MTE abre consulta pública para atualização dos graus de risco da NR 4

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) publicou nesta segunda-feira (1º) a Portaria MTE nº 203, que abre para consulta pública o novo Anexo I da NR 4 (Norma Regulamentadora nº 4), focada nos SESMT (Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho). O anexo diz respeito à relação da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) com correspondente Grau de Risco. Graus de risco Os graus de risco previstos no Anexo I da NR 4 têm uma importância histórica fundamental na estruturação das políticas de segurança e saúde do trabalho no Brasil. Desde sua criação em 1978, a NR 4 estabelece critérios objetivos para a obrigatoriedade de constituição dos SESMT, com base no número de empregados e no grau de risco da atividade econômica da empresa. Essa classificação, que varia de 1 a 4, permitiu padronizar e dimensionar as ações preventivas nas empresas, se relacionando diretamente com diversas outras normas regulamentadoras. Contudo, apesar de sua relevância, o anexo nunca foi submetido a um processo estruturado de atualização. Dessa forma, como fruto do processo de revisão do texto base da NR 4, restou consignado que a atualização dos graus de risco deveria ocorrer com base em indicadores de acidentalidade. A atualização garante que os critérios de risco estejam alinhados com os indicadores atuais de acidentalidade e com a realidade das atividades econômicas, promovendo maior justiça regulatória e eficácia na proteção à saúde dos trabalhadores. Diante disso, além da nova relação, apresenta-se também a nova metodologia de apuração do Grau de Risco correspondente à CNAE, complementando o processo de revisão da NR 4. A consulta aceita ampla sugestão de empregadores, trabalhadores, governo, profissionais de segurança e saúde no trabalho, inspeção do trabalho, sindicatos e demais entidades representativas. Como participar da consulta? Na plataforma Brasil Participativo, para cada item que se queira comentar, deverá ser inserida sugestão no ícone tipo “balão” correspondente, disponibilizado no canto direito da tela. Arquivos poderão ser anexados no campo disponibilizado ao final do texto. Poderão ser realizados comentários acerca da estrutura, da disposição e do conteúdo do texto apresentado para nova redação proposta para o Anexo I. Poderão, inclusive, ser apresentadas sugestões acerca da redação dos itens e subitens específicos constantes da proposta em análise. As sugestões devem ser objetivas, claras e precisas a fim de propiciar a devida avaliação pelo governo. As sugestões recebidas serão analisadas pela SIT (Secretaria de Inspeção Trabalho) que elaborará a proposta de texto a ser encaminhada a grupo de trabalho tripartite, formado por representantes do governo, de trabalhadores e empregadores, para discussão e aprovação. Ao final, o grupo tripartite encaminhará a proposta de texto final a ser discutida no âmbito da CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente). Fonte: Revista Proteção
Nova NR 10 reforça gestão dos riscos em trabalhos com eletricidade

Por Marla Cardoso / Jornalista da Revista Protreção — Após mais de cinco anos de debates e negociações entre representantes do governo, trabalhadores e empregadores, o Ministério do Trabalho e Emprego publicou a nova redação da NR 10, que trata da segurança em instalações e serviços em eletricidade. A atualização foi assinada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em 29 de maio, na sede do Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo, e oficializada por meio da Portaria MTE nº 737, publicada no Diário Oficial da União em 1º de junho. As empresas terão prazo de um ano para se adequarem às novas exigências, que entrarão em vigor em junho de 2027. A reportagem da Proteção ouviu os representantes das três bancadas que participaram da elaboração do novo texto normativo para saber quais são os principais avanços provenientes da atualização. Entre as novidades, a norma passa a prever revisões periódicas a cada cinco anos, com o objetivo de manter o texto alinhado às transformações tecnológicas, organizacionais e regulatórias do setor elétrico. De acordo com Mauro Muller, Auditor Fiscal do Trabalho e coordenador do GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) responsável pela revisão da norma, a nova NR 10 passou por uma reestruturação completa para acompanhar o ciclo de vida das instalações elétricas, desde as etapas de projeto, construção e montagem até a operação e manutenção dos sistemas. Segundo ele, um dos principais avanços foi a integração dos riscos decorrentes do choque elétrico e do arco elétrico ao processo do GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), previsto na NR 1. Além disso, a norma foi reorganizada seguindo a hierarquia de medidas de prevenção estabelecida na própria NR 1, priorizando ações voltadas à eliminação ou redução dos riscos na fonte antes da adoção de medidas administrativas e de proteção individual. Critério claros Muller destaca ainda que a revisão preenche lacunas históricas ao estabelecer critérios claros para procedimentos de trabalho em atividades rotineiras e para a emissão de permissões de trabalho em atividades não rotineiras. Outro ponto considerado relevante é a inclusão explícita do gerenciamento dos riscos relacionados ao arco elétrico, que passa a receber tratamento equivalente ao choque elétrico. “A norma passa a exigir medidas de proteção coletiva específicas para esse fenômeno e traz tabelas detalhadas para seleção de Equipamentos de Proteção Individual com base nos níveis de energia incidente e categorias de risco”, explica. A nova redação também contempla uma demanda antiga envolvendo trabalhadores de telecomunicações que atuam em redes compartilhadas com o SEP (Sistema Elétrico de Potência). A partir da revisão, esses profissionais passam a contar com treinamento específico de 40 horas voltado aos riscos de proximidade existentes em postes e estruturas compartilhadas. Outro destaque apontado pelo coordenador é a reformulação da capacitação profissional. A norma passa a prever uma matriz de treinamentos específica para diferentes segmentos de atuação, como o SEC (Sistema Elétrico de Consumo), SEP e Áreas Classificadas, além de regulamentar de forma mais detalhada a figura do trabalhador capacitado. Avaliação positiva Para Washington Santos Maradona, coordenador da bancada dos trabalhadores na CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente) e no GTT da NR 10, a atualização era necessária diante das mudanças ocorridas no mundo do trabalho e da evolução tecnológica dos sistemas elétricos. Segundo ele, o crescimento da utilização de novas tecnologias, equipamentos e métodos de trabalho exigia uma revisão capaz de fortalecer a prevenção de acidentes graves e fatais. Além disso, havia a necessidade de harmonizar a NR 10 com os princípios do GRO. Maradona avalia positivamente o processo de revisão e destaca a importância do diálogo entre as três bancadas envolvidas nas negociações. “Foram anos de debates técnicos intensos, com ampla participação de governo, empregadores e trabalhadores. Houve divergências, mas prevaleceu o compromisso comum de preservar vidas e garantir condições de trabalho mais seguras”, afirma. Maradona também ressalta que um dos grandes desafios da revisão foi ampliar a cobertura da norma para profissionais das empresas de telecomunicações. Segundo ele, o aumento expressivo dos acidentes envolvendo esses trabalhadores evidenciou a necessidade de medidas específicas de prevenção e capacitação. “Esperamos que todas essas atualizações contribuam para minimizar esse quadro negativo que estamos vivendo hoje”, observa. Integração ao GRO Na avaliação da bancada empresarial, a nova NR 10 representa um avanço importante ao reforçar a gestão de riscos e tornar a norma mais clara e organizada. Ana Fechine, especialista em Políticas e Indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e coordenadora da bancada dos empregadores no grupo de revisão, também destaca que um dos principais diferenciais do novo texto é sua integração com a abordagem de gestão de riscos prevista no GRO. Segundo ela, a revisão reorganiza os requisitos relacionados às diferentes fases das instalações e dos serviços com eletricidade, abrangendo desde o projeto e a construção até a manutenção, a organização do trabalho e a capacitação dos profissionais. Entre os avanços práticos apontados pela representante dos empregadores estão a definição mais clara da hierarquia das medidas de prevenção, a revisão dos requisitos de capacitação dos trabalhadores e o tratamento mais estruturado dos riscos associados ao arco elétrico. “A norma passa a incluir medidas de proteção para trabalhadores e instalações, contemplando requisitos de engenharia voltados à redução da probabilidade desses eventos e de seus impactos”, explica. Ana também destaca o alinhamento mais próximo com normas técnicas aplicáveis à segurança das instalações elétricas, especialmente em temas relacionados à proteção contra choques elétricos e ao uso de dispositivos de proteção. Para a representante da bancada patronal, a revisão trouxe avanços relevantes em gestão de riscos, capacitação e medidas de prevenção. Ela ressalta, porém, que, como ocorre em processos tripartites de grande complexidade, alguns pontos seguiram sendo objeto de diferentes interpretações entre as bancadas e poderão ser reavaliados futuramente a partir da experiência prática de aplicação da norma.
Mulheres que constroem: maternidade, desafios e superação na construção civil

Mesmo diante de um setor historicamente masculino, mulheres seguem conquistando espaço na construção civil e transformando realidades dentro e fora dos canteiros de obras. Entre elas, mães que conciliam jornadas intensas de trabalho com os cuidados da família, enfrentando diariamente desafios que vão além da profissão. A presença feminina na construção civil tem crescido de forma consistente nos últimos anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, entre 2007 e 2018, houve um aumento de 120% da participação das mulheres no setor. Hoje, elas ocupam funções que vão desde atividades operacionais até cargos técnicos e estratégicos, mostrando competência, resiliência e capacidade de adaptação. Mas, por trás dos capacetes, projetos e rotinas aceleradas, existem histórias marcadas por dedicação, cuidado e superação. Para muitas trabalhadoras, ser mãe e atuar na construção civil significa viver uma rotina de equilíbrio constante. Entre prazos, responsabilidades profissionais e a criação dos filhos, essas mulheres aprendem diariamente a administrar o tempo, lidar com a culpa da ausência e encontrar forças para continuar. Mãe de dois filhos, Denise Duarte, engenheira de Segurança do Trabalho da Soltec Engenharia, afirma que a maternidade transformou completamente sua vida e sua forma de trabalhar. “A maternidade faz a vida da mulher dar uma volta de 360º e, independentemente da área de atuação, a rotina e a carreira profissional são afetadas. Mas, para mim, não tive impacto negativo”, relata. Ela lembra que trabalhou até a última semana de gestação e que, na época, costumavam brincar que os filhos “iriam nascer no canteiro de obras”. Segundo Denise, os desafios da maternidade trouxeram aprendizados importantes para sua carreira. “Aprendi a delegar melhor e a confiar mais na minha equipe, garantindo que os processos continuassem funcionando com excelência, mesmo quando eu precisava me ausentar por questões familiares. A maternidade me fez uma profissional mais focada no essencial”, destaca. A rotina intensa também faz parte da vida de Veronica Barbosa de Souza, mãe de três filhos e servente/rejuntadeira na Base Incorporações há quatro anos. Provedora do lar, ela define sua trajetória como uma história diária de superação. “Minha rotina exige madrugadas, planejamento rigoroso, rede de apoio para cuidar das crianças e muita resiliência para conciliar o desgaste físico da obra com a atenção e os cuidados que meus filhos precisam”, conta. Mesmo diante das dificuldades, Veronica afirma encontrar motivação na própria família. “Minha maior força vem primeiramente de Deus e depois dos meus filhos. Tento dar o meu melhor. Tudo o que faço é por eles”, afirma. Ela conta que sente orgulho ao perceber que seu trabalho ajuda a transformar sonhos em realidade. “É gratificante saber que meu trabalho ajuda a realizar sonhos. Existe uma grande satisfação em entregar um empreendimento com qualidade e ver que, no final, deu tudo certo e que você contribuiu para aquela realização”, diz. “Tenho muito orgulho de saber que fiz parte e ajudei na conclusão de uma obra”, completa. Mesmo após anos de experiência, Veronica segue sonhando mais alto. Entre os objetivos profissionais está a vontade de aprender novas funções e conquistar novos espaços dentro da construção civil. Já no campo pessoal, o maior desejo é conquistar a casa própria. “Meu maior sonho é ter minha casa, porque hoje moro de aluguel”, revela. Além de Veronica, outras mulheres também carregam histórias de dedicação e resistência dentro dos canteiros de obras. Rita Vicente, rejuntadeira da Construtora Vega, de 56 anos, atua na construção civil há cerca de 30 anos e encontrou no setor uma oportunidade de valorização profissional. “Eu escolhi a construção por ser um setor que valoriza o nosso trabalho. A gente que trabalha direitinho podia até ganhar uma gratificação para fidelizar”, comenta. Mãe de nove filhos, Rita relembra os desafios de conciliar a maternidade com a rotina intensa de trabalho. “Cuidar dos filhos foi corrido. Sem uma rede de apoio, eu pagava para cuidarem dos meus filhos, mas não cuidavam direito, então tive que recorrer à creche”, conta. Mesmo diante das dificuldades, ela se orgulha da trajetória construída ao longo dos anos na construção civil. “Eu formei meus filhos com meu trabalho dentro da construção”, afirma. Já a copeira de obras Telma Pereira Silva, de 45 anos, conta que pensou em desistir no início da experiência na construção civil. “Era um ambiente com muitos homens e eu nunca tinha trabalhado em obra antes. Mas não desisti e foi, sem dúvida, a minha melhor escolha. Lugar de mulher é onde ela quiser. Sou muito respeitada nas obras”, afirma. Além da maternidade e da rotina intensa, os desafios enfrentados por essas mulheres incluem a necessidade constante de provar sua capacidade profissional em um ambiente predominantemente masculino. Ainda assim, histórias de acolhimento, respeito e crescimento vêm fortalecendo a presença feminina no setor. Apoio e acolhimento fortalecem a trajetória das trabalhadoras Por trás da força dessas trabalhadoras, existe também uma rede de apoio fundamental. Família, colegas de trabalho, lideranças compreensivas e profissionais de apoio fazem diferença na rotina de mães que precisam conciliar múltiplas responsabilidades. Um ambiente de trabalho mais humano, acolhedor e atento às necessidades femininas impacta diretamente a qualidade de vida, o bem-estar emocional e a permanência dessas mulheres no setor. Nesse contexto, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) desempenha um papel importante no acolhimento e cuidado das trabalhadoras da construção civil. A instituição oferece suporte voltado à saúde física, emocional e social das mulheres, especialmente das mães que enfrentam rotinas intensas. Por meio de parcerias com empresas do setor, as trabalhadoras têm acesso gratuito a atendimentos médicos, odontológicos e acompanhamento psicossocial, fortalecendo o cuidado integral e incentivando o autocuidado. Segundo Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF, o acolhimento vai além da assistência básica. “O acolhimento emocional e social é especialmente relevante para mulheres que acumulam múltiplas responsabilidades, contribuindo para um melhor equilíbrio entre vida profissional e familiar”, explica. Rita também destaca a importância do atendimento oferecido pelo Seconci-DF em sua vida e na de sua família. “Eu acho muito bom, pois, às vezes, a gente não pode pagar por
Dia Mundial Sem Tabaco: orientação rápida pode evitar meio milhão de fumantes no Brasil, aponta estudo do INCA

Uma conversa de poucos minutos pode salvar vidas e reduzir os impactos do tabagismo no Brasil. Estudo divulgado no ano passado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que, se todos os fumantes brasileiros com 35 anos ou mais tivessem recebido aconselhamento breve durante consultas de rotina, o país poderia ter registrado meio milhão de fumantes a menos e uma economia próxima de R$ 1 bilhão em custos relacionados ao tabaco, em valores corrigidos pela inflação. O levantamento reforça a importância da informação e do acolhimento no enfrentamento ao vício, tema que ganha destaque no Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. Segundo os dados analisados, em 2019 cerca de 7,1 milhões de fumantes brasileiros com 35 anos ou mais passaram por consultas médicas sem receber qualquer orientação para parar de fumar. Entre esses pacientes, houve menor procura por tratamento e menos tentativas de abandonar o vício. No Distrito Federal, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) vem reforçando esse trabalho de conscientização diretamente nos canteiros de obras. A entidade intensificou as ações educativas voltadas aos trabalhadores da construção civil, levando informação sobre os riscos do cigarro convencional e dos dispositivos eletrônicos para fumar, além de oferecer acolhimento e encaminhamento gratuito para tratamento. “As palestras são uma oportunidade de conscientizar os trabalhadores sobre os impactos do tabagismo na saúde e mostrar que existe apoio disponível para quem deseja abandonar o vício”, explica Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. Além da dependência química causada pela nicotina, o tabagismo está relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, respiratórias, diversos tipos de câncer e lesões pulmonares graves. O avanço do uso de cigarros eletrônicos também preocupa especialistas, principalmente entre os jovens. Nos canteiros de obras, as equipes do Seconci-DF promovem palestras educativas e orientações sobre prevenção, qualidade de vida e cessação do tabagismo. O trabalho também inclui acolhimento realizado pelo Serviço Psicossocial da entidade, com escuta qualificada, orientação individual e encaminhamento para atendimento médico especializado. “Parar de fumar é um processo que exige apoio e informação. Nosso objetivo é mostrar aos trabalhadores que eles não precisam enfrentar isso sozinhos e que cuidar da saúde também faz parte da segurança e da qualidade de vida no trabalho”, destaca Roseane. Os trabalhadores da construção civil interessados em receber atendimento podem procurar o setor de Segurança do Trabalho ou Recursos Humanos da empresa onde atuam para realizar o agendamento gratuito junto ao Seconci-DF. Fonte: Profissionais do Texto
Prevenção ao Câncer Bucal nas Obras

Unidades móveis levam atendimento e conscientização para trabalhadores da construção civil do DF Dentro das campanhas dos meses coloridos, o Maio Vermelho chama a atenção para os cuidados e prevenção contra o câncer bucal. Nesse sentido, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF), atua nos canteiros de obras levando saúde bucal, orientação e atendimentos para os trabalhadores das empresas que são parceiras à instituição. Além das palestras nas obras, o Seconci-DF disponibiliza quatro unidades móveis que ficam nos canteiros de obras para realização de diversos serviços como limpeza, restauração, extração, entre outros. “Nosso objetivo é levar atendimento de qualidade e conforto para os trabalhadores. Quando uma unidade móvel é instalada num canteiro de obra, ele tem a comodidade de realizar diversos serviços, sem a necessidade de sair do seu ambiente de trabalho. Dessa forma, todos ganham”, conta Mára Lúcia Campos, gerente de odontologia do Seconci-DF. Além das unidades móveis, o Seconci-DF oferece atendimento odontológico gratuito tanto em suas unidades fixas localizadas na sede, Setor Placa da Mercedes, Núcleo Bandeirante, e na unidade Asa Norte, no Sindicato dos Trabalhadores. A iniciativa facilita o acesso à saúde e contribui para que alterações suspeitas sejam identificadas ainda no início. O câncer bucal pode atingir lábios, gengivas, língua, céu da boca e garganta. Em muitos casos, os primeiros sinais passam despercebidos, principalmente por trabalhadores que convivem diariamente com exposição ao sol, poeira, cigarro, álcool e jornadas intensas, fatores que podem aumentar os riscos para o desenvolvimento da doença. As empresas que utilizam o serviço de odontologia móvel do Seconci-DF elogiam a iniciativa. Para a técnica de segurança do trabalho da construtora Faenge, Ana Carolina dos Reis, poder acompanhar esse serviço de perto dentro dos nossos canteiros é muito gratificante. “É muito importante observar a evolução do tratamento dos colaboradores e a satisfação deles com esse atendimento realizado diretamente na obra, trazendo mais comodidade para todos. A iniciativa também gera impactos positivos para a empresa, já que reduz a necessidade de deslocamentos e ausências para atendimentos externos. É uma iniciativa muito positiva do Seconci-DF”, conta ela. ⚠️ Câncer Bucal: sinais de alerta e cuidados no canteiro Nos canteiros de obras, alguns cuidados simples podem fazer a diferença na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer bucal. 🚨 Sinais de alerta Feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias; Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas; Caroços na região do pescoço; Dificuldade para mastigar ou engolir; Rouquidão persistente; Sangramentos frequentes na boca. 🦷 Cuidados importantes Utilizar protetor solar labial, especialmente para trabalhadores expostos ao sol; Manter uma boa higiene bucal diariamente; Evitar o consumo excessivo de álcool e cigarro; Realizar consultas odontológicas periódicas; Observar qualquer alteração na boca e procurar atendimento rapidamente. Além dos atendimentos clínicos, o Seconci-DF também desenvolve ações educativas e orientações preventivas dentro das empresas e obras parceiras, aproximando os trabalhadores da informação e incentivando o autocuidado. A prevenção continua sendo a principal ferramenta contra o câncer bucal. Quando identificado precocemente, as chances de tratamento e cura aumentam significativamente. Por isso, atenção aos sinais e acompanhamento odontológico regular são atitudes fundamentais para preservar a saúde e a qualidade de vida do trabalhador da construção civil. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF Maio Vermelho destaca cuidados e prevenção do câncer bucal Seconci-DF reforça conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de boca no Maio Vermelho
Mulheres na construção, uma solução estratégica para o setor

A ampliação da participação feminina na construção civil deixou de ser uma pauta social e se tornou uma agenda estratégica para o setor. Há escassez de mão de obra, o que exige dos empregadores enfrentar o desafio da inclusão de mulheres e refletir sobre como tornar a atividade mais atraente tanto para elas quanto para os jovens. O tema foi tratado no painel “Construção com Elas: Estratégia, Escala e Futuro”, do Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026, organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O evento acontece até 21 de maio, no Distrito Anhembi, na cidade de São Paulo. “Oferecer salários e benefícios não é suficiente para reter talentos. Na retenção, os líderes exercem papel determinante e precisam ser preparados para conduzir as equipes no mesmo sentido”, disse na abertura Ana Claudia Gomes, vice-presidente de Responsabilidade Social e presidente da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da CBIC. Ela ressaltou o trabalho que a entidade vem desenvolvendo no treinamento de lideranças femininas. Pioneira no comando de uma entidade de classe do setor, Elissandra Cândido, presidente do Sinduscon Sul Fluminense, falou de sua experiência como empresária da construção civil, iniciada há mais de 30 anos, e sua conexão com a liderança institucional. “Em 2021, fui a primeira mulher a presidir um sindicato da CBIC. Hoje, já somos quatro mulheres liderando entidades, entre as mais de 90 existentes”, afirmou, destacando que o letramento promovido pela CBIC, qualificando executivas e secretárias, propiciou o avanço das mulheres nas diretorias. Mesmo assim, a maioria ainda é minoria na decisão. Embora as mulheres representem 51% da população brasileira, ocupam apenas 38% dos cargos de liderança no país e 11,5% da força formal na construção civil, de acordo com dados apresentados durante o painel. O ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai; conta com o Apoio Institucional da EMBRAPII; Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil; Patrocínio Institucional da CNI e IEL e do CAU/BR; Patrocínio Hub de Tecnologia da Schneider Eletric e Steck; Patrocínio Hub de Inovação do Sebrae; Patrocínio Naming room de Tecnologia da ABDI; Patrocínio Ouro da ApexBrasil, Saint-Gobain, Paggo, Brain e Kata; Patrocínio Prata da Agilean, AltoQi, Atlas Schindler, Esaf, Konstroi, Senior, Sienge, Cofer, Confea Crea – SP e da Mútua; Patrocínio Bronze da TOTVS, Zigurat, Exxata, Fastbuilt, Falconi, Sinaenco, Sinicon, além do Patrocínio Visibilidade da Trimble. Construir com respeito é construir para todos. Racismo não tem vez! Formação de mão de obra Para ampliar a presença feminina em outras funções, Elissandra destacou a efetividade do programa de qualificação de mão de obra “Elas Constroem”, iniciativa da CBIC com o SENAI, que conecta formação, encaminhamento produtivo e contratação. Atualmente operando em escala nacional, o programa registrou em 2025 a matrícula de 257 mulheres de 14 localidades de diferentes regiões do país, das quais 216 concluíram o ciclo, representando 84% do total. Entre as concluintes, 174 foram encaminhadas para vagas disponíveis e, até o momento do evento, 48 estão contratadas. As contratações distribuíram-se pelas capitais São Luís (15), Manaus (10), Salvador (10), Aracaju (8) e Campo Grande (5). Mais do que qualificar, “Elas Constroem” vem mudando o modo como o setor enxerga o talento. “O projeto gera uma mudança que começa na formação profissional e se estende para a ampliação da renda, a expansão da autoestima por meio do reconhecimento técnico, pelo pertencimento a uma indústria importante e a mobilização social, por inspirarem outras mulheres em suas localidades”, frisou Elissandra. Ao final de sua fala, a presidente do Sinduscon Sul Fluminense fez um pedido aos homens presentes na audiência: “Abram o coração e coloquem a diversidade como estratégia, como tendência para o futuro. Olhem as oportunidades e abram espaço para as competências femininas. O futuro é coletivo e precisa ser diverso”. Mediadora do painel, Ana Claudia Gomes agradeceu a presença de homens na audiência e pediu apoio à inclusão de mulheres. “O risco de haver assédio sempre existiu e é possível que aumente, mas não inviabiliza a inclusão. Precisamos primeiro mapear esses riscos e descobrir como inibi-los, por exemplo, criando um canal de denúncias, tratando o assunto de forma a não se repetir”, disse. Mulheres no Grupo CSN O Grupo CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), com atuação em setores estratégicos como siderurgia, mineração, logística, cimento e energia, vem conseguindo incluir mulheres com sucesso em atividades antes predominantemente masculinas. Larissa Garbelini, head de diversidade, equidade e inclusão do Grupo, falou do programa “Capacitar Mulheres”. Iniciado em 2018, o projeto é uma iniciativa voltada à formação técnica operacional nas áreas de manutenção, mecânica e elétrica, solda industrial, operação de ponte rolante, operação de siderurgia, operação ferroviária e operação de mina. O programa já formou mais de 2.500 mulheres. No Grupo, o número de funcionárias ativas passou de 3.371 (14% do total) em 2020 para 7.691 (28%) em 2025, um crescimento robusto de 128,15% no período. Na siderurgia, a presença feminina saltou 7,5% em 2017 para 24% em 2026. Em cargos de liderança, as mulheres também apresentaram crescimento: passaram de 127 (10,80%) em 2021 para 260 (16%) em 2025. Cerca de 600 mulheres entram por ano na CSN, afirma Larissa. O processo de inclusão começa com a contratação para técnica operacional, mas ela primeiro vai ser capacitada. Terá padrinho, madrinha e um período de seis meses em que será avaliado seu desempenho. “Sabemos que quase 52% das mulheres são chefes de família, logo não podem ficar sem salário enquanto aprendem”, observa. “Oferecemos uma carreira e não apenas uma vaga.” Em várias atividades, o desempenho feminino surpreende. Larissa cita como exemplo dirigir caminhões enormes, tipo fora de estrada. Além dos padrões de cuidado na direção costumeiros entre as mulheres, a companhia detectou uma redução no consumo de combustível, um retorno inesperado do investimento. Assim, a companhia segue apostando na mão de obra feminina, acrescentando ao programa suporte para as lideranças, programas de empoderamento e estratégias para aumentar a eficiência operacional. Ao encerrar o painel, Ana Claudia Gomes reafirmou os avanços obtidos na inclusão feminina na construção, ponderando que ainda há muito a ser feito, que é preciso ver o que é valor para as mulheres e os jovens, oferecer a eles uma empresa condizente com as expectativas e começar a desenvolver pessoas. O tema tem interface com o projeto “Elas Constroem”, da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Fonte: Agência CBIC
Utilize o Seconci-DF para cumprimento da Lei Nº 15.377/2026

São vários os serviços que podem ser utilizados para informação, além dos atendimentos médicos assistenciais disponíveis, sem custo aos trabalhadores Com a entrada em vigor da Lei nº 15.377/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para ampliar as ações de conscientização e prevenção em saúde no ambiente de trabalho, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF), se apresenta como parceiro estratégico das empresas do setor da construção para o cumprimento das novas exigências legais. A nova legislação estabelece obrigações aos empregadores, que precisam disponibilizar informações e promover ações de conscientização junto aos trabalhadores sobre campanhas oficiais de vacinação, o papilomavírus humano (HPV) e os cânceres de mama, colo do útero e próstata. A lei também determina que as empresas orientem os colaboradores sobre a realização de exames preventivos e sobre o acesso aos serviços de saúde disponíveis para diagnóstico precoce. Outro ponto previsto é a obrigatoriedade de informar os trabalhadores sobre o direito de ausência ao trabalho para realização de consultas e exames preventivos relacionados às doenças contempladas na legislação, sem prejuízo salarial, conforme já previsto na CLT. Nesse cenário, o Seconci-DF oferece suporte às empresas parceiras, auxiliando diretamente no cumprimento das determinações legais por meio de palestras educativas, consultas médicas gratuitas em ginecologia, urologia, clínica médica, campanhas de conscientização, orientações e ações preventivas voltadas à saúde do trabalhador. Além da estrutura própria, o Seconci-DF mantém parcerias estratégicas que também poderão ser utilizadas pelas empresas para apoiar o cumprimento da nova legislação, ampliando o acesso dos trabalhadores aos serviços de saúde e contribuindo para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. A medida reforça a importância da atuação conjunta entre empregadores e instituições especializadas em saúde ocupacional para garantir mais qualidade de vida, prevenção e bem-estar aos trabalhadores da construção civil do Distrito Federal. Entre em contato conosco e solicite uma palestra ou mais informações sobre os atendimentos médicos que podem ser solicitados como forma de cumprimento à legislação. Ligue (61) 3399-1888 ou seconci@seconci-df.org.br. Você também pode ficar por dentro de todas nossas ações pelas nossas redes sociais. Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
Seconci homenageia os profissionais de enfermagem da instituição

Entre os dias 12 e 20 de maio, é celebrada nacionalmente a Semana da Enfermagem, um período dedicado a reconhecer profissionais que transformam cuidado em acolhimento, atenção e compromisso com a vida. No Seconci-DF, enfermeiros e técnicos de enfermagem desempenham um papel fundamental no cuidado com os trabalhadores da construção civil, atuando diariamente com dedicação, empatia e responsabilidade. Mais do que uma profissão, a enfermagem representa vocação, humanidade e amor ao próximo. Esse sentimento aparece nas histórias e nos relatos dos profissionais que fazem parte da equipe do Seconci-DF e que enxergam no cuidado uma forma de transformar vidas. Para a técnica de enfermagem Simone Silva, a conexão com a enfermagem surgiu a partir da experiência de cuidar da própria mãe. “Percebi o quanto o cuidado, a atenção e o acolhimento fazem diferença na vida das pessoas. Foi então que surgiu em mim a vontade de também ajudar o próximo”, destacou. O desejo de cuidar também motivou Elen Cristina a escolher a profissão. “Ser técnica de enfermagem é oferecer cuidado, acolhimento e carinho em momentos importantes da vida das pessoas. E, além de tudo isso, ainda existe o orgulho de representar a profissão com alegria e dedicação todos os dias”, conta a técnica de enfermagem. Já o técnico de enfermagem Luiz Carlos Muniz acredita que o grande diferencial da enfermagem está no olhar humano. “A enfermagem representa amor ao próximo, acolhimento e dedicação. A gente aprende a observar não só a saúde física, mas também o lado emocional e mental de cada pessoa” Para João Vitor Miranda, a profissão proporciona aprendizado constante e uma troca diária com os trabalhadores atendidos pelo Seconci-DF. “É gratificante perceber o quanto o trabalhador se sente valorizado e acolhido quando recebe atenção e cuidado”, comenta o técnico. Gilvonete Queiroz reforça a importância da orientação e da prevenção dentro da enfermagem do trabalho. “Ver que conseguimos incentivar mudanças importantes na vida das pessoas é o que me motiva todos os dias a continuar exercendo essa profissão com amor e dedicação”, fala a técnica de enfermagem. Ana Paula dos Santos acredita que o carinho pelo próximo é essencial para quem escolhe atuar na área. “Quando existe amor pelo que faz e vontade genuína de cuidar das pessoas, o profissional consegue exercer a profissão com dedicação e humanidade”, disse a técnica de enfermagem. Em poucas palavras, a técnica de enfermagem Patrícia Marques resume a essência da enfermagem: “Ser técnica de enfermagem é cuidar de vidas com dedicação, carinho e conhecimento” Para a enfermeira Camila Trajano, cada detalhe do atendimento também representa cuidado. “Por trás de cada atendimento bem realizado, existe dedicação, planejamento e o trabalho cuidadoso da enfermagem”, conta. Texto: Sidney Rocha/Comunicação Seconci-DF
CBIC elege nova gestão para mandato que inicia em julho

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, nesta segunda-feira (18), em São Paulo, Assembleia Geral para eleger os integrantes do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal para a gestão 2026/2029. A chapa única liderada pelo empresário Eduardo Aroeira Almeida, atual vice-presidente financeiro da entidade, foi eleita por aclamação: ele sucederá a Renato Correia na presidência da CBIC a partir de 1º de julho. Em breve pronunciamento após o resultado, Correia destacou a importância da união do setor e fez um balanço das principais conquistas da gestão. “O que a gente precisa estimular cada vez mais é a união. A união faz a força. A união permite discordância, permite visões diferentes e permite que a gente cresça junto”, afirmou. A data da cerimônia de posse da futura gestão será anunciada em breve. Renato lembrou avanços conquistados pela CBIC nos últimos três anos, como o fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida, a preservação do FGTS, a atuação em temas ligados à segurança jurídica, representação internacional e sustentabilidade. “Nós estamos muito longe de vencer o déficit habitacional e de fazer as infraestruturas que o país precisa. Só isso já seria uma missão incrível. Para mim foi um orgulho servir a vocês e servir esse setor”, declarou. O presidente também recebeu homenagens dos dirigentes da entidade e da equipe da CBIC. “Quero, em nome de toda a equipe da CBIC, agradecer esse tempo com o Renato, por acreditar no projeto e transformar o gigante em uma coisa muito maior”, destacou Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente-executivo da CBIC. A reunião aconteceu um dia antes do maior evento da construção promovido pela CBIC, o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026, que começa nesta terça-feira (19), no Distrito Anhembi, em São Paulo. Durante o encontro, Renato Correia destacou a dimensão da edição deste ano do evento. “Discutimos a modelagem do ENIC ao longo do ano. Crescemos em área e vamos fazer um ENIC espetacular, com uma rodada de negócios internacional e participação de toda a cadeia produtiva”, afirmou. Fernando Guedes também destacou a expectativa para o encontro. “Não hesito em dizer que esse vai ser o melhor ENIC de todos os tempos, em conteúdo, visibilidade, relacionamento e importância econômica, política e institucional”, afirmou. Fonte: Agência Cbic
Maio Vermelho destaca cuidados e prevenção do câncer bucal

Seconci-DF amplia conscientização sobre a doença levando atendimento gratuito para os trabalhadores da construção civil Voltada à conscientização do câncer bucal, a campanha Maio Vermelho busca informar e alertar a população sobre os cuidados, além de incentivar a prevenção e aumentar os índices de diagnósticos precoces. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que o Brasil deve registrar mais de 17 mil novos casos da doença até 2028. O câncer da boca e orofaringe é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca (palato), língua (principalmente as bordas e laterais) e a região embaixo da língua (assoalho da boca). Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) estão entre os principais fatores de risco para o surgimento da neoplasia. Estimativas apontam que até 30% dos casos de câncer podem ser prevenidos por meio de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada rica em frutas, legumes e vegetais, não fumar, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e utilizar protetor solar nos lábios. A vacinação contra o HPV, o uso de preservativo, inclusive durante a prática do sexo oral, e a realização de exames periódicos também colaboram com a prevenção. Mára Lúcia Campos, gerente de odontologia do Seconci-DF, aponta que as pessoas devem ficar atentas a alguns sinais de alerta. “Principalmente lesões e machucados na boca que não cicatrizem em até 15 dias, sangramentos sem causa conhecida, manchas ou placas esbranquiçadas na boca e nódulos no pescoço”, destaca. “Vale ressaltar que esses sintomas não necessariamente serão confirmados como câncer, mas com o surgimento deles, devem ser investigados imediatamente, pois, se a doença for diagnosticada e tratada nas fases iniciais, há grandes chances de cura total”. Atendimento odontológico para trabalhadores da construção Com foco nos trabalhadores da construção civil, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) oferece atendimento odontológico gratuito, levando cuidado e prevenção diretamente aos canteiros de obras. Com duas unidades fixas, no Núcleo Bandeirante e na Asa Norte, e quatro unidades móveis que percorrem obras em todo o Distrito Federal, a entidade oferece serviços gratuitos como extrações, restaurações, próteses, tratamentos de canal e limpeza dental. Para se ter uma ideia, em 2025 foram realizados mais de 21 mil atendimentos. Neste ano, no 1º trimestre, foram contabilizados mais de 4,5 mil atendimentos, distribuídos entre consultas, tratamentos concluídos e procedimentos diversos, reforçando o impacto social do trabalho contínuo. Thiago Gomes dos Santos, guardião de obras da CONBRAL, empresa parceira do Seconci-DF, foi um dos trabalhadores atendidos pela unidade móvel disponibilizada no canteiro onde atua. Segundo ele, o tratamento odontológico trouxe benefícios que foram além da saúde bucal, refletindo diretamente em sua autoestima. “Eu tinha vergonha de conversar com as pessoas, porque sempre achava que elas estavam olhando para o meu dente quebrado. Depois que fiz todo o tratamento no Seconci, me sinto mais tranquilo e confiante para falar”, relata. O trabalhador também destaca a importância da oferta gratuita do serviço odontológico dentro do ambiente de trabalho. “É uma facilidade muito grande para todos nós, porque torna mais acessível buscar um tratamento que, muitas vezes, a gente nunca imaginou que conseguiria fazer um dia”, afirma. O cuidado do Seconci-DF vai além do consultório. “Nosso objetivo é garantir que os trabalhadores da construção civil tenham acesso a um atendimento odontológico humanizado e preventivo. Quando conseguimos identificar problemas precocemente e orientar sobre os cuidados com a saúde bucal, contribuímos diretamente para a qualidade de vida e o bem-estar desses profissionais”, finaliza a gerente. O Seconci-DF disponibiliza diversas especialidades odontológicas gratuitas para os profissionais da construção civil vinculados a empresas parceiras. Para utilizar os serviços, o agendamento é simples: basta que o colaborador procure o setor de segurança do trabalho ou recursos humanos da empresa em que atua, para que ele realize a marcação das consultas no site da entidade. Fonte: Profissionais do Texto