Diferenças nos cintos para trabalhos em altura e os cuidados necessários

No último dia de painéis da Semana CANPAT Construção 2023, especialistas se reuniram para discutir um tema crucial: os cintos de segurança utilizados em trabalhos em altura na construção civil e os cuidados essenciais que devem ser observados ao adquiri-los. O evento contou com a presença de Rogério dos Santos Sousa, gerente de produto da MSA Safety, e Luiz Carlos Lumbreras Rocha, auditor fiscal do trabalho. Rogério dos Santos abriu a discussão destacando a importância de compreender as diferenças entre os cintos de segurança disponíveis no mercado e como selecionar a opção mais adequada para cada situação. Ele questionou: “nós vemos no mercado uma variedade enorme de cintos, mas como elegê-los da melhor forma possível? Será que cinto é tudo igual?”. Sousa enfatizou que, em primeiro lugar, os cintos devem atender aos requisitos legais, como a certificação do Inmetro e o Certificado de Aprovação (CA), que são requisitos obrigatórios para aquisição desses equipamentos. Além disso, ele destacou a importância de identificar a aplicação específica e a necessidade real de utilização do cinto de segurança em trabalho em altura. “Por exemplo, quando se tem um cinto de segurança de cinco pontos, ele é mais utilizado para atividades de resgate ou suspensão, ou seja, atividades em que o trabalhador precisa ficar suspenso e utiliza a ancoragem ventral do cinturão”, explicou Sousa. Ele também ressaltou a relevância de considerar riscos adicionais, como trabalhos de soldagem, que podem afetar os materiais dos cintos. “Normalmente, os cintos de segurança são feitos de poliéster ou poliamida, materiais que, em contato com soldas, podem sofrer danos”, pontuou. Ele explicou ainda que para situações com risco adicional, é importante verificar não apenas a aplicação, mas também a resistência do material em relação ao trabalho com solda. Sousa concluiu enfatizando que outros fatores, como a frequência de uso, o ambiente de trabalho e a zona livre de queda disponível, também devem ser considerados ao selecionar o equipamento adequado. Ele lembrou que essas orientações se aplicam não apenas aos cintos de segurança, mas a todo o Sistema Individual de Proteção contra Quedas (SPIQ). Luiz Carlos Lumbreras Rocha, auditor fiscal do trabalho, trouxe uma perspectiva importante sobre o assunto, destacando a degradação dos equipamentos de proteção contra quedas, como cintos e cordas, e sua relação com acidentes graves e fatais. “Porque, por exemplo, as cordas ficaram estocadas e expostas em um ambiente agressivo, e quando o trabalhador foi executar a atividade, a corda não tinha a resistência que deveria ter e o trabalhador veio a óbito”, alertou Rocha. O auditor fiscal também abordou as últimas alterações na Norma Regulamentadora 35 (NR 35) e seu impacto na segurança do trabalho em altura. Ele explicou que a norma, que foi publicada em 2012, passou por revisões, incluindo anexos relacionados a acesso por cordas e sistemas de ancoragem, bem como a harmonização com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) em dezembro de 2022. Rocha destacou a importância do planejamento e organização do trabalho antes da execução, incluindo análise de riscos, permissão de trabalho e procedimentos operacionais. Ele também enfatizou a necessidade de disponibilizar informações aos trabalhadores de forma acessível. “Outra questão que foi trazida na norma é a formalização das informações para os trabalhadores, para que sejam disponibilizadas de forma acessível, por diversos meios de comunicação. Ou seja, as informações da NR precisam chegar ao trabalhador”, ressaltou. Além disso, Rocha mencionou o critério de autorização, que envolve a capacitação do trabalhador e a consignação formal no documento funcional, como um dos principais pontos da NR 35. O auditor fiscal terminou sua apresentação destacando que a complexidade das escolhas relacionadas aos cintos de segurança em trabalhos em altura, bem como a importância de seguir as normas e regulamentos para garantir a segurança dos trabalhadores no setor da construção civil é algo que precisa sempre ser trazida para debate e olhada sempre de forma técnica. Para rever o debate clique aqui ou acesse o canal da CBIC no Youtube. O tema tem interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

CANPAT Construção debate sistema de ancoragem e trabalho em altura

No terceiro dia da Semana CANPAT Construção 2023, um dos tópicos discutidos e analisados foi a complexa questão das diferenças nos sistemas de ancoragem utilizados na indústria da construção. Reunindo especialistas na área, o evento trouxe análises sobre a segurança no trabalho em altura, um tema relevante para prevenção de acidentes no setor. Rodrigo Fonseca, engenheiro e membro da comissão de estudo, implantação e uso do Sistema Individual Contra Queda pela Animaseg, destacou ter vasta experiência no campo da ancoragem e trouxe à tona uma pergunta crucial: “ancoragem é tudo igual?”. Segundo ele, essa pergunta é o ponto de partida para entender as complexidades do sistema. Fonseca destacou que a diversidade de atividades de trabalho em altura requer diferentes tipos de ancoragem, cada um com finalidades e especificações distintas. “Visto que nós temos diferentes situações de uso, o que devemos considerar? Finalidade de uso, aplicação, cargas e o material que também será diferente”, pontuou o engenheiro. Ele também ressaltou a importância de optar por dispositivos de ancoragem de confiança, que passaram por testes e aprovações rigorosas. Para o engenheiro, não é uma possibilidade trabalhar com os limites de carga do equipamento, e que é preciso sempre colocar a “régua mais para cima”. “Porque são vidas que estão envolvidas. Um dispositivo de ancoragem é confiável desde que ele seja feito de um material apropriado e testado”, enfatizou. Fonseca alertou, ainda, para a prática de replicar informações errôneas no mercado, o que resulta em desinformação e, potencialmente, em situações perigosas. Ele concluiu: “quando falamos sobre o sistema de ancoragem, precisamos parar e refletir se o que está sendo feito hoje é minimamente aceitável”, pontuou. Ele finalizou sua fala destacando que é preciso que os profissionais atendam às normas regulamentadoras e brasileiras para que se tenha mais segurança no trabalho. Auditor fiscal do trabalho, Antônio Pereira do Nascimento apresentou uma perspectiva fundamental sobre as questões de segurança do trabalho em altura. Ele destacou que o trabalho em altura é uma preocupação constante e que a queda com diferença de nível é uma das principais causas de acidentes graves e fatais na área, de acordo com levantamento feito em 50 construtoras. “A maior preocupação das CAT (Comunicações de Acidente de Trabalho), que foi o considerado no estudo é a queda com diferença de nível, que não só é uma das maiores dores de cabeça, mas também a grande geradora de acidentes fatais na nossa área”, explicou Nascimento. Ele enfatizou a importância de pensar na ancoragem desde a fase de projetos, destacando que a adaptação posterior ao sistema de ancoragem pode ser inviável em termos de resistência, rigidez e durabilidade. “Se não for embasado em projeto, em memorial de cálculo, com especificação adequada, ao invés de darmos segurança ao trabalhador, a gente está levando o trabalhador a um acidente grave ou fatal”, alertou. Nascimento concluiu sua apresentação incentivando a busca por conhecimento e a colaboração entre profissionais competentes, empresas e prestadores de serviços, afirmando que somente por meio desse trabalho conjunto será possível garantir a segurança dos trabalhadores no setor da construção. Os painéis da Semana CANPAT Construção 2023 vão até o dia 5 de outubro e devem reunir os principais protagonistas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), como a CBIC, o SESI, o Seconci-Brasil e a Fiscalização do Trabalho. Se quiser rever o debate clique aqui ou acesse o canal da CBIC no YouTube. O tema tem interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Processo Trabalhista no eSocial: o que você precisa saber

No dia 1º de outubro deve início o novo evento do eSocial: Processo Trabalhista. Por meio dele, o empregador deve lançar as informações relativas aos acordos e decisões proferidas nos processos que tramitam na Justiça do Trabalho. Devem ser informados os processos que tenham decisões condenatórias ou homologatórias de acordo, que se tornem definitivas, sem a possibilidade de recurso, a partir de 1º de outubro de 2023, ainda que o processo tenha se iniciado antes. Devem informar os dados dessas decisões todos os empregadores, pessoas físicas ou jurídicas, inclusive os empregadores domésticos, microempreendedor individual e segurados especiais. Recolhimento dos tributos Até então os débitos das contribuições previdenciárias e as contribuições sociais devidas a terceiros decorrentes das reclamatórias trabalhistas eram declarados na GFIP e recolhidos por meio de GPS. Contudo, desde o dia 1º de outubro esses débitos passaram a ser declarados na DCTFWeb, com recolhimento por meio de DARF numerado. Importante observar que ainda deverão ser utilizadas GFIP e GPS para as decisões terminativas condenatórias ou homologatórias proferidas pela Justiça do Trabalho até a data de 30 de setembro de 2023, ainda que o recolhimento seja efetuado após 1º de outubro de 2023. Para saber mais, acesse essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, no Radar Trabalhista nº 0322/2023 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 25/09 à 29/09/2023. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista. O tema tem interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC

Reconstrução mamária recupera autoestima de mulheres com câncer

Neste ano, 40 mulheres serão atendidas com o procedimento nos hospitais regionais de Taguatinga e de Ceilândia A professora Fernanda Augusto Ferreira, 45 anos, será uma das mulheres atendidas no mutirão de reconstrução de mama no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) deste ano. Moradora de Samambaia, ela descobriu o câncer de mama em outubro de 2021 após perceber a retração da mama esquerda. Pouco depois, começou o tratamento na rede pública de saúde e passou pela cirurgia de remoção. Agora, será atendida com a reconstrução, que visa a simetrização das duas mamas. “Não é fácil lidar com a mutilação. Por mais que eu tenha recebido a prótese no mesmo momento (da cirurgia), toda vez que me olho no espelho, vem um turbilhão de lembranças. Acredito que, quanto mais natural ficar, com certeza, afastará a ideia da mutilação, de você perder uma parte do seu corpo”, compartilha Fernanda, que reconhece a importância do autoexame e da busca por tratamento precoce. “A gente tem que conhecer o nosso corpo, olhar no espelho mesmo, comparar uma mama com a outra, prestar atenção nas alterações. Isso foi decisivo no meu caso. Se eu não tivesse percebido, se tivesse deixado passar, talvez a doença tivesse avançado e o desfecho poderia ter sido outro”, relata. O mutirão de reconstrução de mamas faz parte da campanha Outubro Rosa, promovido anualmente pelo Governo do Distrito Federal (GDF), e tem o objetivo de contribuir para o resgate da autoestima e da autoconfiança das pacientes. Neste ano, serão atendidas com o procedimento 30 mulheres no HRT, entre 16 e 21 de outubro, e mais 10 no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), entre 23 e 28 do mesmo mês. Outras unidades de saúde devem anunciar a realização de cirurgias em breve. A cirurgiã plástica Izabelle Montanha, Referência Técnica Distrital (RFT) de Cirurgia Plástica, afirma que o mutirão surgiu para devolver às pacientes uma parte tomada pela doença. “Para a mulher, a mama é muito importante, é o que dá identidade feminina para a paciente. E o tratamento não tira só a mama: a quimioterapia faz o cabelo cair, enfraquece as unhas, deixa a pele seca. Então, quando a gente faz a reconstrução e consegue devolver pelo menos uma parte, para que ela coloque uma roupa e se sinta bem, é muito gratificante”, afirma ela, que participa do mutirão desde 2016, quando foi realizada a primeira edição. ‌A vendedora Cristiane Rosa, 44 anos, será uma das beneficiadas com o mutirão e recebeu a boa notícia nesta terça-feira (3). Moradora de Samambaia, ela passará pela mastectomia e pela reconstrução mamária. “Costumo dizer que o processo do câncer de mama mexe em duas áreas primordiais para a mulher – o cabelo e as mamas. Quando eu estava sem cabelo, não me olhava no espelho, avalie sem a mama. Agora, tenho a segurança de que vou fazer a cirurgia e sair de lá melhor do que entrei”, celebra. “A minha vida, agora, se resume a antes e depois do Outubro Rosa”, completa.  Assim como Fernanda, Cristiane descobriu a doença devido à retração de uma das mamas. “A minha mama era de um jeito e, de repente, ficou de outro. Isso me deu o alerta de que alguma coisa estava errada, mas, na correria do dia a dia, demorei a procurar atendimento”, conta. Cerca de oito meses após a suspeita, ela começou a fazer exames e recebeu o diagnóstico. A vendedora ressalta a importância de se autoexaminar e de confiar no processo. “Tenham fé, a batalha é difícil mas não é impossível, quando temos fé e perseverança conseguimos.” Diagnóstico precoceDetectar o câncer de mama nas fases iniciais aumenta as chances de tratamento e cura. É importante que a mulher esteja atenta aos sinais, faça o autoexame e busque os exames de rastreamento. Os principais indícios da doença, conforme o Ministério da Saúde, são “retrações de pele e do mamilo que deixam a mama com aspecto de casca de laranja; saída de secreção aquosa ou sanguinolenta pelo mamilo, chegando a sujar o sutiã; vermelhidão da pele da mama; pequenos nódulos palpáveis nas axilas e/ou pescoço; inversão do mamilo; inchaço da mama e dor local”.

Saúde no trabalho: uso correto de equipamentos e adesão às normas previnem agravos e acidentes

Informe epidemiológico reúne dados dos cinco últimos anos e ressalta a importância das notificações em casos de danos. No DF, foram registrados mais de 3,6 mil atendimentos em 2022 Dores na mão, dormência e formigamentos. Estes são sintomas da síndrome do túnel do carpo, diagnóstico que a ex-operadora de caixa Lucineia da Silva, de 36 anos, recebeu em 2020, decorrente das atividades desempenhadas no trabalho. O atendimento iniciou na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Nova Colina, quando a encaminharam ao Ambulatório do Trabalhador, localizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). “Fazendo o acompanhamento, senti muita melhora e não estou mais com tantas dores”, declara. Além da síndrome, Lucineia está sob investigação de outros problemas de saúde, como reumatismo. Para indicar processos que evitem situações como essas, no entanto, é preciso considerar inúmeros fatores: frequência, gênero, idade, função e outros. “O que mais temos visto é que a utilização dos equipamentos corretos é uma forma efetiva de prevenção”, avalia o médico Paulo Lisbão da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Em caso de perda auditiva decorrente de ruído, por exemplo, é preciso o uso de protetores auriculares, que já se tornam uma forma de cuidado”, acrescenta. Além de aderir às normas regulamentadoras e às medidas sanitárias, recomenda-se que o trabalhador observe riscos inerentes às suas funções e em como preveni-los. “É importante identificar possíveis situações perigosas no processo de trabalho, assim como manter todas as vacinas em dia. A prática de atividades físicas também traz muitos benefícios”, aconselha a diretora da Saúde do Trabalhador (Disat), Elaine Morelo, Saúde em números Neste ano, a Diretoria de Saúde do Trabalhador da SES-DF elaborou o “Informe Epidemiológico em Saúde do Trabalho”. O documento reúne dados dos últimos cinco anos sobre agravos, doenças e acidentes no ambiente laboral como: dermatoses ocupacionais; perda auditiva induzida por ruído; câncer relacionado ao trabalho; intoxicações exógenas; pneumoconioses; lesões por esforço repetitivo (LER); dor relacionada ao trabalho (Dort); acidentes de trabalho graves e com material biológico (ATMB); e transtornos mentais. A análise indica que o DF apresentou uma série histórica de crescimento em casos de ATMB, totalizando 9.255 notificados no período de 2007 a 2022, com estabilização do a partir de 2018. O dado mais recente demonstrou que houve 888 casos registrados em 2022. Já em relação a acidentes de trabalho graves, foi computado um total de 9.004 notificações entre 2018 e 2022, com aumento da incidência dos registros a cada ano. São 3.619 casos em 2022 contra 2.431 em 2021. “O número de acidentes de trabalho graves, incluindo óbitos, é preocupante. Precisamos ficar atentos e desenvolver estratégias para reduzir a incidência”, afirma Lisbão, um dos organizadores do informe. Os números são mais baixos em casos de LER e Dort. A capital federal registrou 116 situações em 2022, cerca de 9% dos casos nacionais, cujo total, na época, foi de 7.259. O levantamento realizado identificou ainda um predomínio de indivíduos do sexo masculino (84%) envolvidos em situações de agravos no trabalho. Observou-se também a prevalência das faixas etárias entre 20 a 29 anos (29%), seguida da faixa de 30 a 39 anos (28%) e pela de 40 a 49 anos (23%), que, juntas, correspondem a 90% dos casos de acidentes de trabalho. Subnotificações preocupam Para Lisbão, o que mais chama a atenção, contudo, é a alta subnotificação dos casos. “Retiramos os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação [Sinan], do Ministério da Saúde, no qual são lançados todos os casos de várias doenças e de notificação compulsória.” O registro adequado dos casos auxilia a tomada de decisões e permite observar quais locais ou áreas precisam de atenção especializada. “Se não há uma notificação correta, não posso, por exemplo, visualizar se há um canteiro de obras com muitos acidentes”, diz o médico. Serviço No DF, uma pessoa que sofre agravos ou doenças relacionadas ao trabalho deve passar pela rede regular de saúde, cuja porta de entrada é a UBS mais próxima da residência. São mais de 170 unidades na capital, que podem ser conferidas no site do Infosaúde. O Hran conta com o ambulatório da Saúde do Trabalhador que realiza as avaliações de doenças relacionadas ao ambiente laboral e de sequelas de acidente de trabalho. Os agendamentos são realizados pelas UBSs e o atendimento ocorre às segundas e terças-feiras, das 7h às 13h. Fonte: Secretaria de Saúde do DF

Encontro de Seconcis reúne profissionais técnicos no Rio de Janeiro

O Distrito Federal foi destaque nos painéis gerais e nas reuniões técnicas com representação de todas as áreas de atuação da instituição Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF Uma vez por ano, representantes dos Serviços Sociais da Indústria da Construção (Seconcis) se reúnem para dois dias de evento e troca de experiências. Em 2023, o Encontro Nacional de Seconcis (ENSE) foi realizado no Rio de Janeiro, nos dias 28 e 29 de setembro. O Seconci-RIO é o terceiro em funcionamento no país, atrás de São Paulo e do Distrito Federal. O presidente do Seconci-DF, Carlos Eugenio de Faria Franco, falou sobre a importância do ENSE e como esse momento é uma oportunidade para divulgar o Seconci-DF, bem como aprender e buscar novidades para os trabalhadores e empresas da construção do DF. “Esse encontro é um momento de confraternização e, principalmente, de troca com as áreas técnicas. Esse ano foi um momento especial porque pudemos apresentar o trabalho do Serviço Psicossocial do DF que tem contribuído com a saúde mental dos trabalhadores da construção, além das demais áreas em que atuamos e estivemos presentes ”, disse Carlos Eugênio. Na pauta do ENSE foram debatidos assuntos relacionadas às áreas técnicas das instituições e o Distrito Federal fez uma apresentação sobre o projeto de atendimento psicossocial da instituição. “Apresentamos o projeto SECONCI PRESENTE aos participantes e mostramos como é o seu desenvolvimento e apoio às demandas sociais dos trabalhadores que atendemos no DF, além de conhecer outras práticas de outras regionais”, falou Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF. Além do serviço social, outro painel com participação do Seconci-DF falou sobre segurança e saúde do trabalho com participação da gerente de segurança Juliana Moreira de Oliveira. “É importante que todos os profissionais de segurança e saúde dos Seconcis atuem de forma correta, respeitando a legislação vigente. Temos que orientar as empresas para que elas cumpram as exigências legais, se resguardem de possíveis autuações e processos trabalhistas e cuidem da integridade física dos seus trabalhadores”, explicou Juliana. Além da participação nos painéis gerais, o Seconci-DF esteve presente em todas as reuniões técnicas com presença da diretoria executiva e dos gerentes das áreas de atuação, sendo estas: gerência geral, medicina, odontologia, além do serviço social e da segurança do trabalho. O  presidente do Seconci Brasil, Antonio Carlos Salgueiro, agradeceu a hospitalidade carioca e a valorização dos profissionais de assistência social. “O Serviço Social está no nome e no DNA dos Seconcis. Precisamos dar destaque e incentivar o desenvolvimento de mais ações sociais para nosso público dentro da capacidade de cada Seconci e das demandas existentes junto aos trabalhadores e empresas”, finalizou Antonio Carlos.

Terapia em grupo está disponível para trabalhadores da construção

Serviço Psicossocial do Seconci-DF disponibiliza atendimento em grupo como forma de tratar problemas relacionados à saúde mental e vícios Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF A saúde mental dos trabalhadores da construção civil, o cuidado com a dependência e ajuda no combate ao vício fazem parte da atenção psicossocial do Seconci-DF. O trabalho desenvolvido pela psicóloga da instituição, Flávia Ferraiolo, e pela assistente social, Roseane dos Santos, além do atendimento individualizado, oferece também a modalidade terapia em grupo. Flávia explica que o atendimento em grupo consiste na assistência a pessoas que estejam passando por problemas semelhantes e que, juntas, possam falar dos seus problemas. “A terapia em grupo nunca foi tão necessária. Neste mundo onde as pessoas sofrem sozinhas, se sentindo desamparadas, precisamos aprender a ouvir melhor o outro a pedir ajuda. Precisamos aprender a nos relacionar de forma acolhedora e respeitosa, desenvolvendo a empatia e a compaixão”, explica Flávia. Esse serviço está disponível, sem nenhum custo às empresas, nem aos trabalhadores. A terapia está disponível na unidade Asa Norte do Seconci-DF, localizada no Sindicato dos Trabalhadores (Sticombe), às quartas-feiras. “Os trabalhadores e trabalhadoras agora podem contar com o acolhimento dos grupos de terapia do Seconci. Estamos abrindo grupos de jovens e de adultos. Nos grupos os pacientes falam com colegas que vivem as mesmas realidades no trabalho. Assim, fica mais fácil se identificar com a história do outro sujeito e se sentir compreendido”, conta Flávia. Atendimento Psicossocial: O Seconci-DF, desde maio deste ano, disponibiliza atendimento médico e psicossocial aos trabalhadores por meio do SECONCI PRESENTE. Composto por uma equipe formada por uma assistente social, uma psicóloga e uma técnica de enfermagem, o atendimento acontece nos canteiros de obras com atendimentos diversos como aferição de pressão, glicemia, colesterol, entre outros. Além do atendimento médico, a assistente social e a psicóloga da instituição fazem triagem psicossocial com os trabalhadores e ministram palestras de sensibilização nos canteiros de obras do DF. Para saber mais, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888 ramal 211 ou pelo e-mail: social@seconci-df.org.br

4 de outubro: Dia do Médico do trabalho e o cuidado com a saúde na construção

Os profissionais de Medicina do Trabalho são fundamentais para atestar se os contratados pelas empresas têm aptidão para desempenhar suas funções nos canteiros de obras Assessoria de Comunicação Social do Seconci-DF A medicina do trabalho é o campo médico responsável por atestar a saúde dos trabalhadores e tem função primordial na capacitação para desempenho das funções. São as consultas e exames ocupacionais que determinam se os contratados por uma empresa estarão aptos para desempenharem suas atividades dentro dos canteiros de obras. Esse trabalho é formulado e entregue às empresas por meio do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). O documento está estabelecido pela Norma Regulamentadora 7 – Programa de Condições e Meio Ambiente e Saúde Ocupacional (PCMSO). “A medicina ocupacional é responsável pelo bem-estar físico e mental do trabalhador. Atuando na prevenção e assistência em seu ambiente de trabalho”, conta Maurício Nieto, gerente médico do Seconci-DF. No Seconci-DF, além das consultas, a medicina do trabalho é responsável pela realização de diversos exames ocupacionais que são solicitados pelo profissional de medicina ocupacional. Esses exames darão respaldo para que, ao começar suas atividades ou mudarem de funções, os trabalhadores tenham garantida sua integridade física. “Oferecemos atendimento em saúde e segurança do trabalho, elaborando o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para que o trabalhador tenha um ambiente de trabalho seguro e saudável”, fala Maurício. Além disso, a medicina do trabalho realiza consultas ocupacionais, assistenciais, bem como os exames complementares para que o trabalho seja realizado de maneira segura. Para Maurício, a função de medico do trabalho não foi uma escolha, foi um chamado. “Evitar o adoecimento das pessoas ao invés de realizar o tratamento de uma doença já instalada é o desejo de qualquer médico. Como médico do trabalho consigo atuar na prevenção, orientação e tomar ações a fim de evitar o adoecimento ou agravamento de doenças já existentes, isso é extremamente gratificante”, finaliza Maurício.

ENSE 2023 no Seconci-Rio: troca de experiências para transformar a Construção Civil

Nos dias 28 e 29 de setembro, a sede do Seconci-Rio foi palco do Encontro Nacional dos Seconcis – ENSE 2023, reunindo gestores e profissionais dos Seconcis regionais para discutir e compartilhar boas práticas, nas áreas administrativa, estratégica e técnica. Iniciando os trabalhos, o superintendente do Seconci-Rio, Lysio Séllos, ressaltou a importância do evento para moldar um padrão de excelência entre os Seconcis regionais. Na sequência, destacou os projetos que estão sendo desenvolvidos no Rio, anunciando a realização do ambulatório do sono, que será dedicado à orientação sobre a importância de se dormir bem, e do núcleo de atendimento à mulher, que complementam o compromisso de sustentabilidade social assumido pela entidade. A novidade deste ano ficou por conta da participação dos profissionais que fazem assistência social nos Seconcis, justamente para reforçar o viés social da entidade e sua importância. Assim, durante os dois dias do evento, foram compartilhadas as iniciativas nesta área, como o grupo de apoio na dependência química do Seconci-SP e o atendimento psicossocial do Seconci-DF. O Seconci Goiás lançou o programa “Construindo o Bem”, destinando recursos para auxiliar trabalhadores em situação de vulnerabilidade social. Por sua vez, o Seconci Manaus enfatizou sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, com o estímulo ao uso de canecas, em substituição aos copos descartáveis, e também o lado social, com a realização de casamentos coletivos. Já o Seconci-Rio mostrou seus projetos em saúde e segurança, além de programas de qualificação profissional e de apoio às comunidades locais. A programação do ENSE também incluiu uma palestra com o consultor Gustavo Nicolai, que não só alertou sobre a crescente incidência de problemas de saúde mental, destacando a importância de ações para enfrentar esse desafio, como falou sobre a mudança na legislação de ergonomia, mostrando as novas orientações e caminhos para identificar riscos ergonômicos na indústria da construção. O evento também incluiu reuniões técnicas, com destaque para a importância do intercâmbio de projetos entre os profissionais da assistência social. Diferentes grupos abordaram temas relacionados à odontologia, segurança, administração, saúde e medicina assistencial, visando aprimorar o trabalho dos Seconcis em todo o país.  “Esse intercâmbio de ideias e soluções na área técnica é importante para o nivelamento do conhecimento e para o debate sobre aspectos pertinentes às atualizações de legislação que, desta vez, teve foco no PGR. Precisamos equalizar os procedimentos entre os Seconcis”, destacou Andréia Kaucher, supervisora do departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG. A presença feminina na construção foi outro tema em destaque, com a participação da presidente da Comissão de Responsabilidade Social da CBIC, Ana Cláudia Gomes, que apresentou o projeto “Elas Constroem”, que capacita mulheres para cargos de liderança.  Fechando o evento, o presidente do Seconci Brasil, Antonio Carlos Salgueiro, agradeceu a hospitalidade carioca, destacou a crescente presença feminina na construção e frisou que o ENSE é uma troca de experiências valiosa para que cada regional do Seconci se atualize quanto a boas práticas.  Com uma variedade de debates relevantes, o evento provou ser uma plataforma valiosa para destacar a responsabilidade social no setor da construção e aperfeiçoar os projetos desenvolvidos pelos Seconcis, sempre em prol da qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias. Um evento bem carioca Além da parte técnica, a descontração também fez parte da programação do evento. Com o Rio de Janeiro sendo o anfitrião, os participantes foram brindados com o tradicional mate da praia e com o grupo de chorinho Papagaio Sabido, que ficou encarregado do fundo musical durante os almoços, que tiveram no cardápio feijoada e churrasco. No último dia, teve samba e as despedidas para o ENSE 2024, que foi anunciado para ser em Manaus.

Mudanças na NR-18 é tema do primeiro debate da Semana CANPAT Construção

A Semana CANPAT Construção 2023 teve início nesta segunda-feira (2) com um painel de destaque que abordou as principais mudanças e avanços na Norma Regulamentadora 18 (NR-18) e as interfaces com a NR-1 e a NR-5. Neste debate, especialistas e profissionais discutiram as transformações significativas que essa norma trouxe para o ambiente de trabalho, bem como sua relação com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Iniciando o debate, Mauro Muller, auditor fiscal do Trabalho, destacou a relevância da CIPA e falou sobre o papel que a Comissão desempenha. “Ela é fundamental na implementação das diretrizes da NR-18, pois seus objetivos incluem promover a segurança e saúde no trabalho, prevenir acidentes e doenças ocupacionais e fomentar a conscientização dos trabalhadores”, afirmou. Ele explicou ainda que a comissão atua como um elo direto entre a empresa e os colaboradores, sendo essencial para garantir o cumprimento das normas e a melhoria contínua das condições laborais. “Quanto mais o trabalhador estiver seguro e saudável, maior será a produtividade”, finalizou Muller. Ana Cristina Fechine, especialista em política e indústria na Confederação Nacional da Indústria (CNI), enfatizou os objetivos e aplicações da NR-18, afirmando que a norma visa estabelecer diretrizes específicas para a construção buscando garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores do setor. “As principais mudanças incluem a atualização de normas de segurança em altura, medidas de prevenção de quedas e o aprimoramento das diretrizes para a gestão de resíduos sólidos”, destacou. Ana Cristina explicou ainda as principais mudanças na NR-18, observando que “a norma agora exige uma análise mais detalhada dos riscos ocupacionais, a implementação de medidas de segurança desde o projeto até a execução da obra e a capacitação contínua dos trabalhadores”. “Isso reflete o compromisso do nosso setor industrial em proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável”, disse. Além disso, Ana Cristina Fechine destacou as interfaces da NR-18 com a NR-1 e a NR-5, afirmando que a integração dessas normas é fundamental para uma abordagem holística de segurança no trabalho. “A NR-1 estabelece diretrizes gerais de segurança nas empresas, enquanto a NR-5 trata especificamente das CIPAs. A interação entre essas normas garante a eficácia das ações de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais”, finalizou. Dernival Neto, especialista em desenvolvimento industrial do SESI, complementou a discussão ao falar sobre a interface com a NR-1, ressaltando que a NR-18 deve ser vista como parte integrante da cultura de segurança das empresas. “Sua aplicação efetiva requer um compromisso contínuo da alta administração em promover um ambiente de trabalho seguro, o que está alinhado com os princípios da NR-1”, pontuou. Um dos pontos abordados por Neto foi o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) que irá substituir o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção (PCMAT). O PGR deverá ser implementado nos canteiros de obras, contemplando os riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de prevenção. “Além disso, ele precisa ser elaborado por um profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho”, destacou Neto. A Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes na Construção (CANPAT Construção), de iniciativa da CBIC, desde 2017 combina esforços com os principais atores da Segurança e Saúde no Trabalho: o Serviço Social da Indústria (SESI), os Serviços Sociais da Indústria da Construção (Seconcis) e a Inspeção do Trabalho (SIT). Os painéis da Semana CANPAT Construção 2023 vão até o dia 5 de outubro e devem reunir os principais protagonistas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), como a CBIC, o SESI, o Seconci-Brasil e a Fiscalização do Trabalho. Se quiser rever o debate basta acessar:  https://www.youtube.com/watch?v=7ShcANWETY4 O tema tem interface com o projeto “Segurança e Saúde no Trabalho e Relações Trabalhistas na Indústria da Construção”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). Fonte: Agência CBIC