DF apresentou uma série histórica de crescimento em casos de ATMB, totalizando 9.255 notificados no período de 2007 a 2022, com estabilização do a partir de 2018. O dado mais recente demonstrou que houve 888 casos registrados em 2022. Já em relação a acidentes de trabalho graves, foi computado um total de 9.004 notificações entre 2018 e 2022, com aumento da incidência dos registros a cada ano. São 3.619 casos em 2022 contra 2.431 em 2021. “O número de acidentes de trabalho graves, incluindo óbitos, é preocupante. Precisamos ficar atentos e desenvolver estratégias para reduzir a incidência”, afirma Lisbão, um dos organizadores do informe. Os números são mais baixos em casos de LER e Dort. A capital federal registrou 116 situações em 2022, cerca de 9% dos casos nacionais, cujo total, na época, foi de 7.259. O levantamento realizado identificou ainda um predomínio de indivíduos do sexo masculino (84%) envolvidos em situações de agravos no trabalho. Observou-se também a prevalência das faixas etárias entre 20 a 29 anos (29%), seguida da faixa de 30 a 39 anos (28%) e pela de 40 a 49 anos (23%), que, juntas, correspondem a 90% dos casos de acidentes de trabalho. Subnotificações preocupam Para Lisbão, o que mais chama a atenção, contudo, é a alta subnotificação dos casos. “Retiramos os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação [Sinan], do Ministério da Saúde, no qual são lançados todos os casos de várias doenças e de notificação compulsória.” O registro adequado dos casos auxilia a tomada de decisões e permite observar quais locais ou áreas precisam de atenção especializada. “Se não há uma notificação correta, não posso, por exemplo, visualizar se há um canteiro de obras com muitos acidentes”, diz o médico. Serviço No DF, uma pessoa que sofre agravos ou doenças relacionadas ao trabalho deve passar pela rede regular de saúde, cuja porta de entrada é a UBS mais próxima da residência. São mais de 170 unidades na capital, que podem ser conferidas no site do Infosaúde. O Hran conta com o ambulatório da Saúde do Trabalhador que realiza as avaliações de doenças relacionadas ao ambiente laboral e de sequelas de acidente de trabalho. Os agendamentos são realizados pelas UBSs e o atendimento ocorre às segundas e terças-feiras, das 7h às 13h. Fonte: Secretaria de Saúde do DF

Encontro de Seconcis reúne profissionais técnicos no Rio de Janeiro

O Distrito Federal foi destaque nos painéis gerais e nas reuniões técnicas com representação de todas as áreas de atuação da instituição Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF Uma vez por ano, representantes dos Serviços Sociais da Indústria da Construção (Seconcis) se reúnem para dois dias de evento e troca de experiências. Em 2023, o Encontro Nacional de Seconcis (ENSE) foi realizado no Rio de Janeiro, nos dias 28 e 29 de setembro. O Seconci-RIO é o terceiro em funcionamento no país, atrás de São Paulo e do Distrito Federal. O presidente do Seconci-DF, Carlos Eugenio de Faria Franco, falou sobre a importância do ENSE e como esse momento é uma oportunidade para divulgar o Seconci-DF, bem como aprender e buscar novidades para os trabalhadores e empresas da construção do DF. “Esse encontro é um momento de confraternização e, principalmente, de troca com as áreas técnicas. Esse ano foi um momento especial porque pudemos apresentar o trabalho do Serviço Psicossocial do DF que tem contribuído com a saúde mental dos trabalhadores da construção, além das demais áreas em que atuamos e estivemos presentes ”, disse Carlos Eugênio. Na pauta do ENSE foram debatidos assuntos relacionadas às áreas técnicas das instituições e o Distrito Federal fez uma apresentação sobre o projeto de atendimento psicossocial da instituição. “Apresentamos o projeto SECONCI PRESENTE aos participantes e mostramos como é o seu desenvolvimento e apoio às demandas sociais dos trabalhadores que atendemos no DF, além de conhecer outras práticas de outras regionais”, falou Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. Além do serviço social, outro painel com participação do Seconci-DF falou sobre segurança e saúde do trabalho com participação da gerente de segurança Juliana Moreira de Oliveira. “É importante que todos os profissionais de segurança e saúde dos Seconcis atuem de forma correta, respeitando a legislação vigente. Temos que orientar as empresas para que elas cumpram as exigências legais, se resguardem de possíveis autuações e processos trabalhistas e cuidem da integridade física dos seus trabalhadores”, explicou Juliana. Além da participação nos painéis gerais, o Seconci-DF esteve presente em todas as reuniões técnicas com presença da diretoria executiva e dos gerentes das áreas de atuação, sendo estas: gerência geral, medicina, odontologia, além do serviço social e da segurança do trabalho. O  presidente do Seconci Brasil, Antonio Carlos Salgueiro, agradeceu a hospitalidade carioca e a valorização dos profissionais de assistência social. “O Serviço Social está no nome e no DNA dos Seconcis. Precisamos dar destaque e incentivar o desenvolvimento de mais ações sociais para nosso público dentro da capacidade de cada Seconci e das demandas existentes junto aos trabalhadores e empresas”, finalizou Antonio Carlos.

Terapia em grupo está disponível para trabalhadores da construção

Serviço Psicossocial do Seconci-DF disponibiliza atendimento em grupo como forma de tratar problemas relacionados à saúde mental e vícios Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF A saúde mental dos trabalhadores da construção civil, o cuidado com a dependência e ajuda no combate ao vício fazem parte da atenção psicossocial do Seconci-DF. O trabalho desenvolvido pela psicóloga da instituição, Flávia Ferraiolo, e pela assistente social, Roseane dos Santos, além do atendimento individualizado, oferece também a modalidade terapia em grupo. Flávia explica que o atendimento em grupo consiste na assistência a pessoas que estejam passando por problemas semelhantes e que, juntas, possam falar dos seus problemas. “A terapia em grupo nunca foi tão necessária. Neste mundo onde as pessoas sofrem sozinhas, se sentindo desamparadas, precisamos aprender a ouvir melhor o outro a pedir ajuda. Precisamos aprender a nos relacionar de forma acolhedora e respeitosa, desenvolvendo a empatia e a compaixão”, explica Flávia. Esse serviço está disponível, sem nenhum custo às empresas, nem aos trabalhadores. A terapia está disponível na unidade Asa Norte do Seconci-DF, localizada no Sindicato dos Trabalhadores (Sticombe), às quartas-feiras. “Os trabalhadores e trabalhadoras agora podem contar com o acolhimento dos grupos de terapia do Seconci. Estamos abrindo grupos de jovens e de adultos. Nos grupos os pacientes falam com colegas que vivem as mesmas realidades no trabalho. Assim, fica mais fácil se identificar com a história do outro sujeito e se sentir compreendido”, conta Flávia. Atendimento Psicossocial: O Seconci-DF, desde maio deste ano, disponibiliza atendimento médico e psicossocial aos trabalhadores por meio do SECONCI PRESENTE. Composto por uma equipe formada por uma assistente social, uma psicóloga e uma técnica de enfermagem, o atendimento acontece nos canteiros de obras com atendimentos diversos como aferição de pressão, glicemia, colesterol, entre outros. Além do atendimento médico, a assistente social e a psicóloga da instituição fazem triagem psicossocial com os trabalhadores e ministram palestras de sensibilização nos canteiros de obras do DF. Para saber mais, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 211 ou pelo e-mail: social@seconci-df.org.br

4 de outubro: Dia do Médico do trabalho e o cuidado com a saúde na construção

Os profissionais de Medicina do Trabalho são fundamentais para atestar se os contratados pelas empresas têm aptidão para desempenhar suas funções nos canteiros de obras Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF A medicina do trabalho é o campo médico responsável por atestar a saúde dos trabalhadores e tem função primordial na capacitação para desempenho das funções. São as consultas e exames ocupacionais que determinam se os contratados por uma empresa estarão aptos para desempenharem suas atividades dentro dos canteiros de obras. Esse trabalho é formulado e entregue às empresas por meio do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). O documento está estabelecido pela Norma Regulamentadora 7 – Programa de Condições e Meio Ambiente e Saúde Ocupacional (PCMSO). “A medicina ocupacional é responsável pelo bem-estar físico e mental do trabalhador. Atuando na prevenção e assistência em seu ambiente de trabalho”, conta Maurício Nieto, gerente médico do Seconci-DF. No Seconci-DF, além das consultas, a medicina do trabalho é responsável pela realização de diversos exames ocupacionais que são solicitados pelo profissional de medicina ocupacional. Esses exames darão respaldo para que, ao começar suas atividades ou mudarem de funções, os trabalhadores tenham garantida sua integridade física. “Oferecemos atendimento em saúde e segurança do trabalho, elaborando o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para que o trabalhador tenha um ambiente de trabalho seguro e saudável”, fala Maurício. Além disso, a medicina do trabalho realiza consultas ocupacionais, assistenciais, bem como os exames complementares para que o trabalho seja realizado de maneira segura. Para Maurício, a função de medico do trabalho não foi uma escolha, foi um chamado. “Evitar o adoecimento das pessoas ao invés de realizar o tratamento de uma doença já instalada é o desejo de qualquer médico. Como médico do trabalho consigo atuar na prevenção, orientação e tomar ações a fim de evitar o adoecimento ou agravamento de doenças já existentes, isso é extremamente gratificante”, finaliza Maurício.

ENSE 2023 no Seconci-Rio: troca de experiências para transformar a Construção Civil

Nos dias 28 e 29 de setembro, a sede do Seconci-Rio foi palco do Encontro Nacional dos Seconcis – ENSE 2023, reunindo gestores e profissionais dos Seconcis regionais para discutir e compartilhar boas práticas, nas áreas administrativa, estratégica e técnica. Iniciando os trabalhos, o superintendente do Seconci-Rio, Lysio Séllos, ressaltou a importância do evento para moldar um padrão de excelência entre os Seconcis regionais. Na sequência, destacou os projetos que estão sendo desenvolvidos no Rio, anunciando a realização do ambulatório do sono, que será dedicado à orientação sobre a importância de se dormir bem, e do núcleo de atendimento à mulher, que complementam o compromisso de sustentabilidade social assumido pela entidade. A novidade deste ano ficou por conta da participação dos profissionais que fazem assistência social nos Seconcis, justamente para reforçar o viés social da entidade e sua importância. Assim, durante os dois dias do evento, foram compartilhadas as iniciativas nesta área, como o grupo de apoio na dependência química do Seconci-SP e o atendimento psicossocial do Seconci-DF. O Seconci Goiás lançou o programa “Construindo o Bem”, destinando recursos para auxiliar trabalhadores em situação de vulnerabilidade social. Por sua vez, o Seconci Manaus enfatizou sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, com o estímulo ao uso de canecas, em substituição aos copos descartáveis, e também o lado social, com a realização de casamentos coletivos. Já o Seconci-Rio mostrou seus projetos em saúde e segurança, além de programas de qualificação profissional e de apoio às comunidades locais. A programação do ENSE também incluiu uma palestra com o consultor Gustavo Nicolai, que não só alertou sobre a crescente incidência de problemas de saúde mental, destacando a importância de ações para enfrentar esse desafio, como falou sobre a mudança na legislação de ergonomia, mostrando as novas orientações e caminhos para identificar riscos ergonômicos na indústria da construção. O evento também incluiu reuniões técnicas, com destaque para a importância do intercâmbio de projetos entre os profissionais da assistência social. Diferentes grupos abordaram temas relacionados à odontologia, segurança, administração, saúde e medicina assistencial, visando aprimorar o trabalho dos Seconcis em todo o país.  “Esse intercâmbio de ideias e soluções na área técnica é importante para o nivelamento do conhecimento e para o debate sobre aspectos pertinentes às atualizações de legislação que, desta vez, teve foco no PGR. Precisamos equalizar os procedimentos entre os Seconcis”, destacou Andréia Kaucher, supervisora do departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG. A presença feminina na construção foi outro tema em destaque, com a participação da presidente da Comissão de Responsabilidade Social da CBIC, Ana Cláudia Gomes, que apresentou o projeto “Elas Constroem”, que capacita mulheres para cargos de liderança.  Fechando o evento, o presidente do Seconci Brasil, Antonio Carlos Salgueiro, agradeceu a hospitalidade carioca, destacou a crescente presença feminina na construção e frisou que o ENSE é uma troca de experiências valiosa para que cada regional do Seconci se atualize quanto a boas práticas.  Com uma variedade de debates relevantes, o evento provou ser uma plataforma valiosa para destacar a responsabilidade social no setor da construção e aperfeiçoar os projetos desenvolvidos pelos Seconcis, sempre em prol da qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias. Um evento bem carioca Além da parte técnica, a descontração também fez parte da programação do evento. Com o Rio de Janeiro sendo o anfitrião, os participantes foram brindados com o tradicional mate da praia e com o grupo de chorinho Papagaio Sabido, que ficou encarregado do fundo musical durante os almoços, que tiveram no cardápio feijoada e churrasco. No último dia, teve samba e as despedidas para o ENSE 2024, que foi anunciado para ser em Manaus.

Mudanças na NR-18 é tema do primeiro debate da Semana CANPAT Construção

A Semana CANPAT Construção 2023 teve início nesta segunda-feira (2) com um painel de destaque que abordou as principais mudanças e avanços na Norma Regulamentadora 18 (NR-18) e as interfaces com a NR-1 e a NR-5. Neste debate, especialistas e profissionais discutiram as transformações significativas que essa norma trouxe para o ambiente de trabalho, bem como sua relação com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Iniciando o debate, Mauro Muller, auditor fiscal do Trabalho, destacou a relevância da CIPA e falou sobre o papel que a Comissão desempenha. “Ela é fundamental na implementação das diretrizes da NR-18, pois seus objetivos incluem promover a segurança e saúde no trabalho, prevenir acidentes e doenças ocupacionais e fomentar a conscientização dos trabalhadores”, afirmou. Ele explicou ainda que a comissão atua como um elo direto entre a empresa e os colaboradores, sendo essencial para garantir o cumprimento das normas e a melhoria contínua das condições laborais. “Quanto mais o trabalhador estiver seguro e saudável, maior será a produtividade”, finalizou Muller. Ana Cristina Fechine, especialista em política e indústria na Confederação Nacional da Indústria (CNI), enfatizou os objetivos e aplicações da NR-18, afirmando que a norma visa estabelecer diretrizes específicas para a construção buscando garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores do setor. “As principais mudanças incluem a atualização de normas de segurança em altura, medidas de prevenção de quedas e o aprimoramento das diretrizes para a gestão de resíduos sólidos”, destacou. Ana Cristina explicou ainda as principais mudanças na NR-18, observando que “a norma agora exige uma análise mais detalhada dos riscos ocupacionais, a implementação de medidas de segurança desde o projeto até a execução da obra e a capacitação contínua dos trabalhadores”. “Isso reflete o compromisso do nosso setor industrial em proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável”, disse. Além disso, Ana Cristina Fechine destacou as interfaces da NR-18 com a NR-1 e a NR-5, afirmando que a integração dessas normas é fundamental para uma abordagem holística de segurança no trabalho. “A NR-1 estabelece diretrizes gerais de segurança nas empresas, enquanto a NR-5 trata especificamente das CIPAs. A interação entre essas normas garante a eficácia das ações de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais”, finalizou. Dernival Neto, especialista em desenvolvimento industrial do SESI, complementou a discussão ao falar sobre a interface com a NR-1, ressaltando que a NR-18 deve ser vista como parte integrante da cultura de segurança das empresas. “Sua aplicação efetiva requer um compromisso contínuo da alta administração em promover um ambiente de trabalho seguro, o que está alinhado com os princípios da NR-1”, pontuou. Um dos pontos abordados por Neto foi o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) que irá substituir o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção (PCMAT). O PGR deverá ser implementado nos canteiros de obras, contemplando os riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de prevenção. “Além disso, ele precisa ser elaborado por um profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho”, destacou Neto. A Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes na Construção (CANPAT Construção), de iniciativa da CBIC, desde 2017 combina esforços com os principais atores da Segurança e Saúde no Trabalho: o Serviço Social da Indústria (SESI), os Serviços Sociais da Indústria da Construção (Seconcis) e a Inspeção do Trabalho (SIT). Os painéis da Semana CANPAT Construção 2023 vão até o dia 5 de outubro e devem reunir os principais protagonistas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), como a CBIC, o SESI, o Seconci-Brasil e a Fiscalização do Trabalho. Se quiser rever o debate basta acessar:  https://www.youtube.com/watch?v=7ShcANWETY4 O tema tem interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Prêmio CBIC de Responsabilidade Social está com inscrições abertas

Em sua 16ª edição, o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social está com as inscrições abertas. Promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a iniciativa visa reconhecer e divulgar as boas práticas desenvolvidas pelo setor. De acordo com a presidente da Comissão de Responsabilidade Social da entidade, Ana Cláudia Gomes, a Premiação é uma forma de disseminar a cultura da responsabilidade social e estimular projetos na área, reconhecendo os esforços conjuntos do setor na busca por uma sociedade com melhor qualidade de vida. “O Prêmio CBIC é a maior iniciativa de reconhecimento na área da responsabilidade social da indústria da construção no país. É uma ação da CBIC para dar projeção nacional para quem constrói um futuro melhor”, disse. As inscrições do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social 2023 – Troféu Paulo Safady Simão podem ser feitas até o dia 27 de outubro no site https://www.cbic.org.br/premioresponsabilidadesocial/ Quais são as categorias de premiação? III. Cadeia Produtiva: práticas, ações ou projetos de Responsabilidade Social desenvolvidos por empresas filiadas às entidades que compõem o Movimento Construção É Mais; O Prêmio é uma realização da Comissão de Responsabilidade Social da CBIC, com a correalização do SESI Nacional. A iniciativa interface com o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, da Comissão de Responsabilidade Social (CRS/CBIC), com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional). Fonte: Agência CBIC

Outubro Rosa: detecção precoce do câncer de mama aumenta chances de cura

Saiba onde fazer os exames de rastreamento no serviço público de saúde do DF. Unidades básicas são a porta de entrada Receber o diagnóstico do câncer de mama pode ser muito assustador, mas a chance de cura é de mais de 90% quando detectado precocemente. Por isso, anualmente a campanha Outubro Rosa reforça às mulheres a importância de estar atenta a sinais, fazer sempre o autoexame e buscar os exames de rastreamento. Na rede pública de saúde do Distrito Federal, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são portas abertas e a entrada para acessar os serviços. “A mamografia é o único exame que reduz em torno de 25% a mortalidade por câncer de mama, por isso, a gente sempre ressalta o quão importante é que as mulheres o realizem periodicamente. A recomendação é que, a partir dos 50 anos, elas façam o exame anualmente”, ressalta a Referência Técnica Distrital (RTD) em mastologia, o médico Flávio Lúcio Vasconcelos. Já as pacientes que possuem um risco aumentado de câncer de mama, por terem histórico familiar da doença, devem começar o rastreamento mais cedo, aos 35 anos. Na UBS, a paciente passa por avaliação e, havendo a indicação, é encaminhada para a realização da mamografia na rede, por meio do sistema de regulação. Depois, com o resultado do exame em mãos, ela deve retornar à UBS para que a equipe de saúde avalie. Caso haja alguma alteração, a paciente é direcionada para atendimento com mastologista, que pode solicitar outros exames, como a ultrassonografia mamária ou a biópsia. Se identificado o câncer de mama, a paciente pode realizar o tratamento oncológico – radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia – nos locais especializados da rede pública. No Distrito Federal, as pacientes contam com 11 mamógrafos localizados no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), no Hospital de Base, no Hospital Universitário de Brasília (HUB), no Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) e nos hospitais regionais da Asa Norte (Hran), de Santa Maria (HRSM), de Samambaia (HRSam), do Gama (HRG), de Ceilândia (HRC), de Taguatinga (HRT) e de Sobradinho (HRS). Vencendo o câncer Há 10 anos, em 2013, Maria das Neves Pereira, hoje com 61 anos, descobria a existência de dois nódulos nos seios por meio de uma mamografia de rotina. A biópsia detectou que um deles era maligno. Com a descoberta da doença em estágio inicial, ela iniciou o tratamento precoce na rede pública de saúde do DF. As intervenções incluíram cirurgia para retirar parte do seio e sessões de quimioterapia e radioterapia. “Todas as mulheres precisam ir ao médico regularmente e fazer a mamografia. Não tenha medo dos resultados dos exames, porque, quanto mais cedo você descobrir, mais chances tem de sobreviver”, incentiva. Hoje, Maria faz o curso de extensão Educador Político Social em Gerontologia na Universidade de Brasília (UnB). É importante lembrar que o câncer de mama não pode ser completamente prevenido, embora seja possível diminuir os fatores de risco. Por isso, é importante que as mulheres façam a mamografia periodicamente, percebam alterações nas mamas e mantenham hábitos de vida saudáveis. Redução da fila de mamografia no DF Em 2023, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que serão registrados mais de 73 mil casos de câncer de mama no Brasil, o que representa uma taxa de incidência de 41,89 casos por 100 mil mulheres. No DF, a estimativa é de 1.030 casos em 2023, ou seja, uma taxa de 49,76 por 100 mil mulheres. Para reduzir a incidência do câncer de mama no território, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) implementou, em maio deste ano, um plano para reduzir a fila de espera da mamografia. As estratégias surtiram efeito e, em apenas alguns meses, a fila de espera foi reduzida em mais de 80%. De abril a junho, a capacidade mensal de exames passou de 2.384 para 6.078. No início de setembro, a lista de espera para mamografia, que antes era de 14 mil mulheres, estava com 2.800 pacientes. A nova estratégia empregada pela pasta otimizou o uso dos 11 mamógrafos da rede e, assim, o tempo de espera para a realização do exame caiu para menos da metade. Antes, as pacientes precisavam esperar entre nove meses e um ano para serem chamadas, agora, aguardam por, no máximo, quatro meses. “É um direito legal das pacientes terem acesso à mamografia, por isso, a redução da fila foi muito importante para garantir o acesso das mulheres ao exame de forma rápida, possibilitando a detecção precoce dos tumores”, reforça Flávio Lúcio Vasconcelos, RTD de mastologia. Fonte: Secretaria de Saúde do DF

Anexo de Escadas da NR 35 que dispensa uso de EPIs em trabalhos em altura gera questionamentos

Por Redação/Revista Proteção O Anexo III (Escadas) da NR 35 (Trabalho em Altura) têm gerado polêmica entre os prevencionistas e especialistas em segurança do trabalho. Isto porque de acordo com o subitem 4.1.3 do anexo, está prevista a dispensa da análise de risco e do sistema de proteção individual contra queda quando da utilização de escada como meio de acesso para alturas de até 5 metros, desde que não sejam identificados riscos adicionais de queda. O mesmo anexo ainda diz, no subitem 4.2.2, que quando dispensada a análise de risco, em conformidade com o item 4.1.3, serão também dispensadas a capacitação e a autorização para trabalho em altura, previstas no capítulo 35.4 da NR-35, devendo ser transmitida ao trabalhador apenas instrução básica de segurança de uso da escada de uso individual. DISCUSSÃO Para o especialista em NR 35 – Trabalho em Altura, Marcos Amazonas, essa alteração significa um retrocesso desde a implantação da norma, em 2012. “Além de se estar solto a 5 metros, o texto isenta a análise de risco, pedindo apenas uma avaliação prévia; isenta a capacitação, isenta praticamente toda a NR- 35. Infelizmente a cultura de prevenção da pequena e média organização busca por brechas e não podemos garantir que algo assim aconteça”, afirma Amazonas. Na visão dele, com esta orientação, não haverá responsabilização clara em caso de acidente já que para delimitar a autorização de se “estar solto” a 5 metros terá sido feita avaliação prévia sem necessidade de registro. Ele também acrescenta na postagem que fez em seu linkedin, que “não se pode esquecer que o brasileiro adora interpretar do seu jeito e que a proteção acima dos 2metros poderá virar acima dos 5metros. E que, portanto, abaixo de 5m não precisa mais de capacitação ou análise de risco, nem mesmo de autorização”, alerta. Em recente entrevista à Revista Proteção, o engenheiro civil e de Segurança Gianfranco Pampalon comentou a respeito dos dois subitens do Anexo de Escadas e ressaltou que se trata de uma exceção e, portanto, passíveis de muito cuidado. Segundo Pampalon, que também é auditor fiscal do Trabalho aposentado, a polêmica em torno do item que exclui a análise de risco é real. No entanto, afirma, ele não poderá ser aplicado na imensa maioria dos casos e cenários existentes nas empresas, pois é uma exceção. CTPP O assunto tem sido criticado e amplamente discutido no meio prevencionista, motivo pelo qual, a CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente) incluiu na pauta da sua reunião que acontece nesta semana, no Ministério do Trabalho em Brasília, a possibilidade de exclusão dos subitens 4.1.3 e 4.2.2 do Anexo 3 (escadas) da NR 35. A nova norma foi publicada em dezembro de 2022 com vigência desde julho último. Veja mais sobre a pauta da reunião em https://www.protecao.com.br/geral/18a-reuniao-da-ctpp-acontece-hoje-e-traz-debates-sobre-ajustes-e-atualizacoes-de-nrs/

Governo abre consulta pública para aprimorar plano para taxonomia sustentável

A Subsecretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, do Ministério da Fazenda (MF), abriu Consulta Pública para o aprimoramento do Plano de Ação para Taxonomia Sustentável. O objetivo é orientar investimentos públicos e, principalmente, privados sobre ativos e projetos que podem ser classificados como sustentáveis – seja na área ambiental, social ou de governança (ESG). Tendo em vista o desafio da crise climática, o governo federal almeja uma nova trajetória de crescimento e de desenvolvimento atualizada e inovadora, para a qual o Ministério da Fazenda apresenta o Plano de Transformação Ecológica. Entende-se por transformação ecológica a mudança de paradigma cultural, político e econômico da organização social da produção baseada no bioma, em prol de relações sustentáveis com o território e a natureza, gerando melhor qualidade de vida para suas populações. O Plano de Transformação Ecológica tem como princípios: E se estrutura em nos eixos: finanças sustentáveis; adensamento tecnológico; bioeconomia; transição energética; economia circular; e nova infraestrutura. O desenvolvimento de uma taxonomia brasileira tem por finalidade responder aos principais desafios ambientais e sociais do país, levando em conta seus compromissos, objetivos e planos prioritários. (Agência CBIC | Com informações da Foco – Relações Governamentais)