Nova NR-1: especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre as mudanças na norma 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trouxe mudanças importantes para a gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), especialmente com a inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). As novas diretrizes reforçam a necessidade de que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem esses riscos de forma integrada às demais ações de prevenção, promovendo ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Para esclarecer os principais pontos da norma, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reuniu especialistas do Seconci-DF, do Seconci-SP e da entidade para responder às dúvidas mais frequentes sobre a aplicação da NR-1.   Juliana Oliveira, gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF  Após o levantamento dos fatores de riscos psicossociais, a avaliação dos dados deve considerar a empresa como um conjunto único?  Juliana Oliveira: Não necessariamente. A compilação dos resultados deve respeitar a realidade da empresa e a forma como o trabalho é organizado. Em muitos casos, é mais adequado analisar os dados por GHE (Grupo Homogêneo de Exposição), função, setor ou atividade, pois diferentes grupos podem estar expostos a riscos psicossociais distintos. Essa abordagem torna a avaliação mais precisa e permite definir medidas preventivas mais eficazes.  Como fica a responsabilidade pela gestão dos riscos psicossociais quando há empresas terceirizadas atuando no mesmo ambiente de trabalho?  Juliana Oliveira: Cada empregador continua sendo responsável pela gestão dos riscos ocupacionais, inclusive os psicossociais, aos quais seus próprios trabalhadores estão expostos, conforme estabelece a NR-1. No entanto, em ambientes onde atuam várias empresas simultaneamente, como nos canteiros de obras, essa responsabilidade deve ser exercida de forma integrada. A contratante e as contratadas precisam cooperar entre si, compartilhando informações sobre os riscos existentes, coordenando as medidas de prevenção e garantindo que as ações adotadas sejam compatíveis com a realidade do ambiente de trabalho. Essa integração é essencial porque muitos fatores de riscos psicossociais, como falhas de comunicação, conflitos entre equipes, gestão das atividades e organização do trabalho, podem afetar trabalhadores de diferentes empresas que compartilham o mesmo local de trabalho.  Como você acha que a fiscalização do trabalho irá verificar se a empresa está atendendo às exigências da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais?  Juliana Oliveira: A fiscalização não deve se limitar à verificação da existência de um questionário ou de um relatório específico. O Auditor-Fiscal do Trabalho, dentro da lógica do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), avaliará se a empresa efetivamente incorporou os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho ao seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), observando se houve identificação dos perigos, avaliação e classificação dos riscos, definição e implementação de medidas de prevenção, elaboração do plano de ação e monitoramento da eficácia dessas medidas. Também poderá verificar se os trabalhadores participaram do processo de avaliação e se a gestão dos riscos está compatível com a realidade da organização do trabalho. Em outras palavras, será avaliado se a empresa realmente gerencia esses riscos e se as ações implementadas contribuem para melhorar as condições e a organização do trabalho.  A empresa precisa contratar um psicólogo para atender às exigências da NR-1?  Juliana Oliveira: Não. A NR-1 não estabelece a obrigatoriedade de contratação de psicólogo para atender às exigências relacionadas aos riscos psicossociais. O que a norma exige é que a empresa identifique, avalie e gerencie os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, utilizando uma metodologia tecnicamente fundamentada e compatível com a sua realidade. A escolha dos profissionais que irão conduzir esse processo deve considerar a competência técnica necessária para a metodologia adotada e para a correta integração dos resultados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).  É importante diferenciar a avaliação dos riscos psicossociais da assistência psicológica aos trabalhadores. A gestão dos riscos psicossociais tem caráter preventivo e faz parte do gerenciamento dos riscos ocupacionais. Já o atendimento psicológico é uma medida assistencial que pode ser adotada pela empresa quando necessário, mas não constitui uma exigência da NR-1.  Giancarlo Brandão, superintendente Ambulatorial do Seconci-SP  Como diferenciar um fator de risco psicossocial organizacional de uma questão individual do trabalhador?  Giancarlo Brandão: O risco psicossocial organizacional está diretamente ligado ao trabalho, devendo-se observar aspectos como metas, demandas, jornada de trabalho, ergonomia do posto de trabalho, relações interpessoais, suporte das lideranças e assédio. Já a questão individual está ligada à pessoa do trabalhador e ocorre por fatores que transcendem o ambiente laboral, tais como problemas familiares, endividamento, uso de álcool ou outras drogas, entre outros.  Qual o papel do médico do trabalho na identificação precoce dos agravos relacionados aos riscos psicossociais?  Giancarlo Brandão: O médico do trabalho atua como um elo estratégico entre o trabalhador e a empresa. Como responsável pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), sua intervenção precoce pode mudar o curso de um adoecimento. Quando o nexo com o trabalho é identificado, ele deve intervir junto aos gestores para propor melhorias organizacionais. Quando a questão extrapola os muros da empresa, seu papel consiste em acolher, orientar e encaminhar o trabalhador para o tratamento adequado, garantindo o suporte necessário.  Como integrar os dados de absenteísmo, afastamentos previdenciários e exames ocupacionais ao gerenciamento desses riscos?  Giancarlo Brandão: Ao analisar e cruzar os dados de absenteísmo, afastamentos previdenciários (FAP/NTEP) e exames ocupacionais, o médico do trabalho consegue identificar padrões epidemiológicos e mapear a causa raiz dos desfechos de saúde. Essa integração de dados fornece subsídios para alimentar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), permitindo que a empresa e a área médica atuem de forma assertiva, preventiva e imparcial na melhoria das condições de trabalho.  Até que ponto o aumento de casos de ansiedade, depressão e burnout pode ser considerado um indicador de falha na gestão dos riscos?  Giancarlo Brandão: Depende. Nem todo adoecimento mental possui nexo causal com o trabalho, podendo ser desencadeado por fatores extralaborais. Contudo, o aumento sistemático de casos deixa de ser uma questão pontual e passa a indicar falha na gestão de riscos quando se observa um padrão coletivo (comportamento epidemiológico) em determinados setores ou funções, sinalizando que as medidas de prevenção organizacionais falharam ou são inexistentes.  Quais os limites éticos e legais na

NR-35 passa a exigir treinamento presencial para trabalho em altura

Todos os treinamentos previstos na Norma Regulamentadora nº 35 (NR-35), que trata da segurança em trabalhos em altura, deverão ser realizados exclusivamente na modalidade presencial. A mudança foi estabelecida pela Portaria MTE nº 1.259/2026, publicada no Diário Oficial da União em 16 de julho, e entra em vigor imediatamente, com prazo de transição de um ano para adequação das empresas. Durante esse período, até 16 de julho de 2027, as organizações deverão regularizar os treinamentos iniciais realizados total ou parcialmente a distância. A norma determina que os trabalhadores que concluíram o curso integralmente em formato remoto façam novamente a capacitação presencial ou, nos casos de treinamento híbrido, completem a carga horária presencial exigida. A atualização também modifica dispositivos do Anexo III da NR-35, que trata das escadas de uso individual. Entre as novas exigências estão a realização de análise de risco específica para utilização de escadas fixas verticais, a avaliação da necessidade de adoção de Sistema de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), além da implementação de procedimentos operacionais e de verificações periódicas desses equipamentos. A norma prevê ainda um cronograma escalonado para organizações que possuem grande quantidade de escadas fixas verticais. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, as alterações reforçam a necessidade de uma gestão integrada dos riscos relacionados ao trabalho em altura. A prevenção de quedas passa a exigir a combinação de medidas como capacitação dos trabalhadores, planejamento das atividades, análises de risco, inspeções periódicas, supervisão, sistemas de ancoragem, equipamentos de proteção, procedimentos operacionais e planos de resgate. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Agenda para palestras do Agosto Lilás está aberta no Seconci-DF

Empresas parceiras já podem agendar ações gratuitas de conscientização nos canteiros de obras O Seconci-DF abriu a agenda para o agendamento de palestras do Agosto Lilás, campanha nacional dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. As atividades são oferecidas gratuitamente às empresas parceiras à instituição nos canteiros de obras e escritórios das empresas. As palestras são conduzidas pela equipe do Serviço Psicossocial do Seconci-DF, formada por assistente social e psicóloga, que abordam temas como os diferentes tipos de violência contra a mulher, sinais de alerta, formas de acolhimento, canais de denúncia e a importância da atuação das empresas na prevenção e no enfrentamento dessa realidade. A campanha conta com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal (SMDF), da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) e da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM/PCDF), fortalecendo a rede de proteção e conscientização voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar. Além disso, tem o apoio institucional do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe). As empresas interessadas podem solicitar o agendamento junto ao Serviço Psicossocial do Seconci-DF. As vagas são limitadas e serão preenchidas conforme a disponibilidade da agenda. Agende sua empresa pelos contatos abaixo: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF

Seconci-DF supera 84 mil atendimentos no primeiro ano da atual gestão

No dia primeiro de junho de 2026, o empresário Eduardo Aroeira Almeida completou um ano como presidente do Serviço Social da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). No período, foram realizados mais de 84 mil atendimentos nas áreas de medicina, odontologia, serviço psicossocial, além dos serviços de segurança do trabalho. Atualmente, a entidade reúne mais de 260 empresas e grupos empresariais associados, que representam cerca de 450 canteiros de obras na cidade. Para Eduardo Aroeira, os resultados do primeiro ano de gestão refletem o compromisso da entidade com a promoção da saúde e da segurança dos trabalhadores da construção civil. “Quando assumi a presidência do Seconci-DF, destaquei que esta seria uma oportunidade de atuar diretamente em favor do trabalhador da construção civil, colocando as pessoas no centro das decisões. Um ano depois, esse compromisso permanece como prioridade e se traduz em atendimentos, prevenção, assistência e apoio às empresas e aos profissionais do setor. O Seconci-DF cumpre um papel estratégico ao contribuir para ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e produtivos”, afirma. O levantamento reúne 7.798 consultas médicas em especialidades como clínica médica, ginecologia, urologia, oftalmologia e Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD); 12.950 consultas ocupacionais, entre exames admissionais, periódicos, demissionais, de retorno ao trabalho e de mudança de risco; 43.642 exames complementares; e 19.944 atendimentos odontológicos. Além disso, também contou com a instalação de duas salas de aula em canteiros de obras de empresas participantes do programa de alfabetização e cerca de 5.409 trabalhadores passaram pelo treinamento básico de segurança. Reconhecido por seu trabalho na promoção da segurança, da saúde ocupacional e da qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil, o Seconci-DF atua para promover ambientes saudáveis, seguros e com qualidade para aqueles que atuam no setor. Fonte: Profissionais do Texto

Treinamento Básico de Segurança no Seconci-DF

Empresas da construção civil contam com o apoio da instituição nos treinamentos de segurança e na realização dos programas ocupacionais Todo trabalhador, quando contratado para exercer alguma atividade na construção civil, especialmente em canteiros de obras, deve realizar o Treinamento Básico de Segurança previsto na Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18). A capacitação tem como objetivo preparar os profissionais para identificar riscos, adotar práticas seguras e contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis e com menor probabilidade de acidentes. No Seconci-DF, o treinamento possui carga horária de quatro horas. Durante a capacitação, os participantes recebem orientações sobre identificação de perigos, prevenção de acidentes, uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), comportamento seguro, responsabilidades de trabalhadores e empregadores e boas práticas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). A gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, destaca que a formação vai além do cumprimento da legislação e fortalece a cultura de prevenção dentro das empresas. “O treinamento estimula a participação ativa dos trabalhadores na identificação de situações de risco e na adoção de medidas preventivas, contribuindo para que a segurança seja uma responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos nas atividades desenvolvidas nos ambientes de trabalho”, afirma. Para o técnico de segurança do trabalho do Seconci-DF, Arimatea Leandro, ministrar o treinamento de segurança é uma oportunidade para compartilhar conhecimento e fortalecer a cultura da segurança. “Para muitos trabalhadores, esse é o primeiro contato com a prevenção de acidentes. É gratificante ver que o treinamento final de cada jornada. Conhecimento gera consciência. Consciência salva vidas”, conta. Benefício para empresas parceiras O Treinamento Básico de Segurança faz parte do conjunto de soluções oferecidas pelo Seconci-DF às empresas parceiras. Um dos diferenciais do serviço é a otimização do processo de admissão. No mesmo dia em que participa da capacitação, o trabalhador, quando a empresa possui o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) com o Seconci, pode realizar o exame admissional no mesmo dia. Ao final do dia, recebe o certificado de participação no treinamento e conclui a etapa necessária para a emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), proporcionando mais agilidade às empresas e aos trabalhadores. Empresas da construção civil com atuação no Distrito Federal podem contar com o Seconci-DF para a elaboração de programas de Segurança e Medicina do Trabalho, garantindo conformidade com a legislação e apoio técnico especializado. Entre os principais serviços oferecidos estão: Entre em contato e conheça todas as soluções do Seconci-DF para sua empresa: (61) 3399-1888 | seconci@seconci-df.org.br Sidney Rocha | Comunicação Seconci-DF

Unidade móvel odontológica do Seconci-DF leva atendimento aos colaboradores do CREA-DF

Parceria entre as instituições amplia o acesso à saúde bucal e reforça o compromisso com um setor da construção mais seguro, saudável e valorizado A unidade móvel odontológica do Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) atenderá, durante o mês de julho, os colaboradores do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (CREA-DF), fortalecendo uma parceria construída ao longo de anos em prol dos profissionais da construção civil e da engenharia. Luciana Marques Batista, assessora especial de Apoio à Gestão do CREA-DF destaca que receber a unidade móvel do  Seconci-DF na instituição durante este mês de atendimento tem sido uma experiência muito positiva. “A adesão dos nossos colaboradores aos serviços da unidade móvel odontológica tem sido muito boa, o que demonstra a importância de levar saúde e cuidado diretamente ao ambiente de trabalho. Agradecemos ao Seconci-DF por essa parceria e por contribuir com a qualidade de vida no setor “, completa. Mára Lúcia da Silva Campos, gerente de Odontologia do Seconci-DF reforça que a  presença da unidade móvel odontológica no CREA-DF permite levar atendimento de qualidade diretamente aos colaboradores da instituição, facilitando o acesso aos serviços de saúde bucal. “Estamos oferecendo procedimentos como restaurações, extrações, limpeza e ações de prevenção ao câncer bucal, reforçando o papel da odontologia na promoção da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores”, enfatiza. A Unidade Móvel Odontológica do Seconci-DF é um benefício disponibilizado às empresas parceiras, levando atendimento odontológico diretamente aos canteiros de obras e locais de trabalho. A iniciativa facilita o acesso dos trabalhadores aos cuidados com a saúde bucal, sem a necessidade de deslocamentos ou afastamentos das atividades. A equipe permanece no local até que todos os colaboradores interessados sejam atendidos, garantindo mais comodidade, prevenção e promoção da saúde para os trabalhadores da construção civil. Para saber mais sobre a Odontologia do Seconci-DF, ligue (61) 3399-1888 ou (61) 98166-6969. Para ficar por dentro das nossas novidades, acesse www.seconci-df.org.br 

Nova NR-10 atualiza regras para gestão dos riscos elétricos e entra em vigor em 2027

As empresas terão um ano para se adaptar às mudanças da nova Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10), que trata da segurança em instalações e serviços em eletricidade. Publicada pela Portaria MTE nº 737/2026. A atualização entra em vigor em junho de 2027 e reforça a adoção de uma gestão preventiva dos riscos elétricos, alinhada ao modelo de gerenciamento já incorporado por outras normas regulamentadoras, como a NR-1 e a NR-18. Uma das principais mudanças é a integração do risco elétrico ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A partir da nova norma, os riscos relacionados às instalações elétricas deverão constar no inventário de riscos e no plano de ação das empresas, seguindo a hierarquia de controle prevista na legislação: eliminação do perigo, adoção de medidas de proteção coletiva, medidas administrativas e, por último, utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs). A atualização também cria a faixa de Média Tensão, alterando o enquadramento de determinadas atividades e os requisitos de capacitação dos trabalhadores. Além disso, o risco de arco elétrico passa a integrar formalmente o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), exigindo análise de risco específica, definição da distância segura de trabalho e utilização de vestimentas e equipamentos de proteção compatíveis com cada nível de exposição. Outro ponto de destaque é a ampliação da obrigatoriedade do Dispositivo Diferencial-Residual (DDR), que passa a ser exigido em mais circuitos de áreas molhadas, como banheiros, cozinhas, lavanderias, garagens e tomadas externas. A norma também torna obrigatória a emissão de Permissão de Trabalho (PT) para atividades não rotineiras envolvendo eletricidade, vinculando cada intervenção à respectiva análise de risco, e redefine os critérios para o Prontuário das Instalações Elétricas (PIE), que passa a considerar o tipo de instalação, e não mais apenas a potência instalada. A nova NR-10 estabelece ainda a obrigatoriedade de ensaios periódicos em luvas, mangas e demais equipamentos isolantes utilizados também em baixa tensão, amplia a possibilidade de armazenamento digital da documentação técnica e reforça a necessidade de manter registros atualizados de projetos, inspeções, medições, capacitação dos trabalhadores e procedimentos de segurança. O objetivo é fortalecer a prevenção de acidentes e aprimorar a gestão dos riscos elétricos nas organizações. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Evento: Gestão de Riscos Ocupacionais aplicada à construção civil

Profissionais da construção civil, engenheiros, técnicos de segurança, gestores, empregadores e empresas do setor terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre gestão de riscos ocupacionais durante o evento “Gestão de Riscos Ocupacionais Aplicada à Construção Civil – Obrigações de Contratantes e Terceirizadas”, que será realizado no dia 30 de julho de 2026 (quinta-feira), das 13h15 às 17h, no Auditório do Sinduscon-DF, localizado no SIA, Trecho 2/3, 3º andar. A iniciativa reunirá especialistas e representantes de instituições ligadas à segurança e saúde do trabalho para discutir, de forma prática e objetiva, as principais responsabilidades legais das empresas, a aplicação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) na construção civil e o cumprimento das exigências previstas na Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18). Entre os temas que serão abordados estão: Programação 13h15 – Recepção e credenciamento 13h30 – Abertura do evento e composição da mesa 13h45 – PGR na indústria da construção: relação entre contratantes e contratadas e gestão de riscos em escavações 14h30 – Gestão do risco elétrico na indústria da construção: entendendo o capítulo 18.6 da NR-18 15h15 – Gestão do risco de trabalho em altura na indústria da construção: entendendo o capítulo 18.9 da NR-18 16h00 – Perguntas e respostas 16h30 – Encerramento, seguido de: Inscrições A participação é gratuita, com vagas limitadas. Os interessados devem realizar a inscrição no site da ABRAEST. O evento é organizado pelo Comitê Permanente Regional (CPR-DF) e conta com o apoio de diversas instituições parceiras, entre elas o Seconci-DF, Superintendência Regional do Trabalho no Distrito Federal, Auditoria Fiscal do Trabalho, Ministério Público do Trabalho (MPT), Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF), Serviço Social da Indústria (SESI-DF), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-DF), Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho (SINTEST-DF), Sindicato dos Engenheiros (SENGE-DF) e Federação da Indústrias de Brasília (FIBRA). Serviço Evento: Gestão de Riscos Ocupacionais Aplicada à Construção Civil – Obrigações de Contratantes e TerceirizadasData: 30 de julho de 2026 (quinta-feira)Horário: 13h15 às 17hLocal: Auditório do Sinduscon-DF – SIA, Trecho 2/3, 3º andarInscrições: Gratuitas, com vagas limitadas.

[Artigo] Proteger crianças e adolescentes é construir um futuro melhor para toda a sociedade

Por Roseane dos Santos | Assistente Social do Seconci-DF Há 36 anos, o Brasil dava um passo decisivo na garantia dos direitos da infância e da adolescência com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mais do que uma legislação, o ECA reafirmou que toda criança e todo adolescente são sujeitos de direitos e que sua proteção é uma responsabilidade compartilhada entre a família, a sociedade e o Estado. Essa conquista continua extremamente atual. Infelizmente, a violência doméstica e a violência sexual ainda fazem parte da realidade de muitas famílias brasileiras. Seus impactos ultrapassam as vítimas diretas, comprometendo o desenvolvimento de crianças e adolescentes, a saúde mental, os vínculos familiares e a qualidade de vida de todos que convivem nesse ambiente. Por isso, acolher, orientar e garantir o acesso à rede de proteção é uma missão que exige compromisso, sensibilidade e atuação integrada. No Seconci-DF, esse compromisso faz parte do nosso propósito de cuidar das pessoas. Por meio do Serviço Psicossocial, acolhemos trabalhadores da construção civil e seus familiares em situações de vulnerabilidade social, violência doméstica e violência sexual. Nosso trabalho envolve escuta qualificada, orientação, encaminhamentos e acompanhamento técnico, sempre respeitando a história, o tempo e as necessidades de cada pessoa. Em muitos desses atendimentos, crianças e adolescentes também precisam de proteção. Seja como vítimas diretas ou por viverem em lares marcados pela violência, elas necessitam de uma rede preparada para identificar sinais, oferecer acolhimento e garantir o acesso aos serviços especializados. Cada atendimento representa uma oportunidade de interromper ciclos de violência e contribuir para um futuro mais seguro. Mas nossa atuação não termina no atendimento individual. O Seconci-DF também promove ações educativas, campanhas de conscientização e iniciativas voltadas à promoção da saúde mental, da cidadania e da prevenção da violência nos canteiros de obras e nas empresas parceiras. Levar informação é fortalecer direitos. É incentivar que mais pessoas reconheçam situações de risco, saibam onde buscar ajuda e compreendam que proteger crianças e adolescentes é responsabilidade de todos. Neste aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente, renovamos nosso compromisso com a defesa dos direitos humanos e com a construção de uma sociedade onde crianças e adolescentes possam crescer livres da violência, com dignidade, proteção e oportunidades.

Seca no Distrito Federal exige atenção redobrada com a saúde dos olhos

Seconci-DF oferece atendimento oftalmológico gratuito para os trabalhadores da construção civil da cidade Com a chegada do inverno, iniciado em 21 de junho, o Distrito Federal entra no período mais seco do ano, marcado por baixa umidade relativa do ar, mudanças bruscas de temperatura, ventos intensos e maior concentração de poeira. Essas condições favorecem o aparecimento da síndrome do olho seco, causada pela redução da lubrificação da superfície ocular. Além disso, também é comum o aumento dos casos de conjuntivite alérgica, irritação ocular, sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e outros, que se não tratados da forma correta, podem resultar em complicações mais graves. Segundo o Censo 2022 do IBGE, cerca de 7,9 milhões de brasileiros possuem dificuldade severa para enxergar, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento oftalmológico. Entre os operários da construção civil, que permanecem expostos diariamente às condições climáticas e aos agentes presentes nos canteiros de obras, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos para prevenir complicações. Em Brasília, os trabalhadores contam com atendimento oftalmológico gratuito por meio do Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). Entre janeiro e maio de 2026, a entidade realizou mais de 260 atendimentos na especialidade. Os trabalhadores podem realizar diversos exames como avaliação da acuidade visual, refração quando indicada, biomicroscopia, tonometria para medida da pressão intraocular e exame do fundo de olho, conforme a necessidade clínica de cada paciente. As consultas contribuem para a identificação precoce de alterações na visão e para a promoção da saúde no ambiente de trabalho. “Nós cuidamos para que esse profissional seja acompanhado desde o exame admissional e com avaliações anuais”, aponta Maurício Nieto, gerente de medicina do Seconci-DF. Cuidados De acordo com Nieto, a prevenção é a principal aliada para reduzir os impactos da seca sobre a saúde ocular, principalmente dos trabalhadores da construção civil que estão constantemente expostos ao ambiente externo.  “A exposição prolongada ao sol, ao vento, à poeira e à baixa umidade aumenta significativamente o risco de irritações e do ressecamento ocular”, destaca. “Os cuidados passam por medidas simples, como utilizar corretamente os Equipamentos de Proteção Individual indicados para sua atividade, como óculos de segurança quando houver risco de partículas ou poeira e também óculos de sol com proteção UV nas atividades realizadas sob exposição solar. Além disso, é importante manter o organismo hidratado, evitar coçar os olhos, utilizar lágrimas artificiais quando indicadas por um profissional de saúde, evitar manipular os olhos com as mãos sujas e procurar atendimento especializado sempre que houver sintomas persistentes ou exposição a produtos químicos ou corpos estranhos”. O médico da entidade recomenda evitar a automedicação e utilizar colírios lubrificantes somente sob orientação médica e também realizar consultas de rotina ao longo do ano. “Em caso de dor intensa, secreção, piora da visão ou irritação prolongada, a indicação é procurar avaliação oftalmológica”, afirma Maurício. “Além disso, algumas doenças oculares, como o glaucoma, podem evoluir de forma silenciosa. Os atendimentos periódicos permitem o diagnóstico precoce, aumentam as chances de tratamento eficaz e contribuem para preservar a visão e a segurança nas atividades do dia a dia e do trabalho”. Qualidade de vida Os benefícios do acompanhamento oftalmológico também são percebidos pelas próprias pessoas que utilizam o serviço. Para muitos, manter os exames em dia é uma forma de preservar a saúde da visão e garantir mais segurança no dia a dia e no ambiente de trabalho. A auxiliar administrativa Edna Alves é uma das colaboradoras que realiza consultas periódicas no Seconci-DF. “Já realizo esse acompanhamento há algum tempo e sempre fui muito bem atendida pelos profissionais que cuidam da gente”. O operador de cremalheira Antônio Francisco também destaca a qualidade do atendimento. “Procurei o Seconci para fazer um exame de rotina depois que meus óculos quebraram. Já passei por outras consultas aqui e posso dizer que o atendimento está aprovado”, afirma. Já o técnico em eletrotécnica Valtomir Alves reforça a importância da prevenção e exames de rotina. “Eu sempre faço um mapeamento e acompanhamento. Todo ano venho conferir como está a minha vista e, desta vez, retornei para saber como está a saúde da minha visão”. Fonte: Profissionais do Texto