Abril Verde: Seconci-DF reforça debate sobre segurança e saúde no trabalho nos canteiros de obras

Durante o mês,  palestras serão realizadas com foco na prevenção de acidentes e na saúde mental dos trabalhadores José Albuquerque/Comunicação Seconci-DF O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) intensificou suas ações para o Abril Verde, campanha nacional dedicada à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. Ao longo do mês, 36 canteiros de obras serão visitados, levando informação sobre segurança no ambiente laboral, prevenção de acidentes, com expectativa de atingir milhares de trabalhadores. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, abordando temas como ergonomia, prevenção de acidentes, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs)  e informações básicas sobre as mudanças da Norma Regulamentadora 1 (NR1), que passa a exigir o levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, reforça que o Abril Verde é um momento importante para reforçar a conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, especialmente na construção civil, que exige atenção constante. “No Seconci-DF, intensificamos nossas ações ao longo do mês, com palestras e visitas aos canteiros, levando orientação diretamente aos trabalhadores”, explica ela. Abril Verde e a importância da prevenção O Abril Verde tem como marco o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril. A data foi instituída em memória de um acidente ocorrido em 1969, nos Estados Unidos, quando uma explosão em uma mina de carvão deixou dezenas de trabalhadores mortos. Desde então, o mês passou a simbolizar a luta por condições de trabalho mais seguras em todo o mundo. No contexto da construção civil, onde os riscos são elevados e as atividades exigem atenção constante, a campanha ganha ainda mais relevância. Acidente de trabalho é todo evento que ocorre durante o exercício da atividade profissional e que pode causar lesão, doença ou redução da capacidade laboral, podendo ser classificado como típico, de trajeto, grave ou fatal. Acidente Típico É o acidente que ocorre durante a execução da atividade profissional, dentro ou fora da empresa, desde que o trabalhador esteja a serviço. Acidente de Trajeto É o acidente que ocorre no percurso entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, ou vice-versa. Acidente Grave É caracterizado pela gravidade da lesão, independentemente de onde ocorreu (típico ou trajeto). Acidente Fatal É aquele que resulta em óbito do trabalhador, podendo ocorrer no local do acidente ou posteriormente em decorrência dele. Saúde mental, riscos psicossociais relacionados ao trabalho e a Nova NR1 A saúde mental dos trabalhadores ocupa um espaço cada vez mais relevante nas discussões sobre segurança no trabalho. A rotina intensa, a pressão por produtividade e as condições do ambiente laboral podem afetar o bem-estar emocional e contribuir para a ocorrência de acidentes. Problemas como estresse, ansiedade e esgotamento impactam diretamente a concentração, aumentam a probabilidade de erros e elevam os índices de afastamento. Nesse contexto, os riscos psicossociais relacionados ao trabalho passam a ser considerados parte essencial das estratégias de prevenção. Para atender às mudanças da NR1, que entram em vigor em 26 de maio de 2026, o Seconci-DF criou sua própria metodologia para realização do levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Serviço que está disponível para todas as empresas que realizam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com a instituição. O que diz o trabalhador sobre o Abril Verde As ações realizadas nos canteiros têm impacto direto na conscientização dos profissionais que participam das palestras, como mostram os depoimentos de quem já participou da campanha. Abril Verde reforça cultura de prevenção na construção civil Seconcis intensificam ações do Abril Verde com foco em saúde e segurança na construção civil

Normas técnicas orientam uso seguro de bebedouros em ambientes de trabalho

A disponibilização de bebedouros em ambientes de trabalho deve seguir normas que garantem segurança, higiene e acessibilidade aos trabalhadores. No Brasil, as exigências estão previstas principalmente nas NR-18 e NR-24, além de normas da ABNT e certificações do Inmetro e da Anvisa. Entre os requisitos, está o fornecimento de água potável, filtrada e fresca, com uso de bebedouros de jato inclinado ou sistema equivalente, sem compartilhamento de copos. Os equipamentos devem ser fabricados com materiais adequados, como aço inox, e dimensionados conforme a demanda do local. A acessibilidade também é obrigatória. De acordo com a ABNT NBR 9050, os bebedouros devem permitir o uso por pessoas com deficiência, com altura adequada, espaço para aproximação e acionamento de fácil manuseio. As normas também exigem certificação do Inmetro e padrões de filtragem que garantam a qualidade da água. A instalação deve prever drenagem adequada e sistema elétrico com aterramento, assegurando o funcionamento seguro dos equipamentos. Além disso, a manutenção regular é fundamental, com limpeza periódica e troca de filtros conforme orientação do fabricante, garantindo água segura para consumo e condições adequadas no ambiente de trabalho. O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). Fonte: Agência CBIC

Abril Verde reforça cultura de prevenção na construção civil

Voltada à promoção da saúde e segurança no trabalho, a campanha Abril Verde busca informar e mostrar a importância da adoção de uma rotina de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Em 2026, a campanha terá como foco a saúde mental dos trabalhadores. Em maio entram em vigor as atualizações da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) que ampliam as diretrizes do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), incluindo a obrigatoriedade do levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. Com isso, a partir da presente data, passam a ser obrigatórias a avaliação de riscos relacionados ao estresse, assédio, burnout, ambientes organizacionais tóxicos e sobrecarga de trabalho. A medida reforça a atenção à saúde mental no ambiente laboral com o mesmo rigor dado aos riscos físicos, químicos e biológicos, entre outros. Nesse cenário, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) atua ao lado das empresas da construção civil oferecendo suporte completo para a implementação dessas medidas e a promoção do bem-estar dos trabalhadores. Como parte desse movimento, a entidade já disponibiliza metodologia própria para levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, conforme a NR-01, do Ministério do Trabalho e Emprego. Ampliar o olhar para a saúde mental no ambiente laboral é um passo essencial para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, destaca Juliana Moreira de Oliveira, gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF. “O bem-estar psicológico é fundamental para garantir não apenas a produtividade, mas principalmente a segurança no espaço de trabalho”, afirma. “Entretanto, vale ressaltar, que problemas relacionados, principalmente, a ergonomia, como levantamento de carga, postura inadequada e movimentos repetitivos, ainda se destacam como os principais problemas enfrentados na construção civil. Dessa forma, é preciso que os trabalhadores também fiquem atentos ao seu bem-estar físico”. Além dos riscos psicossociais A construção civil vem registrando resultados positivos em um cenário de avanços consistentes na prevenção de acidentes. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que, em 2023, o setor registrou os melhores índices de segurança da série histórica, evidenciando a consolidação de práticas preventivas nos canteiros de obras. No ano de referência, o setor registrou uma redução de mais de 30% de acidentes típicos em comparação ao ano anterior. No mesmo período, o número de doenças do trabalho caiu 25%, atingindo o menor índice da série. A letalidade também apresentou recuo 60% menos do que em 2022. Já o indicador de mortalidade caiu 71%. Os resultados refletem uma atuação integrada entre empresas, trabalhadores e entidades. O Seconci-DF promove ações que incluem a elaboração de programas ocupacionais, emissão de laudos técnicos, desenvolvimento de campanhas educativas e realização de atividades diretamente nos canteiros, como palestras, distribuição de materiais informativos e eventos. “A prevenção precisa fazer parte da rotina das obras. Não se trata apenas de cumprir normas, mas de promover uma cultura contínua de cuidado com a vida e a saúde dos trabalhadores”, afirma Juliana Moreira. Para se ter uma ideia, apenas em 2025, o Seconci-DF beneficiou mais de 20 mil trabalhadores, 33% a mais do que em 2024, quando mais de 15 mil foram impactados positivamente. Ao longo do ano, a entidade promoveu treinamentos admissionais, palestras, programas monitorados, curso de CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e treinamentos de NR-35, obrigatório para todo serviço executado acima de 2 metros do nível inferior onde existe o risco de queda. Ao todo 183 empresas associadas foram atendidas. Para o presidente do Seconci-DF, Eduardo Aroeira, o fortalecimento dessa conduta prevencionista está diretamente relacionado à presença de iniciativas estruturadas no setor. “O trabalho desenvolvido pelo Seconci-DF contribui para ampliar o acesso à informação e às boas práticas de segurança, fortalecendo a conscientização nos canteiros de obras e apoiando as empresas na adoção de medidas efetivas de prevenção”, destaca. Abril Verde 2026 Ao longo do mês, o Seconci-DF realiza uma série de ações voltadas à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. Estão agendadas 36 palestras nos canteiros de obras do Distrito Federal. Com isso, milhares de trabalhadores serão sensibilizados com abordagens que incluem temas como saúde mental, riscos psicossociais e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletivo (EPCs). As atividades também contribuem para iniciativas internas das empresas, como as Semanas Internas de Prevenção de Acidentes (SIPATs) e os Diálogos Diários e Semanais de Segurança, ampliando o alcance das orientações preventivas. “As palestras têm como objetivo fortalecer a cultura de prevenção, mostrando que pequenas atitudes fazem toda a diferença no dia a dia. Nosso compromisso é fazer com que o trabalhador e a trabalhadora retornem para casa com saúde ao fim do expediente”, explica Juliana. Maria das Dores de Oliveira, técnica de Segurança da Construtora Villela e Carvalho, aponta que as palestras oferecidas pelo Seconci-DF são muito importantes para os colaboradores. “A segurança no trabalho é um assunto que abordamos diariamente com os trabalhadores e, às vezes, acaba passando despercebido por eles. Por isso, ter especialistas aqui reforçando o tema e trazendo casos reais foi muito enriquecedor e interessante para todos”. Joilson da Silva Sousa, encarregado na empresa Construtora Villela e Carvalho, achou a palestra muito interessante e destacou que esse é um assunto que deve ser abordado sempre. “Quanto mais a gente aprender a tomar cuidado e a seguir as orientações da forma correta, melhor”, afirma. “Evitar que um acidente grave ocorra na obra depende de nós mesmos. É preciso sempre realizar todos os serviços utilizando os equipamentos de segurança e alertar os colegas quando algo estiver errado ou fora do padrão”. Fonte: Profissionais do Texto

Seconcis intensificam ações do Abril Verde com foco em saúde e segurança na construção civil

Campanha reforça a cultura de prevenção de acidentes, atenção à saúde mental e a promoção de ambientes de trabalho mais seguros em todo o país O Abril Verde, campanha dedicada à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, mobiliza instituições e empresas em todo o país ao longo do mês de abril. Na construção civil, onde os riscos são constantes e as atividades exigem atenção permanente, a iniciativa ganha ainda mais relevância e reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção. A construção civil está entre os setores que mais empregam no Brasil (três milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, De acordo com dados do Novo Caged) e também entre os que mais exigem atenção à saúde e à segurança dos trabalhadores. Nesse cenário, o Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci Brasil) atua na promoção da saúde e segurança no trabalho, com serviços de saúde ocupacional, atendimentos médicos e odontológicos, ações educativas e apoio técnico às empresas. Presente nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste, a instituição busca fortalecer a cultura de prevenção nos canteiros de obras. Mais do que cumprir as Normas Regulamentadoras, investir em saúde e segurança significa preservar vidas, melhorar as condições de trabalho e aumentar a produtividade. Nesse contexto, o Seconci Brasil, em parceria com as unidades regionais, atua na orientação de empresas e trabalhadores e na oferta de serviços voltados à prevenção de acidentes. “A campanha Abril Verde representa mais do que um calendário de ações. Ela reafirma o compromisso dos Seconcis do Brasil com a vida de cada trabalhador da construção civil. Segurança não é custo, é investimento em pessoas e no futuro do setor”, afirma Antônio Carlos Salgueiro, presidente do Seconci Brasil. Ações em todo o país Durante o mês, as ações do Abril Verde são realizadas em diferentes regiões, com palestras, visitas técnicas, campanhas educativas e atividades de sensibilização em canteiros de obras e empresas parceiras. No Distrito Federal, por exemplo, estão previstas 36 palestras ao longo do mês, com foco na prevenção de acidentes, no uso correto de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva e na identificação de riscos no ambiente de trabalho. “Nosso objetivo é fazer com que o trabalhador e a trabalhadora retornem para casa com saúde ao fim do expediente”, afirma Juliana Moreira, gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF. Segundo ela, as ações também buscam transformar conhecimento em prática e fortalecer a cultura de segurança no dia a dia das obras. Em Manaus, a programação inclui ações integradas de saúde e segurança nos canteiros, como atendimentos e orientações em saúde bucal em parceria com o Centro Universitário do Norte, além de atividades de ergonomia e ginástica laboral voltadas à prevenção de lesões e palestras sobre doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. A agenda também prevê a realização de um curso gratuito sobre a Norma Regulamentadora nº 6, no dia 28 de abril, na sede do Seconci Manaus, com foco no uso correto e na conservação dos Equipamentos de Proteção Individual. “Nosso foco é orientar o trabalhador na prática. Segurança se constrói com informação, disciplina e responsabilidade de todos”, afirma Racing Brito, técnico de Segurança do Trabalho. Saúde mental em foco A saúde mental dos trabalhadores também ganha destaque na campanha. A rotina intensa, a pressão por prazos e as condições de trabalho podem afetar o bem-estar emocional e aumentar o risco de acidentes. Problemas como estresse, ansiedade e burnout impactam a produtividade, elevam o absenteísmo e contribuem para falhas no ambiente de trabalho. Por isso, os riscos psicossociais vêm sendo cada vez mais incorporados às políticas de saúde e segurança do setor. Ao longo do mês, os Seconcis ampliam a oferta de serviços de saúde ocupacional, incluindo apoio psicológico, acompanhamento técnico e ações educativas. A campanha Abril Verde reforça que a prevenção deve ser permanente. A construção de uma cultura de segurança depende do engajamento de empresas, trabalhadores e instituições, com o objetivo de garantir condições adequadas de trabalho e preservar vidas. Fonte: Seconci Brasil

MTE lança Canpat 2026 com foco na prevenção de riscos psicossociais no trabalho

Campanha é lançada juntamente com novo manual sobre o GRO da NR-1 e curso EAD sobre riscos psicossociais voltado ao público em geral Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou, nesta terça-feira (7), a cerimônia de lançamento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat) 2026. Com o tema “Pela Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho”, a iniciativa reforça a importância da promoção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis, com atenção especial à saúde mental dos trabalhadores. Durante o evento, foi oficialmente lançado o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1 — Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), elaborado pelo MTE, que orienta empregadores e profissionais sobre a implementação das diretrizes relacionadas à gestão de riscos, incluindo os fatores psicossociais no ambiente de trabalho. Também foi divulgada a oferta do Curso sobre Riscos Psicossociais no Meio Ambiente do Trabalho, voltado ao público geral. A capacitação será realizada na plataforma da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho (ENIT), em formato EAD e assíncrono, com emissão de certificado, ampliando o acesso à informação e à qualificação sobre o tema. Riscos psicossociais no trabalho Na cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a relevância do tema para o mundo do trabalho contemporâneo. O ministro destacou que a promoção de ambientes de trabalho saudáveis passa, necessariamente, pelo reconhecimento e enfrentamento dos riscos psicossociais, e que essa é uma agenda prioritária para garantir dignidade e qualidade de vida aos trabalhadores. “Nós precisamos de todos irmanados num processo de melhoria sistêmica do ambiente de trabalho. Só isso poderá levar, de fato, a um processo de fortalecimento de trabalhadores e trabalhadoras que não permita, a partir do ambiente de trabalho eventualmente hostil, levar ao adoecimento”, afirmou o ministro. O diretor de Segurança e Saúde do Trabalho do MTE, Alexandre Scarpelli, destacou que, conforme os dados conjugados do MTE, da Previdência e do INSS, os transtornos mentais e comportamentais cresceram 134% nos últimos dois anos e que, só no ano passado, cerca de meio milhão de trabalhadores foram afastados por ansiedade, depressão e episódios relacionados ao estresse no trabalho. “Precisamos fortalecer uma cultura de prevenção que nasce do conhecimento. A orientação salva vidas”, afirmou. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Alexandre de Souza Agra Belmonte, ressaltou a importância de cultivar um ambiente de trabalho saudável. “Situações como assédio, sobrecarga de trabalho, metas abusivas, falta de autonomia, discriminação e insegurança no emprego são suscetíveis de minar a autoconfiança do trabalhador e nele instalar cansaço crônico ou ainda ataques de pânico como gatilhos para doenças psicossociais”. O diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil, Vinícius Pinheiro, pontuou que o risco psicossocial não se resume ao estresse individual e está relacionado com o modo como o trabalho é organizado e gerido. “Ignorar o ambiente social não é apenas uma falha ética, é também um erro estratégico de gestão”, disse. A Procuradora do Trabalho, Gisela Nabuco, destacou a importância das atualizações na norma do MTE que trata do Gerenciamento de Riscos Pscicossociais (GRO). “A NR-1 não é uma carta de intenções. É fundamental preservar sua força normativa e assegura a observância de suas disposições”, afirmou. Atuação do Seconci-DF alinhada às diretrizes nacionais Em sintonia com as diretrizes da Canpat 2026, o Seconci-DF desenvolveu metodologia já disponível às empresas parceiras para levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. A ideia é promover a saúde integral do trabalhador, com foco na prevenção e no gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo os fatores psicossociais relacionados ao ambiente laboral. As empresas interessadas em realizar o levantamento dos riscos psicossociais junto ao Seconci podem entrar em contato com a instituição pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 247 para mais informações. Sobre a Canpat A Canpat 2026 prevê a realização de diversas ações ao longo do ano com o objetivo de sensibilizar empregadores, trabalhadores e a sociedade sobre a importância da prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego/Foto: Matheus Itacaramby/MTE

Artigo: O que a lei não vê, o setor da construção já faz

O Congresso Nacional conduz audiências públicas sobre a proposta de emenda constitucional que pode pôr fim à escala 6×1. Em 4 de março, o Senado aprovou a urgência da matéria, estendendo o prazo para 20 dias, texto que recebeu a sanção presidencial em março. São mudanças de grande alcance trabalhista no Legislativo e que impactam a construção civil, principal motor da economia do Distrito Federal. Este artigo trata do debate um tanto pouco considerado no processo político: antes de legislar, o setor já implementa ações relevantes para o trabalhador. Desde 1988, a construção civil mantém o Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF), integrado a um sistema atuante em outros estados. Ele tem sua criação em 1964, em São Paulo. Em razão do sucesso alcançado, foi implantado na capital federal pelos empresários em parceria com o sindicato dos trabalhadores. O Seconci-DF cuida da saúde, da segurança e do bem-estar dos trabalhadores dos canteiros e de suas famílias. É uma iniciativa voluntária estabelecida na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Por meio da entidade, os trabalhadores têm acesso a programas de alfabetização, a diversos serviços médicos assistenciais e ocupacionais, de segurança do trabalho, de odontologia, além de atendimento psicossocial. Já as empresas têm apoio e suporte para o cumprimento das obrigações legais quanto à segurança e à saúde do trabalho. Essas iniciativas não substituem a legislação trabalhista, mas demonstram que o setor desenvolve soluções próprias, relevantes para esse debate. A pergunta que parece sem resposta é: na hora de votar novos dispositivos trabalhistas, esse esforço voluntário de um setor relevante como a construção civil é levado em conta? Sobre a escala 6×1, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção afirma que reduções de jornada costumam exigir ganhos equivalentes de produtividade. A construção civil tem dinâmicas próprias, com prazos contratuais, fases de concretagem, que podem ser interrompidas no meio do processo. As equipes funcionam em escalas que dependem do andamento físico em execução, não do horário diário da semana. O setor demonstra, na prática, que pode avançar na proteção aos trabalhadores para além do que a lei exige. Além do Seconci-DF, conta com o instrumento da negociação coletiva. Proibir a escala 6×1 por PEC retira essa flexibilidade e pode gerar custo para o trabalhador da construção, que, em muitos casos, opta por trabalhar no sábado e compensar a folga em outro dia da semana. A negociação coletiva, como a Convenção 2025-2027, firmada entre Sindicato-DF e o sindicato dos trabalhadores, resolve essas questões. É instrumento que permite ajustar jornadas e compensações de forma mais próxima da realidade do canteiro. Sobre a nova lei de licença-paternidade, ampliação é bem-vinda e permitirá ao pai conviver por 20 dias com a família, conquista a ser apoiada pelo INSS. Mas deixa um problema sério em aberto. No canteiro, a ausência de um trabalhador qualificado por 20 dias é uma interrupção real na cadeia produtiva. A construção civil vive um período de forte demanda por mão de obra e enfrenta dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados. Por isso, é difícil substituir um armador ou pedreiro experiente. A consequência pode ser o alongamento de prazos e o eventual repasse de custos ao preço final das obras. Esse quadro ocorre em um momento de conflito militar envolvendo EUA, Israel e Irã, que tem elevado o preço do diesel (30% do produto são importados), insumo essencial e de impacto direto nos custos da construção. Em um contexto assim, mudanças nas regras trabalhistas exigem ainda mais cautela. A situação da Previdência Social é outro agravante. Em 2025, o gasto anual com benefícios previdenciários ultrapassou R$ 1 trilhão, com rombo de R$ 317 bilhões no Regime Geral, conforme o governo. Acrescentar um novo benefício com impacto fiscal estimado em R$ 5,44 bilhões anuais, como a licença-paternidade ampliada, exige avaliação mais rigorosa. A construção civil do DF faz a sua parte. Cuida da saúde, da educação e do bem-estar de seus trabalhadores e famílias por meio de ações como o Seconci. De 1988 a 2025, foram quase 4,2 milhões de atendimentos pela entidade no Distrito Federal. O setor espera, em troca, que novas regras sejam avaliadas com o mesmo senso de responsabilidade, levando em conta o que já funciona na prática. Eduardo Aroeira Almeida/Presidente do Seconci-DF Artigo publicado no Correio Braziliense em 7 de abril de 2026.

Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida na Construção

Seconci-DF reforça compromisso com a saúde integral do trabalhador da construção civil Comunicação Seconci-DF Neste 6 de abril, quando é celebrado o Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida, o Serviço Social da Indústria da Construção do Distrito Federal (Seconci-DF) se orgulha de ser um serviço que preza pela saúde e qualidade de vida para os trabalhadores do setor da construção. A instituição oferece atendimentos que vão desde consultas médicas e exames clínicos até ações preventivas e acompanhamento contínuo da saúde dos trabalhadores. A instituição entende que promover qualidade de vida vai além do tratamento de doenças: envolve cuidado permanente, prevenção de riscos e incentivo a hábitos saudáveis. Na área de medicina assistencial, a Policlínica do Trabalhador realiza atendimentos em diversas especialidades como clínica médica, oftalmologia, urologia, ginecologia, além do Progama de Hipertensão e Diabetes (PHD), garantindo acesso ágil e humanizado à saúde. Já na medicina ocupacional, o foco está na prevenção de agravos relacionados ao trabalho, por meio dos exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho e demissionais, além do monitoramento constante das condições de saúde dos colaboradores. Outro destaque é a atuação em programas de promoção da saúde dentro dos canteiros de obras, com ações educativas por meio de palestras, orientações sobre saúde física, mental e qualidade de vida, por meio do programa Seconci Presente – que faz um raio-x da saúde dos trabalhadores. Com isso, o Seconci-DF já contabiliza, ao longo de quase quatro décadas de atuação no setor do Distrito Federal, cerca de 1,4 milhão de atendimentos somente em saúde. E, com isso, todos os trabalhadores que são de empresas parceiras podem ter acesso a esses e os demais benefícios oferecidos pela instituição.

Construção volta a superar o patamar de três milhões de trabalhadores com carteira assinada

A construção manteve o ritmo de geração de empregos em 2026 e voltou a ultrapassar a marca de três milhões de trabalhadores com carteira assinada no país.  De acordo com dados do Novo Caged, divulgados na terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho, o setor criou 31.099 novos postos em fevereiro, segundo mês consecutivo de saldo positivo. Em janeiro, haviam sido gerados 50.538 empregos. Vale destacar que fevereiro tem menos dias úteis, o que impacta diretamente o volume de contratações. Foram 12.666 novas vagas na Construção de Edifícios, 9.382 em Infraestrutura e 9.051 em Serviços Especializados para a Construção. “Todos os três segmentos do setor registraram saldo positivo. Com esse resultado, a construção voltou a superar o patamar de três milhões de trabalhadores com carteira assinada”, aponta Ieda Vasconcelos, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). No cenário geral, o Brasil registrou a criação de 255.321 empregos formais em fevereiro, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. No acumulado de 2026, já são 370.339 novos postos com carteira assinada, elevando o estoque de vínculos celetistas para mais de 48,8 milhões. Entre os setores, quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos apresentaram saldo positivo. O destaque ficou com Serviços (221.084 vagas), seguido pela Indústria (86.091), Construção (81.637) e Agropecuária (31.930), consolidando um cenário de crescimento do emprego formal no país. Fonte: Agência CBIC

Mensagem de Páscoa

Nesta Páscoa, celebramos o renascimento da esperança, da fé e do compromisso com o próximo. ✨ Mais do que uma data simbólica, este é um momento de reflexão sobre o cuidado, a solidariedade e a importância de transformar vidas por meio de atitudes concretas. No Seconci-DF, essa missão se renova todos os dias. Por meio do nosso Serviço Social, seguimos promovendo acolhimento, dignidade e bem-estar aos trabalhadores da construção civil e suas famílias. Que o espírito da Páscoa nos inspire a continuar fazendo a diferença, com propósito, sensibilidade e compromisso com um futuro mais humano. Feliz Páscoa! Eduardo Aroeira Almeida Presidente do Seconci-DF

CBIC promove debate sobre inclusão feminina na construção em live especial pelo Dia Internacional da Mulher

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, nesta quarta-feira (25), uma live especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher com o tema “Avanços e desafios na inclusão da mulher no setor da construção”. O encontro reuniu lideranças do setor para discutir a ampliação da participação feminina em um segmento historicamente masculino, além de destacar experiências e desafios enfrentados por mulheres na construção civil.  Participaram do debate o presidente da CBIC, Renato Correia; o vice-presidente financeiro, Eduardo Aroeira Almeida; a vice-presidente de Responsabilidade Social e presidente da Comissão de Responsabilidade Social da CBIC, Ana Cláudia Gomes; a vice-presidente da entidade, Maria Elizabeth Cacho do Nascimento; Além de Ana Rita Vieira, presidente do Sinduscon-Joinville; Maria Rita de Cássia Singulano, presidente da Aconvap; Elissandra Candido, presidente do Sinduscon-SF; e Maria Eugênia Fornea, presidente da Ademi-PR.    Participação feminina como estratégia para o setor  Na abertura, Correia destacou a importância da presença das mulheres para enfrentar os desafios estruturais da construção civil. “Certamente com mais mulheres nós vamos conseguir avançar nesse desafio. Nós precisamos da criatividade de vocês, da resiliência, da inteligência e da determinação para enfrentar esse momento tão importante para o nosso país”, afirmou.  O dirigente também reforçou a defesa da valorização institucional da pauta feminina. “Nós acreditamos muito nas mulheres e pleiteamos para que a gente tivesse um dia nacional da mulher na construção”, acrescentou.  A discussão ocorre em um momento em que o tema também avança no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou proposta que institui o Dia Nacional das Mulheres na Construção Civil, a ser celebrado em 25 de março de cada ano. De autoria da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), o Projeto de Lei 4.638/2023 será enviado ao Senado Federal.  Ambiente de negócios e crescimento  Ao participar do debate, Aroeira destacou a importância da ampliação da participação feminina no setor. “Vocês abriram espaço, e isso é um exemplo para que outras cheguem aonde vocês chegaram. A CBIC tem sempre a intenção de apoiá-las, podem contar com a gente. A inclusão não tem volta e, mais que isso, a participação e liderança de vocês não têm volta”, afirmou.  Ele também contextualizou o momento da construção civil e ressaltou a necessidade de ampliar investimentos e melhorar o ambiente regulatório. “A gente precisa melhorar o ambiente de negócio para que as nossas empresas possam trabalhar com planejamento de longo prazo e investir com tranquilidade”, disse   Inclusão como pauta institucional  Para Ana Cláudia, a participação feminina deve ser tratada como estratégia para o crescimento do setor. “A pauta da mulher não é apenas uma pauta de inclusão, ela é uma pauta institucional. Não podemos desperdiçar talento diante dos desafios que a construção civil tem pela frente”, afirmou.  Segundo ela, ampliar a presença feminina contribui para a produtividade e inovação. “A gente precisa olhar para frente entendendo que precisamos aumentar a produtividade, e esse processo ajuda a trazer cada vez mais mulheres”, disse.  Trajetórias e experiências  Ao compartilhar sua experiência, Ana Rita destacou a importância de incentivar mulheres a assumirem posições de liderança. “Nós mulheres costumamos esperar estar muito preparadas para assumir qualquer cargo, mas a gente já tem competência. Não precisamos esperar”, afirmou.  Maria Elizabeth ressaltou a importância da determinação e da escuta. “Eu acho que mulher, o espaço é onde ela quer. Mostrando competência e seriedade, a gente conquista esse espaço”, declarou.  Elissandra destacou a necessidade de ampliar a participação feminina nas discussões estratégicas do setor. “As mulheres precisam ter esse espaço de fala e conhecer o ambiente de negócios. A gente precisa abrir esse ambiente para mais mulheres”, disse.  Maria Eugenia enfatizou o papel da atuação institucional. “É muito importante participar desses espaços de discussão para ajudar a criar políticas públicas que o mercado consiga usar e gerar desenvolvimento”, afirmou.  Maria Rita ressaltou o valor do trabalho coletivo. “Sempre achei que ninguém resolve nada sozinho. A gente precisa trabalhar para que as mulheres tenham mais espaço nessa área que ainda é tão difícil”, declarou.  Desafios e caminhos  As participantes apontaram desafios como a necessidade de quebrar paradigmas, ampliar a presença feminina em cargos de liderança e incentivar a participação em canteiros de obras.  Ana Rita destacou a importância de ajustes práticos. “A gente precisa ouvir mais as mulheres e pensar em formatos que facilitem a participação, desde reuniões até ações no canteiro de obras”, disse.  Elissandra também ressaltou a necessidade de mudanças culturais. “Muitas vezes a mulher ainda precisa provar sua competência. A gente precisa evoluir na cultura da inclusão”, afirmou.  Assista a live na íntegra.  Fonte: Agência CBIC