MTE lança Canpat 2026 com foco na prevenção de riscos psicossociais no trabalho

Campanha é lançada juntamente com novo manual sobre o GRO da NR-1 e curso EAD sobre riscos psicossociais voltado ao público em geral Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou, nesta terça-feira (7), a cerimônia de lançamento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat) 2026. Com o tema “Pela Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho”, a iniciativa reforça a importância da promoção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis, com atenção especial à saúde mental dos trabalhadores. Durante o evento, foi oficialmente lançado o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1 — Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), elaborado pelo MTE, que orienta empregadores e profissionais sobre a implementação das diretrizes relacionadas à gestão de riscos, incluindo os fatores psicossociais no ambiente de trabalho. Também foi divulgada a oferta do Curso sobre Riscos Psicossociais no Meio Ambiente do Trabalho, voltado ao público geral. A capacitação será realizada na plataforma da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho (ENIT), em formato EAD e assíncrono, com emissão de certificado, ampliando o acesso à informação e à qualificação sobre o tema. Riscos psicossociais no trabalho Na cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a relevância do tema para o mundo do trabalho contemporâneo. O ministro destacou que a promoção de ambientes de trabalho saudáveis passa, necessariamente, pelo reconhecimento e enfrentamento dos riscos psicossociais, e que essa é uma agenda prioritária para garantir dignidade e qualidade de vida aos trabalhadores. “Nós precisamos de todos irmanados num processo de melhoria sistêmica do ambiente de trabalho. Só isso poderá levar, de fato, a um processo de fortalecimento de trabalhadores e trabalhadoras que não permita, a partir do ambiente de trabalho eventualmente hostil, levar ao adoecimento”, afirmou o ministro. O diretor de Segurança e Saúde do Trabalho do MTE, Alexandre Scarpelli, destacou que, conforme os dados conjugados do MTE, da Previdência e do INSS, os transtornos mentais e comportamentais cresceram 134% nos últimos dois anos e que, só no ano passado, cerca de meio milhão de trabalhadores foram afastados por ansiedade, depressão e episódios relacionados ao estresse no trabalho. “Precisamos fortalecer uma cultura de prevenção que nasce do conhecimento. A orientação salva vidas”, afirmou. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Alexandre de Souza Agra Belmonte, ressaltou a importância de cultivar um ambiente de trabalho saudável. “Situações como assédio, sobrecarga de trabalho, metas abusivas, falta de autonomia, discriminação e insegurança no emprego são suscetíveis de minar a autoconfiança do trabalhador e nele instalar cansaço crônico ou ainda ataques de pânico como gatilhos para doenças psicossociais”. O diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil, Vinícius Pinheiro, pontuou que o risco psicossocial não se resume ao estresse individual e está relacionado com o modo como o trabalho é organizado e gerido. “Ignorar o ambiente social não é apenas uma falha ética, é também um erro estratégico de gestão”, disse. A Procuradora do Trabalho, Gisela Nabuco, destacou a importância das atualizações na norma do MTE que trata do Gerenciamento de Riscos Pscicossociais (GRO). “A NR-1 não é uma carta de intenções. É fundamental preservar sua força normativa e assegura a observância de suas disposições”, afirmou. Atuação do Seconci-DF alinhada às diretrizes nacionais Em sintonia com as diretrizes da Canpat 2026, o Seconci-DF desenvolveu metodologia já disponível às empresas parceiras para levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. A ideia é promover a saúde integral do trabalhador, com foco na prevenção e no gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo os fatores psicossociais relacionados ao ambiente laboral. As empresas interessadas em realizar o levantamento dos riscos psicossociais junto ao Seconci podem entrar em contato com a instituição pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 247 para mais informações. Sobre a Canpat A Canpat 2026 prevê a realização de diversas ações ao longo do ano com o objetivo de sensibilizar empregadores, trabalhadores e a sociedade sobre a importância da prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego/Foto: Matheus Itacaramby/MTE

Artigo: O que a lei não vê, o setor da construção já faz

O Congresso Nacional conduz audiências públicas sobre a proposta de emenda constitucional que pode pôr fim à escala 6×1. Em 4 de março, o Senado aprovou a urgência da matéria, estendendo o prazo para 20 dias, texto que recebeu a sanção presidencial em março. São mudanças de grande alcance trabalhista no Legislativo e que impactam a construção civil, principal motor da economia do Distrito Federal. Este artigo trata do debate um tanto pouco considerado no processo político: antes de legislar, o setor já implementa ações relevantes para o trabalhador. Desde 1988, a construção civil mantém o Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF), integrado a um sistema atuante em outros estados. Ele tem sua criação em 1964, em São Paulo. Em razão do sucesso alcançado, foi implantado na capital federal pelos empresários em parceria com o sindicato dos trabalhadores. O Seconci-DF cuida da saúde, da segurança e do bem-estar dos trabalhadores dos canteiros e de suas famílias. É uma iniciativa voluntária estabelecida na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Por meio da entidade, os trabalhadores têm acesso a programas de alfabetização, a diversos serviços médicos assistenciais e ocupacionais, de segurança do trabalho, de odontologia, além de atendimento psicossocial. Já as empresas têm apoio e suporte para o cumprimento das obrigações legais quanto à segurança e à saúde do trabalho. Essas iniciativas não substituem a legislação trabalhista, mas demonstram que o setor desenvolve soluções próprias, relevantes para esse debate. A pergunta que parece sem resposta é: na hora de votar novos dispositivos trabalhistas, esse esforço voluntário de um setor relevante como a construção civil é levado em conta? Sobre a escala 6×1, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção afirma que reduções de jornada costumam exigir ganhos equivalentes de produtividade. A construção civil tem dinâmicas próprias, com prazos contratuais, fases de concretagem, que podem ser interrompidas no meio do processo. As equipes funcionam em escalas que dependem do andamento físico em execução, não do horário diário da semana. O setor demonstra, na prática, que pode avançar na proteção aos trabalhadores para além do que a lei exige. Além do Seconci-DF, conta com o instrumento da negociação coletiva. Proibir a escala 6×1 por PEC retira essa flexibilidade e pode gerar custo para o trabalhador da construção, que, em muitos casos, opta por trabalhar no sábado e compensar a folga em outro dia da semana. A negociação coletiva, como a Convenção 2025-2027, firmada entre Sindicato-DF e o sindicato dos trabalhadores, resolve essas questões. É instrumento que permite ajustar jornadas e compensações de forma mais próxima da realidade do canteiro. Sobre a nova lei de licença-paternidade, ampliação é bem-vinda e permitirá ao pai conviver por 20 dias com a família, conquista a ser apoiada pelo INSS. Mas deixa um problema sério em aberto. No canteiro, a ausência de um trabalhador qualificado por 20 dias é uma interrupção real na cadeia produtiva. A construção civil vive um período de forte demanda por mão de obra e enfrenta dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados. Por isso, é difícil substituir um armador ou pedreiro experiente. A consequência pode ser o alongamento de prazos e o eventual repasse de custos ao preço final das obras. Esse quadro ocorre em um momento de conflito militar envolvendo EUA, Israel e Irã, que tem elevado o preço do diesel (30% do produto são importados), insumo essencial e de impacto direto nos custos da construção. Em um contexto assim, mudanças nas regras trabalhistas exigem ainda mais cautela. A situação da Previdência Social é outro agravante. Em 2025, o gasto anual com benefícios previdenciários ultrapassou R$ 1 trilhão, com rombo de R$ 317 bilhões no Regime Geral, conforme o governo. Acrescentar um novo benefício com impacto fiscal estimado em R$ 5,44 bilhões anuais, como a licença-paternidade ampliada, exige avaliação mais rigorosa. A construção civil do DF faz a sua parte. Cuida da saúde, da educação e do bem-estar de seus trabalhadores e famílias por meio de ações como o Seconci. De 1988 a 2025, foram quase 4,2 milhões de atendimentos pela entidade no Distrito Federal. O setor espera, em troca, que novas regras sejam avaliadas com o mesmo senso de responsabilidade, levando em conta o que já funciona na prática. Eduardo Aroeira Almeida/Presidente do Seconci-DF Artigo publicado no Correio Braziliense em 7 de abril de 2026.

Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida na Construção

Seconci-DF reforça compromisso com a saúde integral do trabalhador da construção civil Comunicação Seconci-DF Neste 6 de abril, quando é celebrado o Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida, o Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF) se orgulha de ser um serviço que preza pela saúde e qualidade de vida para os trabalhadores do setor da construção. A instituição oferece atendimentos que vão desde consultas médicas e exames clínicos até ações preventivas e acompanhamento contínuo da saúde dos trabalhadores. A instituição entende que promover qualidade de vida vai além do tratamento de doenças: envolve cuidado permanente, prevenção de riscos e incentivo a hábitos saudáveis. Na área de medicina assistencial, a Policlínica do Trabalhador realiza atendimentos em diversas especialidades como clínica médica, oftalmologia, urologia, ginecologia, além do Progama de Hipertensão e Diabetes (PHD), garantindo acesso ágil e humanizado à saúde. Já na medicina ocupacional, o foco está na prevenção de agravos relacionados ao trabalho, por meio dos exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho e demissionais, além do monitoramento constante das condições de saúde dos colaboradores. Outro destaque é a atuação em programas de promoção da saúde dentro dos canteiros de obras, com ações educativas por meio de palestras, orientações sobre saúde física, mental e qualidade de vida, por meio do programa Seconci Presente – que faz um raio-x da saúde dos trabalhadores. Com isso, o Seconci-DF já contabiliza, ao longo de quase quatro décadas de atuação no setor do Distrito Federal, cerca de 1,4 milhão de atendimentos somente em saúde. E, com isso, todos os trabalhadores que são de empresas parceiras podem ter acesso a esses e os demais benefícios oferecidos pela instituição.

Construção volta a superar o patamar de três milhões de trabalhadores com carteira assinada

A construção manteve o ritmo de geração de empregos em 2026 e voltou a ultrapassar a marca de três milhões de trabalhadores com carteira assinada no país.  De acordo com dados do Novo Caged, divulgados na terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho, o setor criou 31.099 novos postos em fevereiro, segundo mês consecutivo de saldo positivo. Em janeiro, haviam sido gerados 50.538 empregos. Vale destacar que fevereiro tem menos dias úteis, o que impacta diretamente o volume de contratações. Foram 12.666 novas vagas na Construção de Edifícios, 9.382 em Infraestrutura e 9.051 em Serviços Especializados para a Construção. “Todos os três segmentos do setor registraram saldo positivo. Com esse resultado, a construção voltou a superar o patamar de três milhões de trabalhadores com carteira assinada”, aponta Ieda Vasconcelos, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). No cenário geral, o Brasil registrou a criação de 255.321 empregos formais em fevereiro, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. No acumulado de 2026, já são 370.339 novos postos com carteira assinada, elevando o estoque de vínculos celetistas para mais de 48,8 milhões. Entre os setores, quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos apresentaram saldo positivo. O destaque ficou com Serviços (221.084 vagas), seguido pela Indústria (86.091), Construção (81.637) e Agropecuária (31.930), consolidando um cenário de crescimento do emprego formal no país. Fonte: Agência CBIC

Mensagem de Páscoa

Nesta Páscoa, celebramos o renascimento da esperança, da fé e do compromisso com o próximo. ✨ Mais do que uma data simbólica, este é um momento de reflexão sobre o cuidado, a solidariedade e a importância de transformar vidas por meio de atitudes concretas. No Seconci-DF, essa missão se renova todos os dias. Por meio do nosso Serviço Social, seguimos promovendo acolhimento, dignidade e bem-estar aos trabalhadores da construção civil e suas famílias. Que o espírito da Páscoa nos inspire a continuar fazendo a diferença, com propósito, sensibilidade e compromisso com um futuro mais humano. Feliz Páscoa! Eduardo Aroeira Almeida Presidente do Seconci-DF

CBIC promove debate sobre inclusão feminina na construção em live especial pelo Dia Internacional da Mulher

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, nesta quarta-feira (25), uma live especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher com o tema “Avanços e desafios na inclusão da mulher no setor da construção”. O encontro reuniu lideranças do setor para discutir a ampliação da participação feminina em um segmento historicamente masculino, além de destacar experiências e desafios enfrentados por mulheres na construção civil.  Participaram do debate o presidente da CBIC, Renato Correia; o vice-presidente financeiro, Eduardo Aroeira Almeida; a vice-presidente de Responsabilidade Social e presidente da Comissão de Responsabilidade Social da CBIC, Ana Cláudia Gomes; a vice-presidente da entidade, Maria Elizabeth Cacho do Nascimento; Além de Ana Rita Vieira, presidente do Sinduscon-Joinville; Maria Rita de Cássia Singulano, presidente da Aconvap; Elissandra Candido, presidente do Sinduscon-SF; e Maria Eugênia Fornea, presidente da Ademi-PR.    Participação feminina como estratégia para o setor  Na abertura, Correia destacou a importância da presença das mulheres para enfrentar os desafios estruturais da construção civil. “Certamente com mais mulheres nós vamos conseguir avançar nesse desafio. Nós precisamos da criatividade de vocês, da resiliência, da inteligência e da determinação para enfrentar esse momento tão importante para o nosso país”, afirmou.  O dirigente também reforçou a defesa da valorização institucional da pauta feminina. “Nós acreditamos muito nas mulheres e pleiteamos para que a gente tivesse um dia nacional da mulher na construção”, acrescentou.  A discussão ocorre em um momento em que o tema também avança no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou proposta que institui o Dia Nacional das Mulheres na Construção Civil, a ser celebrado em 25 de março de cada ano. De autoria da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), o Projeto de Lei 4.638/2023 será enviado ao Senado Federal.  Ambiente de negócios e crescimento  Ao participar do debate, Aroeira destacou a importância da ampliação da participação feminina no setor. “Vocês abriram espaço, e isso é um exemplo para que outras cheguem aonde vocês chegaram. A CBIC tem sempre a intenção de apoiá-las, podem contar com a gente. A inclusão não tem volta e, mais que isso, a participação e liderança de vocês não têm volta”, afirmou.  Ele também contextualizou o momento da construção civil e ressaltou a necessidade de ampliar investimentos e melhorar o ambiente regulatório. “A gente precisa melhorar o ambiente de negócio para que as nossas empresas possam trabalhar com planejamento de longo prazo e investir com tranquilidade”, disse   Inclusão como pauta institucional  Para Ana Cláudia, a participação feminina deve ser tratada como estratégia para o crescimento do setor. “A pauta da mulher não é apenas uma pauta de inclusão, ela é uma pauta institucional. Não podemos desperdiçar talento diante dos desafios que a construção civil tem pela frente”, afirmou.  Segundo ela, ampliar a presença feminina contribui para a produtividade e inovação. “A gente precisa olhar para frente entendendo que precisamos aumentar a produtividade, e esse processo ajuda a trazer cada vez mais mulheres”, disse.  Trajetórias e experiências  Ao compartilhar sua experiência, Ana Rita destacou a importância de incentivar mulheres a assumirem posições de liderança. “Nós mulheres costumamos esperar estar muito preparadas para assumir qualquer cargo, mas a gente já tem competência. Não precisamos esperar”, afirmou.  Maria Elizabeth ressaltou a importância da determinação e da escuta. “Eu acho que mulher, o espaço é onde ela quer. Mostrando competência e seriedade, a gente conquista esse espaço”, declarou.  Elissandra destacou a necessidade de ampliar a participação feminina nas discussões estratégicas do setor. “As mulheres precisam ter esse espaço de fala e conhecer o ambiente de negócios. A gente precisa abrir esse ambiente para mais mulheres”, disse.  Maria Eugenia enfatizou o papel da atuação institucional. “É muito importante participar desses espaços de discussão para ajudar a criar políticas públicas que o mercado consiga usar e gerar desenvolvimento”, afirmou.  Maria Rita ressaltou o valor do trabalho coletivo. “Sempre achei que ninguém resolve nada sozinho. A gente precisa trabalhar para que as mulheres tenham mais espaço nessa área que ainda é tão difícil”, declarou.  Desafios e caminhos  As participantes apontaram desafios como a necessidade de quebrar paradigmas, ampliar a presença feminina em cargos de liderança e incentivar a participação em canteiros de obras.  Ana Rita destacou a importância de ajustes práticos. “A gente precisa ouvir mais as mulheres e pensar em formatos que facilitem a participação, desde reuniões até ações no canteiro de obras”, disse.  Elissandra também ressaltou a necessidade de mudanças culturais. “Muitas vezes a mulher ainda precisa provar sua competência. A gente precisa evoluir na cultura da inclusão”, afirmou.  Assista a live na íntegra.  Fonte: Agência CBIC

Dia Mundial da Saúde Bucal (20/3): estudos indicam relação entre saúde da gengiva e Alzheimer

Dia Mundial da Saúde Bucal (20/3): estudos indicam relação entre saúde da gengiva e Alzheimer Cuidar dos dentes pode ir muito além da estética ou da prevenção de cáries. Pesquisas recentes apontam que a saúde bucal também pode estar relacionada à saúde do cérebro. Estudos científicos identificaram bactérias associadas à doença periodontal em cérebros de pacientes com Alzheimer, sugerindo que infecções gengivais podem contribuir para processos inflamatórios ligados à neurodegeneração. A principal hipótese levantada por pesquisadores é que microrganismos presentes em infecções bucais, como a bactéria Porphyromonas gingivalis, consigam chegar à corrente sanguínea por meio da gengiva inflamada e alcançar o cérebro, desencadeando respostas inflamatórias e estimulando o acúmulo de proteínas associadas à doença de Alzheimer. Embora a relação ainda seja objeto de investigação científica, especialistas reforçam que manter uma boa saúde bucal é essencial para prevenir infecções e inflamações que podem afetar todo o organismo. Atendimento odontológico chega aos canteiros de obras no DF No Distrito Federal, iniciativas voltadas à ampliação do acesso ao atendimento odontológico têm buscado justamente fortalecer a prevenção e o cuidado contínuo. O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) oferece atendimento odontológico gratuito para trabalhadores da construção civil. Entre os serviços oferecidos estão extrações, restaurações, tratamentos de canal, próteses e procedimentos de profilaxia. “Somente em 2025 foram registrados mais de 21 mil atendimentos odontológicos”, comenta Mára Lúcia Campos, gerente de odontologia do Seconci-DF. Segundo a gerente, hábitos simples fazem diferença. “A escovação correta, o uso diário do fio dental e as consultas periódicas ao dentista ajudam a controlar doenças gengivais e reduzem processos inflamatórios no corpo. Esses cuidados são fundamentais para a saúde geral”, afirma. A entidade conta com duas unidades fixas, no Núcleo Bandeirante e na Asa Norte, e quatro unidades móveis que percorrem obras em todo o Distrito Federal onde todos os trabalhadores da construção civil de empresas parceiras podem usufruir dos serviços. Dia Mundial da Saúde Bucal reforça importância da prevenção Celebrado em 20 de março, o Dia Mundial da Saúde Bucal busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e dos cuidados diários com a higiene oral. Além de contribuir para a autoestima, alimentação e fala, manter a saúde bucal em dia pode ajudar a evitar infecções e inflamações que impactam o organismo como um todo, incluindo possíveis reflexos na saúde cerebral. Entre as principais recomendações estão escovar os dentes ao menos três vezes ao dia, usar fio dental regularmente, manter uma alimentação equilibrada e realizar consultas periódicas ao dentista. “Mais do que um sorriso bonito, cuidar da boca também pode representar um passo importante para proteger o corpo. Garantir ao trabalhador o acesso à saúde bucal de qualidade é um compromisso permanente do Seconci”, destaca Mára Lúcia. Fonte: Profissionais do Texto

Banco de Profissionais da Construção – Nova Senha

Empresas que utilizam a ferramenta para contratação de mão de obra precisam atualizar o acesso José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-DF) informa que a senha de acesso ao Banco de Profissionais da Construção (BPC) foi atualizada nesta segunda-feira (23/3). A partir desta data, somente será permitido o acesso por meio da nova senha enviada por e-mail às empresas parceiras da instituição. Para manter o acesso, os usuários devem realizar a atualização conforme as orientações disponibilizadas pelo Seconci-DF. A mudança da senha faz parte de um protocolo de segurança adotado pela instituição, que prevê a renovação periódica a cada dois meses, com o objetivo de reforçar a proteção dos dados e a confiabilidade da ferramenta. O BPC é uma ferramenta gratuita que conecta empresas da construção civil a profissionais disponíveis para contratação, reunindo atualmente mais de 1.800 cadastros em diferentes áreas de atuação, com a possibilidade e contratação de pessoal por geolocalização. BPC – Top 10 Funções com Mais Cadastros 🏗️ Top 10 Funções com Mais Cadastros no BPC Banco de Profissionais da Construção Civil  |  Total de cadastros analisados: 1.820 Servente 466 cadastros · 25,6% 466 Pedreiro 289 cadastros · 15,9% 289 Carpinteiro 165 cadastros · 9,1% 165 Eletricista 100 cadastros · 5,5% 100 Armador 84 cadastros · 4,6% 84 Operador de Máquinas 78 cadastros · 4,3% 78 Bombeiro Hidráulico 68 cadastros · 3,7% 68 Pintor 65 cadastros · 3,6% 65 Ajudante Geral 55 cadastros · 3,0% 55 Encarregado 54 cadastros · 3,0% 54 Fonte: DADOS_BPC_TEXTO_2303  |  Banco de Profissionais da Construção Civil – DF/GO Elaboração: BPC · Março 2026   BPC – Distribuição por Cidade 📍 Distribuição de Cadastros BPC por Cidade Banco de Profissionais da Construção Civil  |  Total de cadastros analisados: 1.802 1.802 cadastros Fonte: DADOS_BPC_TEXTO_2303  |  Banco de Profissionais da Construção Civil – DF/GO Elaboração: BPC · Março 2026

Faça sua CIPA com apoio do Seconci-DF

Instituição oferece suporte completo para criação da comissão e treinamento obrigatório previsto na NR-05 José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) é obrigatória para empresas que se enquadram nos critérios estabelecidos pela legislação trabalhista. Prevista na Norma Regulamentadora 05 (NR-05), a comissão tem como principal objetivo prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, além de promover ambientes profissionais mais seguros. Para apoiar as empresas nesse processo, o Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF) oferece suporte técnico completo para a formação e capacitação da CIPA, auxiliando desde a implantação da comissão, processo eleitoral e posse dos membros eleitos. Segundo o engenheiro de segurança do trabalho do Seconci-DF, Gerson de Alcântara, a atuação da comissão vai muito além de uma obrigação legal. “A CIPA tem como principal objetivo prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Na prática, a comissão identifica riscos, propõe melhorias, participa da investigação de acidentes e promove ações de conscientização”, explica. Nos últimos anos, a legislação ampliou o papel da comissão. Com as atualizações da NR-05 e a Lei nº 14.457/2022, a CIPA passou a incorporar ações de prevenção ao assédio moral e sexual, fortalecendo o cuidado com a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Segurança e prevenção no ambiente de trabalho Ao implantar e capacitar os membros da CIPA, o Seconci-DF contribui para o fortalecimento da cultura de prevenção nas empresas, especialmente no setor da construção civil, onde a segurança no trabalho é essencial. Reginaldo Fernandes Tavares, serralheiro e funcionário da empresa parceira Tecnicall Engenharia, destaca a importância do treinamento para atuação na CIPA. “O curso trouxe muitos aprendizados importantes que eu levo não só para o trabalho, mas para a vida. Passei a entender melhor a importância das normas regulamentadoras e o quanto é fundamental conhecer nossos direitos e também respeitar o direito do outro”, completa. Ele ressalta que a CIPA tem papel fundamental na prevenção de acidentes, no combate ao assédio e na promoção de um ambiente mais seguro. “Hoje, como cipeiro, entro nessa jornada com o objetivo de contribuir para a melhoria do ambiente de trabalho, tanto para mim quanto para meus colegas. Acredito que a conscientização é o caminho para reduzir acidentes e promover mais segurança no dia a dia”, enfatizou. Para saber mais sobre esse serviço, entre em contato com o Seconci-DF: (61) 3399-1888 ramal 247 ou seconci@seconci-df.org.br

Março Lilás – mês de conscientização sobre o câncer de colo do útero

Mulheres que atuam em empresas da construção podem realizar consultas e exames com ginecologista José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) reforça, ao longo do Março Lilás, a importância do cuidado com a saúde das mulheres que atuam no setor da construção civil. A campanha é dedicada à conscientização e à prevenção do câncer do colo do útero, uma das doenças que mais afetam a população feminina no Brasil. Durante o mês, a instituição intensifica a oferta de serviços voltados à saúde da mulher, disponibilizando consultas ginecológicas, exame preventivo Papanicolau, mamografia, ultrassonografia ginecológica, exames laboratoriais e orientações especializadas. O câncer do colo do útero é atualmente a quarta maior causa de morte por neoplasias entre mulheres no país. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o período de 2026 a 2028, são esperados mais de 19 mil novos casos por ano. Dados recentes do Ministério da Saúde também evidenciam a gravidade do cenário: somente em 2025, a doença foi responsável pela morte de cerca de 20 mulheres por dia. Diante desse contexto, o Seconci-DF reforça a preocupação com a saúde das trabalhadoras da construção civil que podem, por meio da instituição, ter acesso ao acompanhamento ginecológico e aos serviços de prevenção. Para o gerente médico da instituição, Maurício Nieto, a campanha é um chamado à ação. “O Março Lilás é um convite para que as mulheres priorizem o cuidado com a própria saúde, realizando o rastreamento do câncer do colo do útero. Trata-se de uma doença prevenível e com altas chances de cura quando identificada precocemente”, destaca. Ele também ressalta que a estrutura oferecida pela instituição facilita o acesso ao cuidado. “Disponibilizamos consultas e exames complementares sem custo para as trabalhadoras. Isso permite um diagnóstico oportuno, acompanhamento adequado e tratamento das alterações identificadas, evitando a progressão da doença e possíveis complicações”, explica. Atendimento que faz a diferença Para muitas mulheres que atuam nos canteiros de obra, ter acesso a atendimentos próximos ao ambiente de trabalho é fundamental para manter a saúde em dia sem comprometer a rotina profissional. A rejuntadeira Maria José Rosa, que trabalha na construção civil há cerca de dois anos, destaca a importância da presença feminina no setor, especialmente nas etapas de acabamento, que exigem atenção aos detalhes. Para ela, o atendimento oferecido pelo Seconci-DF faz toda a diferença. “Já utilizei o atendimento de ginecologia e fui muito bem acolhida. Desde a portaria até os profissionais de saúde, o atendimento é excelente. A gente realmente se sente cuidada”, afirma. A ajudante de obra Adriana Maria Barbosa também ressalta o impacto positivo do serviço, especialmente diante das dificuldades de acesso à rede pública. “Quando soube do atendimento, aproveitei a oportunidade. Pelo SUS é muito difícil conseguir consulta. Aqui conseguimos cuidar da saúde sem precisar faltar ao trabalho, madrugar em fila ou ter custos. É algo muito importante para nós”, relata. Para mais informações sobre os serviços oferecidos, entre em contato com o Seconci-DF pelo telefone (61) 3399-1888 ou acesse o site www.seconci-df.org.br.