Seconci-DF participa de sabatina com candidatos ao GDF e defende parcerias para ampliar ações em benefício dos trabalhadores

Instituição reforçou a importância do apoio do futuro governo às iniciativas de saúde, segurança, qualificação e responsabilidade social desenvolvidas pelo Seconci-DF no setor da construção civil O Seconci-DF participou, nesta terça-feira (15), da série de encontros promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF) com os candidatos ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. A iniciativa reuniu representantes do setor da construção civil para conhecer as propostas dos candidatos e apresentar demandas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do DF. Representado pelo presidente Eduardo Aroeira Almeida, além de diretores que também atuam como empresários do setor, o Seconci-DF aproveitou o espaço para destacar a importância da participação do poder público na construção de políticas e parcerias voltadas à saúde, segurança, qualificação profissional, responsabilidade social e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil. Durante o encontro, o presidente do Seconci-DF ressaltou que a aproximação com o Governo do Distrito Federal é fundamental para ampliar iniciativas que já apresentaram resultados positivos ao longo da história da instituição. “É um momento importante onde podemos ouvir propostas, fazer perguntas e, acima de tudo, estender a possibilidade de parcerias. O Seconci já fez diversas parcerias muito importantes, como, por exemplo, a alfabetização dos trabalhadores nos canteiros de obra e a alfabetização em presídios. Esse relacionamento com o governo é fundamental para que possamos ampliar ainda mais os nossos serviços”, destacou Eduardo Aroeira. Retomada de projetos sociais O vice-presidente do Seconci-DF, Carlos Antônio da Silva Filho, também destacou a oportunidade de reconstrução de parcerias com o poder público, especialmente para a retomada de projetos sociais desenvolvidos pela instituição. “Eu, como vice-presidente do Seconci, vejo nessa oportunidade uma possibilidade de reativar a nossa parceria e viabilizar essa retomada do nosso projeto de alfabetização, que é tão importante para nossos funcionários da construção civil. Então, creio que essa participação é extremamente importante”, afirmou o empresário da Construtora Concretiza. A participação do Seconci-DF na sabatina também reforça o papel da instituição como representante de uma agenda que vai além da prestação de serviços: levar saúde, prevenção, assistência, educação e qualidade de vida para quem trabalha na construção civil e no apoio às empresas para cumprimento de metas de responsabilidade social, bem como apoio às políticas públicas que beneficiam o setor como um todo. Demandas estratégicas para a construção A programação contou com a participação dos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal e permitiu que lideranças empresariais apresentassem demandas relacionadas ao desenvolvimento do setor. Entre os temas debatidos estiveram segurança jurídica e licenciamento, desenvolvimento urbano sustentável, habitação de interesse social, infraestrutura e obras públicas, inovação e qualificação da mão de obra. O presidente do Sinduscon-DF, Adalberto Cléber Valadão JR., destacou a importância do encontro para que o setor possa apresentar seus pleitos e buscar compromissos dos candidatos. “Temos a oportunidade de ouvi-los, saber quais são as propostas que eles trazem direcionadas ao nosso setor e também fazer cobranças, adquirir compromissos com eles daquilo que a gente está precisando, nossos pleitos enquanto um setor produtivo”, afirmou. O presidente da ADEMI-DF, Celestino Fracon JR., também ressaltou a participação dos candidatos e a relevância do segmento da construção para o Distrito Federal. “Conseguimos agenda com todos os candidatos e isso demonstra a importância que o segmento tem”, finalizou. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Eleições 2026 DF: Sinduscon e Ademi recebem candidatos a governo para debater propostas

Apresentações de postulantes ao Buriti debaterá o desenvolvimento social e econômico da capital, com foco na construção civil e no mercado imobiliário Comunicação Sinduscon-DF O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), instituição que representa o setor responsável por 53% do PIB industrial do DF, promoverá, na terça-feira (15/9), às 8 horas, em seu auditório, encontro com candidatas e candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). Realizado em parceria com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), o evento reunirá importantes lideranças empresariais para sabatinar os postulantes ao Palácio do Buriti e conhecer suas propostas estratégicas para o desenvolvimento da capital do país. A iniciativa tem como objetivo abrir espaço para que cada candidato ao GDF apresente suas propostas para o setor, considerando demandas prioritárias da cadeia produtiva e soluções viáveis para fortalecimento da economia local, geração de empregos formais, desburocratização de processos de licenciamento e investimentos em infraestrutura urbana. O evento é aberto ao público. Durante as apresentações, lideranças empresariais representantes de empresas associadas ao Sinduscon-DF e à Ademi-DF poderão abordar temas fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região. Entre os principais pontos em discussão, destacam-se: – Segurança jurídica e licenciamento: Agilidade na emissão de alvarás de construção, Habite-se e licenças ambientais, reduzindo a burocracia sem comprometer o rigor técnico e ambiental. – Desenvolvimento urbano sustentável: Atualização e implementação eficiente de instrumentos de planejamento urbano e ordenamento territorial, incluindo pleno combate às crescentes ações de grilagem e invasões. – Habitação de interesse social: Ampliação de parcerias e programas voltados à redução do déficit habitacional no Distrito Federal, com o devido aumento de políticas públicas e áreas para oferta de moradia digna. – Infraestrutura e obras públicas: Garantia de investimentos contínuos em obras de mobilidade, saneamento básico, iluminação pública, equipamentos sociais, entre outras. – Incentivo à inovação e qualificação: Estímulo à adoção de novas tecnologias construtivas e capacitação contínua da mão de obra local. Engajamento A presença confirmada de lideranças empresariais representantes de empresas associadas reforça a relevância institucional da construção civil e do mercado imobiliário perante as autoridades políticas. Os postulantes ao GDF terão a oportunidade de apresentar suas metas de governo e assumir compromissos públicos de manter um diálogo permanente com o setor produtivo, reconhecendo a importância das parcerias público-privadas para alavancar a infraestrutura do Distrito Federal. Com a realização deste encontro, o Sinduscon-DF e a Ademi-DF reafirmam suas missões institucionais de atuar proativamente no debate público. Assim, colaboram diretamente na formulação de políticas públicas que assegurem o desenvolvimento econômico sustentável, a competitividade do setor industrial e o bem-estar social de toda a população do Distrito Federal.
Semana CANPAT Construção 2026 debate segurança, conformidade e transformação dos canteiros

A segurança no uso de equipamentos, a conformidade com as normas regulamentadoras e os desafios impostos pelas transformações nos canteiros de obras estarão no centro dos debates da Semana CANPAT Construção 2026, que será realizada de 5 a 9 de outubro. Promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (SIT/MTE) e o Seconci Brasil, a iniciativa terá como tema “Equipamentos na Construção Civil: Segurança, Conformidade e Transformação dos Canteiros”. A programação reúne representantes do setor, especialistas e autoridades para discutir temas relacionados à segurança e saúde no trabalho, com foco nos riscos associados às atividades da construção, na atualização das normas e na prevenção de acidentes. A abertura da Semana CANPAT Construção 2026 acontece no dia 5 de outubro, das 10h às 11h30, com o painel “Impactos das mudanças na NR-10 na capacitação para trabalhadores na Indústria da Construção”. O debate vai abordar os efeitos das atualizações da norma sobre a qualificação dos profissionais, os treinamentos e o desenvolvimento de competências para atividades que envolvem instalações e serviços com eletricidade. Nos dias seguintes, a programação tratará de boas práticas e requisitos para sistemas elétricos provisórios nos canteiros de obras, dos riscos e desafios relacionados aos equipamentos utilizados no setor e da prevenção de soterramentos, com discussões sobre estabilidade de escavações, confinamento e gestão de riscos no subsolo. Entre os participantes estão representantes da CBIC, do Sesi, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Seconci Brasil, dos Seconcis e especialistas em segurança e saúde no trabalho. Os painéis serão conduzidos por profissionais com atuação nas áreas de fiscalização, engenharia e gestão da segurança ocupacional. A Semana CANPAT Construção será encerrada no dia 9 de outubro com o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção 2026, com ações presenciais realizadas nos períodos da manhã e da tarde. A iniciativa busca ampliar a cultura de prevenção no setor e reforçar a importância da segurança e da saúde no trabalho como parte da rotina dos canteiros de obras. Programação 5 de outubro | 10h às 11h30 Impactos das mudanças na NR-10 na capacitação para trabalhadores na Indústria da Construção 6 de outubro | 10h às 11h Sistemas Elétricos em Canteiros: Boas Práticas e Requisitos Normativos 7 de outubro | 10h às 11h Panorama dos Equipamentos na Construção Civil: Riscos, Inovações e Desafios Regulatório-Operacionais 8 de outubro | 10h às 11h Prevenção de Soterramentos: Estabilidade de Escavações, Confinamento e Gestão de Riscos no Subsolo 9 de outubro | manhã e tarde Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção 2026 O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: Seconci-DF reforça importância do acolhimento e da busca por ajuda

Serviço Psicossocial do Seconci-DF oferece atendimento aos trabalhadores da construção civil e promove ações de prevenção e conscientização nos canteiros de obras O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma data que reforça a importância de falar sobre saúde mental, reconhecer sinais de sofrimento e estimular a busca por ajuda profissional. No Distrito Federal, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) contribui para esse trabalho por meio do Serviço Psicossocial, que oferece acolhimento aos trabalhadores da construção civil e desenvolve ações de prevenção e conscientização sobre saúde mental diretamente nos canteiros de obras. Para a psicóloga da instituição, Flávia Ferraiolo, falar sobre o tema é uma das formas de contribuir para a prevenção. Segundo ela, quando uma pessoa manifesta pensamentos ou comportamentos relacionados ao suicídio, é fundamental compreender que existe uma situação de sofrimento que precisa ser acolhida e acompanhada.“Quando uma pessoa fala sobre suicídio ou demonstra que está pensando em tirar a própria vida, estamos diante de alguém que está em profundo sofrimento e precisa de ajuda. Por isso, é importante não ignorar esses sinais e buscar apoio profissional”, explica Flávia. Fique atento aos sinais Algumas mudanças podem indicar que uma pessoa está passando por um momento de sofrimento emocional e precisa de atenção e apoio. 01 Mudanças de comportamento Deixar de realizar atividades que antes proporcionavam prazer, apresentar mudanças acentuadas de comportamento ou passar a se isolar de familiares, amigos e colegas. 02 Sofrimento emocional Sentimentos persistentes de desesperança, desamparo, solidão, frustração ou fracasso podem indicar que a pessoa está enfrentando um sofrimento que precisa de atenção. 03 Alterações na rotina Dificuldades para dormir, alterações na alimentação e mudanças significativas na rotina também podem ser sinais de que algo não está bem. 04 Frases de alerta Expressões como “não aguento mais”, “preferia estar morto” ou “só quero que isso acabe” não devem ser ignoradas. É importante ouvir e orientar a pessoa a buscar ajuda. Importante: ao perceber esses sinais, procure ouvir sem julgamentos, demonstrar acolhimento e incentivar a busca por ajuda profissional. Seconci-DF oferece espaço de escuta e acolhimento O cuidado com a saúde do trabalhador vai além da prevenção e do tratamento de doenças físicas. A saúde mental também faz parte da qualidade de vida e do bem-estar dos profissionais. Nesse contexto, a instituição oferece um espaço de escuta, acolhimento e orientação aos trabalhadores que estejam enfrentando situações de sofrimento emocional. “O atendimento psicossocial é justamente esse espaço em que o trabalhador pode falar sobre aquilo que está vivendo, ser ouvido e receber orientação. Muitas vezes, o primeiro passo é conseguir falar sobre o que está acontecendo e compreender que não é preciso enfrentar tudo sozinho”, ressalta Flávia. O trabalho também é realizado de forma preventiva, com ações de conscientização nos canteiros de obras por meio de campanhas como o Janeiro Branco e o Setembro Amarelo, levando informação e promovendo reflexões sobre saúde mental entre os trabalhadores. As iniciativas buscam aproximar o tema da realidade dos profissionais da construção civil e estimular uma cultura de cuidado, acolhimento e atenção aos sinais de sofrimento. Procure ajuda Se você ou alguém próximo estiver precisando de ajuda para cuidar da saúde mental, não enfrente esse momento sozinho. Procure apoio profissional. O Seconci-DF disponibiliza atendimento psicossocial para trabalhadores da construção civil e seus familiares. Entre em contato: 📞 (61) 3399-1888 – Ramal 211📧 social@seconci-df.org.br Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
GRO e PGR: gestão de riscos ocupacionais exige integração e atualização nas empresas

A gestão dos riscos ocupacionais é uma das bases da segurança e saúde no trabalho e envolve diferentes instrumentos previstos nas Normas Regulamentadoras. Entre eles estão o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conceitos diretamente relacionados, mas com funções distintas dentro das empresas. Previsto na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01), o GRO estabelece o sistema de gestão que organiza as ações, diretrizes e rotinas relacionadas à segurança e à saúde dos trabalhadores. Mais amplo, ele reúne as iniciativas adotadas pela empresa para identificar, avaliar e controlar os riscos presentes nas atividades. O PGR é um dos principais instrumentos dessa gestão. Também previsto na NR-01, o programa materializa, na prática, o gerenciamento dos riscos ocupacionais e funciona como documento obrigatório para o registro e acompanhamento das medidas adotadas. O processo começa pelo Inventário de Riscos Ocupacionais, que reúne o diagnóstico dos perigos existentes nos ambientes e processos de trabalho. A etapa deve considerar a caracterização das atividades, os possíveis danos à saúde, informações sobre acidentes e a avaliação dos riscos identificados. Esse levantamento também precisa incorporar os resultados da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), prevista na NR-17. A participação dos trabalhadores e a análise das condições reais dos ambientes e das atividades são fundamentais para a identificação dos riscos, que pode envolver ainda o uso de ferramentas como a Análise Preliminar de Risco (APR) e o levantamento de dados sobre acidentes anteriores. A partir da identificação dos perigos, a empresa deve avaliar a probabilidade de ocorrência de eventos indesejados e a gravidade dos danos que podem ser provocados. Essa análise permite estabelecer prioridades e direcionar as medidas de prevenção para os riscos mais críticos. O resultado desse processo deve orientar a elaboração de um plano de ação, com a definição das medidas necessárias, dos responsáveis pela execução, dos prazos e dos critérios para avaliação da eficácia das ações adotadas. A NR-01 também estabelece que a definição dessas medidas deve observar a Hierarquia de Controle de Riscos. Na construção, a atualização dessas informações ganha importância adicional devido às mudanças que ocorrem ao longo da execução dos empreendimentos. Conforme previsto na NR-18, o PGR deve acompanhar a etapa em que o canteiro de obras se encontra, considerando as atividades e os riscos existentes em cada momento da obra. A diferença entre os dois conceitos está, portanto, no alcance de cada um. Enquanto o GRO organiza a gestão dos riscos ocupacionais de forma mais ampla, o PGR é o instrumento que registra e estrutura, na prática, a identificação dos riscos e as medidas necessárias para seu controle. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Setembro Amarelo: Seconci-DF amplia ações de saúde mental nos canteiros de obras

O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) intensifica, durante o Setembro Amarelo, as ações voltadas à conscientização sobre saúde mental e valorização da vida entre trabalhadores da construção civil. Segundo informações divulgadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a iniciativa prevê palestras e atividades em 30 canteiros e frentes de trabalho, com expectativa de alcançar mais de 2,5 mil trabalhadores. As ações abordam temas como o cuidado com a saúde emocional, o reconhecimento de sinais de sofrimento e a importância de buscar ajuda. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, destaca que manifestações relacionadas ao suicídio, mesmo quando indiretas, precisam ser levadas a sério. Para ela, ouvir sem julgamentos, acolher e buscar apoio são atitudes fundamentais diante de situações de sofrimento emocional. O trabalho da entidade não se limita ao mês de setembro. Conforme a CBIC, o Seconci-DF realiza durante todo o ano triagens psicossociais e, quando necessário, encaminha trabalhadores para atendimento psicológico gratuito oferecido pela instituição. O serviço está disponível aos trabalhadores das empresas parceiras, que podem solicitar o atendimento por meio do RH ou da área de Segurança do Trabalho. A iniciativa também está relacionada às mudanças na NR-1, que, desde maio de 2026, passaram a exigir a inclusão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Entre os aspectos considerados estão situações de estresse, assédio, esgotamento profissional, sobrecarga e problemas relacionados ao ambiente e à organização do trabalho. Para apoiar as empresas da construção nesse processo, o Seconci-DF desenvolveu uma metodologia própria e já realizou o levantamento de riscos psicossociais em 15 empresas desde maio, envolvendo centenas de trabalhadores. Fonte: Fernanda Nalon/Profissionais do Texto
Dia Mundial da Alfabetização destaca desafio de levar educação a trabalhadores da construção

Seconci-DF mantém programa que oferece aulas dentro dos canteiros e aproxima o ensino da realidade dos profissionais. Para quem passa o dia no canteiro de obras, voltar à sala de aula pode parecer um desafio distante. Entre o trabalho, o deslocamento e as responsabilidades familiares, retomar os estudos nem sempre encontra espaço na rotina. É justamente para aproximar a educação dessa realidade que o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) mantém um projeto de alfabetização e ensino fundamental voltado aos trabalhadores da construção civil. A iniciativa ganha destaque neste 8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização. As aulas são realizadas nos próprios canteiros, uma estratégia que facilita a participação e permite que o processo de aprendizagem esteja conectado ao cotidiano dos alunos. Desde o início da década de 1990, mais de 13,5 mil trabalhadores de empresas parceiras da entidade já passaram pelas classes de alfabetização e pelos segmentos do ensino fundamental. Entre os participantes do projeto está o operador de betoneira Francisco Gilmar Eugênio, que encontrou nas aulas a oportunidade de avançar na escrita e, com isso, retomar um antigo projeto pessoal: obter a carteira de motorista. Antes de participar da iniciativa, ele conta que tinha dificuldade até para escrever o próprio nome. “Eu praticamente não sabia escrever nem o meu próprio nome direito. Depois das aulas, consegui tirar meus documentos e assiná-los. Agora quero continuar estudando para realizar o sonho de conseguir minha CNH”, relata Francisco. Para o coordenador pedagógico do Seconci-DF, Geraldo Henrique Gomes, criar condições para que o trabalhador volte a estudar também significa abrir novas possibilidades para sua trajetória. “Quando a educação chega ao local onde o trabalhador está, uma das principais barreiras para o retorno aos estudos deixa de existir. Nosso objetivo é oferecer uma oportunidade real para que esses profissionais avancem na escolaridade, conquistem mais autonomia e percebam que sempre é tempo de aprender”, afirma. A continuidade do projeto depende também da participação das construtoras, que disponibilizam espaço e apoiam a presença dos colaboradores nas aulas. Dessa forma, o canteiro passa a incorporar uma nova dimensão: além de espaço de trabalho, torna-se também ambiente de formação e desenvolvimento. Uma das empresas que apoiam a iniciativa do Seconci-DF em levar educação para os trabalhadores é a CONBRAL que, desde o início do projeto, manteve a sala de aula em suas obras. Ao longo dos anos, mais de 500 trabalhadores da empresa tiveram acesso à educação nas classes de alfabetização e ensino fundamental dentro do ambiente de trabalho. De acordo com o diretor da empresa, Paulo Muniz, a iniciativa traz benefícios concretos para trabalhadores e empresas. “O programa apresenta alto índice de satisfação entre os colaboradores e contribui para o aumento da produtividade e da permanência na empresa”, comemora. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que, em 2024, 34% dos trabalhadores entrevistados possuíam o ensino fundamental incompleto e 2% eram analfabetos. Mais do que aprender a ler e escrever, a retomada dos estudos pode ampliar a autonomia em situações corriqueiras, como compreender documentos, preencher informações e lidar com diferentes demandas do dia a dia. Texto: Fernanda Nalon | Profissionais do Texto
NR 01: nova redação altera critérios para avaliação de riscos ocupacionais

A nova redação do item 1.5.4.4 da Norma Regulamentadora nº 01 (NR 01), vigente desde 26 de maio de 2026, trouxe mudanças nos critérios para avaliação, gradação e classificação dos riscos ocupacionais. Entre as principais alterações está a definição de que o nível de risco ocupacional deve ser determinado pela combinação da severidade das possíveis lesões ou agravos à saúde com a probabilidade de sua ocorrência. A nova redação também determina que a organização documente os critérios utilizados para a gradação de severidade e probabilidade, os níveis de risco, a classificação dos riscos e a tomada de decisão no gerenciamento de riscos ocupacionais. Outra mudança está no critério de avaliação da severidade. A partir da nova redação, ela deve ser estabelecida de acordo com a magnitude das possíveis consequências das lesões ou agravos à saúde. Quando houver mais de uma consequência possível para um mesmo perigo identificado, deve ser considerada aquela de maior magnitude. Em relação à probabilidade, a norma estabelece que ela deve ser definida com base na chance de ocorrência das lesões ou agravos à saúde. A gradação deve considerar o cumprimento dos requisitos previstos nas Normas Regulamentadoras e na legislação aplicável. A nova redação também especifica critérios conforme a natureza do perigo. Para perigos físicos, químicos e biológicos, devem ser considerados o perfil de exposição ocupacional, valores de referência ou outros critérios estabelecidos na NR 09, além da eficácia das medidas de prevenção implementadas. Para fatores ergonômicos, incluindo os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, devem ser avaliadas as exigências da atividade e a eficácia das medidas preventivas. Já para os riscos decorrentes de acidentes, devem ser consideradas a exposição do trabalhador ao perigo e a eficácia das medidas de prevenção. A norma mantém a exigência de que, após a determinação dos níveis de risco, os riscos ocupacionais sejam classificados para identificar a necessidade de adoção ou manutenção de medidas de prevenção e elaboração do plano de ação. Também houve alteração nas situações que exigem a revisão da avaliação de riscos. Além das hipóteses já previstas, a nova redação inclui a revisão após solicitação justificada dos trabalhadores ou da CIPA, quando houver. Por fim, permanece a previsão de revisão da avaliação de riscos a cada dois anos, ou em situações específicas previstas na norma, e de prazo de até três anos para organizações que possuam certificações em sistema de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC
Agosto Lilás: Seconci-DF entra na última semana de campanha com 31 palestras e mais de 3,2 mil trabalhadores impactados

Palestra no canteiro da Vilella e Carvalho reforçou o papel dos homens na prevenção da violência contra a mulher e contou com a participação de instituições parceiras Na última semana do Agosto Lilás, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça as ações de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. Até o final do mês, serão realizadas 31 palestras em canteiros de obras, alcançando mais de 3,2 mil trabalhadores, em uma mobilização que conta com o apoio de instituições que integram a rede de proteção às mulheres. Um dos canteiros visitados foi da empresa parceira ao Seconci, Construtora Vilella e Carvalho que reuniu trabalhadores para discutir os diferentes tipos de violência contra a mulher, formas de prevenção e o papel dos homens no enfrentamento ao problema. A atividade faz parte do programa “Eu Protejo as Mulheres”, desenvolvido pelo Seconci-DF, com apoio de parceiros como a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF), as Secretarias de Estado de Justiça e da Mulher do Distrito Federal, aém do apoio institucional do Sinduscon-DF e do Sticombe, sindicatos patronal e laboral do setor da construção do DF, respectivamente. A palestra realizada no canteiro da Villela ficou sob responsabilidade do gerente dos Núcleos do Direito delas, Bruno Abreu dos Santos Carvalho, que reforcou a importância de levar essa discussão aos canteiros como forma de envolver os homens diretamente na prevenção. “Os homens são as pessoas que nós acreditamos que devem assumir esse papel de proteção, de cuidado, de conscientização. Não é uma guerra entre homens e mulheres. Na verdade, é a junção de homens e mulheres juntos para combater essa violência que tem acontecido contra as mulheres em todos os ambientes”, destacou. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, que também esteve na palestra realizada nesta quarta-feira, no Setor Noroeste, explica que o trabalho busca apresentar informações que muitas vezes ainda são desconhecidas pelos trabalhadores. “A gente passa informações importantíssimas sobre cada tipo de violência, o que fazer e como proceder. Muitas vezes, os homens nem sabem direito do que se trata. E é para eles que a gente tem que falar”, afirmou. A participação dos parceiros amplia a rede de orientação e proteção e fortalece o trabalho realizado nos canteiros. Ao levar profissionais e instituições especializadas para esses espaços, a campanha aproxima os trabalhadores dos serviços disponíveis e estimula a busca por ajuda diante de situações de violência. Com a campanha entrando em sua última semana, o Seconci-DF reforça que a conscientização deve ultrapassar o período do Agosto Lilás. A proposta é estimular trabalhadores a reconhecer diferentes formas de violência, romper com a naturalização de comportamentos abusivos e contribuir para ambientes mais seguros e respeitosos dentro e fora dos canteiros de obras. E também reforça que a instituição possui um serviço de acolhimento psicossocial à disposição dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas parceiras para casos de violência doméstica e familiar. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e apoiar, sem julgamentos. Telefone (61) 3399-1888 | (61) 981243486 | social@secnci-df.org.br Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF Leia mais sobre esse assunto: Trabalhadoras da construção reforçam importância do Agosto Lilás Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal
3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do DF reforça papel da prevenção e da atuação estratégica da CIPA

Evento reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança e representantes do setor para discutir prevenção de acidentes, gestão de riscos e enfrentamento ao assédio nos canteiros de obras Realizado nesta terça-feira (25/8), no auditório do Sinduscon-DF, o 3º Encontro de Cipeiros da Construção Civil do Distrito Federal reuniu trabalhadores, empresários, profissionais de segurança do trabalho e representantes de entidades do setor. O encontro discutiu o fortalecimento da prevenção de acidentes, a gestão de riscos e o enfrentamento ao assédio nos ambientes de trabalho. O Seconci-DF apoiou a iniciativa, promovida pelo Sinduscon-DF e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), como parte das ações previstas na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Na abertura, o diretor do Seconci-DF, José Antônio Bueno, destacou a importância da atuação dos cipeiros no cotidiano das obras e na construção de uma cultura permanente de segurança. “Mais do que cumprir uma exigência, uma CIPA atuante ajuda a criar uma verdadeira cultura da segurança, baseada no diálogo, na orientação e na responsabilidade de todos”, afirmou. Para José Antônio, a prevenção deve ser entendida como um investimento nas pessoas e nas próprias empresas. “Segurança é investimento. É respeito ao trabalhador, à sua família e também à própria empresa”. A programação contou com painéis sobre liderança, gestão de riscos operacionais e prevenção ao assédio. Os participantes também puderam aproveitar o Circuito do Bem-Estar Sesi Saúde com exames de aferição de pressão arterial, bioimpedância. além disso, a Casa do Construtor levou para o evento um simulador de treinamento para que os participantes pudessem viver na prática como funciona a utilização de equipamentos de segurança. Presidente do Sticombe Brasília, Raimundo Salvador da Costa Braz ressaltou que a realização anual do encontro representa uma conquista construída pelas entidades patronal e dos trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir das negociações entre os sindicatos e foi incorporada à Convenção Coletiva de Trabalho. “Aqui no Distrito Federal, nós tivemos essa grande conquista, que traz um equilíbrio enorme para as relações no nosso local de trabalho, nas nossas obras, com relação a essa questão de segurança e saúde nos nossos ambientes”, destacou. Raimundo também chamou atenção para os desafios enfrentados pela construção civil e para a necessidade de fortalecer a atuação dos cipeiros como multiplicadores da prevenção. Entre os riscos que exigem atenção permanente, citou escavações, choques elétricos e trabalho em altura. “Vocês estão aqui para ser as nossas vozes dentro do local de trabalho, as vozes de todos os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou aos participantes. Representando a Procuradoria Regional do Trabalho no Distrito Federal, a procuradora do Trabalho Karolina Mercante, integrante da Divisão de Meio Ambiente do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, destacou que a atuação da CIPA vai além da prevenção de acidentes. A comissão, segundo ela, também tem papel importante na promoção da saúde mental e no enfrentamento às diferentes formas de violência nas relações de trabalho. “A CIPA é um instrumento bipartite. Então, ela é uma externalização da democracia nas relações de trabalho”, afirmou. Karolina ressaltou ainda a importância de os cipeiros atuarem como canais de conscientização e denúncia, inclusive em situações de assédio moral e eleitoral. Para ela, a comissão deve contribuir tanto para orientar trabalhadores e empregadores quanto para acolher denúncias. “É importante que a CIPA seja esse canal, tanto de conscientização do trabalhador, do empregador, como canal de denúncia”, ressaltou. Membro da CIPA do Seconci-DF, a cirurgiã-dentista Juliana Franzone esteve no evento e elogiou os temas apresentados, além das discussões propostas pela organização. “Estive presente no 3º encontro de CIPEIROS e tive a oportunidade de assistir várias palestras importante. A CIPA funciona quando deixa de ser apenas um grupo que aponta problemas e passa a ser uma parte ativa da empresa, observando, ouvindo os colaboradores e buscando soluções”, concluiu. Texto: José Vinicius/Comunicação Seconci-DF