Outubro Rosa: detecção precoce do câncer de mama aumenta chances de cura

Saiba onde fazer os exames de rastreamento no serviço público de saúde do DF. Unidades básicas são a porta de entrada Receber o diagnóstico do câncer de mama pode ser muito assustador, mas a chance de cura é de mais de 90% quando detectado precocemente. Por isso, anualmente a campanha Outubro Rosa reforça às mulheres a importância de estar atenta a sinais, fazer sempre o autoexame e buscar os exames de rastreamento. Na rede pública de saúde do Distrito Federal, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são portas abertas e a entrada para acessar os serviços. “A mamografia é o único exame que reduz em torno de 25% a mortalidade por câncer de mama, por isso, a gente sempre ressalta o quão importante é que as mulheres o realizem periodicamente. A recomendação é que, a partir dos 50 anos, elas façam o exame anualmente”, ressalta a Referência Técnica Distrital (RTD) em mastologia, o médico Flávio Lúcio Vasconcelos. Já as pacientes que possuem um risco aumentado de câncer de mama, por terem histórico familiar da doença, devem começar o rastreamento mais cedo, aos 35 anos. Na UBS, a paciente passa por avaliação e, havendo a indicação, é encaminhada para a realização da mamografia na rede, por meio do sistema de regulação. Depois, com o resultado do exame em mãos, ela deve retornar à UBS para que a equipe de saúde avalie. Caso haja alguma alteração, a paciente é direcionada para atendimento com mastologista, que pode solicitar outros exames, como a ultrassonografia mamária ou a biópsia. Se identificado o câncer de mama, a paciente pode realizar o tratamento oncológico – radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia – nos locais especializados da rede pública. No Distrito Federal, as pacientes contam com 11 mamógrafos localizados no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), no Hospital de Base, no Hospital Universitário de Brasília (HUB), no Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) e nos hospitais regionais da Asa Norte (Hran), de Santa Maria (HRSM), de Samambaia (HRSam), do Gama (HRG), de Ceilândia (HRC), de Taguatinga (HRT) e de Sobradinho (HRS). Vencendo o câncer Há 10 anos, em 2013, Maria das Neves Pereira, hoje com 61 anos, descobria a existência de dois nódulos nos seios por meio de uma mamografia de rotina. A biópsia detectou que um deles era maligno. Com a descoberta da doença em estágio inicial, ela iniciou o tratamento precoce na rede pública de saúde do DF. As intervenções incluíram cirurgia para retirar parte do seio e sessões de quimioterapia e radioterapia. “Todas as mulheres precisam ir ao médico regularmente e fazer a mamografia. Não tenha medo dos resultados dos exames, porque, quanto mais cedo você descobrir, mais chances tem de sobreviver”, incentiva. Hoje, Maria faz o curso de extensão Educador Político Social em Gerontologia na Universidade de Brasília (UnB). É importante lembrar que o câncer de mama não pode ser completamente prevenido, embora seja possível diminuir os fatores de risco. Por isso, é importante que as mulheres façam a mamografia periodicamente, percebam alterações nas mamas e mantenham hábitos de vida saudáveis. Redução da fila de mamografia no DF Em 2023, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que serão registrados mais de 73 mil casos de câncer de mama no Brasil, o que representa uma taxa de incidência de 41,89 casos por 100 mil mulheres. No DF, a estimativa é de 1.030 casos em 2023, ou seja, uma taxa de 49,76 por 100 mil mulheres. Para reduzir a incidência do câncer de mama no território, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) implementou, em maio deste ano, um plano para reduzir a fila de espera da mamografia. As estratégias surtiram efeito e, em apenas alguns meses, a fila de espera foi reduzida em mais de 80%. De abril a junho, a capacidade mensal de exames passou de 2.384 para 6.078. No início de setembro, a lista de espera para mamografia, que antes era de 14 mil mulheres, estava com 2.800 pacientes. A nova estratégia empregada pela pasta otimizou o uso dos 11 mamógrafos da rede e, assim, o tempo de espera para a realização do exame caiu para menos da metade. Antes, as pacientes precisavam esperar entre nove meses e um ano para serem chamadas, agora, aguardam por, no máximo, quatro meses. “É um direito legal das pacientes terem acesso à mamografia, por isso, a redução da fila foi muito importante para garantir o acesso das mulheres ao exame de forma rápida, possibilitando a detecção precoce dos tumores”, reforça Flávio Lúcio Vasconcelos, RTD de mastologia. Fonte: Secretaria de Saúde do DF

Anexo de Escadas da NR 35 que dispensa uso de EPIs em trabalhos em altura gera questionamentos

Por Redação/Revista Proteção O Anexo III (Escadas) da NR 35 (Trabalho em Altura) têm gerado polêmica entre os prevencionistas e especialistas em segurança do trabalho. Isto porque de acordo com o subitem 4.1.3 do anexo, está prevista a dispensa da análise de risco e do sistema de proteção individual contra queda quando da utilização de escada como meio de acesso para alturas de até 5 metros, desde que não sejam identificados riscos adicionais de queda. O mesmo anexo ainda diz, no subitem 4.2.2, que quando dispensada a análise de risco, em conformidade com o item 4.1.3, serão também dispensadas a capacitação e a autorização para trabalho em altura, previstas no capítulo 35.4 da NR-35, devendo ser transmitida ao trabalhador apenas instrução básica de segurança de uso da escada de uso individual. DISCUSSÃO Para o especialista em NR 35 – Trabalho em Altura, Marcos Amazonas, essa alteração significa um retrocesso desde a implantação da norma, em 2012. “Além de se estar solto a 5 metros, o texto isenta a análise de risco, pedindo apenas uma avaliação prévia; isenta a capacitação, isenta praticamente toda a NR- 35. Infelizmente a cultura de prevenção da pequena e média organização busca por brechas e não podemos garantir que algo assim aconteça”, afirma Amazonas. Na visão dele, com esta orientação, não haverá responsabilização clara em caso de acidente já que para delimitar a autorização de se “estar solto” a 5 metros terá sido feita avaliação prévia sem necessidade de registro. Ele também acrescenta na postagem que fez em seu linkedin, que “não se pode esquecer que o brasileiro adora interpretar do seu jeito e que a proteção acima dos 2metros poderá virar acima dos 5metros. E que, portanto, abaixo de 5m não precisa mais de capacitação ou análise de risco, nem mesmo de autorização”, alerta. Em recente entrevista à Revista Proteção, o engenheiro civil e de Segurança Gianfranco Pampalon comentou a respeito dos dois subitens do Anexo de Escadas e ressaltou que se trata de uma exceção e, portanto, passíveis de muito cuidado. Segundo Pampalon, que também é auditor fiscal do Trabalho aposentado, a polêmica em torno do item que exclui a análise de risco é real. No entanto, afirma, ele não poderá ser aplicado na imensa maioria dos casos e cenários existentes nas empresas, pois é uma exceção. CTPP O assunto tem sido criticado e amplamente discutido no meio prevencionista, motivo pelo qual, a CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente) incluiu na pauta da sua reunião que acontece nesta semana, no Ministério do Trabalho em Brasília, a possibilidade de exclusão dos subitens 4.1.3 e 4.2.2 do Anexo 3 (escadas) da NR 35. A nova norma foi publicada em dezembro de 2022 com vigência desde julho último. Veja mais sobre a pauta da reunião em https://www.protecao.com.br/geral/18a-reuniao-da-ctpp-acontece-hoje-e-traz-debates-sobre-ajustes-e-atualizacoes-de-nrs/

Governo abre consulta pública para aprimorar plano para taxonomia sustentável

A Subsecretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, do Ministério da Fazenda (MF), abriu Consulta Pública para o aprimoramento do Plano de Ação para Taxonomia Sustentável. O objetivo é orientar investimentos públicos e, principalmente, privados sobre ativos e projetos que podem ser classificados como sustentáveis – seja na área ambiental, social ou de governança (ESG). Tendo em vista o desafio da crise climática, o governo federal almeja uma nova trajetória de crescimento e de desenvolvimento atualizada e inovadora, para a qual o Ministério da Fazenda apresenta o Plano de Transformação Ecológica. Entende-se por transformação ecológica a mudança de paradigma cultural, político e econômico da organização social da produção baseada no bioma, em prol de relações sustentáveis com o território e a natureza, gerando melhor qualidade de vida para suas populações. O Plano de Transformação Ecológica tem como princípios: E se estrutura em nos eixos: finanças sustentáveis; adensamento tecnológico; bioeconomia; transição energética; economia circular; e nova infraestrutura. O desenvolvimento de uma taxonomia brasileira tem por finalidade responder aos principais desafios ambientais e sociais do país, levando em conta seus compromissos, objetivos e planos prioritários. (Agência CBIC | Com informações da Foco – Relações Governamentais)

Seconci-DF participa da Facilitação Direcional

Evento reuniu colaboradores, prestadores de serviço e entidades da construção para falar sobre a atuação da empresa e parcerias Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF Na manhã da última sexta-feira, 29 de setembro, o Seconci-DF marcou presença no evento Facilitação Direcional realizado no auditório do Sinduscon-DF. Com a presença dos colaboradores e prestadores de serviço, o evento serviu para estreitar os laços e fazer um panorama da atuação da construtora no Distrito Federal. O Seconci-DF participou da facilitação e foi representado pelo coordenador financeiro e de relacionamento, Mauricio Menezes. Em sua fala, Maurício reforçou a importância do apoio das construtoras, principalmente da Direcional, na promoção da saúde e da segurança no setor. “Tivemos a oportunidade de mostrar nossa instituição, com a apresentação de Slide e vídeo institucional, para nós foi um momento único para contatar e conhecer novas empresas do ramo da construção civil e promover nosso trabalho social”, disse Maurício. O coordenador administrativo da Direcional Engenharia, Rodrigo Sanchez, disse que esse é o primeiro de muitos encontros que acontecerão para aproximar a empresa dos fornecedores e parceiros. “Entendemos que é crucial fortalecer o relacionamento com nossos fornecedores. Por isso estamos orgulhosamente lançando aqui nosso programa de relacionamento”, disse. A Direcional Engenharia conta hoje com mais de 8 mil colaboradores, sendo mais de 1.400 só no Distrito Federal. São mais de 42 de mercado com presença em 13 estados e no DF, estando presente em mais de 50 cidades no Brasil. Só no Distrito Federal, são 16 obras em andamento. “Nosso objetivo é promover a integração dos nossos parceiros. A Direcional trabalha para realizar e construir sonhos e isso só é possível quando contamos com apoio e parceria de todos que estão conosco ao longo dos anos”, Ismar Fernandez, gerente geral de obras da Direcional Engenharia. Além do Seconci-DF, participaram do evento, o Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF), o Sindicato dos Trabalhadores (Sticombe), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), seguro PASI, entre outras empresas e convidados.

Bombeiros militares recebem treinamento sobre SST

Cerca de 30 profissionais participaram da palestra que teve como objetivo a capacitação dos profissionais sobre questões relacionadas às políticas de prevenção e de acidentes de trabalho Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF Os engenheiros de segurança do trabalho do Seconci-DF, Gerson de Alcântara e Rodrigo Boscoli, estiveram no Centro de Estudos de Política, Estratégia e Doutrina do Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF) na quinta-feira, 28 de setembro, para ministrar palestra sobre segurança e saúde do trabalho (SST). A iniciativa partiu do CBMDF e foi acatada pelo Seconci-DF como forma de levar informações sobre segurança, além de auxiliar os bombeiros com questões relacionadas ao tema. De acordo com o engenheiro Rodrigo Boscoli, a ideia foi apresentar os riscos e perigos existentes em obras e como os profissionais dos bombeiros podem ser aliados na prevenção para que acidentes não aconteçam.  “O treinamento tinha como objetivo orientar os militares do CBMDF como fiscalizar obras e manutenções. O intuito da solicitação foi que passássemos, de forma sucinta, os itens básicos do gerenciamento que na construção civil são necessários no que tange a saúde e segurança do trabalho”, disse Rodrigo. O engenheiro Gerson de Alcântara ressaltou que esta foi uma oportunidade de falar sobre prevenção, normas e uma gestão de SST assertiva. “A implementação de gestão de segurança do trabalho vai muito além de cumprir as exigências das Normas, ela contribui na mudança de cultura, obedecendo os critérios estabelecidos pela legislação, com embasamento técnico sempre visando a prevenção de acidentes do trabalho”, explicou Gerson de Alcântara, engenheiro de segurança do Seconci-DF. Os responsáveis pelo pedido foram o major Eduardo Kin Lie e o sargento Sérgio Augusto de Souza Santos. Ele disse que participação dos profissionais do Seconci-DF foi fundamental para apresentar aos militares as diversas ocorrências e fragilidades que ocorrem nas obras do Distrito Federal e como evitá-las. “O treinamento para os colaboradores é a melhor ferramenta de prevenção de acidentes em uma empresa. Dessa forma, é possível compreender os procedimentos necessários para a execução correta e segurança do seu trabalho, sempre visando à proteção e integridade dos trabalhadores”, disse Sérgio. O sargento Sérgio Augusto ressaltou ainda a importância de ter profissionais prevencionistas falando sobre o tema e atualizando os bombeiros sobre as mudanças recentes na legislação de SST. “Os palestrantes trouxeram as atualizações que as normas tiveram nos últimos anos e agregaram conhecimento com relação à documentação a ser gerada e itens a serem exigidos, visando sempre o bem do profissional e resguardando a instituição de problemas futuros”, finalizou.

CANPAT Construção debaterá ambiente seguro e prevenção na próxima semana

No próximo dia 2 de outubro tem início a Semana CANPAT Construção 2023, com o tema “Gestão da Segurança e Saúde na Construção: como um ambiente seguro favorece a produtividade?“. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento acontece até o dia 5 de outubro e vai reunir especialistas em saúde e segurança do trabalho em painéis técnicos virtuais. Entre os temas que serão debatidos estão as principais mudanças na nova NR-18 e as interfaces com a NR-1 e a NR-5, cuidados no processo de aquisição de cintos de segurança para trabalho em altura e sistema de ancoragem. De acordo com o presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, Ricardo Michelon, a Semana CANPAT Construção visa mobilizar toda a indústria da construção, juntamente com a Fiscalização do Trabalho, para a importância da prevenção, estimulando o diálogo e levando conhecimento ao setor. A Semana CANPAT Construção conta, ainda, com a realização do Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas | Indústria da Construção, que acontece no dia 6 de outubro. Em um dia de eventos e palestras para crianças e adolescentes nas escolas, o evento visa levar a mensagem da cidadania e prevenção aos estudantes, futuros empreendedores e trabalhadores do país. Para fazer sua inscrição e participar dos painéis, basta acessar https://brasil.cbic.org.br/cbic-cprt-canpat-2023-02-10-2023 Confira a Programação: Dia 02/10 – Abertura | 10h30 às 11h – Painel Técnico | 11h às 12h Principais mudanças e avanços na nova NR-18 e as interfaces com a NR-1 e a NR-5 Dia 03/10 – Painel Técnico | 11h às 12h Interface do PCMSO com o PGR Como os programas se relacionam Dia 04/10 – Painel Técnico | 11h às 12h Sistema de Ancoragem é tudo igual? Uma análise das diferenças no sistema Dia 05/10 – Painel Técnico | 11h às 12h Cintos de Segurança para trabalho em altura na construção Os cintos são todos iguais? Cuidados que devem ser observados no processo da aquisição. Dia 06/10 – Evento Presencial Dia Nacional de Segurança de Saúde nas Escolas A ação teve interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Altas temperaturas requerem cuidados com a saúde

O calor e a baixa umidade podem trazer diversos problemas, principalmente para quem está exposto ao sol Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF O Distrito Federal está sob alerta vermelha, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Isso significa que, nos próximos dias, a temperatura pode ficar 5ºC acima da média para o período. Isso requer muita atenção, cuidado e as pessoas devem evitar exposição ao sol, principalmente nos horários com maior frequência do calor, entre 10h e 16h. O gerente médico do Seconci-DF, Mauricio Nieto, faz o alerta para cuidados que podem diminuir a sensação de calor e cuidados com a saúde, principalmente dentro dos canteiros de obras. “Manter-se hidratado é fundamental, o esforço físico característico da construção civil associado ao calor intenso dos últimos dias promove perda de líquidos através do suor e respiração. A desidratação gera sintomas de fraqueza, tonturas, cefaleia e aumento da pressão arterial, faça pausas para se reidratar sempre que for necessário”, conta. Além do calor, a umidade do ar no DF pode ficar na casa dos 20% aumentando o surgimento de sintomas como olho seco, dificuldade para respirar, rachaduras e ferimentos na pele. Uso de protetor solar e os EPIs adequados ao trabalhar em céu aberto são fundamentos para reduzir o impacto do calor e da baixa umidade. Cuidados que podem aliviar o calor e a baixa umidade:

Trabalhadores da construção fazem caminhada pela vida no DF

Evento aconteceu na Quadra 500 do Sudoeste e contou com apoio do grupo Base e Real Engenharia Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF Os trabalhadores dos canteiros da Superquadra 500 do Sudoeste participaram de uma caminhada pela vida na manhã desta terça-feira, 26 de setembro, em alusão ao setembro Amarelo – Mês de Prevenção ao Suicídio e da Valorização da vida. O evento foi organizado pelo Comitê Permanente Regional do DF (CPR-DF), do qual o Seconci-DF faz parte, e contou com mais de 400 trabalhadores. A gerente de segurança do trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira, esteve no evento e falou sobre a importância do cuidado e da atenção com a saúde mental nos canteiros. “Ninguém está livre desse problema e, muitas vezes, não conseguimos enxergar a dor dos nossos colegas, das pessoas que estão do nosso lado. O Seconci-DF, por meio da sua equipe de atendimento psicossocial, está à disposição dos trabalhadores. Todos que precisarem de ajuda, podem procurar nossa instituição”, explicou Juliana. O Coordenador do CPR-DF e presidente do Sindicato dos Trabalhadores (Sticombe), Raimundo Salvador, ressaltou a importância do Setembro Amarelo e como podemos ser aliados na prevenção e na cura do nosso colega. “É importante mantermos nossa saúde mental bem resolvida. Para ajudarmos o próximo, precisamos primeiro nos ajudar. As questões emocionais e psicológicas são silenciosas e não percebemos, por isso é importante nos conectar conosco mesmos para que possamos ajudar o outro”, disse Salvador. A caminhada contou com mais de 400 trabalhadores e percorreu um trajeto de cerca de 500 metros entre as obras da Superquadra 500. “Trabalho em obra é muito corrido e é importante parar para pensar e falar sobre porque é um tema que merece atenção. Esse tema deve ser levado para casa, discutido com esposa, família, filhos”, disse a técnica de segurança do grupo Base, Adriana Leite. Atendimento psicossocial no Seconci-DF: os trabalhadores da construção contam com o apoio do Seconci na promoção da saúde mental por meio da equipe do serviço psicossocial formada por uma assistente social e uma psicóloga. Atualmente, a instituição realiza visitas aos canteiros para uma triagem psicossocial e também na realização de palestras para sensibilizar os trabalhadores. Esse atendimento não tem custo para o trabalhador e pode ser acionado pelo e-mail social@seconci-df.org.br.

“A gente precisa respeitar a dor do outro”

Psicóloga do Seconci-DF fala sobre o setembro amarelo e do atendimento psicossocial aos trabalhadores da construção Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF Estamos chegando ao fim de mais um mês de setembro que, há mais de duas décadas, se tornou o mês de valorização da vida e da prevenção ao suicídio. O Setembro Amarelo teve origem nos Estados Unidos em 1994 e, desde então, se espalhou pelo mundo discutindo e abordando o assunto que sempre foi tratado como tabu. A psicóloga do Seconci-DF, Flávia Ferraiolo, explica que o tema deve ser debatido e que a dor das pessoas deve ser respeitada. “Não podemos fingir que o problema não existe; que é uma fase e que vai passar. Precisamos entender que quando uma pessoa fala em suicídio, ela já está em pleno sofrimento e precisa de ajuda. De uma forma, mais ou menos clara, ela emite sinais e quer ser acolhida”, explica Flávia. No Seconci-DF, o serviço psicossocial da entidade está percorrendo obras em várias regiões do DF levando sensibilização e conversando com trabalhadores sobre o tema. Além disso, a equipe composta pela psicóloga e pela assistente social da instituição estão realizando atendimentos individualizados e em equipe, tanto na sede, no Setor Placa da Mercedes/Núcleo Bandeirante, quanto na unidade Asa Norte/Sindicato dos Trabalhadores. O atendimento feito pelo Seconci-DF na área do serviço psicossocial está em funcionamento desde maio deste ano e deve fechar o mês de setembro com mais de 7 mil trabalhadores sensibilizados pelas palestras, além dos atendimentos individualizados. “Há coisas que não podemos mudar, mas conseguimos conviver, mesmo que, nesse momento parece que não. Sempre há uma saída e que não seja a morte. Escolha a vida. Busque ajuda”, finaliza. Se você está precisando de apoio, procure o atendimento psicossocial do Seconci-DF e comece seu tratamento com as nossas profissionais do serviço psicossocial: social@seconci-df.org.br ou pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 211. Confira aqui o que disse a psicóloga do Seconci-DF: Parte 1, Parte 2.

Número de casos de covid-19 cresce no Distrito Federal

Análises realizadas pela Secretaria de Saúde descartam novos ocorrências da subvariante Éris. Pasta reforça ações de vacinação Humberto Leite, da Agência Saúde-DF | Edição: Natália Moura Entre os dias 10 e 16 de setembro, o Distrito Federal registrou 1.060 novos casos de covid-19, conforme o novo boletim epidemiológico semanal da Secretaria de Saúde (SES-DF). Foram identificados mais dois óbitos, em 9 de fevereiro e 3 de setembro de 2023, sendo um paciente de 60 a 69 anos e outro com mais de 80, ambos possuíam comorbidades. Um novo sequenciamento genômico realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) em amostras coletadas em oito Regiões Administrativas diferentes não detectou novos casos da subvariante EG.5.1, apelidada internacionalmente de Éris. Portanto, segundo a SES-DF, a capital segue com apenas um único caso dessa subvariante confirmado até o momento, em agosto. Casos represados O subsecretário em Vigilância à Saúde da pasta, Divino Valero, destaca que o boletim semanal traz o registro de 1.477 novos casos, porém, 417 são referentes à semana anterior, por conta do atraso da notificação de laboratórios privados em um feriado prolongado. “São casos represados das duas semanas anteriores que não haviam sido notificados ainda”, explica. Dessa forma, o chamado índice R(t) oscilou positivamente de 1,2 para 1,23. Isso significa que cada cem pessoas com covid-19 no DF transmitiram a doença para outras 123. Vale lembrar que entre 27 de agosto e 3 de setembro o R(t) chegou a 1,36. “É bom frisarmos a importância da vacinação de reforço como medida de prevenção, além da população se manter atenta para a etiqueta respiratória caso tenha algum sintoma gripal. A maioria dos casos que estão sendo notificados são de pacientes com sintomas mais brandos”, aconselha o subsecretário. Onze mil doses em uma semana Entre os dias 12 e 18 de setembro, 11.329 doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas no DF, entre primeira e segunda doses, além da de reforço, incluindo as versões infantis e bivalente. O resultado é fruto do atendimento em cerca de cem locais de vacinação e de ações extramuros, como as realizadas em escolas, supermercados, shoppings e outros espaços de grande circulação, além do Carro da Vacina. Desde o início da campanha da imunização, em janeiro de 2021, as equipes da SES-DF aplicaram 7.849.494 doses. Cerca de 82% da população já recebeu pelo menos uma dose do imunizante e 78,8% completaram o esquema vacinal de duas doses. Porém, os índices são mais baixos em termos de doses de reforço: cerca de metade da população (48,6%) não recebeu nem uma dose de reforço. Entre os que têm até 19 anos de idade, cerca de 59,6% não voltaram. Entre as crianças de 5 a 11 anos, o índice salta para 83,5%. Fonte: Secretaria de Saúde do DF