Seconci-DF inicia campanha Agosto Lilás nos canteiros de obras do Distrito Federal

Ação percorrerá 31 frentes de trabalho com alcance de mais 3 mil trabalhadores para falar sobre a prevenção da violência doméstica e familiar O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) iniciou, na segunda-feira, 3 de agosto, a campanha Agosto Lilás, que promove ações de conscientização e prevenção à violência doméstica e familiar nos canteiros de obras do Distrito Federal. Coordenada pelo Serviço Psicossocial da instituição, a iniciativa deverá percorrer 31 canteiros de obras, sensibilizando mais de 3 mil trabalhadores ao longo do mês de agosto. Realizada pelo segundo ano consecutivo, a campanha conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), da Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher/DF) e da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal (DIAM/PCDF). A proposta é ampliar o diálogo sobre a prevenção da violência, fortalecer a rede de proteção às mulheres e estimular os trabalhadores da construção civil a refletirem sobre seu papel na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, levar essa discussão aos canteiros de obras representa uma oportunidade de promover mudanças culturais e fortalecer o compromisso coletivo com o enfrentamento da violência. “É muito importante reforçar o papel de cada um dentro desse ciclo de violência ao qual as mulheres estão expostas. Quando reunimos tantos parceiros e trazemos esse assunto para um ambiente majoritariamente masculino, estamos quebrando tabus e contribuindo para uma sociedade mais segura e respeitosa para as mulheres“, destaca. Durante a abertura da campanha, a coordenadora do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM/PCDF) da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá, Juliana Salvador, ressaltou a importância de trabalhar a prevenção diretamente com o público masculino. “Quando orientamos uma mulher a sair de um relacionamento abusivo, muitas vezes ela já foi vítima de algum tipo de violência. Ao dialogarmos com os homens, atuamos antes que a violência aconteça. Estamos trabalhando diretamente na prevenção e impedindo que novos casos ocorram. Foi uma experiência muito positiva e pude perceber o interesse e a atenção dos trabalhadores durante toda a palestra“, comentou. Ao longo da campanha, representantes das instituições parceiras participarão das atividades, levando informações sobre prevenção, acolhimento, canais de denúncia e a atuação dos órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres. O objetivo é sensibilizar os trabalhadores para que reconheçam sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais segura, respeitosa e livre da violência. Conscientização que transforma Além das palestras, um dos momentos mais marcantes da campanha é o espaço destinado ao diálogo com os trabalhadores. Muitos compartilham experiências pessoais e relatam situações vividas por familiares ou pessoas próximas, evidenciando como a informação e a conscientização podem contribuir para romper ciclos de violência. O encarregado de obras José Ribamar da Rocha destacou que os exemplos recebidos dentro de casa foram fundamentais para a formação de seus valores. “Eu nunca vi meu pai agredir ou ofender minha mãe, nem minha mãe desrespeitar meu pai. Eles fizeram questão de nos ensinar a tratar as mulheres da nossa vida da mesma forma que gostaríamos que tratassem nossa mãe e nossas irmãs“, contou Ribamar. Para o servente Marcelino Moreira, a campanha reforça a importância do diálogo e do respeito dentro dos relacionamentos. “Tenho 40 anos de casado e sei que a convivência exige diálogo e respeito. A palestra mostrou o papel de cada um na prevenção da violência e trouxe orientações importantes para todos nós“, disse Marcelino. A campanha Agosto Lilás seguirá durante todo o mês de agosto, levando informação, conscientização e orientação aos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. A iniciativa reforça o compromisso do Seconci-DF com a promoção da saúde, da cidadania e da responsabilidade social, contribuindo para a construção de ambientes de trabalho mais conscientes e de uma sociedade cada vez mais comprometida com a proteção e o respeito às mulheres. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Artigo: Dia Nacional da Saúde: cuidar das pessoas é construir um futuro melhor

No dia 5 de agosto celebramos o Dia Nacional da Saúde, uma data que nos convida a refletir sobre um dos direitos mais fundamentais de todo cidadão: o acesso à saúde de qualidade. Mais do que uma comemoração, este é um momento para reafirmarmos nosso compromisso com a promoção da vida, da prevenção de doenças e da construção de uma sociedade mais justa e saudável. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantido por meio de políticas sociais e econômicas que promovam o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde. Esse princípio tornou o Brasil uma referência mundial ao instituir o Sistema Único de Saúde (SUS), um patrimônio da sociedade brasileira que transforma vidas diariamente. Mas a promoção da saúde vai além do atendimento médico. Ela também passa pela responsabilidade de empresas, instituições e trabalhadores na criação de ambientes seguros, saudáveis e humanizados. É nesse contexto que o Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci) exerce um papel essencial. Criado em São Paulo, em 1964, o modelo Seconci tornou-se referência nacional ao unir saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social em benefício dos trabalhadores da construção civil. No Distrito Federal, o Seconci-DF atua desde 1988, coincidindo com o ano em que a Constituição consolidou o direito universal à saúde. Desde então, nossa missão tem sido levar atendimento de qualidade, prevenção, promoção da saúde e bem-estar aos profissionais que constroem a capital do país. Tenho muito orgulho de presidir uma instituição que, todos os dias, transforma esse compromisso em ações concretas. São milhares de trabalhadores atendidos por meio de consultas médicas, odontológicas, psicossociais, programas preventivos, exames, ações educativas e iniciativas voltadas à segurança e à saúde nos canteiros de obras. Cuidar de quem constrói Brasília é uma missão que nos inspira e fortalece diariamente. Como brasiliense, acompanhei de perto o crescimento da nossa cidade e reconheço a contribuição indispensável dos trabalhadores da construção civil para o desenvolvimento do Distrito Federal. Valorizar esses profissionais significa reconhecer que o progresso só é possível quando as pessoas estão no centro das decisões. Neste Dia Nacional da Saúde, reforço que investir em saúde não é apenas cumprir uma obrigação legal. É um compromisso com a dignidade humana, com a produtividade, com a sustentabilidade das empresas e com o desenvolvimento do nosso país. Aproveito esta data para convidar as empresas da construção civil que ainda não conhecem o trabalho do Seconci-DF a se aproximarem da nossa instituição. Juntos, podemos ampliar o alcance dessa importante obra social e fortalecer uma cultura de prevenção, segurança e cuidado com as pessoas. A saúde é um patrimônio coletivo. E cuidar de quem trabalha é, acima de tudo, construir um futuro mais humano, mais seguro e mais próspero para todos. Artgo escrito por Eduardo Aroeira Almeida | Presidente do Seconci-DF
Gestão de Riscos Ocupacionais reúne especialistas e reforça a importância da prevenção nos canteiros de obras

Encontro no DF reúne representantes dos trabalhadores, empregadores e governo para debater Segurança e Saúde no Trabalho O Comitê Permanente Regional do Distrito Federal (CPR-DF), com apoio de diversas instituições do setor, entre elas o Seconci-DF, promoveu um encontro com o objetivo de discutir, de forma prática, as responsabilidades legais das empresas, a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e os principais desafios relacionados às atividades de escavação, risco elétrico e trabalho em altura. Com o tema “Gestão de Riscos Ocupacionais aplicada à construção civil – Obrigações da contratante e terceirizadas”, o evento integrou as ações em alusão ao Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, celebrado em 27 de julho. Na abertura, o coordenador do CPR-DF e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe), Raimundo Salvador da Costa Braz, agradeceu o empenho das instituições que compõem o Comitê na realização do encontro e destacou a importância da iniciativa. Segundo Salvador, é um desafio permanente discutir temas que há anos preocupam o setor, especialmente diante do número de acidentes relacionados aos assuntos abordados durante as palestras. “Precisamos debater esses temas com muita responsabilidade e transparência, envolvendo trabalhadores, empregadores e o governo, para que possamos construir medidas realmente eficientes e reduzir a quantidade de acidentes. O CPR-DF está diariamente preocupado em buscar essas soluções”, afirmou. Representando o Seconci-DF e o Sinduscon-DF, o diretor José Antônio Bueno Magalhães ressaltou o papel das instituições no apoio às empresas por meio de ações voltadas à promoção da saúde, da segurança e da prevenção de acidentes. “A presença de todos neste evento demonstra o compromisso do setor com a melhoria contínua da segurança e da qualidade de vida dos trabalhadores. A construção civil evoluiu muito nos últimos anos e, hoje, falar em gestão de riscos ocupacionais é falar em planejamento, responsabilidade e prevenção. É proteger vidas, preservar as empresas e construir ambientes de trabalho cada vez mais seguros”, destacou. Gestão de riscos como ferramenta estratégica A gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira, esteve no evento e destacou que a gestão de riscos vai além do cumprimento das exigências legais e deve ser encarada como uma estratégia permanente para proteger vidas, prevenir acidentes e fortalecer a cultura de segurança nas empresas. Ela também ressaltou que, no setor da construção civil, esse processo pode ser fortalecido com o apoio técnico oferecido pelo Seconci-DF. Para Juliana, iniciativas como essa fortalecem o diálogo entre as instituições e contribuem para a construção de ambientes de trabalho mais seguros. “Eventos como este, fundamentados no compromisso com a proteção e o cuidado do trabalhador durante suas atividades nos canteiros de obras, são sempre bem-vindos. Eles demonstram que existem pessoas e instituições comprometidas em garantir a integridade, a segurança e a saúde nos ambientes de trabalho”, afirmou. Ao reunir representantes dos trabalhadores, empregadores, órgãos de fiscalização e entidades do setor, o encontro reforçou a importância da atuação integrada para consolidar uma cultura de prevenção na construção civil. A troca de experiências e o diálogo entre os diferentes atores evidenciaram que uma gestão eficiente dos riscos ocupacionais depende do comprometimento coletivo, contribuindo para ambientes de trabalho mais seguros e para o fortalecimento do cumprimento das Normas Regulamentadoras. Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Agosto Lilás: campanha do Seconci-DF levará ações de prevenção à violência doméstica a 31 canteiros de obras

Objetivo é conscientizar os trabalhadores sobre o papel de cada um para enfrentamento ao problema e como agir em casos próximos Mais de 3 mil trabalhadores da construção civil devem ser alcançados pela campanha Agosto Lilás – Mês de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar, promovida pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). Ao longo do próximo mês, a iniciativa percorrerá 31 canteiros de obras de empresas parceiras em diferentes regiões do Distrito Federal com ações de conscientização, orientação e prevenção à violência contra a mulher. A campanha integra um trabalho permanente desenvolvido pelo serviço psicossocial do Seconci-DF que, durante todo o ano, realiza palestras educativas, atendimentos individuais a trabalhadores, trabalhadoras e seus familiares, além de encaminhamentos à rede de proteção sempre que necessário como forma de proteger e evitar casos de violência dentro do setor da construção ou com pessoas ligadas aos trabalhadores que atuam no setor. Para a assistente social do Seconci-DF, Roseane dos Santos, iniciativas como o Agosto Lilás são fundamentais para ampliar o debate sobre o tema e transformar os trabalhadores em aliados no enfrentamento à violência contra a mulher. “Nós temos a campanha ‘Eu Protejo as Mulheres‘, que já percorreu canteiros de obras em praticamente todas as regiões do Distrito Federal, abordando o tema com os trabalhadores e quebrando preconceitos. Também utilizamos casos reais para mostrar que o combate à violência é responsabilidade de toda a sociedade e, no nosso caso, também dos trabalhadores que são nosso público”, explica. Segundo Roseane, além de conscientizar, o trabalho busca orientar mulheres que vivenciam situações de violência e mostrar que existem caminhos para romper esse ciclo. “A violência pode acontecer dentro da nossa casa, entre familiares e pessoas próximas e, muitas vezes, as vítimas não sabem como agir nem onde procurar ajuda. O papel do Seconci é despertar a consciência de que elas não estão sozinhas, fazer o acolhimento, orientar, realizar os encaminhamentos necessários e apresentar os canais disponíveis para acolher e proteger quem enfrenta essa realidade”, afirma. O atendimento psicossocial oferecido pelo Seconci-DF já ajudou diversas trabalhadoras a romper o ciclo da violência. Uma delas é Antônia Pâmela Soares, que procurou apoio após sofrer ameaças do então companheiro. “Naquele dia, quando fui ameaçada com uma faca, percebi que não podia mais continuar vivendo daquela forma. Foi o meu basta. Com a orientação do técnico de segurança Solano Ferreira, procurei o atendimento psicossocial do Seconci-DF e encontrei o apoio de que precisava”, relata. Após o acolhimento, Antônia recebeu orientação especializada e foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela proteção das mulheres. “A Roseane me acolheu, fez os encaminhamentos para o Comitê de Proteção à Mulher (SecMulher) e para a Polícia Militar, e tudo aconteceu muito rápido. Mesmo depois da medida protetiva, ainda sofri outra ameaça, mas meu ex-companheiro foi preso”, conta. Mulheres em situação de violência doméstica podem procurar diretamente o Seconci-DF para solicitar atendimento. Durante a campanha, representantes de instituições parceiras também participarão das ações nos canteiros de obras, reforçando a rede de orientação e acolhimento às vítimas. Estarão presentes a Secretaria de Estado da Mulher e da Justica do DF, representantes da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/PCDF), além do apoio institucional do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sticombe). Projeto mobiliza trabalhadores pela proteção das mulheres O projeto “EU PROTEJO AS MULHERES” é uma iniciativa do Seconci-DF, desenvolvida em parceria com o Sinduscon-DF, o Sticombe, a Secretaria de Estado da Mulher, a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). A proposta é conscientizar, prevenir e combater a violência contra a mulher no setor da construção civil, promovendo uma cultura de respeito, responsabilidade e proteção dentro e fora dos ambientes de trabalho. As ações incluem palestras educativas nos canteiros de obras, distribuição do selo “EU PROTEJO AS MULHERES”, incentivo ao envolvimento das famílias e atendimento psicossocial especializado para vítimas, familiares e possíveis agressores, com encaminhamento à rede de proteção quando necessário. O projeto busca transformar cada trabalhador em um agente de proteção, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher é um compromisso coletivo e uma responsabilidade de toda a sociedade. Conheça os 6 tipos de violência doméstica e familiar Clique em cada tipo para entender o significado e conhecer exemplos. 👊 Violência Física + O que é? Qualquer ação que cause dano ao corpo ou à saúde da mulher. Exemplos Empurrões Tapas, socos e chutes Estrangulamento Queimaduras Lesões com objetos ou armas 🧠 Violência Psicológica + O que é? Condutas que causem sofrimento emocional, diminuam a autoestima ou controlem as decisões e a liberdade da mulher. Exemplos Ameaças Humilhações constantes Chantagem emocional Controle do celular e redes sociais Isolamento da família e amigos Perseguição (stalking) 🛑 Violência Sexual + O que é? Obrigar ou constranger a mulher a participar de qualquer ato sexual contra sua vontade. Exemplos Estupro marital Obrigar relações sexuais Impedir uso de contraceptivos Forçar gravidez ou aborto Exploração sexual 💳 Violência Patrimonial + O que é? Controlar, destruir, reter ou subtrair bens, documentos, dinheiro ou recursos da mulher. Exemplos Tomar salário Reter documentos Destruir objetos pessoais Impedir a mulher de trabalhar Danificar bens 🗣️ Violência Moral + O que é? Qualquer conduta que atinja a honra, dignidade ou reputação da mulher. Exemplos Calúnia Difamação Injúria Acusações falsas Xingamentos e ofensas públicas 👨👩👧 Violência Vicária + NOVA FORMA PREVISTA EM LEI Violência praticada contra filhos, familiares, pessoas próximas ou animais de estimação com o objetivo de causar sofrimento, controlar ou atingir psicologicamente a mulher. Exemplos Ameaçar os filhos Agredir crianças para atingir a mãe Impedir o convívio com os filhos Ferir ou matar animal de estimação Agredir familiares para causar sofrimento Importante Uma mulher pode sofrer mais de um tipo de violência ao mesmo tempo. Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, denuncie. Ligue 180 ou procure a rede de proteção da sua cidade. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
MPT-DF e Getrin-10 promovem audiência pública sobre prevenção de acidentes no trabalho em altura

Encontro ocorre na próxima terça-feira (28.7), no auditório da PRT10 O Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF), representado pelos procuradores Marici Coelho de Barros Pereira e Leomar Daroncho, e o Grupo de Trabalho Interinstitucional do Tribunal Regional do Trabalho da 10ªRegião (Getrin-10) realizam, na próxima terça-feira (28.7), a audiência pública Prevenção de Acidentes Graves e Fatais no Trabalho em Altura no Distrito Federal. O encontro, marcado para as 14h, ocorre no auditório da Sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ªRegião, em Brasília-DF. O objetivo da audiência é articular medidas estratégicas e ações amplas para prevenir acidentes nas atividades que envolvem trabalho em altura em todo o DF, com envolvimento de outros órgãos, instituições e sindicatos, tendo em vista o crescimento exponencial no número de acidentes fatais no nos últimos anos. O MPT-DF e o Getrin-10 convidam todas e todos a participarem do debate. Serviço Audiência Pública Prevenção de Acidentes Graves e Fatais no Trabalho em Altura no Distrito Federal Quando: 28 de julho, às 14h Onde: Auditório da Sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região – Setor de Edifícios Públicos Norte (SEPN) 711/911, Módulo A
Seconci-DF lança projeto “Construindo Histórias”

Iniciativa busca destacar trajetórias de trabalhadores da construção civil atendidos nas áreas de atuação do serviço social do setor O Seconci-DF lançou o projeto Construindo Histórias, uma iniciativa que reúne depoimentos de trabalhadores da construção civil atendidos pela instituição e evidencia o impacto das ações desenvolvidas nas áreas de saúde, segurança do trabalho, odontologia, assistência psicossocial e educação. A série mensal apresenta relatos de pessoas que tiveram suas vidas transformadas a partir dos serviços oferecidos pelo Seconci-DF, mostrando que o cuidado com o trabalhador vai além dos atendimentos realizados diariamente. O objetivo é dar visibilidade às histórias de superação, acolhimento e desenvolvimento vivenciadas por quem constrói o Distrito Federal. A gerente geral do Seconci-DF, Geórgia Grace Bernardes, ressalta a importância de dar visibilidade para o trabalhador atendido. De acordo com ela, é uma forma de mostrar o resultado da obra social feita pela instituição que transforma vidas há quase quatro décadas. “Muito além da enorme e evidente importância de publicarmos preciosos depoimentos sobre o valor da missão primordial do Seconci de levar bem-estar em diversas dimensões da vida do trabalhador da construção, o projeto ‘Construindo Histórias’ vai irradiar partilhas inspiradoras e polinizadoras para todas as partes interessadas reconhecerem o potencial transformador que lhe é próprio nesses entrelaçamentos de cuidados, pessoas, vivências e entregas”, explicou Geórgia. O primeiro episódio traz o depoimento do trabalhador Dyêgo dos Santos, paciente atendido pelo serviço psicossocial do Seconci-DF, que compartilha como o apoio recebido pela instituição contribuiu para superar o vício em drogas. “Foi durante uma palestra com a assistente social Roseane. Ela disse que quem tivesse algum problema podia falar com ela e eu falei. Essa foi a decisão mais importante da minha vida e já são sete anos longe das drogas”, conta Dyêgo. Os episódios serão publicados mensalmente nos canais oficiais da instituição, reunindo histórias reais que demonstram, na prática, como os serviços oferecidos pelo Seconci-DF contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, da responsabilidade social e do fortalecimento do setor da construção civil. O primeiro episódio de Construindo Histórias já está disponível e pode ser acessado na página oficial do projeto:https://www.seconci-df.org.br/construindo_historias/ Sidney rocha/Comunicação Seconci-DF
Na mídia: unidades móveis de odontologia do Seconci-DF são destaque na Globo

Durante o Bom dia DF, A gerente da área falou sobre o serviço que leva saúde bucal para as obras O trabalho social feito pelo Seconci-DF foi destaque no jornal Bom dia DF, da TV Globo. Na manhã desta sexta-feira, 24 de julho, a equipe de TV acompanhou o atendimento realizado dentro de um canteiro de obra no Jardim Botânico. Com entrada ao vivo, a gerente de odontologia do Seconci-DF, Mára Lúcia Campos, ressaltou a importância do serviço, quem pode usar e quais são os requisitos necessários para que as empresas possam ter esse benefício dentro dos canteiros de obras das empresas. Confira: Veja mais: https://globoplay.globo.com/v/14808387/
O cuidado que começa pela boca e protege todo o organismo

Quando falamos em saúde bucal, muitas pessoas ainda associam esse cuidado apenas à estética ou à manutenção de um sorriso bonito. No entanto, a odontologia moderna já demonstrou que a saúde da boca está diretamente ligada ao funcionamento de todo o organismo. Cuidar dos dentes e da gengiva é, acima de tudo, cuidar da saúde como um todo. Quando a higiene bucal é negligenciada, bactérias se proliferam e provocam doenças como cáries, gengivite e periodontite. Se não forem tratadas, essas infecções podem ultrapassar os limites da cavidade bucal e alcançar a corrente sanguínea, contribuindo para o desenvolvimento ou agravamento de diversas doenças. Por isso, a prevenção deve ser encarada como o principal instrumento de promoção da saúde. Medidas simples, como escovar os dentes corretamente após as refeições, utilizar o fio dental diariamente, reduzir o consumo excessivo de açúcar e realizar consultas periódicas ao cirurgião dentista do Seconci, são capazes de evitar problemas de saúde que vão além da boca e proporcionar mais qualidade de vida. Na construção civil, essa atenção ganha ainda mais importância. O trabalhador depende de sua saúde para exercer suas atividades com segurança, produtividade e bem-estar. Uma dor de dente, uma infecção ou uma doença bucal avançada podem comprometer o desempenho profissional, provocar afastamentos e impactar diretamente a qualidade de vida do trabalhador e de sua família. É justamente nesse contexto que o Seconci-DF atua no tratamento de diversas doenças bucais e na atenção com a qualidade de vida dos trabalhadores da construção civil. Nossa atuação vai muito além do tratamento odontológico. Trabalhamos diariamente com orientações sobre higiene bucal, avaliações clínicas, atendimento no próprio canteiro de obra e campanhas que incentivam hábitos saudáveis dentro e fora dos canteiros de obras. Outro aspecto que merece destaque é o diagnóstico precoce do câncer de boca. Consultas odontológicas regulares possibilitam identificar lesões suspeitas ainda em fases iniciais, aumentando significativamente as chances de tratamento e cura. Muitas vezes, uma simples avaliação clínica pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa. A saúde bucal deve fazer parte da rotina de autocuidado de cada trabalhador e também de sua família. Quando levamos esse conhecimento para dentro das obras, ele ultrapassa o local de trabalho e chega até a casa do trabalhador, multiplicamos bons hábitos, prevenindo doenças e possibilitando mais saúde e qualidade de vida para o trabalhador e seus familiares. Artigo escrito por Mára Lúcia Campos | Gerente de odontologia do Seconci-DF
Nova NR-1: especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre as mudanças na norma

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trouxe mudanças importantes para a gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), especialmente com a inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). As novas diretrizes reforçam a necessidade de que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem esses riscos de forma integrada às demais ações de prevenção, promovendo ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Para esclarecer os principais pontos da norma, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reuniu especialistas do Seconci-DF, do Seconci-SP e da entidade para responder às dúvidas mais frequentes sobre a aplicação da NR-1. Juliana Oliveira, gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF Após o levantamento dos fatores de riscos psicossociais, a avaliação dos dados deve considerar a empresa como um conjunto único? Juliana Oliveira: Não necessariamente. A compilação dos resultados deve respeitar a realidade da empresa e a forma como o trabalho é organizado. Em muitos casos, é mais adequado analisar os dados por GHE (Grupo Homogêneo de Exposição), função, setor ou atividade, pois diferentes grupos podem estar expostos a riscos psicossociais distintos. Essa abordagem torna a avaliação mais precisa e permite definir medidas preventivas mais eficazes. Como fica a responsabilidade pela gestão dos riscos psicossociais quando há empresas terceirizadas atuando no mesmo ambiente de trabalho? Juliana Oliveira: Cada empregador continua sendo responsável pela gestão dos riscos ocupacionais, inclusive os psicossociais, aos quais seus próprios trabalhadores estão expostos, conforme estabelece a NR-1. No entanto, em ambientes onde atuam várias empresas simultaneamente, como nos canteiros de obras, essa responsabilidade deve ser exercida de forma integrada. A contratante e as contratadas precisam cooperar entre si, compartilhando informações sobre os riscos existentes, coordenando as medidas de prevenção e garantindo que as ações adotadas sejam compatíveis com a realidade do ambiente de trabalho. Essa integração é essencial porque muitos fatores de riscos psicossociais, como falhas de comunicação, conflitos entre equipes, gestão das atividades e organização do trabalho, podem afetar trabalhadores de diferentes empresas que compartilham o mesmo local de trabalho. Como você acha que a fiscalização do trabalho irá verificar se a empresa está atendendo às exigências da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais? Juliana Oliveira: A fiscalização não deve se limitar à verificação da existência de um questionário ou de um relatório específico. O Auditor-Fiscal do Trabalho, dentro da lógica do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), avaliará se a empresa efetivamente incorporou os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho ao seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), observando se houve identificação dos perigos, avaliação e classificação dos riscos, definição e implementação de medidas de prevenção, elaboração do plano de ação e monitoramento da eficácia dessas medidas. Também poderá verificar se os trabalhadores participaram do processo de avaliação e se a gestão dos riscos está compatível com a realidade da organização do trabalho. Em outras palavras, será avaliado se a empresa realmente gerencia esses riscos e se as ações implementadas contribuem para melhorar as condições e a organização do trabalho. A empresa precisa contratar um psicólogo para atender às exigências da NR-1? Juliana Oliveira: Não. A NR-1 não estabelece a obrigatoriedade de contratação de psicólogo para atender às exigências relacionadas aos riscos psicossociais. O que a norma exige é que a empresa identifique, avalie e gerencie os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, utilizando uma metodologia tecnicamente fundamentada e compatível com a sua realidade. A escolha dos profissionais que irão conduzir esse processo deve considerar a competência técnica necessária para a metodologia adotada e para a correta integração dos resultados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). É importante diferenciar a avaliação dos riscos psicossociais da assistência psicológica aos trabalhadores. A gestão dos riscos psicossociais tem caráter preventivo e faz parte do gerenciamento dos riscos ocupacionais. Já o atendimento psicológico é uma medida assistencial que pode ser adotada pela empresa quando necessário, mas não constitui uma exigência da NR-1. Giancarlo Brandão, superintendente Ambulatorial do Seconci-SP Como diferenciar um fator de risco psicossocial organizacional de uma questão individual do trabalhador? Giancarlo Brandão: O risco psicossocial organizacional está diretamente ligado ao trabalho, devendo-se observar aspectos como metas, demandas, jornada de trabalho, ergonomia do posto de trabalho, relações interpessoais, suporte das lideranças e assédio. Já a questão individual está ligada à pessoa do trabalhador e ocorre por fatores que transcendem o ambiente laboral, tais como problemas familiares, endividamento, uso de álcool ou outras drogas, entre outros. Qual o papel do médico do trabalho na identificação precoce dos agravos relacionados aos riscos psicossociais? Giancarlo Brandão: O médico do trabalho atua como um elo estratégico entre o trabalhador e a empresa. Como responsável pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), sua intervenção precoce pode mudar o curso de um adoecimento. Quando o nexo com o trabalho é identificado, ele deve intervir junto aos gestores para propor melhorias organizacionais. Quando a questão extrapola os muros da empresa, seu papel consiste em acolher, orientar e encaminhar o trabalhador para o tratamento adequado, garantindo o suporte necessário. Como integrar os dados de absenteísmo, afastamentos previdenciários e exames ocupacionais ao gerenciamento desses riscos? Giancarlo Brandão: Ao analisar e cruzar os dados de absenteísmo, afastamentos previdenciários (FAP/NTEP) e exames ocupacionais, o médico do trabalho consegue identificar padrões epidemiológicos e mapear a causa raiz dos desfechos de saúde. Essa integração de dados fornece subsídios para alimentar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), permitindo que a empresa e a área médica atuem de forma assertiva, preventiva e imparcial na melhoria das condições de trabalho. Até que ponto o aumento de casos de ansiedade, depressão e burnout pode ser considerado um indicador de falha na gestão dos riscos? Giancarlo Brandão: Depende. Nem todo adoecimento mental possui nexo causal com o trabalho, podendo ser desencadeado por fatores extralaborais. Contudo, o aumento sistemático de casos deixa de ser uma questão pontual e passa a indicar falha na gestão de riscos quando se observa um padrão coletivo (comportamento epidemiológico) em determinados setores ou funções, sinalizando que as medidas de prevenção organizacionais falharam ou são inexistentes. Quais os limites éticos e legais na
NR-35 passa a exigir treinamento presencial para trabalho em altura

Todos os treinamentos previstos na Norma Regulamentadora nº 35 (NR-35), que trata da segurança em trabalhos em altura, deverão ser realizados exclusivamente na modalidade presencial. A mudança foi estabelecida pela Portaria MTE nº 1.259/2026, publicada no Diário Oficial da União em 16 de julho, e entra em vigor imediatamente, com prazo de transição de um ano para adequação das empresas. Durante esse período, até 16 de julho de 2027, as organizações deverão regularizar os treinamentos iniciais realizados total ou parcialmente a distância. A norma determina que os trabalhadores que concluíram o curso integralmente em formato remoto façam novamente a capacitação presencial ou, nos casos de treinamento híbrido, completem a carga horária presencial exigida. A atualização também modifica dispositivos do Anexo III da NR-35, que trata das escadas de uso individual. Entre as novas exigências estão a realização de análise de risco específica para utilização de escadas fixas verticais, a avaliação da necessidade de adoção de Sistema de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), além da implementação de procedimentos operacionais e de verificações periódicas desses equipamentos. A norma prevê ainda um cronograma escalonado para organizações que possuem grande quantidade de escadas fixas verticais. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, as alterações reforçam a necessidade de uma gestão integrada dos riscos relacionados ao trabalho em altura. A prevenção de quedas passa a exigir a combinação de medidas como capacitação dos trabalhadores, planejamento das atividades, análises de risco, inspeções periódicas, supervisão, sistemas de ancoragem, equipamentos de proteção, procedimentos operacionais e planos de resgate. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC