DF ganhará residências terapêuticas para pacientes com transtornos mentais
Ação pioneira tem objetivo de promover reinserção social e melhorar a qualidade de vida. Serão criadas 100 vagas para egressos de internações de longa permanência A rede pública de saúde do Distrito Federal passará a contar, ainda neste ano, com residências terapêuticas para o acolhimento de até 100 pacientes com transtornos mentais graves, internados há pelo menos dois anos ininterruptos, sem suporte social ou laços familiares que permitam sua reinserção social. “É um marco para a política de saúde mental no DF. Vamos promover a desinstitucionalização e dar condições adequadas para que essas pessoas possam contar com suporte da nossa rede de serviços em uma busca progressiva por inclusão”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. O edital de credenciamento foi divulgado no Diário Oficial do DF desta segunda-feira (26) com os pré-requisitos para a contratação. O investimento poderá chegar a R$ 851 mil por mês, sendo parte custeado por repasses do Ministério da Saúde e parte pelo governo do DF. Para se candidatar, as empresas prestadoras do serviço precisarão cumprir uma série de requisitos, que vão desde habilitação jurídica até vistoria nos imóveis e avaliação dos profissionais. Nas residências terapêuticas, os pacientes contarão com o apoio de cuidadores 24 horas, além de enfermeiro, auxiliar de enfermagem, cozinheiro e profissional de serviços gerais. Os espaços devem abrigar sala de estar, copa, cozinha, acomodações para cuidadores, área de serviço, pelo menos três banheiros em conformidade com o código de obras do DF, área administrativa e dormitórios, para um máximo de até três pessoas e um mínimo de quatro metros quadrados por morador, dentre outras exigências. As residências terapêuticas do DF serão do tipo II, que oferecem maiores cuidados aos pacientes, com monitoramento técnico diário e pessoal auxiliar permanente. Rotina de casa Os locais serão efetivas residências, inclusive com estímulo à adoção de uma rotina de cuidados com o lar e passeios externos, respeitando as características de cada morador. “Nós iremos cumprir as legislações de Direitos Humanos e saúde mental, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida para esses pacientes, atendendo aos princípios da chamada reforma psiquiátrica”, completa a secretária. Entre as regulamentações a serem respeitadas estão a Lei 10.216, sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais; a Portaria de Consolidação nº 3/GM/MS/2017, que instituiu a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS); e a Resolução 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O edital de credenciamento prevê que cada residência deverá ter entre quatro e dez pacientes, sempre mantida uma equipe mínima de pelo menos seis profissionais para garantir um dia a dia com apoio e segurança. A psicóloga Brenda Abreu, da Gerência de Serviços de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), destaca que os serviços prestados devem ser adaptados às necessidades dos moradores, buscando estimular sua autonomia e promover sua reinserção social e comunitária. “Não é um local para tratamento. O objetivo é ser uma residência para moradores, com apoio adequado para uma efetiva reabilitação psicossocial”, explica. Os pacientes continuarão a frequentar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para seus respectivos tratamentos. A diretora de serviços de saúde mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, afirma que os pacientes a serem beneficiados, em geral, estão internados em unidades de saúde mental por não terem laços familiares. Por esse motivo, contar com as residências terapêuticas também é uma modernização dos serviços prestados. “A internação hoje é só para casos emergenciais. O foco é sempre o cuidado em liberdade”, relata. O modelo faz parte das novas orientações para tratamento de pacientes com transtornos graves. “É um dispositivo essencial da política de saúde mental na lógica da reforma psiquiátrica, que preconiza a reinserção social e promoção de autonomia”, acrescenta a gerente de serviços de saúde mental, Priscila Estrela. Também já foram definidos os pré-requisitos para os futuros moradores das residências terapêuticas, entre eles serem adultos portadores de transtornos mentais graves e persistentes; apresentarem comprometimento de sua autonomia, capacidade produtiva e convívio social; serem egressos de internação psiquiátrica por dois anos ou mais ininterruptos; necessitar de cuidados de saúde mental; não possuírem moradia; e não terem suporte familiar, financeiro ou social necessários para proporcionar outras formas de reinserção social. O encaminhamento também dependerá de avaliação prévia e organização de eventual lista de espera pela SES-DF. As residências terapêuticas do DF serão voltadas a pacientes egressos do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), do Instituto de Saúde Mental (ISM), da unidade de psiquiatria do Hospital de Base e da Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP). No edital, a SES-DF abre a possibilidade de contratar até 100 vagas, sendo 20 em residências terapêuticas localizadas em Taguatinga, 20 no Paranoá, 30 em Samambaia e 30 no Riacho Fundo II. As regiões administrativas foram selecionadas com base nas proximidades dos Caps de referência. O número total de residências dependerá das ofertas das empresas interessadas, respeitando-se o limite mínimo e máximo de residentes.
Ação Setorial Especial na indústria da construção visa orientar empresas

Sem caráter punitivo, documento contém informações e objetivos para cumprimento da legislação trabalhista A Superintendência Regional do Trabalho do Distrito Federal (SRTb-DF), com base na Portaria nº 4.217, de 28 de dezembro de 2022, desenvolveu uma forma de atuação estratégica da inspeção do trabalho por meio das ações especiais setoriais. No DF, a indústria da construção civil será o primeiro setor onde as ações serão implementadas. Esse trabalho tem como objetivo a promoção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis e a formalização de vínculos empregatícios quando constatada a relação de emprego e das demais relações de trabalho a fim de garantir aos trabalhadores proteção trabalhista e previdenciária e reduzir a informalidade no setor. Na primeira quinzena de junho deste ano, a SRTb-DF encaminhou, a notificação especial setorial para diversas empresas do setor no Distrito Federal. Neste momento, as empresas não precisam responder, nem encaminhar documentos para a SRTb-DF. A notificação é o instrumento por meio da qual a inspeção do trabalho formaliza orientações, instruções ou advertências ao empregador ou responsável pelo cumprimento das normas de proteção, inclusive de segurança e saúde no ambiente de trabalho e são extensíveis aos empreiteiros e subempreiteiros. É importante ressaltar que o encaminhamento dessa notificação, por parte da SRTb-DF, será considerado para fins de aplicação do critério da dupla visita, ou seja, a empresa poderá ser autuada na primeira visita presencial dos auditores fiscais do trabalho, caso a legislação trabalhista não seja cumprida. O Seconci-DF, por meio de sua gerência de segurança do trabalho, está à disposição das empresas da construção para esclarecer os requisitos da notificação e orientar sobre a implementação das normas regulamentadoras nos ambientes de trabalho, principalmente nos canteiros de obras. A fim de prestar esclarecimentos e tirar dúvidas das empresas, a SRTb-DF realizará um evento presencial no Sinduscon-DF no dia 29 de junho, às 15h, no SIA Trecho 2/3, Lote 1.125. Confirme sua presença com Cirlene Monteiro pelo telefone 61 3234-8310 ramal 205, WhatsApp 61 99988-2134 ou e-mail: sinduscondf@sinduscondf.org.br A notificação, assim como o documento base do projeto com o diagnóstico está disponível no seguinte endereço: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/srts_aes_nes
GDF lança Plano Distrital de Habitação de Interesse Social

Objetivo é oferecer moradia digna às famílias de baixa renda e combater o déficit habitacional; uma das novidades é a Locação Social Garantir moradia digna à população de baixa renda, combater o déficit habitacional e melhorar as condições físicas das casas das famílias em vulnerabilidade social estão entre os principais objetivos do Plano Distrital de Habitação de Interesse Social (Plandhis), que será lançado nesta quinta (22) pelo Governo do Distrito Federal (GDF). O Plandhis é um instrumento de planejamento urbano que define as diretrizes gerais da política habitacional de interesse social, com prioridade para as pessoas com menor renda. A iniciativa foi dividida em dois eixos: Habitação de Interesse Social (HIS), para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos; e Habitação de Mercado Econômico (HME), para famílias que recebem de cinco a 12 salários mínimos. A nova versão do Plandhis foi elaborada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), após amplo debate com órgãos e entidades do GDF, técnicos, sociedade civil, cooperativas e associações de habitação, além de representantes de instituições de ensino superior e do setor produtivo. No caso da Habitação de Interesse Social, o principal desafio é aumentar a oferta de moradia em áreas urbanas, em condições dignas, que garantam acesso aos serviços públicos, transporte, comércio, lazer próximo da residência e possibilidade de emprego e renda. “A Habitação de Interesse Social será uma grande prioridade de governo, e o Plandhis será uma espécie de grande guarda-chuva para isso, porque ele dá as condições de vários outros programas habitacionais acontecerem, por lei própria ou decreto”, afirma o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz. Linhas de ação Partindo do princípio de que uma boa política habitacional oferece acesso à moradia em áreas com infraestrutura e serviços públicos, o Plandhis desenvolveu cinco linhas de ação que funcionam como caminhos para atender às diversas necessidades habitacionais. Essas linhas se dividem em dois grupos: ofertas de bens (propriedades) e prestação de serviços. Denominadas Locação Social, Assistência Técnica e Moradia Emergencial, as linhas de serviço se destinam a pessoas que ganham até cinco salários mínimos, com ênfase nas que recebem até três salários mínimos ou se encontram em situação de vulnerabilidade. A principal novidade é a Locação Social. A iniciativa permite a oferta de imóveis públicos ou privados para aluguel, tendo como foco o atendimento à população de baixa renda que gasta mais de 30% da sua receita com isso. Na Assistência Técnica é oferecido um serviço de apoio técnico especializado na melhoria da moradia. Arquitetos, engenheiros e assistentes sociais trabalham paralelamente com uma mesma família ou comunidade, buscando oferecer um serviço integral. Já na Moradia Emergencial são disponibilizadas moradias imediatas para situações urgentes e temporárias, a exemplo de pessoas que perderam casas em desastres naturais ou desabamentos de edifícios. Quanto à moradia como propriedade, é voltada para a faixa de cinco até 12 salários mínimos. Esse público é contemplado com duas linhas de ação: a venda de lotes com infraestrutura urbana e a venda de unidades habitacionais prontas, a exemplo das oferecidas em iniciativas como o novo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A coordenadora de Política Urbana da Seduh, Marília Melo, dá mais detalhes: “O intuito do Plandhis é abrir um leque de opções e mostrar que existem outras alternativas além das que se vinculam a ter uma propriedade, como morar de aluguel, sem comprometer demais suas rendas. Algumas até podem atender melhor às necessidades dessas famílias, com residências mais perto do trabalho, com acesso a transporte e equipamentos públicos”. Ações complementares O Plandhis também define programas a serem implementados de forma complementar, que podem integrar uma ou mais linhas de ação. Um deles é o Moravida, destinado a mulheres vítimas de violência doméstica em grave risco de vida, que vão para o primeiro lugar da fila de habitação de interesse social. Se tiverem renda, elas vão contribuir com o percentual do aluguel; caso não tenham, serão direcionadas a programas de autonomia socioeconômica e capacitação. Outra iniciativa é o Moradia Primeiro, que oferecerá habitação a pessoas em situação de rua com saúde mental debilitada ou agravada. O programa é estruturado em três componentes que devem ser ofertados de forma simultânea: moradia digna, acompanhamento socioassistencial e atenção psicossocial aos beneficiários. Esses programas requerem integração de ações entre vários órgãos do GDF, como as secretarias de Saúde (SES), de Trabalho (Sedet), de Desenvolvimento Social (Sedes), da Mulher (SMDF), de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), que será a grande executora do Plano Distrital de Habitação Interesse Social. Déficit habitacional Quando estiver em prática, o Plandhis contribuirá para a integração social e urbana de toda a região, ao mesmo tempo que trará soluções para o déficit habitacional do DF. O ônus excessivo com aluguel corresponde à maior porcentagem desse déficit habitacional, correspondendo a mais da metade (54,80%) do orçamento familiar. O déficit habitacional é entendido como a soma de quatro componentes: quando há mais de uma família convivendo na mesma habitação; quando as famílias vivem em imóvel com mais de três pessoas por dormitório, em um adensamento excessivo de moradores; quando há domicílios improvisados e construídos com materiais que oferecem riscos aos moradores e, finalmente, quando as famílias com renda mensal de até três salários mínimos comprometem mais de 30% da renda com aluguel. Fonte: Agência Brasília | Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
eSocial: falta de informações e/ou envio de dados errados podem gerar multas
Desde 31 de dezembro de 2022, todas as empresas, inclusive entidades sem fins lucrativos e empregadores pessoa física (exceto doméstico) optantes pelo SIMPLES, podem ser autuadas pelo não envio dos eventos de Saúde e Segurança do Trabalhador (SST) ao eSocial. São eventos de SST: S-2220 (Monitoramento da Saúde do Trabalhador) e S-2240 (Condições Ambientais do Trabalho – Agentes Nocivos). Com o intuito de evitar multas impostas pelo eSocial, o Seconci alerta: Quanto às datas de envio desses eventos: S-2220: até o dia 15 do mês subsequente à realização do exame ocupacional: admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de risco ou demissional. Por exemplo, se o funcionário faz o exame admissional no dia 10/07, o prazo para transmissão é 15/08. S-2240: até o dia 15 do mês subsequente à realização da admissão, alteração nos fatores ambientais (mudança de risco) ou data da obrigatoriedade (carga inicial). Quanto ao preenchimento correto das informações no Sistema ESO: Para fazer o envio dos eventos de SST ao eSocial, o Seconci-DF utiliza o Sistema ESO para os contratos de PGR/PCMSO. Apesar de a entidade ser a responsável pelo envio desses eventos, o cadastro dos trabalhadores no Sistema ESO é de responsabilidade da empresa. É importante que este cadastro seja feito com muito cuidado e atenção, pois o envio não será efetivado caso alguma das seguintes informações dos trabalhadores não estiverem corretas: nome, data de nascimento, CPF, sexo, número de matrícula (idêntica a inserida no cadastro do trabalhador no eSocial), data de admissão e data de entrada no cargo (data de entrada no cargo deve ser igual à que a contabilidade irá registrar o funcionário). Atenção! A empresa deve inativar no sistema ESO o trabalhador desligado da empresa. 3. Quanto a emissão de procuração digital para o Seconci-DF: Outro item fundamental para o sucesso no envio é a emissão da procuração digital pela empresa em nome de um profissional da entidade. Sem essa procuração não é possível que o Seconci-DF faça o envio. O Sistema ESO possui um tutorial com informações de como gerar essa procuração. Segue o link: https://ajuda.sistemaeso.com.br/gerar-procuracao-digital-cpf-e-cnpj/ Para mais esclarecimentos sobre o eSocial e a utilização do sistema ESO entre em contato com o Seconci-DF. (61) 3399-1888 ramal 249 | Engenheiro Gerson de Alcântara
Seconci-DF participa da Semana Interna de Prevenção de Acidentes da Terracap

Durante cinco dias, os trabalhadores receberão atendimento odontológico numa unidade móvel instalada no edifício-sede da Companhia Pelo segundo ano consecutivo, o Seconci-DF estará presente na SIPAT da TERRACAP levando saúde aos funcionários por meio de um trailer odontológico para realização de exame clínico, limpeza, profilaxia, aplicação de flúor, exodontia, entre outros serviços. São estimadas mais de 50 pessoas atendidas durante a ação. Durante a abertura da SIPAT, o presidente da TERRACAP, Izidio Santos Júnior, ressaltou a importância da CIPA e da Semana de Prevenção e também elogiou a programação deste ano, ressaltando a parceria com o Seconci e demais envolvidos. “Já trabalhei com prevenção durante muitos anos, inclusive no Seconci, e estou feliz por saber que estamos tratando a causa e não a consequência de acidentes. E que esse trabalho não fique restrito apenas à Semana, mas que seja trabalhado o ano inteiro”, disse Izidio. Em 2023, a TERRACAP falará sobre saúde mental durante os dias de evento e, na abertura, teve uma palestra sobre o tema para os funcionários que estiveram presentes. A unidade móvel do Seconci ficará no edifício-sede até sexta, 23 de junho. “O atendimento realizado pelos dentistas durante a SIPAT será feito de forma preventiva e tem por objetivo promover a melhoria da saúde bucal dos funcionários durante a consulta ”, explicou Mára Lúcia Campos, gerente de odontologia do Seconci-DF. A Terracap é parceira do Seconci-DF e as empresas que participam das licitações do órgão precisam apresentar regularidade junto ao Seconci estendendo assim os benefícios e serviços da entidade aos trabalhadores das obras públicas do Distrito Federal. Fonte: Seconci-DF
10 ações de ESG na indústria da construção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tem se empenhado em promover ações voltadas para a Agenda ESG. São diversas iniciativas promovidas pela entidade visando práticas mais sustentáveis e que repercutem em todo o setor. Cada vez mais clientes, investidores, poder público e a sociedade de forma geral exigem que empresas e organizações sejam conscientes e disseminem boas práticas. E esse é o norte da Agenda ESG: responsabilidade ambiental, impacto social e diretrizes de governança. A CBIC assume o compromisso de olhar para o futuro e trabalha para uma indústria da construção mais sustentável, justa em sua governança e com o olhar para as pessoas. Confira 10 ações de ESG na indústria da construção ESG no Segmento de Obras Industriais e Corporativas CBIC e Sinduscon-MG lançaram cartilha de orientação voltada, principalmente, para empresas industriais. A cartilha detalha, de forma didática, os benefícios diretos e indiretos para as empresas, as tendências do mercado, como mitigar riscos, o que fazer a curto prazo, planejamento para médio e longo prazos, os desafios e as oportunidades, além de estudos e pesquisas no Brasil sobre o setor. Gestão Compartilhada Com o G da governança, a cultura da gestão compartilhada tem sido disseminada pela CBIC. O conceito passa pelo entendimento de que um projeto, para obter sucesso, requer trabalho conjunto de toda a cadeia envolvida no processo. A união de forças e o comprometimento de todos os stakeholders fazem com que o resultado tenha mais qualidade e todos ganhem. Para saber mais sobre o tema, a CBIC lançou o Guia Prático de Gestão Compartilhada, além de curso sobre o tema. (https://cbic.org.br/wp-content/uploads/sites/29/2020/12/cbicguia-pratico-de-gestao-compartilhadav5_old.pdf) Construções Sustentáveis/Baixo Carbono Responsável por 38% das emissões globais de dióxido de carbono, segundo relatório da ONU (2020), a construção vem refletindo sobre a criação de diretrizes que levem em conta o tripé da sustentabilidade: responsabilidade social, ambiental e prosperidade econômica. Para incentivar o investimento em edifícios verdes e estimular o crescimento da economia de baixo carbono, a CBIC e a International Finance Corporation (IFC) firmaram parceria para fomentar o sistema de certificação de construção sustentável (certificação EDGE). Obra certa Para a CBIC, todos os canteiros de obras e frentes de trabalho devem dispor de áreas para garantir o bem-estar do trabalhador da construção. Com o olhar no Programa CBIC Obra Certa, a entidade produziu e cartilha Áreas de Vivência, disponibilizando ferramentas técnicas instrutivas no apoio ao cumprimento e aplicação das regras de segurança e saúde no trabalho, reforçando a cultura da prevenção e estimulando a adoção de ações concretas que fazem dos canteiros de obras ambientes de trabalho saudáveis, seguros e agradáveis para a atividade laboral. Cidades Resilientes O aumento populacional tem resultado no crescimento acelerado e desordenado das cidades, aumentando a pressão sobre os recursos hídricos existentes. A indústria da construção tem grande responsabilidade e influência no desenvolvimento urbano e reuniu informações importantes no manual “Cidades Resilientes e a Urgência por Projetos Net Zero Water”, um guia orientativo para contribuir com a gestão hídrica e fomentar a implementação de ações de infraestrutura com medidas de resiliência e o investimento em empreendimentos que usam a água de forma sustentável. Construindo Juntos A CBIC vem trabalhando por um setor que cuida cada vez melhor das pessoas, oferecendo segurança física e psicológica, além de promover a inclusão. Isso faz parte do compromisso da entidade de reconhecer e valorizar que as diferenças tornam o setor ainda mais criativo e competitivo. A CBIC elaborou a cartilha “Construindo Juntos! Por um ambiente mais diverso e inclusivo na indústria da construção”, oferecendo conhecimento e promovendo uma reflexão conjunta sobre falas e comportamentos, convidando todos a uma mudança para valorizar as pessoas por serem quem são. Eficiência energética A CBIC promove iniciativas voltadas para garantir a eficiência energética dos empreendimentos. Medidas como o Procel Edifica, que incentiva o uso racional da energia elétrica em edificações desde sua fundação, com o objetivo de fomentar a conservação e o uso eficiente de recursos naturais como água, luz e ventilação, para reduzir os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente e a redução da conta de energia das famílias. Construção com Madeira O uso da madeira no setor da construção vem ganhando espaço e garante diversos benefícios além da sustentabilidade. Matéria-prima renovável e proveniente de florestas plantadas certificadas, o método ainda garante maior agilidade, segurança para a mão de obra e menos resíduos nos canteiros. O sistema inovador conta com a mitigação de carbono e tem menor custo, podendo atender a habitação de interesse social e alcançar mais famílias. A CBIC tem disseminado a prática pelo país, afinal, atuar em sintonia com a preservação ambiental demonstra que o setor está sintonizado com a inovação, com o futuro, com a geração de empregos seguros e com a construção de empreendimentos que garantam bem-estar social. Valorização Profissional Ciente de que o principal patrimônio da construção são as pessoas envolvidas em toda a atividade, a CBIC desenvolve os programas de valorização do trabalhador e da engenharia. Os projetos identificam os principais gargalos do setor para oferecer soluções e iniciativas, promove e apoia programas de capacitação profissional e fortalece a importância de todos os profissionais alcançados pela indústria da construção. As ações ainda sedimentam a importância da engenharia e da construção, responsável por toda infraestrutura das cidades, que conferem maior qualidade de vida para as pessoas. Futuro das Cidades Contribuindo para o enfrentamento do desafio de criar cidades melhores, a CBIC, desde 2012, trabalha no projeto “O Futuro da Minha Cidade”. A iniciativa visa criar e fortalecer o protagonismo na sociedade civil organizada de pensar e atuar no planejamento de um futuro para as cidades. O programa trabalha a relação com a comunidade e seu protagonismo na gestão urbana, constituída por uma governança capaz de planejar os próximos anos com escolhas feitas no presente, levando em conta os desafios e os potenciais de cada localidade, sendo também capaz de acompanhar e monitorar o poder público no desenvolvimento de suas ações em direção ao planejado. Projeto que reúne desafios e oportunidade para as cidades com essa governança, em
Casos prováveis de dengue têm redução de 65,6% no Distrito Federal

Diminuição é resultado de ações de combate ao mosquito e de atendimento à população; nos cinco primeiros meses deste ano não foi registrada nenhuma morte pela doença Na contramão do aumento dos casos de dengue pelo Brasil, que cresceram 21% em relação ao ano passado, a capital federal apresentou queda em 2023. Enquanto nos cinco primeiros meses do ano passado foram registrados 51.033 casos prováveis da doença em residentes do Distrito Federal, em 2023 o número caiu para 17.538, uma redução de 65,6%. Os dados são do Boletim Epidemiológico nº 18, publicado em 18 de maio. O refreamento é apontado pelo subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF), Divino Valero, como resultado de ações intensas que têm sido feitas nos últimos dois anos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para conter a evolução do mosquito Aedes aegypti e reforçar o atendimento aos casos prováveis da doença na rede pública. “É um trabalho sincronizado dentro da ecologia e da epidemiologia da doença”, afirma. O subsecretário cita alguns exemplos. “Fizemos borrifação preventiva em áreas onde nós tínhamos históricos de evolução de população de mosquito em conjunto com as administrações regionais. Atuamos fazendo o sequestro de ovos de mosquito, distribuindo armadilhas e diminuindo essa população”, explica. Só neste ano, já foram inspecionados 968 mil imóveis pelos agentes da Vigilância Ambiental nas ações de rotina realizadas de segunda a sexta-feira e 232 mil possíveis depósitos do Aedes aegypti eliminados e tratados nas visitas domiciliares. Planaltina e Sobradinho foram as regiões administrativas de maior atenção devido às características biológicas das cidades que ajudam na proliferação do mosquito. Pronto atendimento A outra frente de trabalho ocorre nas unidades básicas de saúde (UBSs), com um controle mais efetivo dos casos prováveis. “Fizemos a capacitação com médicos e enfermeiros dando prioridade para pacientes com sinais e sintomas da doença”, conta Divino Valero. De acordo com ele, a ausência de mortes pela doença está relacionada à eficiência do atendimento. “Essa questão do número de óbitos se deve à dedicação dos nossos profissionais em priorizar o atendimento dos pacientes, já os levando para uma hidratação. Se eu priorizo o paciente, dificilmente ele evolui para um quadro clínico mais grave. Isso é mérito da nossa atenção primária”, classifica. Apesar dos bons números, o subsecretário de Vigilância à Saúde destaca que ainda não é momento de baixar a guarda. “Não quer dizer que a guerra contra a doença acabou. Temos que continuar com essa mesma pegada e apostando nessa metodologia. Esse é um trabalho que requer uma atenção permanente”, afirma. A chegada da seca também não é motivo para descuido. “Os ovos [do mosquito] sobrevivem até 450 dias. Se formos pensar que o período de seca dura cerca de quatro meses, são 120 dias. Não estamos livre do problema”, comenta. Segundo Valero, esse é o momento em que o GDF intensifica os trabalhos de caráter educativo. “A população tem um papel fundamental, que é o nível de conscientização. Temos que ser vigilantes quanto aos nossos ambientes de trabalho e moradia”, comenta. Para que a sociedade faça a sua parte, é necessário impedir o acúmulo de água nos quintais, em bacias, baldes, caixas d’água, pneus e garrafas – locais que propiciam a evolução da larva e a reprodução do Aedes aegypti. A população também deve comunicar à Vigilância Ambiental sobre focos no entorno das casas por meio do telefone 160. Doença A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti a partir da picada da fêmea. O vetor é um mosquito urbano e diurno que se reproduz em depósitos de água parada. Os principais sintomas são febre alta (acima de 38ºC), dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Mas também há casos assintomáticos. A forma mais grave inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Fonte: Agência Brasília
Conheça a nova diretoria da ADMI-DF

A Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF) escolheu sua nova diretoria e Conselho Fiscal, para o biênio 2023-2025, nessa quarta-feira (14/06): o empresário Roberto Rubinger Botelho foi eleito pela unanimidade de votos dos associados, em assembleia e votação realizadas online. Botelho substitui o empresário Eduardo Aroeira Almeida, que liderou a entidade por dois mandatos consecutivos (2019 a 2023). Formado em Economia e nascido em Brasília, Roberto Botelho tem 48 anos e atua na construção civil há 25 anos. Casado e pai de uma filha, ele terá como vice-presidente para Assuntos Administrativos e Financeiros o empresário Celestino Fracon Júnior, que ocupou o cargo nas duas gestões anteriores. A posse administrativa da nova diretoria será no dia 28 de junho, às 09h30. Um evento comemorativo será promovido em data a ser anunciada. “Pra mim é uma honra e um grande desafio presidir a ADEMI DF, substituindo o Eduardo (Aroeira Almeida), que fez um grande trabalho”, afirmou Botelho ao conhecer o resultado da eleição. “Os últimos quatro anos foram de muitas conquistas e temos ainda muito a fazer. O grupo eleito hoje segue disposto e vamos trabalhar para fortalecer o mercado imobiliário cada vez mais, para apoiar as nossas associadas e estimular avanços que contribuam para o desenvolvimento sustentado do Distrito Federal”, acrescentou. Botelho agradeceu a confiança de seus pares e sinalizou o desejo de fazer uma gestão partilhada, com o engajamento de toda a diretoria na busca por resultados de interesse coletivo do mercado imobiliário. Descendente de uma família de construtores, Roberto Botelho começou a trabalhar na área aos 15 anos. Sua trajetória no associativismo do Distrito Federal teve início em 2005, no Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) durante a gestão de Juvenal Batista Amaral. Em 2019, Botelho foi eleito 1º vice-presidente do sindicato, na diretoria de Dionyzio Klavdianos, cargo exercido até o início de junho de 2023. Em 2011, Botelho passou a colaborar também com a ADEMI DF, quando uniu esforços à equipe do então presidente Adalberto Cleber Valadão, como diretor de Expansão Urbana e Legalização Fundiária, cargo que ocupou até ser eleito presidente da instituição. “Atuar nas entidades é uma forma de contribuir para o crescimento do nosso setor e influenciar o ambiente de negócios, identificando gargalos e oportunidades para estimular melhorias que tornem o mercado imobiliário cada vez mais presente na vida das pessoas e importante para o DF”, comenta o executivo. A sucessão transcorreu sem disputas – a chapa vencedora foi construída de forma consensual entre os associados da entidade, reforçando sua coesão interna. Para realizar a votação online, a ADEMI DF manteve a plataforma Eleja Online, ferramenta usada durante o período crítico da pandemia de covid-19 e que preenche todos os requisitos de segurança, privacidade e sigilo inerentes a pleitos dessa natureza. Amigável, a plataforma garante ao associado as melhores condições de participar do processo eleitoral e contribuir para definir os próximos passos da entidade. Conheça a nova diretoria para o biênio 2023-2025: DIRETORIA PLENA (EXECUTIVA): Roberto Rubinger Botelho – Presidente Celestino Fracon Júnior – Vice-presidente para Assuntos Administrativos e Financeiros VICE-PRESIDENTES: Eduardo de Oliveira Villela Pedro Pereira de Ávila Junior José Wilson Silva Corrêa DIRETOR DE ÁREA IMOBILIÁRIA E EXPANSÃO DE MERCADO Rodrigo Ferreira Nogueira DIRETORA DE ASSUNTOS AMBIENTAIS E RESPONSABILIDADE SOCIAL Ana de Paula Pinto Assis Fonseca DIRETOR DE ASSUNTOS JURÍDICOS Alaor Gomes Neto DIRETOR DE ASSUNTOS LEGISLATIVOS Leonardo de Oliveira Ávila DIRETOR DE ASSUNTOS TRIBUTÁRIOS Adalberto Cleber Valadão Júnior DIRETOR DE MARKETING, COMUNICAÇÃO E EVENTOS Marco Antônio Moura Demartini DIRETOR DE POLÍTICA HABITACIONAL João Gilberto de Carvalho Accioly DIRETOR TÉCNICO Rogério Markiewicz DIRETOR DE MATERIAL E TECNOLOGIA Marcus Vinicius de Simões Muniz DIRETOR DE POLÍTICA E RELAÇÕES TRABALHISTAS André Luiz Almeida Pinto de Oliveira DIRETOR DE EXPANSÃO URBANA E LEGALIZAÇÃO FUNDIÁRIA Carlos Eduardo Gurgulino de Souza DIRETORES: Gil Henrique Pereira Amir Jarjour Alexander Janiques Osório Adriano Neto Luiz Guilherme Carvalho CONSELHO FISCAL: Pedro Henrique Colares Fernandes Bernardo Gontijo Nóbrega Bruno Machado Fontana SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL: Elton Souza dos Santos Danilo Pereira Aucélio Pedro Américo Pires de Araújo (Agência CBIC | Com informações da ADEMI-DF)
Conheça o novo presidente do Seconci-DF: Carlos Eugênio de Faria Franco

Eleito para comandar a entidade nos próximos dois anos, empresário é apaixonado por Brasília e pela engenharia Carlos Eugênio de Faria Franco é empresário, dono da Faber Engenharia, e ao falar da sua origem gosta de dizer que “foi fabricado em Formiga, gestado em Barbacena, nasceu e cresceu em São João Del Rei”, ao se referir às cidades mineiras que fazem parte do seu passado. Primogênito de cinco filhos. Casado desde 1973, é pai de dois filhos e apaixonado pela engenharia, motociclismo e pescaria. Sua vinda para Brasília aconteceu quando ele tinha 13 anos. Assim que chegou foi estudar no histórico Centro de Ensino CASEB, na 909 sul, escola sexagenária e tradicional de Brasília. “Estudei no CASEB nos anos de 62 e 63. 1964 fui para Escola Dom Bosco, onde iniciei o cientifico e, em 1965, fiz Escola Preparatória para Cadetes do AR e fui morar em Barbacena, onde fiquei por dois anos. Em seguida, fui para o Rio de Janeiro para a escola da aeronáutica”, conta. Enquanto estava em Barbacena, Carlos Eugênio teve um momento muito marcante ao visitar uma igreja e, mesmo nunca tendo estado no local, teve a sensação de conhecer e já ter estado no local. “Eu me lembro de entrar numa igreja e ter a sensação de já ter ido até lá, mas isso seria impossível porque eu nunca tinha ido à Barbacena. Na época, enviei uma carta para minha mãe que, ao responder a carta, ela disse que eu já tinha estado lá, sim: na sua barriga! Isso me emociona muito até hoje”, lembra Carlos Eugênio. Retorno a Brasília: após deixar a vida militar, Carlos Eugênio retornou para o Distrito Federal e começou a se interessar por engenharia. Nessa época, se inscreveu no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), sendo um dos alunos mais bem colocados no ano de 1967, iniciando seus estudos em 1968. “Terminei o curso em 1971 e tive meu primeiro emprego na CAESB como chefe do serviço de obra direta, de onde saí um ano depois para trabalhar como engenheiro no Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) como engenheiro fiscal da obra do prédio sede”, explica Eugênio. Depois de oito anos, em São Paulo, como consultor em gestão, planejamento e fiscalização, em 1982, pela segunda vez volta a Capital Federal, agora como supervisor e, posteriormente, superintendente no Consórcio Nacional de Engenheiros Construtores (CNEC. Já no final da década de 80, vai para a empresa Estenge. Depois disso, foi ser chefe do departamento de planejamento e orçamento na Encol, umas das maiores empresas de construção do Brasil na época. “A Encol era uma das maiores do país e eu trabalhava como chefe na regional Brasília no planejamento e orçamento. Depois de dois anos na Encol fui trabalhar na Borges Construtora, onde fiquei de 1993 a 1995”, explica Carlos Eugênio. Em 1997, juntamente com seu sócio Vitor Odísio, Carlos Eugênio funda a Faber Engenharia. “Eu era responsável pelo gerenciamento e o Vitor mexia com obras. Era uma empresa onde nós construíamos e fazíamos o gerenciamento e a fiscalização. Depois de três anos de sociedade, segui sozinho e sigo até hoje com a parte de planejamento e gestão de obras”, conta ele. OBRAS SOCIAIS E O EXEMPLO DE BERÇO Carlos Eugênio foi convidado para participar da chapa da diretoria do Seconci-DF na gestão do João Carlos Siqueira (2003-2009). Nessa época, já participava de seminários e cursos voltados para as áreas de certificações como o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat). Pouco depois, chegou a ser vice-presidente e, desde então, atua na diretoria. “O que me levou à presidência do Seconci foi algo que vem da herança da minha mãe. Quando fui convidado pelo João Carlos, estava afastado, voltei e nunca mais saí dessa instituição que tem como objetivo o social da construção que é a minha área”, fala Carlos Eugênio. Para ele, é reconfortante estar na entidade e ver o desejo de todos que estão na diretoria em fazer o social para o setor. “É algo natural chegar à presidência e isso me dá muito prazer porque, dentro do social, estou atingindo o topo de uma entidade que é essencialmente o serviço social. Quando era moleque, aos 13 anos, já ajudava minha mãe nas atividades sociais. Ela, juntamente com a mãe do Afonsinho (Luiz Afonso Delgad Assad – presidente da ASBRACO) eram amigas desde Juiz de Fora e quando chegaram ao DF, começaram um trabalho com famílias de uma invasão que se formava no DF”, conta. O trabalho social desenvolvido pela mãe de Carlos Eugênio deu origem a ação social João XXIII, entidade sem fins lucrativos, filantrópica, que desenvolve trabalhos de assistência social, por meio de cursos técnicos, alfabetização de jovens e adultos, grupos de idosos, visitas domiciliares, localizada no setor leste da cidade satélite do Gama-DF, EQ 7/9. Por fim, quando questionado sobre o que espera dos próximos anos como presidente do Seconci-DF, Carlos Eugênio é enfático. “Acho que o Seconci está num bom caminho. O presidente Marcelo Guimarães fez um excelente trabalho e seguirei pelo mesmo caminho. Dentre os projetos que pretendo ampliar e trabalharei para que aconteça será a oftalmologia. O cara que tem deficiência visual é impedido de ser promovido na profissão porque não consegue enxergar direito e, ao ter esse tratamento, ele terá possibilidade de se tornar mais capacitado dentro da profissão”, finaliza. Carlos Eugênio de Faria Franco foi eleito em maio, empossado em junho e ficará na presidência do Seconci-DF até 31 de maio de 2025. Como vice-presidente da chapa eleita, estão os empresários Luiz Fernando Souto de Azambuja (Construtora Conaza) e Carlos Antônio da Silva Filho (Construtora Concretiza). A lista completa da diretoria pode ser vista aqui. RAPIDINHAS Hobby: motociclismo e pescaria. Valores inegociáveis: Fidelidade, honestidade e aprimoramento profissional. Obra de engenharia que se orgulha de ter feito/participado: Anexos do Palácio do Planalto, sede do SERPRO. Inspiração: seu pai Obra que queria ter feito: Não tem! Tem obra que passo perto e penso “dessa eu participei! ”! Exemplo: sede da CNA
Uso intensivo de máquinas e equipamentos impacta produtividade das obras

Durante o painel da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no 96º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), especialistas se reuniram para discutir os impactos do uso intensivo de máquinas e equipamentos na produtividade das obras. Com o objetivo de debater os ganhos de eficiência proporcionados por essas tecnologias, assim como os custos envolvidos, a pauta abordou os benefícios e equilíbrios que acompanham a adoção de maquinário na construção civil. O diretor executivo da CLP, Márcio Pimenta, abriu o painel destacando os desafios enfrentados pela indústria no que diz respeito ao tema. Segundo Pimenta, o uso de máquinas e equipamentos pode trazer ganhos expressivos de produtividade. “Mas é fundamental equilibrar esses benefícios com a capacitação da mão de obra e a adaptação às novas tecnologias, a fim de garantir a eficiência operacional”. Um dos caminhos para resolver os desafios que a construção civil passa em relação às máquinas é trabalhar com a industrialização, defende o professor Ubiraci Espinelli, diretor da Produtime. Espinelli afirmou que a industrialização, por meio da pré-fabricação de componentes e do uso de sistemas construtivos inovadores, pode ser um caminho promissor para aumentar a produtividade das obras. “Além disso, ela permite maior controle de qualidade e redução de desperdícios. Tudo isso é um caminho gradual que precisa sempre ser feito”, explica Espinelli. Para ele, cada etapa precisa ser vencida com consciência para que o setor tenha ganhos acelerados e mais pontuais. “Por isso precisamos pensar nas máquinas, mas também na capacitação dos trabalhadores, porque só vamos conseguir produzir mais se quem está no canteiro de obras tiver mais conhecimento”, pontua o professor. Trazendo um case de sucesso, Luiz Elian Júnior, Coordenador Nacional na QuikDeck da Orguel, apresentou a QuickDeck como exemplo de como a utilização de equipamentos pode otimizar os processos em obras de grande porte. Elian ressaltou que a empresa trouxe uma solução inovadora para a construção civil. “Oferecendo um sistema modular que agiliza a montagem de andaimes, reduzindo consideravelmente o tempo e os custos de mão de obra, além de aumentar a segurança dos trabalhadores”. O Sistema de Acesso Suspenso QuikDeck é uma plataforma para trabalho modulada, com piso totalmente plano, estável e rígido, sustentada por correntes e possui rodapés e guarda-corpos normatizados, com possibilidade de montagem em qualquer formato geométrico. Compartilhando sua experiência com o setor de máquinas e equipamentos da construção civil, o Marcus Palanca, diretor comercial da Forsa S.A, também esteve presente no debate e trouxe sua visão sobre o assunto. “A utilização de máquinas avançadas, como guindastes e equipamentos de terraplanagem automatizados, permite um aumento significativo na velocidade de execução dos projetos, reduzindo prazos e custos operacionais, além de proporcionar maior segurança aos trabalhadores”. O 96º Enic foi realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), contou com a parceria da FEICON; o apoio do Sesi e do Senai; e teve o patrocínio da Caixa Econômica Federal, Sebrae, Mútua, Zigurat, Totvs, Mais Controle, CV, Sienge, Orçafascio, Kone, PhD Engenharia, Alto QI, Acate, Brain e Ingevity. Fonte: Agência CBIC